Arquivo da categoria: “Batalha”

Assinado, em 2015/09/30, com a empresa Australis Oil & Gas Portugal. Em 2015 a Australis assina 2 contractos de concessão na zona oeste com 620.000 acres = 6.200 ha = 2509,05098 km2 com o nome de Pombal e Batalha. A área de Pombal é para novos horizontes, mas a concessão da Batalha apanha áreas já estudas, o que leva crer que esperam iniciar no final dos 8 anos de contracto para prospeção a tão esperada exploração de gás natural através da técnica de perfuração horizontal e fracturação hidráulica. Os municípios abrangidos são Caldas da Rainha, Rio Maior, Alcobaça, Nazaré, Porto de Mós, Santarém, Leiria, Marinha Grande, Batalha, Pombal e Soure. O responsável da Australis pelas operações em Portugal é Patric Monteleone, presidente da Mohave Oil and Gas.

Monte Gordo – Fracturando o Consumidor. 04/01/2019 Cidadão – A besta quadrada do progresso!

Besta Quadrada – nome feminino, depreciativo, pessoa muito ignorante, rude ou grosseira – (Infópedia-dicionários Porto Editora).
O trabalho da Australis agora é desacreditar os activistas como se tentou no Algarve quando das secções publicas de esclarecimento, que não correu bem ás petrolíferas , tendo sido canceladas todas as concessões em Terra e no Mar. Desacreditar com as mesmas frases, o mesmo método… Atacar o consumidor, usar o desconhecimento técnico popular, desacreditar vozes contrárias e acentuar a dependência da civilização atual da industria petrolífera – As energias fósseis representam mais de 70% das fontes da energia mundial, como combustível, produção de plásticos, químicos e adubos agriculas, etc.
Pretende dividir a população, aproveitando as suas diferenças de conhecimento, formas de olhar o mundo, de imaginar o futuro… Usa as armas que criou: laços com especialistas, políticos, outras industrias, financiamento para acções sociais, acções ecológicas… e principalmente a dependência do mundo moderno e sua economia de fontes de energia intensiva.

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“Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.” Charlei Chaplin

Progresso ou Decrescimento!

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A principal ferramenta em defesa da industria petrolífera é o progresso humano e a economia nacional, e quem não defender e as tentar desacreditar é considerado ignorante, alarmista, extremista, niilista.
Durante a sessão a única forma de resposta ás perguntas realizadas pelos habitantes locais e habitantes de outros concelhos foi chamar a atenção para os conhecimentos técnicos e profissionais dos oradores e para o desconhecimento dos populares que queriam tirar duvidas e informações sobre os trabalhos da petrolífera.
Não é facil para o cidadão comum ir contra as vontades de progresso dos investidores , do presidente da republica, primeiro ministro, da Europa, do País. Não é fácil para as instituições como Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Escolas/Universidades, ONG’s, seja através da moral ou da ética defenderem a localidade que representam indo até ao fundo da questão na procura de respostas.

Sessão de Esclarecimento | Prospeção e Exploração de Gás | 4 de Janeiro 2019 às 21h00 no Centro Escolar de Monte Redondo

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Desde o inicio da secção se percebeu que a população não estava interessada no tipo de esclarecimento que os convidados Anabela Veiga e Mário Oliveira professores/geólogos no IPL estavam preparados e abertos a oferecer. Juntamente com geólogos convidados, foi também convidado o advogado da Australis Oi and Gas, apareceram também 2 geólogos, sendo 1 deles Rui Vieira, geólogo que trabalhou com a Mohave Oil and Gas, e o outro André que só falou para defender a sua classe profissional, com estatísticas sobre poços e acidentes no mundo e a perda da localidade ao deixar que estação de armazenamento de gás subterrâneo fosse para a área do Carriço, passando a mns que a industria petrolífera trás benefícios que foram recusados, e que mais uma vez a industria petrolífera pode ajudar a localidade a desenvolver-se economicamente.
Esta sessão vem na sequência do debate fundamental sobre a Prospeção e Exploração de Gás na Bajouca, que apoiou a iniciativa, recomendada pela Assembleia de Freguesias, que pretendia informar a população sobre a operação/intervenção para Sondagem de Prospeção e potencial Exploração de Gás na concessão Pombal.
A Organização apelava à ” participação de todos os cidadãos e a colocação de questões é fundamental, pelo que solicitamos que a iniciativa seja divulgada profundamente. Contamos com a colaboração de todos.” E defendia como objetivo principal “o debate aprofundado sobre a questão para que todos possam estar munidos da máxima informação” (…) “garantindo a defesa não só da geração atual, mas também das gerações futuras.”
Cidadão ( substantivo masculino- pessoa que habita a cidade (cidade estado/governo Central). É a relação legal entre um individuo e o país da sua nacionalidade. É exercer seus direitos civis e cumprir seus deveres.
Palavra sinonimo: Varão (aquele do sexo masculino – Quem é merecedor de respeito, de admiração; ilustre – Viril

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“Se minha Teoria da Relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão e a França me declarará um cidadão do mundo. Mas, se não estiver, a França dirá que sou alemão e os alemães dirão que sou judeu.” – Albert Einstein

A participação da população e a colocação de questões por quase todos não faltou… O que faltou foi o debate aprofundado, e ferramentas para que a população ficasse munida de máxima informação para garantir a defesa da geração actual e das gerações futuras, porque o painel convidado só vinha falar das questões técnicas que pouco tinham a ver com as duvidas dos presentes.
Junto aos geólogos/técnicos estavam os presidentes da junta locais que nada disseram toda a sessão.
A secção iniciou com uma apresentação de Anabela Veiga, com uma presentação meramente técnica que não atraiu, nem conseguiu esclarecer a população.

Anabela Veiga, geóloga, professora no IPL
A técnica fez o que sabe melhor, dar aulas de geologia, o que não é de admirar já que a sua carreira assenta no estudo geológico e no ensino de Geotecnia (engenharia Geótecnica) e ambiente, mas isso não era o que as pessoas que se dirigiram ao evento queriam perceber. A sua apresentação focou-se nos nomes das camadas onde poderá existir gás ou petróleo, sem nunca revelar que tipo de gás existe nessas formações, e isso foi coisa que muitos habitantes da área não conseguiram aceitar.
E é difícil de acreditar que a geóloga não tem opinião sobre o tipo de hidrocarbonetos existentes quando todo o seu trabalho desde cedo é focado no sob solo das concessões actuais. O primeiro trabalho de Anabela é quase do mesmo ano (1999) em que a Mohave Oil and Gas iniciou os seus estudos da existência de hidrocarbonetos (1998).Resultado de imagem para geotecnia petroleo

Em 1999 foi co autora do trabalho: Alguns aspectos da contribuição do património geológico no ordenamento do território
Prefácio:
São apresentados alguns aspectos relativos à região de Batalha, onde são numerosos os exemplos que mostram a grande interligação entre o património geológico, o turismo, o património arqueológico e a exploração dos recursos naturais
Pontos
2 LOCALIZAÇÃO E ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO DO CONCELHO DA BATALHA (…) Pode caracterizar-se pela ocorrência de dois domínios geológicos e geomorfológicos com características distintas: – zona centro-oeste (freguesias da Batalha e Golpilheira) é atravessada pela baixa aluvionar do rio Lena seguindo a direcção N-S. A oeste deste rio desenvolve-se uma plataforma bem definida e aplanada, atapetada por terrenos arenosos do Pliocénico. A parte nascente do rio Lena é constituída por relevos arredondados de composição areno-argilosa e calcária do Jurássico superior, encontrando-se fortemente dissecada por uma rede hidrográfica tipo dendrítica.

Mais a frente no ponto 3 aponta que: “Realce-se os valores naturais pois são em regra os mais esquecidos e maltratados apesar de dependermos enormemente deles.”

O ponto 5 debruça-se sobre: A EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS
“A definição das áreas de exploração de recursos naturais, principalmente das rochas carbonadas, e das áreas em que tal exploração não deve ser executada constitui um problema de grande interesse económico mas simultaneamente difícil de conseguir solucionar. (…)”
As rochas carbonatadas são formadas pela diagénese de sedimentos ricos em carbonatos (>80%), (…) o estudo dos calcários é muito mais importante, nomeadamente nos seguintes aspectos:
⦁ Contêm a maior parte do registo fóssil…
⦁ Acresce ainda que, podem constituir importantes reservatórios de fluidos, nomeadamente de hidrocarbonetos, quando apresentam elevada permeabilidade.

Em 2011 Anabela lança um estudo sobre A Formação da Dagorda do diapiro Parceiros-Leiria.
Em 2015 Lançou um trabalho com o nome: Diapir mudstone properties, Leiria, Portugal -Propriedades do diapiro (intrusão de material rochoso menos denso que a rocha encaixante) de Lamito (rocha sedimentar formada pela litificação de silte e argila em proporções variáveis)
Introdução:
” O diapiro Parceiros-Leiria tem uma estrutura anticlinal que parece estar relacionada com a parte sul da estrutura de Monte Real (…) paralela à falha da Nazaré, numa área de 4 km de comprimento e 1 km de largura. Esta estrutura tem um núcleo formado na formação da Dagorda (…) nos flancos as formações são mais resistentes (Jurássico, Cretácio, Terciário)
No mesmo ano (2015) lança o trabalho: Characterization of the Dagorda Claystone in Leiria, Portugal, Based on Laboratory Tests.
Claystone – geologistas restringem o termo a rochas sedimentares composta maioritariamente por partículas ínfimas de barro.
As rochas sedimentares são economicamente importantes na medida em que podem ser utilizados como material de construção. Além disso, muitas vezes formam reservatórios em bacias sedimentares, em que petróleo e outros hidrocarbonetos podem ser encontrados.
Estes trabalhos foram realizados em co-autoria com Mário Quinta-Ferreira da Universidade de Coimbra.
No site da Universidade de Coimbra:
“A Licenciatura em Geologia permite trabalhar em empresas de exploração de geo-recursos (prospecção e exploração de águas, petróleo e gás natural, recursos minerais) (…) Em estabelecimentos de ensino básico, secundário e superior e autarquias e associações intermunicipais.Resultado de imagem para universidade de coimbra mohave oil

