Um olhar sobre o encontro: Apoio Mútuo anti-Fracking

Escrevi um artigo sobre o encontro que podem consultar aqui: http://www.jornalmapa.pt/2017/05/20/apoio_mutuo_antifracking/

Além disso fica aqui o texto guia para o encontro. Não se teve tempo de falar de tudo, e pode ser que ao lerem os documentos se interessem por um ponto ou outro… A intenção é informação de debate!

Introdução

 Bom… Estamos aqui porque Portugal pode vir a ser proprietário de gás e petróleo não convencional, e a Península Ibérica pode-se tornar num campo petrolífero!

  • O que são “não convencionais”?
  • Que impactos estão associados à extração destas “Novas” fontes de energia?
  • Quem faz lobbing?
  • Porque procuram na Península Ibérica?
  • Que tipos de gás e petróleo existe em Portugal?
  • Onde existe?
  • Quem quer explorar?
  • Há Quanto tempo?
  • Grupos Contra em Portugal!
  • Greenwashing
  • Solução?

Alguns pontos ficaram por se tratar!!

Petrolíferas invadem a Península Ibérica para exploração de gás e Petróleo!

Evolução das concessões nos últimos anos:

 

  • Em 2011 nos territórios autónomos vizinhos, como em Portugal em 2012, descobriu-se que a Península Ibérica estava marcada para a procura e exploração de gás natural não convencional (Shale gas) através da técnica de Fracturação Hidráulica (Fracking) e de petróleo não convencional (heavy oil, Lith Oil).
  • Em Cantábria iniciou-se imediatamente uma resistência em todas as frentes que se espalhou pelo País Basco, Burgos, e a todas as zonas autónomas em Espanha. Em Portugal em 2012 só existiam 2 grupos atentos às movimentações em Portugal, presentes no Algarve: O MALP (Movimento Algarve Livre de Petróleo) e a ASMAA (Algarve Surf and Marine Activitis Association), contra as explorações no Mar (offshore).
  • Em 2012 foi criei o Blog: Gasnaturalnao, para procurar, resumir e espalhar informação sobre os trabalhos passados, atuais, e futuros da indústria petrolífera em Portugal depois de 2 anos de campanha internacional falhada contra a alteração de artigos nas leis que iam permitir a entrada das Tar Sands (areias betuminosas) na Europa… que hoje entram.
  • Nenhuma associação ambientalista em Portugal tinha algum texto, documento, chamada de atenção sobre o assunto, apesar das petrolíferas esburacarem Portugal desde os anos 30, com uns anos 70 de reativação dos trabalhos, uns anos 80 com as principais corporações mundiais a realizar prospeções de reservas de petróleo no mar e em terra. Nos anos 90 iniciou-se um estudo mais aprofundado e na dec de 2000, principalmente em 2007 as coisas desenvolveram-se rapidamente, existiram poços de extração não comercial em Torres Vedras e Alcobaça em 2012. Desde 2014, os avanços no offshore, levou o Estado a divulgar por várias vezes a intenção de perfurações no mar, nunca foram em frente, por várias razões…
  • Em 2016 a Galp e a Repsol estiveram para iniciar a perfuração no Algarve, mas o projecto foi parado. A Galp e a ENI têm um furo anunciado para Abril/junho de 2017.
  • Só em 2014 a Quercus deu voz à sua preocupação com a exploração de Gás de Xisto. O grupo Sapo.pt lançou em 2013 um artigo sobre a supremacia económica dos EUA devido ao Gás de Xisto…. Nunca incluindo o tema nos Vídeos: Minuto Verde.
  • Portugal pode pela primeira vez ser proprietário de reservas de gás natural e petróleo. A resistência faz-se ouvir desde 2012 com especial reforço e acção em 2016/2017, por vários grupos formais, institucionais, informais, populares. Mas, quase todos seguindo as linhas das grandes ONG’s internacionais focando-se simplesmente no impacto da indústria no ar e nas suas águas, ficando mais uma vez de fora toda a história nociva do financiamento desta indústria que tanto Poder oferece a quem o procura. Falam de CO2 e apresentam as suas soluções, aceites de imediato, porque é um assunto que nos diz respeito a todos…O ar é de todos… Mas depois esquecem as águas, o sofrimento de outras famílias fora das suas fronteiras físicas e culturais, exigindo o fim das concessões nas suas terras, no seu País, sem na verdade se preocupar com o impacto da indústria fóssil noutras locais, noutras terras, noutras famílias.
