Arquivo da categoria: ÁGUA E GÁS DE XISTO (Shale Gas)

A água é o componente mais utilizado nos fluidos na Fracturação hidráulica. Uma operação inicial de perfuração horizontal pode consumir de 22.500 litros até 2271,247 de fluidos de fracturação. Mas durante a vida de um poço médio, pode requerer mais 5.000.000 litros de água para a extração total e re-estimulaçao das fracturas. A média de água gasta por poço pode ir de 7.000.000 a 15 milhões de litros de água.
A água utilizada fica tóxica. É despejada em lagos artificiais criados pelas corporações, ou re-injectada no solo. A água fica radiativa, a libertar gases cancerígenos e gases de efeito de estufa. Quando injectada no chão provoca tremores de terra. Também é utilizada como dispersor de poeiras nas estradas.

Aquífero de Torres Vedras e Gás Natural?

Aquífero de Torres Vedras e Gás Natural!

Localizacao das captacoes inventariadas

A extração de gás natural vem por AINDA mais em perigo as condições do aquífero de Torres que serve a população e a agricultura de Torres, Cadaval e Alenquer.

Torres têm problemas coma água devido á Agro -Pecuária e Pedreiras, etc, Cadaval com o Aterro Sanitário, e Alenquer que também está em prospecção sísmica de petróleo não está livre de problemas de contaminação.

Segundo um estudo para o Grau de De Grão Mestre em Engenharia Geológica e Minas do IST, Universidade técnica de Lisboa, o aquífero, que alimenta dois rios está com valores prejudicial ao consumo humano, sendo necessário tratamentos químicos das águas para abastecimento publico. As principais causas, Agricultura, criação de animais, industria, aterro sanitário, transito (A8), e domésticos.

imagesAmbos os rios têm zonas protegidas, são local de passagem ou nidificação de aves protegidas. Os tratamentos químicos das águas com cloro ou outros começa a ser fortemente confrontado por cientistas. A exploração de gás e petróleo vêm aumentar todos os problemas que o aquífero de torres já enfrenta. Aumentando mesmo a toxicologia, com metano por exemplo.

A fragilidade do aquífero é real. Com a exploração petrolífera o aquífero poderá ficar para sempre impróprio,  e sem tratamento, ficando a população sem água potável, contaminada.

A Universidade de Lisboa  é onde o presidente da Partex Oil nad Gas,  António Costa Silva é professor, e onde acompanha, dirige e avalia dissertações e doutoramentos em várias áreas.

As ligações entre corporações, educação e politica está mais uma vez demonstrada nesta rede das energias, incluindo gás e petróleo. Nesta “dissertação” retiramos informação  sobre a avaliação, problemas e resoluções do aquífero de Torres Vedras. Problema esses vão ser catastróficos se a exploração petrolífero for em frente.

Dados abaixo retirado de: Torres Vedras

Aquífero de Torres Vedras, 2010

“… I.1 Introdução

As águas subterrâneas são um recurso natural valioso que, enquanto tal, deverá ser protegido da deterioração e da poluição química.

Esta protecção é particularmente importante no que respeita à utilização destas águas para o abastecimento de água destinada ao consumo.

 A qualidade das águas subterrâneas é susceptível de ser afectada pelas actividades antrópicas, principalmente no que diz respeito ao uso e ocupação do solo, particularmente por zonas urbanas, agrícolas, e outras actividades que possam ser origem de descargas de poluentes para o solo.

A contaminação das águas subterrâneas é, na generalidade das situações, persistente, pelo que a recuperação da qualidade destas águas é, normalmente, muito lenta e difícil.

 A protecção das águas subterrâneas constitui, assim, um objectivo estratégico da maior importância, no quadro de um desenvolvimento equilibrado e duradouro.

 I.2 Objectivos

 A actual dependência do abastecimento municipal das Águas do Oeste (AdO), que em caso de rotura de condutas será realizado através das captações municipais de recurso, que na sua maioria exploram o aquífero de Torres Vedras, faz com que seja de grande importância a caracterização da qualidade da água subterrânea dos mesmos e desenvolvimento de ferramentas de apoio à decisão em termos de planeamento e gestão destas águas subterrâneas, como mapas de vulnerabilidade à poluição e definição de perímetros de protecção.

Fotos J.I Candeeiros 001II.1 Enquadramento Geográfico

O aquífero de Torres Vedras ocupa uma área de cerca de 80 km2 e localiza-se no distrito de Lisboa, abrangendo os concelhos de Torres Vedras, Cadaval e Alenquer

O sistema aquífero de Torres Vedras abrange uma área geológica que se estende por quatro cartas geológicas à escala 1/50 000 distintas, 30-A (Lourinhã), 30-B (Bombarral), 30-C (Torres Vedras) e 30- D (Alenquer).

A formação aquífera mais importante é a Formação de Grés de Torres Vedras (Grés com vegetais fósseis, de Torres Vedras e Cercal), datada como pertencendo ao Cretácico Inferior. (Almeida et al, 2000).

A espessura máxima da série sedimentar que suporta o sistema aquífero não deve ultrapassar os 250 m. Segundo os mesmos autores, os furos mais profundos captam fáceis do topo do Jurássico, tornando-as parte integrante do sistema aquífero.

O aquífero Cretácico de Torres Vedras está inserido na Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Oeste.

