ENI. Petrolífera vem queimar Portugal

ENI (Agip)… Itália explora Portugal…

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A ENI, petrolífera italiana comprou 70% das Explorações offshore na costa do Alentejo. A proprietária dos blocos é a Petrogal subsidiária da Galp Energia. A venda foi assinada no dia 19 de Dezembro pelo Ministro do Ambiente e Energia, Jorge Moreira da Silva, a licença de exploração tinha sido dada á Petrogal em 2007 e tinha acabado em Outubro deste ano. A ENI é agora parceira da Galp que ficou reduzida a 30% da exploração perdendo a liderança do projecto. O novo acordo para os trabalhos vão até Outubro de 2015. A Galp precisava deste acordo para poder explorar por mais um ano. A Galp já gastou 70 milhões de euros em estudos sísmicos e estudos do mar,  a proxima fase envolve a perfuração de poços nos Blocos Lavagante, Santola e Gamba numa área de 9.100 km2. A Eni detêm 8% das acções da Galp, que pretende vender em 2015. O governo decidiu que não são necessários estudos de impacto ambiental para os trabalhos no Alentejo e Algarve, pois as explorações são convenientemente muito longe de terra, para serem necessários. Todos os aspectos dos trabalhos são controlados pelas corporações.

A ENI é a maior empresa industrial Italiana, e está presente em 79 países. Foi criada depois de ser pedido o fim da Agip, depois da segunda guerra mundial. A Agip foi a empresa estatal de petróleo criada pelo regime fascista. Enrico Mattei, encarregado de desmantelar a empresa, manteve e aumentou a antiga estrutura sob o nome de Ente Nazionale Idrocarburi (ENI). Iniciou conceções no Médio Oriente e acordos com os Russos. Mattei introduziu o princípio de que os países possuidores das reservas exploradas receberiam 75% dos lucros. Mattei morreu num estranho acidente aéreo. O Governo Italiano detêm 30%, 26% são detidos pela Cassa Depositi e Prestiti, o People’s Bank of China detêm 2%…

A petrolífera tem trabalhado em várias áreas, Construção, energia nuclear, energia, mineração, químicos, plásticos, maquinaria, indústria hospitalar, indústria têxtil e noticias. Através da sua subsidiária Saipem opera no on shore e offshore. Em 2012, em colaboração com a Zeitecs anunciou a primeiro sistema ESP retrievable wireline/rigless para offshore, para ser Utilizado no Congo. A outra corporação que entrou no projecto foi a Baker Hughes, da qual foi encontrado um rótulo de um aplicante químico para perfuração, no poço abandonado pela Mohave Oil este ano, em Alcobaça. Esta tecnologia foi instalada a primeira vez em poços do médio oriente, em Omã, onde a Partex Oil and Gas também têm interesses como em Portugal e Angola. A Galp e a ENI são também parceiras em Angola. A ENI é parceira da Galp em 5 projectos, incluindo 4 offshore e um de gás, o Angola LNG II.

Em 2009 a Comissão Europeia apresentou uma moção de falta de confiança na ENI depois de esta ter conspirado para que os competidores (Rússia) utilizassem os seus gasodutos. Em 2009 também foi acusada de corrupção, devido a declarações do embaixador dos EUA sobre as concessões no Uganda. Os subornos foram aceites pelo primeiro ministro de Uganda, Amama Mbabazi. Alessandro Bernini CEO da ENI teve de resignar ao cargo depois de acusações de corrupção na Saipem, sendo substituído por Massimo Mondazzi em 2012.

 

 

 

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