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Debate ou Demagogia?

 

Dia 10 de Fevereiro fomos ao debate organizado pelo Concelho da Cidade de Caldas da Rainha, já o tínhamos decidido antes de receber o convite por e-mail… (tenho de dizer que fiquei surpreendido)

O debate apesar de ser nas Caldas debruçava-se sobre as explorações ao largo de Peniche e da Nazaré, apesar das Caldas ter tido uma concessão em 1981, estar no meio da área de excelência para exploração de gás de xisto em Portugal, e num estudo de 2010 ser na Serra do Bouro o melhor local para instalar um sistema de armazenamento de gás natural no sobsolo.

“Como sabemos, para alguns, Portugal é um desafio à exploração de petróleo. Para outros, os impactos da exploração de petróleo irão afetar de forma negativa atividades como a pesca, a agricultura e turismo, assim como pode constituir uma ameaça ao ambiente e saúde pública das populações.

O Conselho da Cidade, constituindo-se como entidade dinamizadora das iniciativas que se enquadram no conceito de uma democracia participativa pretende, com este debate, contribuir para o esclarecimento das pessoas sobre este tema e, deste modo, para uma opinião informada de todos.”

Primeiro devo dizer que foi bom acontecer apesar das limitações ao ser um evento académico- intelectual, que por si são desinteressantes para o cidadão comum… mas está aberta a porta para seguir com debates, agora é tema na Cidade…

A plateia estava “dividida” por parcelas. Na linha da frente PS. Do lado esquerdo PP, PSD e… a Brigada Anti Crime das Caldas da Rainha (???) Talvez viessem para deter o representante da Partex Oil and Gas por crimes contra a humanidade, mas ele faltou… nunca saberemos!. Do Lado direito Partidos Independentes e membros do Concelho da Cidade, na linha da frente Peniche Livre de Petróleo. Na fila de trás BE, Nós e políticos locais… Depois uns poucos de cidadãos espalhados pela sala.

Nos 5 minutos antes do início a cumplicidade entre os oradores era visível… Amigos e profissionais de longa data, movem-se no mesmo meio e discutem assuntos energéticos e ambiente á largos anos, conhecendo-se profundamente.

O debate abriu com o discurso normal de balanço entre benefícios e impactos da exploração petrolífera, mantendo a discussão focada no impacto ambiental por Ana Costa Leal do Concelho da Cidade.

Cedo se percebeu que o debate não interessava aos Autarcas da Região que foram convidados e não compareceram, nem mandaram representante. Numa área onde os trabalhos estão mais avançados que em qualquer concessão offshore ou no Algarve o silêncio político continua a ser total. (Lembro que em 2012 enviei mails para a Camara Municipal de Alcobaça depois de ler um artigo onde o Presidente pedia mais informações… Nunca recebi resposta)

O representante da Partex também falhou, não tendo a empresa enviado mais ninguém em seu lugar… Ficámos só com os “Verdes”… O moderador é/foi jornalista em jornais da região… incluindo o Jornal das Caldas, que para o dia 1 de abril de lançou esta noticia….

Começamos por Nuno Ribeiro da Silva, que esteve presente como professor universitário.

Se querem um debate sério não o convidem… Demagogo profissional (arte ou poder de conduzir o povo. A demagogia está relacionada à negativa da deliberação racional, fazendo uso de uma das falhas da democracia, qual seja, manipular a maioria pelo uso de aparentes argumentos de senso comum entremeados com disjunções falaciosas ) é conhecido como expressões como “ O petróleo offshore é como um bocado de carne. Primeiro come-se as partes mais acessíveis e depois é que vamos procurar junto às costelas”.

Cada vez que o debate estava a ganhar uma linha de diálogo, a palavra passava e ele conseguia destabilizar, sendo mesmo chamado à atenção por quem estava a ouvir sobre as suas dissertações, e histórias pessoais que nada interessavam e nem respondiam às perguntas feitas.

Mestre em Economia e Planeamento Energético. Professor Catedrático, onde tirou mestrado, Universidade Técnica de Lisboa.

Mestre em Economia, Política e Planeamento Energético pela Universidade Técnica de Lisboa, após ter cursado Engenharia e Economia. Representou Portugal junto do Banco Mundial em missões oficias. De 1985-1996 exerceu cargos políticos, foi Acessor do Secretário de Estado do Ambiente (1985-1986), Secretário de Estado da Energia (1986-1991), Secretário de Estado da juventude/ presidência do Concelho de Ministros (1991-1993) e Deputado á assembleia da Republica (1992- 1996) Tendo passado por várias empresas de renome, como a CP ou a Rodoviária Nacional, ingressou na EDP em 1985. É Presidente da ENDESA GENERACIÓN PORTUGAL, S.A. e de várias empresas do GRUPO ENDESA em Portugal. É Presidente do Conselho Estratégico Nacional do Ambiente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), Vice-presidente da Direcção da AIP (Associação Industrial portuguesa) e Membro do Conselho da Indústria Portuguesa. Pertence a órgãos sociais de várias instituições ligadas aos temas de Energia e Ambiente. Administrador do OMIP (Mercado Ibérico).

