Petroleo, Caldas da Rainha. E Termas?

Petróleo nas Caldas da Rainha. 1 de Abril de 2011, Gazeta das Caldas

parqueAs dificuldades que têm sido levantadas em Alcobaça para a pesquisa de petróleo no subsolo, fizeram com que os responsáveis decidissem lançar uma pesquisa nas Caldas da Rainha, uma vez que, como se sabe desde há algum tempo, existem aflorações do precioso líquido, tanto no concelho vizinho como no mar fronteiro a Peniche.”

 Foto: Carros de investigação para petróleo contratados pela Mohave OIl and Gas/ Porto Energy. As corporações de petróleo parecem que colaboraram com a Gazeta.

Obras na cidade podem detetar indícios de petróleo no subsolo. 29-03-2013, Jornal das Caldas

 Primeira Página; Fala por si

t1A realização de obras na cidade que tem fechado ruas à circulação do trânsito sem  que a população seja avisada, sendo apanhada de surpresa, até pode vir a compensar os incómodos que tem causado, já que no decurso das mesmas foi feita uma perfuração acidental na Rua Coronel Soeiro de Brito, que levou à descoberta de indícios da possibilidade de haver petróleo no subsolo”

Estes dois artigos em jornais regionais das Caldas “tiveram a mesma ideia” para o 1º de Abril (dia das mentiras), a existência de petróleo nas Caldas da Rainha. Ambas as noticias foram desmentidas nas edições seguintes, e apresentadas como partida 1 de Abril. As Caldas está inserida na mesma formação rochosa que as outras localidades do Oeste com formações de hidrocarbonetos (gás, petróleo) como Alcobaça, Rio Maior, Alenquer, S. Pedro Muel, Torres Vedras, Peniche, todas elas já com investimentos e autorizações para investigação e exploração de petróleo e gás natural.

vários artigos sobre exploração de gás e petróleo em jornais locais:

http://www.jornaldascaldas.com/Obras_na_cidade_podem_detetar_indicios_de_petroleo_no_subsolo

http://www.jornaldascaldas.com/coloquio-havera-petroleo-em-peniche

http://www.oesteglobal.co/So_falta_Portugal_encontrar_petroleo_apos_grandes_descobertas_no_Brasil_e_Angola__Presidente_Galp

http://www.jornaldealcobaca.com/Mohave_inicia_trabalhos_de_pesquisa_de_petroleo_dentro_da_cidade_de_Alcobaca

http://www.gazetacaldas.com/10411/petroleo-nas-caldas-da-rainha/

http://www.gazetacaldas.com/31091/hospital-termal-a-interminavel-saga/

http://www.gazetacaldas.com/9697/prospeccao-de-petroleo-em-alcobaca-sem-riscos-para-estruturas-do-mosteiro/

http://www.gazetacaldas.com/20930/mohave-acredita-que-ha-gas-natural-em-alcobaca-com-viabilidade-de-exploracao-ao-longo-de-uma-decada/

http://www.gazetacaldas.com/26420/sinais-encorajadores-na-prospeccao-de-gas-em-alcobaca/

http://www.gazetacaldas.com/25101/mohave-inicia-perfuracao-em-alcobaca-e-a-cidade-ja-ganha-com-a-empreitada/

http://www.gazetacaldas.com/?s=Admiraveis+destinos

Mas a verdade é que é bem possível ser verdade existir petróleo no solo das Caldas. As Caldas está inserida na chamada Bacia Lusitânia.

Neste artigo vamos ficar o mais possível focados nas Caldas da Rainha, mas falaremos também na Bacia Lusitânia para provar que estas noticias e a divulgação da exploração em Alcobaça, nestes jornais pode ser uma Negra e Azul “mentira”. A exploração de petróleo e gás seria desastrosa para as termas. Então para as substituir será preciso afastar a população das decisões sobre o hospital e criar um investimento que assegure o crescimento e progresso da cidade… dizemos nós!

quadrants_ptA Bacia Lusitânia é uma bacia sedimentar que se desenvolveu na Margem Ocidental Ibérica (MOI) durante parte do Mesozóico, e a sua dinâmica enquadra-se no contexto da fragmentação da Pangeia, mais especificamente da abertura do Atlântico Norte.”

