Keystone XL

KEYSTONE XL

Muitas das refinarias da Costa do Golfo estão preparadas para processarem crudes pesados e tem trabalhado por muitos anos tendo como fontes o México e a Venezuela. O crude Mexicano está em declínio e as refinarias estão nervosas com a estabilidade da produção na Venezuela e o negócio bilateral que o país assumiu. Conselheiros para a Transcanadá, a companhia que propõe construir e operar o Oleoduto Keystone XL, calculam que as refinarias servidas pelo Xl podem processar cerca de 14 milhões b/d de petróleo pesado em 2017. Algumas dessas refinarias, incluindo a Valero Port Arthur aumentaram ou estão a aumentar a sua capacidade de produção. Consequentemente o mercado potencial para as tar sands entregues pelo XL está actualmente a aumentar.

A maior barreira para a expansão do crude tar sands processado na USGC é a corrente falta de capacidade do oleoduto. O oleoduto XL é a resposta para a indústria, e a proposta tem um apoio considerável da indústria. Aprovação já foi garantida no Canadá, e o processo está para votação nos EUA. A TransCanadá espera que o processo esteja pronto a meio de 2010. Se for aprovado e apoiado financeiramente a construção pode começar no final de 2010 e pode estar ao serviço em 2012-2013.

O XL tem a capacidade de bombear 500.000 b/d pelas 1,980 milhas desde Hardistry, Alberta para Nederland, Texas com a possibilidade adicional de ir até Houston. Abastecer também Texas City e Lake Charles, Louisiana.

O crude tar sands será a primeira fonte de petróleo para o XL. Os produtores de tar sands que se comprometeram a fornecer o oleoduto inclui a Canadian Natural Resources Limited e EnCanadá Corporation. A Shell e ConocoPhilips estão a apoiar o plano.

Na outra ponta do oleoduto, diz a Transcanadá, que as refinarias da Costa do Golfo nos EUA já assinaram um acordo onde se comprometem num contracto de longo termo para entregar 380.000 b/d desde o XL. Diz-se que a Valero é a que mais se comprometeu e os que passaram como seus executivos têm frequentemente referido o seu apoio ao Keystone XL. A refinaria em Port Artur provavelmente receberá a maior fatia; mais de 80% dos seus 310.000 b/d é configurado para petróleos pesados. A Valero está comprometida com várias companhias de petróleo canadianas para entregarem tar sands via keystone, incluindo pelo menos 100.000 b/d só da CNRL.

As 15 refinarias que terão acesso ao XL juntas contam cerca de metade da capacidade do USGC, aproximadamente 4,3 milhões b/d. Incluem a Shell, que está a trabalhar numa expansão que fará dela a maior refinaria nos EUA com um significante crescente de petróleos pesados.

Se o XL for construído, a proporção de crude tar sands que vai ser processado por estas refinarias certamente irá aumentar. A julgar pelas declarações da Valero sobre o seu compromisso para com o oleoduto XL, parece que a sua cadeia de fornecimento será significativamente preparada para as tar sands. As nossas pesquisas mostram que a refinaria de Port Artur trabalha 9,5% crude tar sands, e pode vir a trabalhar 80% com o XL em operação.

Uma preocupação para os europeus deve ser a possibilidade de não só a Valero vir a dominar o processamento das tar sands nos EUA, como a Valero ser a maior exportadora para a Europa e ter planos para aumentar o seu comércio.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s