Frackanpada (acampamento anti Fracking)

A Frackanpada foi um acampamento de protesto internacional contra o fracking que teve lugar este verão na Euskal Herria (País Basco). A data escolhida foi de 13 a 19 de Julho.

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O acampamento foi em Subijana de Alava, uma pequena localidade do município de Vitoria-Gasteiz. O local escolhido tem uma forte importância simbólica, porque é o local onde a indústria pretende utilizar a técnica de fracking pela primeira vez na Euskal Herria (País Basco). A Frackanpada tem o apoio dos habitantes da localidade, que nos permitiram acampar nas suas terras.

Tinha vários objectivos. O primeiro é juntar pessoas activas contra o fracking e aqueles que pretendam se juntar á luta de diferentes locais, para partilhar experiências e trocar conhecimentos. Pretende ser um encontro entre as lutas contra o fracking e outras lutas relacionadas com a defesa da terra e outras, como contra a austeridade e por uma sociedade sustentável… A Frackanpada quer pôr em prática outras maneiras de organização e de olhar para as coisas, por outras palavras, para nos relacionamos uns com os outros como iguais, apoiando-nos mutuamente e defender o ambiente. O acampamento será um local para conhecer, aprender e relaxar, mas também um local para se propor acções para expor o problema do fracking, mostrando aos perfuradores que não será fácil se eles vierem para destruir os nossos bens comuns.

Nós fomos de bicicleta para a Frackanpada. Além de uma experiência pessoal, serviu para marcar uma posição. Se queres salvar o ambiente evita ao máximo a necessidade dos materiais que mais a destruem, e como era um encontro contra a fonte de energia do futuro, se posso ir de bicicleta ao meu ritmo, porque ir de comboio ou de carro. A volta foi realizada de comboio (falta de condições para voltar de bicicleta).

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Chegada ao País Basco
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4 horas antes da partida (9.00)

A “Papa- Léguas”  foi a estrela da aventura, uma bicicleta DIY (faz tu mesmo) montada 2 dias antes por dois bicimaníacos. A bicicleta tinha metade das condições para uma viagem deste tipo mas chegou ao fim, sem nem sequer um furo. Eu era o seu motor. Chegámos à Frackanpada 20 dias depois.

No caminho construímos Rocket Stoves primitivistas. Dormíamos onde o dia acabava. Tivemos todo o tipo de vizinhos! Conhecemos pessoas, locais, ideias, etc…

Em Burgos passámos uns dias com activistas anti fracking e conhecemos o monte a cidade.

De Burgos, fomos ao II Festival Rock Anti Fracking de Merindades ( EspeleoRock)

Onde assistimos também à seção de informação de dois activistas de Burgos

Passados 2 dias estava a chegar

Chegámos e metemos mão á obra para ajudar a levantar o acampamento, participámos em eventos, e aproveitámos para conhecer pessoas de tudo o mundo, várias culturas e várias formas de luta:

Marchámos em direção á cidade, mostrando apoio internacional á resistência basca, a outras regiões autónomas do “território” Espanhol. Marchámos como uma  força internacional para parar as petrolíferas.

Fizemos amizades e no final fomos conhecer a cidade, alguns projectos sociais e visitar as Okupas, onde vivem alguns dos activistas que ajudaram durante toda a Frackanpada:

Aprendemos, e reforçamos a nossa energia. Ficou em aberto um possível encontro ibérico anti Fracking a realizar em Portugal…. Depende de nós, de ti… e da vontade de realmente resistir ao avanço das petrolíferas.

Fractura hidráulica Não. nem aqui! Nem em lado Nenhum!

Podem ver os vídeos de revisão de todos os dias da Frackanpada: https://www.youtube.com/playlist?list=PLj0REFIMm9uBETT5YShPMUeMOYzqivKs-

A Jornal Mapa escreveu sobre a Frackanpada: http://www.jornalmapa.pt/2015/08/10/frackampada-fracking-nem-aqui-nem-em-nenhum-lugar/

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Existe uma luta de classes, claro. É a minha classe, a dos ricos que a começou, e estamos a ganhar! Warren Buffet

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