Península Ibérica Anti Fracking…!? Nem para a minha família, nem para nenhuma outra!

Península Ibérica Anti Fracking…  Nem para a minha família, nem para nenhuma outra!

Não ao Fracking! Não ao TTIP! Não ao CETA!

 

Para uma união, colaboração, apoio mutuo que se reflita em acções conjuntas nos blogues, nas manifestações, nas investigações, nas acções e encontros… e no mundo que cada um de nós procura no nosso íntimo. Por um mundo sustentável, não capitalista, homofóbico, xenófobo e racista. De organização social horizontal e apolítica!

Mães, Pais, Filhos e Filhas por um Futuro Sustentável!

Pelas Águas, pelas Terras, pelos Povos. Não às Petrolíferas e sua mentalidade!

Nos territórios vizinhos o fracking está neste momento parado devido às anulações das concessões, em Portugal, no Algarve as mais recentes concessões foram também canceladas devido a falhas no contracto, mas outras duas foram activadas no centro do país, nomeadamente as concessões da Batalha e Pombal, que se vieram juntar às dezenas já canceladas e algumas reabertas desde os anos 80, sendo a ultima a concessão de Alcobaça cancelada em 2012. Outras áreas estão na mira das petrolíferas como a Serra da Ossa, o que leva a pensar que toda a península ibérica pode ser construída para ser um enorme campo petrolífero. Nos territórios vizinhos tudo começou em Cantábria, no Norte, vindo a descer passando pelo País Basco e Burgos e a alargaram-se as possíveis concessões para oeste até à Extremadura espanhola (curiosamente a Extremadura portuguesa é o local de mais interesse para o fracking. Mas não acreditamos na desistência das petrolíferas, muitas são as razões para que neste momento seja melhor não pressionar o início dos trabalhos, que vão desde a pressão popular até ao elevado risco de investimento com o preço do petróleo em baixa… como a “guerra aberta” entre corporações sujas e corporações verdes. Mas todos observamos nas notícias, a “pacificação” do mercado das energias pelo mundo, que no fim, verá o esforço do ocidente recompensado pelo equilíbrio do preço de petróleo e gás, que tornará possível o investimento em larga escala de novas formas de extração de energias fósseis.

Ultimo Mapa concessões (2017)

penúltimo mapa das concessões: (2016)

Com a anulação dos contractos e o arrastar do inicio das perfurações na península ibérica e no seu offshore as corporações e investidores esperam o cansaço e a desistência das acções de informação e resistência por parte das populações e voluntários de ONG’s, e ao mesmo tempo a indústria do gás e petróleo inicia um negocio internacional de novas formas de energia como as areias betuminosas (Tar Sands) e gás de xisto (Shale Gas). Os EUA e o Canadá não conseguindo de imediato iniciarem as explorações de não convencionais na Europa, iniciaram o negócio de importação destas novas fontes de energia para a Europa, para isso desde 2010 existe um intenso lobbing na comissão europeia para a anulação e aprovação de leis de defesa do consumidor, defesa do ambiente e direitos dos animais para conseguirem os seus intentos, os melhores exemplos são o acordo TTIP (Europa-EUA) e CETA (Europa-Canadá). Estes acordos e negócios irão desestabilizar ainda mais uma América do Sul em saque pelas petrolíferas norte americanas, a Venezuela sendo uma das grandes proprietárias de Tar Sands do Mundo, está a pagar muito caro a sua “independência energética”. A Europa já recebeu Tar Sands venezuelanas, com os acordos comerciais como o NAFTA e outros entre os EUA e os países a sul, com o investimento nas novas formas de gás natural no Brasil, Argentina, Peru, etc… Que futuro, queremos nós apoiar e deixar para as gerações vindouras?

Tanto a EDP em Portugal e a Gás Natural Fenosa em Espanha são os primeiros clientes desde lucrativo comercio ao assinarem contractos com a duração de 20 anos, coma multinacional petrolífera Cheniere Energy. Outras empresas de distribuição e armazenamento como a REN em Portugal vão controlar e lucrar com a construção de infraestruturas de armazenamento, e distribuição de gás natural não convencional. Como exemplo vemos o investimento no Porto de Sines para receber Super Metaneiros (GNL), cavernas subterrâneas de armazenamento de gás natural na Estação de Carriço, e a construção de gasodutos, estações de compressão, etc  para abastecer a rede europeia de gás natural, como a 3ª interligação Portugal-Espanha entre Celorico da Beira e Zamora.

