Arquivo da categoria: África Oil

Barreiro (Mohave oil nad gas), Nigéria ( Bolad Energy), Petroleo e Gás… Oracle (Canadá)

Barreiro, Nigéria, Mohave Oil e gás natural!

A Direção Geral de Energia e Geologia acaba de assinar um contrato de prospeção e pesquisa de gás natural e petróleo em todo o distrito de Setúbal, com a empresa canadiana Oracle Energy Corporation. O Barreiro é o ponto de partida.

133780234_640A concessão estende-se a todos os concelhos do distrito de Setúbal mas, numa fase inicial, vai centrar-se no Barreiro. É um contrato válido por oito anos e representa um investimento de 15 milhões de euros.

subsidiária EXON-MOBIL
http://www.oracleenergy.com/s/Management.asp
http://www.oracleenergy.com/i/pdf/Bolad.pdf

Em Fevereiro de 2013, a Oracle anuncia que a Direção Geral de Energia e Geologia, agência do ministério português da Economia e Trabalho, lhe concedeu uma concessão de petróleo e gás no Barreiro, na bacia Lusitânia. A nova conceção prevê uma exploração de 8 anos, a expirar em 2021. A nova conceção é 95% on shore uma área aproximadamente 211,275 acres (855 km).

Nos últimos 5 anos existe um interesse renovado no petróleo e gás em Portugal tanto em on shore (terra) como offshore (mar). Estudos e perfurações confirmam a existência de 2 sistemas petroliferos e 3 explorações significantes: O Triassic Pre-Salt, a Liassic (lower Jurassic) fonte não convencional e Upper Jurassic reefs. Da avaliação dos dados existentes sobre a área a Oracle espera que todos estes 3 se encontrem na nova conceção. Portugal esta relativamente pouco explorado, tem excelentes atrativos fiscais e já tem acesso ao mercado premium Europeu.

A Mohave Oil and Gas Corporation, acordou trabalhar com a Oracle para oferecer o seu conhecimento das técnicas potenciais para a nova conceção. A Mohave tem interesses de trabalho em quase 1,72 milhões de acres (7,000 km quadrados) na base norte da nova conceção da Oracle. A Mohave recentemente completou perfurações e abriu 23 poços como parte inicial da exploração não convencional. Enquanto analises geoquímica desses poços continuam com resultados positivos, os estudos continuam.

A Mohave também perfurou o seu primeiro pré sal, a uma profundidade total de 3,240 metros. O poço encontrou uma coluna de gás a 300 metros aprisionada debaixo de sal, e penetrou aproximadamente 50 net metros de areia com boas propriedades de reserva. Apesar de não serem suficientes para comercializar com sucesso, mostrou que se pode trabalhar em pré sal em Portugal

A concessão da Oracle tem um potencial de reserva tanto na pré sal como na extensão sudoeste da fonte não convencional da Mohave. A Mohave acordou em dar ajuda técnica à Oracle em troca de uma opção de 3 anos por 25% dos interesses de trabalho da concessão, tudo sujeito à aprovação do Governo Português.

Nasim Tyab disse. “A Oracle está contente por trabalhar com a DGEG e a Mohave nesta excitante aventura. Acreditamos que será um importante marco no petróleo e gás de Portugal. E esta nova concessão é uma boa oportunidade para a Oracle segurar trabalho no país.”.

A Oracle é uma corporação canadiana de petróleo e gás focada em oportunidades na Europa e em África. A Oracle está decidida a crescer através de valor criado pela exploração, desenvolvimento e produção – inicialmente na Nigéria e Portugal.

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O CEO da Oracle é Nasim Tyab, foi co-fundador e diretor da Mohave Exploration & Prodution inc. de 2006 a 2010, companhia com ligações à Porto Energy Corp com interesses de petroleo e gas em Portugal e Africa.

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 Nigeria

gal.06.nigeria.afp.giLA Oracle entrou num acordo “MOU” Memorandum of Understanding com a Bolad Energy Company Ltd, Corporação nigeriana. O objetivo da Oracle é assegurar a participação como parceiro técnico e financeiro na nova Marginal Field, anunciada pelo Nigerian Departement of Petroleum Resources. Marginal Fields são locais com propriedades de gás e petróleo que ainda não foram comercializados, mas já foram minimamente explorados. Estes campos só estão abertos para companhias nigerianas.

