Arquivo da categoria: Fracturamento Hidraulico (FRACKING)

Fluido de fratura (+ de 596 químicos). Desde o impronunciável e o desconhecido até ao mais conhecido. A mistura contém anticorrosivos, géis, aditivos de perfuração, bioquímicos, controladores de xisto, agentes líquidos, viscosantes e concentrados de gel líquido. Por cada poço utiliza-se entre 4 a 27 milhões de litros de água. Um poço pode ser faturado até 18 vezes. Cada poço possui uma mini-refinaria e um depósito, o conjunto tem um separador. O Gás sai do subsolo na forma liquida, o separador aquece o líquido e ferve a água. Na operação são libertadas substâncias voláteis como o benzeno, tolileno e zileno.

Permite a produção de gás natural ou petróleo a partir de formações rochosas muito abaixo da crosta terrestre (geralmente 1,500 – 6,100 metros). A tal profundidade, pode não haver condições suficientes, como pressão suficiente que permita o gás natural ou o petróleo sair da rocha para o weellbore (furo criado com a intenção de explorar e extrair recursos naturais) com boa viabilidade económica. Portanto, criando fracturas direccionadas na rocha é essencial para extrair gás de reservatórios de xisto devido á extrema baixa permeabilidade do (shale) xisto.

GASLAND (FRACKING in USA) revisão do documentário ( Escrita)

GasLand (Documentário)

Fraturamento hidráulico é nocivo e muito mal regulamentado. È a indústria que o controla através dos estados e não requer nenhuma supervisão adicional.

 Fluido de fratura (+ de 596 químicos). Desde o impronunciável e o desconhecido até ao mais conhecido. A mistura contém anticorrosivos, géis, aditivos de perfuração, bioquímicos, controladores de xisto, agentes líquidos, viscosantes e concentrados de gel líquido.

 Por cada poço utiliza-se entre 4 a 27 milhões de litros de água. Um poço pode ser faturado até 18 vezes. já Existiram 450 mil poços, vezes 18, vezes 4 a 27 milhões resultam em 40 triliões de litros de água. Todo isto misturado com 596 produtos químicos. A industria tem planos para criar mais 50 mil poços num trecho de 120 km, ao logo do Rio Delaware. Fora mais milhares pelos EUA.

Infraestruturas e tecnologia

 Sonda de perfuração:

A estimativa nos EUA de viagens de camiões num dos maiores campos de gás ( The Johan Gas Fields) é a seguinte:

  • Na perfuração inicial e o primeiro fraturamento1,150 viagens.
  • Para mobilizar a sonda e construir a estrada são necessárias 10 a 45 viagens. Para a sonda 30 viagens; transporte de materiais 25 a 50 viagens.
  • Para os equipamentos, cobertura de canos entre 25 a 50 viagens.
  • Para mobilizar e desmobilizar a sonda, cerca de 15 viagens.
  • Para o fluido de conclusão entre 10 a 20 viagens
  • Para os equipamentos 5 viagens
  • Para os equipamentos de fraturamento, camiões-cisterna e tanques mais de 150 a 200 viagens
  • A maior, água para perfuramento. Para cada poço, são utilizados cerca de 400 a 600 camiões- cisterna.
  • Para a areia, entre 20 a 25 camiões
  • Para retirar a água toxica, são feitas cerca de 200 a 300 viagens.

AS FOSSAS

Depósitos de água repatriada, água fraturada, água produzida. São lagos a céu aberto da água toxica, que vertem para o solo, contaminando as águas.

 PULVERIZADORES

Para limpar a água de 200 a 300 camiões é preciso muito trabalho, para isso, utilizam-se pulverizadores. A sua função é pulverizar a água para o ar para evaporar mais depressa. A água contém várias substâncias nocivas e compostos voláteis, que acumulam poluentes no ar, e caem como chuva ácida nos campos.

EXAUSTÃO

Cada poço possui uma mini-refinaria e um depósito, o conjunto tem um separador. O Gás sai do subsolo na forma liquida, o separador aquece o líquido e ferve a água. Na operação são libertadas substâncias voláteis como o benzeno, tolileno e zileno. Depois o gás é bombeado para ser refinado.

 TANQUES DE CONDENSAÇÃO

O gás condensado é guardado nos tanques antes de ser transferido para os camiões. O condensado pode ser desde água toxica produzida, até combustível de avião. Todo o tempo que o gás é armazenado, está a emitir gases voláteis para a atmosfera.