Rio Douro/Duero; Úrbel e Rudrón Livres de Fracking

O Douro que atravessa o norte de Portugal nasce na Serra de Urbião, em Sória, Espanha, é o terceiro rio mais comprido da Península, com 879 km. A sua bacia hidrográfica está calculada em 97 603 km2, sendo que 18 643 desses km são em Portugal o resto corre em Espanha.

O rio Douro atravessa as províncias espanholas de Sória, Burgos, Valladolid, Zamora e Salamanca e os distritos portugueses de Bragança, Guarda, Vila Real, Viseu, Porto e Aveiro.

Burgos a norte é área petrolífera desde os anos 60 através da exploração do campo petrolífero de Ayoluengo e as petrolíferas apostam agora no gás não convencional (Fracking) na mesma área, mais a norte no País Basco e Cantábria, com pedidos de concessão a sul de Burgos na área de Palência, e que em poucos anos se espalhou por mais zonas vizinhas.

O rio Douro esteve e pode vir a estar de novo ameaçada por conceções para fracturação Hidráulica como a Burgos-1 e Burgos-2 que cobriam 32 municípios ou conceções mais a oeste como o Pâlencia-4 que contêm dezenas de municípios ribeirinhos ou como o Pâlencia -2. AS concessões mencionadas foram abandonadas em 2013. A Trofogás, uma das concessionárias explicou que abandonou as concessões, porque ao dia de hoje não se justificava o investimento em sondagens exploratórias.

Antes da Trofogás, também a BNK Petroleum tinha abandonado 4 concessões na zona por estarem em conflito com outros pedidos de concessão para armazenamento de CO2, apesar disso manteve a sua concessão Burgos-, solicitada em 2012. Uma área que apanha uma pequena parte da Sierra de la Demanda e um pouco de Sória, desde Valmeluque até perto de Calatanazor e ao norte de Burgos, localidades como Quintanar de la Sierra, Neila, Vilviestre del Pilar ou Regumiel de la Sierra.

Apoiada nos estudos que levaram á criação das concessões e seu abandono a Trofogás diz que as concessões Sedano, Urrraca e Rojas da BNK a norte da província, apresentavam as mesmas características geológicas. A BNK abandonou as concessões em 2016.

A cidade de Zamora é o final do projecto de gasodutos europeu com a 3ª interligação Portugal-Espanha entre Celorico da Beira e Zamora. Esta foi a 3ª fase de um gasoduto com cerca de 245 km, com cerca de 162 km em Portugal e pouco mais de 85 km em Espanha. Esta foi a ultima fase desenvolvida em Portugal, que em Espanha terá duas fases. A data para fim dos trabalhos é 2018. Os seus promotores são a REN (Rede de Energia Nacional) e a Enagas S.A. e é cofinanciado pela Comunidade Económica Europeia ao abrigo do programa EEPR-European Economic Programme Recovery.

Este gasoduto está interligado com as instalações de armazenamento subterrâneo de gás natural da REN, na estação de Carriço, como também ao terminal de GNL da REN em Sines, para a importação de gás de xisto (shale gas/Fracking) vindo do continente americano e gás natural convencional africano. Juntamente com a REN, em Portugal também a EDP (Energia de Portugal) investe no negócio do gás natural não convencional importado dos EUA, com a assinatura de um contrato de fornecimento por 20 anos com a Cheniere Energy, que também assinou um contracto idêntico com Gas Natural Fenosa (Espanha).

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Em Portugal, Porto, Aveiro e Vila Real são cidades ameaçadas pela exploração Deep-Offshore. Com a agravante de um Douro mais contaminado poder ser o fim da Ria de Aveiro como a conhecemos. Bragança e Guarda são distritos onde o trabalho de preservação de espécies, da proteção da fauna e flora através da conservação do rio Douro, suas margens e seus afluentes pode vir ter de enfrentar mais um perigo, a contaminação das águas do Douro por gás metano e centenas de produtos tóxicos.

Um grupo popular anti Fracking tem como nome Asenblea vecinal rio Urbel y Rudrón. Actuam na sua área e onde se encontra o campo petrolífero de Ayluengo, perto de Sargentes de la Lora e o seu museu do petróleo onde as petrolíferas esperam voltar a explorar gás natural não convencional e por toda a área de Burgos, onde forem convidados.

O Rio Rudrón nasce em Quadrilha del Tozo, norte de Burgos atravessando toda a área, sendo ameaçado por contaminação através da exploração de gás natural sob a bacia hidrográfica do Douro. Em 2008 deu o nome ao Parque Natural de las Hoces del Alto Ebro y Rudrón.

