Arquivo da categoria: Bacia Lusitanica

A bacia vai do Sul do Porto a norte de Sines, com uma área de 28.000 km2

Existem dois sistemas petrolíferos identificados na bacia, um sistema pré sal e um sistema suprasalt. O primeiro são rochas de areia entre a formação de Silves e a da Dagorda. Existem vários reservatórios no suprasalt. As formações da Brenha e de Montejunto oferecem reservatórios regionais (locais).

ATÉ AOS ANOS 80:
Foram perfurados na bacia, 51 dos quais eram testes superficiais, 7 eram testes em profundidade até aos 2.000 metros e mais. Foi encontrado heavy oil em 41 dos furos e Lith Oil em 6. Isto representou 64% dos poços perfurados no onshore, 91% da descoberta de Heavy OIL e 55% do Lith Oil encontrado.
O primeiro furo foi em 1939: só mais tarde em 1963 se voltou a perfurar. A Petrogal procurou parceiros maioritariamente Franceses e a Mobil. Depois de 1963 os poços de exploração para teste onshore (terra) foi limitado a poços superficiais com o objectivo Heavy Oil. 27 dos 90 poços perfurados perfuraram mais de 1000 M, 10 furos abaixo dos 2.000 m, e 1 para lá dos 3.000 m.

No Offshore – os primeiros contractos em 1973 foram entregues a empresas estrangeiras. entre 1974 e 1978 foram perfurados 20 poços de exploração, com operadores como a Shell, Sun, Esso e Texano. Os furos foram dos 2.000 aos 4.000 metros de profundidade
4 áreas estavam activas em 1981, 2 concessões da Petrogal e as outras entregue a empresas estrangeiras. mais tarde foi assinado um contracto com a empresa canadiana Sceptre, Bom Valley, e Siebens. A Sceptre perfurou o primeiro poço profundo no onshore desde 1963, em Outubro de 1980. Nesse ano foi assinado um contracto com a Union Texas, subsidiária da Allied Chemical.

55% dos 110 poços de exploração perfurados foi encontrado heavy oil e gás. Não existe duvida sobre a Bacia ser geradora de petróleo.

Duas fontes são promissoras: uma no Barreiro, onde foi encontradas boas amostras de ligh Oil; e em Arruda, Vila Franca de Xira, onde também se encontrou Ligh Oil
Dos 110 poços perfurados na bacia, 60 encontraram petróleo e gás. 45 destes consistia em heavy oil, em amostras superficiais perto de Torres Vedras e Monte Real. 15 poços profundos perfurados mostram petróleo, 4 no onshore da Figueira da Foz e 11 no onshore

As melhores amostras ocorreram no Barreiro, na Midle Jurassic, com light Oil. Outra amostra foi encontrada na Arruda, Vila Franca de Xira.

Estimava-se que os depósitos teriam 18 km2 ou mais, com aproximadamente 150 milhões de barris, com 30 milhões de barris a necessitar de Thermal Estimulation, para ser recuperável. A Petrogal era a concessionária.
Os campos ideias terão o tamanho ar 25 milhões de barris, e as empresas sabem disso, daí a falta de entusiasmo na Bacia. No entanto, com o preço do petróleo estabilizado, campos de 5. milhões até 25 milhões podem ser economicamente viáveis. Para isso também se procuram novas tecnologias e avanços no processo de estimulação para recuperação.

De 1978 a 2004, foram atribuídas 23 concessões no onshore e 1 no offshore da Bacia Lusitânica Durante este período foram efetuadas 23 no onshore da Bacia Lusitânica. No final de 2006, apenas uma companhia operava em Portugal, Mohave Oil & Gas, detentora de 2 concessões no onshore da Bacia Lusitânica. Na região de Alcobaça, a Mohave encontrou fortes indícios de gás em duas das sondagens realizadas e, na região de Torres Vedras, realizou um conjunto de sondagens, com recuperação de óleo em fraturas e iniciou testes de produção. A empresa tinha adquirido, em 1996, 224 km de sísmica no onshore e, em 2000, 760 km no offshore.

Em 2007 houve um significativo incremento na prospeção e pesquisa de petróleo em Portugal com a assinatura de 12 novos contratos 5 concessões no onshore e offshore da Bacia Lusitânica; e 4 concessões no deep-offshore da Bacia de Peniche. Nas concessões do deep-offshore, em 2008, duas campanhas sísmicas 2D foram realizadas com: 3307 km na Bacia do Alentejo; e 8615 km na Bacia de Peniche

Em 2010, ocorrem as primeiras campanhas sísmicas 3D em Portugal. A primeira, com 2096 km2 foi realizada no deep-offshore da Bacia de Peniche, seguida de outra com 117 km2 na região de Torres Vedras, onshore da Bacia Lusitânica. Nos dois anos seguintes, outros levantamentos de sísmica 3D foram realizados: ; 1100 km2 no offshore da Bacia Lusitânica; 400 km2 no onshore da Bacia Lusitânica.

No onshore da Bacia Lusitânica foram realizadas 3 sondagens de pesquisa profundas e é realizado um levantamento aeromagnético cobrindo praticamente toda a bacia. Foi realizada 1 sondagem de pesquisa profunda e 23 sondagens de pesquisa pouco profundas. Ainda nesse ano 2 contratos de concessão no onshore da Bacia Lusitânica foram assinados

Em 2013, 1 contrato de concessão no onshore da Bacia Lusitânica foi assinado

Como consequência da extinção da Mohave Oli & Gas (detida a 100% pela Porto Energy), todos os seus contratos de concessão expiraram (Aljubarrota/Alcobaça, Torres Vedras) em Dezembro de 2014. Outras empresas candidataram-se a áreas de concessão no onshore da Bacia Lusitânica, cujos processos estão a decorrer.
Também em 2014, a Oracle Oil & Gas Corporation requereu o abandono da área de concessão que detinha no onshore da Bacia Lusitânica, cujo processo também está em análise.

A Australis Oil & Gas Ltd. requereu a atribuição de três concessões, mediante Negociação Direta.
Os contratos de concessão das áreas denominadas “Batalha” e “Pombal” foram assinados, em 2015/09/30, com a empresa Australis Oil & Gas Portugal. Estando a concessão do Cadaval em avaliação.

Debate ou Demagogia?

 

Dia 10 de Fevereiro fomos ao debate organizado pelo Concelho da Cidade de Caldas da Rainha, já o tínhamos decidido antes de receber o convite por e-mail… (tenho de dizer que fiquei surpreendido)

O debate apesar de ser nas Caldas debruçava-se sobre as explorações ao largo de Peniche e da Nazaré, apesar das Caldas ter tido uma concessão em 1981, estar no meio da área de excelência para exploração de gás de xisto em Portugal, e num estudo de 2010 ser na Serra do Bouro o melhor local para instalar um sistema de armazenamento de gás natural no sobsolo.

“Como sabemos, para alguns, Portugal é um desafio à exploração de petróleo. Para outros, os impactos da exploração de petróleo irão afetar de forma negativa atividades como a pesca, a agricultura e turismo, assim como pode constituir uma ameaça ao ambiente e saúde pública das populações.

O Conselho da Cidade, constituindo-se como entidade dinamizadora das iniciativas que se enquadram no conceito de uma democracia participativa pretende, com este debate, contribuir para o esclarecimento das pessoas sobre este tema e, deste modo, para uma opinião informada de todos.”

Primeiro devo dizer que foi bom acontecer apesar das limitações ao ser um evento académico- intelectual, que por si são desinteressantes para o cidadão comum… mas está aberta a porta para seguir com debates, agora é tema na Cidade…

A plateia estava “dividida” por parcelas. Na linha da frente PS. Do lado esquerdo PP, PSD e… a Brigada Anti Crime das Caldas da Rainha (???) Talvez viessem para deter o representante da Partex Oil and Gas por crimes contra a humanidade, mas ele faltou… nunca saberemos!. Do Lado direito Partidos Independentes e membros do Concelho da Cidade, na linha da frente Peniche Livre de Petróleo. Na fila de trás BE, Nós e políticos locais… Depois uns poucos de cidadãos espalhados pela sala.

Nos 5 minutos antes do início a cumplicidade entre os oradores era visível… Amigos e profissionais de longa data, movem-se no mesmo meio e discutem assuntos energéticos e ambiente á largos anos, conhecendo-se profundamente.

O debate abriu com o discurso normal de balanço entre benefícios e impactos da exploração petrolífera, mantendo a discussão focada no impacto ambiental por Ana Costa Leal do Concelho da Cidade.

Cedo se percebeu que o debate não interessava aos Autarcas da Região que foram convidados e não compareceram, nem mandaram representante. Numa área onde os trabalhos estão mais avançados que em qualquer concessão offshore ou no Algarve o silêncio político continua a ser total. (Lembro que em 2012 enviei mails para a Camara Municipal de Alcobaça depois de ler um artigo onde o Presidente pedia mais informações… Nunca recebi resposta)

O representante da Partex também falhou, não tendo a empresa enviado mais ninguém em seu lugar… Ficámos só com os “Verdes”… O moderador é/foi jornalista em jornais da região… incluindo o Jornal das Caldas, que para o dia 1 de abril de lançou esta noticia….

Começamos por Nuno Ribeiro da Silva, que esteve presente como professor universitário.

Se querem um debate sério não o convidem… Demagogo profissional (arte ou poder de conduzir o povo. A demagogia está relacionada à negativa da deliberação racional, fazendo uso de uma das falhas da democracia, qual seja, manipular a maioria pelo uso de aparentes argumentos de senso comum entremeados com disjunções falaciosas ) é conhecido como expressões como “ O petróleo offshore é como um bocado de carne. Primeiro come-se as partes mais acessíveis e depois é que vamos procurar junto às costelas”.

Cada vez que o debate estava a ganhar uma linha de diálogo, a palavra passava e ele conseguia destabilizar, sendo mesmo chamado à atenção por quem estava a ouvir sobre as suas dissertações, e histórias pessoais que nada interessavam e nem respondiam às perguntas feitas.

