Australis Oil and Gas: Mais vale 2 pássaros na mão! Que 1 a Voar!?

Petrolífera apresenta dois furos em duas concessões na zona oeste e zona centro!

 

 

A Australis no segundo trimestre do ano apresentou 1 EIA (Estudo de Impacte Ambiental) para avaliação de um furo em Aljubarrota, que foi recusado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente) por não conseguir localizar a área exato do furo para estudar o caso. Mas em Setembro a Australis apresenta EIA’s para 2 furos nas concessões Batalha e Pombal em analise pela APA, mas só disponível para consulta publica desde do dia 7 de Novembro com possibilidade de participar com opinião e votar até ao dia 27 de Novembro. (Ver link das concessões acima)

A Austalis tem quase 2 meses de vantagem sobre nós, cidadão comum. Mas a indústria petrolífera na Zona Oeste e Centro tem 20 anos de vantagem devido aos contactos da Mohave Oil and Gas realizados durante os seus trabalhos na zona. Para complicar ainda mais a influencia da Partex Oil and Gas (outras das empresas que em 2007 assinaram contractos de concessão) em Portugal vem dos tempos da instalação da Fundação Gulbenkian (100% proprietária da Partex) no país. Todo este trabalho e influencia tem como recompensa declarações como as do Primeiro Ministro António Costa sobre o furo de Aljezur ao largo da Costa Vicentina.

A Austalis, como armadilha deixa 1 voar, para que fiquemos a olhar para o ar. E apanha dois enquanto todos olhamos as nuvens!

Em Setembro de 2018 a Australis lançou o seu relatório: First Half 2018 Financial Report (Relatório Financeiro da primeira metade de 2018) onde se refere aos dois furos, nas duas concessões.

  • Ainda em Julho a Agência Portuguesa do Ambiente tinha recusado os documentos da Australis para avaliação de impacte ambiental (EIA)
    • Em Setembro a empresa entrega os novos pedidos de EIA para 2 furos. Em menos de 3 meses conseguem preparar a apresentação de 2 estudos de Impacte ambiental? ( só apresentados dia 7 de Novembro aos cidadãos através da participação publica)

No dia 29 de Outubro 2018, dois dias antes da reunião com presidentes da câmara e representantes de ONG e grupos anti petróleo, a Australis Oil and Gas faz uma apresentação aos investidores.

  • Sobre Portugal salienta que existem dois contingentes (que pode ou não existir ou acontecer. = EVENTUAL, INCERTO) de recursos 2C (com grande probabilidade) de 458 Bcf ( cerca de 13 mil milhões m3)
  • Avaliação de uma “basin centred gas play” na formação Lias Jurassic no pós sal.
    • Basin centered gas systems são um dos sistemas potencialmente mais importante da economia do gás não convencional no mundo (AAPG Wiki)

Resultado de imagem para shale gas

Programa de Trabalhos

No programa de trabalhos propostos apresentam o ponto: “perfurar e testar descobertas de gás com um poço vertical”.

  • Não se referem, como na apresentação realizada no dia 31 de Outubro, à perfuração horizontal com cerca de 0,5 km.
  • Perfurar e retirar parte da rocha reservatório (core) na Lower Jurrasic na concessão Pombal, na freguesia de Bajouca, distrito de Leiria.

A Australis “completou um numero de estudos de engenharia para rever os dados históricos e estabelecer a base técnica”Resultado de imagem para lowerjurassic bacia lusitanica

  • Não deve ter sido tão difícil. Todos os dados estavam com Patrick Monteleone ex presidente da Mohave Oil and Gas, que esteve nos quadros da Australis, como responsável pelos trabalhos em Portugal.
    • A Mohave esteve em Portugal desde 1998, até abandonar os trabalhos em Aljubarrota em 2012. A Mohave, responsável por todos os dados registrados abriu falência. E Monteleone aparece na Australis quando da sua apresentação no site da empresa. Agora não o encontramos.
    • Mas quem está hoje nos quadros da Australis como director financeiro é Graham Downland ex director executivo da Hardman Resources que liderou a assinatura de um contracto de prospeção em águas profundas na costa vicentina, com a participação da Partex Oil and Gas e da Galp).

      Resultado de imagem para furo aljezur

      No final de 2017 a Australis iniciou com as autoridades ambientais do governo português uma colaboração para se criar regulação legislativa recente”
  • Quem são as autoridades ambientais a que se refere a Australis?
  • Porque precisa Portugal de uma legislação recente?
  • A recomendação de legislação recente foi criada em 2014 pela Comissão Europeia no dia 22-01-2014, relativa a princípios mínimos para a exploração e a produção de hidrocarbonetos (designadamente gás de xisto) mediante Fracturação Hidráulica (2014/70/EU)
  • Seguindo a recomendação da Comissão Europeia, a ENMC em 2014 comunicava que: “No âmbito da recomendação relativa a princípios mínimos para a exploração e a produção de hidrocarbonetos (designadamente gás de xisto) mediante fracturação Hidráulica maciça, informa-se que:
    • Foi estabelecido um grupo de trabalho para a preparação de um documento de práticas recomendadas a serem seguidas durante as actividades de pesquisa/produção de “gás de xisto”.
      • É neste grupo que está a Australis Oil and Gas?
      • Quem são os elementos deste grupo?
  • Em Janeiro de 2016 a ENMC numa apresentação em Faro sobre as explorações de hidrocarbonetos assinala que: “Não está previsto qualquer projeto com recurso a métodos não-convencionais, nomeadamente através de fracturação hidráulica, estando o concessionário ainda na fase de prospeção e pesquisa”
    • Este final de paragrafo assinala bem as intenções finais da Australis. Na altura de explorar, Fracking a bombar.
  • No jornal do- Baixo Guadiana do dia 01/01/2016 é salientado que Paulo Carmona da ENMC apontava 2020 como data provável do inicio da exploração petrolífera.

Operações Planeadas

O poço será furado verticalmente até aos 2,900metros, depois será desviado e perfurado na horizontal aproximadamente 500 metros para ser testado a afluência de gás com potencial comercial.

  • A Australis aqui desmente a informação dada no inicio da apresentação sobre os programas de Trabalho ao adicionar a perfuração horizontal na abertura do furo (poço).

O poço de exploração na concessão de Pombal será furado verticalmente e pretende atingir a área jurássica similar à da Batalha, mas mais fundo, onde as condições podem ser mais favoráveis ao fluir do gás. Em caso de sucesso, um programa similar será seguido para a concessão da Batalha”

Resultado de imagem para concessão cadaval australis
Partilhamos este Mapa para que não se esqueça o que está em jogo. Um poço em extração, vai voltar a atrair novos investidores para as concessões abandonadas, mas não anuladas. Chamamos a atenção para a concessão em amarelo ( concessão Cadaval) que esteve nos planos da Australis, mas ficou de fora. É importante porque um estudo do IST em 2014 (pag 15) apontavam a área como a mais rica em hidrocarbonetos (Shale gas).
images
Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s