  • Portugal e Espanha foram dos primeiros países, juntamente com a Irlanda e a Noruega a receber pela primeira vez fontes de combustível não convencional para a Europa: Tar Sands (areias betuminosas) e Fracking Gas (gás natural).
  • Em 2014 entrou o primeiro carregamento de Tar Sands em Bilbao, País Basco (Zona Autónoma Ibérica), e em 2016 entrou o primeiro carregamento de Shale Gas (gás de xisto) na Noruega. Ainda nesse ano entrou o super- metaneiro, Croule Spirit no Porto de Sines (Portugal), sendo o primeiro carregamento de GNL vindo dos EUA para a Europa, mais tarde nesse ano a Irlanda recebe o seu primeiro carregamento de fracking gas vindo também dos EUA e da América do Sul (Amazónia peruana), para a produção de plástico, depois da Europa já ter recebido Tar Sands da Venezuela.
  • O Fracking e as não convencionais são o novo mostro da industria petrolífera, o novo combustível da economia mundial, como também o novo messias do conforto Ocidental. Um produto que veio levantar mais uma vez a questão da humanidade no ecossistema, e que fez crescer a preocupação com os gases efeito de estufa e seu impacto na camada de ozono. Com o lema: “Um problema de todos” ONG’s, Corporações, Politica, Sindicatos associações sociais, culturais e artísticas, e homens de Deus olham ao céu, que é comum, ignorando o que se passa na terra (que tem fronteiras) e apelam a um mundo mais sustentável. Para quem? Para Quantos?
  • Só é possível, esta nova investida da indústria petrolífera porque o Ocidente ignorou durante décadas o impacto social e cultural da indústria nos países em desenvolvimento com reservas de petróleo ou gás. Nos anos 60 começaram as preocupações ambientais na mentalidade ocidental, que continuava a ignorar em massa as consequências para os povos nativos junto das operações de extração, transporte e armazenamento de gás ou petróleo, longe de sua casa. Nos anos 80, criavam-se leis de proteção ambiental e de “responsabilidade corporativa” para diminuir o impacto dos Gases Efeito de Estufa, mas não se falava das mortes e do genocídio e ecocido colectivo global da indústria petrolífera.
  • O problema das petrolíferas não é só o seu negócio, mas principalmente a mentalidade que alimenta e reproduz nas massas; Conforto, Velocidade; Força; Superioridade! Para os ambientalistas a industria só é problema quando o seu impacto ambiental ultrapassa os limites do “aceitável”. Nos bastidores do ambientalismo, “O Homem” não faz parte da natureza, e a sua luta é para que o seu “bem-estar” e das gerações futuras seja levado em conta nos planos de exploração de recursos naturais, e que ele possa usufruir dela com toda a liberdade e segurança, normalmente para poder ser mais um Recurso Humano numa qualquer empresa ou ideal renovado.
  • Desde o inico da formação das ONG’s ambientalistas e de conservação ocidentais que a superioridade do homem sobre a Natureza tinha a mesma raiz que a exploração do Homem pelo Homem, biologicamente a ciência sempre tentou substituir os argumentos da igreja (moral) pelos seus assentes na (Razão, Estudo e Experimentações (ética), mantendo o pilar da LUZ, desde a medida dos crânios dos Negros, á razão da pele branca dos povos nórdicos, passando pela Eugenia, escolha do Pedigree para cruzamentos que levassem ao branqueamento dos aborígenes, índios e outras raças inferiores, como os mediterrâneos.
  • Hoje a conservação da natureza por um Futuro Limpo, aceita a expulsão de tribos indígenas e nativas dos locais que habitam a área por milénios, séculos ou décadas até ao armamento de “Guardas florestais” negros para abater “caçadores” negros, salvando a caça dos Reis e Magnatas… Tudo em nome do Paraíso Terrestre… com estatuas de marfim, pisa papeis de mão de gorila, …. Ou, porque não, um abajur de pele de judeu…. Uma cabeleira de cabelo de Índio… Um casal reprodutor da espécie… Um subsídio para manter vivo, mantando-se longe de ser livre.
  • As leis de conservação da natureza e animais apresentam soluções como o abate a tiro de animais errantes para controlar o seu nr, como também o lobbing para passar leis anti imigração e de expulsão por comportamentos imorais e anti éticos de povos nativos “sub desenvolvidos” e “analfabetos”, sem “consciência ecológica”…
  • Politicamente a sustentabilidade e o fornecimento de energia tem raiz nas decisões corporativas.