A Bolad foi formada em 2006 e têm uma equipa com experiência de executivos de antigas companhias de petroleo, com provas dadas. A Bolad tem grande relação com o governo da Nigéria, e com responsáveis pelo regulamento e operações de empresas a operar na Nigéria.
A Nigéria tem reservas de gás e petróleo provadas estimadas pela United States Energy Information Administration (EIA) em 37,2 biliões de barris. Fazendo da Nigéria 0 10º maior local de reserva de petroleo no mundo, e o 7º maior em gás natural. Em 2011 a sua produção de crude era de 2,5 milhões de barris por dia.

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Àfrica e gás natural (Malí e Argélia)

Gás Natural e Guerra

Depois do que se passou entre a Rússia e a Ucrânia devido às cotas de gás, e à utilização do Gasoduto, e preços, uma luta entre corporações e Estados começou que levou à morte de centenas de populares, quando do corte de fornecimento de gás á população. A Rússia fornece mais de 75% do gás natural consumido na Europa.

Agora, Argélia. O campo de gás de Amena controlado pela argelina Sonatrach, a Britânica BP e a Norueguesa Statoil foi alvo de retaliação por parte de “terroristas” pela Argélia ter permitido que o seu espaço aéreo fosse utilizado para atacar o Mali. A segurança energética europeia é a nova bandeira da UE, e portanto o seu ponto fraco.

A guerra pelo controlo das energias do futuro que vão permitir o crescimento económico e o progresso da Europa voltaram-se para o gás natural.

Segundo Frédéric Gallois (Grupo de Intervenção da Gendarmerie Nacional), a intervenção militar é a a unica possivel.

Segundo um oficial militar ocidental, uma prioridade é garantir a segurança dos campos de gás, um setor económico nacional. O “objetivo político” é neutralizar os terroristas quando estão em casa”, evitando que estes possam atacar o Ocidente.

A Argélia está em guerra à 20 anos. Mas quando um campo de gás natural é atacado, a única opção do governo é ataca-lo de volta. O Ocidente tinha preocupações com as consequências de um ataque ao campo de gás de Amena, mas agora que tudo acabou, mesmo com um numero de mortos elevados, o governo da Argélia e os Estados ocidentais falam no numero de sobreviventes e pelo que parece as instalações não sofreram danos que prejudiquem o seu normal funcionamento.

Portugal tem interesse no que se passa, porque o gasoduto de Magrebe transporta atualmente o gás natural para Portugal, sendo um dos pontos que os americanos querem proteger dos terroristas desde pelo menos 2009. Em 2008 os EUA pediram diplomaticamente que se fizessem atualizações das infraestruturas e recursos de vários países. As missões são convidadas a remover, modificar, acrescentar outras infraestruturas de petróleo e gás para os EUA não perderam a sua segurança económica e nacional.

Segundo o site da Galp energia o gasoduto têm 1105 KM, 530 dos quais na Argélia, seria mais fácil para os terroristas explodir o gasoduto várias vezes do que se aprisionarem dentro do campo de Amena, como ficou provado com a quantidade de mortos e consequente má imagem da acção. O gasoduto Magrebe que também serve o campo de Amena, também serve o campo de  Hassi R´mel que está ligado a Espanha e segue para Portugal pela rede da Enagás, até Rio Maior. A Argélia fornece cerca de 40% do gás natural gasto em Portugal. Se isto falhar, a opção é trazer o gás da Nigéria, o que aumentaria os preços, devido á instabilidade política e social no país. O gás teria de ser transportado de barco até Sines o que iria destabilizar os preços de lucro e dificultar a disponibilização de gás às empresas com processos de cogeração.

As corporações petrolíferas já mostraram do que são capaz para proteger o seus interesses, o Iraque é o exemplo atual e ainda vivo. Quando se contrata mercenários como o grupo BlackWater para proteger os interesses dos corporativos dos EUA no mundo, o que esperara do fururo.

A Partex Oil and Gas (Fundação Gulbenkian) têm comprado gás natural argelino em Leilão, o seu objetivo aproveitar o desejo do governo argelino em aumentar as suas exportações de gás natural para 85 mil milhões em 2013 – “o que constitui uma oportunidade de ouro para a empresa que descende do império de Calouste Gulbenkian – um dos pioneiros da corrida ao ouro negro, no início do século XX – reforçar o seu portefólio.” Jornal Económico” 28/10/09

Enquanto o governo da Argélia busca por corpos, os familiares por noticias dos sobreviventes, as corporações procuram o normal funcionamento do campo de gás. Apesar do numero de mortos poder ser quase 100, 43 reféns e 32 sequestradores, de haver minas espalhadas no complexo e de ainda se encontrarem terroristas vivos, as instalações estão aparentemente intactas. Uma das desculpas para a construção de reservatórios de gás natural em Portugal é exatamente esta, a instabilidade nos países de fornecimento de energia. Donde vêm essa instabilidade?