Mestre em Economia e Planeamento Energético. Professor Catedrático, onde tirou mestrado, Universidade Técnica de Lisboa.

Mestre em Economia, Política e Planeamento Energético pela Universidade Técnica de Lisboa, após ter cursado Engenharia e Economia. Representou Portugal junto do Banco Mundial em missões oficias. De 1985-1996 exerceu cargos políticos, foi Acessor do Secretário de Estado do Ambiente (1985-1986), Secretário de Estado da Energia (1986-1991), Secretário de Estado da juventude/ presidência do Concelho de Ministros (1991-1993) e Deputado á assembleia da Republica (1992- 1996) Tendo passado por várias empresas de renome, como a CP ou a Rodoviária Nacional, ingressou na EDP em 1985. É Presidente da ENDESA GENERACIÓN PORTUGAL, S.A. e de várias empresas do GRUPO ENDESA em Portugal. É Presidente do Conselho Estratégico Nacional do Ambiente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), Vice-presidente da Direcção da AIP (Associação Industrial portuguesa) e Membro do Conselho da Indústria Portuguesa. Pertence a órgãos sociais de várias instituições ligadas aos temas de Energia e Ambiente. Administrador do OMIP (Mercado Ibérico).

A primeira frase dele foi dedicada ao jogo de futebol e ao frio. Passou a ideia que esteve no abrir das renováveis em Portugal, e que eram as empresas energéticas estatais que atrasaram a sua introdução ao dominar as decisões na indústria energética. Realçou a dependência que o nosso modo de vida tem dos produtos derivados do petróleo, como plásticos, químicos, agrícolas, sintéticos.

Mais á frente no seu discurso vem as frases fáceis para atirar a culpa de um futuro toxico aos países pobres em desenvolvimento como a Índia ou “socialistas” como a China… nunca ouvi África. Com a justificação que seria difícil proibi-los de viver como nós viemos antes dos carros elétricos. (Então mas o progresso não é para todos?) Salientando o impacto dos automóveis na destruição ambiental, apontando o dedo a cada um que tenha carro e a todos os que vão comprar sem ser elétrico. Sem falar nos petroleiros, metaneiros, cruzeiros, aviões, foguetões, camiões, fábricas, produção animal, etc… Não! A culpa é tua… que compras carro.

De Repente sai-se com uma afirmação que vem contra declarações, relatórios e mesmo memorandos do governo, de que “não existem reservas de gás de xisto (Shale Gas) em Portugal”.

Falando das eólicas, que tanto preza, disse: “ Quem me dera ter uma eólica para a minha casa, ou em cada cidade, mas tem de haver estudos, não queremos uma eólica junto ao Mosteiros dos Jerónimos, ou na Torre na Serra da Estrela, na Serra de Cintra (não vamos olhar para a Quinta da Regaleira e ver eólicas), ou no meio de uma praia, as coisas não são nem branco nem preto, nem todos os locais são bons.”

Fica para pensarem…

Junto esta frase dele partilhada no debate por António Eloy: “ Não se pode extrair petróleo ao pé de índios” (sorriso)

Como bom “aluno” e homem que está em cima das ultimas no campo das energias, lançou “bons exemplos” do impacto social da industria petrolífera, utilizando o “cliché” europeu da Cidade de Aberdeen, Escócia, totalmente falso e já desmentido por moradores da cidade escocesa, quando no Algarve num debate semelhante foi usado o mesmo exemplo. A sua mentira foi desmascarada por António Eloy, que esteve em Aberdeen recentemente. Arrematou com o golpe final: Noruega (que já foi dos países mais pobres da Europa), onde o petróleo é objectivo estratégico do estado.

Esclarecer sobre as concessões petrolíferas no offshore nada….

Deixo a última, falando sobre Aberdeen: “Quando lá estive era uma aldeia manhosa de pescadores” . Para tentar justificar o “progresso” que a indústria petrolífera levou para a localidade… Que hoje é uma zona industrial com um alto nível de pobreza extrema.

 

Antonío Eloy

Trouxe ao debate um tema que normalmente é mantido fora dos debates públicos sobre explorações petrolíferas, o impacto social da indústria petrolífera, e da possibilidade de tudo isto ser só uma especulação económica para fazer rodar dinheiros que mexam na bolsa de valores de Wall Street (Que não é de todo uma opinião a excluir) com todo o seu impacto social em todo o Mundo. Apresentou o Exemplo da Nigéria, que desde os anos 80 tem sofrido ecocidios e genocídios directamente conectados com a exploração petrolífera. Por várias vezes levantou um livro que trazia sobre o tema:

Disse ter os mesmos dados que Nuno Ribeiro da Silva, mas uma visão académica diferente, confrontando a ideia de ser necessário continuar a investir e a extrair petróleo por razões ambientais, económicas e sociais.

Geo Politicamente falando relembrou que todo este investimento para manter a indústria petrolífera no futuro deve-se principalmente aos planos traçados depois dos EUA e a Rússia terem ultrapassado a Arábia Saudita como maiores produtores do Mundo, e a ascensão do petrodólar como moeda mundial. Hoje o mundo está como está…

Seguiu dizendo que não acredita nas explorações em Portugal porque no mar são muito caras e as reservas não o compensam, e em Terra como temos grande massa populacional nas áreas pretendidas as explorações não serão possíveis.

Falou do seu encontro com uma senhora de idade que estava 30 minutos antes de uma secção de esclarecimento em Vila do bispo perto da sua aldeia. A Senhora estava lá porque a concessão que foi anulada no Algarve (concessão de Aljezur) era ao lado das suas terras e que a sua horta começou a ser inundada com líquidos com espuma e de cor verde que vinham do “furo de água” da Portfuel empresa criada por Sousa Cintra. (Estive nesse terreno quando da Bicicletada Anti Fracking, é de chorar com a indiferença…

O problema do capital esteve sempre no discurso de Eloy, mas nem sempre contra os capitalistas apenas como a forma como alguns agem… Deu o exemplo de Gulbenkian a quem chamou de “Bom-Agiota”, uma das razões porque era amigo de seu avô. Acrescentou o nome de Alfred Nobel que criou a dinamite tão importante para a ascensão da indústria de mineração e energia (acrescentamos Guerra) com dinheiro do seu investimento e da sua família na indústria petrolífera — Nuno Ribeiro da silva falou no nome Bill Gates. Eloy realçou a mudança da economia negra criada através da exploração de petróleo para um capitalismo verde da família Rockfeller—(acordo com 350 org), Filantropia.

Fica para pensar!!!

À pergunta do grupo Peniche Livre de Petróleo: Qual o Impacto dos trabalhos de prospeção no ambiente?

Todos responderam que pode-se considerar nulo…. Bom mais uma vez a cultura ambientalista deixa os animais de fora (se calhar para não puxar o tema, também nas renováveis, principalmente barragens). No offshore os mamíferos marinhos e outros animais são fortemente afectados ( De resto como grande parte das gigantes ONG verdes mundiais)… como de certo os animais em terra também com os barulhos dos camiões batedores para estudos sísmicos nas concessões… Sem falar do transporte de material para o local de exploração…

Nuno Ribeiro da Silva para ajudar falou que a prospeção apenas usava uma broca de diamante, acrescentando á explicação de Eloy que se resumia em “Como espetar uma agulha”…

Júlia Seixas

Membro do movimento Futuro Limpo, que tem como acção, garantir os direitos democráticos do povo português.

Falou das 6.000 assinaturas conseguidas pelo grupo Peniche Livre de Petróleo, sem mencionar as restantes milhares de assinaturas recolhidas pelo país, principalmente no Algarve que mostraria a real ação popular contra a democracia representativa que tenta manter a obscuridade e as decisões sobre as explorações longe da decisão popular.

Apesar de eu não acreditar que a solução está na Democracia Representativa, no mundo onde vivemos e que nos regula, necessita de quem acredite, realize a resistência jurídica num estado de direito, (um trabalho que não faria, nem pediria a alguém para fazer) que levará muito tempo, sempre encontrando novos desafios como os acordos transatlânticos TTIP ou CETA, Projectos de Interesse Nacional, etc…

Trabalham para o cancelamento dos contractos como meio para parar os trabalhos de prospeção, ao contrário da maioria que acha, que não há mal em “saber o que temos”.

Júlia explicou que se os trabalhos não forem parados agora, no futuro, quanto mais tempo se deixar passar, mais dinheiro as empresas vão receber do estado português, porque assim está no contracto assinado sem consulta popular, sem discussão política, sem olhar á população e às leis e protocolos para a libertação de gases efeito de estufa (o gás toxico falado é sempre CO2, nunca o Metano entra na equação). Parar agora era mais barato, parar daqui a 10 anos é aumentar a divida… Quanto mais as empresas investiram mais, vão lutar pelos seus direitos.

Como profissional listou as movimentações dos movimentos pelas alterações climáticas, dos acordos na COP 21 e do encontro pelo clima em Marraquexe, onde foram escritos e assinados memorandos de aconselhamento – sem valor legislativo– que pretendem substituir o Acordo de Quioto que foi um fracasso.

Explicou também de como as explorações são não só ecologicamente mas também economicamente insustentáveis para Portugal e para o mundo, alertando para os valores de aluguer e taxas nos contractos assinados pelo estado e as petrolíferas e para a não obrigação de estudos de impacte ambiental na fase de prospeção e que quando as há são realizadas por empresas contratadas pelas petrolíferas que por vezes realizam estudos mais completos ou mais formais segundo testemunho da própria.

Tentando dar uma luz sobre o montante de uma possível indeminização do estado às petrolíferas deu o exemplo dos gastos diários de 1 milhão de euros por dia pela Galp na concessão offshore, que se multiplicados por 10 ou 30 anos dará mais “sacrifício” para os quem paga impostos, e quem é explorado (trabalhadores precários/imigrantes), não para Portugal.

Da parte do público, tivemos ataques políticos aos governadores locais e nacionais. Como se os acordos entre Governo, Corporações e Banco Mundial não viessem já do Estado Novo. Também não faltaram as dúvidas sobre os supostos ganhos para as populações locais. Que foram elucidadas pela júlia Seixas.