participação essencialmente evaporítica é variável no quadro de uma possível coordenação por um mínimo(?) de duas áreas depocêntricas (Wilson & Leinfelder, 1990): uma a Norte, com funcionalidade no diapiro de Caldas da Rainha-Monte Real (…) De acordo com os trabalhos da Shell Prospex Portuguese (in Watkinson, 1989), a Form. de Dagorda (Peniche) subdivide-se em três membros, particularmente expressos na sondagem de S. Mamede” (…)

A Bacia Lusitaniana está limitada a Oeste por uma falha normal de bordo de bacia, que terá uma orientação próxima de NNE-SSW e aflora na actual plataforma continental. O testemunho emerso mais próximo desse limite é dado pelo conjunto de ilhéus da Berlenga, Estelas e Farilhões, situados a Oeste da península de Peniche, pertencentes ao bordo levantado de soco paleozóico. Esta estrutura limitadora da bacia a ocidente é designada por horst da Berlenga. Na outra margem deste relevo estrutural encontra-se uma bacia assimétrica, na actual zona de talude continental, designada por bacia externa (e.g.Kullberg, 2000) ou bacia de Peniche (e.g. Alves at al., 2006).”

Martzi 14 Idade da Crosta Oceânica Atlântica_thumb[5]IV. DINÂMICA DA BACIA

Como foi referido, a Bacia Lusitaniana evoluiu em regime tectónico distensivo durante o Mesozóico, que levou à formação de crosta oceânica Atlântica e da Margem Ocidental Ibérica.”

  V.EVOLUÇÃO PALEOGEOGRÁFICA PÓSRIFT (CRETÁCICO SUP.)

A primeira destas etapas está centrada no corpo carbonatado do Cenomaniano-Turoniano da Estremadura e Beira Litoral (Choffat, 1900; Berthou, 1973; Soares 1966, 1968a, 1968b, 1972, 1980; Lauverjat, 1982), com maior expressão nas regiões de Lisboa-Sintra, Nazaré-Leiria-Ourém e Baixo Mondego.”

Em pleno máximo transgressivo e a partir da parte média do Cenomaniano Sup., a plataforma carbonatada é afectada por movimentos tectónicos ligados à actividade diapírica e à reactivação de eixos de fracturação mais antigos. O rejogo destas estruturas, com destaque para as de Arunca-Montemor-Palhaça, Rio Maior-Leiria-Monte Real-Carriço e Caldas da Rainha-Nazaré-Leiria-Pombal levou à diferenciação de domínios paleogeogáficos”

Em finais do Cenomaniano Sup. [zona de Pseudonodosoides (Callapez, 2001, 2004), equivalente à zona

standard de Juddii (Kennedy,1985) o desenvolvimento da plataforma é fortemente perturbado por movimentos com carácter compressivo, que resultam em soerguimento dos sectores situados a Sul do eixo de Caldas da Rainha-Nazaré-Leiria-Pombal.

http://run.unl.pt

Sistemas Petrolíferos

ROCHAS MÃE E GERAÇÃO DE PETRÓLEO

Quantidades significativas de petróleo foram geradas nas bacias Lusitânica e do Porto como mostram as numerosas manifestações superficiais e indícios encontrados em sondagens. Na bacia do Algarve, os indícios de petróleo encontrados são menos significativos apesar de, em 2 das 5 sondagens perfuradas até hoje, terem sido detectados indícios de gás e/ou óleo. Quanto à bacia do Alentejo e às restantes 5 bacias exteriores (no deep-offshore), nada pode ser afirmado peremptoriamente uma vez que nunca foram perfuradas, mas não há razão para duvidar da existência de um sistema petrolífero também nestas bacias

Análises geoquímicas a amostras do Norte da bacia Lusitânica revelaram espessuras de rocha geradora entre 140 a 190 m, valores de TOC entre 0,2 e 5,8 % e valores de reflectância média de vitrinite entre 0,7 e 2,0 %, o que coloca essas amostras na janela de óleo-gás Recifes carbonatados, sobretudo do Jurássico Superior, são comuns na bacia Lusitânica. Reservatórios razoáveis a bons encontram-se localmente no Jurássico Superior desta bacia

ARMADILHAS

As armadilhas de petróleo são estruturas estratigráficas e/ou tectónicas (ou estruturais) que permitem a sua  acumulação. Nas bacias portuguesas existem ambos os tipos mas, provavelmente, mais de 90% das sondagens  realizadas, até hoje em Portugal, tinham como objectivo armadilhas estruturais. Isto reflecte provavelmente o facto de as armadilhas estruturais serem mais fáceis de identificar na sísmica do que as armadilhas estratigráficas. Outra causa, pode ter a ver com o facto de, muitas vezes, as armadilhas estruturais apresentarem maiores acumulações de petróleo que as armadilhas estratigráficas e na altura em que a maioria das sondagens foram efectuadas em Portugal, anos 70 e 80, as concessionárias procuravam grandes campos petrolíferos.

