TAR SANDS 2013

A par do Fracking, outro grande problema que as corporações e as forças politicas nos querem impingir são as Tar Sands (areias betuminosas). Estes dois tipos de fontes de energia dependem muito um do outro, ao nível de técnicas, tecnologia, investimento, defesa, e lobbing. Um dos pontos na Europa é a Directiva de Qualidade do Combustível, que tem evitado a entrada das Tar Sands no mercado europeu. Pelo menos já vão 2 anos de lobbing por parte o Canada, EUA e as grandes corporações de petróleo e gás na Europa para aceitar o comercio Tar Sands e daí abrir portas a outras fontes não convencionais de energias, como o Fracking. Os mesmos interessados em manter as energias fosseis como fonte principal de combustível, são os mesmos que querem controlar a alimentação e a Saúde, tudo dependente de petróleo…

Em 2013 continua a saga. Grupos ambientalistas sentados à mesa, com campanhas politicas. Mas problema já passou dos impactos no ambiente e na cultura indígena, para uma tácita que aponta aos investidores.

Será um bom caminho? Não estaremos a ir atrás das intenções das corporações?

Aceitando o wise-use como forma de contrabalançar as necessidades da civilização e as necessidades do mundo natural, assente em politica, trabalho e dinheiro?

Tar Sands 2013

Diretiva de Qualidade de Combustível

Fonte da União Europeia diz que Comissão está empenhada em fazer a lei passar. O Canadá, com o apoio de alguns estados europeus, tem feito um lobbing intenso e a  União Europeia decide levar a cabo um estudo completo do impacto da proposta da Qualidade de Combustível no negócio e mercados, disse um oficial da UE, atrasando até o ano 2013 qualquer lei sobre tar Sands depois de um intenso lobbing do Canadá. Esperava-se que os Ministros votam-se a Lei em Junho, na linha com os esforços para reduzir as emissões dos gases efeitos de estufa. Mas o oficial que falou, com a condição de ficar anónimo, diz que os membros da UE não irão a votos antes de 2013, no esquema da Diretiva de Qualidade de Combustível da UE, que marcará as Tar Sands como mais poluente que outras fontes de combustível.

O Canadá, que se opõe à proposta, senta-se na terceira maior reserva de crude depois da Venezuela e Arábia Saudita. Grande parte do petróleo do Canadá é de crude não convencional, incluindo tar sands. A Comissão para os impactos vai analisar as consequências nos investidores como as grandes firmas de petróleo como Royal Dutch Shell, Total e BP e refinarias.

“ Decidimos ter um estudo de impacto antes de submeter a proposta ao Concelho”, diz a fonte

VALORES POLUENTES PARA COMBUSTIVEL

A Diretiva de Qualidade de Combustível foi aprovada pelos membros da UE em 2009, com o objetivo de cortar nos gases efeito de estufa derivados da produção em 6% em 2020, como parte de um plano global para combater os gases efeitos de estufa. Mas devido ao intenso lobbing, só em Outubro do ano passado a comissão apresentou propostas detalhadas de leis para implementar as regras. Incluíam relatórios e “Default Values” de emissões de carbono para diferenciar os vários tipos de combustível a partir da libertação dos gases efeitos de estufa até ao ciclo de vida poço- até-rodas. As tar sands atingem valores de 107 gramas por megajoule de combustível, deixando claro aos compradores quer terá mais impacto que o crude convencional de 87.5 gramas. Outras fontes não convencionais, como Oil Shale encontrado por exemplo na Estónia, também tem valores altos.

Tanto o Canadá e a Comissão Europeia declararam vitória, com a comissária Connie Hedegaard a dizer que na altura receou a derrota devido ao lobbing.

“ Não tivemos a maioria qualificada contra ou a favor. Queremos ganhar o apoio daqueles que estão em dúvida. A ideia é levantar um número de preocupações levantadas pelos investidores e membros estatais.”

Impact Assessments, levados a cabo por analistas independentes, é um procedimento standart na construção de leis, mas a comissão pensou ser desnecessária para os combustíveis, porque eram só os meios de implementar a diretiva que já tinha sido acordada.