De destacar uma senhora que se identificou como Mãe que simplesmente disse que quer saber o que pensam fazer no “seu quintal”, que é inadmissível que esteja em debate a exploração de petróleo perto da minha casa e da minha filha ou da filha de outra pessoa qualquer.

Não sei se conscientemente ou por instinto maternal, salientou um ponto importante em toda esta resistência às petrolíferas “ou filha de outra pessoa qualquer”.

Como também usual o medo/revolta (para não entrar em assuntos mais profundos) falou mais alto do que a solidariedade que a declaração daquela Mãe mostrou. Um Sr de repente diz: Se querem explorar que vão explorar para outro lado!

Quando decidi ir ao debate, não ia ouvir, porque mesmo não conhecendo bem todos os oradores, conheço bem a musica ao som das batidas do sistema industrial, da cultura de um povo civilizado, foi-me educada, andei na escola por ela, estudo-a, trabalho nela, respiro nela, vivo nela, vou morrer nela… Mas mesmo caminhando nos corredores da sua liberdade, vou-me sentido livre dessa liberdade. Vou ser terra/ar/água/fogo, para as sementes futuras… Não uma memória nos céus, um condenado no inferno, uma estátua… um exemplo…

Vivo hoje! Penso que é melhor viver hoje a pensar no amanha do que viver o amanha sem pensar hoje!

Não ia ver, porque não é a minha visão para informar, incluir e colaborar com as populações…

Mas acabei por ouvir coisas interessantes e ver reações autênticas (sem nenhum tipo de “actuação”) tanto dos oradores como do público.

Fui como elemento do grupo facebook: Caldas da Rainha por um Oeste Sustentável e também como voluntário da CREA (Caldas da Rainha pela Ética Animal).

Fomos criar utupia (Cidadadia Participativa)….

Fui para sentir…

Gostei de sentir a Júlia Seixas. Gostava que António Eloy conseguisse equilibrar melhor o activista ambiental e social com a sua profissão e não consentir que se fique com a ideia que só a luta contra os testes nucleares valeram a pena, mesmo se estando hoje a resistir contra instalações nucleares aqui bem perto, mas não tão perto assim. De que não vale a pena resistir aos trabalhos de prospeção para gás e petróleo, mesmo não acreditando na sua exploração… e que sempre que possa, deixe o seu trabalho literário sobre a luta em Ferrel sair em palavras motivadoras em secções onde seja convidado… A Resistência do povo de ferrel que não sendo a única em Portugal e no Mundo, é sem dúvida importante para a resistência em Peniche e no Oeste, para que não seja um exemplo do passado mas sim um acreditar no futuro.

Agora é juntar á vontade de organizar uma secção de informação popular, mais esforço para um evento na Zona Oeste…

Cada um deve fazer o que acredita! Pois se isso não der resultado, nada mais dará! Quem sabe juntando todo o que cada um de nós acredita, mesmo não nos juntando fisicamente ou ideologicamente, possamos unir, pensar nas ideias que nos são educadas, apresentadas, das que nos fazem pensar, nas que nos causam psicoses, que nos fazem sentir livres, das ideias que sabemos ser livres, das ideias que não entendemos, das ideias que recusamos, das ideias que nos façam duvidar da certeza e razão…

As corporações colaboram, umas com as outras (com casos muito raros) para manter o seu maior império de pé (A civilização). A sua colaboração é frágil, pois assenta na procura de poder para derrubar uma serra, uma técnica, uma tecnologia, um império. Para impedir o curso de um rio, da migração animal, da livre circulação de povos. Para impedir a livre circulação de direitos e impor deveres.

Nós, Povo devemo-nos Unir, Apoiar, fazer das diferenças – quando possível— uma força.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalha” Sun Tsu

 

 

 

 

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Tight Oil ( Shale Oil-Petroleo de xisto) em Portugal!!! Em quantos Locais?

 

Tight OIl

Em 2011 a Mohave Oil and Gas, anunciou uma “joint venture” (acordo) com a Sorgenia B.V. e a Rohol Aufsuchungs Aktiengesellschaft (RAG), para a avaliar fontes não convencionais na Bacia do Porto. As corporações estudaram 1,821Km2. Os trabalhos estiveram na segunda fase até 2014. A Mohave anunciou que não iria para a fase seguinte se não encontrasse financiamento. A Mohave Oil mostrava-se excitada com o acordo para avaliar a fonte de Tight oil na Lower Jurassic (Lias), mas no fim do ano anunciou o abandono das operações. No Barreiro tudo indica que uma das formas de hidrocarbonetos será o Tight Oil, como decerto em muitas outras localidades on shore. E quem sabe nas muitas concessões off shore? Toda a bacia Lusitaniana é considerada a potencial fonte de Tight Oil ( como também de shale gas) ambas necessitam de técnicas como o Fracking.

No poço (ALJ-3) perfurado pela Mohave Oil em Aljubarrota foi para confirmar a presença de Tight Oil no Jurrasic Reef.

O que é o tight Oil?

T.Oil é um petróleo convencional encontrado dentro de reservatórios com muito baixa permeabilidade. Para ser economicamente viável para fluir para o poço de extração sem assistência de tecnologia avançada de perfuração e completion processe, é utilizada normalmente  perfuração horizontal e fracturação para aceder a este tipo de petróleo.

É uma fonte já conhecida há muito das corporações petrolíferas, mas muito cara. Mas, agora com a escassez do petróleo convencional (de fácil acesso) as corporações estão obrigadas a investir nessas tecnologias e avanças para formas de gás e petróleo não convencionais, como o Tight Oil.

playTypes

Tipos de “Plays” Tight Oil

Na indústria do gás os depósitos de gás ou petróleo são classificados de “Plays”, que são diferenciadas pela geologia e na tecnologia necessária para produzir petróleo.

Halo Oil

As propriedades do reservatório não tão favoráveis como aquelas dentro da área anteriormente explorada. Necessita de novas tecnologias, como a perfuração horizontal.

Shale Oil

O material da rocha é predominantemente rico em material orgânico que contém petróleo. A rocha é ao mesmo tempo a fonte e o reservatório.

Passos para produção de Tight oil

  • No primeiro ano Identificação das fontes através de testes sísmicos indicadores e petróleo.
  • Depois aquisição das terras, e permissão para perfurar, e recolher amostras.
  • No terceiro ano, avaliação através de produção piloto. Perfuração de poços horizontais e determinar o potencial de produção. Alguns níveis de fracturação poder ser necessária a esta altura e planeamento e aquisição de linhas para oleodutos e estações de tratamento e armazenamento do gás e do petróleo.
  • Quarto ano, testes de produção piloto. Perfuração de vários poços horizontais. Otimização das técnicas de perfuração e fracturação. Planeamento e aquisição de direito á construção de oleodutos.
  • Quinto ano, desenvolvimento comercial. Aprovação do governo para a construção de infraestruturas e técnicas aplicáveis para extração identificadas durante a avaliação. Otimização das técnicas para extração (poços horizontais e fracturação)
  • No 10º ano, Projecto completo e direito a reclamar ao desenvolvimento de poços para extração dentro dos regulamentos nesta parte final.

A tecnologia da perfuração Horizontal

O propósito da tecnologia é aumentar o contacto entre o reservatório e o final do poço. Os poços são perfurados na vertical até uma profundidade que pode ir normalmente dos 1000m ao 3000m acima das reservas e depois é “Kick off” (virado) para um angulo até ficar paralelo ao reservatório. Depois de estar em posição, pode-se estender até 3 ou 4 km. Esta ponta final do poço é conhecida como  “Horizontal Leg”.

 Fractura Hidraulica

Os reservatórios de Tight oil necessitam de alguma forma de estimulação depois do poço ser aberto. O estímulo mais comum utilizado pela indústria petrolífera é referido como Fracturação hidráulica ou Fracking. Este processo implica injectar fluidos no wellbore (poço de produção) já existente ou criar novas fracturas ou caminhos por onde o gás ou petróleo possam fluir para o poço. Isto deve-se á muito baixa permeabilidade das rochas, que não permite o fluir do gás ou petróleo retidos na rocha. Para criar as fraturas, são bombeados fluidos, constituídos por água, químicos e areia. Os químicos são utilizados para reduzir a fricção, evitar o aparecimento de microrganismos e prevenir a corrosão dos materiais. Depois das fraturas estarem abertas, é injectada areia/cerâmica para manter aberta a fractura ceriada. No caso do Tight Oil o processo de fractura hidráulica normalmente envolve múltiplos passos. O volume dos fluidos depende dos níveis de produção depois do tratamento.

Microssísmicas

Estudos Micro sísmicos associados á fractura hidráulica (Fracking) são criados pelo homem no processo de criar caminhos para os hidrocarbonetos fluírem para o poço. As fracturas geralmente são tão pequenas que só lá cabem  grãos de areia ou micro bolas de cerâmica.

Monotorização

Durante as operações de fracturação, é importante saber onde estão as fracturas. Para acompanhar em tempo real o processo de fracturação pode-se utilizar esta técnica ou Pressure responses. No final de estar completa a operação de fracturar, o modelo de microssísmicas pode ser utilizado para definir o limite das fracturas. É utilizado também para definir fontes recuperáveis, áreas de estimulação insuficiente, e assegurar a proteção dos lençóis de água.

Produção Inicial

Depois de ser aberto o poço até ao reservatório, fratura-se a rocha com Tight Oil, são utilizados métodos convencionais para a produção. Isto é realizado com grandes bombas.

Infill Drilling

Em muitos casos, a operaçõe é utilizada para aumentar a produção de petróleo do campo de extração convencional já existente. A tecnologia foi criada para expandir as fronteiras da zona de produção (Sweet spot) dentro da formação petrolífera.

Construção dos poços

O primeiro paço crítico na construção de um poço é a proteção dos lençóis de água. Existem 3 tipos de caixas que são individualmente preenchidas com cimento para criar várias barreiras. Isto é realizado para assegurar que o poço está adequadamente acimentado e capaz de aguentar a pressão associada ao Fracking. Antes da estimulação o poço é testado com pressão para assegurar a sua integridade .

