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Do Povo para o Povo, com Povo, pelo Povo!

APOIO MÚTUO

Este texto é uma pequena recolha dos nomes, corporações, interesses e modo operandis da industria petrolífera que quer invadir a Europa com as chamadas fontes não convencionais de gás petróleo. 2014/2016 foram anos de entrada de areias betuminosas e gás de xisto na Europa vinda dos EUA. Portugal, Espanha e Escócia juntamente com a Noruega são os primeiros países a deixar entrar o negócio petrolífero não convencional.

transferir (4)Em Maio de 2104 chegou a Bilbao, País Basco (Euskal Herria) o primeiro carregamento de areias betuminosas (Tar Sands) par a Europa. Em Março de 2016 saiu de Marcus Hook, Pensilvânia, EUA um metaneiro para Rafnes, Noruega. Em Abril de 2016 entrou em Sines, Portugal o primeiro carregamento de gás de xisto exportado dos EUA para a Europa. Em Setembro 2016 saiu pela primeira vez um carregamento de gás de xisto vindo dos EUA para Grangemouth; Escócia.

Enquanto os europeus lutam para que o Fracking não se instale e que as petrolíferas comecem a reduzir e a parar os seus trabalhos, do outro lado do Atlântico as empresas americanas iniciam um negócio bilionário com a exportação do Gás de Xisto para a Europa e para o Mundo. As petrolíferas e petroquímicas americanas e canadianas criam um mercado que lhes garante o controlo do negócio de gás de xisto e areias betuminosas no mundo com todas as suas consequências ecológicas, económicas e sociais tanto no seu quintal como nos locais onde vai expandir o seu negócio.

Contra este avanço devemos apoiar as lutas populares nos EUA na Europa e no Mundo contra as petrolíferas e petroquímicas. Depois das palavras de apoio enviadas pela população escocesa para os cidadãos americanos que vivem nos locais de extração de gás de xisto e outras fontes não convencionais e da troca de informação e união de lutas contra a exportação de gás de xisto dos EUA, queremos juntar a nossa voz e força á vossa e unir as nossas reivindicações, experiências e conhecimento… Contacta um grupo um individuo com que sintas/sintam empatia e vamos criar uma rede popular de informação, acção e apoio mutuo contra as petrolíferas e a globalização.

 

PORTUGAL

Lobbing,  Portugal

António Costa Silva presidente da Partex Oil and Gas (Fundação Gulbenkian) é um acérrimo defensor da exportação do gás de xisto dos EUA para a Europa, apresentando o modelo energético dos EUA como um exemplo para o Mundo. O maior lobista da indústria de gás e petróleo em Portugal e defensor no investimento nas não convencionais como o gás de xisto e as areias betuminosas.

Em Janeiro de 2007 participou como orador em Potsdam na conferência organizada pelo Fundo Marshall dos EUA e da Alemanha integrada no ciclo dos Diálogos Transatlânticos sobre energia. Em Maio de 2007 participou como orador convidado no seminário sobre Segurança Energética realizado no “Deutsche Bank” em Berlim, no âmbito da preparação da cimeira do G8 e organizado pelo Fundo Marshall e pela Alfred Herrhausen Society.

Publicou trabalhos como: “O Petróleo e as Relações Internacionais”, revista de Relações Internacionais, IPRI, Nº6, 2005; “Does the End of Oil means the End of Oil Culture?”, Seminar on “Energy and Environment”, Casa de Mateus, Setembro de 2006; “Europa e a Segurança Energética” Revista do IDN (Instituto de Defesa Nacional).

Os EUA com o Plano Obama regressou às teorias Keynesianas (onde o Estado tem mais intervenção nas decisões energéticas. Nos dias de hoje aceitando as regras do mercado livre), dessa ideia criaram “acordos” como o TTIP ou o CETA, ou NAFTA e outros que abrangem a América do Sul que permitem por exemplo que a Europa receba também tar sands da Venezuela. Com a pressão para a extração de gás de xisto em quase toda a América do Sul podemos antever o que ai vêm. Obama apresentou o “seu plano” na cimeira do G20, em Washington em 2008. Costa Silva defende também a criação de Reservas Estratégicas de Gás. Assim em Portugal como exemplo, a REN (rede energética nacional) e a Galp vão armazenar o gás vindo dos EUA na estação de Carriço, juntamente com a construção de mais gasodutos que levarão o gás para Espanha e Zonas Autónomas da península ibérica.