Como se pode observar pela, na área ocupada pelo aquífero de Torres Vedras destacam-se duas linhas de águas principais, o Rio Sizandro e o Rio Alcabrichel, ambos de regime sazonal, sendo que a área correspondente ao aquífero de Torres Vedras tem associado às suas principais linhas de água as sub-bacias hidrográficas do Rio Sizandro e Rio Alcabrichel.

 A profundidade média do nível freático nesse local é de 8,08 m, e dada a sua aproximação ao Rio Sizandro poderá ser um indicador que neste local ocorrem fenómenos de alimentação do rio por parte do aquífero.

 No que respeita à qualidade da água para consumo humano, o SNIRH fornece informação (para a condutividade, nitratos, pH, azoto amoniacal e cloretos, entre outros parâmetros) para 8 pontos de água localizados na área respeitante ao aquífero de Torres Vedras, segundo informação disponibilizada pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Torres Vedras (SMASTV), o abastecimento de água em 2009, para o Concelho de Torres Vedras, caracterizou-se pelos seguintes indicadores:

• Número de utentes: 39 963

• Taxa de cobertura do abastecimento domiciliário: 99,7%

• Volume de água fornecida: 4 549 537 m3

• Perdas (diferença entre a água distribuída e a água fornecida): 20,13%

 Controlo da Qualidade da Água e Zonas de Abastecimento

 Os SMAS de Torres Vedras cumprem o dever de abastecer de água a população do Concelho de Torres Vedras, em conformidade com o disposto no Decreto-Lei nº 306/07, de 27 de Agosto

(Monitorização da Qualidade da Água para Consumo Humano).

No controlo da qualidade da água para consumo humano são definidos anualmente o Programa de Controlo da Qualidade da Água de Consumo Humano (PCQA) e o Programa de Controlo Operacional (PCO).

 Indústria, Agricultura e Regadio

Relativamente ao estado químico das águas destinadas à rega, no presente estudo seguem-se os critérios propostos pelo USSLS (United States Salinity Laboratory Staff, 1954). Usando o Diagrama de Riverside.

 Relativamente aos limites impostos pelo Anexo I do referido Decreto-Lei, para a Categoria A1 que requer tratamento e desinfecção, revela parâmetros problemáticos: pH, fluoretos, Ferro total, Manganês, Bário, Hidrocarbonetos totais, oxigénio dissolvido e azoto amoniacal. Batista et al. (2004), efectuaram um estudo de avaliação de ecossistemas agrícolas com vulnerabilidade hidrogeológica, no Ribatejo e Oeste e na Beira Litoral, onde foi avaliada a ocorrência de pesticidas e de nitratos na água subterrânea no período de 1996 a 2000.

Este estudo incluiu 4 captações na região de Torres Vedras, sendo que numa das captações analisadas foi encontrado um valor de pesticida e/ou metabolito superior a 0,1 μg/l. As análises realizadas a este tipo de compostos, na rede de vigilância e no período a que se refere o estudo realizado, não revela valores acima do limite de detecção do aparelho de pesticidas ou seus metabolitos (atrazina, desetilatrezina, alocloro, metalocloro, metribuzina, desetilterbutilazina entre 50o utros), no entanto, a periodicidade destas análises deveria ser maior. A última análise realizada foi feita em 2005, o que se revela insatisfatório dada a intensidade agrícola da região.

Relativamente aos nitratos, Batista et al. (2004) analisaram 10 captações no Concelho de Torres Vedras, tendo uma delas apresentado valores acima dos 100 mg/l de NO3-.

 Análise Temporal por Estação de Monitorização

 Uma vez detectados os parâmetros que podem inviabilizar a qualidade das águas subterrâneas em estudo para consumo humano, foi realizada uma análise temporal destes mesmos parâmetros, para cada estação de monitorização. Esta análise teve em conta também a sazonalidade, observado a variação de cada parâmetro com o período de águas altas (Março/Abril) relativamente ao período de águas baixas (Setembro/Outubro), observando-se um aumento da concentração de alguns elementos nos períodos de chuva mais intensos, devido ao incremento da lixiviação.

Para fins de consumo humano, a legislação vigente recomenda um intervalo entre 6,5 e 8,5 de pH.

As estações AC22, 374/120 e JK14 revelaram valores fora deste intervalo, sendo águas demasiado ácidas. O furo JK14 apresentou uma tendência de descida de pH até atingir um valor abaixo do limite recomendado, na última análise efectuada (2004).

 No que respeita ao Ferro total, as estações JK1B e JK14 encontravam-se, à data da última análise (2004 e 2003, respectivamente), bastante acima do VMA.

O furo AC22 apresenta valores bastante acima do VMA, tendo um pico em 2005, tendo começado a decrescer em 2009.

Acima do VMA estão também os furos 374/130, 374/129, 362/130, mas destes apenas o 374/130 está acima do limite na última análise de 2009.

O furo 362/131 em 2009 já se encontrava acima do VMR.

Verifica-se uma tendência significativa de aumento deste parâmetro no período de águas altas em relação ao período de águas baixas.

 Em relação aos valores de amónia total, a partir de 2006, todas as estações analisadas revelaram uma subida da concentraçãodeste parâmetro. Encontram-se acima do VMR os valores analisados para todas as estações exceptuando o JK14 (que revelou uma descida considerável de 2001 até à última análise em 2003).

O manganês total é outro dos parâmetros com valores problemáticos analisados.

Os furos 374/130, 362/130, 362/131 e AC22 têm estado desde 2005 acima do VMR.

O furo 362/130, no entanto, tem apresentado uma tendência de descida no período 2008-2009, ao contrário dos restantes que apresentam uma tendência de subida de concentração.

