Fontes “não convencionais” de energia fossil em Portugal!

Fontes “não convencionais” foram identificadas em Portugal. Fica a saber o que é, as técnicas e tecnologia de extração de gás e petróleo ” não convencional”. Em Portugal terão de ser utilizadas para extrair o tipo de gás e petróleo encontrado no sub solo on shore e off shore.

Conhece Também uma empresa que funciona em Portugal e que se dedica a vender e a apoiar com técnicas e tecnologia necessária para a extração de gás e petróleo “ não convencional”. A SGS Portugal. Também se fala um pouco da técnica de captura e armazenamento de carbono.

sgs_iso_9001_pt_round_tcl_hrO que são fontes “não convencionais” de fontes de energia?

Os recursos não convencionais são hidrocarbonetos (petróleo e gás) que se encontram em condições que não permitem o movimento do fluido, por se encontrarem presos em rochas pouco permeáveis, ou por se tratar de petróleos com uma viscosidade muito elevada. A sua extração requer o emprego de tecnologia especial, pelas propriedades do próprio hidrocarboneto e pelas características da rocha que o contém.  Atualmente representam uma interessante fonte de recursos, uma vez que muitos deles se encontram em jazidas que se consideravam esgotadas. Calculando-se que se encontram em grandes volumes.

Existem várias formas de petróleo e gás não convencional:

Heavy Oil: Petróleo em estado líquido de alta densidade. Extrai-se da rocha mediante a injeção de vapor ou polímeros.

Oil Shale: Petróleo produzido diretamente a partir da rocha mãe (shale rica em matéria orgânica).

Oil Sands ou areias betuminosas: Areias impregnadas em betume, que é um hidrocarboneto de muito alta densidade e viscosidade. Este betume no seu estado natural não tem a capacidade de fluir ao poço.

Tight Oil: Petróleo proveniente de reservatórios com baixa porosidade e permeabilidade.

Shale Gas: Gás Natural contido em rochas argilosas (shale) com alto conteúdo de matéria orgânica e muito baixa permeabilidade (rocha mãe). Para a sua exploração é necessário perfurar poços horizontais e fraturar a rocha.

indexTight Gas: Gás natural contido em rochas de baixa porosidade e permeabilidade.

Coalbed Methane: Gás natural extraído de capas de carvão. Devido ao seu alto conteúdo de matéria orgânica, o carvão retém uma grande quantidade de gás absorvido.

Hidratos de Metano: Composto sólido similar ao gelo, que contém metano. Este fica preso numa estrutura cristalina de moléculas de água, estável em sedimentos marinhos a profundidades superiores a 300 metros

As técnicas para a sua extração são também “ não convencionais”:

Mineração a céu aberto quando as oil sands são superficiais.

images

Poços verticais e injeção de polímeros ou vapor para mobilizar o cru extra-pesado.

Poços horizontais e fratura em caso de Shale ou Tight Oil.

Produção e extração

A produção de gás das rochas mãe que apresentam muito baixa permeabilidade é possível graças à perfuração horizontal, que permite navegar pela capa objetivo, frequentemente com trajetórias que superam os 1000 metros. Existem vários métodos de extração de gás não convencional. Por exemplo, no caso do Shale Gas, os processos de extração são os seguintes:

  • Injeção de milhares de litros de água, areia, e químicos vários.
  • Estas injeções sob pressão provocam uma rede de microfraturas na formação, permitindo assim ao gás preso fluir para o interior do poço.

A revolução não convencional

Os recursos não convencionais podem representar nas próximas décadas uma contribuição decisiva para o fornecimento mundial de energia. O preço do petróleo sobe, as energias renováveis  impõem-se, mas o mundo continua em busca de novas jazidas do velho combustível fóssil, responsável por 80% da matriz energética mundial.