A primeira frase dele foi dedicada ao jogo de futebol e ao frio. Passou a ideia que esteve no abrir das renováveis em Portugal, e que eram as empresas energéticas estatais que atrasaram a sua introdução ao dominar as decisões na indústria energética. Realçou a dependência que o nosso modo de vida tem dos produtos derivados do petróleo, como plásticos, químicos, agrícolas, sintéticos.

Mais á frente no seu discurso vem as frases fáceis para atirar a culpa de um futuro toxico aos países pobres em desenvolvimento como a Índia ou “socialistas” como a China… nunca ouvi África. Com a justificação que seria difícil proibi-los de viver como nós viemos antes dos carros elétricos. (Então mas o progresso não é para todos?) Salientando o impacto dos automóveis na destruição ambiental, apontando o dedo a cada um que tenha carro e a todos os que vão comprar sem ser elétrico. Sem falar nos petroleiros, metaneiros, cruzeiros, aviões, foguetões, camiões, fábricas, produção animal, etc… Não! A culpa é tua… que compras carro.

De Repente sai-se com uma afirmação que vem contra declarações, relatórios e mesmo memorandos do governo, de que “não existem reservas de gás de xisto (Shale Gas) em Portugal”.

Falando das eólicas, que tanto preza, disse: “ Quem me dera ter uma eólica para a minha casa, ou em cada cidade, mas tem de haver estudos, não queremos uma eólica junto ao Mosteiros dos Jerónimos, ou na Torre na Serra da Estrela, na Serra de Cintra (não vamos olhar para a Quinta da Regaleira e ver eólicas), ou no meio de uma praia, as coisas não são nem branco nem preto, nem todos os locais são bons.”

Fica para pensarem…

Junto esta frase dele partilhada no debate por António Eloy: “ Não se pode extrair petróleo ao pé de índios” (sorriso)

Como bom “aluno” e homem que está em cima das ultimas no campo das energias, lançou “bons exemplos” do impacto social da industria petrolífera, utilizando o “cliché” europeu da Cidade de Aberdeen, Escócia, totalmente falso e já desmentido por moradores da cidade escocesa, quando no Algarve num debate semelhante foi usado o mesmo exemplo. A sua mentira foi desmascarada por António Eloy, que esteve em Aberdeen recentemente. Arrematou com o golpe final: Noruega (que já foi dos países mais pobres da Europa), onde o petróleo é objectivo estratégico do estado.

Esclarecer sobre as concessões petrolíferas no offshore nada….

Deixo a última, falando sobre Aberdeen: “Quando lá estive era uma aldeia manhosa de pescadores” . Para tentar justificar o “progresso” que a indústria petrolífera levou para a localidade… Que hoje é uma zona industrial com um alto nível de pobreza extrema.

 

Antonío Eloy

Trouxe ao debate um tema que normalmente é mantido fora dos debates públicos sobre explorações petrolíferas, o impacto social da indústria petrolífera, e da possibilidade de tudo isto ser só uma especulação económica para fazer rodar dinheiros que mexam na bolsa de valores de Wall Street (Que não é de todo uma opinião a excluir) com todo o seu impacto social em todo o Mundo. Apresentou o Exemplo da Nigéria, que desde os anos 80 tem sofrido ecocidios e genocídios directamente conectados com a exploração petrolífera. Por várias vezes levantou um livro que trazia sobre o tema:

Disse ter os mesmos dados que Nuno Ribeiro da Silva, mas uma visão académica diferente, confrontando a ideia de ser necessário continuar a investir e a extrair petróleo por razões ambientais, económicas e sociais.

Geo Politicamente falando relembrou que todo este investimento para manter a indústria petrolífera no futuro deve-se principalmente aos planos traçados depois dos EUA e a Rússia terem ultrapassado a Arábia Saudita como maiores produtores do Mundo, e a ascensão do petrodólar como moeda mundial. Hoje o mundo está como está…

Seguiu dizendo que não acredita nas explorações em Portugal porque no mar são muito caras e as reservas não o compensam, e em Terra como temos grande massa populacional nas áreas pretendidas as explorações não serão possíveis.