Alguns exemplos de armadilhas perfuradas emPortugal:

Anticlinais: e.g. sondagem Moreia-1, no offshore da Figueira da Foz, na bacia Lusitânica.
Falhas: e.g. sondagem 14A-1 (falha inversa), também no offshore da Figueira da Foz, na bacia Lusitânica.
Diapiros de sal: e.g. sondagens de Monte-Real, a Norte de Leiria, na bacia Lusitânica.
Reservatórios fracturados: e.g. sondagens da Abadia, em Torres Vedras, na bacia Lusitânica.
Recifes: e.g. sondagem Touro-1, no offshore de Viana do Castelo, na bacia do Porto.
Canais fluviais: e.g. sondagem Aljubarrota-1, perto de Alcobaça, na bacia Lusitânica.

http://www.dgeg.pt/dpep/pt/geology_pt/wells_summary_pt.htm

Geologia do Petróleo de Portugal

AS BACIAS SEDIMENTARES MESO-CENOZÓICAS

Os novos dados de sísmica e de gravimetria adquiridos pela TGS-NOPEC (ver a página História da pesquisa) permitiu uma melhor demarcação das bacias sedimentares do onshore, do offshore pouco profundo e permitiu ainda reconhecer novas bacias desenvolvidas em águas mais profundas

A bacia Lusitânica, localizada a Sul da bacia do Porto, é a maior das bacias interiores portuguesas e estende-se do onshore para o offshore com uma área de cerca de 22000 km2. O pacote sedimentar que a preenche, com cerca de 6 km de espessura, tem uma idade semelhante à da bacia do Porto mas apresenta uma maior espessura dos sedimentos do Jurássico, em comparação com os do Cretácico. Tal como acontece com a bacia do Porto, também aqui a espessura dos sedimentos Cenozóicos é fina.

A evolução das bacias exteriores não é tão bem conhecida uma vez que a maior parte dos dados cobrindo esta área só recentemente se encontra disponível. O relatório “Portugal Deep 2000 Evaluation Report”images, realizado e comercializado pela TGS, fornece o enquadramento geológico regional das bacias do deep-offshore de Portugal. Alguns dos modelos propostos no relatório estão disponíveis no site:  http://www.tgsnopec.no.

A área total das bacias exteriores ainda é desconhecida. A sísmica TGS do deep-offshore fornece uma ideia das formas destas bacias, mas os seus limites são ainda incertos. O mesmo pode ser dito quanto à espessura sedimentar e idade dos sedimentos. No entanto, podemos afirmar que a espessura do pacote sedimentar Cenozóico parece significativamente mais espesso do que é observado nas bacias interiores da margem ocidental, o que permite pensar num futuro promissor para a pesquisa destas bacias.

No Neogénico ocorreu de novo um período de subsidência e transgressão em todas as bacias, particularmente no Sul da bacia Lusitânica e nas bacias do Alentejo e Algarve, onde foram acumuladas espessas sequências de materiais terrígenos e de carbonatos marinhos pouco profundos.

As Corporações utilizam uma técnica conhecida por Fait Acompli – Uma facto consumado; uma acção que é completada antes que aqueles afetados por ela possam inquirir ou reverte-la.

03piombinoCOVAs táticas são várias, criam-se os problemas e presenta-se a solução.

Se um dia aparecer nos Jornais; Petróleo nas Caldas da Rainha não será no 1º de Abril.

As Caldas está no meio de toda a investigação e exploração de hidrocarbonetos na zona Oeste, mas somos os únicos em que a economia depende do turismo (termas), o que não quiser que o Estado facilite terrenos para petróleo e gás como faz para o “turismo” de luxo, onde o exemplo do Bom Sucesso está aos olhos de todos.

 Com a crise, as corporações investem em tudo o que queiram vender. O  “nosso” País com o FMI, está a saldo. O envestimento pela industria do petroleo para extração e modos de vida dos seus investidores estão bem patentes na zona Oeste. Se pensa que não pode mudar o que está mal. O que vão pensar as gerações futuras?

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