Exemplos:   

MidCat

  • Em 2016 a União Europeia anunciava 5,6 milhões de fundos para o Projecto Midcat.
  • Um projecto assinalado nas prioridades da Junker Commission, para as infraestruturas de energia da União Europeia, que segundo a própria é “investir em energia solidária”. O plano é aumentar a capacidade existente da interconexão de gás natural entre a França e a Espanha, assegurando a Península Ibérica como fornecedor de gás para o resto da Europa.
  • Segundo Arias Canete (Comissario da Energia e Acção Climática): “ A Assinatura de hoje marca um importante primeiro passo para integrar o mercado de gás da Península Ibérica com o resto da Europa. Quando construído o Midcat irá aumentar a segurança energética da Europa (…)”
  • O Midcat é um projecto europeu na lista dos “Projectos de Interesse Comum” (PCI) assinado em 2015 em Madrid pelos governos de França, Portugal e Espanha, conhecido como Madrid Declaration.

Corporações Peninsulares de Energia

REN (Rede Energética Nacional)

  • É uma das 3 empresas Europeias a gerir em simultâneo a distribuição de eletricidade e gás natural em muito alta tensão e alta pressão. A sua missão. “Garantir o fornecimento ininterrupto de electicidade e gás natural, ao menor custo (…) Assegurando as condições de sistema que viabilizam o mercado de energia”.
  • Em 2013 a Ren anunciava o final da construção da 1ª fase da 3º interligação a Espanha por Zamora do gasoduto entre Mangualde, Celorico e Guarda.
  • A 2ª fase de construção do gasoduto ligará a rede ibérica de gás através de Zamora, reforçando a participação de Portugal na rede europeia de gás. Serão 76 km de tidos de aço, com 943 proprietários e que passam por 23 freguesias.
  • O troço estará conectado com as infraestruturas que vão até às instalações de armazenagem de gás natural da REN, em Carriço, Pombal, como também ao terminal de GNL da REN, em Sines, valorizando a Península Ibérica como porta de entrada de gás natural no sistema europeu.
  • “A 3º interligação a Espanha é uma Etapa importante da criação do mercado ibérico de gás natural”. Rui Cartaxo, CEO da REN; 2013
  • O projecto está na 1ª lista lista de projectos de Interesse Comum Europeu, com o nome de : PCI 3ª Interconnection Point Between Portugal, Espanha, fazendo parte do grupo regional Priority Corridor North South Gas Interconections na Europa Ocidental (NSI West Gas) e do sub grupo Projects Allowing Bidirectional Flows entre Portugal, Espanha, França e Alemanha.
  • O Gasoduto com cerca de 245 km dividido entre 162 km em Portugal e cerca de 85 em Espanha.
  • A segunda fase desta interligação é a instalação de uma estação de compressão no troço de gasoduto entre as estações de Cantanhede e Mangualde. Este equipamento estará activo até 2020.
  • A 3ª interligação está associada ao potencial do armazenamento subterrâneo de Carriço em Portugal e Yela em Espanha. A Intenção é a promoção de um mercado concorrencial no SNGN (Sistema Nacional de Gás Natural) e á criação do Mercado Iberico do Gás (MIBGAS)

EDP (Eletricidade de Portugal)

