Furo Aljubarrota 4 ou 5!? Injectando a dependência!

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Portugal acompanha a procura de petróleo a nível internacional desde o seu inicio ainda no séc XIX, deixando as maiores petrolíferas estudar o seu mar. O país pouco ou nada usufruiu desta fonte de energia até aos anos 40/50. A população em geral só depois do 25 de Abril teve aceso a combustível a granel ou capacidade para ter carro, e de gás natural só na dec de 80/90 (primeiro cliente Auto-Europa em 1997). Aos poucos o país foi-se modernizando, mas não sem se endividar economicamente e tecnologicamente, e hoje os credores continuam a procurar receber… Uma forma é a exploração dos recursos naturais: Mineração em terraDeep Sea Mining, exploração de energias fósseis, uso de terras para agricultura e criação de animais intensiva para exportação. A economia mundial precisa de novas formas de crescer, e para isso arrisca o decrescimento do bem estar económico, social e natural de áreas como a Zona Oeste e Algarve em Portugal e lugares semelhantes na Europa e no Mundo. 

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Anos 30                                                           Anos 2000

O discurso do primeiro ministro para 2019 não deixa dúvidas sobre o caminho de Portugal em relação à exploração dos seus recursos.

A Zona Oeste desde 1800 é estudada para a exploração de petróleo e gás. Alguns barris de petróleo chegaram a ser utilizados nas linhas férreas, e gás foi encontrado e queimado. O primeiro poço da companhia de petróleos de Portugal foi nos anos 30 em Torres Vedras. Os últimos furos na zona de Alcobaça e Porto de Mós (2000/2012). Apesar dos danos provados nas localidades de extracção, distribuição e armazenamento das energias fósseis nos países mais evoluídos como os EUA ou Canadá, das 2 dúzias de encontros climáticos que dão ferramentas cientificas/politicas e económicas para se parar de furar para petróleo ou gás, as petrolíferas e os governos mundiais (EUA, Rússia, Europa, China) continuam a investir e proteger a exploração de fontes de energia fóssil em nome da segurança energética e da economia mundial. 

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Antes do ano 2000 foi realizado o furo Aljubarrota 1, em Fanhais, Nazaré, O furo Aljubarrota 2 foi realizado em São Vicente, Aljubarrota tendo tido uma chama a arder por várias horas (flaring), o Aljubarrota 3 com 2,500 metros foi planeado para a Comeira, Porto de Mós. O furo na Quinta do Telheiro, Alcobaça (2012) pode ser considerado o furo 4. Estiveram 6 empresas no consorcio: Mohave, Desire Petroleum, El Paso, uma empresa inglesa (que não conseguimos encontrar o nome) e a Galp. Para 2019 a Australis Oil and Gas é nova petrolífera a desejar as reservas e quer o furo nr 5.
Em 2007 foram assinadas várias concessões na bacia Lusitânica, sendo uma delas a concessão de Aljubarrota, com vários furos realizados. Esta concessão estava ao lado das concessões S. Pedro Muel, Rio Maior e Cabo Mondego. A responsável foi a Mohave Oil (Porto Energy) com a colaboração da Galp.
Os trabalhos de prospecção na concessão foram realizados em Alpedriz e Fieis de Deus (Aljubarrota/Alcobaça) nos limites com a concessão Porto de Mós, onde foram realizados levantamentos geofísicos. As áreas de estudo foram Alpedriz, Valado dos Frades, Aljubarrota, Casais de Santa Teresa, Ataíja, Cadoiço, Montes e Cós, num raio de 160 km . Foram radiografados (levantamento geofísicos) km de subsolo a norte entre Alpedriz e Pedreiras e a sul entre Cela e Turquel. A Mohave realizou ainda vários trabalhos no local conhecido como Fiéis de Deus (concessão Aljubarrota) a oeste de Ataíja de Cima, entre a mata de Murtais, o Cadoiço e a Quinta do Mogo.