 O furo 374/129 esteve acima do limite referido, mas a partir de 2008 a concentração analisada mostrou valores abaixo do mesmo.

Os furos JK1B e JK14, na última análise realizada (2004 e 2003, respectivamente), estavam acima do limite recomendado.

 Relativamente ao Zinco, só o furo AC22 tem valores acima do VMR, na última análise (em 2009), já se encontrava abaixo deste limite. O furo 374/130 na primeira análise realizada a este parâmetro, no período estudado, excedia o VMR, mas nunca mais esteve acima desse limite.

Para o Mercúrio, poucas análises foram feitas para monitorizar este parâmetro. Para o furo JK1B, em 2002 tinha um valor muito acima do VMA, e não voltou a ser analisado.

O furo AC22 em 2007 excedeu o VMR para este parâmetro.

 A monitorização do parâmetro oxigénio dissolvido nos furos 374/129 e 374/130 mostra que estes oscilam entre valores acima e abaixo do VMR. Desde 2005 (1ª análise realizada a este parâmetro), a estação 362/132 esteve sempre acima do VMR.

O furo 362/130 na primeira análise a este parâmetro (2005), estava acima do VMR, mas nunca mais o excedeu.

O furo JK14, aquando da última análise (2004), estava acima do VMR.

 As análises a fluoretos, realizadas apenas em 2009 às estações AC22, 362/130, 362/131, 362/132, 374/129 e 374/130, estavam abaixo do limiar de detecção do aparelho. Uma vez que a legislação vigente recomenda um intervalo de fluoretos de 0,7-1,0 mg/l, todos estes valores estão abaixo do VMR.

A análise a hidrocarbonetos totais mostrou que, no período de Abril de 2005, todas as estações monitorizadas mostravam valores acima do VMA: 362/130, 362/131, 362/132, 374/129 e 374/130.

 O furo AC22, analisado um mês antes, não mostrou valores acima do VMR para hidrocarbonetos. Estes valores podem ter tido origem numa descarga acidental no período analisado.

Só a estação 362/131 tem valores excessivos de Bário, parâmetro poucas vezes analisado. Em 2005 e 2009, este parâmetro excedia o VMA de 0,1 mg/l.

 A classificação das águas conforme o tratamento necessário de acordo com o Decreto-Lei n.º 236/98 é a seguinte:

Classe A1 — tratamento físico e desinfecção.

− Classe A2 — tratamento físico e químico e desinfecção.

− Classe A3 — tratamento físico, químico de afinação e desinfecção.

Pela observação, verifica-se que os furos 362/6 (AC22), 374/130 e 362/130 têm apresentado qualidade abaixo da exigida por lei para produção de água para consumo humano nos últimos 5 anos analisados.

A captação 362/132 ainda que tenha apresentado bons resultados nos últimos anos, em 2009 decresceu para a classe >A3.

A captação 374/129, ainda que tenha sido classificada como A2 em 2006 e 2008, não apresenta, no último ano analisado, uma qualidade suficiente para produção de água para consumo humano.

 Como se pode observar pela, após uma diminuição significativa, tem havido um ligeiro aumento do número de ocorrência de más classificações em parâmetros responsáveis pela qualidade da água, chegando aos 100% no último ano analisado.

 Vulnerabilidade à Poluição

 Uma vez identificados os problemas que dão origem à fraca qualidade da água subterrânea do aquífero em estudo para fins de produção de água para consumo humano, é notória a necessidade da sua protecção, a nível de contaminação.

 Focos de Poluição

 O levantamento dos potenciais focos de poluição foi efectuado através da carta de ocupação de solo CORINE Land Cover (2000), à qual se adicionaram outros pontos críticos, através de informação obtida na Câmara Municipal de Torres Vedras.

Apresentam-se potenciais focos de poluição pontual e difusa para os recursos hídricos subterrâneos inventariados pela CMTV, mas tanto para os dados respeitantes a estes, como para os superficiais, é necessária a finalização dos levantamentos e a realização de um diagnóstico ambiental das actividades identificadas. Adicionou-se o USSLS (United States Salinity Laboratory maioritariamente localizado no Concelho do Cadaval.

Através da observação, verifica-se que, numa primeira análise, os principais focos de poluição de águas subterrâneas presentes na área pertencente ao aquífero em estudo são pedreiras, suiniculturas, actividades ligadas à agricultura, produção animal, caça e  silvicultura, reparação de veículos automóveis, indústrias transformadora e extractiva e espaços urbanos.

De referir a intensa rede viária que atravessa todo o aquífero, nomeadamente um troço da autoestrada A8.

 Agricultura

 A aplicação excessiva de adubos e produtos fitofarmacêuticos nas diferentes culturas agrícolas pode contribuir para a geração de escorrência de águas contaminadas com nitratos e pesticidas que atinjam as linhas de água e águas subterrâneas.

Depósitos de Sucata, Oficinas de Reparação Automóvel e Postos de Abastecimento de Combustível

A potencial contaminação da água (pluvial/doméstica/escorrências) poderá ocorrer por: susceptibilidade de contaminação de águas rejeitadas para a rede pluvial e rede doméstica com hidrocarbonetos, solventes, fluidos de travões, tintas, líquidos de lavagem, detergentes, desengordurantes e outros produtos de limpeza; contaminação de águas superficiais e subterrâneas devido a operações de limpeza de pavimentos, escorrência de resíduos para o solo (em especial metais pesados), derrames, etc.

