Economia Verde, uma Nova Cor do Poder!

Este texto é uma critica à forma de trabalho dos grupos visados, não a 90% das pessoas que neles colaboram.

Dou à Quercus um apoio no seu trabalho ao nível de grupos locais ao longo dos anos, que manteve muita gente dedicada. Mas em nome de quê? E de quem? Qual o objetivo de quem financia?

Este Greenwashing depende de fundos europeus. Porque terão de passar pela Gulbenkian? E não directamente ás ONG’s?

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” O grande inimigo da linguagem clara é a insinceridade. Quando há uma diferença entre os objectivos reais e os que declaramos (…) Quando a atmosfera geral é má, a linguagem tem de sofrer” George Orwell: Politics and the English Language.

Em Portugal vários grupos participaram em campanhas contra o financiamento da Fundação Gulbenkian pela sua empresa Partex Oil and Gas, mas apoiam a “resistência” de grupos ambientalistas criados pela mesma mentalidade de controlo de Gulbenkain e Rockfeller.

Também se levantou uma onda de indignação com os bilhetes para ir ver a seleção no europeu, pagos pela Galp a políticos nacionais.

Rocha Andrade; Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais não foi o único a ser convidado pela petrolífera. O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, também viajou para o Euro 2016 a convite da Galp, enquanto entidade patrocinadora da Selecção Nacional.

Depois do presidente da câmara de  Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha também o autarca de Sines, Nuno Mascarenhas receberem bilhetes para o jogo Portugal-Hungria pagos pela Galp , terem de se justificar perante os cidadãos, fica a pergunta: A política distrai? Ou chama a atenção para algo mais profundo?  

A Galp é patrocinadora da seleção de futebol, patrocina o Festival de Sines, apoia provas de surf, etc… e ONG’s… Os seus “professores” são o Banco Mundial e Partex Oil and Gas.

Porque não se discute sequer o financiamento (corrupção, lobbing) das petrolíferas nos movimentos ecológicos e sociais?

A economia verde como meio de manter o progresso e o consumo, educar o cidadão e influenciar nas decisões político-sociais foi defendida cientificamente e economicamente no Relatório Stern de Nicholas Stern, economista britânico do Banco Mundial. O estudo foi encomendado pelo governo Britânico sobre os efeitos na economia mundial das alterações climáticas nos próximos 50 anos.

Stern sobre Trump: “Penso que o melhor a fazer dadas as circunstâncias é escolher as boas coisas que as pessoas dizem. Tentar sugerir-lhes que o seu modo de pensar é som neste assunto… não nos focando nas contradições”

Nicholas Herbert Stern, Barão Stern de Brentford Economista e acadêmico inglês. Professor de economia da London School of Economics (LSE), importante escola de pensamento da Economia (neoclássica) Ambiental, foi Vice-presidente sênior e Economista chefe do Banco Mundial (2000-2003)

O relatório resultante desse estudo foi apresentado ao público no dia 30 de Outubro de 2006 e contem mais de 700 páginas  é um dos primeiros estudos encomendados por um governo sobre o assunto a um Economista.

Desde então foram criados grupos como: Natural Capital Solutions“ Outro termo para armazenamento de bens de fontes renováveis ou não (ex: plantas, animais, ar, água, minerais, solo) combinadas para colher um monte de benefícios.”

Rockfeller é a Bandeira Capitalista da Economia Verde.

Membros da família Rockfeller tentaram que a ExxonMobil reconhecesse os perigos das alterações climáticas em 2004, liderados por Neva Rockefeller Goodwin, num almoço com o chefe da secção de investimentos. Grande parte das fortunas pessoais tem raízes em Trusts nos anos 30.

“ Não existem combustíveis alternativos ou tecnologias disponíveis hoje capazes de tomar o lugar dos combustíveis fósseis e oferecer à sociedade o que essas energias oferecem”.  Ken Cohen, ExxonMobil’s

Os investimentos na indústria fóssil representam cerca de 6% dos 130 milhões de dólares da Rockfeller Family Fund, diz Lee Wasserman

Em 2016 descendentes de Jonh d. Rockfeller venderam as suas acções da ExxonMobil.

Para a sua luta com a Exxon, os Rockfeller iniciaram uma rede de “soldados” e grupos aliados.

Em 2008 deram 1 milhão para a criação da 1Sky, para apoiar o movimento sobre alterações climáticas através de soluções políticas nos EUA em 2010. Na altura a 1Sky era dirigida por Gillian Caldwell, ex diretora executiva da organização dos direitos humanos WITNESS.

