União Europeia, Partido Popular, Globalização e…. Ambiente

Mais uma vez o lobbing, a democracia representativa, o fascismo corporativo e a politica de globalização conseguem sair a ganhar…

Mais uma vez os direitos humanos, a defesa da natureza, o direitos dos animais são violados e explorados por um só nome, por uma só ideia: Ordem e Progresso… Aqui deixamos o nome de Arias Canete, áreas de influencia e história familiar. Perguntamos: Quem são os utópicos? Os que querem mudar o modo como o homem olha a natureza? Ou os que querem continuar a explorar os recursos fósseis e os animais como , se olha o trabalhador, com indiferença ou “solidariedade capitalista”?

Arias Canete é o perfeito exemplo do que é a politica mundial de globalização, em Portugal podemos ver as mesmas acções, as mesmas ideias, os mesmos cargos no governo, nas empresas.  o que falta é investigação, informação  e acção…

Miguel Arias Canete:.O novo comissário europeu do ambiente.

Miguel Arias é o novo Comissário Europeu do Ambiente, responsável pelo clima e energia. A notícia foi avançada depois de um acordo entre a esquerda centro e os partidos de direita.

“Felizmente, a rápida intervenção das autoridades espanholas afastando o barco da costa, faz com que não tenhamos uma catástrofe ecológica, como noutras ocasiões, nem prevemos grandes problemas nas águas espanholas nem para os recursos pesqueiros.”  ( Canete referindo-se ao Prestige. Ciudad Real 16.11.02)

Miguel Arias Canete, é um político espanhol do Partido Popular (Democratas cristãos). Foi Ministro da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente de Espanha. Arias estudou nos Jesuítas de Chamartín. Em 1982 inicia a sua actividade politica na Alianza Popular. Casou-se com a Filha dos Marqueses de Valência. Foi cunhado do ganadeiro Juan Pedro Domecq. Arias utilizou a sua influência para aplicação em Espanha da PAC (Politica Agrícula Común) que entre 2014 e 2020 vai entregar 47.000 milhões de euros ao sector agrário e ganadeiro.

Também impulsionou o acordo EU-Marrocos, que permite aos pescadores espanhóis pescar nas águas marroquinas. Foi também responsável pela “Ley de Costas”.

Arias é filho de Alfonso Arias de la Cuesta que nos anos 70, como presidente da empresa “Camba”, (petrolífera estatal), foi mediador entre os EUA e a Bolívia, onde conseguiu um empréstimo do Banco Mundial para investimento petrolífero. Com esse fim foi criada a empresa “Camba”. A Bolívia pedia 60 milhões de dólares. Alfonso de la Questa disse na altura que a Espanha não ia dar um dólar e que o seu objectivo é arranjar financiamento, e depois pela Camba, comercializar o excedente petrolífero. Declarou também que a Espanha obterá benefícios políticos. Na reunião estavam o presidente do Banco Mundial, os ministros bolivianos do Petróleo e Finanças, o presidente da Gulf Oil e Alfonso Arias.

endesa6O seu irmão, Alfonso Arias Canete, foi Director de Energia Nuclear de Endesa, foi também vice-presidente da Tecnatom.

Arias trabalha em sectores como: produção agrícola combinada com a produção ganadeira; compra, venda e aluguer de bens imobiliários; Venda veículos a motor, Construção, Actividades de jogo de azar e apostas; Exploração do negócio de combustíveis líquidos e derivados, incluindo Porto de Ceuta, acessória económica, financeira, técnica e comercial a terceiros. Foi presidente da “Fundacíon del Real Automóvil Club de Espanha (Race), sócio fundador do “Morgan Sports Car Club Espanha”. O seu nome e o seu apelido estão ligados a “sobresueldos” (tática para esconder dinheiro precedente de financiamento igual). Em Abril de 2014 foi relacionado com “sobresueldos” do seu partido (300 mil euros), facto que o próprio não desmentiu. Desde a sua entrada como eurodeputado, que as polémicas o envolvem em negócios obscuros como: dirigir empresas em paraísos fiscais. Como ministro de Aznar, a polémica estava relacionada com as suas obrigações em declarar os seus interesses no Registro de Altos Cargos de la administración.

Como Ministro absteve-se várias vezes no concelho de Ministros. Deixamos este exemplo:

Lobbista contra o meio ambiente, privatizar, mercantilizar e precariza: Canete para o meio ambiente foi como o cavalo de Átila. Nos 4 anos e pouco á frente da área do meio ambiente modificou todo o tipo de leis.

Lei de prevenção e controlo de contaminação: fez desaparecer no que diz respeito a resíduos a reciclagem obrigatória, que ia entrar em vigor. Resultado mais resíduo, mais contaminação, mais necessidade de matérias-primas.

Na  Ley de Costas: amnistiou milhares de vivendas que eram ilegais, permitiu a utilização privada de praias, favorecendo claramente os privados, barracas de praias, empresas salinas como a Abel Matutes, de papel como a Ence na ria de Pontevedra, os hotéis mais agressivos, etc…

Avaliação do impacto ambiental: Menos actividades sujeitas a avaliação ambiental, o “laisse faire” corporativo e politico.

Projecto de Lei de responsabilidade ambiental: A proposta de Canete para fazer frente a grandes catástrofes e danos mais pequenos, retira responsabilidades e reduz drasticamente os operadores obrigados a contar com garantias financeiras por uma eventual responsabilidade ambiental. Das 320.000 actividades obrigadas segundo o texto actual, depois da reforma de Cadete, passarão a ser 5.470 operadores que contam com 6.800 instalações.

Projecto de lei de Parques Nacionais:   Canete está empenhado a permitir todo o tipo de actividades nos parques: construção de vivendas, caça e prática de desportos.

Em 2001 para defender os interesses empresariais da sua mulher, retirasse do Concelho de Ministros que aprovava um decreto elaborado pelo seu departamento sobre o protótipo racial da raça bovina de Lide (tourada). Nesse mesmo ano, Mariano Rajoy, delega-lhe as medidas de apoio ao sector taurino.

O seu nome e seus negócios e conflitos de interesses.

Caso dos DNI falsos. Branqueamento de capitais no valor de 2.000 milhões de pesetas gerados pelo sector agropecuário, na fabricação de pensos para animais e comercialização de galinhas. O caso envolve a Sogdal.

Numa investigação da Greenpeace sobre os interesses privados por detrás da Ley de Costas  aparece o nome de Árias em benefícios para empresas com que algumas tinha negócios.

Abjudicação publicas a sociedades onde figurava como administrador ou “apoderado” (representante em contractos /ou pessoa que trata dos interesses do toureiro) em pelo menos 2, Capa SA e Invalsur SA, que receberam ambas 251 milhões de pesetas dos fundos comunitários destinados à indústria agrária entre 1996 e 2000. A sua mulher Micaela Domecq também se viu envolvida em apoios da união europeia, em pelo menos 9 das suas fazendas.. Numa lista dos principais beneficiados com os apoios europeus encontravam-se entre eles Agustin Villarroel, ganadeiro e sogro do actual Vice-secretário Geral do PP, Carlos Floriano.

Indústria do Automóvel e sector de jogo

Como eurodeputado interessou-se pela indústria automóvel e sector do jogo, apesar de ser porta-voz da agricultura. Estava interessado nas futuras normas relacionadas com a importação de veículos, e os normas para os jogos de azar, sectores onde têm interesses pessoais e familiares.

Empresas dedicadas à venda de combustível de navios no Porto de Gibraltar e no porto de Las Palmas de Gran Canaria. Canete quando era ministro tinha ações em duas empresas petrolíferas: Petrolífera Ducar e Petrologis de Canarias, SL.

Criação de toiros de lide

Por várias vezes que foi obrigado a prestar declarações sobre as suas ligações a este sector. Depois de se abster como ministro da Agricultura do Grupo Popular Europeu, foi muito controverso na sua intervenção para defender ajudas comunitárias ás ganadarias do Touro Bravo.

Também esteve no Caso Gescartera, no governo de Aznar; ou no  Caso Gurtel/Bárcenas/PP.

Como Ministro: 

Dedica-se  aos fundos de Bruxelas, acabando com a política agrária e pesqueira nacional. Com Canete, o custo de energia para regadio, que são 40% dos custos de produção, ficou insustentável. As únicas beneficiárias as empresas eléctricas. Os ganadeiros iniciaram uma campanha onde ameaçavam fechar todas as 29 estações de tratamentos de resíduos das suas explorações. Por razões inexplicáveis Canete ministro na altura, decidiu romper unilateralmente o contrato entre o governo anterior e os ganadeiros que dava estabilidade ao sector á 15 anos.  Depois, antes da sua chegada em 2011 a empresa estatal TRAGSA, tinha 14.550 trabalhadores e uma facturação e 944M$. As suas decisões como ministro, pela primeira vez em 37 anos de história, levou a empresa a registar  uma facturação de 17 M$ negativos. Estando familiares e militantes do PP nos beneficiados. Ajudas para a pesca, no programa de ajudas Canetes retirou 50% dos apoios.

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Ver video: Canete: El Petróleo se quede en familia 

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