 Produção Animal

 As indústrias de produção animal incluem Suiniculturas, Boviniculturas e Aviculturas.

Nestas indústrias existem riscos de carácter pontual (descargas directas dos efluentes não tratados nas linhas de água), ou carácter difuso.

As características e perigosidade dos efluentes variam com o tipo de exploração, alimentação, do clima e da estação do ano, da idade e sexo dos animais.

Segundo Santos (2002 in FARINHA et al., 2007), a actividade pecuária intensiva pode levar à degradação da qualidade do ambiente, nomeadamente ao nível dos recursos hídricos, pelas seguintes formas:

− Exportação por via directa ou indirecta de compostos azotados e fosfatados para as massas de água superficial, contribuindo assim para a eutrofização;

Lixiviação de nitratos através dos solos, com posterior contaminação de recursos hídricos subterrâneos;

− Disseminação de microorganismos patogénicos, com efeitos ao nível da saúde pública.

Pedreiras e Areeiros

As indústrias extrativas existentes na área em estudo consistem em areeiros e barreiros, que exploram as formações do Cretácico inferior e do Jurássico superior. Os riscos de poluição vão depender da natureza da exploração, tipo de técnicas aplicadas e fase (expectativa, prospecção e pesquisa, trabalhos preparatórios, exploração, etc.), mas destacam-se os seguintes:

− Descarga de efluentes carregados de sólidos em suspensão;

− Modificação da drenagem superficial;

− Interferência no regime hidrogeológico;

 Adegas

 Sendo a área em estudo uma região tradicionalmente associada à produção vinícola, a instalação de adegas é um foco potencial de poluição a considerar. A carga poluente dos efluentes rejeitados por este tipo de actividade varia em grande medida com a quantidade da água utilizada na adega. Este elevado uso de água é devido principalmente a operações de lavagem de equipamentos e é de carácter sazonal. O efluente é caracterizado por uma elevada carga orgânica e Sólidos Suspensos Totais (SST), produtos de destartarização e de limpeza e ainda outros produtos interveniente na vinificação.

 Aterro Sanitário 

Um dos casos que levantou polémica, aquando da sua construção e nos anos seguintes, foi o Centro de Tratamento de Resíduos do Oeste (CTRO), que engloba o Aterro Sanitário do Oeste (ASO) e localiza-se nos concelhos de Cadaval e Alenquer, estando implantado sobre a zona do aquífero de Torres Vedras.

DSC00321_3_Segundo o edital Nº 08/2002 da Assembleia Municipal do Cadaval, datado de Fevereiro de 2002, no pedido da emissão da licença ambiental (concedida à empresa Resioeste S. A., que explora o aterro), acerca do sistema de impermeabilização, não é referida a colocação de uma barreira geológica artificial na base e nos taludes dos alvéolos do aterro, com pelo menos 0,50 m de espessura, para protecção dos recursos hídricos subterrâneo, como determina a Directiva 1999/31/CE, do Conselho, de 26 de Abril de 1999, sobre deposição de resíduos em aterros. Assim, há que considerar o aterro como uma potencial fonte de poluição, com problemas imediatos ou a longo prazo

 Poluição Pontual das Linhas de Água Superficiais

 De acordo com Plano de Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste (PBHRO, 2001), as principais fontes de poluição das linhas de água existentes no Concelho de Torres Vedras são provenientes do sector Agro-Pecuário.

Apesar das instalações (suiniculturas, aviculturas, etc.) não se localizarem por norma imediatamente junto dos rios e ribeiras, noutros concelhos a montante, existem explorações junto às linhas de água poluindo-as. Dado o PBHRO datar de 2001, esta informação poderá necessitar de actualização.

Outros sectores que têm algum peso no concelho são o sector agrícola e as adegas cooperativas.

A EXPLORAÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO VÊM PIORAR O ESTADO DAS ÁGUAS E A SUA QUANTIDADE DISPONÍVEL!

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Fracking sem água e créditos de carbono. Um bom negócio!

A captura de carbono é a nova musa das corporações e de muitos grupos “verdes”.  Os problemas que criavam estão ser renovados em lucro. Mais uma vez a industria do fracking quer fazer passar a imagem de que está preocupada com o impacto da sua exploração. Mais uma vez as dificuldades e poluição inseparáveis do fracking não são resolvidas, nem se mostra abertura para tal, apenas se disfarça fazendo dinheiro. Este documento é uma defesa da utilização de Dioxido de Carbono como solução para os problemas da industria com a água e emissão de gases efeito de estufa.

O Dioxido de carbono é um negócio de biliões, retirado da destruição dos ecossitemas, e do bem estar geral. Além disso a industria do fracking liberta Metano suficiente para nos preocuparmos, mas desse não falam.  Porque ainda não arranjaram desculpa… A preocupação das corporações é melhorar a tecnologia e retirar lucro, não melhorar as condições da vida global.

Fracking sem água

Quando o fracking se realiza em regiões áridas está a chamar a atenção para técnicas livres de água

Porque é importante?

Perfurar para gás natural utilizando a técnica hidrofracking normalmente requer enormes quantidades de água.

carbono_creditoNo fracking convencional para shale gas, enormes quantidades de água tem de ser transportada por grandes camiões cisterna para se perfurar .

O Fracking, utiliza enormes quantidades de água injetada em poços sobre grande pressão para ajudar a libertar o gás natural e petróleo dos depósitos nas rochas. Mas muitas das grandes fontes de shale gas encontram-se nos desertos, tornando a técnica quase impraticável.