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Os impactos para o ambiente e para a saúde humana são conhecidos pelos estudos das consequências no fracking na extracção de gás de xisto…

Não vejo, Não oiço, Não falo…

Mais um artigo num jornal local sobre petróleo e gás de xisto na Zona Oeste de Portugal.

GNN: Somos dos que acreditam nas pessoas, no individuo. Defendemos que o melhor passo para ajudar na direção do sociedade humana e o mundo em redor é pôr o Eu acima da profissão, da classe, da hierarquia, e olhar para as outras vidas como sendo também filhos/as, pais, irmãos/as, amigos/as.

Quando um profissional actua sempre como um, suprimindo a sua pessoa, o/a politico/a que faz as leis sem pensar em todos por igual, um/a policia que abusa da autoridade ataca quem devia proteger, um/a assistente social que fecha os olhos à “humanidade”, e olha com fobia, abandonando alguém à sua sorte, um/a activista que faz acordos aceitando “menos destruição”, quando não é “no seu quintal”, um/a jornalista que escolhe o habitual/sensacional em prol da verdade de todos os factos  de interesse para o bem-estar de, um irmão, um filho, uma mãe, uma amiga, temos de perguntar: Qual o papel do jornalismo? Fazer propaganda ou dar a conhecer todos os factos?

Um jornal local, como uma junta de freguesia devia servir os interesses da população local, zelar pelo interesse popular e publicar notícias que os mantivessem a par de todos os factos que os afectam. Mas o que vemos é a total rendição e adaptação ao modos operandis dos jornais locais aos média nacionais na corrente dos interesses financeiros locais e mundiais, atrelados à economia nacional. O Jornal em questão é propriedade da associação de comerciantes e industria local.

Ficamos a saber que Vila Verde dos Francos, foi uma das zonas estudadas para gás natural e petróleo leve. Alenquer e Torres Vedras, como outros locais vários em Portugal, têm potencialidades petrolíferas que foram “abandonados”.

O jornal optou pelo mesmo tipo de informação de outros jornais locais, e nacionais. Tentaremos mostrar exemplos disso. Perguntamos: Os jornais funcionam numa rede que já estipula que tipo de notícias dão? O jornalismo é a voz do progresso? È markting?

A verdade não é notícia? Ou os jornalistas são empregados das corporações, fieis aos seus partidos políticos, e interesses?

Sabemos que o jornalista têm a liberdade de escolher o que publicar. O que deixa dúvidas é: Deve um jornalista tomar partido? Uma coisa é defender uma ideia, apresentando todos os factos, outra coisa é apresentar um lado do assunto, esconder o outro, e dizer: “Não somos obrigados a colocar todo o que sabemos, damos a notícia e a pessoas decide por si.”

Já diz o ditado popular: ” Tanto é bandido o que rouba como o que fica a olhar”.

Para Saber: Não desejamos culpar este jornal ou a jornalista em questão. Este artigo é uma reacção ao Jornalismo em geral… Mas queremos que eles e os jornalistas que no futuro terão ou quererão  pensar nisso, tenham o outro lado da história, e a questão em mente: Sou jornalista, relações públicas ou ando ventricular ?

Exemplos do artigo sobre a exploração de petróleo em Alenquer do jornal ValorLocal (pág 11), e partes de artigos de outros jornais locais e nacionais.

Em relação ao abandono dos poços:

Gazeta das Caldas; Afinal, o gás encontrado na zona da Quinta do Telheiro, a cerca de 700 metros do Mosteiro de Alcobaça, não tem viabilidade comercial e dentro de dias deverá ser desmontada a plataforma que desde Agosto perfurava o solo.”

Diário de Leiria; “Os trabalhos de perfuração atingiram os 3.240 metros de profundidade, encontrando gás enclausurado abaixo da camada de sal, mas as areias reservatório são insuficientes para um sucesso comercial.

ValorLocal; De facto havia alguma coisa, não sei se gás, se petróleo, mas o que quer que fosse estava a grande profundidade e se calhar em pouca quantidade, o que não justificava o investimento”.

Animação dos comerciantes:

Valor Local; “ Lina Maria era a vizinha mais próxima do local onde se processavam os trabalhos. Proprietária de um café lembra-se da grande agitação que a pequena povoação de Casais da Fonte da Pipa conheceu. Na altura teve de expandir o negócio e adaptar a sua casa a restaurante e a albergue de funcionários da Mohave.

RadioCister; “tendo em conta a presença de 50 trabalhadores, que irão dormir e comer em Alcobaça, assim como a contratação de serviços indiretos a empresas da região”

Misto de Sentimentos:

Gazeta das Caldas; “O autarca recebeu a notícia com um misto de sentimentos. Por um lado, havia a esperança de que o subsolo da cidade fosse uma ‘galinha dos ovos de ouro’. Por outro, “também é um descanso”, dada a localização do poço em pleno perímetro urbano e o impacto dos trabalhos na vida dos alcobacenses

Valor Local; “ O presidente da junta de freguesia de Vila Verde dos Francos, Mário Rui Isidoro, recorda com nostalgia os dias fernéticos que freguesia viveu…” (…)  “Na altura, foi bom para o meu estabelecimento, claro que lucrei com isso, mas também tinhamos alguns receios porque se ouvia dizer que se encontrassem petróleo ou gás poderiam abrabatar os terrenos aqui á volta”

Ajudas às autarquias:

Rmnoticias; “considerou o autarca, recordando que a empresa “contribuía também para o desenvolvimento da freguesia” onde comparticipou a aquisição de edifícios e adquiriu um terreno que ofereceu à junta

ValorLocal; “ a empresa arranjou os caminhos vicinais circundantes, bem como o principal acesso á serra” (…) Depois da Mohave abandonar a serra, estiveram de novo no local, onde se procedeu à recolha de resíduos, para arranjo de caminhos, doados à junta e a agricultores.”

ValorLocal;  “ A Mohave fez um furo bastante fundo, ficaram de avisar se houvesse alguma coisa e que a câmara ainda ia beneficiar com isso, apesar de não saberem quais os beneficios, mas que haveriam de beneficiar o concellho de alguma maneira”,

Oeste Global: “O presidente da câmara de Alcobaça desvalorizou hoje o anúncio da saída da empresa norte-americana Mohave Oil do país e do concelho onde efetuou prospeções, sublinhando que, existindo recursos, outras empresas poderão interessar-se pela sua exploração

Depois vêm a parte dedicada aos movimentos contra a exploração. Para a qual fomos contactados para uma entrevista para este artigo do jornal ValorLocal.

E por essa razão decidimos reagir. Quando nos contactaram foi para uma entrevista sobre os problemas na saúde publica e a  exploração gás e petróleo em Portugal

Primeiro dá a entender que as únicas acções contra são na internet. Que o grupo facebook Parem as Tar sands/Não ao Fracking é um movimento ou faz parte de uma plataforma. Depois faz do Movimento anti Gas de Xisto Barreiro o grupo mais activo desta plataforma. O artigo trás algumas citações da entrevista, mas são os clichés do costume, para o qual já as corporações têm as desculpas preparadas.

A crítica ao artigo não é porque não reproduziram a entrevista na integra, ou quiseram fazer dos grupos contra o gás de xisto uma plataforma, depois de nas respostas à entrevista ter sido dito explicitamente que não existia uma plataforma formal, que existia uma troca de informação, mas sem compromissos. Mas foi sim, pela opção jornalística de repetir o diálogo do “Business as allways”, depois da jornalista, e da redacção conhecerem todos os factos do verdadeiro impacto nocivo da exploração de petróleo e gás natural, escolheu fazer “playback” do lobbing petrolífero e defender a ideia de progresso dos comerciantes locais, através da voz e necessidade dos mais pobres.

Ficámos a saber que Joe Berardo, já nada têm a ver com o negócio, e que a Mohave Oil and Gas, deixou de ter escritórios no país, e que vai entregar as concessões que detêm.

Fica outra pergunta: Se são economicamente  não viáveis, a quem vai passar a Mohave as concessões?

No artigo o autarca admite nunca ter ouvido dos perigos dos trabalhos para o ambiente, tal como o autarca do Barreiro, numa intervenção do grupo anti gás de xisto do Barreiro, na Assembleia Municipal em 2014.

A Mohave nuca teve a intenção de ficar a explorar os poços, esse trabalho é para outras corporações, o seu principal objectivo está alcançado. Os políticos portugueses já entraram no jogo, grandes petrolíferas como a Petrobras, Partex e Repsol já estão a trabalhar. A quantidade de empresas internacionais que andaram a esburacar, contaminar e a explorar deu dinheiro a todos, e o dinheiro que rodou entre todos não foi pouco. O bichinho na cabeça da população local está a ser chocado e a desenvolver-se, e a indiferença á verdade alimenta todo este trabalho e lobbing tentando criar o momento Fait Acompli (  Uma coisa que já aconteceu ou já foi decidida antes daqueles afectados oiçam falar sobre, deixando-os sem opção se não aceitar e  que dificilmente se poderá desfazer.), desejados pelos investidores e beneficiados.

Em baixo as perguntas do Jornal e  as minhas respostas:

  1. Quais os perigos para a saúde pública no que respeita À exploração de gás natural e petróleo leve?

Todos nós ouvimos falar das alterações climáticas e das suas consequências no ambiente em redor. Essas alterações são produzidas devido á libertação de gazes efeito de estufa como o Carbono (CO2), Gases voláteis e Metano. A extração de gás de xisto (Fracking) vêm libertar de 3 a 5 vezes mais gazes dos que libertados pela extração “convencional” de gás natural e petróleo, estando quase ao nível do maior responsável pela destruição da camada de Ozono, a Agropecuária. Para o CO2, as corporações já criaram um mercado, criando a ilusão que estão a resolver o problema da fuga de CO2 para atmosfera. Nos EUA, onde a extração de gás de xisto teve inicio á quase uma década existem registos de cancros terminais, dores crónicas (musculares e de cabeça), derrames de sangue pelo nariz, doenças pulmonares, debilitação do sistema nervoso, irritações cutâneas, etc.

