Eco-Demo(cracia)

Rockfeller

Eco- Demo(cracia)!

O Verde do séc XXI continua a ser o do dinheiro!?

A tribo Yaqui que habita em Loma de Bacum, uma cidade mexicana perto da fronteira com o Arizona (USA) cortou uma secção de cerca de 15 metros do gasoduto transfronteiriço que se encontra nas suas terras como forma de protesto pela imposição da infraestrutura pertencente à Sempra Energy (Califórnia) sem consentimento dos locais. Este gasoduto transfronteiriço foi possível com o apoio e pressão de Hillary Clinton sob o México para privatizar as fontes de gás e petróleo enquanto elemento da administração Obama.

Em 2015 a população Yaqui disse não à construção do oleoduto quando informada pelas autoridades locais, mas este foi em frente na mesma. A Ienova, unidade da Sempra que opera o oleoduto espera decisão judicial para poder restaurar o oleoduto ou escolher outra rota.

Durante a Luta contra o Keystone XL foram em frente dezenas de gasodutos, e planos para mais foram apresentados dentro dos EUA e que atravessam fronteiras. Um dos casos onde a fronteira não foi reconhecida foi o conhecido oleoduto que levou ao movimento popular Standing Rock...

A administração Obama foi considerada pioneira no apoio à economia verde. A sua maior participação (com dinheiros públicos) vai ser a entrega de 100 biliões de dólares até 2020 para as adaptações climáticas nos países em desenvolvimento, como acordado no acordo climático de Paris. Foi mais um passo num plano desenvolvido pela família Rockfeller na sua luta pelo controlo da energia do sec XXI e mais uma vez senhores das soluções e boa vontade…  Teatros Greco-Romanos são encenados com personagens reais, (Nós), numa luta que parece estar ganha mas que se perde sempre… Como?

Neste trabalho vamos ficar pelos políticos e capitalistas, noutro entraremos na ciência por detrás da ideia das alterações climáticas, CO2 e políticas ambientais que oferece legitimidade para toda esta tomada de posse da solução energética auto sustentável e local…

Depois de Al Gore a política norte americana nunca mais foi a mesma e o dinheiro que gera está sempre em crescente…E Hoje?

Começamos por Hillary Clinton que como Secretária de Estado de Obama e em conjunto com um grupo de lobistas da indústria petrolífera, aproveitou o sonho do eco capitalismo para financiar a solução energética mundial e as lutas tornadas mainstream como a desobediência cível encenada e dirigida pela 350 org contra o oleoduto Keystone Xl, por parte de figuras públicas e dirigentes de ONG’s, diziam que parar o KXL era mandar uma mns à indústria Tar Sands pois era uma infraestrutura essencial para as novas explorações de não convencionais,  uma arma sua.

Os indígenas Yaqui acusam Hillary de ser responsável pela permissão de construção à Sempra. Na lista de financiadores da campanha para as presidenciais contra Trump estavam registados 40 lobbistas que trabalharam contra o regulamento das alterações climáticas, defendiam a perfuração offshore e procuravam aprovação para a exportação de gás natural. Ankit Desai, vice-presidente para as relações governamentais na Cheniere Energy doou $82,000 para o campo eleitoral de Clinton. David Leiter em 2014 foi responsável pela aprovação da infraestrutura de exportação de GNL em Hackberry, Louisiana também doou $36,550 para a campanha de Clinton e trabalha para a ExxonMobil.

Durante a administração Obama a luta contra o Keystone XL (KXL) apoderou-se de palavras como Roots Movement (Movimento Popular), desobediência civil e resistência por parte de ONG’s multinacionais com ordenados de milhares de euros que são hoje os principais representantes da solução verde para o sec XXI. Na verdade além da indústria verde também a indústria férrea esperava o fim do apoio do governo ao KXL. Warren Buffet, o 3º homem mais rico do mundo, investiu na BNSF para transportar o petróleo que viria pelo oleoduto e mais ainda. Em 2010 Obama agraciou Buffet com a Medalha da Liberdade, no ano seguinte Obama apresentou a “Regra Buffet” . A Forbes em 2018 apela-o de “ Oracle of Obama”. Uma das ONG’s que mais tem ganho com tuda esta politica verde é a 350 org com raízes na Fundação Rockefeller, como também WWF, e  Sierra Club, ambos recebem doações da fundação Rockefelleretc… Em 2013 o senador Lautenberg e Rockefeller passaram a lei de investimento no transporte,a Rockefeller que na altura dirigia o Senate Commerce Committee disse que: Todas as opiniões “precisam de estar na mesa” para renovar e expandir o sistema ferroviário, portos, auto-estradas.