È possível fraturar formações rochosas sem utilizar água. As corporações de petróleo e gás tem utilizado Dióxido de Carbono por décadas, no entanto em bases limitadas. Mas se esta aproximação for utilizada em larga escala, irá requerer um maior investimento nas infraestruturas para armazenar e transportar o dióxido de carbono para os locais de perfuração. E em alguns casos o preço de emissões de carbono pode ser a única maneira da economia funcionar.
Nos EUA, o gás natural abundante disponível pelo fracking levou a uma grande mudança do carvão para este combustível., reduzindo as emissões efeito de estufa (“Natural Gas Changes the Energy Map”). . Mas as shale gas estão em lugares como a China, onde se estima ter mais 50% desta fonte que os EUA.

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No momento fracking com Dióxido de Carbono é utilizado, como Wyoming, que já tem gasodutos para dióxido de carbono. A economia por si podia justificar construir mais em alguns locais, diz Robert Dilmore, engenheiro de investigação no U.S. National Tecnology Laboratory

Em outros casos construir gasodutos pode requerer uma ajuda dos governos. Um preço no carbono, por exemplo, pode criar um bom fornecimento barato de dióxido de carbono ao dar utilidades de incentivo para a captura de dióxido de carbono das chaminés das industrias. Isto pode fazer sentido na China, onde a melhor shale gas estão em zonas áridas (“China Has Plenty of Shale Gas, but It Will Be Hard to Mine”). Uma das maiores fontes de shale gas do mundo é na Tarim Basin no nordeste da China, localizada no Taklamakan Desert

Is-Fracking-the-Answer-to-Water-Scarce-ChinaFracking com dióxido de carbono apresenta um numero de vantagens potenciais. Não só irá eliminar a necessidade de milhões de galões de água por poço, como também irá eliminar as grandes quantidades de água contaminada no processo ( “Studies Link Earthquakes to Wastewater from Fracking”).

Fracking sem água também pode ajudar a resolver outros problemas. No fracking convencional, metade da água bombeada dos poços é retirada para fora novamente, mas a outra metade fica na sub solo. A água que fica para trás pode bloquear o caminho do gás natural, travando a produção e possivelmente diminuir a quantidade de produção do poço a longo prazo. Diz Dilmore

Quando o dióxido de carbono é utilizado em vez da água, grande parte vem de volta do poço (onde pode ser capturado e reutilizado). Isto por sua vez permitirá ao gás natural libertar-se mais facilmente. Algumas investigações recentes ( recent research) sugerem que a utilização do dióxido de carbono pode também resultar numa melhor rede de fracturas, tornando mais fácil a extração do combustível. E depois da infraestrutura estar no local para entregar dióxido de carbono, pode ser utilizada mais tarde na produção. Num deposito de shale gas, uma grande parte do gás natural está colado à rocha em vez de vaguear livre. Mas o dióxido de carbono tem uma maior afinidade para a shale que o gás natural, por isso pode ser utilizado para descolar o combustível e liberta-lo da rocha.

Depois do poço produzir, pode ser selado, armazenando o dióxido de carbono permanentemente no subsolo. Isso ajudará a reduzir os gás efeito de estufa na atmosfera.

O dióxido de carbono para fracking põem muitos desafios sem ser a falta de infraestruturas. Ao contrário da água, os gases são comprimíveis, portanto é mais difícil alcançar as pressões necessárias para fracturar a rocha. Também, o dióxido de carbono tem de ser separado do gás natural antes de ser enviado para o mercado, o que aumenta os custos. E provavelmente nunca será economicamente viável instalar gasodutos todo o caminho para todo o poço. Camiões vão ser necessários para transportar o dióxido de carbono, mais do que são necessários no fracking com água. Isso aumenta a poluição sonora, a poluição dos habitats e ar e danificação das estradas.

Em alguns locais, especialmente onde a água é relativamente abundante, pode não existir uma razão para utilizar dióxido de carbono. Grant Bromhal, outro investigador na NETL, diz que espera que os fracking apoiado com água continue a dominar, mas pode mudar para dióxido de carbono se as vantagens forem esmagadoras. “ A minha bola de cristal não está clara” diz. “ ainda existe muito para aprender sobre esta formações rochosas (shale)

Mais: http://www.technologyreview.com/news/512656/skipping-the-water-in-fracking/#ixzz2VAbxTfmQ
From MIT Technology Review

VER: http://www.storyofstuff.org/movies-all/story-of-cap-trade/

GreenHunter ( àgua, oil sands, fracking, capital)

A privatização das águas, deve-se à necessidade das corporações em utiliza-la nas suas operações. Por tudo o mundo as maiores multinacionais estão a adquirir os diretos sobre as águas. Os preços aumentam para a população, e as “proprietárias” das águas recebem subsídios por participar na defesa do ambiente e tratamento de produtos tóxicos, um novo negócio bilionário à custa da destruição da Natureza, violação dos direitos humanos e onde o único animal a salvo, é a águia pintada nos reservatórios.

Em Portugal o Estado prepara a privatização das Águas de Portugal, a industria fraking está implementada e em acção. O que se passa, não se sabe ao certo. Quais as empresas que em Portugal vão querer o seu lugar ao sol neste novo capital?

