Politicas públicas no Horizonte 2013 relativas à Energia

Em 2003 traçaram.-se as primeiras linhas políticas para a introdução do Gás Natural em Portugal.

Este tema devia ser conduzido pelas políticas ambientais, mas não, é o Instituto Superior de Economia e Gestão que conduz a formulação de políticas relativas à energia. Tudo em nome do Desenvolvimento Regional ( desde as regiões portuguesas que vão “usufruir” do investimento em novas fontes de energia como o gás natural, até a Região da Europa, chamada Portugal que é grande cliente do mercado de energias fósseis a corporações Europeias a explorar em África e em Países europeus.

As políticas mundiais para fornecimento e segurança energética vão piorar as condições ambientais, económicas e de saúde, já que os seus propósitos são:  continuar a investir em energias fósseis, nucleares, deixando  espaço para o estudo e introdução de energias renováveis, mas sempre em segundo plano.

A quase total dependência do gás natural foi reforçada com as políticas de introdução do gás no fornecimento caseiro em 2007.

Na altura  (2005), as políticas públicas no Horizonte 2013 já tinham as mãos e os bolsos na extração e comercio de gás natural pela técnica de Fracking. Não reconhecem os erros do passado e querem tornar o gás como a fonte principal de energia elétrica e combustível de transporte do mundo. Primeiro está o assegurar da segurança de abastecimento, com a liberalização do mercado. No meio, vários objetivos falhados como, redução da fatura energética, segurança do abastecimento e aprovisionamento.

Porque as corporações não conseguem ser lucrativas sem petróleo, carvão, gás natural, fuelóleo, etc.. sem destruição. Até as energias renováveis, necessitam de energias fósseis para existir. Até porque se olhar bem, as corporações de petróleo ou um banco ou outro controlam o mercado das energias renováveis. A minimização do impacto social é fachada, desde 2003 até hoje as condições climatéricas, e as doenças tem aumentado devido às necessidades energéticas do mercado.

O tratado de Quioto já não faz sentido, mas foi alargado até 2020, apesar dos países que mais poluem e mais pressionam para o mercado da indústria petrolífera estarem no topo, nunca o terem assinado ou o terem  abandonado como o Canadá, EUA, e China que são os verdadeiros interessados na exploração de gás natural juntamente coma  Rússia.

As energias renováveis nunca estão no top 3 das prioridades da UE, fica sempre atrás da eficiência energética e do funcionamento do gás, perto está sempre o reforço da energia nuclear.

A industria consume 32% da energia final, mais os transportes que fazem parte da industria e dos aparelhos a gás que fazem parte da industria pouco sobra para a população ser culpada do que se passa no mundo devido às más políticas energéticas, como fazem parecer as campanhas, colóquios e julgamentos de corporações e comunidade cientifica. O governo nunca fez frente à penetração da industria das energias, barragens, carvão, energia nuclear e agora extração de gás natural. Os impactos ambientais, a violação dos direitos dos animais e dos diretos humanos são inferiorizados devido às necessidades políticas europeias.

Criaram-se subsídios estatais para as empresas, instalou-se a dependência do gás natural, criaram-se grupos de estudo, implementação e defesa da industria do petróleo e gás. O preço sobe para a população mais desfavorecida, as condições de armazenamento e transporte só recebem apoio se forem grandes empresas.

Os milhões investidos nas corporações, na criação de grupos políticos, científicos e tecnológicos saíram em grande parte dos bolsos dos contribuintes. Em Portugal já não existem empresas de energia estatais, agora com a papa quase feita, com as corporações a imporem as suas resoluções para os problemas do mundo, as corporações de energia estão a voltar todas para as mãos de privados, aumentando o seu poder sobre nós. Pagamos subsídios a empresas milionárias, pagamos a políticos corruptos, pagámos biliões para a REN, EDP GALP e outras e hoje o lucro delas continua a ser pago por nós.

A extração de gás natural não é para o bem do povo, mas sim para o poder das corporações e manutenção do seus servidores. Retirámos excertos de um relatório do Instituto Superior de Economia e Gestão para acompanharmos o lobbing da industria do gás desde 2003  até ao ano presente:

Ver: Politicas de energia 2003- 2013

O relatório official completo feito para a Direção-Geral do Desenvolvimento Regional  pode ser visto aqui. aconselhamos a sua leitura. Podes identificar as mentiras, as falhas e a falsa politica popular. O pódio das empresas, o bem dos governantes o mal do povo e a forte dependência da economia na continuação das energias fósseis. O eterno segundo plano das energias renováveis e perceber melhor o que é o negócio da captura de Carbono e aproveitamento de sub produtos: http://www.qca.pt/fundos/download/2007_13/07_ENERGIA.pdf

Tentaremos mais tarde apresentar a nossa visão do relatório de 2007… Ano em que tudo começou no terreno e o ano em que as corporações internacionais tiveram as portas abertas para começar a sua penetração para extrair gás natural em Portugal… Até lá…

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