Porque avançar para um Mestrado?
O Mestrado em Geociências oferece áreas de especialização em Recursos Geológicos, Ambiente e Ordenamento e Geologia do Petróleo.”
A Universidade através dos Centros de Geociências e Geofísica, com o apoio institucional da Comissão Nacional da Unesco organizou um congresso para que as petrolíferas da CPLC (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa) discutissem os novos desafios para a exploração de petróleo com o nome: I Congresso Internacional de Geociências na CPLP. Este evento assinalava os 240 anos de ensino e investigação em geociências nos países CPLP, originário da Universidade de Coimbra, sendo a continuação da iniciativa 1ª Conferência internacionalAs Geociencias no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”.
Foram discutidas as novas fronteiras na exploração de petróleo no quadro da CPLP, como as expectativas das actuais actividades em território português. Nas empresas que colaboraram no evento estiveram petrolíferas diretamente interessadas na exploração em Portugal como a Petrobrás, a Mohave Oil and Gas e a REN, a que se juntou a COBA -empresa multidisciplinar de Consultoria de Engenharia e Ambiente, desenvolvendo estudos e projetos e assegurando assistência na gestão e supervisão da construção de empreendimentos no domínio do armazenamento e utilização da água para produção de energia (Barragens)Resultado de imagem para cplp língua portuguesa
O evento incluiu “um curso de formação de professores de Geologia, realizado na Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro, e 3 excursões científicas que se debruçaram sobre diversos temas como os sistemas petrolíferos na Bacia Lusitânica (…)”
Em 2010 Anabela lançou o trabalho: Caracterização geotécnica das aluviões do rio Liz, em Leiria, com base em ensaios “in situ”.
Anabela Veiga e o segundo orador Carlos Oliveira estão ligados não só pela profissão como geólogos e professores, mas também pelo Rio Liz.

Carlos Oliveira – Geologo, professor no IPL e presidente da OIkos
Carlos na sua primeira intervenção fez a questão de dizer que estava ali como geólogo e não como representante da OIkos… e que só ia discutir a parte técnica e questões relacionadas com as perfurações sem entrar em discussões sobre formas de extrair gás, principalmente Fracking… Porque o documento apresentado pela empresa fala em trabalhos convencionais.
Mas… eticamente os cientistas deveriam ter em atenção o impacto negativo dos seus estudos… Ou vale tudo pelo conhecimento? – que segundo a ciência será mentira com mais investigação? Ou deixa-se utilizar a ciência como plataforma para as decisões mais progressistas sem olhar ao impacto nas minorias, nas famílias?
A Oikos foi uma das duas ONG’s convidadas pela Australis na apresentação dos trabalhos em Leiria no dia 31 de Outubro de 2018, a outra ONG foi a Quercus, mais convidados foram autarcas locais e alguns órgãos de comunicação social.

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A Oikos – Cooperação e Desenvolvimento é uma ONG fundada nos loucos anos 80. Origem na palavra oikos – lugar onde se vive, onde as pessoas têm um mínimo de bem-estar. É uma associação ecunémica que se identifica como grupo que trabalha para “Para um mundo sem pobreza e injustiça e para o desenvolvimento humano equitativo e sustentável à escala local e global.”
Disponibiliza-se para trabalhar com “quaisquer instituições políticas, financeiras ou religiosas, estamos sempre disponíveis para concertar a nossa acção com entidades públicas e privadas que coincidam com os nossos valores, objectivos e propósito de erradicar a pobreza e desenvolver soluções sustentáveis, para que todas as pessoas usufruam do direito a uma vida digna.”
Em 1992 o Governo Português, através do IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Ministério dos Negócios Estrangeiros, reconheceu-lhe o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública. Em 2000 foi-lhe atribuído o Estatuto Consultivo junto do ECOSOC – Conselho Económico e Social das Nações Unidas.
Fundada em 1988 para a Emergência ao Desenvolvimento, passando pela Educação, Mobilização Social e Influência pública, o trabalho da Oikos estende-se atualmente a Portugal, África e América Latina. Desde a fundação há 25 anos, a Oikos já trabalhou nos 5 continentes, em concreto: Angola, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Guiné-Bissau, Haiti, Indonésia, Panamá, Uruguai e Timor-Leste.
A sua actividade encontra-se estruturada em continuidade nas áreas da emergência/ação humanitária, desenvolvimento/vida sustentável e mobilização/cidadania global. Pretende facilitar soluções para garantir que todas as pessoas usufruam do direito a uma vida digna.
A estratégia chave atual da Oikos assenta em 3 frentes, que se debruçam sobre formas de financiamento através de negócios sociais, prestação de serviços e parcerias com o sector privado, apostando em áreas que constituam valor acrescentado comprovado.
Convida a conhecer em resumo o seu trabalho através de uma publicação elaborada com o apoio do CESA – Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina.
Os dos seus objetivos como Nedoikos (núcleo de professores) é: “Alertar para a necessidade de problematizar as actuais relações entre povos, as quais têm conduzido a situações de subdesenvolvimento e motivar a sociedade civil para a cooperação e solidariedade tendo em vista o desenvolvimento dos povos”
A Oikos tem como principais financiadores a Comissão Europeia- instituição que politicamente representa e defende os interesses da União Europeia (UE) na sua globalidade, através de programas.

  • A DG ECHO assegura o financiamento e a coordenação de operações de ajuda humanitária. A União Europeia é o principal doador de ajuda humanitária a nível mundial, e destina-se a ajudar a prevenir e a enfrentar as situações de emergência resultantes de crises que afectam gravemente as populações fora da UE, quer se trate de catástrofes naturais, de origem humana ou de crises estruturais.
  • D.G. ou Direcção-Geral do Desenvolvimento e da Cooperação EuropeAid responsável pela concepção da política de desenvolvimento da UE e pela prestação de ajuda em todo o mundo através de programas e projectos.
  • Instituto Camões – O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, abreviadamente designado por Camões, I. P., é um instituto público, integrado na administração indirecta do Estado, dotado de autonomia administrativa, financeira e património próprio, que prossegue atribuições do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) sob superintendência e tutela do respectivo ministro.

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Alguns dos outros financiadores da OIkos (+de 50):                                                                    

  • O Ministério da Educação e Ciência (MEC) é o departamento do Governo de Portugal responsável pela definição, coordenação, execução e avaliação da política nacional relativa ao sistema educativo (no âmbito da educação pré-escolar, do ensino básico, do ensino secundário, da educação extra-escolar e do ensino superior), à ciência e à sociedade da informação; bem como pela articulação da política de educação com as políticas de qualificação e formação profissional.
  • APA – Agência Portuguesa do Ambiente é um projeto virado para a sociedade, resultante da fusão de 9 organismos.
  • CIMPOR- Cimentos de Moçambique – Com uma capacidade de produção de 46 milhões de toneladas, a CIMPOR está presente em Portugal, África do Sul, Angola, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Egipto, Moçambique, e no Paraguai.
    Erasmus+ Juventude em Acção é um Programa da UE com o objetivo de estimular o sentido ativo de cidadania, a solidariedade e tolerância entre os jovens europeus.
  • FAO– Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
  • Fundação Calouste Gulbenkian nasceu em 1956 como uma fundação portuguesa para toda a humanidade, destinada a fomentar o conhecimento e a melhorar a qualidade de vida das pessoas através das artes, da beneficência, da ciência e da educação.
  • EEA Grants O Programa Cidadania Ativa é um instrumento de apoio às Organizações Não Governamentais (ONG), em vigor entre 2013 e 2016 e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants). A sua gestão está a cargo da Fundação Calouste Gulbenkian, seleccionada através de concurso público lançado em 2012.
  • Millenium BCP -Dinamização da pesca artesanal na Ilha de Moçambique (2007-2009)- Além de recuperar os meios de sobrevivência das famílias beneficiárias, apoiando-as na reabilitação dos seus barcos e artes de pesca, e recuperando as suas actividades agrícolas, esta intervenção deu início a um novo projecto para fortalecer as mesmas comunidades na prevenção de desastres naturais, capacitando-as a evitar que os mesmos estragos aconteçam novamente
  • UN-HABITAT é a agência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos. É mandatado pela Assembleia Geral da ONU para promover cidades sustentáveis em termos sociais e ambientais, e que ofereçam habitação adequada para todos                                                                                                                                                        Organizações Parceiras (dezenas)  :
  • ADAPPA – Associação para o Desenvolvimento Agropecuário e Proteção do Ambiente – Construção institucional das políticas públicas de conservação, uso sustentável da biodiversidade e partilha de benefícios em São Tomé e Príncipe.
  • CEAPE– Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos do Estado da Bahia – fortalecer as actividades produtivas através do acesso a pequenos créditos, com prioridade para as mulheres empreendedoras, e mediante a capacitação política (os direitos das mulheres) e de gestão técnica e administrativa de pequenas actividades económicas.
  • DGS – A Direção-Geral da Saúde é um organismo central do Ministério da Saúde, integrado na administração direta do Estado, dotado de autonomia administrativa. Assumindo-se como um organismo de referência para todos aqueles que pensam e atuam no campo da saúde
  •  Instituto Português das Pescas, Investigação e do Mar – Promover o acesso das pequenas e médias empresas pesqueiras e de camaronicultura à certificação de processos e produtos.
  • ISA – O Instituto Superior de Agronomia é, em Portugal, a maior e mais qualificada escola de graduação e pós-graduação em Ciências Agrárias, sendo o seu know-how reconhecido nacional e internacionalmente.
     Empresas solidárias (+de 50)
  • Accor – Divulgação e recolha de donativos nos hotéis IBIS, Novotel e Mercure.
    Almáa Sintra Hotel – No Parque Natural de Sintra-Cascais, considerado um dos mais verdes em Portugal, pela Greensavers.
  • Caixa Geral de Depósitos – Apoio Financeiro a projectos da Oikos.
  • Casino de Lisboa – Cedência de espaço e logística para acções da Oikos.
  • Delta Cafés – Apoio financeiro e logístico a projectos da Oikos.
  • Dolce Vita Tejo – Cedência de espaço para divulgação.
  • Plásticos do Sado – Produção gratuita de materiais para acções Oikos.
  • TMN – Cedência de espaço para divulgação e apoio financeiro a projectos da Oikos.