O Rio Úrbel nasce na zona conhecida como “Las Fuentes” em Fuente Úrbel, Basconcillos del Tozo, Páramos/las Loras (Em 2017 a UNESCO declarou a zona de Las Loras, Geoparque Mundial. As suas águas chegam ao Atlântico quando desagua no rio Arlanzón que por sua vez desagua no Douro. Também serve de água o Mediterrâneo, com a água do El Tozo através do Valle del Rudrón. Está em zona protegida Rede Natura 2000 por nascer em Lugar de Importancia Comunitaria e Zona de Especial Proteccion para las Aves “Humanada-Pena Amaya” e o LIC “Riberas del río Arlanzón y Afluentes.”

Bragança, Guarda e Viseu são áreas onde o esforço para manter espécies em perigo de extinção vivas devido a mega construções energéticas como Barragens e linhas de alta tensão, agora mega gasodutos ameaçam a vida de mais animais e o esgotamento de muitos que se entregaram de coração a salvar espécies na água, terra e no céu. Como no local do seu nascimento, o habitat, fauna e flora das águas do Douro ao entrar em Portugal é testemunha de uma destruição da natureza através da domesticação e contaminação das suas águas que pode vir a ser a estucada final na vida que se recolhe no que o Rio Douro tem para oferecer. Grupos de proteção da Águia-real, dos Abutres, do Lobo, do lince, dos Pombos, dos Burros e de muitas outras espécies na cadeia alimentar destes animais, estão a perder o braço de ferro com as empresas de eletricidade. Vamos repetir os mesmos erros com a indústria de energia fóssil?

Muitos dos programas de preservação de espécies e proteção ambiental é patrocinado pelos mesmos que causaram o problema as empresas de energia EDP (eletricidade de Portugal) e a REN (Rede de Energia Nacional), empresas pagas com dinheiros públicos e hoje com lucros para os privados, entre muitas outras directamente relacionadas como a construturas Mota Engil, ou a Gulbenkian (Partex Oil and Gas), etc…

Colaborar? Pode ser discutido! Mas, aceitar, é desistir! Não?

Lobo Ibérico: http://lobo.fc.ul.pt/

Subsídios de conservação: https://poseur.portugal2020.pt/pt/not%C3%ADcias/novo-aviso-no-%C3%A2mbito-da-conserva%C3%A7%C3%A3o-da-natureza/

Lince ibérico: https://www.publico.pt/ciencias/jornal/alteracoes-climaticas-podem-levar-linceiberico-a-extincao-neste-seculo-26848224

REN (Rede Energética nacional)

É uma das 3 empresas Europeias a gerir em simultâneo a distribuição de eletricidade e gás natural em muito alta tensão e alta pressão. A sua missão. “Garantir o fornecimento ininterrupto de eletricidade e gás natural, ao menor custo (…) Assegurando as condições de sistema que viabilizam o mercado de energia”.

  • Em 2013 a REN anunciava o final da construção da 1ª fase da 3º interligação a Espanha por Zamora do gasoduto entre Mangualde, Celorico e Guarda.
  • A 2ª fase de construção do gasoduto ligará a rede ibérica de gás através de Zamora, reforçando a participação de Portugal na rede europeia de gás. Serão 76 km de tidos de aço, com 943 proprietários e que passam por 23 freguesias.
  • O troço estará conectado com as infraestruturas que vão até às instalações de armazenagem de gás natural da REN, em Carriço, Pombal, como também ao terminal de GNL da REN, em Sines, valorizando a Península Ibérica como porta de entrada de gás natural no sistema europeu.
  • “A 3º interligação a Espanha é uma Etapa importante da criação do mercado ibérico de gás natural”. Rui Cartaxo, CEO da REN; 2013
  • O projecto está na 1ª lista lista de projectos de Interesse Comum Europeu, com o nome de : PCI 3ª Interconnection Point Between Portugal, Espanha, fazendo parte do grupo regional Priority Corridor North South Gas Interconections na Europa Ocidental (NSI West Gas) e do sub grupo Projects Allowing Bidirectional Flows entre Portugal, Espanha, França e Alemanha.
  • O Gasoduto com cerca de 245 km dividido entre 162 km em Portugal e cerca de 85 em Espanha.
  • A segunda fase desta interligação é a instalação de uma estação de compressão no troço de gasoduto entre as estações de Cantanhede e Mangualde. Este equipamento estará activo até 2020.
  • A 3ª interligação está associada ao potencial do armazenamento subterrâneo de Carriço em Portugal e Yela em Espanha. A Intenção é a promoção de um mercado concorrencial no SNGN (Sistema Nacional de Gás Natural) e à criação do Mercado Ibérico do Gás (MIBGAS)

