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2ª Romería-Manisfestación Contra o Fracking-Masa (Burgos)

Dia 30 de julho estivemos numa acção em Burgos a convite da Asamblea Vecinal Urbel-Rudrón, grupo local inserido na Asamblea Contra la Fractura Hidráulica de Burgos. Participamos na 2ª Romería_Manisfetación contra o fracking e não convencionais. O dia começou com a Romería (passeio) no local assinalado para o primeiro poço, na localidade, chamado de Sedano 2. No final do passeio juntaram-se cerca de 300 pessoas para escrever com os seus corpos: Fracking en Ningún Sitio, para uma fotografia aérea. De seguida fomos até á pequena aldeia de Masa bem perto do local do pretendido furo,  que tem uma das maiores fábricas de explosivos de Espanha perto de si. E querem extrair gás na mesma zona?. Na aldeia, comeu-se, e depois o grupo de dança tradicional local abriu a programação, foi seguido da banda Anti-Fracking do povo de Merindades, também ele em perigo devido ao Fracking. Podémos jogar jogos tradicionais, como a Tuta (tipo o Jogo da malha português) entre outros. Ao fim da tarde uma peça de teatro pelo grupo da Asociación Valle de Sedano, seguido de uma secção de informação e debate sobre o fracking e as empresas, com grupos de Burgos, Cantábria e Portugal. Mais começou a festa com o Titulo: Hasta Nunca BNK! (BNK, é a empresa que quer fazer fracking em Burgos.) A festa começou com música variada, seguido de um grupo que junta Cumbia Chilena, Teatro e histórias populares com um excelente espetáculo. A noite foi até de madrugada com a banda RKR (Punk Rock).

Foi um dia sempre a acontecer coisas desde as 8.00 da manha. Montámos sombras no local da fotografia aérea e distribuímos água pelo pessoal que estava pelo caminho para o indicar ás pessoas que vinham participar. Quando o sol estava alto, fomos todos para o local previamente marcado para fazer as letras para a fotografia aérea, uma MNS para as petrolíferas. Depois o almoço eram Patatas tradicionais. Para desmoer o almoço fomos jogar a Tuta com os populares da terra, deitar à sombra, banhar-se na fonte, ouvir a música que passava, falar das experiências, etc. Eu, reencontrar pessoas que tinham estado comido em 2015 quando da ida ao Espeleo rock: Festival Anti Fracking e à Frackanpada. O teatro da população que dá o nome á concessão: Sedano, apresentou uma peça de comédia popular que a população adorou. Depois fizemos uma assembleia popular para falar das concessões locais, dos problemas, discutir as vantagens e desvantagens, partilhar as experiências dos grupos de Cantábria, Burgos e de Portugal. Populares locais gostaram de ouvir o testemunho que levei, da acção dos locais em volta do furo de Sousa Cintra na Concessão de Aljezur, que levou ao cancelamento da mesma devido á insistência dos locais em voltar ao local tirar fotos e pressionarem para se saber o que se passava ali, o que levou o Estado a investigar e a anular o contrato por ilegalidades da Portfuel. Lá, como cá, tentaram enganar a população em redor dos furos com mentiras. Porque Masa, e em seu redor são povos pequenos que nada sabem o que se passa, perguntam muito e debatem bastante… Depois foi relaxar, e aproveitar a festa que estava montada no centro da aldeia. A esta altura já homens dos seus 90 anos  (alguns que estiveram na assembleia, com os filhos e netos) e crianças se tinham retirado. Mas muitos populares da aldeia e arredores assistiram ao espetáculo do grupo El Bombo Do Diabo, musica, teatro, contador de histórias ao ritmo da Kumbia Chilena. Depois concerto de punkrock, RKR uma banda com jovens (alguns menores) com mais de 50 covers de bandas míticas Bascas, de Burgos e de outras zonas autónomas como Eskurboto, Polha Record, de bandas locais, etc… até às 4 da manha… alguns resistentes ainda foram á festa tradicional no povo Pedra. Eu dormir… Desde essa noite o Rio que passa debaixo de casa, embalou-me durante a estadia com o seu som ao se desviar das pedras, ao fazer festas nas plantas, ao empurrar os lagostins que tentavam subir a corrente, contava histórias com o vento em dueto…

 

 