Mesmo com tanto apoio a Oikos pede donativos ao cidadão comum: “A sua generosidade é imprescindível para que a Oikos possa desenvolver a sua atividade.”
Para si, 1 euro é 1 euro. Para a Oikos 1 euro é obra.
“Para a Oikos e para muitas regiões do Mundo 1 euro é muito mais do que isso: é um contributo indispensável para obras tão concretas como a construção de escolas, hospitais campos de cultivo, poços de água”

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A Fundação Gulbenkian (Partex Oil and Gas) é uma das parceiras da OIkos para melhorar o bem estar humano através de programas humanitários, agricultura. Outros dos parceiros da Gulbenkian em projetos ambientais é a Quercus… entre outros grupos na luta contra as concessões em Portugal.

Em 2017 a Gulbenkian lança o concurso: Investigação para o Desenvolvimento
Este concurso, resultado de uma parceria entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e a Fundação Calouste Gulbenkian, irá distinguir dois projetos de cooperação para o desenvolvimento promovidos por ONGD portuguesas que pretendam publicar os resultados alcançados em revistas científicas. Pretende-se reforçar a capacidade de produção de conhecimento e influência de políticas públicas por parte das ONGD, promovendo também a aproximação destes atores a instituições de ensino superior e centros de investigação.
Podem candidatar-se ONGD nacionais, legalmente reconhecidas pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, há mais de três anos, em parceria com instituições de ensino superior e/ou centros de investigação.
Foram seleccionadas:

A VIDA – Voluntariado internacional para o desenvolvimento Africano – Novafrica – Nova Shool of Buniness e Desenvolvimento, da Universidade de Lisboa.

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Plataforma PECOSOL- CONSUACCION para a Segurança Alimentar e Nutriconal na América Central, da OIKOS com a Universidade CentroAmericana, Nicarágua.  A

Gulbenkian tem entre outros, os oradores em suas acções :

  • João José Fernandes é licenciado em Teologia e Humanidades (1996), tendo concluído o Curso de Doutoramento em “Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável”, em Setembro de 2010. É Diretor-Executivo da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento (ONGD), desde Outubro de 2004.

Viriato Soromenho Marques – de 1992 a 1995 — presidente da associação ambientalista nacional, a QUERCUS– Associação Nacional de Conservação da Natureza.                                                                                                                                                                                                Todos juntos defendem-se com a necessidade de se continuar o progresso económico sustentável!!!  O que é insustentável.   

A principal ideia do que passaram no debate foi que a população precisa de se informar melhor. Que a Australis vai cumprir com todos os requisitos necessários para que tudo corra bem, e que a tecnologia é a mais valia neste tipo de trabalhos.
Falou-se de corrupção, politica, guerra, Estação do Carriço, extracção de hidrocarbonetos de forma convencional, água e utilizaram-se clichés em defesa dos trabalhos.
O gás da Coca Cola como exemplo foi usado pelo Carlos Oliveira. A ideia não é sua, foi utilizada pelo Geólogo Terry Engelder no documentário GasLand, onde defende que os problemas do fracking são problemas de engenharia, que podem ser resolvidos por especialistas. Terry Engelder geocientista na Pennylvania State University foi o responsável pelo investimento na Marcellus Shale ( Conhecido como o BOOM do Shale Gas), ao anunciar uma estimativa de 363 triliões de metros cúbicos de gás existentes na rocha de xisto.
Corrupção e politica são muitas vezes utilizado como arma… A corrupção e politica houve desde a primeira cidade ( Depois dos Gregos, os primeiros cidadãos ocidentais fora dos limites da cidade mãe (Roma) foram criados pelo império romano… através da corrupção). Ainda hoje as duas lado a lado, são a arma perfeita de investidores e bancos que ficam impunes em todo o processo, afundado políticos, desacreditando soluções, excitando e separando os cidadãos. Os políticos recebem! Mas Quem paga? Muitas vezes nós, contribuintes, nas outras vezes as corporações.
Existe corrupção na industria petrolífera, como existe na industria das renováveis, como na industria da alimentação ou na industria da saúde. Não pode ser aceite. Mas também não pode ser usada para fins propagandistas, sem ter como fim o propósito a que se destina, melhorar o mundo para todos.
A mesa de oradores lançou também a farpa: ” Viemos para aqui falar da continuação ou não das energias fósseis, mas todos viemos de carro” – E que toda a nossa forma de vida depende da extracção de matéria prima com impacto no meio ambiente.
Mais uma vez foi repetida uma frase utilizada quando das secções de esclarecimento no Algarve por um representante da ENMC. Sem petróleo é o Fim!..

Cuba provou que não. Depois de 1991 com a quede da URSS, o país passou pelo período conhecido como: The Special Period, depois de perder o fornecimento de quase 80% de energia fóssil. Os cubanos tiveram de reaprender a viver sem a dependência dos produtos petrolíferos e seus sub produtos. Esse período está representado no documentário: The Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil

A nossa forma de vida não foi desenhada, preparada, nem escolhida por nós, mas sim imposta de cima, educada pelas e nas mesmas infraestruturas que ajudam quem produz (empresas) e por quem dirige (politica) para uns viverem e a maioria sobreviver. Quantos de nós, não mudaria de estilo de vida se o pudesse realizar? Quantos de nós queremos voltar a ser Camponeses, viver com as dificuldades rurais, e não com a eutanásia das obrigações citadinas? Quantos de nós, não queremos para as gerações futuras, o que nos sentimos obrigados a realizar para financiar hoje?
Não é novidade que a nossa forma moderna de viver, não é a mais saudável, nem a mais sustentável, nem a mais correta. O que é novidade cada vez para mais pessoas é que as corporações (Os produtores) sabem disto há mais de 40, 50 anos, sem nunca terem tentado mudar. E para isso criaram, apoiaram grupos, politicas e ONG’s para controlar as soluções. 
As petrolíferas estão em Portugal desde o inicio do séc XIX. Desde o inicio do séc XX que o seu impacto se reflecte nocivo, e cada vez mais nocivo com o desenrolar do século e da informação nova e encontrada em ficheiros de empresas como a EXXON, Mobil ou Shell… Para o séc XXI, as petrolíferas querem continuar o seu trabalho, sem olhar ás consequências.
O Cidadão é contra o individualismo, portanto o mal de alguns para beneficio de todos é aceite como um dever do cidadão, sem culpa da cidade ou do país. Se uma família se defende, está a ser individualista, egoísta e uma barreira ao bem estar da sociedade geral. Se um País se defende está a violar os direitos internacionais de progresso. Se Uma corporação se defende está a trabalhar para um futuro realista!?
É a sociedade, a cidade, as corporações, a economia, o País que precisam de energias fósseis, ou outras formas de energia intensiva. Nós Pais, Mães, filhos e filhas como seres não precisamos. Precisamos das energias intensivas como trabalhadores na sociedade nociva para nós e para quem vem.

We Need You
Imagem relacionadaCulpar o consumidor, o cidadão pela poluição e a defesa do meio ambiente através de leis e financiamento corporativo é uma tática iniciada nos EUA quando da 1ª Revolução Industrial.
As leis de porteção ambiental da era industrial começou nos EUA. Os primeiros passos que levaram à lei Clean Water Act de 1972 (Ainda hoje em vigor, mas não para o Fracking)) foram dados em 1862 quando o Rio Cuyahoga, Cleveland nos EUA pegou fogo pela primeira vez devido à poluição, este rio pegou fogo 30 vezes. O mais fatal foi em 1912, aquele com mais impacto económico aconteceu em 1952. Em 1969 mais uma vez o rio pegou fogo, com pouco impacto devido a leis sanitárias aprovadas até então sobre acções industriais e transição de descarte do lixo criado pela produção e final de vida dos produtos, que pressionou para regulação.
Depois desse incidente o congresso americano decidiu resolver o problema da poluição. Para isso em 1970 passou a National Enviromnent Policy Act (NEPA), que ajudou a estabelecer a Enviromnental Protection Agency (EPA).
Governo e Corporações em defesa da economia e progresso. Mas não ficou por aqui.

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“This is a 1987 report to Congress by the Environmental Protection Agency that deals with waste from the exploration, development and production of oil, natural gas and geothermal energy. It states that hydraulic fracturing, also called fracking, can cause groundwater contamination. It cites as an example a case in which hydraulic fracturing fluids contaminated a water well in West Virginia. The report also describes the difficulties that sealed court settlements created for investigators.”

O Plástico é outro dos produtos da industria petrolífera. Hoje na Europa empresas apostam na transformação de Shale gas (gás de xisto) em plásticos.
Reciclagem.
Depois de resolver o problema da poluição das águas, acordando limites aceitáveis de poluição, que não afectem o bem estar do ser humano, que levou a que nos dias de hoje toda a água ter de passar por processos de descontaminação para poder ser consumida por nós. As Corporações decidiram resolver o problema dos sub produtos descartados nas ruas, principalmente embalagens para poderem conservar e distribuir os seus produtos, não se responsabilizando por esse mesmo lixo, mas apontando o dedo a nós consumidores.

 


E assim em 1953 foi criada uma ONG, a maior até então nos EUA, com 620 organizações estatais e mais de 1000 organizações comunitárias. Com o nome de Keep America Beautiful, a ONG foca-se em 3 assuntos:
Litter prevention, Redução do lixo/reciclagem e enverdejar das comunidades, e embelezamento. O método para o conseguir consiste na combinação de organizações comunitárias, educação publica e a procura de parcerias publico/privadas.
Fundada pelas principais corporações de então. Entre os membros fundadores estavam a Philip Morris; Anheuser-Busch, PepsiCo e Coca Cola, agências governamentais e indivíduos em reacção ao lixo espalhado em voltas das estradas, ao aumento da mobilidade e conveniência do consumidor americano. O Termo Litter Bug foi cunhado por Paul B. Gioni, que criou o adjectivo a partir do The American Ad Council em 1947. A Keep American Beautiful juntou-se ao Ad Council em 1961 para dramatizar a ideia que todo o individuo deve ajudar na porteção do ambiente provocada pelo Litter.
Campanha:
1963 – Gionni escreve a campanha televisiva “Every Litter Bit Hurts
1964 – Criada a imagem da “Susan Spotless
1970 – Inicio da distribuição de um flyer de informação grátis. 100.000 cópias
1971 – No Dia da Terra lança a campanha “People Strat Polluttion. People Can Stop It.” Campmha onde foi criado o Video publicitário “Crying Indian”.
1975 – Introdução do projecto: “Clean Community System”. Foram criadas dentro do projecto, 580 grupos locais com o nome de “Keep My Town Beautiful”.
1999 – Campanha anual “Great American Cleanup” . Onde os voluntários organizam limpeza de praias, lixeiras ilegais, como também apagar Graffitis… e plantar árvores.
O que conseguiu?
Tornou a palavra “litterbug” uma discussão caseira! Desviando a atenção do impacto da produção, distribuição e dever do produtor em se responsabilizar pelo lixo provocado.
Segundo Heather Rogers , que em 2005 lançou o documentário: Gone Tomorow: The Hidden Life of Garbage, o grupo Keep América Beautiful foi criado para combater leis ambientais mais rígidas que prejudicava as empresas fundadoras e aliadas do KAB, uma das primeiras frentes de Greewashing Corporativo. Leis como as apresentadas em 1953 em Vermont, que exigia pagamento de deposito na compra, e banir a venda de cerveja em garrafas não dessem para voltar a usar.