Depois outro grande problema ao nível da saúde pública é a inevitável, e assumida pela indústria petrolífera, contaminação das águas de serviço público e privado. Nos locais onde se realizam extração de gás de xisto as águas ficam tão contaminadas com líquidos utilizados nas perfurações e com gazes que imigram do poço de extração, através de fugas, que os animais morrem, e a água fica imprópria para consumo humano. A contaminação por Metano é tanta que as águas dos poços privados e rios que passam nas terras pegam fogo, literalmente.

Outro assunto não menos importante é a contaminação dos alimentos. Agricultores e criadores de gado, apresentam provas de morte das suas colheitas e animais devido às águas contaminadas pelas corporações de extracção de gás de xisto. Quando contaminado o lençol de água, toda a agricultura será afectada, desde a comum, á biológica, que com valores de contaminação elevados dificilmente poderá passar por biológico. Os animais morrem, porque as águas impróprias para consumo para o ser humano, são na maior parte das vezes aceites para dar de beber aos animais, que são 99% criados para alimentação. Não dá que pensar?

Podemos considerar as consequências sociais um problema de saúde pública, pois o stress, os esgotamentos nervosos e as psicoses estão a aumentar nas localidades onde a extracção do novo petróleo e gás se realizam, o alcoolismo e toxicodependência também aumentaram, ou apareceram pela primeira vez depois da instalação de poços e extracção de gás ou petróleo, como pode testemunhar o grupo: IDLE NO MORE. Pessoas ficam sem capacidade para trabalhar, e algumas vezes, de socializar, porque uma industria lhes destruiu a sua casa, a sua natureza, o seu modo de vida, a industria não têm solução para os problemas que produz, nem é obrigada a ter.

  1. Que conhecimentos tem quanto ao que tem sido feito neste âmbito pelas companhias como a Mohave na zona Oeste de Portugal nomeadamente Alenquer e Torres Vedras

Os planos para Portugal são instruídos pela Troika e pela CEE, ao nível petrolífero as leis são Norte Americanas, portanto as corporações como a Mohave Oil seguem o modos operandis das “corporações mães”, das diretivas europeias e “sugestões” de grupos petrolíferos. Na Mohave estão elementos com 20 e mais anos de experiência, alguma parte esteve no inicio da extração das Tar Sands (areias betuminosas) no Canadá, trabalharam nos Países Árabes e África deste tempos colonialistas, basta olhar para as condições dos povos dessas localidades para nos apercebermos que as corporações nada fazem pela saúde publica, mas trabalham afincadamente nas relações públicas para menorizar o seu impacto social, através do Lobbing, dádivas sociais, manipulação de imagem, etc… Como referi acima, uma das soluções apresentadas pela industria petrolífera mundial foi a Cap and Trade (negócio de carbono), uma solução já provada errada, e que só vêm criar mais um mercado, onde a poluição vai continuar. Temos o recente grupo, A OesteSustentável – Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste em parceria com a OesteCIM – Comunidade Intermunicipal do Oeste, prefeito exemplo do que nos espera.

Não são obrigatórios estudos de impacto ambiental, portanto, sem investigação, não existem dados, sem dados não pode haver uma avaliação, sem avaliação não se pode abrir um processo de averiguação, começa logo por ai, nos EUA as corporações foram obrigadas por lei a revelar dados dos seus trabalhos, e mesmo assim, esse conhecimento é retirado a ferros, e vem aos poucos. O primeiro passo que deveria ser dado, é por lei internacional não obrigatório: estudos de impacto ambiental. Todos os estudos de impactos no ambiente e na saúde pública foram realizados pelas partes interessas, as vitimas da extração de gás de xisto e de outras fontes não convencionais de matéria prima fóssil.

Pouco se sabe sobre os trabalhos de prospecção de gás e petróleo em Portugal, sobre as pretensões, ideias, compromissos, obrigações, e direitos muito menos, tanto das corporações, como das autarquias como da população. O trabalho de prospecção de gás natural e petróleo leve em Portugal não sendo segredo, também não é revelado ás massas, e nas localidades nada se sabe. Os impactos na saúde pública da industria fóssil neste momento está na mesma posição do que o Tabaco, por exemplo, todos sabemos que é nocivo, mas “ninguém consegue provar”, e assim vai andando o comércio livre, deixando consequências e saindo impune.

No caso de Alenquer e de Torres Vedras os problemas são os mesmos. O caso da contaminação do lençol de água que abastece os dois concelhos é aceite pela industria petrolífera, que não é o caso SE vai acontecer, é QUANDO VAI acontecer. A população destes conselhos, juntamente com a do Cadaval e Alcobaça e outras no Oeste vão passar pelas imensas dificuldades que passam os cidadãos que habitam perto de locais de extracção de gás de xisto e petróleo não convencional espalhados pelo mundo, doenças graves, dolorosas, incapacitadoras e terminais. Basta rever a história da industria de extração, e perguntar aos grupos Anti-Frackink existentes em todos os locais de extração das energias não convencionais, como as pretendidas em Portugal, para se saber o que escondem as corporações. A luta de Calvin Tillman que foi presidente das Câmara de uma pequena cidade chamada DISH, nos EUA, é o melhor exemplo do que se vai passar em toda a Zona Oeste e outras localidades de Portugal se a extração de gás de xisto for aceite pela população.

3, A sua acção para além do blogue gasnaturalnao.wordpress.com tem sido feita? De que outras formas tem sido feita pressão sobre os agentes? E acções de sensibilização junto da população?

O blog foi criado depois de ter estado 2 anos num grupo internacional contra as Tar Sands do Canadá, onde conheci vários métodos, várias acções,  e foi do contacto com várias culturas, vários indivíduos “que tirei ideias”. Sei de todas as formas de repressão utilizadas sobre os activistas que estão contra a industria petrolífera. Li sobre o outro da lado da história das petrolíferas. Fora do blog, as acções são para informar, primeiro porque sem conhecimento as pessoas não se apercebem da necessidade de resistir à implementação da extração petrolífera em Portugal e seu novo desenvolvimento no mundo, segundo para que a pressão sobre os agentes económicos, políticos e científicos envolvidos se intensifique. A pressão sobre os agentes não é fácil porque ou são desconhecidos, (ainda hoje se descobrem novas corporações e  formam-se novas empresas). Ou porque as grandes multinacionais envolvidas nunca encontraram nenhum tipo de resistência aos seus trabalhos, as populações não fazem perguntas, os autarcas não fazem a mínima do que se passa, e as autoridades politicas só este ano começam a divulgar alguma informação, como o espaço marítimo para recursos naturais, o reinicio dos testes sísmicos no Barreiro, os trabalhos em Alcobaça, ou a instalação da plataforma petrolífera nos mares do Algarve.  Com a promessa de postos de trabalho, de ganhos financeiros para a economia nacional, e roalitys para as autarquias, o lobbing corporativo cria uma barreira  politico-social entre os activistas e a população local, o que divide a população e dificulta a criação de grupos homogéneos e de apoio que possam realmente atingir um numero que possa interferir no ritmo dos trabalhos de prospecção petrolífera, como o que aconteceu no oeste, quando da intenção da instalação de uma central nuclear em Ferrel há mais de 35 anos, que levou à não instalação da central nuclear, nem em Ferrel , nem em Portugal.

Junto da população, este ano têm sido dados alguns passos. Participamos num encontro popular de sensibilização no Barreiro, organizado pelo Jornal MAPA, que  levou à criação do grupo Movimentoantigasdexistobarreiro. Estive numa acção de esclarecimento no Centro de Cultura Libertária, em Cacilhas. Nas Caldas da Rainha, onde foram  realizados estudos para a instalação de cavernas salicinas para reservar gás ou líquidos tóxicos,  participei num evento artístico/informação, onde apresentei um video sobre a extração de gás de xisto em português, acompanhado de uma performance, chamada Frack M’isto ( uma alusão ao magalho de Zé Povinho),  houve uma pequena palestra realizada por uma voluntária do grupo Grupo de Portugal para análise crítica ao Acordo UE-EUA (TTIP) que falou do acordo e das suas consequências ao nível de protecção ambiental, diminuição dos padrões de protecção ambiental, autorização da exploração de gás de xisto (fracking) , venda de produtos com químicos não testados em laboratórios euiropeus, desregulação dos níveis de emissões no sector da aviação. Tudo relacionado com a industria de petróleo e seus sub-produtos. Também ouve recentemente uma secção na BOESG, em Lisboa, sobre o Fracking em França.

Depois de umas conversas juntei-me a pessoas que tiveram a ideia de criar uma zine sobre  o gás de xisto, para divulgação dos locais de extração, consequências, envolvidos, infraestruturas, e contactos, ainda está em desenvolvimento. Notar que todo este trabalho não é realizado por profissionais, são trabalhadores, estudantes, desempregados, somos autodidactas no que diz respeito à industria petrolífera, temos em comum o respeito pelo futuro e pela natureza onde estamos inseridos como membros, muitos de nós nunca tinham feito activismo. Até hoje nos 2 anos em que iniciei o blog já participaram pessoas com informação, desenhos para cartazes, flyers, vídeos, divulgação, em secções de esclarecimento e informação, que variam entre os 19 e os 60 anos, não somos um grupo organizado, apenas nos apoiamos, partilhamos informação e falamos sobre possíveis acções, mas a distância física e muitas vezes ideológicas, a falta de acesso à imprensa nacional e dificuldades financeiras prejudicam a pressão necessária sobre as corporações e investidores, como Fundação Gulbenkian ou Jo Berardo ( que entretanto sabemos que está fora), REN, EDP, GALP, CUF, universidades, etc. Já recebi convites para sensibilização em pequenos encontros. Também participámos na investigação para artigos de jornais na internet e…. Sempre que posso falo com alguém que sei ser das localidades onde as coisas estão mais avançadas. O que pretendo é a passagem de informação,  que se discuta o assunto nos cafés, com os amigos, no trabalho, nas escolas, nas assembleias municipais, nas juntas de freguesia, na praia, na consciência. Depois cada um deve saber como pode participar ou criar o seu próprio modo de actuar. Neste momento não existe uma plataforma formal, mas colaboração, essa sim, mais como um WEbmovement, é a ligação que existe entre os pequenos grupos que é actual e regular.