Nos EUA tudo está mais adiantado, mas se em Portugal se continuar a ignorar os milhões investidos por multinacionais petrolíferas, acordos com o Estado, Leis europeias e a aceitarmos a “falsa Crise”, em 2020 podemos estar a passar pelos mesmos problemas que os EUA e outros países espalhados pelo mundo e marcados para Tar Sands, Fracking ou Oil Shale.

Não se encontram dados sobre as águas ou produtos tóxicos utilizados, onde se armazenou a água contaminada das operações em Alcobaça por exemplo, onde a Mohave Oil, abandonou um poço por supostamente ser “economicamente insuficiente”. Agora fala-se do Barreiro, Algarve, Torres Vedras, Alenquer, Rio Maior, S. Pedro Moel, Peniche, etc… Fora as não anunciadas!

Previne-te conhecendo a GreenHunter…

GreenHunter compra a propriedade do serviço de águas da Marcellus Shale

GreenHunter diz num comunicado que a sua subsidiária GreenHunter Water executou um acordo definitivo para adquirir cerca de 99 acres minerais e 84 acres de superfície em West Virgínia, onde vai desenvolver uma instalação comercial de água. A aquisição inclui um poço existente que foi aprovado para depositar águas tóxicas, segundo o comunicado.

A GreenHunter Water, com a sua aquisição inicial, irá estabelecer posição na região Appalachian. Utilizações planeadas para a localização inclui uma estação de tratamento de águas produzidas por campos de petróleo, fracking e lamas de perfuração, um ou mais poços para água salgada e equipamento pesado e campo para tanques e armazenamento.

A propriedade a ser adquirida através de transações é estrategicamente colocada no coração da atividade de perfuração nas fontes da Marcellus Shale e Utica Shale, como também estrategicamente colocada perto de autoestradas, onde os camiões de transporte das águas são ativos, diz a empresa.

“ Esta importante movimentação marca formalmente a entrada da GreenHunter nos espaços de manutenção das águas. Ao entrar neste mercado multi bilionário no inicio do ano, estamos a explorar o nosso melhor para ganhar experiência em gestão de alavancagem do campo de petróleo e relacionamentos de longo prazo com e produtores de gás e petróleo estabelecidos. Decidimo-nos focar na Marcellus Shale na bacia de Appalachian, a Eagle Ford Shale no West Texas e na Bakken Shale na bacia Williston. Estas fontes não convencionais estão a experimentar uma grande proliferação nos EUA e estamos no momento em negociação para outras 3 potenciais aquisições para aumentar significativamente a nossa presença nas fontes não convencionais. Acreditamos que a GreenHunter Water está posicionada inequivocamente para aumentar a sua base e lucros que darão aos nossos acionistas bons ganhos.” Presidente da GreenHunter Energy; Jonathan Hoopes.

Fracking, Agricultura e saúde publica.

Retirado do site: Organic Consumers Association, por Alexis Baden-Mayer, 2013

Fracking our Farms: A tale of five farming families”

Fracking e Agricultura : A história de 5 quintas familiares

Nota do autor: “ Num rally em Washington sobre o clima, a certa altura, a nossa faixa “ Cozinha Orgânico, Não o Planeta”  chamou a atenção de um agricultor familiar. Ele aproximou-se . Eu dei-lhe um flyer e disse-lhe como a agricultura orgânica podia ajudar no combate aos gases efeito de estufa ao reduzir os níveis de dióxido de carbono para a atmosfera. Ele disse “ Mas se eles utilizarem o fracking em todo o lado, não vai existir agricultura orgânica.” Mais tarde em casa descobri que havia um numero efervescente de agricultores pelo país contra o fracking. Aqui vão algumas histórias:

Os seus nomes são Carol, Steve & Jackie, Susan, Marilyn & Robert, e Christine. Partilham algo. Dois pontos, atualmente:

  • Todos são ou foram donos de quintas.
  • E essas quintas, junto com a sua própria saúde e dos seus animais, foram arruinadas pelo fracking.

Mais de 600.000 poços de fracking e injeção de desperdícios apareceram por todo o país, de acordo com a ProPublica. A industria do gás e petróleo, juntamente com reguladores federais, querem-te fazer acreditar que injetar triliões de galoons (1 gallons = 3,7 litros) de liquido tóxico, na profundidade da terra é inofensivo.

Mas digam isso a Jacki Schilke de North Dakota, que perdeu 2 cães, cinco vacas e galinhas – e a sua saúde – depois de 32 poços de gás e petróleo aparecerem num limite de 3 milhas (+/-5km) de sua casa. Ou Cristine Moore, uma salvadora de cavalos em Ohio, que vendeu a sua quinta depois de um poço ter sido instalado a 5 milhas de sua casa, criando um fio de petróleo na sua água que a pôs tão doente que ficou impossibilitada de tratar dos seus cavalos.

Com dezenas de milhares de poços e locais de descarga de lixo tóxico, é certo que o fornecimento de comida água, e alimentos contaminados com químicos do fracking será verdade. Enquanto ouvimos falar muito sobre contaminação da água potável, incluindo a captura de agua a nível pessoal em bocas de incêndio, não nos preocupamos com o fracking. Colheitas contaminadas são também veículos para expor o ser humano aos químicos do fracking.

Aqueles que tem a infelicidade de viver perto dos poços podem dizer muito sobre o potencial perigo do químicos do fracking na nossa saúde. Os animais tem a mesma susceptibilidade para doenças que nós, mas porque são mais expostos ao ar, solo e água dos lençóis freáticos sem tratamento , e tem ciclos reprodutivos mais frequentes, exibem as doenças mais rápido, fazendo adivinhar doenças nos humanos. Um estudo revela frequentes mortes em quintas com animais de criação. Os animais que sobrevivem mostram problemas de saúde incluindo infertilidade, defeitos de nascença. Alguns animais desenvolvem anorexia, e falhas no fígado e rins.