Em 2019 algumas das corporações parceiras são:
UPS – United Parcel Service, , é uma das maiores empresas de logística do mundo, distribuindo diariamente mais de 14 milhões de encomendas em mais de 200 países
Néstle – A Nestlé Waters é a divisão de água engarrafada do Grupo Nestlé.
H&M – Hennes & Mauritz é uma empresa multinacional sueca de moda presente em 69 mercados e com mais de 4800 loja
DOW – A The Dow Chemical Company, comummente referida como Dow, é uma corporação estadunidense de produtos químicos, plásticos e agropecuários
McDonald’s Corporation é a maior cadeia mundial de restaurantes de fast food de hambúrgue
PepsiCo, Inc. é uma empresa transaccional estadunidense de alimentos, lanches e bebidas
The Coca-Cola Company, geralmente referida como Coca-Cola Company, Coke ou simplesmente Coca-Cola, dependendo da região, é uma corporação multinacional estadunidense, fabricante e comerciante de bebidas não-alcoólicas e concentrados de xaropes
Coca Cola Fundation – ince in our inception in 1984, The Coca-Cola Foundation has given back more than $1 billion to enhance the sustainability of local communities worldwide. (Lucro Liquido em 2017 – 1.248 milhões de dólares (mil milhões de euros)
O American Chemistry Council, anteriormente conhecido como Manufacturing Chemists ‘Association e, em seguida, como Chemical Manufacturers’ Association, é uma associação comercial da indústria para empresas químicas-

Sendo a Oikos um grupo ecunémico deixamos aqui para se analisar:
A Limpeza do Templo- é a narração de quando Jesus expulsou os mercadores e os banqueiros do templo, acusando-os de tornar o Templo “numa cova de ladrões” através das suas actividades comerciais. Rodavam várias moedas, a Romana a Grega e a Judaica e Tyrian (Libano) estado as duas ultimas a ganhar terreno.

Jesus acusou as autoridades do templo de roubarem (Corrupção) acusando-os de fazerem das viúvas as suas vitimas. Marcos 12:40 /Lucas 20:47.

Os vendedores de pombas estavam a vende-las para sacrifícios realizados pelos pobres que não podiam pagar animais para melhores sacrifícios, especialmente as mulheres. Marcos 11:16
Não interessa qual a cor do dinheiro (Dolar, Euro, Yuan/ Renminbi, Libra, Dirrã, Rublo), não interessa qual país ou povo (Portugal, Palestina  Europa, Nigéria, Argélia, Venezuela, China , Alemanha, USA, Israel, Angola ou Moçambique. Se se considera Ariano, Semita, Árabe, Índio, Africano, Oriental), interessa o que queremos para as gerações vindouras. Seres vivos para sacrificar? Ou ideias, colaborações para se melhorar?

Esclavagismo –

Esclavagismo é um tipo de relação ecológica entre seres vivos na qual um ser vivo se aproveita das atividades, do trabalho ou de produtos produzidos por outros seres vivos.

O primeiro ouro negro europeu foi a escravatura, da qual Portugal esteve no inicio. O esclavagismo provou-se errado moralmente e eticamente, obrigando a alterações politicas, sociais e económicas que encontraram bastante resistência por parte dos investidores, comerciantes, instituições religiosas e grupos sociais. Como país iniciámos a venda de escravos e fomos dos últimos a abolila juntamente com o Vaticano, mas só em 1974 se “libertaram” os países de língua portuguesa (colónias) da colonização politica, mas manteve-se a colonização corporativa e de ensino, retirando toda a liberdade de decisão sobre o tipo de desenvolvimento dos povos locais segundo as suas necessidades, cultura e conhecimento. Portugal é hoje uma colónia a Europa, ao serviço da economia mundial (Globalização) e um elemento dos progressistas científicos, políticos. A Ética que vinha substituir a Moral, em nome de um mundo melhor, afinal veio só educar a população mundial para uma nova sociedade onde  a religião e a ciência se unem pela razão(Ordem e Progresso), contra as necessidades populares mundiais (Equidade Sustentável).

Deixamos um filme de Charlie Chaplin (1936): Tempos Modernos

“O Vagabundo” (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. É considerado uma forte crítica ao capitalismo, militarismo, liberalismo, conservadorismo, stalinismo, fascismo, nazismo e imperialismo, bem como uma crítica aos maus tratos que os empregados passaram a receber depois da Revolução Industrial. Nesse filme Chaplin quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja.

 

https://vimeo.com/46815391

“O Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” Charles Chaplin

“A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza.” Charles Chaplin

 

A Australis Oil and Gas anuncia uma secção de esclarecimento sobre as concessões e os furos que pretende realizar, contra a vontade da população local em Bajouca, Leiria, na ABAD ( Associação Bajouquence para o Desenvolvimento,  no dia 29 de Janeiro; Aparece: https://www.facebook.com/1290065464376525/photos/a.1305108956205509/1965617033488028/?type=3&theater&ifg=1

A Mentira Está em Ti

“Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?””Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?”

“Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.”

“Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti.”

Alberto Caeiro, in “O Guardador de Rebanhos – Poema X”
Heterónimo de Fernando Pessoa

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Furo Aljubarrota 4 ou 5!? Injectando a dependência!

MinistroPlataforma

Portugal acompanha a procura de petróleo a nível internacional desde o seu inicio ainda no séc XIX, deixando as maiores petrolíferas estudar o seu mar. O país pouco ou nada usufruiu desta fonte de energia até aos anos 40/50. A população em geral só depois do 25 de Abril teve aceso a combustível a granel ou capacidade para ter carro, e de gás natural só na dec de 80/90 (primeiro cliente Auto-Europa em 1997). Aos poucos o país foi-se modernizando, mas não sem se endividar economicamente e tecnologicamente, e hoje os credores continuam a procurar receber… Uma forma é a exploração dos recursos naturais: Mineração em terraDeep Sea Mining, exploração de energias fósseis, uso de terras para agricultura e criação de animais intensiva para exportação. A economia mundial precisa de novas formas de crescer, e para isso arrisca o decrescimento do bem estar económico, social e natural de áreas como a Zona Oeste e Algarve em Portugal e lugares semelhantes na Europa e no Mundo. 

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Anos 30                                                           Anos 2000

O discurso do primeiro ministro para 2019 não deixa dúvidas sobre o caminho de Portugal em relação à exploração dos seus recursos.

A Zona Oeste desde 1800 é estudada para a exploração de petróleo e gás. Alguns barris de petróleo chegaram a ser utilizados nas linhas férreas, e gás foi encontrado e queimado. O primeiro poço da companhia de petróleos de Portugal foi nos anos 30 em Torres Vedras. Os últimos furos na zona de Alcobaça e Porto de Mós (2000/2012). Apesar dos danos provados nas localidades de extracção, distribuição e armazenamento das energias fósseis nos países mais evoluídos como os EUA ou Canadá, das 2 dúzias de encontros climáticos que dão ferramentas cientificas/politicas e económicas para se parar de furar para petróleo ou gás, as petrolíferas e os governos mundiais (EUA, Rússia, Europa, China) continuam a investir e proteger a exploração de fontes de energia fóssil em nome da segurança energética e da economia mundial. 

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https://www.ieta.org/COP24 (Parceiros na COP24)

Antes do ano 2000 foi realizado o furo Aljubarrota 1, em Fanhais, Nazaré, O furo Aljubarrota 2 foi realizado em São Vicente, Aljubarrota tendo tido uma chama a arder por várias horas (flaring), o Aljubarrota 3 com 2,500 metros foi planeado para a Comeira, Porto de Mós. O furo na Quinta do Telheiro, Alcobaça (2012) pode ser considerado o furo 4. Estiveram 6 empresas no consorcio: Mohave, Desire Petroleum, El Paso, uma empresa inglesa (que não conseguimos encontrar o nome) e a Galp. Para 2019 a Australis Oil and Gas é nova petrolífera a desejar as reservas e quer o furo nr 5.
Em 2007 foram assinadas várias concessões na bacia Lusitânica, sendo uma delas a concessão de Aljubarrota, com vários furos realizados. Esta concessão estava ao lado das concessões S. Pedro Muel, Rio Maior e Cabo Mondego. A responsável foi a Mohave Oil (Porto Energy) com a colaboração da Galp.
Os trabalhos de prospecção na concessão foram realizados em Alpedriz e Fieis de Deus (Aljubarrota/Alcobaça) nos limites com a concessão Porto de Mós, onde foram realizados levantamentos geofísicos. As áreas de estudo foram Alpedriz, Valado dos Frades, Aljubarrota, Casais de Santa Teresa, Ataíja, Cadoiço, Montes e Cós, num raio de 160 km . Foram radiografados (levantamento geofísicos) km de subsolo a norte entre Alpedriz e Pedreiras e a sul entre Cela e Turquel. A Mohave realizou ainda vários trabalhos no local conhecido como Fiéis de Deus (concessão Aljubarrota) a oeste de Ataíja de Cima, entre a mata de Murtais, o Cadoiço e a Quinta do Mogo.