A Al Qaeda e o trabalho do Ocidente no combate ao terrorismo, principalmente na Líbia continua a ser o bode conspiratório para esta guerra corporativa. Mais uma vez grupos de Tuaregues são marcados como terroristas como os islâmicos da Xariá, o Medo permite tudo isto. Em nome da segurança energética, económica e social do Ocidente não dos países africanos.

A França iniciou isto ao enviar soldados para o Mali para ajudar o governo local. A França é apoiada pelos EUA, Canadá um dos lideres atuais nas energias fósseis com interesses na evolução do gás natural e tar sands, a Bélgica, a Dinamarca e a Alemanha que como dirigente da UE zela pelos interesses energéticos e económicos que assentam no futuro em gás natural. Uma olhadela nos recursos naturais do Mali revela do que se trata.

  • 3º maior produtor de Ouro de África.
  • Em Urânio, o projeto Kidal, Nordeste do Mali, abrange a conhecida L´Adrar Des Iforas.
  • Diamantes , foram descobertos 30 filões de quimberlíticos dos quais 8 mostram traços de diamantes
  • Lítio – indicações em Kayes e potencial estimado de 4 milhões de toneladas em Bougouni
  • Xisto betuminoso (tar sands/ gas natural) 870 milhões de toneladas
  • Sal Gema
  • e muitos outros
  •  O potencial petrolífero do Mali, é documentado desde 1970. Com o crescente aumento do preço do petróleo, o Mali começa a investir na exploração de petróleo. O Mali também pode proporcionar uma rota de transportes estratégica para as exportações de petróleo e gás sub-saarianas para o Ocidente e há a possibilidade de conectar a bacia de Taudeni ao mercado europeu através da Argélia…

O objetivo desta guerras fabricadas é despojar estes países do seus recursos, assegurando o acesso “pacifico” das corporações ocidentais. O que está a ser feito agora no Mali e na Argélia através de bombas e balas, é feito à Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha através da Troika.

A vida no Malí :O povo sofre e morre

Guardian: “O custo humano ainda não foi calculado, mas um comunicado lido na televisão do estado sábado passado diz que pelo menos 11 malianos foram mortos em Konna.

“Sory Diakite, o presidente da municipalidade de Konna, afirma que entre os mortos havia crianças afogadas depois de se lançarem a um rio numa tentativa de escapara às bombas.

“Outros foram mortos nos pátios das suas casas, ou fora delas. O povo tentava fugir à procura de refúgio. Alguns afogaram-se no rio. Pelo menos três crianças lançaram-se ao rio. Tentavam nadar para o outro lado. E tem havido danos significativos da infraestrutura”, disse o presidente, que fugiu da cidade com a sua família e agora está em Bamako”.

Quem sabe qual será hoje o total de mortes?

Deus ajude o povo de qualquer país com recursos naturais a serem explorado”

Como se pode confiar nas empresas que querem explorar cá gás natural se este é o seu comportamento em relação a outros povos de zonas com minerais.?

Portugal vai ser um futuro fornecedor de gás natural, gostavas de ser tratado assim….

Africa e Tar Sands

Angola

 Exploração oil shale na província de Bengo, perto da capital Luanda, com um valor estimado de 4,5 biliões de barris de tar sands. A exportação tradicional de Angola está a começar a tremer.

Etiópia

3,9 biliões de oil shale localizadas na província de Tigray, na fronteira com Eritrea. Existiram conflitos e existe uma constante tensão no ar entre os dois países, devido à decisão da N.U. de ceder parte da província à Eritrea. Existe um depósito de 100-120 milhões de toneladas a sudoeste de Addis Ababa, na exploração de carvão Delbi Moyen.

 Madagáscar

 Os maiores campos de exploração tar sands em Madagáscar são em Bermolanga e Tsimiroro, ambos localizados a região oeste de Melaky na provincia de Mohajanga tem aproximadamente 70 km2 de área.