Na manha seguinte, dia 1 de agosto (para não me perder) foi relaxar no Lo Molino. Lo Molino é uma moinho antigo com uma grande casa de pedra, que estava condenado ao abandono, agora está a ser recuperado para habitação com uma área grande onde se vão realizar eventos anti fracking e outros para ajudar na campanha de divulgação, investigação e acção da Assembleia de Burgos, sempre protegendo a horta. Nesse dia não fizemos nada, iniciamos ambos a recuperação do mês anterior, eu da Bicicletada e eles da preparação da Romaria-Manifestação. No dia 2 começamos a falar sobre as nossas experiências, dos locais em perigo na zona devido ao Fracking, do campo Petrolífero de Ayoluengo, dos estudos que falam do mau aproveitamento dos campos eólicos devido à sua má localização, que  estão em parque natural e perto do campo petrolífero, quase que se misturam… Pois é, o campo petrolífero está no Parque Natural de las Hoces del Alto Ebro y Rudrón. Depois uns foram ensaiar, outros fazer artesanato, outros construir um  local de composto para os dejetos da casa de banho seca, para ser usado como adubo na horta. A loiça era lavada no rio com sabão natural caseiro. De noite a luz era alimentada por uma bateria de carro ou de luzes que passaram o dia a carregar ao sol. No dia 2 de Agosto fomos tomar ao Rio Rudrón ameaçado pelo Fracking, e comer pizza Vegan numa aldeia com 20 casas à beira de um belo rio… No dia 3 fomos mandar uns mergulhos no Pozo Azul, um poço natural com mais de 13 km de comprimento, vários braços que criam várias pequenas lagoas de água verde esmeralda… No dia 4 fomos visitar a cascata mais conhecida dos povos vizinhos, que atravessa uma pequena aldeia de pedra vinda perto da entrada de uma grande gruta, uma paisagem que toca profundo, quando nos lembramos que tudo o que vivemos nestes dias está em perigo devido ás petrolíferas. Durante tudo o dia a dançar no céu andavam sempre os Abutres, majestosos lentos, contemplativos, os reis dos montes em igualdade com a Águia Real, que muitas vezes era só aparecia como uma silhueta que aparecia a caminho do Sol. No fim da tarde, a caminho de casa fomos ao Campo Petrolífero de Ayoluengo, Sargentes de la Lora (onde se encontra o Museu do Petróleo. E sim, mais uma vez em Parque Natural), Burgos, o único da Península Ibérica, que está a ser estudado para estimulação dos poços convencionais encerrados ao longo dos anos. Ainda tem vários poços a extrair petróleo convencional e a injectar o lixo tóxico no sobsolo, ao todo foram mais de 50 poços desde os anos 60, hoje estarão uns 6 a funcionar. Com o Fracking querem estimular algumas dezenas que estão encerrados . O Cheiro é indiscritível -muito tempo dá vómitos- o barulho constante dos motores das bombas a imitar cegonhas é uma tortura, os motores funcionam com o gás que saí da extração.

No outro dia, foi dia de voltar, com a união entre grupos mais fortalecida e com algumas ideias para o futuro para que nos possamos apoiar, colaborar, estar nas dificuldades e estar nas vitórias em conjunto… até lá.

Fracking e Não Convencionais; Nem aqui, Nem em Lado Nenhum! Não às Petrolíferas!

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Aberdeen Desmente a ENMC (Entidade Nacional Mercado Combustível)

Depois da secção de “esclarecimentos” da ENMC (Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis), no Algarve, em Janeiro de 2016, um cidadão (Miguel Rodrigues) colocou umas perguntas na página facebook da ENMC. A Resposta incompleta pode ser lida no doc abaixo:

https://docs.google.com/document/d/1Et88W2AnO4UiHckmofAE-BkQ_26stsPELK_FQ_aT8Nk/edit

A certo momento a ENMC utiliza a cidade de Aberdeen como exemplo para tranquilizar os Algarvios: 

…”Aberdeen, na Escócia, pequena cidade piscatória, é agora uma cidade com grande desenvolvimento, tendo trazido benefícios para a região.”…

Como sei das lutas contra o Fracking no Reino Unido, contactei o grupo Radical Independence Campain- Aberdeen, que têm resistido contra o Fracking na Escócia. 

Esta foi a sua resposta:

Direi que o vosso governo está a mentir!

Aberdeen é a 3 maior cidade da Escócia. Em tempos foi uma cidade piscatória, com um porto importante, mas a economia local é  dominada pelo gás e petróleo, e assim é desde os anos 70. Não existe Fracking na área. Muitas empresas tem aqui as suas sedes, e a maioria está envolvida em operações de fraturação hidráulica, mas não perto da cidade.

A cidade prosperou, mas a riqueza não é partilhada com a população local. A maioria do dinheiro está concentrado nas grandes corporações, que evitam pagar a sua parte dos impostos. Ainda existe muita gente desamparada, e uma grande desigualdade social na cidade. Em algumas áreas, 1 em cada 3 crianças vivem na pobreza.

Na verdade, Aberdeen está actualmente a sofrer um rápido declínio nos últimos anos devido ao peso do petróleo. Muitas pessoas estão a perder o trabalho, e as empresas começam a recuar e a desinvestir. Neste momento na cidade o debate é sobre modos mais diversificados e encorajadores e criar uma industria mais sustentável.  

Existe uma grande desaprovação do Fracking, tanto que o governo da Escócia concordou em banir temporariamente as operações no dia 28- Janeiro de 2015, até depois das eleições nesse ano, quando vai ser revisto de novo. Estaremos preparados.

Apreciamos o vosso apoio. Se podermos ajudar mais, não hesitem em nos contactar. Envia o teu texto. Vamos dar uma olhada!

Estamos também a contribuir para a Radical Independence Campain Conference a nível nacional no dia 20 de Fevereiro em Edinburg. Entre muitos assuntos a serem discutidos, o Fracking será um. Serão bem vindo!

Também podes enviar mail para o nosso grupo anti Fracking: ricsfrack@list.riseup.net

Mantêm contacto! Abraços!

Obrigado!

FRACKANPADA. (Fracking? Nem Aqui. Nem em Lado Nenhum!)