Em 2011 a empresa requereu autorização para realizar um furo no perímetro urbano de Alcobaça (Quinta do Telheiro). A autarquia via com bons olhos os trabalhos depois de receber uma carta da DGEG a relatar que vários poços foram realizados em cidades como Roterdão, Paris e Los Angeles respeitando elevados padrões ambientais.
Enquanto a Australis apresenta em 2018 o seu projecto para Portugal, na Holanda (Roterdão) o ministro da economia holandês Erik Wiebes anunciou que não iria autorizar o fracking no país. Salientou que o “Shale gas não será opção na Holanda”. Antes da Holanda, em 2017 o presidente francês Emmanuel Macron proibiu o fracking e toda a actividade do sector no país até 2040 (segundo a Agência Internacional de Energia, o shale gas europeu pode ficar no chão até 2050). Em 2014 o concelho da cidade de Los Angeles votava no fim do Fracking dentro dos limites da cidade. Estes exemplos da DGEG mostraram-se errados, como outros utilizados como desculpa para se iniciar a exploração. Quando da luta no Algarve foi lançado pelo representante da ENMC o exemplo da cidade de Aberdeen na Escócia como bom exemplo das actividades petrolíferas, como também já foi utilizada como exemplo para o governo de Moçambique, desmentido pelos locais.

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Mais a sul, em 2012 a Mohave preparava uma terceira sondagem em Torres Vedras, e ao mesmo tempo pretendia retomar a sondagem realizada em 2009 em Alenquer. A empresa já tinha realizado sondagens nas freguesias de São Pedro da Caveira e Ventosa, como pesquisas em Alenquer e Mafra.
A desculpa para os trabalhos foram as centenas de barris de petróleo extraídos em 2007, depois de estudados os projectos da Companhia Portuguesa de Petróleo nos anos 50, que na altura extraiu cerca de 15.000 barris, e os milhões investidos nos 18 anos de trabalhos da Mohave Oil e dos milhões que viria a investir. Hoje, como no anos 50 Portugal está à frente do bem estar da População. Segundo Rui Vieira, geólogo da Mohave, devido à crise e à dependência que o mundo moderno tem do petróleo: ” (…) temos de encarar este trabalho como um desígnio nacional”.
O desígnio nacional depois dos anos 50 mede-se pela capacidade de pagar a divida económica para com o Banco Mundial, que depois dos aos 80 aumenta com os empréstimos do FMI. A desculpa para a exploração em Portugal de gás ou petróleo é a dependência energética e a má situação económica.
A Mohave abandonou os trabalhos em Aljubarrota em 2012, depois de perfurar 3. 240 metros e encontrar uma coluna de gás de 300 metros abaixo coluna de sal (pós sal) sem quantidade comercial abriu falência.
Nesse mesmo ano Paulo Inácio, Presidente da Câmara de Alcobaça defendia haver condições para a empresa continuar os seus trabalhos no concelho para o “Bem da Nação”. A Mohave tinha pré-assinalados 110 km 2 dos 408 km que definem o concelho de Alcobaça.
Em 2015 o Estado português assinou 2 contractos de concessão, 1 com o nome de Pombal e outro com o nome de Batalha. E agora a empresa Australis pretende iniciar as perfurações em 2019. Os estudos mais avançados para exploração de gás e petróleo são na área de Aljubarrota, Alcobaça hoje com o nome de concessão da Batalha. Mas como podemos ver nos primeiros parágrafos toda a área das concessões já fui bastante estudada.
Mudam-se os nomes das empresas, os nomes das concessões, a profundidade dos furos, os milhões investidos, mas não se muda a intenção de lucrar com a exploração e contaminação dos meios naturais locais com muito poucos benefícios para a população local. 
Tudo isto foi realizado sem que a população no geral estivesse a par do que se procurava e do impacto da exploração. Hoje a população está atenta, requisita, procura e divulga informação, o que tem atrasado os trabalhos e anulado concessões por ilegalidades (como no caso da Portfuel no Algarve), pressão politica e económica ( como no offshore algarvio e Costa Vicentina).
Este final de ano tem sido jubilado com várias secções de informação, acções e tomadas de posição de cidadãos, aldeões, municípios e políticos, sendo criados vários grupos locais que assumem a luta na sua região.
Esta luta pode e deve ser ganha… Com a tua ajuda fica mais fácil… Colabora, Cria e Age!

Vão prometer mundos e fundos! Mas a verdade vai ser a mesma de sempre… Primeiro a economia mundial e suas necessidades, depois tu! 

Vários países como França, a Holanda, o Luxemburgo, a República Checa, a Bulgária e, mais recentemente a Roménia, já proibiram o Fracking. Zonas independentes como País Basco, Cantábria também. Na America do Sul, o México o presidente eleito anunciou o fim do fracking Porque continua Portugal a abrir portas a este tipo de investimento?

O contracto de concessão pode ser consultado Aqui:- Australis_Batalha 

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Australis Oil and Gas: Mais vale 2 pássaros na mão! Que 1 a Voar!?

Petrolífera apresenta dois furos em duas concessões na zona oeste e zona centro!

 

 

A Australis no segundo trimestre do ano apresentou 1 EIA (Estudo de Impacte Ambiental) para avaliação de um furo em Aljubarrota, que foi recusado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente) por não conseguir localizar a área exato do furo para estudar o caso. Mas em Setembro a Australis apresenta EIA’s para 2 furos nas concessões Batalha e Pombal em analise pela APA, mas só disponível para consulta publica desde do dia 7 de Novembro com possibilidade de participar com opinião e votar até ao dia 27 de Novembro. (Ver link das concessões acima)

A Austalis tem quase 2 meses de vantagem sobre nós, cidadão comum. Mas a indústria petrolífera na Zona Oeste e Centro tem 20 anos de vantagem devido aos contactos da Mohave Oil and Gas realizados durante os seus trabalhos na zona. Para complicar ainda mais a influencia da Partex Oil and Gas (outras das empresas que em 2007 assinaram contractos de concessão) em Portugal vem dos tempos da instalação da Fundação Gulbenkian (100% proprietária da Partex) no país. Todo este trabalho e influencia tem como recompensa declarações como as do Primeiro Ministro António Costa sobre o furo de Aljezur ao largo da Costa Vicentina.

A Austalis, como armadilha deixa 1 voar, para que fiquemos a olhar para o ar. E apanha dois enquanto todos olhamos as nuvens!

Em Setembro de 2018 a Australis lançou o seu relatório: First Half 2018 Financial Report (Relatório Financeiro da primeira metade de 2018) onde se refere aos dois furos, nas duas concessões.

  • Ainda em Julho a Agência Portuguesa do Ambiente tinha recusado os documentos da Australis para avaliação de impacte ambiental (EIA)
    • Em Setembro a empresa entrega os novos pedidos de EIA para 2 furos. Em menos de 3 meses conseguem preparar a apresentação de 2 estudos de Impacte ambiental? ( só apresentados dia 7 de Novembro aos cidadãos através da participação publica)

No dia 29 de Outubro 2018, dois dias antes da reunião com presidentes da câmara e representantes de ONG e grupos anti petróleo, a Australis Oil and Gas faz uma apresentação aos investidores.

  • Sobre Portugal salienta que existem dois contingentes (que pode ou não existir ou acontecer. = EVENTUAL, INCERTO) de recursos 2C (com grande probabilidade) de 458 Bcf ( cerca de 13 mil milhões m3)
  • Avaliação de uma “basin centred gas play” na formação Lias Jurassic no pós sal.
    • Basin centered gas systems são um dos sistemas potencialmente mais importante da economia do gás não convencional no mundo (AAPG Wiki)

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Programa de Trabalhos

No programa de trabalhos propostos apresentam o ponto: “perfurar e testar descobertas de gás com um poço vertical”.

  • Não se referem, como na apresentação realizada no dia 31 de Outubro, à perfuração horizontal com cerca de 0,5 km.
  • Perfurar e retirar parte da rocha reservatório (core) na Lower Jurrasic na concessão Pombal, na freguesia de Bajouca, distrito de Leiria.

A Australis “completou um numero de estudos de engenharia para rever os dados históricos e estabelecer a base técnica”Resultado de imagem para lowerjurassic bacia lusitanica

  • Não deve ter sido tão difícil. Todos os dados estavam com Patrick Monteleone ex presidente da Mohave Oil and Gas, que esteve nos quadros da Australis, como responsável pelos trabalhos em Portugal.
    • A Mohave esteve em Portugal desde 1998, até abandonar os trabalhos em Aljubarrota em 2012. A Mohave, responsável por todos os dados registrados abriu falência. E Monteleone aparece na Australis quando da sua apresentação no site da empresa. Agora não o encontramos.
    • Mas quem está hoje nos quadros da Australis como director financeiro é Graham Downland ex director executivo da Hardman Resources que liderou a assinatura de um contracto de prospeção em águas profundas na costa vicentina, com a participação da Partex Oil and Gas e da Galp).

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      No final de 2017 a Australis iniciou com as autoridades ambientais do governo português uma colaboração para se criar regulação legislativa recente”
  • Quem são as autoridades ambientais a que se refere a Australis?
  • Porque precisa Portugal de uma legislação recente?
  • A recomendação de legislação recente foi criada em 2014 pela Comissão Europeia no dia 22-01-2014, relativa a princípios mínimos para a exploração e a produção de hidrocarbonetos (designadamente gás de xisto) mediante Fracturação Hidráulica (2014/70/EU)
  • Seguindo a recomendação da Comissão Europeia, a ENMC em 2014 comunicava que: “No âmbito da recomendação relativa a princípios mínimos para a exploração e a produção de hidrocarbonetos (designadamente gás de xisto) mediante fracturação Hidráulica maciça, informa-se que:
    • Foi estabelecido um grupo de trabalho para a preparação de um documento de práticas recomendadas a serem seguidas durante as actividades de pesquisa/produção de “gás de xisto”.
      • É neste grupo que está a Australis Oil and Gas?
      • Quem são os elementos deste grupo?
  • Em Janeiro de 2016 a ENMC numa apresentação em Faro sobre as explorações de hidrocarbonetos assinala que: “Não está previsto qualquer projeto com recurso a métodos não-convencionais, nomeadamente através de fracturação hidráulica, estando o concessionário ainda na fase de prospeção e pesquisa”
    • Este final de paragrafo assinala bem as intenções finais da Australis. Na altura de explorar, Fracking a bombar.
  • No jornal do- Baixo Guadiana do dia 01/01/2016 é salientado que Paulo Carmona da ENMC apontava 2020 como data provável do inicio da exploração petrolífera.

Operações Planeadas

O poço será furado verticalmente até aos 2,900metros, depois será desviado e perfurado na horizontal aproximadamente 500 metros para ser testado a afluência de gás com potencial comercial.

