Arquivo da categoria: Bacia do Algarve

Aberdeen Desmente a ENMC (Entidade Nacional Mercado Combustível)

Depois da secção de “esclarecimentos” da ENMC (Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis), no Algarve, em Janeiro de 2016, um cidadão (Miguel Rodrigues) colocou umas perguntas na página facebook da ENMC. A Resposta incompleta pode ser lida no doc abaixo:

https://docs.google.com/document/d/1Et88W2AnO4UiHckmofAE-BkQ_26stsPELK_FQ_aT8Nk/edit

A certo momento a ENMC utiliza a cidade de Aberdeen como exemplo para tranquilizar os Algarvios: 

…”Aberdeen, na Escócia, pequena cidade piscatória, é agora uma cidade com grande desenvolvimento, tendo trazido benefícios para a região.”…

Como sei das lutas contra o Fracking no Reino Unido, contactei o grupo Radical Independence Campain- Aberdeen, que têm resistido contra o Fracking na Escócia. 

Esta foi a sua resposta:

Direi que o vosso governo está a mentir!

Aberdeen é a 3 maior cidade da Escócia. Em tempos foi uma cidade piscatória, com um porto importante, mas a economia local é  dominada pelo gás e petróleo, e assim é desde os anos 70. Não existe Fracking na área. Muitas empresas tem aqui as suas sedes, e a maioria está envolvida em operações de fraturação hidráulica, mas não perto da cidade.

A cidade prosperou, mas a riqueza não é partilhada com a população local. A maioria do dinheiro está concentrado nas grandes corporações, que evitam pagar a sua parte dos impostos. Ainda existe muita gente desamparada, e uma grande desigualdade social na cidade. Em algumas áreas, 1 em cada 3 crianças vivem na pobreza.

Na verdade, Aberdeen está actualmente a sofrer um rápido declínio nos últimos anos devido ao peso do petróleo. Muitas pessoas estão a perder o trabalho, e as empresas começam a recuar e a desinvestir. Neste momento na cidade o debate é sobre modos mais diversificados e encorajadores e criar uma industria mais sustentável.  

Existe uma grande desaprovação do Fracking, tanto que o governo da Escócia concordou em banir temporariamente as operações no dia 28- Janeiro de 2015, até depois das eleições nesse ano, quando vai ser revisto de novo. Estaremos preparados.

Apreciamos o vosso apoio. Se podermos ajudar mais, não hesitem em nos contactar. Envia o teu texto. Vamos dar uma olhada!

Estamos também a contribuir para a Radical Independence Campain Conference a nível nacional no dia 20 de Fevereiro em Edinburg. Entre muitos assuntos a serem discutidos, o Fracking será um. Serão bem vindo!

Também podes enviar mail para o nosso grupo anti Fracking: ricsfrack@list.riseup.net

Mantêm contacto! Abraços!

Obrigado!

2015: Shale Gas (gás de xisto) No Alto Alentejo… e Algarve

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Portugal fracturado ao meio?

Alto Alentejo na mira da obsessão petrolífera. Segundo declarações de António Costa Silva, da Partex Oil and Gas à RTP a localidade de Estremoz/Serra D’Ossa são zonas com possibilidades de armazenar gás natural suficiente para exploração. O LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia) refere que “temos de ter investidores que estejam apostados a investir em Portugal, que vejam que o investimento lhes vai trazer uma mais-valia económica no final.” Estas localidades juntam-se ás da zona litoral da estremadura, Bombarral, Cadaval e Alenquer como áreas de gás de xisto (shale gas) em Portugal, na bacia do Algarve também se identificou uma possibilidade de gás de xisto para exploração. António Costa diz que “Portugal está numa situação desolada e triste” porque ignora estes polos económicos, “há um processo de gaseificação da economia americana” realçou tentando passar uma boa imagem da exploração de shale gas nos EUA. Segundo Joaquim Góis, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) “É o gás de xisto também, na sua fase de exploração, aquele que levanta problemas ambientais”. Mesmo Sabendo dos problemas que a extração de gás de xisto esta a provocar nos EUA, Canadá, etc, mesmo depois de vários países europeus não só terem proibido o Fraking (técnica necessária á extração do gás de xisto por perfuração horizontal e fracturacão hidráulica) Teresa Pontes, presidente do LNEG disse “é preciso sabermos de antemão, que  para perfurar o solo e partir a rocha para extrair o gás, não vamos atingir aquíferos”. Um artigo da RTP acaba com esta frase: “Os peritos pedem agora mais estudos e que se mantenha a discussão pública.