  • A EDP Gás foi constituída em 1998, com o nome Portgás, com actividade em 29 concelhos dos distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga, sendo o serviço concessionado em 1993, sendo assinado um novo contracto de concessão em 1993 que duração até
  • Em 2008 a Portgás muda de nome para EDP Gás Distribuição, alterando em 2016 para EDP Gás Distribuição, S.A.
  • Operava como EDP/HC Energía Distibuicíon (HidroCantábrico Distribución) na comercialização e distribuição de energia eléctrica, na região das Astúrias, expandindo-se para outras regiões, concretamente Madrid, Valencia, Alicante, Barcelona, Huesca e Zaragoza.
  • Esteve presente no negócio do Gás em Espanha através da Naturgas Energía.
  • As suas operações estavam localizadas em oito comunidades autónomas especificamente: País Basco, Astúrias, Catalunha, Castilla e Léon, Extremadura, Madrid, Múrcia e Navarra. A rede da Naturgas totalizava mais de 10.320 km.
  • A empresa foi líder no mercado de gás no País Basco e nas Astúrias, e é a segunda empresa eléctrica do País Basco.
  • Em 2017 o fundo norte-americano JP Morgan Infrastructure com o apoio dos suíços da Swiss Life compra a Naturgas.
  • O fundo JP Morgan Infrastructures faz parte do grupo JP Morgan Asset management, que no início de 2017 comprou o grupo Vela Energy em Espanha.
  • A Naturgas é a segunda maior rede de distribuição de gás em Espanha
  • A EDP detém ainda a España EDP Energia, o quarto maior operador de energia elétrica do país vizinho.
  • Antes de todo este negócio a EDP tinha sido multada pela concorrência espanhola a uma coima de 900 mil euros à EDP. A Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) considera que a empresa cometeu uma “infracção grave” pelo “incumprimento de medidas de protecção ao consumidor“.
  • EDP e Siemens vão armazenar energia em Évora
  • Em 2016 a EDP Distribuição e a Siemens anunciam a instalação do primeiro equipamento para armazenamento de energia elétrica em Portugal, na rede que serve o campus da Mitra da Universidade de Évora. É a primeira solução deste tipo a ser desenvolvida e instalada em Portugal e uma das primeiras na Europa para a integração das renováveis no sistema elétrico nacional.
  • O Armazenamento será realizado em baterias de iões de Lítio
  • Em 2015 O diretor de planeamento energético da EDP, Pedro Neves Ferreira, acreditava que, tal como os painéis solares tiveram nos últimos cinco anos uma acentuada queda no seu custo, o mesmo acontecerá nas baterias. “Isto depende da massificação industrial”
  • A EDP é conhecida pelos seus Projectos Hidroelétricos. Uma Barragem tem um tempo de média de vida “eficiente” do sistema de bombagem na armazenagem de energia avaliado em 80 anos.
  • A EDP em 2009 era operadora de quatro centrais a ciclo combinado: Ribatejo e Lares em Portugal e Castejon e Soto de Ribera em Espanha. O Grupo tinha em construção mais uma Central espanhola de Soto de Ribera.
  • Uma bateria de Lítio tem uma esperança media de vida de 15 anos.
  • Em 2014 assina um acordo de importação de gas natural fracking vindo dos EUA, por 20 anos com a Cheniere Energy

Iberdrola

  • A IBERDROLA é a primeira empresa energética espanhola, e uma das maiores companhias elétricas do mundo e mundial Reconhecida em Energia Eólica.
  • Em Portugal opera na venda de eletricidade e gás, através do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega e na Central de Ciclo Combinado de Lares na Figueira da Foz, Inaugurada pela EDP em 2009, a produção de eletricidade da Central tem como combustível principal o gás natural.
  • A sua parte mais “verde” está nos três Parques Eólicos em exploração: Catefica, no município de Torres Vedras; Alto do Monção, nos municípios de Mortágua e de Tondela; Serra do Alvão, no município de Ribeira de Pena.

Audax

  • Empresa Espanhola distribui gás natural de baixa e alta pressão em toda a Península.
  • Presente em Portugal desde 2014. Em 2016 lançou a sua campanha de gás natural, onde pretende ganhar 12 milhões de euros.
  • A sua área de intervenção em Portugal foi acordada no MIBEL (Mercado Ibérico de Eletricidade)

GNL- (Gás Natural Liquefeito)

  • “ É uma solução que proporciona autonomia energética às empresas que o consumem…” Audaxenergia.com