O campo de Berlonga estima-se conter mais de 16,5 biliões de barris no local, com mais 10 biliões recuperáveis. Madagáscar Oil, baseada em Houston, actualmente a maior onshore operadora de petróleo no país, estima que uma produção completa pode produzir mais de 180,000 barris por dia durante 30 anos. A profundidade do campo de Bermolanga é de 15 metros, ideal para extracção a campo aberto.

No campo de Tsimiroro, as estimativas variam. Madagáscar oil tem como estimativa máxima 4,5 biliões de barris no local com uma capacidade de produção de 100,000 barris por dia durante 20 anos. No entanto, uma estimativa independente estimou em 2009 era só de 3,5 biliões de barris, com 900 milhões recuperáveis. A profundidade do campo e de 40 a 300 metros, portanto o petróleo precisa de ser extraído através de altos vapores de produção in situ.

 

Investimentos e desenvolvimento

O campo de Tsimiroro é 100% da Madagáscar Oil, enquanto o de Bemolanga é 60% da total e 40% da Madagascar Oil. Um projecto-piloto de injecção de vapores em 2008 em Tsimiroro produziu cerca de 150-200 barris dia, e a Madagáscar Oil perfurou 50 poços na área em 2007 e 2008. A partir de 2010 a aventura conjunta irá levar acabo outro projecto-piloto, desta vez por 3 anos, antes da decisão de proceder com um campo desenvolvido comercialmente.

A Total pagou $100 milhões pelos seus 60% no campo de Bermolanga em Setembro de 2008, ficando o único operador e “acordaram um programa de perfuração por 2 anos, 130 poços adicionais, com um custo de $200 milhões. Estima-se que o desenvolvimento do campo custará entre $5 a $10 biliões. No seu website, a Total diz”Um trabalho está a ser feito para confirmar que a licença tem fontes suficientes para desenvolver operações de minagem, começando em 2020, para uma produção potencial de 200,000 barris dia.

O Production Sharing Contract assinado para ambos os projectos é mais viável a favor das empresas de petróleo que a exploração semelhante no campo petrolífero de Kashagan no Kazaquistão. 90% d1o petróleo recuperado é considerado custo ( que vão para cobrir os gastos das empresas na exploração), com os restantes 10% de petróleo produzido dividido 90/10 entre a empresa e governo por 10 anos, 80/20 nos seguintes 10, 70/30 nos próximos 10, e 60/40 até ao fim, o que significa que depois de 50 anos o governo de Madagáscar só receberá 4% do petróleo. A Madagáscar Oil diz que o contracto “foi negociado numa altura favorável e continha condições e termos atractivos”, diz alguma coisa sobre a sua ética.

 

Assuntos sociais e ambientais

Na fronteira este do campo de Tsimiroro está a reserva natural de Tsingy de Bermeraha com 1,520 km2. Área com florestas virgens, escarpas, pântanos e espécies raras de animais (Único sitio do mundo onde se pode encontrar o Armoured leaf cahmaleon). Cerca de metade da floresta nem está aberta ao turismo. Apesar disto a UNEP diz” não há planos de manutenção nem zoning… as fronteiras não estão traçadas (…) esforços estão a ser feitos para patrulhar a ares ou prevenir infracções legais. A este de Bermolanga esta situada a reserva de Ambohijanahary. Existe muito pouca informação pública sobre esta área. Madagáscar é um território bastante bio-deversicado, com mais de 2/3 das espécies serem endémicas.

A oeste de Madagáscar é parcialmente povoado, com uma densidade de 0 4 pessoas por km2. Na comunidade de Ankisara, a localização do campo de Tsimiroro, tem uma população inferior a 3000 pessoas. Enquanto o baixo nível populacional representa menos pessoas em risco de deslocação devido aos projectos tar sands, também significa que as poucas pessoas que habitam naquela área têm menos possibilidades de se defender contra as empresas. Riscos futuros incluem os baixos níveis de pobreza em Madagáscar, o World Food Program diz que 60% da população é extremamente pobre e com baixos níveis de educação.

A situação política é instável. O governo actual é considerado ilegítimo pelos EUA e a UE e está suspenso da África Union.

O que deixa adivinhar que os problemas ambientais e sociais provocados pelas tar sands foram ser lidados de forma pouco transparente.

 Trinidade e Tobago

Em 2009 Petrotrin, empresa nacional de petróleo, obteve licença para explorar o deposito tar sands  no campo Parrylands/Guapo field, a sul de La Brea Pitch Lake. O governo diz ter uma reserva de 2 biliões, apesar de outras organizações darem o número 900 milhões.