Se acredita que tenhamos algumas décadas de combustível fóssil, cada vez mais raro, cada vez mais caro – afirma João Marcelo Ketzer, coordenador do Centro de Excelência e Inovação sobre Petróleo, Recursos Minerais e Armazenamento de Carbono (Cepac) da PUCRS, um dos principais centros de estudo de reservatórios não convencionais no país. – A transição de um mundo baseado em combustíveis fósseis para um mundo baseado em outra fonte demora – sintetiza

Países  esforçam-se para explorar fontes não convencionais. Em março, o Japão se tornou o primeiro país a extrair gás do chamado “gelo de fogo”. Os hidratos de metano parecem gelo. Encontrados em profundidades superiores a 500 metros e temperaturas de 4°C ou menos, são compostos de moléculas de água em estrutura sólida que aprisionam moléculas de gás natural. Extrair o gás desses reservatórios, frequentes em margens continentais, tem se revelado um desafio que só é compensado por um dado ainda mais intrigante: é provável que haja mais gás natural em hidratos do que em todas as demais fontes fósseis.

Outra fonte não convencional, o gás de folhelho ( gás de Xisto) tem levado os Estados Unidos de importadores a exportadores de gás. Para extrair o tesouro gasoso que fica retido na rocha sedimentar argilosa – o folhelho ou xisto (em Português), ou shale, em inglês –, os americanos fraturam a rocha em diferentes pontos

Ambiente e Economia

Más notícias para o clima – sentenciou o professor de Economia Energética do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Christopher Knittel, avaliando como a abundância de gás deve levar à queda no preço, também, de carvão e petróleo, muito mais poluentes.

Então, por que continuamos a investir tempo e dinheiro pesquisando essas fontes não convencionais? O próprio Knittel dá a resposta: usar o gás natural como substituto mais limpo dos outros combustíveis fósseis pode representar um grande alívio para o efeito estufa.

– O gás é uma fonte majoritária na geração de energia elétrica, mas nos próximos cinco anos vai emergir como um combustível significativo para o transporte, graças à oferta abundante e às preocupações com a dependência do petróleo e a poluição do ar – projetou a diretora executiva da Agência Internacional de Energia, Maria van der Hoeven, durante a apresentação do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Gás, em Junho, em São Petersburgo. – O gás natural tem potencial significante como energia limpa em transporte pesado, em que a eletrificação não é possível.

Quer dizer: necessitamos de combustíveis fósseis se quisermos nos livrar deles a longo prazo.

Ainda assim, foi principalmente o interesse econômico o que moveu a pesquisa de shale gas nos EUA, e a corrida pela autos suficiência energética de países como Japão e Índia, que estão num ritmo apressado na exploração do hidrato. Os nipónicos projetam para 2016 a extração comercial, e os indianos anseiam por a produzir seu estimado 1,9 trilhão de metros cúbicos de gás congelado assim que possível.

GÁS BOM, GÁS MAU !?

A pressa vai na contramão da preocupação ambiental. A técnica de perfuração e fraturamento empregada pelos EUA para extrair gás de folhelho (xisto), injetando uma mistura de água, areia e produtos químicos em alta pressão, incomoda ambientalistas. Eles temem a contaminação de lençóis freáticos pelo vazamento do gás e questionam o tratamento da água utilizada para a fraturação da rocha, um mercado estimado em  US$ 100 bilhões, segundo a ONG WaterWorld

Em dezembro de 2012, a revista National Geographic publicou uma reportagem em que resume os desafios da exploração de gases não convencionais. Sob o título “Gás Bom, Gás Mau”, o texto foi categórico: “Queime gás natural e ele aquece a sua casa. Mas deixe-o escapar e ele aquece todo o planeta”. O mesmo hidrato visto como fonte de combustível do futuro é agente do ciclo de aquecimento global: se a temperatura passa dos 4°C, a gaiola de gelo se rompe e o metano, 23 vezes mais danoso ao efeito estufa do que o CO², é liberado rumo à atmosfera.

Os EUA têm afirmado que a extração de gás de folhelho (xisto) pode ser realizada com relativa segurança. Porém, no caso do gelado hidrato de metano, o buraco é, literalmente, mais em baixo. Segundo João Marcelo Ketzer, o desenvolvimento de tecnologias para explorar o recurso com o menor risco demora, principalmente, porque “é muito caro fazer pesquisa em grandes profundidades”. E os riscos ambientais e dificuldades de produção andam de mãos dadas.

– O que se está estudando é uma tecnologia que não congele o gás no caminho. Uma forma é injetar vapor de água quente dentro do reservatório, que vai derreter o gelo.

