Pequena revisão: “Petróleo” em Portugal 2014!!!

Ainda faltam dois meses para acabar o ano, mas como não sabemos o tempo que vamos ter para rever os acontecimentos petrolíferos em Portugal no ano 2014… Aqui vai

A empresa Norte Americana Porto Energy (Mohave OiL and Gas) abandonou os trabalhos em Maio de 2014. A razão falta de produção de petróleo em Portugal, (não confundir com falta de petróleo), que levou á falta de investidores. Joe Berardo foi um dos que investiu na empresa. O elevado custo da exploração, levou a corporação a abandonar os trabalhos. A produção seria iniciada em 2012, mas nunca aconteceu. A empresa tentou vender a todo o custo, até dados das prospeções, nada resultou. A Porto Energy passou os últimos 6 meses em negociações a prometer mundos e fundos. A corp. detinha 7 concessões, na Bacia Lusitânia- Zambujal, Cabo Mondego 2; São pedro Muel 2; Aljubarrota 3; Rio Maior 2; Peniche e Torres Vedras, com uma área de 6.475 KM2.

A empresa tinha iniciado os trabalhos de prospeção em 2007, apontando 2012 como o inicio das explorações, com a direção de Ian B. McMurtrie. Ian está ligado a 17 conselhos de administração de empresas, em 3 organizações diferentes através de 5 diferentes industrias. Doutorado em geologia, iniciou a sua carreira na Texano Exploration Canadá.

Em Portugal a Mohave estava também activa no Barreiro onde ofereceu o seu conhecimento técnico à Oracle, que iniciou estudos de prospeção este ano na Península de Setúbal. A corporação já tinha provado haver reservas de petroleo pré sal e de gás e petróleo leve na parte norte da bacia lusitânica. A empresa abandonou o poço Alcobaça 1, em 2014, depois de investir só no poço 8,3 milhões de euros que dizia ter uma reserva de 8.000 barris de petróleo e gás natural. Segundo o ministro da economia, Álvaro dos Santos. “ Envolvendo um investimento de 230 milhões nos próximos 5 anos e a criação de 200 postos de trabalho directos e 1,400 indirectos”.

A Porto Energy esta registada nos EUA (Texas), e segundo os regulamentos norte americanos a empresa adoptou as suas leis. Uma delas era a política contra “Whistle blowing” (Bufos), que impedia que os trabalhadores alertassem para problemas dentro da empresa, uma regra de confidência para evitar escândalos. E Agora os ex trabalhadores vão continuar a cumprir este contracto?

Uma das Parceiras da Mohave é a Galp Energia.

Galp: Processo de privatização iniciado em 1999. O primeiro passo foi a construção do gasoduto de alta pressão entre Setúbal e Braga, pela Transgás. Um ano depois entra a ENI e a EDP- Energias de Portugal. Na terceira fase de privatização a REN entra no negócio, comprando ações ao estado português. Em 2005 o Grupo Amorim entra no acordo, em 2006 detêm 33,34% da Galp. Em 2007 começou  a explorar em Timor.

Em Portugal a Galp detêm blocos na Bacia de Peniche e Bacia do Alentejo, que assinou com o Estado Português e a Petrobrás em 2007, e no poço Aljubarrota 3, que assinou em 2012 com a Mohave. Para 2015 a Galp espera autorização do governo para explorar na costa alentejana e ter um poço de exploração em 2016. Segundo notícias de Outubro de 2014 a Galp até ao final do ano tinha de decidir se abandonava ou se comprometia a perfurar um poço de exploração. De acordo com Ferreira de Oliveira, presidente da Galp: “ esta nas mãos do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia” a aprovação do projecto de perfuração de águas profundas. Em 2013 a Petrobrás abandona o mercado português, no caso da concessão de Peniche, foi substituída pela Repsol, na costa alentejana a Galp procurava parceiros.