A Serra D’Ossa desde os anos 50 que sofreu uma mudança profunda no seu ecossistema com a plantação massiva de eucaliptos, desequilibrando para sempre a sua biodiversidade. É casa da Águia-de-Bonelli, um dos animais em perigo de extinção em Portugal, devido à caça (ilegal), envenenamento e choque contra as linhas elétricas, e grandemente devido às perturbações e alterações do seu habitat. habitat da Gineta, espécie protegida, caçada regularmente nas armadilhas para predadores nas reservas de caça, sendo regularmente ignorado o seu estatuto de espécie protegida. A Cobra de Capuz, com um estatuto de conservação vulnerável, devido maioritariamente á destruição do seu habitat. Nos anfíbios o Sapo-parteiro-ibérico, com estatuto de conservação pouco preocupante, pode estar em perigo devido á destruição e habitat e alterações climáticas.

As suas plantas belas como a Rosa-Albardeira, outras com estatuto de preservação como o Orvalho-do-Sol, e muitas outras tradicionalmente usadas pela população local, para medicina tradicional e tradição gastronómica estão em perigo, mesmo depois de sobreviver a 6.000 hectares de Eucalipto.

Às espécies animais referidas acima, devemos juntar a Cegonha Preta, o Bufo Real, a Lontra e os Morcegos.

O Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Serra D’Ossa (CEIA), inaugurado em 2002, deixa um apelo: “Pensamos ser este o momento ideal para as entidades competentes traçarem um destino para a Serra, que passe nomeadamente pela divulgação e valorização do património natural nela existente, englobando necessariamente iniciativa privada e poder local. Pelo nosso lado, esse continua a ser o nosso sonho e faremos tudo ao nosso alcance para a sua concretização, promovendo e protegendo o rico e diversificado património existente na Serra d’Ossa”.Em Estremoz existe o Centro de Ciência Viva, “local onde a ciência e a tecnologia rompem os laboratórios…”. Um dos seus principais projectos é a colaboração com a escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, principalmente através do laboratório de investigação de Rochas Industriais e Ornamentais e do centro de geofísica de Évora, para descobrir como funciona a terra, “Um planeta maravilhoso onde todos os fenómenos aparecem interligados”.

No Algarve as shale gas estão na área offshore (no Mar). Na bacia do Algarve também se estudam os Mud Vulcanoes (erupções de água e lama/barro), acompanhadas por gás metano. Uma das melhores fontes de informação sobre shales, e natureza dos materiais.

“Leões, tigres, elefantes, pandas, tubarões, baleias, morcegos, praticamente todos os anfíbios e muitos outros animais estão seriamente ameaçados de desaparecerem para sempre, devido a factores tão diversos como perda/destruição do habitat natural, alterações climáticas, poluição, caça furtiva e tráfico.”

O que é afinal o abandono? Que animais são considerados em estado de abandono? Porque razão o abandono animal não deve abranger apenas os animais deixados na rua?

Por estas razões o abandono animal não é só o ato de jogar o animal na rua ou num canil municipal. O conceito de abandono é bem mais alargado e engloba uma boa parcela de outros animais em situação de risco.”  Mundo dos animais.PT

“Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, então o homem só terá mais quatro anos de vida. Sem abelhas não há mais polinização, não há mais plantas, não há mais animais, não há mais homem.”

Albert Einstein

Algarve e petroleo

 

Petróleo no Algarve

Há, efectivamente, petróleo no Algarve, e a prova disso é que a empresa [a petrolífera espanhola Repsol] só faz este investimento [na prospecção no mar entre Faro e Vila Real de Santo António] se tivesse a certeza”

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/petroleo-no-algarve

A Repsol e a RWE tinham ganho os contratos para pesquisa e exploração de petróleo e gás natural em águas ultraprofundas, ao largo da costa do Algarve, em Julho de 2002. No entanto, a adjudicação final foi sendo travada durante os anos seguintes.

http://www.publico.pt/economia/noticia/repsol-assina-contrato-de-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-algarve-na-proxima-sextafeira-1517334

Os blocos petrolíferos localizados em águas profundas da costa algarvia, licitados pelo consórcio da espanhola Repsol e dos alemães da RWE, vão começar a ser explorados


Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/repsol-com-luz-verde-para-explorar-petroleo-e-gas-natural-no-mar-algarvio=f680614#ixzz2UzUyWyDW

As grandes empresas petrolíferas movimentam-se cruzando participações nos blocos em prospecção

http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/132981.html

O deputado do PSD Mendes Bota veio hoje denunciar o negócio à volta da exploração de gás natural e petróleo no Algarve. Avisa que não há estudo dos riscos e as contrapartidas para o Estado são insuficientes

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article1366038.ece

A Repsol concluiu os trabalhos de recolha de dados geofísicos 3D nas suas concessões «Lagosta» e «Lagostim», no deep offshore da Bacia do Algarve, no passado dia 6 de Maio.

Os estudos e a avaliação das estruturas identificadas com potencial em hidrocarbonetos, levarão a definir a localização de uma primeira sondagem de pesquisa em 2014.

Para isso contou com a empresa especializada Polarcus, através do navio sísmico 3D/4D Polarcus Naila de última geração.

http://www.tvi24.iol.pt/economiaempresas/repsol-petroleo-algarve-hidrocarbonetos-agencia-financeira/1350168-1728.html

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Vulções de gás natural! ( Zona económica Portuguesa)?