 ESTAÇÕES DE COMPRESSÃO

Poços e plataformas perto das casas, riachos contaminados, poeiras com resíduos das explorações.

 POÇOS DE FORT WORTH

 Tem bases de exploração que pode ter entre 5 a 10 poços. Na região existem cerca de 10.000 poços.

O que o sector do petróleo e gás está emitindo? O estado dos EUA admitiu não saber o grau de emissão. Análises independentes concluem que as emissões do fracking, ultrapassam as emissões de todos os veículos, carros e camiões de Dallas e Fort Worth. As emissões de carros, camiões, vans e motos são cerca de 200 toneladas por dia de emissões, que formam ozono e outras partículas finas. Na análise a exploração de gás em Fort Worth liberta 200 toneladas de emissões por dia. Algumas plataformas utilizam cerca de 3 mil litros de diesel fuel  por dia. Dos tanques de condensação sai algo. Com uma câmara infravermelha que torna visível os hidrocarbonetos que saem do topo constantemente.

O que é?

A informação veio do Mayor de Dish.

Dish, Texas, EUA, 250 habitantes. Em 2005 recebeu o nome de Dish em troca da rede via satélite gratuita, por 10 anos. Passam cerca de 10 gasodutos pela vila. Estes gasodutos transportam biliões de litros de gás, são 280 biliões todos os dias em Dish. Onde os gasodutos se encontram, encontram-se as estações de compressão (motores de turbinas que comprimem o gás para o gasoduto). Os gasodutos são projetados com exaustores que libertam o gás no ar. Esse gás libertado chega a formar uma nuvem.

Substancias libertadas encontradas foram; Benzeno, dimetel dissulfeto, metil-etil dissulfeto, etil-metil-etil dissulfeto, trimetil benzeno, dietil-benzeno, metil.metil-eti benzeno, tetrametil-benzeno, naftaleno, 1,2,4-trimetil benzeno, xileno MHP, sulfeto de carbono, dissulfeto de carbono, metilpiridina e dimetil piridina.

O benzeno ultrapassa em 55 vezes os padrões. O dissulfeto de carbono ultrapassa em 107 vezes os padrões impostos. Os perigos são de longo prazo. A acumulação de emissões do conjunto da indústria é avassaladora.

LOUISIANA

 Quais serão os impactos acumulativos na água?

A área está contaminada por metais como o Bário, principal componente dos fluidos para extração. Há também a presença de arsênio, cádmio, cromo e chumbo. Pessoas foram contaminadas com arsênio pela água local. Uma área do Louisiana no Golfo do México recebe resíduos do petróleo e gás desde há 60 anos. Daqui são retirados os subprodutos e os resíduos e os lixos descartados no oceano. O sedimento acumulado nos corpos hidrográficos é de décadas de descarte de materiais tóxicos. Os furações trazem todo de volta.

Os tanques podem guardar benzeno, xileno, etil-benzeno e muito formaldeído e vários semivoláteis de longa duração, como os hidrocarbonetos polinucleares aromáticos, alem dos metais pesados na extração como; bário, arsênio, chumbo, cádmio, cromo e mercúrio. Estes tanques de armazenamento não estão protegidos contra furações, todo o que estiver a 1,80 do chão será levado pelo lodo. Isto acontece em toda a costa. Louisiana, Mississípi, Alabama e Texas. Centenas de milhares de locais de tanques de armazenamento. A acumulação de 50 anos de extração causou uma contaminação permanente em Louisiana.

Já pensas mais na extração de gás natural?

Um frasco com líquidos da exploração em Dimock enviado para analise recolhidos perto de um local de extração, continha Bário e Estrôncio nas lamas de extração, que lubrificam a broca. Níveis de ferro, cloreto e de condutividade estavam muito altos. Mas a parte mais assustadora do teste foi a presença de Nitrogênio kjeldahl Total, e MBAS ou substancia ativa do azul de metileno. Os MBAS são reagentes que ficam azuis ao entrarem em contato com detergentes ou surfactantes.

MBAS encontrado em Steven’s Creek, Central Pensilvânia. Água com surfactante. O surfactante permite que o óleo e outras substâncias atravessem superfícies, por meio de dissolução.  As guelras dos peixes são dissolvidas em contato com água com surfactante.

O que prova tudo isto?

QUIMICO DA HALLIBURTON

Químico encontrado em Meshoppen Creek, Dimock, PA.