” Trinidade e Tobago está a tentar seguir o modelo de extracção de Alberta, Canada” Ministro do petróleo de Trinidade

 Egipto

Única extracção tar sands é no campo Issaran, a sul do Cairo perto do golfo de Suez. Parte pode usar métodos convencionais de extracção, mas existem 64 milhões de barris que só podem ser recuperados pela extracção in situ steam. O campo já foi explorado pela Scimitar Hydrocarbons e mais tarde pela Rally Energy, mas em 2007 a Rally vendeu os seus interesses na exploração á Citadel Capital Company e á Egyptian National Petroleum Company por $868 milhões. A produção no seu pico atingirá 10,000 barris por dia.

Oil shale, o depósito Safaga-Quseir encontra-se na cintura e fosfato no deserto, adjacente ao mar vermelho, e contem cerca de 4,5 biliões de barris. Até á pouco tempo era considerado financeiramente caro, mas em 2008 o ministro do petróleo “ordenou os seus departamentos a acelerar a revisão dos gastos (…) para se aceder às oil shale. Uma companhia canadiana com experiencia em Alberta, a Centuty Energy, foi contratada para estudar os depósitos e sugerir a melhor maneira de desenvolver comercialmente.

 NIGÉRIA

 O “Bitumen belt” está localizado a sudoeste do país, alongando-se por cerca de 120 km da costa passando pelos estados de Lagos, Ondo, Ogun e Edo. Os poços mais importantes encontram-se na região de Ikale no estado de Ondo. Em 2009 o governo da Nigéria estima ter 27 milhões de barris, com reservas provadas de 1.1 milhões numa área de 17 km2.

O ministro das minas dividiu as áreas em 3 blocos. Bloco A estima-se ter 4,170 km2, bloco C aproximadamente 3,707 km2. Uma fonte noticiosa africana diz “3 blocos de bitumen com uma reserva provada de 1 bilião de barris de equivalentes ao petróleo (boe), 21 biliões boe e 43 biliões boe” com uma referência ao depósito com 43 biliões de barris na região de Ikale

 

Investimentos e desenvolvimento

De acordo com o ministro das minas, o bitumen foi descoberto em 1900 e nos últimos 50 anos houve varias tentativas de explorações. Entre 2001 e 2008, foram feitos 40 buracos de extracção e etiquetadas as amostras pelo ministério e em 2002, Cocono Energy NIgéria levou a cabo um estudo da cintura de bitumen.

Em Janeiro de 2003 as companhias da Nigéria Nissand e Beecon ganharam a licença para os blocos 307C 3 307 B respectivamente. AS licenças foram canceladas em 2007 depois de as companhias terem encontrado dificuldades técnicas e tiveram problemas em angariar fundos.

Quando as licenças foram adjudicadas activistas protestaram que os acordos foram feitos em segredo, sem consultar as comunidades locais, e nem estudos de impacto ambiental. Em 2006 foi reportado que a companhia Chinesa Sinopec, em conjunto com a companhia chinesa de engenharia CGC Overseas, adquiriu direitos ao bloco Bitumen 2 por $18,6 milhões. Um porta-voz do ministério de minas disse que a venda de outro bloco foi suspensa, porque a oferta era ridiculamente baixa”.

O Mining act de 2007 foi descrito pelo ministro como um meio para criar e melhorar “enabling enviroment” para investimentos estrangeiros no sector, que inclui taxas favoráveis e regimes fiscais e politicas de “investimento amigável”, e u m programa de privatização para divest o estado do sector. O governo declarou em 2009 o seu desejo de “rapidamente desenvolver fontes de desenvolvimento social e económico” anunciou também uma proposta para dois blocos para estar pronta em Setembro de 2009.

De acordo com notícias, 16 companhias vindas dos EUA, Canada, Nigéria, América do Sul e China expressaram interesse, e o governo também sentiu interesse de outros altos jogadores. No entanto, devido a crise de estabilidade do pais em 2009 as explorações parecem ter estagnado, no entanto dado o investimento em petróleo por multinacionais na Nigéria, parece certo a exploração das tar sands na Nigéria.