Passagens retiradas de textos da Plataforma Fracking EZ

Este ano (2015) vai acontecer o primeiro encontro internacional contra o Fracking na península Ibérica, mais concretamente em Álava, no município Vitoria-Gasteiz, país Basco, local onde estão projetados os primeiros poços de extração de gás de xisto (fracking). O encontro está a ser organizado pela plataforma FRACKING EZ apoiada por um grupo internacional de voluntários, que lutam contra os processos de exploração com a técnica de fracking pela Europa e pelo Mundo. A contínua ameaça do fracking mobiliza pessoas e grupos para que se parem estes projectos. Num ano importante para o movimento Fracking EZ, foi decidido organizar um encontro. O seu nome Frackanpada.

A plataforma Fracking EZ Araba é formada por um grupo de associações, sindicatos, partidos políticos, colectivos e particulares que subscrevem o Manifesto contra o Fracking em Álava-Araba.

A Plataforma quer resistir à fractura hidráulica como técnica que vem manter um modelo energético caduco e um erro que não devemos cometer. Durante os meses que estamos a actuar contra o fracking, temos tido acesso a novos estudos científicos e a novos dados sobre as explorações que as petrolíferas querem levar a cabo. Actualmente, o conhecimento sobre fractura hidráulica e suas consequências é muito maior. Todos os dias chegam informações sobre a inviabilidade desta técnica. Estamos esclarecidos que não devemos apostar no Fracking se queremos preservar os nossos recursos fundamentais à vida: ar, terra e água. Explorar gás através desta técnica supõe uma pressão insustentável para estes recursos e mantêm um modelo que nos leva ao abismo.

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Estamos decididos e assim nos expressamos: Não queremos fracking, nem aqui nem em nenhum lado. Nem campos de exploração, nem processos de exploração. Este é um problema que diz respeito a todas as pessoas e instituições. Por isso fazemos este apelo para que cada um dentro dos seus limites tome medidas necessárias para que não se apoie os planos de extração de gás não convencional:

  • À população, ponto principal deste problema, expressando-se de várias maneiras e participando ativamente nas mobilizações para parar os projectos de extracção.
  • Às diferentes associações, colectivos, grupos, cooperando, na medida das suas possibilidades, com os movimentos de oposição à fractura hidráulica.
  • Às instituições do governo, responsáveis directos pelos projectos, deixando de promover planos de extração e exploração.

Como estão as coisas:

No dia 1 de abril de 2010 o departamento de Estado dos EUA lançou o projecto designado Shale Gas Iniciative (GSGI), com o objectivo de “ajudar” os países que queiram explorar o gás de Xisto (Shale gas). Os EUA já tinham desenvolvido a técnica, principalmente na Bernett Shale, no Texas. Em 2011 o lehendakari (presidente Basco) anunciou o início do fracking (gás de xisto), sendo a primeira vez que se escuta esta palavra nos meios de comunicação locais. A promessa: auto-abastecimento de gás por muitos anos. O projecto era uma união entre a SHESA (Empresa publica do país Basco) com duas empresas americanas (HEYCO, Cambria). A técnica Fracking.

Na zona da península ibérica, podemos observar que a zona mais castigada pelas licenças de exploração é a denominada Cuenta vasco-Cantábrica, que passa principalmente pela área de Burgos, Cantabria e Euskal Herria. São as zonas com mais permissões pedidas.

Olhando à área Euskal Herria, o mapa indica uma grande área de fracking no nosso país, em especial em Alava (provincia do país Basco), com 88% do território afectado pelo fracking.  Neste território estão localizadas as primeiras licenças concretas para realizar as primeiras sondagens pela técnica do Fracking (Enara 1 e 2).

Por detrás das expectativas do gás, existem lobbys que vão exercendo pressão sobre as instituições.

Situação Institucional

É importante salientar que nos níveis institucionais mais baixos, onde os cargos públicos estão mais perto dos cidadãos, a oposição ao Fracking é clara, e a melhor prova disso é que existem municípios que aprovaram declarações institucionais dizendo que são populações “livres de Fracking”.  Várias regiões proibiram o fracking por lei (Cantabria, la Rioja, Navarra), mas o governo espanhol enviou as leis ao tribunal constitucional para serem declaradas inconstitucionais. O tribunal constitucional deu razão ao governo espanhol em todos os casos menos na Catalunha, onde ainda não se resolveu a situação. É importante assinalar que em Euskadi, graças á iniciativa legislativa popular apresentada pela mobilização FRAKING EZ, o debate sobre a proibição está a ser discutida no Parlamento Basco.

O governo de Espanha está a anos a tentar impulsionar o Fracking. O ministro da indústria, José Manuel Soria, declarou publicamente várias vezes que o governo de Espanha fará todo o possível para facilitar o caminho do Fracking. Incluindo várias alterações legislativas com alterações na estrotura de impostos para tentar suavizar a resistência que se nota a nível local. Nós, como FRACKING EZ estamos mobilizados para tentar parar todos estes projectos.

Em Março deste ano a Plataforma fez-se representar no parlamento Basco para defender a iniciativa legislativa Popular para proibir o fracking.

 

NÃO AO FRACKING! NEM AQUI. NEM EM LADO NENHUM!

Tar Sands, União Europeia e alteração climática 2014.