Falou do seu encontro com uma senhora de idade que estava 30 minutos antes de uma secção de esclarecimento em Vila do bispo perto da sua aldeia. A Senhora estava lá porque a concessão que foi anulada no Algarve (concessão de Aljezur) era ao lado das suas terras e que a sua horta começou a ser inundada com líquidos com espuma e de cor verde que vinham do “furo de água” da Portfuel empresa criada por Sousa Cintra. (Estive nesse terreno quando da Bicicletada Anti Fracking, é de chorar com a indiferença…

O problema do capital esteve sempre no discurso de Eloy, mas nem sempre contra os capitalistas apenas como a forma como alguns agem… Deu o exemplo de Gulbenkian a quem chamou de “Bom-Agiota”, uma das razões porque era amigo de seu avô. Acrescentou o nome de Alfred Nobel que criou a dinamite tão importante para a ascensão da indústria de mineração e energia (acrescentamos Guerra) com dinheiro do seu investimento e da sua família na indústria petrolífera — Nuno Ribeiro da silva falou no nome Bill Gates. Eloy realçou a mudança da economia negra criada através da exploração de petróleo para um capitalismo verde da família Rockfeller—(acordo com 350 org), Filantropia.

Fica para pensar!!!

À pergunta do grupo Peniche Livre de Petróleo: Qual o Impacto dos trabalhos de prospeção no ambiente?

Todos responderam que pode-se considerar nulo…. Bom mais uma vez a cultura ambientalista deixa os animais de fora (se calhar para não puxar o tema, também nas renováveis, principalmente barragens). No offshore os mamíferos marinhos e outros animais são fortemente afectados ( De resto como grande parte das gigantes ONG verdes mundiais)… como de certo os animais em terra também com os barulhos dos camiões batedores para estudos sísmicos nas concessões… Sem falar do transporte de material para o local de exploração…

Nuno Ribeiro da Silva para ajudar falou que a prospeção apenas usava uma broca de diamante, acrescentando á explicação de Eloy que se resumia em “Como espetar uma agulha”…

Júlia Seixas

Membro do movimento Futuro Limpo, que tem como acção, garantir os direitos democráticos do povo português.

Falou das 6.000 assinaturas conseguidas pelo grupo Peniche Livre de Petróleo, sem mencionar as restantes milhares de assinaturas recolhidas pelo país, principalmente no Algarve que mostraria a real ação popular contra a democracia representativa que tenta manter a obscuridade e as decisões sobre as explorações longe da decisão popular.

Apesar de eu não acreditar que a solução está na Democracia Representativa, no mundo onde vivemos e que nos regula, necessita de quem acredite, realize a resistência jurídica num estado de direito, (um trabalho que não faria, nem pediria a alguém para fazer) que levará muito tempo, sempre encontrando novos desafios como os acordos transatlânticos TTIP ou CETA, Projectos de Interesse Nacional, etc…

Trabalham para o cancelamento dos contractos como meio para parar os trabalhos de prospeção, ao contrário da maioria que acha, que não há mal em “saber o que temos”.

Júlia explicou que se os trabalhos não forem parados agora, no futuro, quanto mais tempo se deixar passar, mais dinheiro as empresas vão receber do estado português, porque assim está no contracto assinado sem consulta popular, sem discussão política, sem olhar á população e às leis e protocolos para a libertação de gases efeito de estufa (o gás toxico falado é sempre CO2, nunca o Metano entra na equação). Parar agora era mais barato, parar daqui a 10 anos é aumentar a divida… Quanto mais as empresas investiram mais, vão lutar pelos seus direitos.

Como profissional listou as movimentações dos movimentos pelas alterações climáticas, dos acordos na COP 21 e do encontro pelo clima em Marraquexe, onde foram escritos e assinados memorandos de aconselhamento – sem valor legislativo– que pretendem substituir o Acordo de Quioto que foi um fracasso.

Explicou também de como as explorações são não só ecologicamente mas também economicamente insustentáveis para Portugal e para o mundo, alertando para os valores de aluguer e taxas nos contractos assinados pelo estado e as petrolíferas e para a não obrigação de estudos de impacte ambiental na fase de prospeção e que quando as há são realizadas por empresas contratadas pelas petrolíferas que por vezes realizam estudos mais completos ou mais formais segundo testemunho da própria.

Tentando dar uma luz sobre o montante de uma possível indeminização do estado às petrolíferas deu o exemplo dos gastos diários de 1 milhão de euros por dia pela Galp na concessão offshore, que se multiplicados por 10 ou 30 anos dará mais “sacrifício” para os quem paga impostos, e quem é explorado (trabalhadores precários/imigrantes), não para Portugal.