Pennsylvania Department of Environmental Protection.

 

A resposta do departamento foi “não existir uma fonte de energia perfeita” e “a produção de gás natural não é perfeita”.

Fizeram um estudo em 39 lares e defendem que a água não foi contaminada pelas substâncias identificadas. O seu representante recusou beber das águas dos locais de extração. Disse: “se existem indivíduos com a sua água contaminada por vazamentos de gás, eu quero saber”. “Não permitiremos que ingiram água contaminada”.(…)“O lado vantajoso é que quem esta por fora pode se isentar de tudo. Mas quem esta na frente tem de tomar decisões no mundo real”.(…) “Enquanto não surgir uma economia de hidrogénio, não teremos respostas.”(…)

“Nós passamos concessões, e as concessões são dois passos em frente e um para trás”

QUANTA ÁGUA SERÁ POSSIVEL REPOR?

 FRACKING NO CONGRESSO.

O fracking relaciona-se  com a água contaminada, abordando a lei de facturamento de Hinchey. Uma lei que tira a isenção de facturamento hidráulico de Lei da Água Limpa.

O fracking contamina os poços, complicando e acabando com a vida das pessoas, com a mudança nas energias o setor do gás passou a pressionar os políticos para gastar menos e lucrar mais. São necessários detalhes e de mais informação. Queremos que expliquem o que fazem. No congresso foram apresentados documentos que apresentavam mais de 1.000 casos de contaminação da água decorrentes da prática de fraturamento hidráulico.

PORQUE ANDA O FRACKING NA BOCA DO MUNDO?

Os materiais utilizados não são biodegradáveis. Uma vez no ambiente, eles ficarão lá para sempre. Se apenas 2% desses poços apresentarem defeitos, serão milhares de incidentes.

 PORQUE A INDUSTRIA SE RESUSA A DIVULGAR AS SUBSTANCIAS UTILIZADAS NO PROCESSO DE FRACKING?

SE É SEGURO, PORQUE SE RECUSAM A DIVULGAR A LISTA DE QUIMICOS?

 

 

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Agricultura, alimentação, fracking, gàs natural

FRACKING E A ALIMENTAÇÃO

Novas Formas de perfuração e técnicas de fracturação hidraulica tornaram possível extrair petróleo e gás de rochas que eram anteriormente inacessíveis. A expansão do fracking pelos EUA, tem sido um pesadelo para os americanos expostos á poluição ambiental, problemas de saúde pública, e causa grandes riscos de contaminação das águas, que vai afetar a agricultura.

O fracking existe principalmente nas zunas rurais, e muitos agricultores arrendaram as suas terras às industrias do petróleo e gás. Exemplos do impato negativo do fracking na agricultura estão a ser descobertos. A contaminação da água por químicos tóxicos do fracking fez adoecer e morrer animais, acidentes e derrames contaminaram as colheitas pelo país. Estes incidentes podem afetar a confiança do consumidor na produção de comida nessas áreas. A água necessária para o fracking põe sérios problemas a agricultura, e o processo pode contribuir para as alterações climáticas.

Os agricultores, da qual a vida depende da vida saudavel da terra, têm de tomar decisões difíceis. Muitos alugaram as terras às companhias de petróleo e gás com a promessa de retornos financeiros e impato ecológico mínimo. Os agricultores orgânicos podem perder a avaliação se a industria poluir as águas, os animais ou colheitas, e as vendas podem cair.

O que é o fracking?

 Hidraulic fracking ou fracking, é o processo de injetar uma mistura de água, areia e químicos em poços a alta pressão para partir a rocha e libertar o gás ou petróleo. Avanços na tecnologia de fracking tornaram possível extrair petróleo e gás de rochas impermeáveis. Depois da perfuração, são injetados milhões de litros de fluido de fracking para partir a rocha para o gás se poder libertar. Dependendo da geologia, entre 25% a 75% dos milhões de fluidos utilizados voltam á superfície contaminado. Um grande volume de água salgada contaminada é produzida. Estas duas águas toxicas combinadas, podem também ter radioactividade e outros poluentes.

Estudos recentes, mostram que o aumento do fracking pode aumentar e acelerar o aquecimento global devido á quantidade de metano libertado, um potente gás efeito de estufa, que representa 90% dos derrames e fugas para o ar. Emissões de compostos voláteis orgânicos, benzene e toluene podem ser emitidos ou libertados durante o fracking e são perigosos para os cidadãos.