As não convencionais entraram pela primeira vez na Europa com um carregamento de areias betuminosas do Canadá para Bilbao ( País Basco) em 2014. Foram 600.000 barris de petróleo comprados pela Repsol. Em 2015 foi lançado um mapa das refinarias na europa preparadas para refinar petróleo betuminoso. Pode ser consultado no site: www.transportenvironment.org.

Entre 2010 e 1012 foram sendo realizadas acções que tentaram parar as alterações á lei de Qualidade de Combustível de Transporte, especificamente o artigo 7º, artigo da lei de emissões de carbono europeia, que impedia a entrada das não convencionais em território europeu. A lei foi alterada e agora estamos a receber areias betuminosas e gás de xisto do continente americano.

Portugal:

REN (Redes Energéticas Nacionais); EDP (Eletricidade de Portugal); EUA; Gás de Xisto

REN

O primeiro carregamento de gás natural liquefeito (GNL) norte-americano destinado à Europa chegou em Maio às instalações da REN Atlântico, em Sines, a bordo do navio Creole Spirit, que transportava 170.000 m3 de GNL. A quantidade de GNL transportado corresponde a uma semana de consumo de gás em Portugal. A localização e características do Terminal de Sines posicionam esta infraestrutura como porta de entrada privilegiada do gás de xisto americano no continente Europeu.

O Creole Spirit, terminou no dia 26 de Abril 2016 a sua viagem inaugural. Construído em 2015, este navio tem quase 300 metros de comprimento e pesa 113 000 toneladas.

EDP, Corpus Christi Liquefication

Em 2014 a EDP e a empresa Corpus Christi Liquefaction, LLC, subsidiária da Cheniere Energy, Inc. assinaram um acordo para o aprovisionamento de 1 bcm (“bilião metros cúbicos”) de gás natural liquefeito por ano, por um período de 20 anos, passíveis de extensão por decisão da EDP por 10 anos. A EDP espera o início do aprovisionamento em 2020, procedendo de um projecto da Cheniere no Texas, Estados Unidos da América, nomeadamente do Trem 3 do Corpus Christi Liquefaction Project. Esta transacção contribui para o cimentar do posicionamento da EDP como detentora de um portfolio diversificado de fontes de gás natural, permitindo a perseguição de uma estratégia de valorização dos activos EDP, sejam eles as centrais eléctricas a gás natural; a sua carteira de clientes de gás; ou a capacidade de procurar outras oportunidades no mercado de gás natural.

O gás será transportado em barcos da EDP. Charif Souki, CEO da CCL disse “A EDP é a maior fornecedora de eletricidade e o segundo fornecedor do gás em Portugal, é o segundo cliente do projecto”. Também é um grande “player” nas operações de eletricidade e gás em Espanha, é a maior geradora de eletricidade e um dos maiores de distribuição e gás da península ibérica. Está presente em 13 países.

A EDP foi criada em 1976, após a fusão de 13 empresas que tinham sido nacionalizadas no ano anterior.

Portugal era, no princípio do século XX, um país fortemente dependente das importações de carvão britânico, a chamada “hulha negra”. Com as paragens de fornecimento durante as guerras, a solução foi aproveitar o que ficou conhecido como a “hulha branca”: a força dos rios. Foi em 1944 que se deram alguns dos passos mais importantes para o que é hoje a empresa de electricidade portuguesa. José Ferreira Dias Júnior, subsecretário de Estado da Indústria e do Comércio, elaborou a Lei 2002, conhecida como Lei da Electrificação Nacional. Uma das premissas desta estratégia foi permitir a exploração dos principais rios através de centrais hídricas, criadas pelo Estado. Objectivo? Aumentar a utilização dos recursos próprios do país e diminuir a dependência energética

Com as paragens no fornecimento de carvão durante as duas guerras mundiais, os portugueses sentiram o preço dessa dependência. Durante muitas décadas o carvão tinha sido o principal combustível da Central Tejo, onde funciona hoje o Museu da Electricidade. A central só perdeu o papel de maior centro produtor eléctrico em Lisboa, quando a barragem e a central hídrica de Castelo de Bode começaram a funcionar, em 1951. As luzes de Lisboa passavam a ser alimentadas a hidroelectricidade. Nos anos 50, é criada a Empresa Termoeléctrica Portuguesa – responsável pelos projectos de importantes centrais térmicas, a carvão e a fuelóleo.

Em 1947 nasce a Companhia Nacional de Electricidade (CNE), precursora da REN. À semelhança das sociedades hidroeléctricas, também a nova empresa era uma sociedade de capitais públicos e privados. Em 1969, as grandes companhias que tinham sido criadas depois da Lei de Electrificação Nacional, incluindo a CNE, fundem-se na Empresa Portuguesa de Electricidade, que passa a dominar a produção eléctrica e o transporte de electricidade.

Em Lisboa, é de origem belga a maioria do capital das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade, responsáveis pelas primeiras iluminações públicas ainda no final do século XIX.

Em 1976, a 30 de Junho, a fusão das 14 companhias deu origem à EDP. Até ao final dos anos 1980 mantiveram-se ainda dezenas de pequenas sociedades e cooperativas, municipais e privadas, que foram sendo integradas no novo grupo.

Chenier Energy

A Cheniere Energy tem sede em Houston e opera o Sabine Pass LNG terminal e o Creole Trail Pipeline. Uma sua subsidiária opera o Sabine Pass Liquefaction Project. Também está em mãos um projecto para infraestruturas de liquidificação perto de Corpus Christi. As primeiras exportações do C.C. estão previstas para 2018. O gás que a EDP está a comprar é gás natural não convencional (Shale Gas) da Eagle Ford Shale.

Eagle Ford Shale

Localizada no Sudoeste do Texas, onde se encontra shale oil e gás de xisto. Desde 2008 têm, sido a formação mais perfurada dos EUA. Nos dias de hoje as petrolíferas utilizam perfuração horizontal e/ou fracturação hidráulica. A concentração de produção na mesma área torna os oleodutos mais lucrativos.

Em 2008 a Petrohank demonstrou que a utilização de fracturação hidráulica podia ser utilizada para tornar a produção de gás lucrativa. A técnica utilizada foi a mesma que a Mitchell Energy utilizou na Barnett Shale na bacia Forth Worth.

Corpus Christi Liquefaction

Terminal de exportação de Gás natural Liquifeito da Chenier Energy, com instalações de regaseificação do gás. Está desenhado para receber 5 comboios que transportarão cerca de 22.5 milhões de toneladas de GNL por ano. O terminal está localizado na La Quinta Channel no noroeste da Baia em San Patricio County, Texas. São 1.000 acres e 15 milhas náuticas a contar da costa que pertencem e são controladas pela Chenier.

Os clientes que ajudam á sua concretização são:

  • Pertamina (Indónesia), em 2016 entrou no negócio a Total (França)
  • Endesa (Espanha), em Portugal desde 1993
  • Iberdrola (Espanha) activa Em Portugal: Barragens, Eólicas e Gás
  • Gas Natural Fenosa (Espanha) activa no mercado de electrecidade e gás em Portugal)
  • Woodside (Austrália)
  • EDF (França)
  • EDP (Portugal)

O Texas produziu 27% do mercado de gás dos EUA em 2015. A Chenier está a construir um gasoduto com 23 milhas para ligar a outros gasodutos facilitando o acesso de gás no Texas e na Costa do Golfo do México.

Charif Souki  

Nascido no Egipto é um homem de negócios americano. Fundador da Chenier Energy Energy. Foi o Chefe executivo mais bem pago dos EUA em 2013. Nasceu no Cairo, mas mudou-se para o Líbano em 1957. Trabalhou como Banqueiro em Wall Street. Foi Chefe executivo da Chenier até 2015. É o fundador da Tellurian Investements com Martin Houston.

ESCÓCIA

EUA; Gás de Xisto e Escócia

O primeiro carregamento de Gas de Xisto (Shale gas) por metaneiro para a Escócia saiu dos EUA em Setembro 2016, 24 horas depois do Labour Party prometer proibir a Fractura Hidraulica (Fracking).

Ineos, petroquímica fundada e presidida pelo bilionário Jim Ratcliffe, receberá um metaneiro cheio de Etano nas suas instalações em Grangemouth na Escócia. Os 27,500 metros cúbicos de Etano são extraídos do sob solo da Pensilvânia, local do Boom da produção de gás de Xisto nos EUA. A importação é para colmatar o instável fornecimento das reservas do Mar do Norte.

O Metaneiro com 8 tanques viajou as 3,500 milhas até ao terminal de gás da Ineo em  Grandemouth. O Etano vai ser “Crackado” para ser convertido em Etileno, utilizado na produção de produtos plásticos.

O Gás de Xisto pode ajudar a parar o declínio da produção britânica e hoje é o primeiro passo nessa direção”. RatCliffe

Isto é só o inicio da importação de gás de Xisto dos EUA, que devido às suas reservas será o maior fornecedor do mercado. A Ineos para fugir aos impostos mudou a sua sede para a Suíça em 2010, assinando 21 novas licenças em North Yorkshire e Midlands, a sua área total de licenças é quase o dobro do Yorkshire Dales National Park.

Em 2012 foi iniciado o negócio para a compra de gás da Marcellus Shale na Pensilvânia, processá-lo e utilizar o gasoduto Mariner East de 300 milhas através da Pensilvânia. Foram também, construídos tanques de armazenamento, e um cais para os Dragon Ships, que levam 10 dias a atravessar o Atlântico. A empresa que desenhou os barcos foi a Evergas, com um contracto de 15 anos com a Ineos. O Etano anteriormente era transportado em pequenos barcos e em curtas rotas.

O primeiro dos metaneiros parte da costa americana no dia 9 de março de 2016 de Marcus Hook, Pennysvania, para Rafnes, Noruega. O Navio com 180 metros, de nome Ineos Interpid, é um dos navios Dragon-class que transportarão 800.000 toneladas ano de Etano dos EUA até Rafnes (Noruega) e Grandemouth no Reino Unido.

“Isto tem sido um esforço multinacional. Demorou 5 anos. Acredito que um projecto como este só poderia acontecer coma Ineos, a Cultura da empresa significa que temos a liberdade… que temos o direito de fazer as coisas com o mínimo de burocracia. O sentimento que oferecemos ao mercado uma diferença positiva ao negócio, e à indústria europeia, preenchemos”. Tom Crotty; director da Ineos

“Combinámos tecnologias testadas e provadas em novos desafios. Ninguém tinha experimentado enviar Etano por barcos nestas quantidades e com estas distâncias. Para fazer isso, tivemos de inventar novas formas de o fazer Steffen Jacobsen, CEA, Evergas

A construção do primeiro dos 4 navios está completa, os restantes tem data marcada para deixar doca seca no inico de 2017. Cada navio tem o nome que descreve os valores da Ineo: Visão; Ingenuidade; Inspiração; Inovação; Intuição; Invenção; Independência. Também transportam uma MNS com 100 metros relacionada com os benefícios do gás de xisto para a Europa do sector químico, aos postos de trabalho e progresso. Criados para a Noruega com a sua precisa carga de Etano, marca o início de uma nova era tanto para a Ineo como a larga industria petroquímica europeia.

As suas ambições tinham sido restringidas por uma moratória sobre o Fracking imposto pelo Parlamento Escocês, mas a Inglaterra aka Reino Unido tem outros planos. Os planos da Ineo tronaram-se mais controversos quando E-Mails mostraram que a empresa planeava enviar os lixos tóxicos das operações de extração/tratamento do gás de xisto no mar.

As suas promessas são independência energética, postos de trabalho e benefícios económicos para as comunidades locais perto das infraestruturas da indústria.

Jim Ratcliffe

Engenheiro Químico britânico, presidente da Ineos Chemicals Group, que fundou em 1998 e que ainda detêm 2/3, em 2010 era um dos homens mais ricos do Reino Unido. O seu primeiro trabalho foi com a gigante Esso. Em 1989 junta-se ao grupo americano Advent International.

Foi Co-Fundador da INSPEC, que lançou a fábrica da BP em Antuérpia, na Bélgica. Em 1998 Formou a Ineos em Hampshire para comprar a INSPEC e a fábrica em Antuérpia. Utilizando High-yield Debt para negócios, começou a comprar operações indesejadas de grupos como ICI e BP, com o objectivo de os tornar lucrativos em 5 anos. Em 2006 a Ineos comprou o negócio BP Innovene Chemical dando a Ineos o controle das refinarias e fábricas na Escócia, Itália, Alemanha, França, Bélgica e Canadá.

Em 2009 foi honrado como membro honorário pela instituição dos Engenheiros químicos pela sua liderança na construção do Ineos Group. Em 2015 abriu a sede inglesa do grupo em Knightsbrige, em Londres.

Fundou a acção de caridade “Go Run for FUN”, para encorajar crianças entre os 5 e os 10 anos a tornarem-se activos criando eventos focados em celebridades.

Ineos Group

Grande parte dos trabalhadores passaram a sua vida na indústria petrolífera e industria química.  Vieram para a Ineos de mepsas como: BASF; Bayer; BP, Degussa, Dow; Enichem; Hoechst; ICI; Norsk Hydro e Solvay.  A Ineos um local refrescante para trabalhar e fazer negócios. Estamos focados em crescer e EBITDA, e vemos o “cliente como um Rei”.

Fabricante de petroquímicos que se distribui por 16 países.

Em 2009 a INEO vendeu a sua participação na CIRES à Shin-Etsu Chemical Co. Ltd, líder mundial da produção de PVC. A Cires foi criada em 1960 com a união entre portugueses e duas empresas indústriais Japonesas, foi a primeira união industrial entre portugueses e japoneses na Europa. Sendo o único produtor de PVC em Portugal, tem um forte lugar no mercado ibérico.

Os produtos da Ineos são uma contribuição significante para salvar vidas. Os nossos produtos vaõ desde tintas a plásticos, têxtil a tecnologia, medicina a telemóveis – os químicos fabricados pela INEOS mudam quase todos os aspectos da vida moderna. Produtos como:

  • Solventes na produção de insulina e antibióticos
  • Biocombustíveis
  • Cloro para purificação de água
  • Petróleo sintético
  • Plásticos para armazenar produtos (tetrapack, etc)
  • Cabos elétricos/telecomunicações. Materiais de isolamento
  • Produtos transformados utilizados em aplicações médicas, telemóveis e construção.

Areias petrolíferas (tar sands), Bilbao, País Basco

Areias Betuminosas (Tar Sands) pela primeira vez na Europa

Em Maio de 2014 chegou a Espanha o primeiro carregamento de Tar Sands canadianas para a Europa. 600.000 barris de petróleo que chegaram a Bilbao, País Basco, em resistência contra o gás de xisto e o governo de Espanha, o petróleo foi comprado pela Repsol. É o 1º grande carregamento de Tar Sands para a UE. O petróleo Tar Sands é do mais sujo na industria petrolífera e produz 3 a 5  vezes mais emissões de gases efeito de estufa do que o crude de petróleo “convencional”. É descrito como a “maior bomba de carbono do planeta” pelo cientista James Hansen. A extração de Tar Sands causa poluição e deflorestação, mata a vida selvagem e ameaça as comunidades indígenas canadianas. As Tas Sands são actualmente exploradas em grande escala no Canadá. Grupos ambientalistas declaram que a chegada do navio tanque com o crude Tar Sands é uma violação das acções contra as alterações climáticas da UE e apelam para que se mantenha fora da Europa este tipo de petróleo.

O relatório da Natural Resource Defense Council baseada nos EUA mostra que a importação de tar sands pode disparar de 4,000 barris por dia (bpd) em 2012 para mais de 700.000 (bpd) em 2020 como resultado dos oleodutos planeados ou em construção nos EUA e no Canadá. Estas importações para a Europa estão a diminuir e a desacreditar a lei de Qualidade de Combustivel de transporte (Fuel Quality Directive’s) que pretendia reduzir as emissões derivadas de combustível em 6%.

A Repsol foi obrigada a atrasar a sua exploração de gás de xisto em Cantábria (Zona Autónoma) no Norte de Espanha. O governo local parou o projecto pelo perigo que representava para as águas.

 Do Povo para o Povo, com Povo, pelo Povo!

Links:

EDP/ Chenier Energy

Ineos/ Scotland

Tar sands (areias betuminosas)/ BIlbao, País Basco/Repsol

Grupos em Portugal contra as petroliferas

Jornal Mapa

ASMAA (Algarve) 

Tavira em Transição

Climáximo

Peniche Livre de Petróleo

Malp (Algarve)

PALP

ALLGRAVE

Vila Do Bispo (Algarve)

Preservar Aljezur (Algarve)

Alentejo Litoral

 

 

 

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Existe uma luta de classes, claro. É a minha classe, a dos ricos que a começou, e estamos a ganhar! Warren Buffet