Vulcões de lama com potencial para exploração energética.

Fala-se muito de energias renováveis, sustentáveis e equilibradas ecologicamente. Mas as apostas das corporações, os apoios da UE e a necessidade das universidades continuam a ser em energias fosseis com interesse económico e não cientificamente preocupado com as condições de vida natural do ecossistema em redor dos locais de exploração.

indexPortugal desde 2007 está publicamente marcado como zona de fornecimento de gás natural e petróleo, os cientistas gostam porque tem subsídios, os economistas e políticos apoiam porque lhe dá poder, as corporações investem porque querem rendimento, o povo paga em dinheiro , saúde e nas condições de vida.

Vulcões de lama com hidratos de gás, com potencial para a exploração energética, foram descobertos ao largo da costa portuguesa, entre os Açores e Gibraltar, anunciou a Universidade de Aveiro. Situados a 180 km a sudoeste do Cabo São Vicente e a uma profundidade de 4.500 metros numa extensão de 15 km, os cientistas dizem “ser uma possível, e muito importante, fonte de energia” do futuro. E que a descoberta pode se prolongar para oeste e obter uma extensão maior que aquela que os investigadores já conhecem.

Os vulcões foram encontrados por uma equipa luso-germânica , abordo do navio oceanográfico “Meteor”, participaram os investigadores Vítor Hugo Magalhães, Marina Cunha e Ana Hilário, da universidade de Aveiro. A expedição foi realizada no âmbito do projeto SWIMGLO, uma parceria com a UA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Faculdade de Ciências de Lisboa e o instituto alemão GEOMAR, inserido no programa Helmholtz, e no âmbito do programa Europeu MVSEIS.

Luís Pinheiro, coordenador do projeto de investigação, da Universidade de Aveiro diz “ O facto de encontramos gás ao longo da zona de falha dos Açores-Gibraltar, alarga muito a nossa expetativa de encontrar mais depósitos nessa área”

Luís Pinheiro tem-se dedicado desde 1999 à descoberta de vulcões de lama na margem sul portuguesa e no Golfo de Cádis.

Segundo explica, os hidratos de gás, que formam uma estrutura cristalina entre moléculas de metano e moléculas de água “são um potencial recurso energético futuro porque 1cm3 de hidratos liberta por dissociação cerca de 160 cm3 cúbicos de gás natural. Luís Pinheiro esclarece que a tecnologia para os explorar “está ainda em desenvolvimento, mas caminha no sentido de um dia permitir que os hidratos possam ser explorados tal como se faz hoje com o gás natural.

O sistema de falhas estudado foi originado pela convergência entre placas tectónica africana e euroasiática nos últimos milhões de anos, vai dos Açores até Gibraltar e continua pelo mediterrâneo , mas pensávamos que só no Prisma Acrecionário do Golfo de Cádis é que estava o grosso dos vulcões de lama e das estruturas de escape de fluidos ricos em hidrocarbonetos. O próximo passo é “fazer trabalhos detalhados nessas zonas, explorá-las melhor para ver se existem ou não hidratos e ocorrências de gás em quantidades exploráveis”.

Lembrar que a Zona do Algarve já esta marcada para exploração de gás natural off shore:

NA TERRA E NO MAR

Além da Mohave, cujo negócio é descobrir petróleo – assim que o encontra, vende-o -, outras empresas petrolíferas acreditam no potencial de Portugal para a produção comercial: a Galp, a Partex, a espanhola Repsol, a brasileira Petrobras, e a alemã RWE. Mas estas procuram no mar. O consórcio Petrobras/Galp/Partex tem quatro concessões (blocos) na bacia de Peniche. O da Petrobras/Galp tem três concessões na bacia do Alentejo. O da Repsol/RWE tem duas concessões na bacia do Algarve. Ou seja, em Portugal, neste momento, está a fazer-se pesquisa e prospeção em alguns blocos de quatro bacias sedimentares – Lusitânica, Peniche, Alentejo e Algarve.”

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Amêijoas gigantes nas profundezas

Marina Cunha, investigadora da UA, identificou junto dos vulcões “alguns animais quimiossintéticos (sem energia solar utilizam o metano que exala dos vulcões como fonte de energia), alguns dos quais já conhecidos dos vulcões mais profundos do golfo de Cádis.

“São com amêijoas gigantes. Pensamos tratar-se da mesma espécie que existe ao largo de Angola em zonas quimiossintéticas encontradas próximas de reservas de petróleo e de gás”, explica a bióloga.

Marina Cunha também trouxe ainda provas da existência de campos de Frenulata, vermes que estão ligados ao escape de fluídos junto dos vulcões de lama. “A densidade destas comunidades levam-nos a crer que a zona seja particularmente ativa em termos de emissões de gás.”