A Petrobrás entrou na corrida para o petróleo português com a Mohave em 2007. Foi operadora de 7 blocos off shore, em profundidades dos 200 aos 3000 metros. A empresa vai agora abandonar 38 operações fora do Brasil, incluindo em Portugal. Segundo representantes da empresa: “a Petrobrás considera que o risco exploratório não justifica a continuidade de sua participação…” A decisão deve-se ao interesse da Corporação em se concentrar nas explorações pré sal no Brasil. Segundo Graça Foster, presidente da empresa, esta política pode levar ao encerramento de blocos em Portugal, Nova Zelândia, Irão, Turquia e Líbia.

A Petrobrás, Galp e Partex estavão unidas na exploração de gás e petróleo no Brasil. A Galp está em 28 projectos no Brasil,em parceria privilegiada com a Petrobrás. Estão ambas nas Bacias de Santos, bacia Espírito Santo, Potiguar, Campos, Pernanbuco Sergipe Alagoas, Amazonas. Destacamos aqui o bloco da Amazonas (mais mediático), com uma área de 5,718 km2, as licenças foram adquiridas em 2008, o preço pago foi de 27,5 milhões de reais. Até 2015 devem ser perfurados vários poços de prospeção. A área de gás natural situa-se perto de uma grande zona importante mineira e industrial.

A Partex Oil and Gas (Fundação Gulbenkian) também partilha explorações no Brasil com a Petrobrás. Está presente em dois campos de exploração. Iniciou as suas explorações no Brasil em 2001. A Partex trabalha nas Bacias de Potiguar, no Campo de Colibri e Cardial, juntamente com a Petrobrás. O primeiro poço já foi aberto, e representa um recorde de perfuração deep offshore drilling, mais de 7.600 metros, com 2,1000 de coluna de água. Em Portugal está na Bacia de Peniche e do Algarve.

Agora em Portugal a Mohave e a Petrobás abandonam as explorações e ficam as suas fiéis parceiras no comando das operações a Galp e a Partex. A Galp é “portuguesa”, a Partex foi criada antes do início da segunda guerra e registada no Panamá, estando a sua proprietária (Fundação Gulbenkian) em Portugal. Os recursos de petróleo e gás do grupo no final de 2005 atingiu 215 milhões de barris de óleo equivalente, demonstrando um claro aumento em relação a 2004. E hoje? E no Futuro?

Este ano, de 2014 também foi o ano em que as acções de sensibilização e informação sobre o gás de xisto apareceram, e se multiplicaram. Foram criados grupos para acompanhar os trabalhos das petrolíferas e das movimentações politicas. Foram “abandonados poços”, mas iniciaram-se trabalhos noutros. O Lobbing nacional e europeu, americano e canadiano ameaça leis de proteção ambiental e de saúde pública da União Europeia. Foram iniciados estudos, ou trabalhos nos Portos de Sines e Matosinhos para melhorar a receção de super petroleiros e o armazenamento de gás ou petróleo. Iniciou-se o projecto para a construção de várias dezenas de cavidades salinas para armazenar gás natural na estação de carriço, Pombal, ou CO2 como na Central do Pego, na central da Tejo Energia.

images (7)No Algarve a Partex e a Repsol estão neste momento a iniciar trabalhos para instalar a plataforma petrolífera off shore, sendo a área de prospeção mais avançada, e mais perto de iniciar a exploração.

No Barreiro pouco se continua a saber, a Oracle Energy, corporação responsável pelos trabalhos, pouco diz. O CEO da empresa foi co-fundador da Mohave Oil, ex – parceira no projecto. A exploração é valida até 2021, e estende-se a toda a Península de Setúbal. O presidente da câmara do barreiro disse a uns cidadãos, numa assembleia, que “Não foi saber o que era o Fracking (extracção gás de xisto). Nem vou!”

No ano de 2015 era para entrar em vigor o acordo transatlântico (TTIP) que vem apoiar as corporações, devido a grande oposição as coisas estão atrasadas, mas a luta entre o Anão e o Golias continua.

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E nós que vamos fazer em 2015?

Ver Brincar à roda das cadeiras?

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