Arquivo da categoria: Quinta do Telheiro (700 metros do mosteiro)

2010 – A companhia canadiana Mohave Oil & Gas, que se encontra na região Oeste há vários anos atrás de Petróleo, aponta 2011 como o ano do início da exploração. O início da exploração de petróleo na região Oeste chegou a ser avançada para este ano, mas remetida para 2011. Segundo Joe Berardo, parceiro da companhia canadiana, em declarações ao Correio da Manhã, na origem deste atraso esteve a necessidade de adaptar a “tecnologia de poços direccionais e horizontais”, que deverão ser instalados numa primeira fase nos concelhos de Alcobaça e Torres Vedras. A Mohave está em Portugal desde 1993. As quatro concessões vigoravam até 2015.

2012 – “A Mohave solicitou autorização para fazer uma prospeção dentro do perímetro urbano mas a câmara só irá decidir depois de saber todos os riscos da realização do furo“, disse à Lusa o presidente da câmara de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD). O local dista cerca de 700 metros do Mosteiro de Alcobaça, dentro do perímetro urbano da cidade, junto à VCI (via de cintura interna). No âmbito do contrato de concessão a empresa realizou já trabalhos de prospeção geofísica numa área numa área de 160 quilómetros quadrados repartidos por várias freguesias no concelho de Alcobaça.
A Galp Energia adquiriu, em Junho, uma participação de 50% no consórcio de exploração da concessão Aljubarrota-3, assumindo, com isso, metade dos custos do desenvolvimento. Tiveram, entretanto, início os trabalhos de perfuração do poço Alcobaça1, na área de concessão Aljubarrota-3.
o Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira referiu que o Governo aprovou, “a Estratégia Nacional para os Recursos Geológicos”, com adaptações à realidade atual, e que poderá vir a ser “uma fonte potencial de captação de investimento, de criação de emprego e de receita para o Estado.”
O poço Alcobaça-1 é abandonado. por falta de produção.

Mohave OIL empresa norte-americana anuncia que a perfuração, que atingiu o máximo de 3.240 metros, encontrou “uma coluna de gás de 300 metros debaixo da c. amada de sal” . A Mohave andou em Aljubarrota e dos 408 quilómetros quadrados do concelho de Alcobaça tem cerca de 110 quilómetros quadrados pré-sinalizados de estudos”

2014 A Porto Energy, empresa mãe da Mohave Oil, aponta a inexistência de produção de petróleo e gás em Portugal como a principal razão que impediu a empresa de atrair investidores para continuar a operação e sustentar as elevadas necessidades de capital da exploração, referindo que vai entregar as concessões que detém no país. A concessão de Aljubarrota passou em junho do ano passado para a Galp e a partir do final do mês a Mohave irá descontinuar as operações de prospeção em todo o país.

Mohave anuncia abandono do poço Alcobaça #1

                                                         

 

MOHAVE ANUNCIA ABANDONO DO POÇO ALCOBAÇA #1.

 A Mohave depois de investir milhões, de injetar milhares de litros de água com centenas de químicos nocivos misturados, podendo ter deixado rastos de resíduos nucleares, anuncia o abandono do poço que diziam ter uma reserva de 8.000 de barris de petróleo equivalente por dia durante 20 anos. O poço instalado a 700 metros do mosteiro, onde dos trabalhos deixaram marcas na infraestrutura do mosteiro e nas casas em redor. Os trabalhos de perfuração atingiram os 3,240 metros, encontrando gás enclausurado abaixo da camada de sal, mas segundo a Mohave “as areias reservatório são insuficientes para um sucesso comercial.”

Estão a ser realizados os procedimentos para abandonar o poço e libertar o equipamento alugado à escocesa KDA Deutag. Num comunicado a empresa diz: “ os esforços destes últimos 2 meses, permitiram perfurar quase 1.000 metros, incluindo uma coluna de 300 metros de gás natural, mas em quantidade aquém do esperado. Mais uma vez a empresa faz referência às reservas da costa do Brasil e Angola, como sendo das “mais espetaculares descobertas a nível mundial.”

O ministro da economia Álvaro Santos Pereira, visitou o estaleiro umas semanas antes do anúncio da Mohave em abandonar os trabalhos. Na ocasião anunciou: “ Um plano de desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos por parte da Mohave e da Galp, envolvendo um investimento de 230 milhões de euros nos próximos 5 anos e a criação de 200 postos de trabalho diretos e 1,400 indiretos.”

A Mohave ainda detem 7 concessões na faixa litoral entre Torres Vedras e Figueira da Foz, tanto em terra como em mar. A Mohave é uma empresa sediada em Houston, EUA, portanto uma pergunta deve ser feita.

Será Portugal um ponto da estratégia de reservas de petróleo dos EUA?

A demanda da procura/oferta e sua influencia nos preços, tem influencia?

Um ponto para começar a resposta pode ser este:

EUA anuncia que as suas reservas de petróleo aumentam quase 5 vezes mais que o esperado.

Questões que deixamos:

  • Onde foram buscar os milhares de litros de água que utilizaram para fazer o poço?
  • Que químicos utilizaram para ajudar nos trabalhos de encaminhamento gás para a superfície?
  • Que tipo de areia foi utilizada e onde foram buscar?
  • Onde estão os milhares de resíduos tóxicos resultantes das operações?
  • As águas dos rios e aquíferos foram analisadas?
  • Os materiais abandonados, com o desbaste do tempo são perigosos?
  • Vai haver algum tipo de acompanhamento do poço, para confirmar se existe contaminação dos solos, água ou ar? Por quanto tempo?

 

Os jornais regionais apontam Pataias como o próximo ponto de estudo. Mas em Torres Vedras as coisas estão mais avançadas.

Relatório das elites americanas sobre energia:


http://www.newamericancentury.org/global- ENERGETIC AMERICA

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