O que causa estes problemas? Entre as centenas de químicos tóxicos utilizados no fracking estão arsenio, benzeno, ethylene glycol (anticongelante), formaldehyde, chumbo, tolueno, Uranium-238 e Radium-226.

Os problemas de saúde vão desde, autismo, asma, cancro, doenças do coração, falha dos rins, defeitos de nascença, alergias, e desequilíbrios do sistema imunitário.

Os agricultores reagem

Aqui vão as histórias de 5 agricultores na linha da frente na luta contra o fracking, que partilham as suas histórias  connosco numa tentativa de expor as mentiras que o gás natural é uma “energia limpa”.

Carol Frech, co fundadora da (PLGAS).

A sua quinta está rodeada com 9 poços. No inicio do mês ela postou no Fracking Facebook que perdeu 3 animais em 9 dias. “ Ouvi de outros agricultores com água “modificada” a falarem dos mesmos problemas”, escreveu. Em Dezembro de 2012, Shale Gas Outrage protestou na Filadélfia, Carol disse à multidão, como, em 2 semanas depois da água mudar, a sua filha desenvolveu febre e diarreia que se tornou sangue, Perdeu 10 pounds (+/- 4,5kg)  em 7 dias. Assiste ao discurso da Carol.

Steve e Jacki Schilke;

Existem 32 poços em volta da sua quinta de 160 acres. Que a Jaccki culpa pela perda do seus animais, e perda da sua saúde. Os seus sintomas começaram uns dias depois dos poços serem fracked (fracturados), quando sentiu nos pulmões uma sensação de queimadura que a enviou para as urgências. Depois disso, quando sai à rua no seu rancho, fica tonta e com problemas em respirar. Em certas alturas, com 53 anos Jacki não consegue andar sem muleta, conduzir ou respirar facilmente. Ela avisa os agricultores para não aceitar acordos com os frackers: “ Eles estão aqui para violar esta terra, fazer quanto dinheiro possível e voltar costas o mais rápido possível. Não se importam minimamente com o que estão a fazer. Eles vão à tua propriedade mentir-te nos olhos

Vê a Jacki falar da sua experiência.

Susan Wallace-Babb.

Um dia em 2005, Susan foi ao campo de um vizinho para fechar um regadio. Ela desceu do seu camião, respirou e desmaiou. Mais tarde, procurou respostas, um ajudante de xerife disse-lhe que um tanque cheio de gás natural a menos de meia milha teve uma fuga para outro tanque. Os fumos devem ter sido levados até a propriedade onde trabalhava. Na manhã seguinte quando acordou estava tão doente, que quase não se conseguia mexer. Vomitou compulsivamente e sofreu de diarreia explosiva. Em poucos dias desenvolveu manchas no corpo, depois lesões. Em 2006 modou-se. Em 2007 testemunhou no Congresso sobre a sua saúde devido ao impacto do fracking. Por 3 anos os seus sintomas melhoraram gradualmente, até poder trabalhar no seu jardim e levar a sua rotina normal. Em 2010, a Exxon lançou um projeto num velho campo a 14 milhas (+/- 22,5km) e iniciou o fracking para levá-los a produzir mais. Em meses os sintomas de Susan voltaram.

Assiste ao depoimento de Susan

Marilyn e Robert Hunt.

Donos de uma quinta orgânica de 70 acres, onde criam animais. Quando a Chesapeak Energy lhes disse que queria o direito aos seus minerais, Marilyn fez uma pesquisa e recusou a oferta. Mas isso não parou a Chesapeak Energy que diz no ShaleReporter.com, “ roubar gás de ambos os lados da nossa propriedade”. Em 2010,a Chesapeak recebeu permissão para descarga de produtos tóxicos e despejou-os perto da sua quinta, e nas suas terras. “ A agua começou a ter pequenos flocos brancos, e começamos a ficar doentes”. “perdemos muitos crias dos animais que tiveram problemas intestinais devido à agua. “ Algumas das crias que a sua filha criava morreram de falhas no sistema nervoso, e os que sobreviveram estavam deformados. Interessante notar que os animais que bebiam água da fonte no ponto mais alto da propriedade foram poupados a tais efeitos adversos, levando Marilyn a acreditar que foi a água contaminada pelo fracking que causou os problemas.

Christine Moore.

Cristine e a sua família viviam um sonho de vida no seu centro de recuperação de cavalos. Quando um poço foi aberto a 5 milhas (+/- 5km) da sua casa em 2012, Cristine foi de porta em porta, pedindo aos vizinhos para não dar permissão para fracking. Mas muitos vizinhos maioria Amish e Mennonite não ouviram. Dois meses depois a água ficou estragada. Petróleo vinha com a água que dava aos cavalos e usava na quinta. A água de sua casa que era bombeada do poço e filtrada, começou a dar-lhe problemas de estômago. Enviou os seus cavalos para um centro “Não Matamos”, vendeu a propriedade ao seu vizinho, que de acordo com os registos da Tuscarawas County, tem licença de exploração de petróleo e gás em várias propriedades.

Assiste ao discurso da Christine

Parem o ataque do fracking .