Uma parte importante para criar pressão social e politica sobre as corporações é levar as ONG ambientalistas e dos direitos humanos a levantar a questão com os responsáveis pelas aprovações dos trabalhos, pelo acompanhar dos estudos de prospeção, e pelos estudos universitários relacionados com a geologia petrolífera na costa e continente português, e comportamento dos meios naturais afectados pelos trabalhos petrolíferos realizando campanhas que cheguem à grande parte das casas da população. Isso está fora das possibilidades da nossa actuação.

4-Pelo que percebo a sua acção e de outros congéneres seu tem sido feita um pouco na sombra, porquê este mode de actuação?

A modo de actuação deve-se muito ao secretismo das petrolíferas, que não permite informação mais localizada, além dos comportamentos criminosos de algumas corporações como a Oracle Energy, acusada de corrupção, que opera no Barreiro, ou da Petrobrás que opera no offshore português, acusada de corrupção nos negócios pré- sal, pelo ex-director da Petrobras Paulo Roberto Costa, detido na prisão do Comissariado da Polícia Federal em Curitiba (no estado do Paraná, no sul do Brasil), em troca de uma redução de pena. Para as corporações, e políticos já saímos da sombra, já sabem que existem indivíduos e grupos que se preparam para resistir a esta politica energética. Já enviei mail’s  à câmara de Alcobaça, depois de ler uma entrevista com o presidente da câmara, que acaba com ele a pedir mais esclarecimentos, para qual me ofereci, não obtive resposta. O grupo do Barreiro também já se deslocou a uma assembleia municipal e “falou” com o presidente da câmara. No Algarve o grupo.asmaa-algarve. Já teve encontros com António Costa Silva, presidente a Partex Oil and Gas (Fundação Gulbenkian). Na sombra só porque os trabalhos estão a ser realizados na sombra, fora alguns artigos espalhados por blogs, não existe uma recolha de dados a nível nacional sobre as empresas, e consequências dos seus trabalhos.

Outra grande causa é a dificuldade de levar as pessoas a compreender que as dificuldades económicas que passamos, não são nada em relação aos problemas das gerações futuras se no mundo não houver uma união popular contra a continuidade das energias fósseis. A divida que vamos ficar para com eles (gerações futuras) nada se compara à divida para com a Troika.

  1. Para além de si, a sua plataforma integra quantos mais activistas desta causa?

Como expliquei acima, não estamos organizados, grande parte dos artigos do blog são da minha responsabilidade, já fomos 2, já fomos 50, depende. Toda a acção é uma ação da “plataforma”, naquele momento estamos todos para aquele assunto, com a mesma intenção, divulgar e resistir, o importante é não impedir, pode-se não participar, ou mesmo não acreditar numa acção, mas o que pode não ser a melhor forma para nós pode ser a resposta noutro local ou de outro grupo. Todo o individuo ou população que seja activo contra a industria petrolífera, o novo petróleo e gás e métodos de extracção não convencional, qualquer pessoa que partilhe informação sobre algum ponto da exploração em Portugal e no Mundo pode dizer que pertence à “plataforma” nacional contra o gás de xisto e petróleo leve… Nós não criámos nenhuma.

  1. Que acções no terreno, para além da internet, estão marcadas ?

Marcadas nenhuma. Queremos fazer acções de rua, preparar material para apresentações em feiras, encontros de arte, esperamos que para o ano, as coisas já não estejam na sombra. Este ano já se fala como nunca se falou de petróleo (gás de xisto) em Portugal, a Quercus já lançou uma noticia e um video depois do anuncio do inicio dos trabalhos no Algarve. Faltam as corporações e isso depende da pressão popular, pois a classe politica está rendida ás obrigações para com a dívida económica, e em Portugal sem ser o movimento contra a central nuclear, só nas incineradoras existiu uma tentativa clara de recusar e resistir à sua instalação… perdeu o elo mais fraco, onde estão instaladas hoje. Nem os aterros, nem as Barragens conseguiram criar movimentos activos nos locais e de acção directa, que levassem ao abandono dos trabalhos…

Marcado está a continuidade em acompanhar os trabalhos, investigar, continuar a falar, criar flyer’s, procurar pessoas com a mesma preocupação, e  quando for possível não dar descanso até toda a informação sobre o que já se fez, o que se pensa fazer, quanta quantidade de água já foi poluída, onde está, que químicos já foram utilizados, quais vão utilizar, etc… Acções marcadas certas são: levar informação ás pessoas, levá-las a pensar. Levar o coração a agir… De Resto… Depende de Mim e de Ti e do leitor.

Depois de rever mandei algumas mns com coisas que faltavam ou que completavam, nunca foi mostrado interesse. Algumas já inseri no texto…

Depois de rever vi que faltavam alguns eventos  anti fracking como o no Centro de Cultura Libertária em Cacilhas, Casa VIVA do Porto, O documentário na BOESG. Enviei essa informação ao jornal e disse que estava disponível  para esclarecer algum ponto. E na parte do alcoolismo e toxicodependência, completava-se com o exemplo passado no Canadá, descrito pelo  movimento Idle No More….

Bom, se abriram os link’s dos jornais facilmente reparam, na clonagem ou frases gémeas falsas em todos os artigos dos jornais, se procurarem acharam mais ainda se calhar da vossa área.

Se sabem de acções  de sensibilização sobre os trabalhos das petrolíferas em Portugal que queiram partilhar. força. Se encontrarem artigos em jornais locais, podia-se talvez criar uma biblioteca virtual…

Se me esqueci de alguma coisa, desculpem desde já…

Aqui vão mais alguns exemplos de lobbing jornalístico:

Dia da mentira: 1 de abril de 2011: http://www.gazetacaldas.com/10411/petroleo-nas-caldas-da-rainha/

Ultima tiragem antes do dia da mentira: 29 de Março de 2003: http://jornaldascaldas.com/Obras_na_cidade_podem_detetar_indicios_de_petroleo_no_subsolo

Jornal de arte cultura e cidadania do Oeste: cididania:http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=7fa00634-2c78-427c-889d-ab59b7941c21&edition=124 

Escreve Mohave Oil no Oeste, ou petróleo em Portugal, noticias locais sobre prospecção e extracção de petróleo…

E decide por ti…

 

 

 

 

 

Oeste Sustentável e Gás de Xisto?

Convenção “Low Carbon de um OesteSustentável“

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15-07-2014

A OesteSustentável – Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste em parceria com a OesteCIM – Comunidade Intermuniacreagestatus_hres_ptcipal do Oeste organizou nos dias 9 e 10 de julho, a Convenção “Low Carbon de um OesteSustentável – Desafios e Oportunidades, na sede da OesteCIM, em Caldas da Rainha. Depois de um primeiro dia de convenção em que foram apresentados os Planos de Ação para a Sustentabilidade Energética do Oeste (SEAP’s) dos Municípios da Região Oeste, assim como o de outros em fase de implementação, foram debatidos e ajustados pelos técnicos dos municípios presentes, as medidas prioritárias para cada um dos municípios.

(A área do OesteCIM é muito semelhante à área de gás de xisto em Portugal, onde, se a exploração de gás de xisto ou de petróleo não convencional não for parada irá aumentar os gazes efeito de estufa como o Metano ou o carbono (CO2). A poluição é um novo negócio, o de carbono é de biliões, e mais uma vez o lobbing financeiro prepara-se para encher os bolsos:

Video: Cap and Trade ( negócio do carbono)

Foi de seguida apresentado o Observatório Low Carbon (Observatório de Energia e Ambiente dos Municípios Associados da OesteSustentável), sublinhando-se o seu papel na monitorização da aplicação e adaptação das medidas constantes nos SEAP’s, num almejado objetivo de desenvolvimento sustentável, suportado num crescimento económico e numa qualificação ambiental, numa perspectiva de ação local com uma consciência global. Foram posteriormente apresentados diversos mecanismos de financiamento, incentivos e oportunidades na área da eco-eficiência e energia que possibilitarão a implementação destas medidas. O evento concluiu-se com a entrega de um certificado de compensação das emissões associadas a este evento a cada um dos autarcas, tendo sido posteriormente assinado o Pacto Low Carbon para a Sustentabilidade Energética dos Municípios Associados da OesteSustentável.

No discurso de encerramento, o Eng.º Humberto Marques, Presidente do Conselho de Administração da OesteSustentável agradeceu à equipa da OesteSustentável, OesteCIM e técnicos municipais, mencionando que este é o resultado de um longo caminho, iniciado com a elaboração da matriz energética e carbónica da região, destacando também que este “…foi hoje um sinal de grande visão para o futuro…” e concluiu mencionando que a região assumiu esse compromisso, para uma melhor equidade e coesão territorial, afirmando que “É o início de um longo caminho e um caminho feito com um compromisso.”

Os 12 municípios do Oeste comprometeram-se a executar várias medidas que irão permitir reduzir, até 2020, 20% das emissões de carbono e contribuir para a sustentabilidade energética na região. Actualmente na região Oeste são produzidas, por ano, 1,8 toneladas de carbono  No entanto, e de acordo com  o presidente da Agência Oeste Sustentável, Humberto Marques, serão tomadas medidas na área dos edifícios, mobilidade, energia, sector doméstico e dos transportes urbanos, onde encaixa a Linha do Oeste. O responsável considera que é fundamental que haja uma “coesão” intermunicipal bastante firme relativamente à linha férrea pois “não basta tê-la a funcionar, é preciso que tenha muita inovação e possa responder aos desafios do futuro, de uma certa descarbonização”.