  • A Australis aqui desmente a informação dada no inicio da apresentação sobre os programas de Trabalho ao adicionar a perfuração horizontal na abertura do furo (poço).

O poço de exploração na concessão de Pombal será furado verticalmente e pretende atingir a área jurássica similar à da Batalha, mas mais fundo, onde as condições podem ser mais favoráveis ao fluir do gás. Em caso de sucesso, um programa similar será seguido para a concessão da Batalha”

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Partilhamos este Mapa para que não se esqueça o que está em jogo. Um poço em extração, vai voltar a atrair novos investidores para as concessões abandonadas, mas não anuladas. Chamamos a atenção para a concessão em amarelo ( concessão Cadaval) que esteve nos planos da Australis, mas ficou de fora. É importante porque um estudo do IST em 2014 (pag 15) apontavam a área como a mais rica em hidrocarbonetos (Shale gas).
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Australis Oil and Gas. Mito ou Realidade?

No dia 31 de Outubro, a nova e única petrolífera activa no terreno em Portugal: a Australis Oil and Gas, convidou presidentes de câmara e algumas ONG ambientalistas a actuar na região para apresentar os dois projectos de prospeção de gás natural na Zona Oeste e Zona centro. Mais uma vez o cidadão comum ficou de fora das informações sobre algo que o vai afectar directamente. Alguns activistas e cidadãos activos compareceram em frente ao Hotel onde se efetuou o encontro, e alguns grupos contra a exploração de gás e petróleo em Portugal conseguiram representar-se com um elemento na apresentação…

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Ficou no ar um evento aberto à população para o final do mês… a ver!

Mas o que é? Quem é a Australis Oil and Gas? O que deixaram para trás estes profissionais, por onde trabalharam?

Como estão hoje as áreas onde tudo foi “realizado dentro das leis e utilizando as melhores práticas na indústria?”

AUSTRALIS OIL AND GAS

A Australis é um grupo de investidores na indústria petrolífera, que utiliza empréstimos bancários, política e “problemas humanitários/desenvolvimento” como modo de ganhar dinheiro. No mundo do comércio livre e na livre circulação física e burocrática de empresas, sustentam-se deixando quintas, aldeias, povos sem possibilidade de o fazer. Para se perceber como podem deixar o Oeste/Centro de Portugal, conheçam a área, os impactos e o que foi deixado para trás pelos dirigentes da Australis, ao venderem os activos da Aurora Oil and Gas e ao ajudar na transição da indústria petrolífera para o séc XXI. O seu trabalho não é melhorar a vida social local, mas sim trabalhar para defender a indústria petrolífera a indústria de energia e seus interesses.

A Australis Oil and Gas foi criada em 2014 por antigos diretores da Aurora Oil and Gas Limited . Em 2016 mudou o nome para Australis Europe Pty Ltd (APL).

Em 2015 – ano da assinatura das concessões Pombal e Batalha entre a Australis e o Governo Português- vária empresas petrolíferas abandonavam os seus trabalhos na TMS (Tuscaloosa Marine Shale), concentrando-se noutros lugares do EUA ou no mundo devido à queda do preço do crude de 100 dólares para 45 dólares o barril na bolsa americana, que ponha o preço do Gás de Xisto (Shale Gas) e do Oil Shale acerca de 70 dólares por barril equivalente, muito abaixo dos 85 dólares calculados pelas empresas como preço mínimo para arriscar investimento. Todas esperam a subida do preço do crude para voltar aos trabalhos de perfuração. A Australis veio para Portugal. Em Portugal tem um contracto de concessão por 8 anos iniciado em 2015 com uma extensão de 620.000 acres contínuos divididos em 2 concessões com os nomes de Pombal e Batalha.

 

Deposito de Gás de Xisto na Tuscaloosa Marine ShaleLuisiana e Missipipi

A Australis está no centro da TMS, a ultima bacia de oil shale a emergir nos EUA, comparada à Eagle Ford Shale no Texas. A empresa detêm 110.000 net acres, tornando-a a maior detentora de área concessionada e portanto a maior produtora, com 31 poços de produção geradores de riqueza. Estes 31 poços fazem parte dos 80 poços horizontais perfurados para delinear a área mais rica. Dos 31 poços da Australis, os mais recentes foram perfurados na melhor área em 2014, essa área é partilhada por 50 poços, alguns de outras empresas. Em 2016 e 2017 a Australis continuava a realizar aquisições. Em Setembro de 2018 dos 110.000 net acres, só 28,500 estavam definidos para produção, estando os restantes 81,500 ainda sem desenvolvimento.

PARA TRÁS: Resultado de imagem para eagle ford shale fracking impact

Aurora Oil and Gas

Vendida à canadiana Baytex Energy Corp por 1,8 biliões de dólares, que comprou até a divida de mais de 700.000 dólares da Aurora, com o objetivo de poder trabalhar no Sugarkane Field na formação Eagle Ford Shale, Texas. O negócio foi agraciado por James Bullen do banco Merril Lynch, adquirido pelo Banco da América em 2008. Foi a Segunda maior aquisição da Baytex nos seus 20 anos de história e também um pé de entrada no emergente negócio do petróleo leve (Light oil) da Bakken Shalefield em North Dakota. A Baytex terá o apoio financeiro do Scotiab Bank e da RBC Capital markets, e a Australis é aconselhada pelo Credit Suisse e a Goldman Sachs.

Eagle Ford Shale

A Eagle Ford Shale é mencionada várias vezes, como um produto de venda e valor comercial, com orgulho financeiro pelas empresas. Mas o que deixam para trás? Nos locais de exploração!

A Eagle Ford Shale tem 644 km de comprimento e 80 km de largura de rocha sedimentar geradora de hidrocarbonetos. Já foram furados mais de 7.000 poços de gás e petróleo desde 2008 com mais 5,500 aprovados. As concessões em Portugal tem 2,5091km2.

Considerado pela indústria como a “maior área de desenvolvimento da economia do mundo”, é uma das zonas mais pobres dos EUA. Jim Morris do The Center for Public Integrity defende que a razão pela qual a indústria petrolífera faz o que lhe apetece, é porque este tipo de desenvolvimento não é realizado perto das grandes cidades. É realizado em zonas rurais, em lugares que muita gente não vai, nem quer ir.

Quem pode não lá ir, mas investe, são 42 dos 181 legisladores texanos, responsáveis pelas leis de exploração de petróleo e gás, com interesses financeiros directos na exploração da Eagle Ford Shale no valor de 10 milhões de dólares, segundo um estudo de Dave Hasemyer do InsideClimate News

Lynn e Shelby Buehring

Quem lá vive são pessoas como Lynn Buehring e o seu marido Shelby. Lynn vive com o seu marido na casa onde nasceu e onde queria viver em paz na sua reforma, rodeada por um mundo calmo só quebrado por uma tempestade ocasional. Era assim em Karnes County, sul do Texas. Mas o plano está estragado porque a sua casa fica no epicentro de uma das maiores e ainda pouco publicitada área de boom de gás e petróleo, com mais de 50 poços perfurados a menos de 3,5 km de sua casa, os seus momentos sentados no alpendre chegaram ao fim.

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Acredito que se são anti petróleo e anti gás, são anti-texas! Harvey Hilderbran, Republicano representante Estatal do Texas.

Depois de 23 anos a viver no sul do Texas, o casal pensa procurar um novo lugar para viver, longe dos fumos, cheiros e tráfego do boom da Eagle Ford Shale. Uma medida de ultimo recurso, ditada pela deterioração da sua saúde e das tentativas falhadas de obter ajuda dos reguladores e instituições estatais.

Não somos anti perfuração. A minha queixa é que precisam de o fazer de modo responsável… está a causar muitos problemas médicos, e não posso aceitar. “ Lynn – 58anos

Os sintomas dos Buehrings começaram quando as torres de perfuração chegaram em 2011. A sua asma (de Lynn) piorou, passou de uma coisa sazonal fácil de controlar. ao ponto de necessitar de duas bombas inaladoras e frequente uso de uma máquina de respirar. Desenvolveu dores de peito, enjoos, fadiga constante e extrema sensibilidade aos cheiros. Em 2014 existiam 57 poços e nove instalações de processamento num raio de 3km da casa do casal. Estas instalações tem autorização do estado para emitir centenas de toneladas de poluentes do ar por ano, incluindo benzeno, Metanal e Sulfeto de hidrogênio.

Amber, Fred Lyssy, Mirabelle and Brothers

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Amber e Fred Lyssy e os seus e filhxs eram donos de uma quinta orgânica com 564 acres perto de Florescille, Texas. Empresas de Fracking colocaram poços de extração mesmos ao lado da cerca da sua quinta. Com a indústria petrolífera como vizinha o seu sonho de vida saudável, calmo e com futuro para as gerações futuras acabaram, devido à contaminação do ar e da água.

Para saberes mais sobre Fracking e Eagle Ford Shale podes ver este documentário realizado depois de 8 meses de investigação e entrevistas (as possíveis) Fracking the Eagle Ford Shale: Big Oil and Bad Air on the Texas Prairie

Bakken Formation

Formação Rochosa com 520.000 km2 no sobsolo de partes de Montana, North Dakota, Saskatchewan e Manitoba. A aplicação da Fracturação Hidráulica e Perfuração Horizontal causou o boom da produção na Bakken Formation em 2000. Em 2010 a produção de petróleo era tanta que os gasodutos não chegavam, uma das soluções era enviar por comboio, o que trouxe muita preocupação devido à alta volatilidade dos produtos transportados, principalmente depois do acidente em 2013, conhecido como Lac- Mégantic rail disaster, quando um comboio que transportava petróleo de Bakken, North Dakota para a refinaria Irving Oil Refinery, explodiu no centro da cidade e matou 47 pessoas.

Resultado de imagem para Lac- Mégantic rail disaster,

Viewfield Oil Field

Quando se descobriu o Viewfield Oil Field em Saskatchewan em 2004, a técnica de Fracturação Hidráulica e Perfuração Horizontal foram utilizadas massivamente, em 2012 retirava das rochas 11.000m3 de petróleo por dia. Na Bakken Formation em Manibota retiram-se cerca de 300m3 por dia.