Efeitos na agricultura

 Contaminação da água

Existem muitos casos documentados de água contaminada que afetou a agricultura. A contaminação das águas, causou doenças e morte nos animais. Incidentes documentados ocorreram devido a derrames, acidentes que resultaram de negligência, mas também como “consequência normal das operações”. Por outras palavras o fracking é incompatível com a agricultura.

Não é requerido às corporações que parem de utilizar os químicos, e não existem procedimentos para isolar os animais contaminados dos outros animais. Estes animais podem estar em quarentena por um tempo ou não serem mortos para alimentação humana, mas os animais podem ser utilizados para alimentação de outros animais.

Um olhar sobre a exposição dos animais à contaminação devido ao fracking descobriu que as vacas são especialmente frágeis às águas contaminadas. Os animais sentem dificuldade em respirar, altos níveis de abortos e filhos deficientes. No Louisiana, 16 vacas morreram depois da água ter sido contaminada, 28 bezerros foram postos em quarentena, depois de um derrame num lago de água contaminada.

Produção agrícola

 A Penn State Extension analizou o impato do fracking na Marcellus shale na região da Pennylvania, onde muitos agricultores alugaram as terras para fracking. O estudo descobriu um aumento de mortes de animais nas áreas de fracking é comum.

Os químicos que afetam a agricultura e os habitantes locais. A contaminação de água foi encontrada em 1.000 casos perto de locais de perfuração ou fracking. No primeiro caso documentado pelo governo federal, a U.S. Enviromental Protection Agency encontrou num poço em Sublette, Wyoming, que continha vários químicos associados ao fracking, incluindo valores 1,500 mais elevados de benzene considerado seguro. A exposição ao Benzene provoca Leucemia e outras doenças.

Uso da água

 Além da contaminação, o fracking apresenta uma potencial força de competição com a agricultura pela água fresca. No Colorado, o fracking gastou 4,5 biliões de gallons em 2010 e está previsto utilizar 6 biliões em 2015 ( 1 gallon são 3,7 litros). Numa recente audição estatal sobre os direitos a 8 biliões de litros de água, as corporações de água adquiriram 750 milhões para fracking, o fracking cria pressão na procura de água em algumas regiões.

Consumidor

 Com o crescente conhecimento dos perigos do fracking, as pessoas podem ficar mais sépticas sobre consumir comida das áreas do fracking. Por exemplo, a Park Slope Coop em Brooklyn, New York, uma cooperativa de comida a retalho, com mais de 16,000 membros, compra quase $3 milhões em produtos alimentares cada ano. “Se o ar está contaminado e os animais bebem água contaminada devido ao fracking, então os produtos alimentares estão envenenados. Vamos ter de deixar de comparar nas áreas do fracking.” Diz um diretor da Cooperativa

O fracking prejudica as comunidades locais

 Quando os agricultores e outros proprietários de terras alugam as terras para fracking, os ganhos são só temporários. Os preponentes do fracking tipicamente não contam com os danos económicos a longo prazo e a significativa erosão no bem-estar das comunidades. Novos poços trazem comboios de camiões pesados que danificam as estradas e que transportam águas e químicos potencialmente perigosos. Centenas de camiões são necessários por cada poço. O barulho da perfuração por 24 horas, 7 dias por semana. Vistas naturais são substituídas por poços e ferro, que baixa os valores dos terrenos e prejudica o turismo.

Conclusão:

Nestes tempos em que a sustentabilidade é a chave para operações futuras, pode-se questionar se a injeção subterrânea de produtos tóxicos deveria ser permitida, ou se deveria ser proibida, já que tal prática poderia restringir ou excluir qualquer uso posterior da capa contaminada (por exemplo Geotérmicos), os efeitos a largo prazo não foram investigados. Em uma área ativa de extração de gás de xisto, injetam-se cerca de 0,1-0,5 litros de produtos químicos por metro quadrado. Os privilégios atuais para a exploração de gás natural e petróleo deveriam ser reavaliadas em vista os seus impactos ambientais que não são compensados pelo seu correspondente benefício potencial já que a produção específica de gás é muito baixa.

Retirado de : Food and Water watch

 

 

 

 

 

 

Tar sands e Fracking

Como o fracking alimenta as Tar sands

A revolução energetica que varre os EUA está agora a começar a levantar questões. Na ultima semana, o Wall Street Journal saiu com o titulo: “Expanded Oil Drilling Helps US wean itself from Mideast.