Actualmente a iluminação pública, em termos da electricidade consumida pelas autarquias, é a área mais poluente, seguida dos transportes. No entanto, em termos macro, na região é o sector dos transportes que mais emissões faz. Trata-se de um  “sector bastante complexo e difícil de se intervir”, reconhece Rogério Ivan, director executivo da Oeste Sustentável, mas acrescenta que grande parte desse consumo acaba por ser comportamental, “ao pisar mais ou menos no acelerador”. No que se refere às empresas de transportes importa que algumas delas possam modernizar a sua frota e instalações para se tornarem mais “low carbon”.

O responsável destaca o papel da educação e sensibilização, por parte dos organismos públicos, no que respeita ao estímulo à utilização de meios de transporte menos poluentes. Esta posição foi corroborada por Humberto Marques, que destacou que a aposta na redução das emissões de gases de efeito estufa não pode estar limitada ao poder local e central, mas que tem que ser feita em conjunto com os cidadãos, pedindo que também estes colaborem com boas práticas a nível energético.

A assinatura do pacto “low carbon para a sustentabilidade energética dos municípios associados da Oeste Sustentável” foi o culminar de dois dias de convenção, onde especialistas, técnicos e representantes das áreas dos transportes e energias renováveis discutiram as medidas a utilizar para reduzir as emissões, assim como os casos de sucesso que existem a nível nacional nesta área. Com esta tomada de posição conjunta, os autarcas oestinos pretendem colocar-se na linha da frente para a obtenção de apoios comunitários no âmbito do novo quadro. O pacto para a sustentabilidade energética foi também assinado pelo município de Odivelas que, não tendo uma agencia de energia, associou-se ao Oeste.

Para monitorizar o plano delineado pelas autarquias foi criado o Observatório Low Carbon, que periodicamente irá avaliar se as medidas propostas estão a ser cumpridas e, nos casos em que seja necessário, recomendar novos procedimentos. Composto por uma pequena equipa de três membros (um da Oeste Sustentável, outro da OesteCIM e um terceiro da RNAE – Associação das Agencias de Energia e Ambiente), tem como eixos estratégicos, alem das reduções de carbono de cada um dos municípios, a valorização dos recursos energéticos da região e o desenvolvimento de acções de cooperação inter-regional.

De acordo com o coordenador do Observatório, Luís Fernandes, os municípios de Óbidos e Torres Vedras destacam-se na aplicação do plano para a sustentabilidade energética, enquanto que os outros têm aplicado apenas algumas medidas avulsas.

A OesteSustentável foi definida em 2010. Assume compromissos na área da energia, resíduos, fundo regional de carbono, educação criativa para a sustentabilidade, entre outros.

Sua missão: Ser uma Agencia modelo na implementação para a promoção da Gestão Sustentável.

Visão: Agência inovadora para o Combate às alterações climáticas.

Valores: inovação, Cooperação, rigor e responsabilidade

Orgãos Sociais:

Presidente :Eng. Orlando Costa Ferreira, Administrador executivo da Rodoviária Tejo

Primeiro secretário: Eng.o António leal Sanches, director regional da EDP

Segundo secretário: Dr.a Alexandra Batista, AIRO – Associação Empresarial do oeste

No conselho da administração está:

Drº Nuno André Oliveira Mangas pereira, Instituto politécnico de leiria

Entre outros, nos quais vários presidentes de câmara

Fontes “não convencionais” de energia fossil em Portugal!

Fontes “não convencionais” foram identificadas em Portugal. Fica a saber o que é, as técnicas e tecnologia de extração de gás e petróleo ” não convencional”. Em Portugal terão de ser utilizadas para extrair o tipo de gás e petróleo encontrado no sub solo on shore e off shore.

Conhece Também uma empresa que funciona em Portugal e que se dedica a vender e a apoiar com técnicas e tecnologia necessária para a extração de gás e petróleo “ não convencional”. A SGS Portugal. Também se fala um pouco da técnica de captura e armazenamento de carbono.

sgs_iso_9001_pt_round_tcl_hrO que são fontes “não convencionais” de fontes de energia?

Os recursos não convencionais são hidrocarbonetos (petróleo e gás) que se encontram em condições que não permitem o movimento do fluido, por se encontrarem presos em rochas pouco permeáveis, ou por se tratar de petróleos com uma viscosidade muito elevada. A sua extração requer o emprego de tecnologia especial, pelas propriedades do próprio hidrocarboneto e pelas características da rocha que o contém.  Atualmente representam uma interessante fonte de recursos, uma vez que muitos deles se encontram em jazidas que se consideravam esgotadas. Calculando-se que se encontram em grandes volumes.

Existem várias formas de petróleo e gás não convencional:

Heavy Oil: Petróleo em estado líquido de alta densidade. Extrai-se da rocha mediante a injeção de vapor ou polímeros.

Oil Shale: Petróleo produzido diretamente a partir da rocha mãe (shale rica em matéria orgânica).

Oil Sands ou areias betuminosas: Areias impregnadas em betume, que é um hidrocarboneto de muito alta densidade e viscosidade. Este betume no seu estado natural não tem a capacidade de fluir ao poço.

Tight Oil: Petróleo proveniente de reservatórios com baixa porosidade e permeabilidade.

Shale Gas: Gás Natural contido em rochas argilosas (shale) com alto conteúdo de matéria orgânica e muito baixa permeabilidade (rocha mãe). Para a sua exploração é necessário perfurar poços horizontais e fraturar a rocha.

indexTight Gas: Gás natural contido em rochas de baixa porosidade e permeabilidade.

Coalbed Methane: Gás natural extraído de capas de carvão. Devido ao seu alto conteúdo de matéria orgânica, o carvão retém uma grande quantidade de gás absorvido.

Hidratos de Metano: Composto sólido similar ao gelo, que contém metano. Este fica preso numa estrutura cristalina de moléculas de água, estável em sedimentos marinhos a profundidades superiores a 300 metros

As técnicas para a sua extração são também “ não convencionais”:

Mineração a céu aberto quando as oil sands são superficiais.

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Poços verticais e injeção de polímeros ou vapor para mobilizar o cru extra-pesado.

Poços horizontais e fratura em caso de Shale ou Tight Oil.

Produção e extração

A produção de gás das rochas mãe que apresentam muito baixa permeabilidade é possível graças à perfuração horizontal, que permite navegar pela capa objetivo, frequentemente com trajetórias que superam os 1000 metros. Existem vários métodos de extração de gás não convencional. Por exemplo, no caso do Shale Gas, os processos de extração são os seguintes:

  • Injeção de milhares de litros de água, areia, e químicos vários.
  • Estas injeções sob pressão provocam uma rede de microfraturas na formação, permitindo assim ao gás preso fluir para o interior do poço.

A revolução não convencional

Os recursos não convencionais podem representar nas próximas décadas uma contribuição decisiva para o fornecimento mundial de energia. O preço do petróleo sobe, as energias renováveis  impõem-se, mas o mundo continua em busca de novas jazidas do velho combustível fóssil, responsável por 80% da matriz energética mundial.

Se acredita que tenhamos algumas décadas de combustível fóssil, cada vez mais raro, cada vez mais caro – afirma João Marcelo Ketzer, coordenador do Centro de Excelência e Inovação sobre Petróleo, Recursos Minerais e Armazenamento de Carbono (Cepac) da PUCRS, um dos principais centros de estudo de reservatórios não convencionais no país. – A transição de um mundo baseado em combustíveis fósseis para um mundo baseado em outra fonte demora – sintetiza

Países  esforçam-se para explorar fontes não convencionais. Em março, o Japão se tornou o primeiro país a extrair gás do chamado “gelo de fogo”. Os hidratos de metano parecem gelo. Encontrados em profundidades superiores a 500 metros e temperaturas de 4°C ou menos, são compostos de moléculas de água em estrutura sólida que aprisionam moléculas de gás natural. Extrair o gás desses reservatórios, frequentes em margens continentais, tem se revelado um desafio que só é compensado por um dado ainda mais intrigante: é provável que haja mais gás natural em hidratos do que em todas as demais fontes fósseis.

Outra fonte não convencional, o gás de folhelho ( gás de Xisto) tem levado os Estados Unidos de importadores a exportadores de gás. Para extrair o tesouro gasoso que fica retido na rocha sedimentar argilosa – o folhelho ou xisto (em Português), ou shale, em inglês –, os americanos fraturam a rocha em diferentes pontos

Ambiente e Economia

Más notícias para o clima – sentenciou o professor de Economia Energética do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Christopher Knittel, avaliando como a abundância de gás deve levar à queda no preço, também, de carvão e petróleo, muito mais poluentes.

Então, por que continuamos a investir tempo e dinheiro pesquisando essas fontes não convencionais? O próprio Knittel dá a resposta: usar o gás natural como substituto mais limpo dos outros combustíveis fósseis pode representar um grande alívio para o efeito estufa.

– O gás é uma fonte majoritária na geração de energia elétrica, mas nos próximos cinco anos vai emergir como um combustível significativo para o transporte, graças à oferta abundante e às preocupações com a dependência do petróleo e a poluição do ar – projetou a diretora executiva da Agência Internacional de Energia, Maria van der Hoeven, durante a apresentação do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Gás, em Junho, em São Petersburgo. – O gás natural tem potencial significante como energia limpa em transporte pesado, em que a eletrificação não é possível.

Quer dizer: necessitamos de combustíveis fósseis se quisermos nos livrar deles a longo prazo.

Ainda assim, foi principalmente o interesse econômico o que moveu a pesquisa de shale gas nos EUA, e a corrida pela autos suficiência energética de países como Japão e Índia, que estão num ritmo apressado na exploração do hidrato. Os nipónicos projetam para 2016 a extração comercial, e os indianos anseiam por a produzir seu estimado 1,9 trilhão de metros cúbicos de gás congelado assim que possível.

GÁS BOM, GÁS MAU !?