 

A família Rockefeller é a criadora da solução alternativa energética sem alterações na organização social. Em 2013 a sua fundação concluiu uma iniciativa focada na acessibilidade aos trabalhos verdes nos EUA, SEGUE (Sustainable Employment in a Green US Economy) para resolver a alta taxa de desemprego e alterações climáticas criando a oportunidade imperativa em investir nos trabalhos verdes pelo mundo, com avanços no conhecimento, leis e instituições necessárias para catalisar o crescimento da economia verde. Não é de estranhar que na lista de apoios económicos da fundação estejam sindicatos, ong’s verdes e que na lista de colaboradores da Global Climate March estejam sindicatos. Através do Rockefellers Brothers Fund e de um programa de energia solar e eólica em África liderado pela irlandesa Mainstream Renewable Power foram investidos 1.775M em energia renovável, considerado o maior passo para a energia verde.

No África Energy Forum em 2016 foi defendido um Plano Marshall para África assente em $70 triliões para ajudar as economias em desenvolvimento. No mesmo discurso os EUA são apresentados como os salvadores da Europa através do plano Marshall (European Recovery Program) depois da segunda guerra mundial. Aqui podes consultar a lista dos apoios aos Verdes por parte dos Rockefeller. Na Universidade Rockefeller são aprovados vários estudos sobre Deep Sea Mining para metais para a construção de paneis solares e eólicas, baterias para energia verde, combustível, matéria-prima para novas tecnologias, etc… Gulbenkian era fã da antropologia de Rockefeller e seguiu os seus passos até aos dias de hoje e para o séc. XXI. Hoje a sua Fundação faz o mesmo trabalho verde em Portugal, imitando a Fundação Americana.

JP Morgan é outro nome intrinsecamente ligado ao futuro verde e ao passado negro das energias. Depois de Tesla ter ganho a eletrificação AC na World’s Columbian Exposition em Chicago no ano de 1893, o sistema foi rapidamente adotado como produção para empresas de energia elétrica primeiro nos Estados Unidos e depois em todo o mundo. John D. Rockefeller reagiu à crescente popularidade da iluminação elétrica para todos, que antecipou a tecnologia à base de óleo de lâmpadas de querosene, assim  ajudou empresas como a Ford a iniciar em serie o motor de combustão interna (Gás/Diesel) como o principal meio de transporte terrestre… para todos, porque sabia que Tesla estava a ponto a traçar um caminho para a fabricação de carros elétricos baratos. Ford tinha a ideia dos carros baratos a biodiesel e com fibra de cânhamo, Rockefeller levou a melhor. Do outro lado ( forma de expressão) JP Morgan com o apoio da família Rothschild respondeu ao tornar-se o único patrocinador do empreendimento Tesla. Iniciou-se uma batalha empresarial pelo controlo do fornecimento elétrico, com Rockefeller e os seus protegidos a levarem a melhor com a corrente AC e os carros Ford com petróleo ou Thomas Edison com a sua lâmpada. Mais tarde JP Morgan encabeçou um grupo de banqueiros preocupados com as ideias revolucionárias de Tesla que poderiam tornar impossível controlar a venda e distribuição de energia a preços lucrativos. Em apresentações públicas Tesla introduziu muitas novas tecnologias, inclusive aquela que lhe permitiu exibir sistemas de iluminação elétrica sem fio e geração de energia dos rios sem barragens e a teoria da energia criada pela rotação da terra. Todo isto foi travado por interesses econômicos que juntou “inimigos” para um objetivo comum: Impingir e cobrar por serviços que podiam ser de acesso livre, para manter o controlo das necessidades sociais.

JP Morgan lidera hoje um grupo de banqueiros que têm como objectivo criar uma plataforma Pan Europeia que permita a rápida expansão dos produtos Tesla na Europa. No site do JP Morgan os carros Tesla são considerados uma história de sucesso criada para uma rápida expansão do negócio centralizada na facilidade de taxas e regulamento financeiro na região Europeia.