Em 2011 a empresa requereu autorização para realizar um furo no perímetro urbano de Alcobaça (Quinta do Telheiro). A autarquia via com bons olhos os trabalhos depois de receber uma carta da DGEG a relatar que vários poços foram realizados em cidades como Roterdão, Paris e Los Angeles respeitando elevados padrões ambientais.
Enquanto a Australis apresenta em 2018 o seu projecto para Portugal, na Holanda (Roterdão) o ministro da economia holandês Erik Wiebes anunciou que não iria autorizar o fracking no país. Salientou que o “Shale gas não será opção na Holanda”. Antes da Holanda, em 2017 o presidente francês Emmanuel Macron proibiu o fracking e toda a actividade do sector no país até 2040 (segundo a Agência Internacional de Energia, o shale gas europeu pode ficar no chão até 2050). Em 2014 o concelho da cidade de Los Angeles votava no fim do Fracking dentro dos limites da cidade. Estes exemplos da DGEG mostraram-se errados, como outros utilizados como desculpa para se iniciar a exploração. Quando da luta no Algarve foi lançado pelo representante da ENMC o exemplo da cidade de Aberdeen na Escócia como bom exemplo das actividades petrolíferas, como também já foi utilizada como exemplo para o governo de Moçambique, desmentido pelos locais.

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Mais a sul, em 2012 a Mohave preparava uma terceira sondagem em Torres Vedras, e ao mesmo tempo pretendia retomar a sondagem realizada em 2009 em Alenquer. A empresa já tinha realizado sondagens nas freguesias de São Pedro da Caveira e Ventosa, como pesquisas em Alenquer e Mafra.
A desculpa para os trabalhos foram as centenas de barris de petróleo extraídos em 2007, depois de estudados os projectos da Companhia Portuguesa de Petróleo nos anos 50, que na altura extraiu cerca de 15.000 barris, e os milhões investidos nos 18 anos de trabalhos da Mohave Oil e dos milhões que viria a investir. Hoje, como no anos 50 Portugal está à frente do bem estar da População. Segundo Rui Vieira, geólogo da Mohave, devido à crise e à dependência que o mundo moderno tem do petróleo: ” (…) temos de encarar este trabalho como um desígnio nacional”.
O desígnio nacional depois dos anos 50 mede-se pela capacidade de pagar a divida económica para com o Banco Mundial, que depois dos aos 80 aumenta com os empréstimos do FMI. A desculpa para a exploração em Portugal de gás ou petróleo é a dependência energética e a má situação económica.
A Mohave abandonou os trabalhos em Aljubarrota em 2012, depois de perfurar 3. 240 metros e encontrar uma coluna de gás de 300 metros abaixo coluna de sal (pós sal) sem quantidade comercial abriu falência.
Nesse mesmo ano Paulo Inácio, Presidente da Câmara de Alcobaça defendia haver condições para a empresa continuar os seus trabalhos no concelho para o “Bem da Nação”. A Mohave tinha pré-assinalados 110 km 2 dos 408 km que definem o concelho de Alcobaça.
Em 2015 o Estado português assinou 2 contractos de concessão, 1 com o nome de Pombal e outro com o nome de Batalha. E agora a empresa Australis pretende iniciar as perfurações em 2019. Os estudos mais avançados para exploração de gás e petróleo são na área de Aljubarrota, Alcobaça hoje com o nome de concessão da Batalha. Mas como podemos ver nos primeiros parágrafos toda a área das concessões já fui bastante estudada.
Mudam-se os nomes das empresas, os nomes das concessões, a profundidade dos furos, os milhões investidos, mas não se muda a intenção de lucrar com a exploração e contaminação dos meios naturais locais com muito poucos benefícios para a população local. 
Tudo isto foi realizado sem que a população no geral estivesse a par do que se procurava e do impacto da exploração. Hoje a população está atenta, requisita, procura e divulga informação, o que tem atrasado os trabalhos e anulado concessões por ilegalidades (como no caso da Portfuel no Algarve), pressão politica e económica ( como no offshore algarvio e Costa Vicentina).
Este final de ano tem sido jubilado com várias secções de informação, acções e tomadas de posição de cidadãos, aldeões, municípios e políticos, sendo criados vários grupos locais que assumem a luta na sua região.
Esta luta pode e deve ser ganha… Com a tua ajuda fica mais fácil… Colabora, Cria e Age!

Vão prometer mundos e fundos! Mas a verdade vai ser a mesma de sempre… Primeiro a economia mundial e suas necessidades, depois tu! 

Vários países como França, a Holanda, o Luxemburgo, a República Checa, a Bulgária e, mais recentemente a Roménia, já proibiram o Fracking. Zonas independentes como País Basco, Cantábria também. Na America do Sul, o México o presidente eleito anunciou o fim do fracking Porque continua Portugal a abrir portas a este tipo de investimento?

O contracto de concessão pode ser consultado Aqui:- Australis_Batalha 

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