ONG’s; REN; Gasoduto, Zamora https://www.ren.pt/pt-PT/media/comunicados/detalhe/ren_assina_protocolo_com_quercus_de_apoio_ao_programa_floresta_comum/

Armazenamento de gás natural https://www.ren.pt/pt-PT/o_que_fazemos/gas_natural/cadeia_de_valor_do_transporte_armazenamento_e_regaseificacao/

Mibel: Mercado Ibérico de eletricidade http://www.mibel.com/index.php?mod=pags&mem=detalle&relmenu=41&relcategoria=101&idpag=29&lang=pt

EDP EDP/ HC Energía Distibuicíon (HidroCantábrico Distribución)/ Naturgas Energia

Importação de fracking gas do continente americano: http://www.edp.pt/pt/investidores/informacaoprivilegiada/2014/Pages/AcordoFornecimentoGasNaturalCheniere.aspx

 

  • A EDP Gás foi constituída em 1998, com o nome Portgás, com actividade em 29 concelhos dos distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga, sendo o serviço concessionado em 1993, sendo assinado um novo contracto de concessão em 1993 que duração até 2048.
  • Em 2008 a Portgás muda de nome para EDP Gás Distribuição, alterando em 2016 para EDP Gás Distribuição, S.A.
  • Operava como EDP/HC Energía Distibuicíon (HidroCantábrico Distribución) na comercialização e distribuição de energia eléctrica, na região das Astúrias, expandindo-se para outras regiões, concretamente Madrid, Valencia, Alicante, Barcelona, Huesca e Zaragoza.
  • Presente no negócio do Gás em Espanha através da Naturgas Energía.
  • As suas operações estavam localizadas em oito comunidades autónomas especificamente: País Basco, Astúrias, Catalunha, Castilla e Léon, Extremadura, Madrid, Múrcia e Navarra. A rede da Naturgas totalizava mais de 10.320 km.
  • A empresa foi líder no mercado de gás no País Basco e nas Astúrias, e é a segunda empresa eléctrica do País Basco.
  • Em 2017 o fundo norte-americano JP Morgan Infrastructure com o apoio dos suíços da Swiss Life compra a Naturgas.
  • O fundo JP Morgan Infrastructures faz parte do grupo JP Morgan Asset management, que no início de 2017 comprou o grupo Vela Energy em Espanha.
  • A Naturgas é a segunda maior rede de distribuição de gás em Espanha
  • A EDP detém ainda a España EDP Energia, o quarto maior operador de energia elétrica do país vizinho.
  • Antes de todo este negócio a EDP tinha sido multada pela concorrência espanhola a uma coima de 900 mil euros. A Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) considera que a empresa cometeu uma “infracção grave” pelo “incumprimento de medidas de protecção ao consumidor”.
  • EDP e Siemens vão armazenar energia em Évora
  • Em 2016 a EDP Distribuição e a Siemens anunciam a instalação do primeiro equipamento para armazenamento de energia elétrica em Portugal, na rede que serve o campus da Mitra da Universidade de Évora. É a primeira solução deste tipo a ser desenvolvida e instalada em Portugal e uma das primeiras na Europa para a integração das renováveis no sistema elétrico nacional.
  • O Armazenamento será realizado em baterias de iões de Lítio
  • Uma bateria de Lítio tem uma esperança media de vida de 15 anos.
  • Em 2015 O diretor de planeamento energético da EDP, Pedro Neves Ferreira, acreditava que, tal como os painéis solares tiveram nos últimos cinco anos uma acentuada queda no seu custo, o mesmo acontecerá nas baterias. “Isto depende da massificação industrial”
  • A EDP é conhecida pelos seus Projectos Hidroelétricos. Uma Barragem tem um tempo de média de vida “eficiente” do sistema de bombagem na armazenagem de energia avaliado em 80 anos.
  • A EDP em 2009 era operadora de quatro centrais a ciclo combinado: Ribatejo e Lares em Portugal e Castejon e Soto de Ribera em Espanha. O Grupo tinha em construção mais uma Central espanhola de Soto de Ribera.

http://olharsinesnofuturo.criarforum.com.pt/t7711-ren-adia-terceira-interligacao-de-gas-a-espanha-para-2019   (A segunda e terceira fases encontram-se agora programadas para 2022 e 2025.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Existe uma luta de classes, claro. É a minha classe, a dos ricos que a começou, e estamos a ganhar! Warren Buffet

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