29 de Maio de 2014:

Areias Venenosas

Começa a era dos petróleos super contaminantes

O primeiro grande carregamento de areias betuminosas do Canadá chegou a Bilbao com destino á refinaria de Muskiz. È o começo da era dos “petróleo sujos” na UE, muito mais contaminantes e com muitos mais prejuízos ambientais e sociais do que o petróleo convencional. A Repsol é uma das petroleiras que lucram com esta chegada massiva de areias betuminosas procedentes do Canadá.

O petroleiro Aleksey Kosigin chegou ao porto com 600.000 barris de petróleo procedentes das areias betuminosas de Alberta, no oeste do Canadá. Este é o primeiro carregamento destas dimensões que chega á Europa e o objetivo parece ser provar que a refinaria de Musky está preparada para processar esta particular matéria prima extra pesada. O crude destas areias é mais denso que o convencional e requer tratamentos especiais para ser refinado. O petróleo procedente destas areias extrai-se a céu aberto. Os impactos ambientais e sociais causados nos locais de extração são enormes: desflorestação das florestas, rios contaminados, aparecimento de doenças, lagos tóxicos. È tanta a devastação que produz que fazem parte do impacto humano visível do espaço. E porque o que se obtêm não é diretamente petróleo, mas sim uma espécie de alcatrão muito denso – formado por areia, argila, água e bitumen – os impactos devido a derrames durante o trasporte, seja por terra ou mar, podem resultar em impactos muito mais destrutivos que os causados pelos petróleos mais ligeiros. No que respeita ás emissões de gases efeito de estufa, os estudos da UE concluem que os carburantes de areias betuminosas geram mais 23% de emissões que o petróleo convencional.

Por isso a entrada massiva deste tipo de produtos deitaria por terra o compromisso da UE em reduzir as suas emissões de gases efeito de estufa em 20% até 2020. Com a entrada do carregamento de areias betuminosas está em perigo o compromisso climático da UE. Cede-se ás pressões das petrolíferas norte americanas e do Canadá. Actualmente a UE negoceia acordos comerciais como Canadá (Ceta) e EUA (TTIP) e as espetactivas de beneficios estão por cima de qualquer Directiva ou compromisso social e ambiental.

Mas não são as petrolíferas norte americanas as únicas a lucrar com a chegada massiva deste petróleo à Europa. A Repsol detem 3 das 5 refinarias da UE ( Cartagena, Bilbao e Castela) capazes de processar este petróleo pesado. Grande parte de todo este petróleo em bruto que vai chegar à Europa para ser refinado na UE passará por estas refinarias. Por isso não é de estranhar que o primeiro carregamento que chega á Europa tenha sido comprado pela Repsol.

O Natural Resources Defend Council prevê que as importações de areias betuminosas passem dos 4.000 barris diários que chegaram ao Estado espanhol a uns 700.000 barris em 2020.

Se isto ocorrer a UE certificaria o fim do seus compromissos climáticos e ambientais, a continuidade por um modelo baseado em energias sujas ( sem importar suas origens e impactos sociais) e não renováveis, e uma maior contribuição em acelerar o caos climático e suas devastadoras consequências. Entra-se numa era de super contaminantes por meio de hidrocarburetos não convencionais  de grande impacto como o caso das areias betuminosas, do fracking ( gás de xisto) e das prefurações pré sal maritimas.

Acção contra a entrada das Tar Sands na Europa:

En este enlace pueden verse la fotografía del buque y su localización en el puerto:http://www.vesselfinder.com/es/?mmsi=636013296

Fotografías de la concentración:https://www.dropbox.com/sh/ysbt3j213mbz5r2/AAAjOoB_lPnQZ-sN04TallIqa
Más información: Mariano González,  617650785

Sessão de Esclarecimento dia 20 de Maio:

Movimento Anti-Extração Gás de Xisto, Barreiro

A controversa técnica de exploração de gás de xisto através de “fractura hidráulica”, ou “fracking”, está em vias de avançar no nosso país. Apesar de a zona aparentemene mais promissora ser a formação da Brenha, que abrange os Concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer, a verdade é que as concessões exploratórias incluem também o Litoral Alentejano, e uma concessão com o nome “Barreiro”, que abrange não só o nosso concelho como outros pontos da Península de Setúbal, e possivelmente até a serra de Monsanto, em Lisboa.

Esta concessão encontra-se neste momento entregue a uma empresa canadiana chamada “Oracle”, desconhecendo-se para já os resultados de eventuais pesquisas efectuadas.

Porque todos os dados que conhecemos apontam para que esta técnica seja de elevado risco ambiental, essencialmente ao nível da contaminação dos lençóis freáticos, e também porque acreditamos que o caminho a seguir na via da sustentabilidade ambiental e da independência energética…

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NoFracking en Burgos… Espanha

Os estrategas da catástrofe.

f0cb7c6ae58767439b8aadef92542c62_XLAo largo destes  intensos 10 meses de evolução como assembleia contra a fratura hidráulica temos vivido momentos apaixonantes, misturados com ilusões e empatia. Sem retroceder um passo, podemos afirmar com orgulho que continuamos a dizer um não redundante ao avanço de uma mundo destruidor. Depois destes meses nem tudo é alegria ou ilusão, também surgem fantasmas que assolam as nossas assembleias, misérias e miseráveis que jogam ao despiste, uns dias em casa e outros fora, às vezes opacos outras vezes públicos e democráticos, mas sem duvida com o mesmo fim: Vender o progresso com todas as regalias do segundo milénio.