Tinha como parceiros a Step it up 2007 (e a sua sucessora 350 org), a Clinton Global Inciative, Greenpeace, Oxfam e a Energy Action Coalition. A plataforma 1sky foi anunciada por Clinton na Clinton Global Iniciative em 2007, no quadro de directores estavam: James Speth, Billy Parish, Bill Mckibben e Van Jones.

Em 2011 a família Rockfeller comemorava a fusão da 1Sky com a 350 org, duas organizações no seu fundo para o desenvolvimento sustentável. A 350 org apesar do seu aspecto de grupo amador e raiz popular, é na verdade uma instituição que gere campanhas de milhões de dólares dirigidas por funcionários com ordenados de 6 dígitos.

Desde 2007 os Rockfeller pagaram 4 milhões de dólares á 1Sky e 350 org. Mais de metade dos 10 milhões de dólares recebidos entre 2001 e 2009 em ONG’s onde esteve Mckibben, que recebeu 25.000 dólares por ano, vieram do Rockefeller Brothers Fund, Rockefeller Family Fund e do Schumann Center for Media and Democarcy (IBM)

As campanhas de Mckibben receberam os 10 milhões desde 2005 através de mais de 100 doações de 50 fundações de solidariedade. 6 das doações eram cerca de 1 milhão por ano. O The Schumann Center doou cerca de 1, 5 milhões de dólares para 3 campanhas de Mckibenn, como  também 2,7 milhões para a fundação do Enviromental Journalism Program no Middlebury College, Vermont, onde trabalha Mckibben.

Gulbenkian apesar de ser economicamente “inimigo” de Rockfeller, admirava-o pela sua tenacidade comercial e pela Filantropia fundada pelo próprio… Imitou-o desde a Fundação, Filantropia e influência nas políticas nacionais e internacionais.

Programa Gulbenkian Ambiente

No seu programa Gulbenkian Ambiente fez parceria coma Quercus, para “alteração do comportamento dos consumidores, nomeadamente na conservação de energia. E alargar a possibilidade das energias renováveis (…)”

A Fundação Gulbenkian, proprietária da Partex Oil and Gas, em 2013 criou a Iniciativa Oceanos, com um plano de 5 anos. Nesse plano estão previstos 3 passos: Investigação (Contracto de 6 investigadores pós doutoramento com background em ciências ambientais e sociais.); Acção Política (O conhecimento do valor econômico do ecossistema marinho nos processos de decisão); Percepção Popular.

Grupos Alvos

Com quem vamos trabalhar? 

Um pequeno número de ONG’s como parceiros estratégicos; Vários sectotes da comunidade, incluindo negócios ligados ao mar e “grupos/sujeitos não usuais”; Fundos activos da União Europeia e Reino Unido

Quem pretendemos influenciar?

Legisladores; Sociedade Civil; Sector Privado e os Meios de comunicação.

A sua Página começa coma pergunta: Quanto vale um clima ameno ou uma vista para o mar?

“A Iniciativa Gulbenkian Oceanos tem como objetivo geral aumentar o conhecimento público e político dos serviços dos ecossistemas marinhos como ativos estratégicos para o desenvolvimento econômico sustentável e para o bem-estar humano

Para esclarecer lançou o documento: Blue Natural Capital: Towards a New Economy.

Onde se apresenta o ecossistema marítimo como essencial ao bem-estar humano (Human Well Being), ao fornecer alimentação, regulamentação da temperatura climática. Salientando depois que a sua contribuição para a prosperidade humana (Human Welfare), não é no entanto levada em conta nas decisões político-sociais.

A sua Visão:

“Vivemos num mundo cada vez mais dependente do oceano (…) transporte marítimo transporta grande parte do negócio internacional; novas formas de energia (…) e minerais podem ser extraídos do fundo do oceano; a dessalinização da água pode ser a melhor solução para a diferença entre a procura e disponibilidade de água potável.”

“Nós acreditamos que o futuro que precisamos para o nosso oceano só pode ser possível com uma rápida transição para uma economia verde (…) os oceanos precisam de estar em forma para contribuir par o nosso bem-estar e economia (…).

“A humanidade levou 10.000 anos para ir de uma sociedade caçadora-recolectora a tornar-se administrador da terra. Se queremos evitar sérios danos aos oceanos, à nossa economia e bem-estar, temos de realizar uma transição similar para a administração dos oceanos em 10 anos.”

Existe um aumento de interesse na extração de minerais do subsolo oceânico para serem utilizados em aplicações elétricas e eletrônicas. O aumento global na procura de energia levou ao interesse nas fontes de energia no mar, tanto renováveis como não renováveis.