Outra técnica experimental envolve injetar CO² atmosférico nos reservatórios, substituindo o metano nos hidratos, e extraindo o combustível ao mesmo tempo em que se presta um serviço de captura de carbono. Mais ponderados que os japoneses, os americanos estimam que a exploração comercial será possível em 2025, com alguma sorte e vontade política

. Enquanto isso, o Brasil prepara seu próprio terreno. E aí, vamos de gás?

Corporação SGS ( Em Portugal)

A SGS oferece uma ampla gama de serviços que suportam o teste e a análise de recursos de gás natural não convencionais. O gás natural não convencional é aquele confinado em reservatórios cuja produção era anteriormente considerada muito complexa ou cara, geralmente porque a tecnologia necessária para alcancá-lo ainda não havia sido inventada ou porque é muito caro para ser economicamente viável. No entanto, à medida que os recursos vão ficando mais difíceis e caros de extrair e a tecnologia vai avançando, fica mais fácil utilizar o gás não convencional. Com isso, extrair esses recursos é uma opção cada vez mais lucrativa. Cada recurso considerado para produção precisa ser totalmente analisado e investigado.

Serviços de recursos não convencionais da SGS

Os serviços de recursos não convencionais da SGS estudam, testam, avaliam e relatam seus recursos e os custos potenciais e o valor associado à sua extração. Através de nosso serviço abrangente, você terá todas as informações necessárias para tomar decisões críticas de negócios, planejar e implementar uma extração lucrativa e otimizar o processo de produção.

Realizamos rotineiramente composições de gás natural no laboratório e no campo. A análise precisa da composição de gás é essencial para uma avaliação econômica precisa do recurso em questão. Combinada com técnicas avançadas, como taxas isotópicas, mineralogia avançada e testes físicos da rocha fonte e gás desenvolvido, oferece informações vitais sobre a origem do gás, incluindo detalhes sobre a continuidade do reservatório, sua compartimentalização, bem como migração.

Petróleo e Gás: Deixe a SGS atestar o sucesso do seu negócio

Esteja a sua empresa envolvida na exploração, extração, refinação, transporte ou comercialização de petróleo, gás, areias petrolíferas ou outros hidrocarbonetos, a SGS oferece uma ampla gama de serviços para dar suporte e otimizar seu negócio. Para apoiar a exploração upstream, oferecemos diferentes serviços que podem ser usados de forma independente ou em conjunto, para melhorar os processos existentes. Na mineralogia aplicada, você pode confiar na SGS para a realização de serviços avançados de qualidade de reservatórios, mineralogia de gás de xisto e análise XRD

Também como suporte às atividades upstream, oferecemos análise de fluidos de reservatório e produção, gestão e distribuição de amostras e serviços de recursos não convencionais, como análise de metano em camada de carvão e serviços de teste de poço. Podemos ajudá-lo a projetar e executar misturas, usar aditivos e outros processos de otimização, onshore, offshore e em trânsito. Se encontrar dificuldade para fazer o seguro de linhas de crédito, pode contar com os nossos serviços de inspeção de comércio, que oferecem medições e análises de nível internacional.

 A SGS é líder mundial em testes, inspeção, certificação e verificação, com sua experiência inigualável, ampla excelência e alcance global. Seja qual for sua área de negócio, contacte-nos hoje mesmo para saber como nossa ampla gama de serviços dedicados a petróleo, gás e areias petrolíferas podem ajudá-lo a ganhar vantagem competitiva

O Grupo SGS Portugal e a Universidade de Aveiro assinaram uma parceria que irá permitir aos mais interessados em Gestão Ambiental frequentar Cursos de Formação Avançada ligados a esta área.

O mercado do ambiente em Portugal está numa fase de franco crescimento devido não só a novas exigências legais, mas também ao facto dos empresários estarem mais despertos para as vantagens e ganhos de eficiência destas ferramentas de gestão.

A SGS Portugal, numa lógica de responsabilidade social e de preocupação com o desenvolvimento sustentável nacional, estreita as suas relações com as instituições de ensino superior, promovendo a articulação entre as mesmas e o meio empresarial.

Tendo como premissa o pressuposto de complementaridade entre a dimensão académica e a empresarial, bem como da sinergia que daí pode advir para a competitividade organizacional, a SGS e a Universidade Fernando Pessoa formalizaram a sua parceria, através da assinatura de um Protocolo, no dia 26 de Maio, no Salão Nobre da UFP-Porto.