A pressa vai na contramão da preocupação ambiental. A técnica de perfuração e fraturamento empregada pelos EUA para extrair gás de folhelho (xisto), injetando uma mistura de água, areia e produtos químicos em alta pressão, incomoda ambientalistas. Eles temem a contaminação de lençóis freáticos pelo vazamento do gás e questionam o tratamento da água utilizada para a fraturação da rocha, um mercado estimado em  US$ 100 bilhões, segundo a ONG WaterWorld

Em dezembro de 2012, a revista National Geographic publicou uma reportagem em que resume os desafios da exploração de gases não convencionais. Sob o título “Gás Bom, Gás Mau”, o texto foi categórico: “Queime gás natural e ele aquece a sua casa. Mas deixe-o escapar e ele aquece todo o planeta”. O mesmo hidrato visto como fonte de combustível do futuro é agente do ciclo de aquecimento global: se a temperatura passa dos 4°C, a gaiola de gelo se rompe e o metano, 23 vezes mais danoso ao efeito estufa do que o CO², é liberado rumo à atmosfera.

Os EUA têm afirmado que a extração de gás de folhelho (xisto) pode ser realizada com relativa segurança. Porém, no caso do gelado hidrato de metano, o buraco é, literalmente, mais em baixo. Segundo João Marcelo Ketzer, o desenvolvimento de tecnologias para explorar o recurso com o menor risco demora, principalmente, porque “é muito caro fazer pesquisa em grandes profundidades”. E os riscos ambientais e dificuldades de produção andam de mãos dadas.

– O que se está estudando é uma tecnologia que não congele o gás no caminho. Uma forma é injetar vapor de água quente dentro do reservatório, que vai derreter o gelo.

Outra técnica experimental envolve injetar CO² atmosférico nos reservatórios, substituindo o metano nos hidratos, e extraindo o combustível ao mesmo tempo em que se presta um serviço de captura de carbono. Mais ponderados que os japoneses, os americanos estimam que a exploração comercial será possível em 2025, com alguma sorte e vontade política

. Enquanto isso, o Brasil prepara seu próprio terreno. E aí, vamos de gás?

Corporação SGS ( Em Portugal)

A SGS oferece uma ampla gama de serviços que suportam o teste e a análise de recursos de gás natural não convencionais. O gás natural não convencional é aquele confinado em reservatórios cuja produção era anteriormente considerada muito complexa ou cara, geralmente porque a tecnologia necessária para alcancá-lo ainda não havia sido inventada ou porque é muito caro para ser economicamente viável. No entanto, à medida que os recursos vão ficando mais difíceis e caros de extrair e a tecnologia vai avançando, fica mais fácil utilizar o gás não convencional. Com isso, extrair esses recursos é uma opção cada vez mais lucrativa. Cada recurso considerado para produção precisa ser totalmente analisado e investigado.

Serviços de recursos não convencionais da SGS

Os serviços de recursos não convencionais da SGS estudam, testam, avaliam e relatam seus recursos e os custos potenciais e o valor associado à sua extração. Através de nosso serviço abrangente, você terá todas as informações necessárias para tomar decisões críticas de negócios, planejar e implementar uma extração lucrativa e otimizar o processo de produção.

Realizamos rotineiramente composições de gás natural no laboratório e no campo. A análise precisa da composição de gás é essencial para uma avaliação econômica precisa do recurso em questão. Combinada com técnicas avançadas, como taxas isotópicas, mineralogia avançada e testes físicos da rocha fonte e gás desenvolvido, oferece informações vitais sobre a origem do gás, incluindo detalhes sobre a continuidade do reservatório, sua compartimentalização, bem como migração.

Petróleo e Gás: Deixe a SGS atestar o sucesso do seu negócio

Esteja a sua empresa envolvida na exploração, extração, refinação, transporte ou comercialização de petróleo, gás, areias petrolíferas ou outros hidrocarbonetos, a SGS oferece uma ampla gama de serviços para dar suporte e otimizar seu negócio. Para apoiar a exploração upstream, oferecemos diferentes serviços que podem ser usados de forma independente ou em conjunto, para melhorar os processos existentes. Na mineralogia aplicada, você pode confiar na SGS para a realização de serviços avançados de qualidade de reservatórios, mineralogia de gás de xisto e análise XRD

Também como suporte às atividades upstream, oferecemos análise de fluidos de reservatório e produção, gestão e distribuição de amostras e serviços de recursos não convencionais, como análise de metano em camada de carvão e serviços de teste de poço. Podemos ajudá-lo a projetar e executar misturas, usar aditivos e outros processos de otimização, onshore, offshore e em trânsito. Se encontrar dificuldade para fazer o seguro de linhas de crédito, pode contar com os nossos serviços de inspeção de comércio, que oferecem medições e análises de nível internacional.

 A SGS é líder mundial em testes, inspeção, certificação e verificação, com sua experiência inigualável, ampla excelência e alcance global. Seja qual for sua área de negócio, contacte-nos hoje mesmo para saber como nossa ampla gama de serviços dedicados a petróleo, gás e areias petrolíferas podem ajudá-lo a ganhar vantagem competitiva

O Grupo SGS Portugal e a Universidade de Aveiro assinaram uma parceria que irá permitir aos mais interessados em Gestão Ambiental frequentar Cursos de Formação Avançada ligados a esta área.

O mercado do ambiente em Portugal está numa fase de franco crescimento devido não só a novas exigências legais, mas também ao facto dos empresários estarem mais despertos para as vantagens e ganhos de eficiência destas ferramentas de gestão.

A SGS Portugal, numa lógica de responsabilidade social e de preocupação com o desenvolvimento sustentável nacional, estreita as suas relações com as instituições de ensino superior, promovendo a articulação entre as mesmas e o meio empresarial.

Tendo como premissa o pressuposto de complementaridade entre a dimensão académica e a empresarial, bem como da sinergia que daí pode advir para a competitividade organizacional, a SGS e a Universidade Fernando Pessoa formalizaram a sua parceria, através da assinatura de um Protocolo, no dia 26 de Maio, no Salão Nobre da UFP-Porto.

Com conjunção dos conhecimentos e experiências destas duas entidades pretende-se não só proporcionar às Universidades uma aproximação ao meio empresarial, mas ainda preencher lacunas de formação identificadas no mercado e qualificar profissionais cujas competências sejam mais adequadas às necessidades das organizações

“Porque o desenvolvimento sustentável não se consegue através de acções cheias de boas intenções mas vazias de resultados, acreditamos no valor desta parceria e no progresso que ela significa não apenas para a SGS e para a Universidade Fernando Pessoa, mas para todos os formandos e organizações que beneficiarão das suas competências” afirmou Ana Pina Teixeira, Presidente do Conselho de Administração do Grupo SGS Portugal.

Mercado de Carbono

original_mercado de carbonoO Mercado do Carbono tem um potencial de crescimento verdadeiramente ímpar e será impulsionado pelo início do primeiro período de cumprimento do Protocolo de Quioto (2008-2012).

Segundo estimativas, Portugal necessitará anualmente de 10 a 20 MtCO2 para cumprir o Protocolo de Quioto e o custo poderá atingir cerca de 2 biliões de euros anuais.

Entre 2008 e 2012, admite-se que a procura suplante em muito a oferta, o que se deve essencialmente aos critérios rígidos aplicados pela Comissão Europeia para a atribuição de emissões, podendo o Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissões (PNALE) para o período em causa sofrer um corte significativo face à proposta inicial.

“A SGS é um actor privilegiado no Mercado do Carbono, pois oferece os serviços mais rigorosos, credíveis e competitivos em termos de validação e verificação das emissões de GEE. A SGS é reconhecida mundialmente devido à sua independência e objectividade ‘científica’ nesta e noutras matérias”, sustenta Luís Barrinha, director de Certificação de Ambiente e Segurança da SGS ICS.

Na União Europeia, o Mercado do Carbono mais competitivo a nível mundial, a SGS encontra-se acreditada por cada Estado-Membro para exercer a verificação dos dados das emissões de CO2. A nível mundial, e desde 1999, a empresa está acreditada pelas Nações Unidas como Entidade Operacional Designada para a validação de projectos e verificação de emissões reduzidas. Por isso, tanto em Portugal como no resto do mundo, a SGS disponibiliza o seu conhecimento e experiência para apoiar os seus clientes na medição de emissões, na validação das suas metodologias e na verificação dos relatórios de emissões.

A SGS valida igualmente projectos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em todo o mundo, assegurando a fiabilidade técnica, o rigor científico e a credibilidade necessárias para as transacções no Mercado do Carbono.

Outra área de intervenção no domínio do Mercado do Carbono é a de apoio a Projectos de Implementação Conjunta, criando condições para a transacção de unidades de redução de emissões mediante projectos de investimento entre empresas ou países, designadamente países do Hemisfério Norte em desenvolvimento emergente e rápido, como, por exemplo, os países da Europa do Leste

Assumindo o pressuposto da complementaridade de vocações entre a dimensão académica e empresarial e a sinergia que daí pode advir para a competitividade organizacional (patenteada na parceria estabelecida entre a UFP, o CEVAL, Medinorte/Unimed e Cooprofar, dando origem às respectivas Universidades Corporativas), a Universidade Fernando Pessoa irá organizar um seminário intitulado:  “Educação corporativa: educar para a competitividade” a realizar-se no dia 20 de Junho de 2007, pelas 14h30m, no Auditório da Universidade Fernando Pessoa, sito na Praça 9 de Abril nº 349 na cidade do Porto.

O evento será constituído por dois painéis e uma conferência. No 1º painel “A Universidade Tradicional um parceiro a não esquecer” irão explanar os seus pontos de vista, quatro professores da Chamada Universidade Tradicional, mas que têm realizado um vasto trabalho junto do mundo empresario.

Um exemplo do desejo da técnica Prefuração Horizontal em Portugal, Clic; BooooMMMM

 “Berardo quer produzir 500 milhões de barris de petróleo em Portugal” (…) Há alguns anos, já me tinham tentado convencer a investir, mas sabia que era muito difícil extrair petróleo em Portugal devido à geologia, pelo que recusei. Mas com o ‘horizontal drilling’ [ver texto ao lado] já concordei”, disse o investidor ao Diário Económico…”


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