O Canadá argumentou que o projeto de lei é injusto para o petróleo canadiano e que outras fontes são também intensas em carbono. A indústria de petróleo como um todo disse que será um fardo administrativo excessivo, potencialmente e extremamente negativo para a já existente luta das refinarias europeias. Um estudo independente levado a cabo por um grupo de consultores e publicadores diz que o custo será negligente, ao longo do tempo a lei pode desencorajar investimentos nas fontes de crude com carbono intensivo, que alguns ativistas ambientais consideram apropriado.

A decisão sobre o gasoduto Keystone Oil sands foi atrasada para 2013.

Obama atraza a decisão sobre o gasoduto para 2013. Citando preocupações sobre a rota traçada através de Nebrasca Sand hills e sobre o Ogallala Aquifer, o departamento de estado diz precisar de mais tempo para estudar os assuntos e olhar para possíveis rotas alternativas.

“ Dada a concentração de preocupações no que diz respeito à sensibilidade ambiental da corrente proposta, o departamento determinou que necessita de levar a cabo um estudo de alternativas em Nebrasca.”

Baseado na experiencia de permissão nos gasodutos anteriores, o departamento de estado diz que a revisão do processo deve estar completa no primeiro trimestre de 2013.

“ A decisão final deve ser guiada por um processo transparente e aberto que é informado pela última ciência e as vozes do povo americano”. Diz Obama.

A notícia levantou uma tempestade de comentários desde os defensores até aos oponentes do gasoduto, e mostra como se tornou um assunto político.

Jonh Boehner critica o atraso

“ Mais de 20.000 novos empregos foram sacrificados em nome da expediência politica”. O presidente deixou claro que campanhas políticas estão a levar as decisões de políticas Americanas- à custa dos desempregados americanos.”

No entanto a noticia foi comemorada por ambientalistas, que têm protestado contra o gasoduto por meses e esperam que o atraso leve no final ao desabar do plano.

“È uma grande vitória, diz Daniel Kesser, das Tar Sands Action. “è uma afirmação às milhares de pessoas que fizeram protestos nas ruas, e penso que o presidente responderá a isso.”

“ Esperamos que o resultado final da nova revisão mostre que o gasoduto não é para o bem da nação e será rejeitado”, diz Susan Casey- Lefkowitz, diretora dos programas internacionais no concelho Natural Resources Defense.

Mas a TransCanada (TRP), a empresa que quer construir o gasoduto de 7 Biliões, não mostra indicações de abandonar o projeto.

“ Continuamos confiantes que o Keystone será aprovado, “Diz Russ Girling, presidente da TransCanada. “Este projeto é tão importante para a economia dos EUA, economia canadiana e do interesse nacional dos EUA para não ser aprovado.”

O gasoduto de 1,770 milhas levará o petróleo das Regiões de tar sands canadianas em Alberta para as refinarias na Costa do Golfo. Areias de petróleo (Tar Sands) , petróleo com areia. Para retirara crude utilizável, é usado calor para separara o petróleo da areia. O processo resulta em mais 5% a 30% de emissões de gases efeito de estufa que o petróleo convencional. Existem preocupações que o desenvolvimento das tar sands—muitas das quais parecem minas gigantes a céu aberto—dizimem florestas e poluam rios, lagos e fontes. No entanto, a administração de Obama, esperava a aprovação do Keystone  umas semanas atrás, muito fundamentado na segurança energética e desenvolvimento económico.

O número de protestos aqueceu a administração Obama.

Alguns vêm o anúncio do atraso da decisão para 2013 como um truque eleitoral.

Muitas das maiores indústrias de petróleo do mundo, incluindo Exxon Mobil (XOM, Fortune 500), Royal Dutch Shell (RDSA) e BP (BP), tem aumentado a produção de Tar Sands e precisam de mercado.  As Corporações dizem também que o gasoduto criará 20,000 trabalhos na construção e trará 5$ biliões em impostos sobre propriedade no próximo seculo.

“Esta decisão é profundamente desapontante e preocupante.” Jack Gerard American Petroleum Institute. “ “Se ajudará o presidente a manter o lugar, não sabemos, mas custará milhares aos trabalhadores americanos.”

Numa carta ao inspetor geral do Departamento de Estado, vários legisladores dizem estar desconfortáveis com o relatório que diz: “A firma contratada pelo departamento de estado para conduzir os impactos ambientais do gasoduto também têm relações comerciais com a TransCanadá”

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