Da parte do público, tivemos ataques políticos aos governadores locais e nacionais. Como se os acordos entre Governo, Corporações e Banco Mundial não viessem já do Estado Novo. Também não faltaram as dúvidas sobre os supostos ganhos para as populações locais. Que foram elucidadas pela júlia Seixas.

De destacar uma senhora que se identificou como Mãe que simplesmente disse que quer saber o que pensam fazer no “seu quintal”, que é inadmissível que esteja em debate a exploração de petróleo perto da minha casa e da minha filha ou da filha de outra pessoa qualquer.

Não sei se conscientemente ou por instinto maternal, salientou um ponto importante em toda esta resistência às petrolíferas “ou filha de outra pessoa qualquer”.

Como também usual o medo/revolta (para não entrar em assuntos mais profundos) falou mais alto do que a solidariedade que a declaração daquela Mãe mostrou. Um Sr de repente diz: Se querem explorar que vão explorar para outro lado!

Quando decidi ir ao debate, não ia ouvir, porque mesmo não conhecendo bem todos os oradores, conheço bem a musica ao som das batidas do sistema industrial, da cultura de um povo civilizado, foi-me educada, andei na escola por ela, estudo-a, trabalho nela, respiro nela, vivo nela, vou morrer nela… Mas mesmo caminhando nos corredores da sua liberdade, vou-me sentido livre dessa liberdade. Vou ser terra/ar/água/fogo, para as sementes futuras… Não uma memória nos céus, um condenado no inferno, uma estátua… um exemplo…

Vivo hoje! Penso que é melhor viver hoje a pensar no amanha do que viver o amanha sem pensar hoje!

Não ia ver, porque não é a minha visão para informar, incluir e colaborar com as populações…

Mas acabei por ouvir coisas interessantes e ver reações autênticas (sem nenhum tipo de “actuação”) tanto dos oradores como do público.

Fui como elemento do grupo facebook: Caldas da Rainha por um Oeste Sustentável e também como voluntário da CREA (Caldas da Rainha pela Ética Animal).

Fomos criar utupia (Cidadadia Participativa)….

Fui para sentir…

Gostei de sentir a Júlia Seixas. Gostava que António Eloy conseguisse equilibrar melhor o activista ambiental e social com a sua profissão e não consentir que se fique com a ideia que só a luta contra os testes nucleares valeram a pena, mesmo se estando hoje a resistir contra instalações nucleares aqui bem perto, mas não tão perto assim. De que não vale a pena resistir aos trabalhos de prospeção para gás e petróleo, mesmo não acreditando na sua exploração… e que sempre que possa, deixe o seu trabalho literário sobre a luta em Ferrel sair em palavras motivadoras em secções onde seja convidado… A Resistência do povo de ferrel que não sendo a única em Portugal e no Mundo, é sem dúvida importante para a resistência em Peniche e no Oeste, para que não seja um exemplo do passado mas sim um acreditar no futuro.

Agora é juntar á vontade de organizar uma secção de informação popular, mais esforço para um evento na Zona Oeste…

Cada um deve fazer o que acredita! Pois se isso não der resultado, nada mais dará! Quem sabe juntando todo o que cada um de nós acredita, mesmo não nos juntando fisicamente ou ideologicamente, possamos unir, pensar nas ideias que nos são educadas, apresentadas, das que nos fazem pensar, nas que nos causam psicoses, que nos fazem sentir livres, das ideias que sabemos ser livres, das ideias que não entendemos, das ideias que recusamos, das ideias que nos façam duvidar da certeza e razão…

As corporações colaboram, umas com as outras (com casos muito raros) para manter o seu maior império de pé (A civilização). A sua colaboração é frágil, pois assenta na procura de poder para derrubar uma serra, uma técnica, uma tecnologia, um império. Para impedir o curso de um rio, da migração animal, da livre circulação de povos. Para impedir a livre circulação de direitos e impor deveres.

Nós, Povo devemo-nos Unir, Apoiar, fazer das diferenças – quando possível— uma força.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalha” Sun Tsu

 

 

 

 

2ª Romería-Manisfestación Contra o Fracking-Masa (Burgos)