O primeiro a atirar uma pedra foi o socialista Patxi López que nos vendeu o gás como solução para os males energéticos e da Nação. Mais à frente, descobrimos que a Repsol e outras empresas da energia combinavam uma reunião com a imprensa mediática para falar da fratura hidráulica, impondo um protocolo sobre o que se podia ou não dizer sobre tão delicado tema.

Por outro a administração e seus partidos calam-se, um silencio cúmplice da atrocidade que nos cai em cima. E ai a arrogância das empresas energéticas com interesse no jogo, mostrando às caras o acordo feito pela casta política e demais burocratas neste novo macro-projeto.

Mais à frente o governo Basco, com o seu carácter democrático, organiza umas jornadas sobre energia em que os protagonistas eram as multinacionais energéticas. Assim as assembleias contra a fratura hidráulica de Arada y Cantabria acudiram-se na democracia, quando ali já se tinha vendido tudo.

spanish-projectEm Burgos, a BNK Petroleum entrava em nossas casas através de propaganda no diário de Burgos, com noticias de conceções de permissões, ocultação de informação e saturação de propaganda que abra caminho. Por outro lado, a empresa infiltra-se entre as decisões dos nossos povos para lhes vender o progresso e algum favor que ultimamente abundam, só convidando para reuniões políticos sem opinião, procurando a divisão, mediante doses de democracia.

Como se isto fosse pouco, o descaramento das empresas com interesses económicos depositados na fratura, uniu-se à ciência, certificando assim a sua técnica, para não haver dúvidas. Assim, pela Universidade de Burgos, se apresenta a fratura hidráulica aos engenheiros e a destruição à sociedade. Ou pelo menos tentam. Que melhor canal de informação que as universidades. Certifica-se que a ciência universitária é inquebrável e portanto, boa para o conjunto da sociedade. Não nos podemos negar ao progresso. Destas jornadas vemos que mentem mais do que falam.

Finalmente tivemos em conta que as suas bandeiras de propaganda se baseiam na criação de postos de trabalho (temporários e precários) utilização de processos com produtos contaminantes (“ a tecnologia é a revitalização da técnica dos EUA”… “ utilizam-se os mesmos produtos que contêm um champô, pode-se beber” e por último aquilo a que chamam revitalização e impulso das zonas afetadas.

Durante este período também existem pequenas vitórias que sabem bem.

Em Sedano a mobilização popular deixou claro qual o sentimento das assembleias, os povos encheram as festa dos patrões e encontros para os informar de uma posição e reivindicação que já supera sem duvida o esperado por quem esperava a derrota das assembleias, da horizontalidade, abonando a necessidade de “organização” (delegados, representantes,lideres…) de um canal formal de comunicação com outros meios oficiais…. e assim a auto-organização esta nas ruas. Bom exemplo disto, é a posição do município de Poza de la Sal, que é contra a fratura devido à pressão nas ruas dos seus habitantes.

As assembleias funcionam porque existe apoio mutuo, as pessoas não só simpatizam ou participam no que as outras pessoas preparam, como sentem fazer parte deste conflito. È verdadeiramente algo de novo, recuperar a autonomia para decidir como queremos questionar as nossas energias, em função das possibilidades, ser capazes de fazer ruir as multinacionais, impulsionar redes de distribuição local, enfrentar os macro-projetos que limitam a nossa própria existência a uma mera sobrevivência sem pena nem glória, mediante estruturas horizontais, em assembleias sem dirigente nem dirigidos pela defesa da nossa natureza em guerra permanente contra o nocivo e quem o gere.

pueblos fracking burgosProblemas de Saúde

As repercussões do fracking na saúde esta a começar a ser conhecido agora, depois de 10 anos da utilização da técnica.

Com as empresas a ocultar dados e sucessos, amparados pela legislação, ou, melhor, pela falta de legislação sobre o tema, tem sido necessário um tempo para que as consequências não se possam esconder.

Grassas à pressão popular e dos grupos que se opõem ao fracking, puderam- se fazer alguns estudos que confirmaram as contaminações das águas subterrâneas e superficiais.

Dado que os produtos contaminantes produzem efeitos na saúde sobretudo ddo tipo crónico, deve-se saber quais são as consequências concretas, é evidente que existem, o valor dependerá da concentração dessas substâncias em poços e nos animaispara alimentação e legumes  que utilizam essas águas.

As águas subterrâneas e, consequentemente as superficiais, são contaminadas pelo fraking, está documentado. Deve-se principalmente aos poços, e armazenamento de fluidos.

Que os poços falham é uma certeza sem controvercias, está documentado pela própria industria que aponta para fugas de 5% nos poços novos, que vai aumentando com o tempo, podendo chegar aos 50% em poucas décadas. Dado que na fase de exploração se perfuram centenas ou milhares de poços em áreas relativamente pequenas, estamos a falar de uma quantidade de poços defeituosos realmente importante, com consequências severas ao nível da contaminação.

Este é um problema crónico, que não tem solução. A industria gasta milhares de milhões de dólares para tentar solucionar o problema, sem êxito.

È interessante ressaltar que daqui a umas décadas estes poços estarão e verter, libertando contaminantes na água durante décadas, mesmo que só tenham sido fraturados uma vez.

Até agora as consequências para a saúde de tipo agudo que têm sido vistas, tem-se devido à exposição aguda de trabalhadores que manejam os produtos químicos tóxicos utilizados no processo e em animais domésticos que estiveram expostos a derrames para as águas ( estão documentadas mortes massivas de animais em pouco tempo e problemas severos de reprodução). Dado que o ser humano tem um ciclo reprodutivo mais prolongado, as consequências são mais difíceis de imaginar, e levarão mais tempo. Está certo que o homem que beber água dos poços terá um efeito na saúde será mais do tipo sub-agudo ou crónico, mas não menos importante.

A avaliação será complicada, já que a lei não obriga a realizar análises prévias ao começo da atividade, com o qual é fácil iludir desde o ponto de vista legal, que certas substâncias já estavam presentes antes do fracking, mesmo que se possa demonstrar o contrário, mesmo que as evidências sejam avassaladoras ,e que as probabilidades que a contaminação tenha outra origem e coincida de forma casual com o fracking, são ínfimas.

Vejamos que tipo de substancias podemos encontrar na água e que efeitos podem produzir.

fractura-hidraulica2No processo de fractura hidraulica utilizam-se por parte da industria uma serie de produtos químicos, com diversos objetivos.

Ao longo do tempo em que se utiliza o fracking nos EUA, foram revelados 250 produtos utilizados no processo, em distintas combinações segundo a corporação, necessidade, etc…

Existem muitos mais que não se conhecem porque a lei não obriga a industria a revelá-los.

58 dos conhecidos tem efeitos prejudiciais para a saúde, , e 15 estão na lista da UE para substâncias de notificação obrigatória pela sua perigosidade.

2 fazem parte da lista prioritária da UE: Benzeno e Nafta. Ambos são conhecidos cancerígenos. Tolueno, Xileno, etc.

Todos eles tem efeitos sobre diversos sistemas corporais, mas especialmente sobre o sistema respiratório e o sistema nervoso.

Mas no solo não é o que se injeta, mas sim o que se liberta das formações rochosas e que acede através do poço defeituoso às águas subterrâneas.: metais pesados; Elementos radioativos: alguns dos quais são a segunda causa para cancro do pulmão; Radio 226; Radón-228, etc..

Hidrocarbonetos como o Benzeno, que se encontra de forma natural associado ao gás e petróleo das rochas.

Metano, não tóxico em si mesmo, mas perigoso pelo perigo de asfixia e explosão.

Juan José, Médico de Urgências, Espanha

Traduzido do periódico ” La Fractura Hidáulica; boletim informativo en defesa da de la tierra, 2012.

imageslogo gerena libre de fracking III

Diretiva Qualidade do Cumbustivel

A HISTÓRIA DA DIRECTICVA DE QUALIDADE DO COMBUSTIVEL

 O governo canadiano gastou os últimos 2 anos a tentar que a UE ignore a extrema pegada de carbono da produção de petróleo tar sands. Mas porquê? Bem, esperamos explicar no texto em baixo.

A História da Directiva qualidade de Combustível

No dia 24 de Março, 2010, a Reuters recebeu documentos onde informava que a Comissão Europeia desistiu de toda a informação sobre as tar sands na DQC da UE. Apesar dos documentos anteriores terem valores diferentes para o petróleo derivado das tar sands que é de 107gCO2eq/Mj no artigo 7ª da DQC. O artigo 7 obriga os fornecedores de combustíveis de transportes a  reduzir os gases efeito de estufa por unidade de energia em 6% até 2020 (comparado com os valores de 2010). O ciclo de vida das emissões de gases efeito de estufa são todas as emissões produzidas durante a “Vida” do combustível, desde a extracção como fonte natural até ao tanque de combustível. Cada combustível de transporte tem diferentes emissões de Gases Efeito de Estufa e muitos tem o seu próprio valor. Por exemplo, petróleo convencional tem o valor de 86gCO2eq/MJ, enquanto produtos derivados do carvão são de 172gCO2eq/Mj. Portanto a DQC favorece a venda de combustíveis que produzam menos gases efeito de estufa.

Então porque e que as tar sands tem uma pegada 2 a 4 vezes maiores que o petróleo convencional perde o seu valor na DQC?

Dois meses antes da fuga dos documentos, o embaixador canadiano para a UE, Ross Hornby, enviou uma carta ao director geral do departamento do ambiente da Comissão Europeia, Karl Falkenberg, em protesto contra a proposta para o artigo 7º. Hornby disse, criar “ uma categoria separada para as tar sands não é apoiada na ciência e aumentará a descriminação contra as tar sands.” Por outras palavras, será uma barreira comercial. Na realidade de acordo com Hornby, o “ciclo de vida dos GEE das tar sands é só 5 a 15% mais elevado que o crude normal consumido nos EUA. A Comissão Europeia decide apoiar o governo do Canadá. O valor das tar sands de 107gCO2eq/NJ depareceu completamente da DQC sem traço.

Felizmente, os média e organizações da sociedade civil, pegaram nisto e moveram-se rapidamente. Em esforços conjuntos com membros do parlamento europeu as organizações da sociedade civil insistem na Comissão europeia “reintroduza o valor especifico para combustíveis intensos em gases efeito de estufa”  dentro da UE e “encoraje o uso de combustíveis mais limpos”. Também apontaram que Hornby disse que as emissões do ciclo de vida das tar sands são só 5 a 15% mais alto que o petróleo convencional não é baseado em “estudos e revisão independente”. Estudos independentes metem os valores de 18% a 49% mais elevados que o petróleo convencional.

A questão em debate é “deve a UE considerar as tar sands mais sujas que o petróleo convencional?”

Em Outubro de 2010, meses depois de intenso lobbing de ambos os lados, a CE atrasou a decisão sobre as tar sands para o fim de 2011 para poder levar a cabo os seus próprios estudos sobre as emissões de petróleo tar sands.

Entretanto, a delegação de MEP,s visitou os locais de exploração das tar sands em Alberta, Canadá. A “tour” tar sands recebeu varias opiniões. Questões foram levantadas se os MEP,s realmente viram a real imagem das tar sands porque quase todo o tempo da tour foi passado com oficiais do governo do Canadá e governo de Alberta e representantes das empresas. Ao lado do encontro informal em Ottawa, muito pouco tempo e atenção foram dados aos representantes da sociedade civil e First Communities, afectadas pelas tar sands. No final da tour, Philip Bradbourn, presidente da delegação da UE teve uma impressão tão favorável das tar sands que disse: “ Penso que ficamos todos muito, muito impressionados com o que vimos”.

As coisas não vão bem. O governo canadiano com o apoio das grandes petrolíferas europeias com interesses nas tar sands (Shell, British petroleum, Total Oil, Statoil) formaram um lobby poderoso. Mas, quase um ano da data original da fuga dos documentos oficiais, em Março de 2011, o comissário da UE para as mudanças climáticas Connie hedegaard irá fazer o seu anuncio em relação à DQC.

“ è da intenção da Comissão, neste ponto, apresentar um documento de implementação de medidas… que incluirão valores para as tar sands como para as oil shale.

Na teoria, o assunto na DQC sobre as tar sands irá ser avaliado no Outono. Um estudo para a UE confirmou os valores de 107gCO2eq/MJ para as tar sands.  Em Julho, membros da UE receberão o documento com esse valor e decidir se vão apoiar ou rejeitar. O governo do Reino Unido e da Holanda exprimiram ambos a intenção de não apoiar a medida. A França e a Itália têm ambas companhias petrolíferas com interesse nas tar sands e podem muito bem rejeitar. Existem poucos que não acreditam que o Canadá levará o seu caso contra a UE á O.M.C. (organização mundial de comercio) por criar uma barreira injusta nos valores de emissão das tar sands para aprovação. Esta bizarra reviravolta na história é que actualmente existe muito pouco petróleo tar sands na Europa e não existem planos para começar a exportar num futuro próximo.

Então porquê tanto lobbing pelo governo canadiano em apoio ás tar sands?

Rob renner, Ministro do Ambiente de Alberta, disse-o bem:

“Não é que estejamos a proteger um cliente base na Europa, mas porque respeitamos o facto que as decisões na Europa encontram o seu caminho noutras politicas pelo mundo”.

Para o governo canadiano, a DQC é sobre abrir um precedente. É sobre levar a CEE – uma das economias mais conscientemente economicamente ecológica do mundo – a dizer que o petróleo tar sands não melhor nem pior que outro ao nível de gases efeito de estufa. Em Dezembro de 2009, o governo canadiano lançou “a pan european oil sands advocacy strategy” para esse propósito. Chefiado pelo departamento de assunto externos de do Canadá, a estratégia é “proteger e avançar com os interesses canadianos relacionados com petróleo tar sands. Se o governo canadiano conseguir que a crítica da UE sobre a pegada de carbono 2 a 4 vezes maior que o petróleo convencional seja ignorada. Todas as duvidas dos EUA maior consumidor de petróleo tar sands sobre aumentar o consumo de tar sands será eliminado.

Mas, o que acontece se a UE  não separar os valores das tar sands?

 Isso seria um grande passo no caminho para fechar as tar sands o projecto de energia mais destrutivo do mundo: a industria Tar sands em Alberta. Outros países olham a UE quando formulam as suas politicas ambientais. Isto pode parar as tar sands e as oil shale de se expandirem globalmente. Os europeus tem uma oportunidade de fazer História.

Esta é uma oportunidade que não pretendemos perder. Pedimos aos cidadãos europeus para escreverem ao Ministro do ambiente a pedir o seu apoio para dar um valor de 107gCO2eq/MJ para as tar sands na DQC. Canadianos, pedimos-vos para escreverem ao nosso ministro dos assuntos externos para acabar com a sua “Pan European oil sands advocacy strategy” e pare de intreferir coma democracia europeia das tar sands em nome da industria petrolífera.

E se todos fizermos um pouco, muito será alcançado

 

FRAKING EM ESPANHA

FRAKING EM ESPANHA

Fractura hidráulica (Fracking) é uma técnica para possibilitar ou aumentar a extração de petróleo do sob solo. O procedimento consiste na injeção com pressão de algum material no terreno com o objetivo de ampliar as fraturas existentes no substrato rochoso que encerra o gás ou o petróleo, e favorecendo assim a saída do gás para o exterior.