Gás Natural Combustível

  • A Audax vende gás natural como combustível para veículos, cogeração e autogeração de eletricidade, em Portugal ainda está nos primeiros passos, estando na cauda da cota de mercado.
  • Em maio de 2015 a quota de mercado da EDP era de 44,8%, seguida da Iberdrola com 16.7%, Endesa 16,5%, Galp 8%, Gas Natural Fenosa 4,9%, Fortia 3,3% e Audax 1,6%.
  • Se olharmos ao nr de clientes e não ao volume de energia vendida a EDP foi de 85% seguida da Galp com 5,8%, Endesa 3,6%, Iberdrola 2,3%, Goldenergy 1,5%.
  • Na venda a grandes consumidores a Iberdrola está à frente, com uma quota de 24,7%, seguida pela EDP (21,9%) e Endesa (21,8%).
  • Na classe de consumidores industriais o primeiro lugar é da Endesa (25,3%), o segundo é da Iberdrola (24,8%) e o terceiro da EDP (24,1%).

Endesa

  • A Endesa está presente em Portugal desde 1993, tendo vindo a realizar diversos projetos de produção de energia e a participar ativamente no processo de liberalização do mercado da eletricidade desde o seu início.
  • Em 2009, a Endesa entra como comercializador no mercado doméstico e de pequeno negócio. O presidente da Endesa Portugal é Nuno Ribeiro da Silva, que se autoproclama um dos responsáveis pela introdução das renováveis em Portugal, em 1993 estava na Presidência do Concelho de Ministros.
  • No seu currículo tem também o cargo de Secretário de Estado de Energia de 1986 a 1991, antes tinha sido Assessor do Secretariado de Estado do Ambiente. Foi Representante de Portugal em processos negociais junto da Comunidade Europeia, Banco Mundial, etc. É Presidente do Conselho Estratégico Nacional do Ambiente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), Vice-presidente da Direcção da AIP (Associação Industrial Portuguesa) e Membro do Conselho da Indústria Portuguesa e Administrador do OMIP/MIBEL (Mercado Ibérico).

Gas Natural Fenosa

  • Juntamente com outros investidores em 1965, foi criada a Gás Natural S.A., raiz da Fenosa, dedicada a importar gás natural da Líbia e Argélia.
  • Iniciou a construção de uma central de gasificação no Porto de Barcelona, o adquiriu o primeiro metaneiro em Espanha.

“ Todo isso é possível pouco depois de se iniciarem as utilizações indústrias em grande escala de gás natural como combustível.” Gasnaturalfenosa.com

  • Empresa que vende gás há mais de 100 anos sendo o principal fornecedor de gás de Espanha..
  • Considera-se a segunda operadora de gás natural liquefeito do mundo, e a primeira nos mercados Atlântico e Mediterrâneo.
  • Através das suas centrais de ciclo combinado e parques eólicos, a Gas Natural Fenosa produz e vende electricidade de forma “eficiente e respeitosa com o meio ambiente”.
  • Em Portugal a empresa obteve licença de comercialização em 2008, desde 2016 administra soluções de eficiência energéticas.
  • A sua posição em Portugal beneficia do êxito da sua integração na Uníon Fenosa, consolidada no mercado de eletricidade em Portugal, a Unio Fenosa estava no mercado português desde
  • Em Junho de 2013 a sociedade Fenosa foi liquidada e reactivada a favor do Gás Natural.
  • No final de 2016 tinha uma cota de 5% do mercado português de eletricidade e 14,5% como distribuidor de gás natural, afirmando-se como o primeiro operador estrangeiro no País.
  • A sua cota no mercado de “Grande Consumo” é superior a 16%, suficiente para consolidar a sua liderança na Península Ibérica preparando-se para a criação do Mercado Único Ibérico (MIBGAS).

“O seu uso é promovido pelo Protocolo de Quioto, ao ser o hidrocarboneto que melhor se ajusta às suas previsões.” gasnaturalfenosa.pt.