Dia 30 de julho estivemos numa acção em Burgos a convite da Asamblea Vecinal Urbel-Rudrón, grupo local inserido na Asamblea Contra la Fractura Hidráulica de Burgos. Participamos na 2ª Romería_Manisfetación contra o fracking e não convencionais. O dia começou com a Romería (passeio) no local assinalado para o primeiro poço, na localidade, chamado de Sedano 2. No final do passeio juntaram-se cerca de 300 pessoas para escrever com os seus corpos: Fracking en Ningún Sitio, para uma fotografia aérea. De seguida fomos até á pequena aldeia de Masa bem perto do local do pretendido furo,  que tem uma das maiores fábricas de explosivos de Espanha perto de si. E querem extrair gás na mesma zona?. Na aldeia, comeu-se, e depois o grupo de dança tradicional local abriu a programação, foi seguido da banda Anti-Fracking do povo de Merindades, também ele em perigo devido ao Fracking. Podémos jogar jogos tradicionais, como a Tuta (tipo o Jogo da malha português) entre outros. Ao fim da tarde uma peça de teatro pelo grupo da Asociación Valle de Sedano, seguido de uma secção de informação e debate sobre o fracking e as empresas, com grupos de Burgos, Cantábria e Portugal. Mais começou a festa com o Titulo: Hasta Nunca BNK! (BNK, é a empresa que quer fazer fracking em Burgos.) A festa começou com música variada, seguido de um grupo que junta Cumbia Chilena, Teatro e histórias populares com um excelente espetáculo. A noite foi até de madrugada com a banda RKR (Punk Rock).

Foi um dia sempre a acontecer coisas desde as 8.00 da manha. Montámos sombras no local da fotografia aérea e distribuímos água pelo pessoal que estava pelo caminho para o indicar ás pessoas que vinham participar. Quando o sol estava alto, fomos todos para o local previamente marcado para fazer as letras para a fotografia aérea, uma MNS para as petrolíferas. Depois o almoço eram Patatas tradicionais. Para desmoer o almoço fomos jogar a Tuta com os populares da terra, deitar à sombra, banhar-se na fonte, ouvir a música que passava, falar das experiências, etc. Eu, reencontrar pessoas que tinham estado comido em 2015 quando da ida ao Espeleo rock: Festival Anti Fracking e à Frackanpada. O teatro da população que dá o nome á concessão: Sedano, apresentou uma peça de comédia popular que a população adorou. Depois fizemos uma assembleia popular para falar das concessões locais, dos problemas, discutir as vantagens e desvantagens, partilhar as experiências dos grupos de Cantábria, Burgos e de Portugal. Populares locais gostaram de ouvir o testemunho que levei, da acção dos locais em volta do furo de Sousa Cintra na Concessão de Aljezur, que levou ao cancelamento da mesma devido á insistência dos locais em voltar ao local tirar fotos e pressionarem para se saber o que se passava ali, o que levou o Estado a investigar e a anular o contrato por ilegalidades da Portfuel. Lá, como cá, tentaram enganar a população em redor dos furos com mentiras. Porque Masa, e em seu redor são povos pequenos que nada sabem o que se passa, perguntam muito e debatem bastante… Depois foi relaxar, e aproveitar a festa que estava montada no centro da aldeia. A esta altura já homens dos seus 90 anos  (alguns que estiveram na assembleia, com os filhos e netos) e crianças se tinham retirado. Mas muitos populares da aldeia e arredores assistiram ao espetáculo do grupo El Bombo Do Diabo, musica, teatro, contador de histórias ao ritmo da Kumbia Chilena. Depois concerto de punkrock, RKR uma banda com jovens (alguns menores) com mais de 50 covers de bandas míticas Bascas, de Burgos e de outras zonas autónomas como Eskurboto, Polha Record, de bandas locais, etc… até às 4 da manha… alguns resistentes ainda foram á festa tradicional no povo Pedra. Eu dormir… Desde essa noite o Rio que passa debaixo de casa, embalou-me durante a estadia com o seu som ao se desviar das pedras, ao fazer festas nas plantas, ao empurrar os lagostins que tentavam subir a corrente, contava histórias com o vento em dueto…

 

 

Na manha seguinte, dia 1 de agosto (para não me perder) foi relaxar no Lo Molino. Lo Molino é uma moinho antigo com uma grande casa de pedra, que estava condenado ao abandono, agora está a ser recuperado para habitação com uma área grande onde se vão realizar eventos anti fracking e outros para ajudar na campanha de divulgação, investigação e acção da Assembleia de Burgos, sempre protegendo a horta. Nesse dia não fizemos nada, iniciamos ambos a recuperação do mês anterior, eu da Bicicletada e eles da preparação da Romaria-Manifestação. No dia 2 começamos a falar sobre as nossas experiências, dos locais em perigo na zona devido ao Fracking, do campo Petrolífero de Ayoluengo, dos estudos que falam do mau aproveitamento dos campos eólicos devido à sua má localização, que  estão em parque natural e perto do campo petrolífero, quase que se misturam… Pois é, o campo petrolífero está no Parque Natural de las Hoces del Alto Ebro y Rudrón. Depois uns foram ensaiar, outros fazer artesanato, outros construir um  local de composto para os dejetos da casa de banho seca, para ser usado como adubo na horta. A loiça era lavada no rio com sabão natural caseiro. De noite a luz era alimentada por uma bateria de carro ou de luzes que passaram o dia a carregar ao sol. No dia 2 de Agosto fomos tomar ao Rio Rudrón ameaçado pelo Fracking, e comer pizza Vegan numa aldeia com 20 casas à beira de um belo rio… No dia 3 fomos mandar uns mergulhos no Pozo Azul, um poço natural com mais de 13 km de comprimento, vários braços que criam várias pequenas lagoas de água verde esmeralda… No dia 4 fomos visitar a cascata mais conhecida dos povos vizinhos, que atravessa uma pequena aldeia de pedra vinda perto da entrada de uma grande gruta, uma paisagem que toca profundo, quando nos lembramos que tudo o que vivemos nestes dias está em perigo devido ás petrolíferas. Durante tudo o dia a dançar no céu andavam sempre os Abutres, majestosos lentos, contemplativos, os reis dos montes em igualdade com a Águia Real, que muitas vezes era só aparecia como uma silhueta que aparecia a caminho do Sol. No fim da tarde, a caminho de casa fomos ao Campo Petrolífero de Ayoluengo, Sargentes de la Lora (onde se encontra o Museu do Petróleo. E sim, mais uma vez em Parque Natural), Burgos, o único da Península Ibérica, que está a ser estudado para estimulação dos poços convencionais encerrados ao longo dos anos. Ainda tem vários poços a extrair petróleo convencional e a injectar o lixo tóxico no sobsolo, ao todo foram mais de 50 poços desde os anos 60, hoje estarão uns 6 a funcionar. Com o Fracking querem estimular algumas dezenas que estão encerrados . O Cheiro é indiscritível -muito tempo dá vómitos- o barulho constante dos motores das bombas a imitar cegonhas é uma tortura, os motores funcionam com o gás que saí da extração.

No outro dia, foi dia de voltar, com a união entre grupos mais fortalecida e com algumas ideias para o futuro para que nos possamos apoiar, colaborar, estar nas dificuldades e estar nas vitórias em conjunto… até lá.

Fracking e Não Convencionais; Nem aqui, Nem em Lado Nenhum! Não às Petrolíferas!

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Sondagens na Bacia do Porto

Tese de mestrado, Geologia (Estratigrafia, Sedimentologia e Paleontologia), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2015

Poço Lula -1:

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A Bacia do Porto teve algum histórico de exploração de hidrocarbonetos no final do século XX até há cerca de 20 anos atrás, com a realização de cinco poços exploratórios e várias campanhas de aquisição sísmica 2D, a última da qual executada no ano 2001. As sondagens realizadas intersectaram níveis que mostraram ter evidências da geração e acumulação de hidrocarbonetos na bacia. Assim, foram identificados dois intervalos com potencial gerador de hidrocarbonetos. O primeiro corresponde ao início do Jurássico Inferior, na base da Formação Esturjão, e o segundo insere-se no início do Jurássico Superior, no Oxfordiano (Formação Cabo Mondego). Estes dois intervalos deverão ter correspondência com os identificados na Bacia Lusitânica para o Jurássico Inferior (Formações Água de Madeiros e Vale das Fontes), e para o Jurássico Superior (Formação de Cabaços/Vale Verde). Através da análise dos dados geoquímicos disponibilizados, verifica-se que o intervalo do Jurássico Inferior mostrou ter indícios promissores de potencial gerador, nomeadamente tendo como referência os níveis identificados no poço Lula-1. O intervalo do Oxfordiano foi reconhecido na base do poço Cavala-4, apresentando um razoável potencial gerador de hidrocarbonetos. De forma a avaliar a existência e tipo de sistemas petrolíferos na margem subexplorada no offshore profundo, incluída na área de estudo, projectou-se todo o conhecimento da litostratigrafia, evolução geodinâmica, ciclos de transgressão-regressão e variação do nível do mar desde a Bacia do Porto para a área mais distaltauros 1994.

Sondagem Lula-1/1Z Taurus

Esta ferramenta de estudo denominada genericamente por «Diagrama de Wheeler» revelou ser extremamente útil para um exercício de especulação, com critério, das variações litológicas mais prováveis de serem encontradas na margem proximal externa, com impacto na definição dos prováveis elementos de sistemas petrolíferos. A comparação da zona a Oeste da Bacia do Porto no offshore profundo, com a margem conjugada Canadiana, especificamente com a Bacia de Flemish Pass, foi importante como análogo de exploração

Bacia de Flemish:

Foi lançado o concurso para seis concessões em águas profundas e pouco profundas na região do Porto, sobre as quais existem muitos dados disponíveis. O actual governo anulou-as… por Agora

Em 2015 a Repsol realizou vigilância sísmica no offshore da bacia do Porto ao largo de Aveiro e norte da Figueira da Foz.

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Como se pode ver no Mapa abaixo, foram  realizadas várias sondagens e perfurações na Bacia do Porto, que quase toca nos limites da Bacia Lusitânia no offshore: a malha dos estudos sísmicos ainda é mais apertada…

campanha sismica até 2012
campanha sismica até 2012

Potencial para “Plays” de “Shale Gas” da Formação de Mira – (Carbónico, Sul de Portugal).

Será que foi aqui que começou o interesse pelo onshore no Algarve?

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( Algarve, Estremadura, Alto Alentejo e Baixo Alentejo estudados para gás de xisto. Podes ver os mapas das concessões e áreas identificadas )

Mais uma área estudada para Shale gas (Gás de Xisto), o Alentejo continua a ser de Norte a Sul estudado para se descobrir fontes de gás não convencional depois do alto Alentejo na Serra da Ossa, também se procura no Baixo Alentejo.

Potencial para “Plays” de “Shale Gas” da Formação de Mira – (Carbónico, Sul de Portugal).

O Grupo do Flysch do Baixo Alentejo tem vindo a ser apontado como um potencial “play” de “shale gás especialmente na Formação de Mira. Para tal, foram realizadas análises sobre 32 amostras, 26 pertencentes à Formação de Mira e 6 já pertencentes à base da Formação Brejeira, para determinar o grau de maturação (Cristalinidade da Illite) e os parâmetros de geoquímica orgânica (Rock-Eval Pirólise), sendo posteriormente relacionados com dados previamente existentes. A Zona Sul Portuguesa (ZSP) e o seu Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA) foram considerados como potenciais geradores de gás natural não convencional (shale gas). Foram recolhidas algumas amostras das formações Mira e Brejeira. O estudo aqui foi desenvolvido para uma tese de Mestrado em Engenharia Geológica e de Minas no Instituto Superior Técnico (IST), tendo sido realizado no sector central da ZSP, entre as cidades de Almodôvar (distrito de Beja) e Monchique, as análises de geoquímica orgânica foram devidamente embaladas e enviadas para os laboratórios GeoData em Sehnde, Alemanha, os resultados sugerem um estado de maturação avançado para todas as amostras, entre a janela do gás húmido e a sobrematuração. Os resultados de Rock-Eval sugerem um potencial gerador baixo, com indicadores de presença de hidrocarbonetos. Considerando a totalidade do conjunto de dados, as formações parecem ter tido algum potencial gerador aquando da sua deposição tendo gerado e expelido hidrocarbonetos entre o fim do Paleozoico e o início do Mesozoico (Triásico).

“CONCLUSÃO

A Formação de Mira, bem como todo o GFBA no geral, apresenta um elevado grau de maturação e aparenta ter esgotado o seu potencial gerador. Contudo é de salientar que a existência de picos S1 do ensaio de Rock-Eval sugerem a existência de hidrocarbonetos gerados e aprisionados na formação, ainda que em baixas quantidades. Esta situação, aliado à complexa geometria, intercalação de grauvaques e os prováveis custos associados à logistica, limitam severamente a atractividade da região perante a industria petrolífera. Existe no entanto a possibilidade de estas formações terem alimentado um sistema petrolífero com reservatórios convencionais Mesozóicos a Sul, no Algarve, assumindo que exista uma concordância de “Timings” entre maturação, reservatório, selo e armadilha.

“Agradecimentos

PARTEX OIL&GAS (Financiamento de Rock-Eval pirólise e TOC)

Prof. Doutor António Costa e Silva (Orientador)”

Pedro Branco1 , Nuno Pimentel2

1 Instituto Superior Técnico, Engenharia Geológica e de Minas

2 Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Informação retirada de documento apresentado no IV Congresso Jovens Investigadores em Geociências, LEG 2014. “Potencial para “Plays” de “Shale Gas” da Formação de Mira (Carbónico, Sul de Portugal).

O povo queria ser “Doutor/Engenheiro” para viver melhor. Pelo caminho esqueceu-se de quem foi! Queria conhecimento para poder ser! E hoje o que é?

Se a biosfera se satura de venenos letais, se o meio ambiente se degrada e polui, se o encombrement ameaça sofucar, afogar e paralisar o homem, todos devem saber se ainda vão a tempo de emendar a civilização, de se defender e de preparar um mundo habitável aos que vierem” . O Suicídio da Humanidade; Lucien Barnier, Cadernos do Século 1970 ( Ano Europeu da Conservação da Natureza.) 

 

Concessões de Gás e Petróleo 2015 (blog em actualização)

                       BLOG  EM  ACTUALIZAÇÃO

                     (D.I.Y.) Faz Tu Mesmo (Com amigos)

  • DIY: Projectos que sem quaisquer apoios financeiros é realizado. Reforça o espírito anticonsumista, e assenta na ideia que uma pessoa sozinha pode muito bem fazer um trabalho com originalidade substituindo vários “profissionais” excessivamente bem pagos e por vezes incompetentes.
ENMC (Entidade Nacional para o Mercado e combustíveis): 
“CONCESSÕES E CONTRATOS em 2015
O direito ao acesso e exercício das atividades de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo é subordinado a um único título – Contrato de Concessão (e Adenda(s) respetiva(s)), contemplando todas as fases de atividade. 
No que respeita à zona imersa profunda (profundidade de coluna de água superior a 200 metros), o modelo de contrato foi definido no âmbito do Concurso Público Internacional de 2002 para atribuição de áreas de concessão na zona imersa profunda e de acordo com o Decreto-Lei 109/94, de 26 de abril.
Onshore – Bacia Lusitânica: 3 Áreas 
A Australis Oil & Gas Ltd. requereu a atribuição de três concessões, mediante Negociação Direta.
Os contratos de concessão das áreas denominadas “Batalha” e “Pombal” foram assinados, em 2015/09/30, com a empresa Australis Oil & Gas Portugal.

Onshore – Bacia do Algarve: 2 Áreas
Os contratos de concessão foram assinados, em 2015/09/25, com a empresa Portfuel, petróleos e gás de Portugal Lda.

Deep-Offshore – Bacia do Alentejo: 2 Áreas
A Kosmos Energy LLC requereu a atribuição de duas concessões, mediante Negociação Direta.

Deep-Offshore – Bacia do Algarve: Áreas “Sapateira” e “Caranguejo”
Os contratos de concessão foram assinados, em 2015/09/04, com o consórcio Repsol / Partex. 

Deep-Offshore – Bacia do Algarve: Áreas “Lagosta” e “Lagostim”
Os contratos de concessão foram assinados, em 2011/10/21, com o consórcio Repsol / RWE. 
Desde 2012/09/13, por Adendas aos contratos, estas concessões são detidas pelo consórcio Repsol / Partex.

Deep-Offshore – Bacia de Peniche: Áreas “Camarão”, “Amêijoa”, “Mexilhão” e “Ostra”
Os contratos de concessão foram assinados, em 2007/05/18, com o consórcio Petrobras / Galp / Partex.
Desde 2013/05/18, por Adendas aos contratos, estas concessões são detidas pelo consórcio Repsol / Galp / Partex.

Deep-Offshore – Bacia do Alentejo: Áreas  “Lavagante”, “Santola” e “Gamba”
Os contratos de concessão foram assinados, em 2007/02/01, com  o consórcio Hardman / Galp / Partex.
Em 2010/03/25, por Adendas aos contratos, estas concessões passaram a ser detidas pelo consórcio Petrobras / Galp.
Em 2014/02/01, por Adendas aos contratos, estas concessões passaram a ser detidas pela empresa Galp.
Desde 2014/12/18, por Adendas aos contratos, estas concessões são detidas pelo consórcio ENI / Galp. 
PROSPEÇÃO E PESQUISA DE PETRÓLEO
2015/2016
Deep-Offshore:
  • Bacia do Alentejo: 1 sondagem de pesquisa a realizar pelo consórcio ENI / Galp
  • Bacia do Algarve: 1 sondagem de pesquisa a realizar pelo consórcio Repsol / Partex                                                                                                                                                             Como aceder aos dados de pesquisa?
  • Os dados de prospeção e pesquisa resultantes da atividade de empresas que operaram em Portugal, ao longo dos anos, estão disponíveis nas instalações da ENMC.
Recomendação da Comissão:
  • No âmbito da RECOMENDAÇÃO DA COMISSÃO de 22.1.2014 relativa a princípios mínimos para a exploração e a produção de hidrocarbonetos (designadamente gás de xisto) mediante fracturação hidráulica maciça, informa-se:
    • Número de projetos de poços concluídos e planeados que envolvem fracturação hidráulica maciça: Nenhum.
    • Número de licenças concedidas, os nomes dos operadores envolvidos e as condições de licenciamento: Nenhum.
    • Estudo da situação inicial realizado nos termos dos pontos 6.1 e 6.2, assim como os resultados da monitorização efetuada nos termos dos pontos 11.1, 11.2 e 11.3, alíneas b) a e): Nenhum.
  • Nota: Foi estabelecido um grupo de trabalho para preparação de um documento de práticas recomendadas a serem seguidas durante as atividades de pesquisa/produção de “gás de xisto”.

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TOMA