North Dakota

Tornou-se o segundo maior produtor de petróleo dos EUA nos últimos 10 anos depois do fracking boom na Bakken Shale. Já existem dezenas de milhares de oleodutos em North Dakota e esperam-se a construção de mais 36.000. Os oleodutos também podem transportar gás e águas tóxicas retiradas da perfuração e exploração.

Em 2015 um oleoduto esteve até ser descoberto, cerca de 3 meses, a verter milhões de litros de gallons- 1 gallon são 3,7 litros- de água tóxica em Blacktail Creek, a poucas milhas de Williston, North Dakota. Muita da qual foi parar aos rios Little Muddy e Missouri. O oleoduto não tinha 2 anos.

Dakota Acess Pipeline (DAPL)

Tambem conhecido como Bakken pipeline é um oleoduto com 1,886km que se inicia na Bakken formation (local de exploração) até a um terminal de petróleo perto de Patoka, Illinois,passando pelo South Dakota e Iowa. O projecto bilionário foi apresentado em 2014, e a sua construção foi iniciada em 2016 e completado em 2017.

#NODAPL

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Em 2016 os indígenas locais iniciaram uma reação contra a invasão de North Dakota pela Indústria petrolífera tentando parar a construção do DAPL e os planos da Energy Transfer Partners, empresa responsável pelo projecto.

O projecto ameaça os rios Missouri e Missipipi e o Lake Oahe perto da Standing Rock Indian Reservation. A Nativa americana, LaDonna Brave Bull Allard, anciã Sioux organizou um acampamento pela preservação cultural e resistência espiritual ao oleoduto, conhecido como Sacred Stone Camp. Milhares de pessoas concentraram-se durante todo o Verão no local. Foi organizado outro campo : Acampamento Očhéthi Šakówiŋ- Nome na língua materna para Great Sioux Nation ou Seven Fires Council. Membros tribais que participaram neste acampamento também estiveram na oposição ao Keystone XL.

Junto a estes acampamentos criou-se também o grupo de jovens indígenas: Rezpect Our Water e o grupo: The International Indigenous Youth Council.

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O acampamento foi decidido depois de 2 anos de burocracias e reuniões que não pararam as máquinas que apareceram em grande em 2016 para realizar o seu trabalho rejeitado pelas comunidades indígenas desde o inicio. Pode não ter parado o oleoduto, mas parou a passividade em milhares de pessoas.

Sugarkane field

Em 2010 a Netherland, Sewell & Associates, inc. concluiu um estudo que aprovava a avaliação das reservas de gás e petróleo provadas realizada pela Aurora Oil and Gas.

Para onde vai o Gás?

A Corpus Christi Liquefaction, uma subsidiaria da Chenier Energy, iniciou em 2015 a construção da infraestrutura Christy Liquefaction (CCL) no Texas, a 60km da Eagle Ford Shale, para o tratamento de gás para exportação, como GNL (Gás Natural Liquefeito) para a Europa.

Os clientes da Chenier Energy são a: Enel Group, Iberdrola, PT Pertamina (Persero), Endesa, Woodside Energy Trading Singapura, Gás Natural Fenosa, Central EL Campesino, Électricité de France (EDF), Energias de Portugal (EDP). Os contractos são válidos por 20 anos, com possível extensão por 10 anos. O fornecimento será assegurado pelo Kinder Morgan Texas Pipeline e Tenesse Gas Pipeline (TGP).

Voltando à Australis!

O único impacto previsto pela empresa é o barulho e o tráfego de camiões.

Segundo a própria num documento distribuído a municípios e ONG num encontro promovido pela Australis “haverá alguns curtos períodos de tráfego de camiões (…)”

Deixamos aqui o exemplo de Eagle Ford.

Transportation Impacts of Fracking in the Eagle Ford Shale Development in Rural South Texas: Perceptions of Local Government Officials

http://journals.brandonu.ca/jrcd/article/view/1181

Este estudo explora o impacto das infraestruturas de transporte e assuntos de transporte associados com o boom do petróleo e gás na região rural de Eagle Ford. Recolhendo dados sobre acidentes, apresentamos uma descrição do impacto do fracking nas áreas abrangidas no projecto de exploração de não convencionais. Os desastres entre 2009-2013 aumentaram 26%. Mortes e ferimentos graves aumentaram 49%. Os municípios estão com grandes dificuldades em resolver o aumento do sistema de transporte devido ao fracking incluindo congestionamentos, deterioramento das estradas e aumento de custo de manutenção.

No  documento partilhado com os participantes no encontro dia 31 de Outubro,a Australis descreve as concessões em vários pontos.

No ponto 2 sobre Recursos de Gás apresenta números:

  • 13 mil milhões m3de gás – este nr é uma estimativa não comprovada. Uma estimativa como a do PIB nacional em 2020. Um numero para as Bolsas econômicas, investidores de alto risco, bancos e debate político.
  • 6.15 mil milhões m3 em 2018 era o valor estimado de gás utilizado em Portugal. Estas duas concessões dizem oferecer 2 anos de gás a Portugal.
  • Em Direção à Independência Energética” – Sendo que estas duas estimativas das reservas só dariam para dois anos. Para Portugal ser independente energeticamente por 10 anos quantas concessões necessitaríamos?
    • Sendo Portugal parte da União Europeia, e sendo o projecto de independência energética um projecto europeu, qual a percentagem degás que Portugal vai enviar para outros países Europeus? Portugal tem o dever de o guardar para emergências energéticas ou econômicas Europeias?
    • A Gás poderá servir para “baixar a divida” à Troika?
    • Qual a estimativa para o preço do gás ao cidadão comum?

Ponto 3

Plano de operações:

  • “Perfurar e testar as ocorrências de gás na Batalha com um poço horizontal”

    • Pela primeira vez a discussão se é petróleo ou gás está inequivocamente desfeita no documento apresentado pela Australis que no inicio do ano (2018) nos documentos para estudo de impacto ambiental do furo de Aljubarrota falava em Hidrocarbonetos, deixando a discussão se seria gás ou petróleo.
    • A outra era se iriam utilizar a técnica de Fracturação Hidráulica (Fracking). Continuam a dizer que não vão usar Fracturação Hidráulica. Hoje talvez, e no futuro?
      • A Australis fala em “perfurar e testar as ocorrências de gás com um poço horizontal de pequena extensão”. O poço horizontal é o primeiro passo para a fracturação hidráulica. O segundo é injectar toneladas de areia e milhares de litros de água a alta pressão para fazer estalar a rocha. E o terceiro passo é injectar químicos para libertar e facilitar o fluir do gás pelo poço.
      • Existe o plano de introduzir os seguintes passos nas fases seguintes?
      • Se não. Qual a intenção do poço horizontal? Só utilizado quando é necessária a Fracturação Hidraulica.
      • O que é um poço horizontal de pequena e grande extensão?
      • Qual a profundidade a que pretendem ir na formação de Lemede, Leiria, na concessão Pombal?
  • Serão desenvolvidas instalações de produção de gás em conformidade com a lei e o aprovado pelo governo”.
    • Qual a diferença das instalações de produção e das de prospecção?
    • Em Portugal as únicas reservas de gás e petróleo reconhecidas como economicamente viáveis são de fontes não convencionais como o Tigh Oil (petróleo leve) e Shale Gas ( Gás de Xisto). Ambos necessitam de técnicas não convencionais de extração como o Fracking, para serem economicamente atraentes.Que leis existem sobre o Fracking em Portugal?
    • Infraestruturas como gasodutos, estações de compressão, lagoas a céu aberto ou tanques de condensação para as águas contaminadas, locais de tratamento de químicos perigosos são considerados “instalações de produção” ?

Australis e a Comunidade

Ponto 1

  • Criação de emprego
  • Dados resumidos depois de se ver o documentário Gaswork
    • No dia a dia de um poço comum de Fracking cerca de 170 trabalhadores estão expostos a químicos nocivos. A morte no trabalho é 7 vezes mais alta que para outros trabalhadores industriais
    • A exposição dos motoristas a compostos orgânicos voláteis durante o transporte sem as condições de segurança, causa acidentes.
    • Os trabalhadores sofrem de dores no peito, irritações dolorosas na pele e desordens neurológicas.
    • 47% dos trabalhadores em 11 poços estavam expostos a níveis de pó fino de silício 10 vezes mais do que o nível aceite
    • Muitos sofrem de cancro do pulmão por inalar areia fina utilizada como probante no Fracking
    • 80% dos trabalhadores estão expostos a níveis de benzeno muito acima das 0.1 partes por milhão

Ponto 2

Estudo de Impacte Ambiental (EIA)

  • O primeiro estudo para o furo de Aljubarrota foi recusado pela Agencia Portuguesa do Ambiente à poucos meses atrás.
  • A Australis não cumpriu com o compromisso de diálogo pró-activo e aberto com a comunidade, ao avançar com 3 EIA em um ano e nunca ter realizado uma secção com as populações locais desde 2015…
  • Se a Australis submeteu os trabalhos para os dois furos para um EIA, onde está a participação publica? Onde pode o cidadão comum consultá-lo?

Ponto 4

Operadora Responsável

“Supervisão de trabalhos de pesquisa e exploração em países como África, China, Filipinas e EUA.”