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Retirado do site.

A operar protegido por um grupo de banqueiros permitiu á Tesla aumentar mais facilmente outras partes do JP Morgan ao apoiar e facilitar o crescimento do negócio.

Elon Musk recebeu, em 2015, um empréstimo de 750 milhões para a Tesla Motors (Que esteve para ser comprada pela Google) do Banco da América, JP Morgan Chase e Deustsche Bank. Em 1999 Musk decidiu comprar o carro mais rápido e mais caro da altura e de sempre, o Mclaren F1 GTR,  e em 2014 congratulava-se com a habilidade do modelo Tesla Model P85D em se comparar à aceleração de 60 milhas horas em 3.2 segundos do Mclaren. Em 2016 o Model S P100D chegou às 60 milhas em 2.28 segundos. Muita gasolina foi gasta…

Onde Musk gasta muito produto petrolífero é na sua empresa Space X, fundada em 2002, que tem como missão tornar os humanos colonizadores e criadores de uma civilização sustentável em Marte. Dentro do programa está o desenvolvimento de meios de transportes em terra de alta velocidade como o Hyperloop. Musk também têm contractos de transporte com a NASA e também criou a OpenAI, uma empresa de investigação para uma inteligência artificial segura por acreditar que o ser humano está muito lento para poder usufruir de toda a informação que a tecnologia nos proporciona. O dinheiro inicial para estes investimentos veio da venda do Paypal, onde foi co-fundador e a Zip2 plataforma que tornou possível que jornais como o New York Times e Hearst pudessem ser lançados on line.

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Trump é um dos aliados de Musk, além do apoio ao contracto com a NASA, Trump também é um dos potenciadores do Hyperloop. Segundo declarações de Shervin Pishevar, co-fundador do Hyperloop, Trump é um Construtor que dá esperança ao projecto. Nessa mesma entrevista Pishevar anunciou a recolha de 85 milhões em fundos. Em 2018 o Hyperloop foi integrado no Plano de Infraestruturas da administração Trump.

O futuro está em foguetões!? Qual a pegada ecológica do programa espacial?

O valor médio será cerca de 30 toneladas de CO2 por lançamento (em 2015 a pegada de um cidadão europeu era de cerca 7 toneladas). Mas em cada lançamento pode-se juntar as 23 toneladas de Perclorato de amônio e pó de alumínio e as 13 toneladas de ácido clorídrico. Imagine-se mais, maiores e mais potentes foguetões.

A fábrica Tesla foi convidada a vir para Portugal, e os verdes jubilaram-se com a possibilidade de o país entrar nesta solução espacial. Um dos critérios a favor era o lítio encontrado em Portugal Continental e no fundo do Atlântico e outros recursos minerais para a construção dos automóveis.

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(representante da Tesla em Portugal)

A sociedade humana encontrou um dominador comum ( Alterações climáticas) para uma luta global econômica e política (Globalização), e mais uma vez o plano é solucionar os seus problemas, deixando de fora as restantes classes e espécies, desperdiçando mais uma vez uma oportunidade de realmente trabalhar para um mundo sustentável, não egocêntrico, seguindo uma doutrina apresentada pelos produtores de poluição. Um dos problemas das mudanças radicais no sistema de organização humana é o assalto dos culpados às ideias sustentáveis e equalitárias dos afectados, isto foi verdade no movimento abolicionista da escravatura, nos direitos da mulher, na política (republica, democracia), das classes sociais mais baixas (Representantes). Ao apontar o dedo acusador ao cidadão, os criadores dos produtos poluentes apoiam hoje soluções que mantiveram na gaveta desde o início dos seus investimentos, para manter a sua fortuna, culpando-nos a nós consumidores dos males do mundo.   o aproveitamento das correntes dos rios e energia da terra para produção de energia de Tesla, que foi transformado em grandes empreendimentos em forma de barragens e transporte de corrente por cabos com necessidade de grande matéria prima e principalmente com manuseamento mortal, e tudo por motivos económicos (poder), ou a recente 1ª Revolução Verde em África são cicatrizes que não devem abrir de novo…

Vamos deixar os mesmos, ou a mesma mentalidade mais uma vez controlar as soluções populares, sustentáveis e necessárias?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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