Desenvolvimento da visão

Os desafios podem ser resolvidos através da administração que nos guie até uma economia verde onde utilizamos com uma consciência eficiente e ecologista os recursos marinhos.

Identificação das chaves econômicas do mar da Nazaré e Peniche

O projecto de pesquisa analisa os mais significantes como: (…) indústria; aquacultura; Estaleiros, turismo; prospeção de gás e petróleo (…)

Parceiro:

World Business Council for Sustainable Development (WBCSD)

Em Portugal o grupo é presidido por: António Mexia, EDP.

SPEA

A Spea tem um link directo para divulgar ao Iniciativa Gulbenkian Oceanos.

“Com um horizonte temporal de 2013 a 2018, apoia a valoração econômica dos serviços dos ecossistemas marinhos (SEM) (…) O projeto é coordenado por Antonieta Cunha e Sá (Nova School of Business and Economics) e Henrique Queiroga, investigador do CESAM e professor do Departamento de Biologia (Universidade de Aveiro).

Projetos.

EX: Avaliação do potencial de desenvolvimento de um processo de co-gestão em pescas no eixo Peniche-Nazaré, coordenado pelo WWF-Portugal (…)

Eco-casa

Em 2008 o Ministério da Economia, Administração Pública, Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional emitiu em despacho a agradecer os donativos da empresa Mota Engil à Quercus entre os anos de 2004 e 2007 para o projecto Eco Casa.

O mecenas principal do projecto Eco-casa é:  O Continente.

Os mecenas eco casa são empresas como: Vulcano e Adene.

Apoios da União Europeia/Feder; LG Life Good

Com o apoio institucional do LNEG; Fundação Luso-Americana

A EDP e a Galp também foram doadoras no ano de 200372004

A REN foi doadora em 2006/2007

Projecto dQa

O projecto dQa – Cidadania para o Acompanhamento das Políticas Públicas da Água, é um projecto apoiado pelo Programa Cidadania Ativa – EEA Grants, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants), que está a ser dinamizado pela Quercus.

Com o projecto dQa, a Quercus pretende contribuir para o cumprimento da legislação em matéria de recursos hídricos, nomeadamente no que respeita à aplicação, em Portugal, da Directiva Quadro da Água e da Directiva relativa ao Tratamento das Águas Residuais Urbanas (…) e capacitar a Quercus para, a longo prazo, fazer um acompanhamento mais eficaz das políticas públicas da água.

Principais Ameaças:

Um dos principais problemas associados à água está relacionado com a sua disponibilidade (…) À medida que as civilizações aumentam, aumenta a necessidade de água e a poluição da mesma. Os principais problemas de poluição da água devem-se sobretudo aos esgotos domésticos, às atividades agrícolas e à crescente industrialização.

Associação ZERO

Em 2015, ex presidentes da Quercus criam a Associação ZERO.

Entre os mais conhecidos estão os ex-presidentes Francisco Ferreira, Susana Fonseca, José Paulo Martins e Hélder Spínola, e Viriato Soromenho-Marques. Muitos fundadores da ZERO não pretendem deixar de ser sócios da Quercus. A socióloga Luísa Schmidt, o biólogo Jorge Paiva, a professora universitária Júlia Seixas e o actual reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva também se juntam á ZERO.

“ Só através do equilíbrio entre ambiente, sociedade e economia será possível construir um mundo mais coeso, social e economicamente, em pleno respeito pelos limites naturais do planeta” ZERO

“A degradação das relações entre núcleos, grupos de trabalho e a direcção nacional da Quercus foi fazendo o seu caminho nos últimos anos.” Radio Renascença

Em 2015 as más relações internas acabaram em eleições entre duas listas. João Branco actual presidente venceu a lista de Maria de Lurdes Anjo, composta grande parte pelos fundadores da ZERO, com 70% dos votos. Em 2009, a socióloga Susana Fonseca tinha sido eleita contra uma lista concorrente liderada por João Branco. Nuno Sequeira, então vice-presidente, seria o sucessor de Susana Fonseca em 2011, eleito em lista única. Sequeira foi eleito com 98% dos votos, com Susana Fonseca a regressar á vice-presidência a par de Francisco Ferreira. Em 2013, Sequeira já foi reeleito com 91% de votos e uma lista já sem as presenças dos antigos presidentes, integrando agora nas vice-presidências João Branco, derrotado em 2009, e ainda com Carla Graça, que em 2015 mudaria de lista e está agora na fundação da ZERO.

“A fundação da ZERO é também a consequência inevitável de uma ruptura com a mais conhecida associação ambientalista portuguesa, que acaba de comemorar 30 anos de existência.” Radio Renascença.

Recentemente foi criado também o Movimento Futuro Limpo

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