  • Nos anos 80 começou-se a divulgar massivamente o impacto das petrolíferas nas comunidades locais.
    • Em África, a violação dos direitos humanos é tradição secular. Nos anos 90, a exploração de petróleo provocou a morte de lideres tribais e violência sobre as tribos na Nigéria
    • Em 1990 os indígenas criaram a MOSOP ( The Movement for Survival of Ogoni People) para se defenderem da SPDC (Shell Petroleum Development Company).
    • Iniciaram-se massivos protestos contra a poluição e pobreza. O exercito reagiu com extrema violência.
    • Em 1995 o governo Nigeriano executa, por enforcamento 9 activistas Ogoni, incluindo Ken Saro-Wiwa

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  • China
    • A pegada ecológica da China aumentou dramaticamente nos últimos 15 anos e ultrapassou a dos EUA. A China é agora a nação com a maior pegada ecológica do mundo.
  • Filipinas
    • Em 2006 um derrame perto de Nueva Valencia, em Guimaras, Filipinas conhecido como MT Solar I provocou várias doenças em 25 adultos e 4 crianças devido à elevada quantidade de sulfeto de hidrogénio no ar excedendo o recomendado pela US- Environmental Protection Agency Provisional Remediation Goal (EPA-PRG).
    • 40.000 pessoas dependentes do mar para sustento ficaram sem recursos devido ao derrame
    • Em 2013 a Manila Bay nas Filipinas foi contaminada com um derrame de 500 mil litros de diesel, derramado na via marítima mais movimentada das águas filipinas.
    • Várias pessoas foram parar ao hospital devido ao fumo libertado pela mancha diesel.
    • Foram contaminados 20 km de costa
    • “O diesel não é persistente e irá dispersar facilmente, portanto não existe perigo para o ambiente e comunidade local.” Commodore Joel Garcia

EUA

Titulo de artigo da revista Times; Março 2018:

A ‘Major Second Wave’ of U.S. Fracking Is About to Be Unlea

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Foto: Área de Fracking na Pensilvânia. (cada área mais clara é um poço)

  • A Agência Internacional de Energia (IEA) aponta que a produção de petróleo nos EUA dá para cobrir 80% do mercado global petrolífero nos próximos 3 anos. Espera-se que a produção de petróleo nos EUA aumente 30% (17 milhões de barril por dia) em 2023, com o aumento da produção através de fracking no Oeste Texano
  • Donald Trump como presidente disse ser o salvador da industria do petróleo e do gás. E cedeu terras federais para a exploração do gás e petróleo.
  • O presidente Obama apresentou a estratégia “all-of-the-above” para o sec XXI para o desenvolvimento de toda a fonte de energia made in america
  • Sob a sua política “all of the above”e depois do Deepwater Horizon Spill, Obama aprovou um nr recorde de plataformas offshore. Disse “ mais trabalho de extração de gás e petróleo que no resto do mundo todo junto.”
  • Cedeu terras publicas para a exploração de gás e petróleo
  • Aprovou perfurações no Ártico
  • E aprovou uma parte do Keystone XL para transportar as areias betuminosas canadianas (Tar Sands)

Numa Shale Revolution mundial, nenhum país é uma ilha”. “Todos serão afectados”. Fatih Birol, director Agência Internacional de Energia.

Nós pouco podemos fazer para alterar o nosso modo de vida, ou a nossa dependência da industria petrolífera , mas podemos e devemos enfrentar o avanço das fontes de energia fóssil não convencional para que as gerações do séc XXI não tenham de coexistir com a industria petrolífera e todos os problemas sociais intrínsecos. E para tal não é só impedir poços perto de nós, mas impedir perto de toda e qualquer família pelo mundo! Se hoje podemos assistir a um poço de gás ou petróleo ao lado de nossa casa, ficar com a água contaminada e o que respiramos nocivo é porque ignorámos os apelos de outras famílias durante décadas, transformado em silencio pelo nosso conforto, bem estar e liberdade.

Não é só o Ar que é de todos!

A Solidariedade, a Natureza e o ser filho ou filha também…!

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Concessões Petrolíferas! Cancelamento ou Renovação?

Final de 2017

Em Novembro deste ano a ultima das concessões offshore na bacia de Peniche deixou de estar assinalada no mapa da ENMC (Entidade Nacional de Mercado de Combustíveis), vindo-se juntar às outras 3 já abandonadas em Julho. Todas as explorações offshore tinham em comum a Galp, Partex Oil and Gas ou Petrobras. As razões apresentadas pela petrolífera foram a baixa rentabilidade do projecto devido à dimensão das reservas encontradas que já levavam um investimento de 22 milhões de euros em 10 anos. A Galp abandonou, mas o Estado não anulou a possibilidade de outra petrolífera poder assinar outros contractos. A Galp segue os passos da Petrobras, a primeira a abandonar as concessões offshore em Portugal, a Petrobras como política de investimento, tem como um dos passos o abandono de todas as concessões onde participa pelo mundo para se concentrar no pré sal brasileiro, onde a Galp também está a investir sendo parceira da Petrobras em locais como a Amazônia. Quem sabe quando ganharem bom dinheiro no Brasil, voltem a investir em Portugal? Não eram os primeiros!

Mas Peniche não está livre da indústria do Petróleo. Além de toda dependência que todas as cidades têm das energias fósseis, não fica bem do lado do Estado através do programa Cluster do Mar e da câmara aceitarem um acordo para o alargamento da área dos estaleiros navais da cidade para mais 20 hectares, inseridos no plano de melhoramentos para a construção de plataformas petrolíferas, plataformas de gás… e da energia das ondas. O autarca local (PCP) reconhece que estas obras serão um passo para o estaleiro iniciar as estruturas para exploração de gás e petróleo. A câmara propôs oferecer mais 2 hectares de terreno em troca de obras na praia do Molhe Leste. O estaleiro pertence à Oxi capital, tendo como parceiro a AMAL – Construções Metálicas, esta é a linha da multinacional:

““Assegurar uma resposta competente e competitiva às solicitações dos mercados Nacional e Internacional da Metalomecânica de apoio à indústria nomeadamente à industria Petrolífera.”

A AMAL tem como clientes as principais petrolíferas do mundo.

Também o abandono das concessões no onshore do sul da Zona Oeste não é tão simples e claro. Com todo o conhecimento adquirido durante cerca de 20 anos de Estudo do sobsolo português pela Mohave Oil and Gas, qualquer petrolífera que assinar contracto nessas áreas não demorará muito a iniciar a exploração comercial. A Australis defende que na área do Cadaval (área com mais probalidades juntamente com o Bombarral de se iniciar a exploração de gás de xisto) em 3 anos depois do inicio da perfuração se poderia a iniciar a exploração.  A Mohave Oil and Gas foi criada em 1993 por Patric Monteleone, que agora é responsável pelo projecto de exploração em Portugal na Australis Oil and Gas Limited. A Mohave Oil and Gas abandonou Portugal em 2012 abrindo insolvência.

Em 2015 a Australis assina 2 contractos de concessão na zona oeste com 620.000 acres (1. 0258km) com o nome de Pombal e Batalha. A área de Pombal é para novos horizontes, mas a concessão da Batalha apanha áreas já estudas, o que leva crer que esperam iniciar no final dos 8 anos de contracto para prospeção a tão esperada exploração de gás natural através da técnica de perfuração horizontal e fracturação hidráulica. Os municípios abrangidos são Caldas da Rainha, Rio Maior, Alcobaça, Nazaré, Porto de Mós, Santarém, Leiria, Marinha Grande, Batalha, Pombal e Soure.

Caldas da Rainha, Rio Maior e Alcobaça já tiveram concessões com os seus nomes. A Serra do Bouro, Nazaré e Rio Maior foram áreas estudadas em 2010 para armazenamento subterrâneo de gás natural.

Na Zona de Pombal fora a intenção de se estudar a possibilidade de extração, a estação de Carriço é uma das infraestruturas a serem ampliadas para aumentar a sua capacidade de armazenamento de gás natural seja de extração local ou de importação e transporte do gás através de mais gasodutos, estações de compressão, etc… para toda a Europa, com todo o impacto ambiental e social local e mundial. Todo isto junto é assinar uma vida insustentável.

Existe ainda a concessão do Cadaval, que a Australis chegou a ter nos seus planos, não chegando a assinar um contracto! Mas está lá… Esperando pelo progresso.

Inicio de 2017

 

 

 

Batalha e Gás de xisto

No final de Setembro de 2015 a ENMC em representação do Estado assinou um contrato de concessão petrolífera com Ian Lincoln Lusted em representação da Australis Oil & Gas Portugal, com sede em Lisboa. Em 2017 a empresa iniciará estudos geológicos e geoquímicos , para em 2020 iniciar as primeiras sondagens (perfurações) que seguirão até aproximadamente 2030, onde terá de iniciar a fase de produção, que terá um prazo de 25 anos.

No contracto está especificamente um ponto que se refere a leis para a utilização de técnicas de fracturação hidráulica, e que a única possibilidade de utilização ´uma lei internacional que elimine a lei portuguesa que a poderá proibir (Para isso as corporações contam com o contracto comercial: TTIP).

Passados 5 anos da data da aprovação de cada plano geral para a produção de petróleo, a concessionária terá de terminar a demarcação dos blocos petrolíferos onde exista evidência de hidrocarbonetos. Perto do Final o contacto específica: “ A concessionária assume total responsabilidade por perdas e danos e pelos demais riscos associados á sua actividade, não existindo qualquer responsabilidade do Estado (…)”

A corporação pode entrar em incumprimento das obrigações contractuais ou atrasar os trabalhos, no todo ou em parte se for causado por “Forças Maiores”.  As forças maiores identificadas pelo estado e pela corporação são: actos de guerra, actos de terrorismo, , tumultos, rebeliões ou revoltas civis, terramotos, tempestades ou catastofres naturais, explosões, incêndios ou expropriações, nacionalizações, interferência das autoridades governamentais e ainda greves nacionais ou ragionais ou conflitos laborais ( oficiais ou não). Se os motivos de “Força Maior”  durarem mais de 15 dias consecutivos, as Partes reunir-se-ão imediatamente para acordarem nas medidas a serem tomadas para a remoção da causa de Força Maior. Se o prazo dos trabalhos iniciais atingirem os 3 meses consecutivos, a Concessionária poderá anular o contracto por falta de condições para cumprir as suas obrigações.

O Estado vai receber 15 euros por km2 durante os 3 primeiros anos; durante o restante tempo do peridodo inicial 30 euros por km2, na fase de produção 100 euros por km2.

A ENMC proíbe a Concessionária, bem como todas os que trabalham com ela a divulgar dados. Terá de  manter confidencial todos os dados e elementos de informação obtidos no decurso das suas actividades, não podendo transmitir a terceiros sem autorização prévia. Excepto quando obrigada por lei, por regras de bolsa de valores, para efeitos de auditoria com vista a participação nas concessões ou transações a serem celebradas com a concessionária. Os dados são confidenciais por 5 anos.

No caso de produção a Concessionária em caso de produção de gás natural, terá de pagar à ENMC, por campo petrolífero:

3% dos primeiros 5 milhões de barris de petróleo equivalente comercializados. (1 barril de petróleo equivalente são: 6000 pés cúbicos de gás= a um barril de petróleo liquido)

6% dos 5 milhões de barris seguintes comercializados

8% dos restantes barris comercializados.

A única responsável em fiscalizar os trabalhos é a ENMC.

Em Dezembro a ENMC reunio com as 12  câmaras do Concelho de Batalha e Pombal para informação e cordenação.

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