 

Impactos sociais e ambientais

A Nigéria é emblemática, é um país rico em recursos naturais que pouco impacto em termos de desenvolvimento humano e sobre de mais desigualdade económica do que regiões com menos recursos. A economia da Nigéria depende bastante de petróleo e gás, que constituem 83% dos ganhos do governo federal em 2008, e o país ganhou cerca de “370 biliões do petróleo desde 1965. Como resultado, a Nigéria sofreu da “Dutch Diease”, nomeadamente um declínio de competitividade e produtividade nos sectores não dependentes do petróleo, altos níveis de pobreza, corrupção, más infra-estruturas e serviços sociais, conflitos constantes entre o governo e comunidades locais dos locais de extracção de petróleo, e lideranças autoritárias (fascistas), incluindo a ditadura militar entre 1983 3 1999.

A região de Ihale no estado de Ongo é certamente um dos locais mais afectados pelas ta sands. Numa entrevista em 2008 o presidente das Ikale central Organization, Donald Oguntimeiyin, disse, ” os nossos cidadãos são naturalmente tolerantes e preparados para sacrificar o que for necessário para levar a exploração das tar sands avante. O que os investidores vão gostar do nosso povo é a total cooperação (…) Se o projecto requer um terreno, os afectados por isso irão compreender e mudar para outro lado”, sugerindo a possibilidade de deslocamentos em favor das tar sands.

Em 2003 uma conferência organizada pela Enviromental Rigths Action foi atendidda por representantes das comunidades da cintura de bitumen, que resultou num comunicado muito crítico que dizia: “o público tem sido mantido muito mal informado sobre os impactos sociais e ambientais da exploração do bitumen e como anulá-lo…Agencias governamentais relevantes foram convidadas a comparecer no encontro mas caracteristicamente não apareceram… Os locais estão revoltados com o governo e com as empresas… mais grave algumas tribos foram marcads para recolocação para permitir a exploração contínua de bitumen…estamos preocupados que o governo repita a aproximação que usou no Delta do Niger, que acabou em guerra e terror.

 

REPÚBLICA DO CONGO

 Em Maio de 2008, a Eni e o ministério da energia do Congo assinaram um acordo para um investimento nas tar sands, oleo de palma e electricidade no País. O acordo oferece à Eni o direito de explorar tar sands num território de 1,790Km2 no Sul do país perto da capital do petróleo Pointe-Noire. Uma das áreas vai desde a fronteira com o enclave angolano de Cabinda até ao parque nacional Conakouati-Douli na fronteira com o Gabão.

A Eni declarou publicamente que nenhum dos seus projectos tar sands ira ocorrer em floresta tropical ou outras áreas de grande biodiversidade e não envolverá o desalojamento de pessoas, e que isso violava as suas políticas. No entanto estudos internos feitos pela companhia revelam que a zona das tar sands é 70% coberta por selva tropical e outras áreas de grande biodiversidade, e contem acampamentos humanos.

Investimento e desenvolvimento

 A Eni investiu cerca de $3 biliões nos e projectos e iniciou uma serie de estudos de amostras nas zonas tar sands. A companhia declarou que a área contém pelo menos 500 milhões de barris identificados, com o potencial de se descobrir mais 2,5 biliões de barris. O recurso esta profundo, 100 a 200 M, portanto exige tecnologia de extracção in situ

Impactos sociais e ambientais

A companhia disse que não iria usar os métodos de extracção canadianos, mas não diz que tecnologia irá usar. Sem esta informação é impossível prever o impacto do empreendimento nas comunidades locais e no ambiente.

O Congo é cerca de 60% floresta e a floresta não é só uma fonte de subsistência para as pessoas mas também uma grande área de protecção da camada de ozono. A zona de exploração também fica perto do parque nacional Conakouati-Douli que é o habitat mais diverso e ecológico no Congo, contem espécies ameaçadas, e estende-se até a biosfera Dimonika, área reconhecida pela UNESCO.

Um assunto para o futuro é o plano de carbono da Eni para reclamar créditos de carbono sobe o UN Clean Development Mechanism para a nova estação energética, dizendo que vai reduzir as emissões de queimas de gás no campo de M’Boundi. No entanto a queima de gás já é ilegal nas leis do Congo, portanto não é claro se o projecto será qualificado. E ainda por cima a estação de energia vai produzir energia para o projecto tar sands, com emissões de 3 a 5 vezes mais elevadas que o petróleo convencional.