Nos dias seguintes era “US Wakes up to North American Oil Abundance.”

Não existe dúvida que o sujo projeto tar sands e o fracking estão a revolucionar a industria. Mas o que é menos entendido é quanto os dois estão interligados. Ironicamente, uma tecnologia está atualmente a alimentar a outra. Um dos grandes assuntos que dominam o debate politico e energético no ultimo ano foi a construção do Keystone XL pipeline, que facilitaria a exportação das tar sands do Canadá para os EUA.

Mas o que muita gente não sabe, é que neste momento, os EUA estão a exportar light crude para o Canadá. Um artigo de Jonh Kemp, uma analista de mercado da Reuters, explicou como.

O boom do fracking produziu um excesso de condensados nos EUA. Os condensados são sub produtos da produção de petróleo e gás. È uma espécie de gás liquido dependendo de como o analisar-mos. È abundante nos poços nas Shale Gas e Tight Oil a serem perfurados pela América utilizando Fractura Hifraulica (fracking).

Por uma volta incrível, também criou um enorme boost no Canadá e na indústria tar sands, porque o condensado é perfeito para diluir e liquidificar o betume semi sólido extraído das tar sands para ser possível viajar pelos oleodutos.

Portanto enquanto os produtores tar sands aceleram a massiva expansão do sua produção de carbono, mais e mais do produto condensado produzido pelo fracking é exportado para o Canadá para facilitar o transporte de betume para as refinarias nos EUA. De acordo com a Energy Information Administration (EIA),  nos primeiros 3 meses de 2011, os EUA exportaram quase 1 milhão de barris de um tipo de condensado leve conhecido como “Pentane Plus”.

No mês passado, uma empresa anunciou que iria exportar 100,000 barris por dia de condensado pelo menos por 10 anos de Ilinóis para as tar sands. E as exportações vão aumentar. Em 2025, a procura por condensados leves para alimentar as tar sands está predito seem  mais de 450,000 barris por dia. Se não fossem os vários impactos locais do fracking seria irónico que a América estivesse a negociar o seu petróleo relativamente baixo em carbono pelo carbono tar sands do Canadá.

Retirado de: EcoWatch’s

 How Fracking Feeds Tar Sands Production

Fracturamento Hidraulico (Gas Fracking)

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Fraturamento hidráulico ( fracking gás)

È a propagação de fracturas numa camada de rocha causada pela presença de líquidos pressurizados. Formam-se naturalmente, no caso de veios ou diques, e é um meio pelo qual o gás e o petróleo de fontes rochosas podem “migrar” para reservatórios de rocha.

As empresas de gás e petróleo podem tentar acelerar o processo para libertar petróleo, gás natural, gás de carvão (hulha Gás), ou outras substâncias para extracção, a técnica é chamada de Fraking (fractura) ou hidrofracking. È realizado perfurando um “poço” nas formações rochosas. A energia produzida pela injecção de líquidos altamente pressurizados, cria novos túneis nas rochas que pode aumentar a quantidade para extrair e recuperar combustíveis fosseis. Os operadores tipicamente controlam o declínio das farturas usando “ propante” no líquido injetado, material, como areia, cerâmica, etc, que impedem que as facturas se fechem quando se para a injecção.

Existe hidráulico de baixo volume usado para estimular reservatórios com alta permeabilidade, que pode consumir entre 75.000 a 30.000 litros de líquidos por poço.

E existe também de alto volume que pode usar até 10 a 11 milhões de litros de líquidos por poço, utilizado na extração de tight gás (gás estanque) e poços de shale gás (Gás de xisto). Esta ultima foi banida em alguns países devido aos problemas ambientais, de saúde e segurança.

Produzir fraturamento hidráulico

  • A técnica é utilizada para restaurar a quantidade a que os líquidos como o petróleo, agua ou gás natural pode ser produzido desde reservatórios subterrâneos naturais. Os reservatórios são geralmente pedras de areia porosas, calcária ou rochas de dolomite, mas também inclui “reservatórios não convencionais” como shale rock (rocha de xisto) ou camas de carvão. Permite a produção de gás natural ou petróleo a partir de formações rochosas muito abaixo da crosta terrestre (geralmente 1,500 – 6,100 metros). A tal profundidade, pode não haver condições suficientes, como pressão suficiente que permita o gás natural ou o petróleo sair da rocha para o weellbore (furo criado com a intenção de explorar e extrair recursos naturais) com boa viabilidade económica. Portanto, criando fracturas direccionadas na rocha é essencial para extrair gás de reservatórios de xisto devido á extrema baixa permeabilidade do  (shale) xisto. As fracturas criam caminhos ligando uma área maior do reservatório para o poço, aumentado a área de onde se pode recuperar gás e líquidos da formação alvo. As chamadas “Super – Fracking”, criar fendas mais fundas e largas na terra para libertar mais petróleo ou gás, permitirá às companhias fracturas mais eficientemente.