Concessões em Espanha:

  • A GNF tem 5 pedidos de concessões e 1 concessão terminada em 1995. Todos na mesma área entre Burgos e o País Basco, iniciados entre 2005 e 2010.
  • Os projectos de fracking são liderados pelas multinacionais Fenosa e Repsol ameaçando Cantábria, Burgos e Palencia.
  • Em 2016 a GNF entrou com um pedido de expropriação de terrenos para a prospeção de Fracking em Valderredible.
  • A comunicação foi feita pelo Ministério do Ambiente às administrações afetadas e pessoas vinculadas com a proteção ambiental com o anúncio da ampliação do prazo para a realização do conjunto de actuações da fase 2 (Estudo de Impacto Ambiental, informação e consultas publica) dos procedimentos de avaliação do impacto dos projectos de poços de fracking em Valderredible.
  • A ampliação foi cedida, porque o Estado Espanhol acordou em reconhecer os projectos como de Utilidade Publica nr 1.

Importação de Gás Fracking – ( intrinsecamente CETA, TTIP e outros acordos comerciais entre…?)

  • A GNF assinou um contracto para receber centenas de carregamentos de GNL, grande parte do gas fracking que está a arrasar as comunidades nos EUA.
  • Os contractos iniciados em 2017 duram 20 anos. A GNF fretou 4 metaneiros tipo “LNG Knutsen” que irão provavelmente descarregar no Porto de Barcelona. Um dos Barcos “La Mancha Knutsen” saiu de Aliaga (Turkia) para Sabine Pass (EUA) em Março de 2017.

REN: Armazenamento Subterrâneo de Gás 

 

  • Atribui-se ao recebimento e injeção, armazenamento subterrâneo, extração, tratamento e entrega de gás natural na rede de transporte como manutenção de reservas de segurança e natureza comercial.
  • A REN Armazenagem tornou-se o único operador de armazenagem do SNGN, quando em 2015 comprou os activos da Transgás Armazenagem (Galp), inaugurada em 2006.
  • O investimento começou em 2003 na forma de GNL em Sines, hoje Sines ainda representa mais de 40% do gás armazenado. Portugal tem vindo, desde 2004, a criar condições de armazenamento de Gás Natural e GNL.
  • A REN tem o plano de construir 25 cavernas de armazenamento, julgo que estão 9 realizadas… A REN Atlântico é única operadora da concessão, movimentando mais de 50% do Gás natural consumido em Portugal. Para a importação de gás Sines foi reforçado com um Porto para Super-Metaneiros, que vão fornecer cerca de 390.000 m3 devidos por e tanques de GNL.
  • Aproveitando este investimento, recentemente a EDP assinou um acordo para a compra e aprovisionamento de 1BC de gás natural por ano vindo dos EUA, por um período de 20 anos.
  • A EDP espera iniciar o armazenamento em 2020, estando pendente do Trem 3 do Corpus Christy Liquefaction Project da Chiniere, empresa do Texas – EUA, que tem o Shale Gas (Gás de Xisto) extraído através da técnica de fracturação Hidráulica (Fracking) como produto.
  • A EDP é também uma das maiores fornecedoras de gás natural em Espanha e territórios autônomos peninsulares.

Muito ficou por dizer…

 

1900-1910

  • Exploração de asfaltos nas minas situadas em Canto de Azeche no litoral de S. Pedro de Moel
  • Concessão assinada em 2007 até 2012 com a Mohave Oil and Gas
  • Mais de 90% desta concessão fica off-shore em águas com menos de 75 metros.
  • Sondagens até 800 metros profundidade on shore

1940

  • Anglo Portuguese Oil Company (Aliança Britânica)

1950/60

  • A Companhia Portuguesa de petróleo dominou estas duas décadas
  • Dos 50 aos 3,600 metros

1970

  • Todas as Grandes petrolíferas andavam á procura de petróleo em Portugal (Shell; Chevron; Esso; Texaco)
  • Inicio da exploração offshore
  • 700 metros offshore

1980

  • Spectre concessão Caldas da Rainha
  • A Petrogal iniciou o seu trabalho como exploradora, depois de pedir um empréstimo ao Banco Mundial em 81
  • Eurafrep (Noruega)
  • 000 metros offshore

1990

  • 1997 entra a Mohave Oil and Gas na corrida
  • 700 metros on shore

2000-2010

  • A Mohave realiza sozinha dezenas de sondagens desde os 50 aos 2500 metros

Mapa de concessões actuais:

 

 

 

 

Existe uma luta de classes, claro. É a minha classe, a dos ricos que a começou, e estamos a ganhar! Warren Buffet

%d bloggers like this: