Àfrica e gás natural (Malí e Argélia)

Gás Natural e Guerra

Depois do que se passou entre a Rússia e a Ucrânia devido às cotas de gás, e à utilização do Gasoduto, e preços, uma luta entre corporações e Estados começou que levou à morte de centenas de populares, quando do corte de fornecimento de gás á população. A Rússia fornece mais de 75% do gás natural consumido na Europa.

Agora, Argélia. O campo de gás de Amena controlado pela argelina Sonatrach, a Britânica BP e a Norueguesa Statoil foi alvo de retaliação por parte de “terroristas” pela Argélia ter permitido que o seu espaço aéreo fosse utilizado para atacar o Mali. A segurança energética europeia é a nova bandeira da UE, e portanto o seu ponto fraco.

A guerra pelo controlo das energias do futuro que vão permitir o crescimento económico e o progresso da Europa voltaram-se para o gás natural.

Segundo Frédéric Gallois (Grupo de Intervenção da Gendarmerie Nacional), a intervenção militar é a a unica possivel.

Segundo um oficial militar ocidental, uma prioridade é garantir a segurança dos campos de gás, um setor económico nacional. O “objetivo político” é neutralizar os terroristas quando estão em casa”, evitando que estes possam atacar o Ocidente.

A Argélia está em guerra à 20 anos. Mas quando um campo de gás natural é atacado, a única opção do governo é ataca-lo de volta. O Ocidente tinha preocupações com as consequências de um ataque ao campo de gás de Amena, mas agora que tudo acabou, mesmo com um numero de mortos elevados, o governo da Argélia e os Estados ocidentais falam no numero de sobreviventes e pelo que parece as instalações não sofreram danos que prejudiquem o seu normal funcionamento.

Portugal tem interesse no que se passa, porque o gasoduto de Magrebe transporta atualmente o gás natural para Portugal, sendo um dos pontos que os americanos querem proteger dos terroristas desde pelo menos 2009. Em 2008 os EUA pediram diplomaticamente que se fizessem atualizações das infraestruturas e recursos de vários países. As missões são convidadas a remover, modificar, acrescentar outras infraestruturas de petróleo e gás para os EUA não perderam a sua segurança económica e nacional.

Segundo o site da Galp energia o gasoduto têm 1105 KM, 530 dos quais na Argélia, seria mais fácil para os terroristas explodir o gasoduto várias vezes do que se aprisionarem dentro do campo de Amena, como ficou provado com a quantidade de mortos e consequente má imagem da acção. O gasoduto Magrebe que também serve o campo de Amena, também serve o campo de  Hassi R´mel que está ligado a Espanha e segue para Portugal pela rede da Enagás, até Rio Maior. A Argélia fornece cerca de 40% do gás natural gasto em Portugal. Se isto falhar, a opção é trazer o gás da Nigéria, o que aumentaria os preços, devido á instabilidade política e social no país. O gás teria de ser transportado de barco até Sines o que iria destabilizar os preços de lucro e dificultar a disponibilização de gás às empresas com processos de cogeração.

As corporações petrolíferas já mostraram do que são capaz para proteger o seus interesses, o Iraque é o exemplo atual e ainda vivo. Quando se contrata mercenários como o grupo BlackWater para proteger os interesses dos corporativos dos EUA no mundo, o que esperara do fururo.

A Partex Oil and Gas (Fundação Gulbenkian) têm comprado gás natural argelino em Leilão, o seu objetivo aproveitar o desejo do governo argelino em aumentar as suas exportações de gás natural para 85 mil milhões em 2013 – “o que constitui uma oportunidade de ouro para a empresa que descende do império de Calouste Gulbenkian – um dos pioneiros da corrida ao ouro negro, no início do século XX – reforçar o seu portefólio.” Jornal Económico” 28/10/09

Enquanto o governo da Argélia busca por corpos, os familiares por noticias dos sobreviventes, as corporações procuram o normal funcionamento do campo de gás. Apesar do numero de mortos poder ser quase 100, 43 reféns e 32 sequestradores, de haver minas espalhadas no complexo e de ainda se encontrarem terroristas vivos, as instalações estão aparentemente intactas. Uma das desculpas para a construção de reservatórios de gás natural em Portugal é exatamente esta, a instabilidade nos países de fornecimento de energia. Donde vêm essa instabilidade?

A Al Qaeda e o trabalho do Ocidente no combate ao terrorismo, principalmente na Líbia continua a ser o bode conspiratório para esta guerra corporativa. Mais uma vez grupos de Tuaregues são marcados como terroristas como os islâmicos da Xariá, o Medo permite tudo isto. Em nome da segurança energética, económica e social do Ocidente não dos países africanos.

A França iniciou isto ao enviar soldados para o Mali para ajudar o governo local. A França é apoiada pelos EUA, Canadá um dos lideres atuais nas energias fósseis com interesses na evolução do gás natural e tar sands, a Bélgica, a Dinamarca e a Alemanha que como dirigente da UE zela pelos interesses energéticos e económicos que assentam no futuro em gás natural. Uma olhadela nos recursos naturais do Mali revela do que se trata.

  • 3º maior produtor de Ouro de África.
  • Em Urânio, o projeto Kidal, Nordeste do Mali, abrange a conhecida L´Adrar Des Iforas.
  • Diamantes , foram descobertos 30 filões de quimberlíticos dos quais 8 mostram traços de diamantes
  • Lítio – indicações em Kayes e potencial estimado de 4 milhões de toneladas em Bougouni
  • Xisto betuminoso (tar sands/ gas natural) 870 milhões de toneladas
  • Sal Gema
  • e muitos outros
  •  O potencial petrolífero do Mali, é documentado desde 1970. Com o crescente aumento do preço do petróleo, o Mali começa a investir na exploração de petróleo. O Mali também pode proporcionar uma rota de transportes estratégica para as exportações de petróleo e gás sub-saarianas para o Ocidente e há a possibilidade de conectar a bacia de Taudeni ao mercado europeu através da Argélia…

O objetivo desta guerras fabricadas é despojar estes países do seus recursos, assegurando o acesso “pacifico” das corporações ocidentais. O que está a ser feito agora no Mali e na Argélia através de bombas e balas, é feito à Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha através da Troika.

A vida no Malí :O povo sofre e morre

Guardian: “O custo humano ainda não foi calculado, mas um comunicado lido na televisão do estado sábado passado diz que pelo menos 11 malianos foram mortos em Konna.

“Sory Diakite, o presidente da municipalidade de Konna, afirma que entre os mortos havia crianças afogadas depois de se lançarem a um rio numa tentativa de escapara às bombas.

“Outros foram mortos nos pátios das suas casas, ou fora delas. O povo tentava fugir à procura de refúgio. Alguns afogaram-se no rio. Pelo menos três crianças lançaram-se ao rio. Tentavam nadar para o outro lado. E tem havido danos significativos da infraestrutura”, disse o presidente, que fugiu da cidade com a sua família e agora está em Bamako”.

Quem sabe qual será hoje o total de mortes?

Deus ajude o povo de qualquer país com recursos naturais a serem explorado”

Como se pode confiar nas empresas que querem explorar cá gás natural se este é o seu comportamento em relação a outros povos de zonas com minerais.?

Portugal vai ser um futuro fornecedor de gás natural, gostavas de ser tratado assim….

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