Método

Para manter as fendas abertas depois de parar a injecção de fluidos, um propante sólido, muitas vezes areias, é acrescentado ao fluido. A fenda é permeável o suficiente para permitir a saida de fluidos da formação. Fluidos da formação podem ser gás, petróleo, água salgada, água fresca, etc.

A localização de uma ou mais fendas ao longo da área do borehole (poço estreito) é controlado por métodos vários que criam ou fecham buracos de lado do wellbore. È tipicamente utilizado em cased wellbores e em que se acede às zonas de fendas, por perfuração nas áreas de reserva.

Tipos de poços

 Geralmente hydraulic fracturing (fraturamento hidráulico) é feito em poços verticais, mas também é possível fazer em poços horizontais.

Poços horizontais contem wellbores onde o drillhole (furo mais pequeno) final é completado na lateral da extensão paralela á rocha contendo a substancia a extrair.

Fracturamento

Os fluidos injectados na rocha são tipicamente, água barrenta, propantes, e aditivos químicos. Adicionalmente, geles, espumas, e gases comprensados, incluindo nitrogénio, dióxido de carbono e ar podem ser ejectados.

Vários tipos de propante são, areia de sílica, areia resinosa e cerâmica feita pelo homem.

Aditivos químicos são aplicados para ajustar o material injectado á situação geológica específica, proteger o poço, e melhorar a operação, o fluido injectado é aproximadamente 98-99,5% de água. Muitas vezes é acrescentado ácido para as perfurações e limpar a área á volta do wellbore. Estes fluidos de facturas contem agentes de gel solúveis em água que aumenta a viscosidade e eficiência na entrega de propante na formação rochosa.

Durante o processo de fracturar, agentes de redução de viscosidade, como oxidantes e encourage flowback.(encorajadores de repatriamento?).

Os fluidos injectados são até certo ponto recuperados e são manejados por diversos métodos, como injecções debaixo de chão, tratamento e descargas, reciclagem, ou temporariamente armazenados em lagos ou contentores enquanto novas tecnologias são desenvolvidos para lidar com os desperdícios de água e aumentar a sua reutilização.

Apesar das concentrações de químicos seja baixa, o fluido pode ser perigoso devido em parte aos hidrocarbonetos captados da formação.

O equipamento utilizado em campos de petróleo e gás natural normalmente utilizam um liquidificador (slurry blender), altas pressões, bombas de alto volume de fractura e um monitor de unidade. Equipamento associado inclui tanques, unidades de armazenamento e lide de propante, ferro tratado a alta pressão, um aditivo químico, etc. equipamento de fracturas operam a vários níveis de pressões e aprofundamento de injecção, pode atingir até 100 MPa (15,000 psi) e 265 L/s (100 barris por minuto).

Emissão de gases libertados para a atmosfera por fractura hidráulica pode ser detectado ao controlar os gases na atmosfera, e pode ser quantificado diretamente via Eddy covariance.

Extracção horizontal

Desde o inicio de 200, avanços na perfuração e na tecnologia tornaram a perfuração horizontal muito mais económica. É particularmente útil em shale oil e formações de gás que não tenham permeabilidade suficiente para produção económica em poços verticais.

Terminologia

Fracture Gradient: A pressão para fracturar a formação a uma profundidade particular dividida pela profundidade. Um Fracture gradient de 18 kPa/m (0,8 psi/foot) implica que a uma profundidade de 3 Km a pressão de 54Pa (8,000 psi) provocará uma fractura hidráulica.

ISIP – Inicitial shut In Pressure : pressão medida imediatamente depois de parar a injecção. O ISIP dá-nos a medida da pressão na fractura no wellbore ao recolher dados do líquido de fricção.

Leakoff – perda de fluido hidráulico do canal para as rochas permeáveis em redor.