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Àgua e Fracking (privatização)

Conflito de interesses entre empresas privadas de água com o lobbing do fracking

Vender água ás empresas de perfuração (fracking), um dos maiores utilizadores de água do setor privado.

Duas das maiores empresas de água, estão a participar no lobbing massivo para se expandir no Shale Gas — uma atividade industrial que promete enriquecer as empresas de águas, mas ao mesmo por em perigo as fontes de água potável.

A situação é: alguns observadores descrevem-no como um problema de conflito de interesses – e acompanha os assuntos complexos levantados pela privatização de infraestruturas e serviços como água, prisões e estradas.

As empresas americanas; American Water e Aqua America – são lideres no fornecimento de água na Pensilvânia, onde o fracking está em altas. Eles vendem água às empresas de gás — que utilizam uma técnica que requer quantidades massivas de água – e expressaram o interesse em tratar água tóxica derivada das perfurações, uma oportunidade lucrativa.

Os investidores e donos das empresas, e lobbistas da utilidade das águas são também “membros associados” da poderosa industria de gás na Marcellus Shale Coalition, um facto confirmado pelo representante da coligação Travis Windle, que diz que os associados pagam $15,000 anualmente. “Os nossos associados são realmente a espinha dorsal da industria”.

Ambas as empresas de água servem milhões de pessoas pelos EUA … Aqua America serve 11 estados e a American Water está em mais de 30 estados.

A coligação, que é liderada pelos principais produtores de gás, defende o “desenvolvimento responsável de gás natural” irá desenvolver a economia da região enquanto fornece uma importante fonte de energia domestica. Reportaram mais de $2 milhões gastos em lobbing nas expedições na Pensilvânia desde 2010.

A Aqua America juntou-se à coligação em 2010 e a Pensilvânia American Water – subsidiária da American Water – juntou-se em 2011.

A perfuração de Shale Gas utiliza uma combinação de perfuração horizontal e hidraulic fracturing (fracking), para extrair o gás das formações rochosas. A técnica controversa força milhões de litros de água– misturada com areia e químicos – a entrar na rocha e parti-la para libertar o gás. Juntamente aos riscos destas técnicas, o processo produz grande quantidade de água tóxica que dificilmente será potável novamente.

A EPA, está a conduzir um estudo “para investigar os potencias adversos do fracking na qualidade das águas e na saúde publica”. Separadamente a EPA, está a testar a água de alguns residentes na Pensilvânia, que dizem que as explorações de gás natural perto de suas casas contaminaram as águas.

No meio disto tudo as empresas de água, vendem -na para fracking enquanto dizem querer que o fracking seja feito de uma maneira ecologicamente responsável. Numa apresentação aos investidores, a American Water disse referindo-se aos lucros  “ realizar retornos adicionais derivado das águas a empresas de fracking, enquanto estamos atentos à proteção das fontes de água”. Na apresentação a empresa notou que “ vende água a utilizadores de fracking em 24 pontos de distribuição na Pensilvânia”, e que “vendeu 250.4 milhões de gallons de água para fracking de janeiro até Dezembro de 2011, ganhando $1,6 milhões.

American Water por Terry Maenza diz que a companhia apoia a proteção ambiental e que o seu papel na coligação não mudará devido ao seu papel na coligação de shale porque também é membro de inúmeros grupos ambientais.

Em Portugal a pressão (lobbing) para a privatização da água está ao rubro , depois de se pagar as construções das barragens para criar energia elétrica, privatiza-se a EDP, depois de se pagar instalações e infraestruturas para distribuição de gás natural, privatiza-se a REN (gasodutos e rede elétrica). Depois de vendermos ou alugarmos as terras para eucalipto, pagamos o material que produzem, apesar de as corporações de fabrico de produtos derivados de papel de eucalipto ganharem mais com a introdução de novas fontes de energia (cogeração a gás natural), como a Portucell (Navigator).

Quem vai beneficiar com o fracking em Portugal são as corporações privadas e os políticos corruptos. Criaram um mercado de energias, que agora começa a pedir o que não há, dinheiro.

Os preços da água, gás e eletricidade serão muito mais baratos para as corporações e mais caro para o cidadão comum. Se o preço for “equilibrado” será num valor que grande parte da população (pequenos agricultores, associações de solidariedade, etc) não poderá pagar sem efeitos nocivos no seu desenvolvimento. A água está a ser privatizada para ser vendida ao melhor preço de mercado, e como tem provado estes últimos anos, a economia é mais importante que o bem estar civil.

As barragens foram o primeiro passo para nos roubarem as águas, controlar o fornecimento (quantidade, para quem, a que preço). As energias renováveis estão abafadas, dando dinheiro a quem já o tem, sendo inacessível para a maioria dos que queriam utiliza-la como um bem social e não um bem económico.

A água é um elemento que está em 70% do nosso corpo. As doenças aumentam porque a água está doente. O preço dos alimentos aumenta porque a água é um elemento pela qual se compete em lutas muitas vezes desiguais. Já não é o caso do vizinho da horta de cima cortar o carreiro com um bocado de terra ou tábuas. Aqui discute-se o direito a ser dono da água, de decidir a quem a fornecer, que valor tem, sem uma necessidade real de sobrevivência, mas sim de lucro e poder.

A água corria livre nos rios, hoje não. À água era saudável hoje já não. A água é o elemento vivo mais antigo da terra, donde veio a vida e hoje mata. Porquê?

LIBERDADE PARA AS ÁGUAS, PARA PODERMOS SER LIVRES!