Habitualmente o material injetado é água com areia, ocasionalmente s podem usar espumas ou gases.

Estima-se que esta técnica está presente em aproximadamente em 60% dos poços de extração atualmente em uso. Devido ao aumento do preço dos combustíveis fósseis, estas técnicas tornaram-se economicamente rentáveis, o seu uso é popular nestes últimos anos, especialmente na UE.

Existe grande controvérsia sobre o perigo ambiental derivado desta técnica, pois exige um enorme consumo de água, é habitual que junto com areia se incluam centenas de químicos, cuja finalidade é favorecer as fissuras, e podem contaminar tanto o chão como os lençóis de água. A este respeito, a NGSA (associação norte americana de administradores de gás natural) afirma que não se confirma nenhum caso de contaminação da água até Agosto de 2009.

História

As injeções no sob solo para favorecer a extração de petróleo remonta a 1860, na costa norte americana, onde utilizavam nitroglicerina. Em 1930 começaram-se a utilizar ácidos no lugar de materiais explosivos, mas em 1947 quando se estudava a primeira vez a possibilidade de utilizar água. Este método começou a aplicar-se industrialmente em 1949. . Junto com a água se inclui uma certa quantidade de areia para evitar que as fraturas fechem ao parar o bombear da água, e também se adiciona 1% de aditivos, compostos por cerca de 500 produtos químicos, cuja função é potenciar a efetividade da fratura.

NA Europa estima-se que a generalização deste método aumentou as reservas provadas de gás c cerca de 40% em 4 anos.

Até 2010, calcula-se que se realizaram 2,5 milhões de fraturas em todo o mundo.

Na Europa não existe regulamentação específica sobre a técnica de fraking. Uma informação do parlamento Europeu recomenda a sua regulamentação e que se tornem públicos os componentes que se empregam nos poços de perfuração. O parlamento Búlgaro proibiu o seu uso em 2012.

Em Espanha o Ministério da industria e comunidades autónomas como o País Basco o Castilha e León estão a conceber permissões para investigação como Urraca, Usapal entre outros.

O trabalho de informação e denúncia começa a dar frutos sobre a prolação de permissões. O parlamento Vasco por completo, sem o apoio do PSE, exige estudos de impactos, sindicatos pedem a proibição do fraking, mas a continuação das concessões.

O entusiasmo com que o vice conselheiro da indústria e energia do governo vasco, Xabier Garmendia, recebia a informação da comissão europeia que nega a necessidade de uma legislação ambiental especifica para o uso da técnica Fracking, se viu gorado devido á recente decisão do Parlamento Basco, de exigir ao governo autónomo um estudo ambiental antes de iniciar novos poços. Previamente, as Juntas Generales de Alava tinham exigido ao Governo Basco a paragem das obras de perfuração na zona até que se conheça melhor o impacto sobra a saúde, o sob solo, as águas e o ecossistema em geral.

Falta de informação

 

Em Cantabria existem 5 permissões para extração de hidrocarbonetos. O grupo contra o fracking já provou, sem esforço, que são de fractura hidráulica. Afetam quase um terço do território, no qual estão incluídas zonas de proteção especial.

Na apresentação de Agosto de 2011 de um recurso de reposição para impugnar a conceção da primeira permissão conhecida e não obteve resposta. A empresa abjudicada, Trofagas, filial da norte americana BKN Petroleum, tem permissão em Burgos, Cantabria e Àlava, e solicitados em Soria, La Rioja, Palencia e Valladolid. O resto das permissões em Cantabria correspondem a Repsol  y Gas Natural.

Alem das ações legais, o grupo está a juntar informação sobre as áreas afetadas, e á responsáveis na zona para cobrir melhor possível o território. A dificuldade em obter informação, mostra bem a falta de transparência das administrações.

Em Burgos, também existe um grupo contra o fracking. O governo foi instigado a proibir esta técnica pois, nas palavras do secretário Llorenç Serrano, “não compensam os benefícios que se obtêm”,

Fracking gas: pior o remédio que a enfermidade?

 

A febre do gás está chegando a Espanha. O gás de xisto (shale gas) é um gás não convencional que se obtém a partir de um processo conhecido como fracking. Chama-se não convencional devido ao complexo método de extração.

O bem-estar humano conhece limites, temos mostras diárias que nos recordam e o confirmam constantemente. Um dos melhores exemplos é a persistência na exploração de combustíveis fósseis, apesar de ser uma fonte progressivamente em declínio por ser cada vez mais escassa, ambientalmente insustentável e economicamente menos rentável, segue contando mesmo assim com o interesse empresarial e financeiro quase intacto, assim como a classe politica que o serve e ampara.

A Repsol YPF ameaça com o fracking uma região Argentina

A multinacional assegura que é a maior reserva de petróleo e gás existente.

A Repsol YPF anunciou ter encontrado as maiores reservas de petróleo até agora situadas na Patagônia argentina. A noticia foi recebida com preocupação entre as organizações ecologistas e sociais do país porque a extração vai utilizar a técnica fracking, que gera contaminação e terras e águas

 

http://www.ecologistasenaccion.org/