Fracturing fluid – fluido usado durante as fracturas hidráulicas no tratamento de petróleo, gás, ou poços de água. Tem duas importantes funções principais.

Abrir e expandir a fractura. E Transportar o proppant através da fractura.

Proppant: partículas suspensas no fluido  que é usado para segurar fracturas abertas depois de um tratamento de hidraulic fracturing, criando um caminho que os fluidos podem seguir. Grãos de areia e material de cerâmica artificial são proppants comuns.

Fracing (Fracking) é uma versão mais pequena de fracturing.

Preocupações ambientais 

Preocupações ambientais devido ao uso de fracturamento hidraulico inclui uma potente contaminação de lençóis de água, riscos na qualidade do ar, e a potencial imigração de gases químicos para a superfície, o lixo, e os efeitos na saúde.

Com o explosivo crescimento de poços de gás natural nos EUA, uma investigação conduzida por Valerie Brow concluiu que em 2007 “ a exposição pública a muitos dos químicos envolvidos em produção de energia irão aumentar, com consequências incertas”

Enquanto a EPA reconhece o potencial de contaminação. A administradora da EPA Lisa Jackson testemunhou num comité do senado “ não estou a par de nenhuma prova em que o processo de fracking por si afectasse os lençóis de água.” Apesar de relatórios que provam o contrário.

Em Janeiro de 2012, um grupo de doutores pediu um muratorium sobre fracking em áreas populacionais até os efeitos na saúde se perceberem melhor.

Emissões gasosas e poluição

 Um grupo de emissões associadas aos gás natural, são as emissões libertadas na combustão. Estas emissões incluem partículas de matéria, Óxidos de azoto, dióxido de enxofre, dióxido de carbono e monóxido de carbono. Outro grupo que esta constantemente a ser libertado para a atmosfera estão ligados directamente ao gás natural em si, que são composto de metano, etano, líquido condensado, compostos orgânicos voláteis (VOCs) que são especialmente fortes no impacto na saúde são benzens, tolueno, etilbenzeno, e wylene. Efeitos na saúde inclui, problemas neurológicos, defeitos de nascença, e cancro.

O ozone já mostrou ter impacto nas função pulmonar, aumento de doenças respiratórias, e é especialmente perigoso no desenvolvimento pulmonar das crianças.

Um estudo da Universidade de Duke examinou metano nos lençóis de água na Pennsylvania e New York, determinou que os lençóis de água tendem a conter maiores concentrações de assinaturas isotópicas de metano e outros geoquímicos indicadores eram consistentes com fracturas nas formações de xisto profundas, mais do que outra fonte.

A contaminação não vem directamente da injecção de químicos injectados fundo nas formações shale rock mesmo por baixo das reservas de água mas das águas desperdiçadas e químicos para instalações de processamento. Os poços de evaporação permitem que os químicos voláteis na água evaporem para a atmosfera e quando chove estes poços tendem a verter e eventualmente verte para os lençóis de água.

Outra maneira pela qual os lençóis de água ficam contaminados relacionado com fracking é dos tubos construídos temporariamente para transportar a agua contaminada para instalações de tratamento. Estes tubos podem verter e em alguns casos partirem-se  perdendo as aguas contaminadas que vão inevitavelmente contaminar os lençóis de água. O transporte em camiões ou barcos torna-se perigoso devido aos acidentes

 Estudos Epidemiológico que podem confirmar ou regular alguma ligação entre as queixas e fracking são virtualmente inexistentes.

Investigadores da Colorado Scholl of Public Health fizeram um estudo relativo aos potenciais efeitos na saúde, e conclui que residentes perto dos poços de gás podem sofrer exposição química, acidentes das operações industriais, impactos psicológicos como depressão, ansiedade e stress.

O  realizador do filme Gasland premiado em Sundance em 2010, disse que toxinas químicas, cancerígenos conhecidos, metais pesados poluem os lençóis de água.

Um relatório do Massachussetts Institute of Tecnology num relatório em 2011 disse “ há preocupações em relação que estas facturas possam penetrar lençóis de água fresca e contamina-las com fluidos do fracturing, mas não existem provas que isto está a ocorrer. Há, no entanto provas de migração de gás natural para lençóis de água em algumas áreas, certamente a maioria relacionadas com erro humano. Existem desafios ambientais adicionais como na descarga e armazenamento dos fluidos tóxicos.