Com conjunção dos conhecimentos e experiências destas duas entidades pretende-se não só proporcionar às Universidades uma aproximação ao meio empresarial, mas ainda preencher lacunas de formação identificadas no mercado e qualificar profissionais cujas competências sejam mais adequadas às necessidades das organizações

“Porque o desenvolvimento sustentável não se consegue através de acções cheias de boas intenções mas vazias de resultados, acreditamos no valor desta parceria e no progresso que ela significa não apenas para a SGS e para a Universidade Fernando Pessoa, mas para todos os formandos e organizações que beneficiarão das suas competências” afirmou Ana Pina Teixeira, Presidente do Conselho de Administração do Grupo SGS Portugal.

Mercado de Carbono

original_mercado de carbonoO Mercado do Carbono tem um potencial de crescimento verdadeiramente ímpar e será impulsionado pelo início do primeiro período de cumprimento do Protocolo de Quioto (2008-2012).

Segundo estimativas, Portugal necessitará anualmente de 10 a 20 MtCO2 para cumprir o Protocolo de Quioto e o custo poderá atingir cerca de 2 biliões de euros anuais.

Entre 2008 e 2012, admite-se que a procura suplante em muito a oferta, o que se deve essencialmente aos critérios rígidos aplicados pela Comissão Europeia para a atribuição de emissões, podendo o Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissões (PNALE) para o período em causa sofrer um corte significativo face à proposta inicial.

“A SGS é um actor privilegiado no Mercado do Carbono, pois oferece os serviços mais rigorosos, credíveis e competitivos em termos de validação e verificação das emissões de GEE. A SGS é reconhecida mundialmente devido à sua independência e objectividade ‘científica’ nesta e noutras matérias”, sustenta Luís Barrinha, director de Certificação de Ambiente e Segurança da SGS ICS.

Na União Europeia, o Mercado do Carbono mais competitivo a nível mundial, a SGS encontra-se acreditada por cada Estado-Membro para exercer a verificação dos dados das emissões de CO2. A nível mundial, e desde 1999, a empresa está acreditada pelas Nações Unidas como Entidade Operacional Designada para a validação de projectos e verificação de emissões reduzidas. Por isso, tanto em Portugal como no resto do mundo, a SGS disponibiliza o seu conhecimento e experiência para apoiar os seus clientes na medição de emissões, na validação das suas metodologias e na verificação dos relatórios de emissões.

A SGS valida igualmente projectos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em todo o mundo, assegurando a fiabilidade técnica, o rigor científico e a credibilidade necessárias para as transacções no Mercado do Carbono.

Outra área de intervenção no domínio do Mercado do Carbono é a de apoio a Projectos de Implementação Conjunta, criando condições para a transacção de unidades de redução de emissões mediante projectos de investimento entre empresas ou países, designadamente países do Hemisfério Norte em desenvolvimento emergente e rápido, como, por exemplo, os países da Europa do Leste

Assumindo o pressuposto da complementaridade de vocações entre a dimensão académica e empresarial e a sinergia que daí pode advir para a competitividade organizacional (patenteada na parceria estabelecida entre a UFP, o CEVAL, Medinorte/Unimed e Cooprofar, dando origem às respectivas Universidades Corporativas), a Universidade Fernando Pessoa irá organizar um seminário intitulado:  “Educação corporativa: educar para a competitividade” a realizar-se no dia 20 de Junho de 2007, pelas 14h30m, no Auditório da Universidade Fernando Pessoa, sito na Praça 9 de Abril nº 349 na cidade do Porto.

O evento será constituído por dois painéis e uma conferência. No 1º painel “A Universidade Tradicional um parceiro a não esquecer” irão explanar os seus pontos de vista, quatro professores da Chamada Universidade Tradicional, mas que têm realizado um vasto trabalho junto do mundo empresario.

Um exemplo do desejo da técnica Prefuração Horizontal em Portugal, Clic; BooooMMMM

 “Berardo quer produzir 500 milhões de barris de petróleo em Portugal” (…) Há alguns anos, já me tinham tentado convencer a investir, mas sabia que era muito difícil extrair petróleo em Portugal devido à geologia, pelo que recusei. Mas com o ‘horizontal drilling’ [ver texto ao lado] já concordei”, disse o investidor ao Diário Económico…”


mohave

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