De uma perspectiva social Os biliões de dólares ganhos com a extracção de petróleo nunca chegou para resolver os problemas sociais do povo, um dos países mais mal qualificados no Index of African Governance. Os acordos entre as companhias e o governo não são de conhecimento público e ainda não consultou as comunidades locais afectadas pelas tar sands.

 

Marrocos

 Existem 10 depósitos de Oil Shale em Marrocos, os 3 mais explorados são em Tanger, perto do Mar Mediterrâneo, Timahdit, a este da capital Rabat e Tarfaya, na fronteira com Western Sahara. As reservas estão calculadas entre 50 a 500 biliões de barris.

A zona de Timahdit tem cerca de 196 Km2 e contem calculados cerca de 16,1 barris de petróleo.

Tarfaya tem cerca de 2,000 Km2, com 22,7 biliões de barris. Enquanto em Tarfaya o crude está perto da superfície suficientemente para ser desenvolvido através do processo de minagem. Tmahdit será uma mistura de minas e extracção in situ. O deposito de Tangier, esta desde centímetros a 8 metros da superfície e contem cerca de 2 biliões de petróleo.

Investimentos e desenvolvimento

Marrocos depende bastante da importação de energia, dai o interesse do governo em explorar as Oil shale. Omar Bekri, ex chefe do departamento de Pesquisa e desenvolvimento na Marrocan National Oil Company, estima que com a produção de 50,000 barris por dia, recuperava-se 40% da energia marroquina. Devido a isso, o National Office of Hidrocarbons and Mines diz que as autoridades marroquinas decidiram elaborar uma nova lei e atractivos fiscais para os projectos OIl Shale, para encorajar grandes empresas a investir.

Em 2008 a ONHYM empregou a companhia brasileira Petrobras para avaliar o depósito de Timahdit  na esperança de confirmar os estudos feitos em nos anos 80 e para prepare a viabilidade do projecto. A Total juntou-se ao projecto assinando um acordo de cooperação dizendo: “ Petrobras é dona de um processo de extracção Oil Shale (…) Total, no entanto, tem as ultimas tecnologias e um conhecimento profundo da região”.

 Em Julho de 2009, a companhia irlandesa San Leon Energy anunciou um contrato de 3 anos com a ONHYM para usar “in situ extração com vapor” no depósito de Tarfaya. A primeira fase de testes deve estar finalizada em 2010”

 A ONHYM também assinou um contracto para o campo Tarfaya, com uma empresa de nome Xtract e “um acordo confidencial” no campo de Tangier com uma empresa de nome Enefit.

Xtract Energy é uma empresa multinacional sediada em Londres, que detêm 70% da Extract Energy Marrocos, com os outros 30% a pretenderem ao príncipe Bandar da Arabia Saudita. Desde 2009, as condições para o investimento melhoraram, e espera-se arrancar com o projecto ainda este ano. A Enefit é uma empresa subsidiária da Eesti Energia, empresa da Estónia. O Chefe da Eesti diz “ confiante depois do sucesso na Jordânia, estamos prontos para exportar o nosso petróleo único para outros países interessados na utilização de OIl Shale como Marrocos.

 

Assuntos sociais e ambientais

O depósito de Trafaya espalhasse pela fronteira de Marrocos e o território Western Sahara, uma zona com pouca população no centro de dispustas politicas. Desde que a Espanha abandonou o território, em 1975, existem constantes confrontos entre movimentos para a independência (Polisário) e o governo de Marrocos. Marrocos controla 80% do território, chama-lhes as províncias do Sul, com uma “free zone” controlada pelos Polisários. A zona livre contem cerca de 30,000 pessoas, e outros 90,000 Sahrawis vivem como refugiados nos campos á volta de Tindouf, Algéria.

 Em, 1981, King Hassan de Marrocos anunciou que um referendo iria ser apresentado sobre o Western Saharan, mas nunca aconteceu. Western Saharan é conciredao pela UN um território “sem auto-governação”. Apesar dos constantes comfrontos e revoltas, Marrocos controla firmemente partes do território e administra a extração de petoleo, que está a legitimar a ocupação continua da região.

 Do ponto de vista ambiental, o depósito de Timahdit fica perto dos parques nacionais, Ifrane e Haut Atlas Oriental. O primeiro contém a maior floresta de Atlas ceder e uma população de Barbary apes. O segundo é usado para a pastorícia e agricultura, com 18.000 pessoas a usar os recursos do parque. O governo marroquino diz ter levado acabo estudos ambientais em ambos os projectos.