Contaminação Radioactiva

O New York Time noticiou a existência de radiação nas aguas desperdiçadas por Hydraulic fracturing libertadas nos rios da Pennsyvania. A areia contem minerais suaves radioactivos naturais são usadas em raras ocasiões para encontrar e medir fracturas.

Apesar disso, em 2011 os legisladores estatais e federais não requerem teste de radioactividade nas águas tóxicas das perfurações. Na Pennsylvania, onde as perfurações cresceram em 2008, a maioria da água potável abaixo das estações de tratamento não foi testada para a radioactividade desde 2006.

O New York Times também implica a DEP como amiga da inactividade ambiental das empresas, como só “pedir não legislar” ás companhias de gás para tratarem do seu próprio desperdício em vez de as enviar, para estações de tratamento de águas publicas.

Quimicos usados para fracturar.

A água é de longe o maior componente dos fluidos de fracturar. A operação de perfuração inicial só por si pode consumir 246.000 litros a 2.271.000 litros de líquidos de fractura. Durante o tempo médio de vida de um poço pode requer até 21.200.000 milhões de litros de água.

Os aditivos químicos utilizados no fluido tipicamente representam 2% do total. Durante um tempo médio de vida de um poço, este pode acumular 378.500 litros de aditivos químicos. Incluem biocidas, surfactantes, modificadores de viscosidade, e emulsionantes. Variam de valores de toxicidade. Muitos são utilizados nos produtos domésticos como, cosméticos, sabões, detergentes, polidores, ceras e tintas, alguns são usados produtos alimentares. Apesar de alguns químicos não representem perigos conhecidos, alguns são cancerígenos, alguns tóxicos, e outros neurotóxicos. Exemplo: Benzene (benzeno) (Cancro, deficiência óssea,  (Lead)chumbo (danifica o sistema nervoso e causa distúrbios cerebrais, etilenoglicol ( anticongelante causa morte), metanol (altamente tóxico, borid acid (ácido bórico) ( danos nos rins, morte, 2-Butoxyethanol (causa hemolyis (hemolise) ).

Numa investigação da US House of Representatives dos químicos utilizados em hidraoulic fracturing mostra que dos 750 componentes utilizados “mais de 650 contem químicos que são conhecidos por provocar cancro, regulado sobre o Safe Drinking Water, ou listados nos poluentes da atmosfera.

Outro estudo em 2011 com o titulo “Natural Gás Operation from a Public Health Perspective identificou 632 químicos utilizados na extracção de gás natural. Só 353 destes estão bem descritos na literatura científica, e destes, mais de 75% podem afectar a pele, olhos, sistemas respiratório e gastrointestinal, 40 a 50% podem afectar o cérebro e sistema nervoso, sistema imunitário e cardiovascular e rins, 37% podem afectar o sistema endocrine (endócrino); e 25% são cancerígenos e mutantes. O estudo refere a possibilidade de efeitos na saúde a longo prazo que podem não ser identificados imediatamente.

Tremores de terra

Um relatório da (USGS) Unied states geolical survey, reportou que terramotos provocados por acção humana foram documentados em algumas regiões, USA, Japão e Canada; “ a causa foi injecção de fluidos em deep wells (poços profundos) para descarga de lixo e recuperação de petróleo, e também o uso de reservatórios de fontes de água.

Gases efeito de estufa

O uso de gás natural em vez de petróleo ou carvão é muitas vezes visto como um amaneira de aliviar o aquecimento global: O gás natural queima mais limpo, e as estações de gás podem produzir até menos 50% menos de gases que estações de carvão. No entanto uma análise de Howarth e tal. Do ciclo poço- consumidor de fracturas para gás natural concluo que 3,6% a 7,9% do metano produzido pelo poço será libertado para atmosfera durante a sua existência.

De acordo com as analises, o metano é um potente gás efeito de estufa, isto significa que durante curtos espaços de tempo, shale gás (gás de xisto) é actualmente pior que petróleo e carvão.

Relações públicas

A considerável oposição as actividades fracking em pequenas aldeias e cidades levou as companhias a adoptarem varias medidas de relações publicas para aliviar os medos sobre o fracking, incluindo o uso de “ tácticas militares para contrapor aos opositores”. Numa conferência onde eram discutidas medidas de relações públicas, um executivo sénior foi gravado a dizer “ download the Us Army/ marine Corps Counterin surgency Manual, porque estamos a lidar com insurreição”, referindo-se aos oponentes do fracking.