Centros de cogeração em Portugal

  Abaixo estão as localidades onde vão funcionar. O que é a Cogeração? Para que serve? Quem ganha? Quem perde?

 Setúbal (Portucel), Leirosa( Soprojene) , Carriço (Renoeste) , Viana do Castelo (Portucel), Perafita (Galp), Chaparral (Repsol)

 Centro de Cogeração 

(Fábrica de papel da Portucel; Mitrena, Setúbal, junto ao estuário do Sado)

 

 O que é Cogeração?

A cogeração é definida como um processo de produção e utilização combinada de calor e electricidade, proporcionando o aproveitamento de mais de 70% da energia térmica proveniente dos combustíveis utilizados nesse processo. Distingue-se da produção convencional de energia eléctrica com combustíveis fósseis, dado que nesta se desperdiça uma parte muito significativa do calor resultante da combustão (normalmente mais de 60%). A cogeração, assume assim, um papel muito importante contra o aumento das emissões de CO2 para a atmosfera, e consequente cumprimento das metas assumidas no protocolo de Kyoto;

Os sectores de actividade com condições adequadas à instalação de unidades de cogeração correspondem a indústrias ou serviços que consomem grandes quantidades de energia térmica: refinação, petroquímica e química, pasta e papel, cerâmica, têxtil e alimentar. No sector terciário a cogeração está normalmente associada à climatização em edifícios ou empreendimentos de grande dimensão e com climatização centralizada: centros comerciais, hospitais, hotéis, piscinas e centros de lazer, hiper e supermercados, edifícios de escritórios e urbanizações com climatização centralizada.

“A fábrica foi construída em tempo record, respeitando os mais exigentes padrões ambientais legais. No perímetro foi instalada uma central de cogeração de ciclo combinado com turbinas a gás natural (80 MW), que vai permitir satisfazer as necessidades de energia elétrica e de vapor da nova unidade energética, mas também vender excedentes de energia à rede elétrica nacional. Esta central é apontada como sendo eficiente, do ponto de vista energético e ambiental, pois recorre ao gás natural, um combustível com teor reduzido de carbono. Teve um investimento inicial estimado de 490 milhões. Um dos maiores investimentos de sempre em Portugal.”

 Centro de cogeração.

A cogeração permite a produção combinada de eletricidade e calor o que permite uma tecnologia de produção de energia. O calor é aproveitado para produzir energia térmica útil (vapor, água quente, óleo térmico, água fria, etc…). Os sistemas de cogeração estão ligados a um ponto de consumo da energia térmica.

A cogeração beneficia na:

  • Diminuição dos consumos de energia primária
  • Diminuição das importações de combustível
  • Reduções de emissões CO2, NOx e SOx para a atmosfera
  • Diminuição de perdas no sistema elétrico e investimentos em transporte e distribuição
  • Aumento na competividade industrial e da concorrência no sistema elétrico
  • Promoção de pequenas e médias empresas de construção e operação de unidades de cogeração
  • Motivação pela investigação e desenvolvimento de sistemas energéticos eficientes.

O grupo atingiu uma significativa redução de 46% nas emissões de CO2 por toneladas de produto de origem fóssil, entre 2000 e 2010. Em 2009 concretizou a primeira comercialização de energia elétrica para a rede a partir da nova central de cogeração de ciclo combinado a gás natural. Em 2010, o grupo atingiu uma produção bruta de energia elétrica de 1.696 GWh, 3,4% da produção total de energia elétrica em Portugal.

Cogeração em Portugal

Cogeração Centrais em Contrapressão

Os sistemas de produção combinada de calor e de electricidade, cogeração propriamente dita, baseados em caldeiras e máquinas de vapor, começaram a ser instalados, a partir dos anos 30 do século passado, em unidades industriais (açúcar, refinação de petróleo, papel e têxtil). Os geradores de vapor utilizavam como combustível fuelóleo ou biomassa. Só em 1982, com o objectivo de incentivar a autoprodução de energia eléctrica foi regulada a qualidade de produtor independente, com a possibilidade de estabelecer o paralelo com a Rede Eléctrica Nacional e definidas condições para valorização de excedentes de energia eléctrica entregues a esta.

Centrais a Gás Natural

A partir de 1997, com a introdução do gás natural, foram criadas oportunidades para novas cogerações. Desenvolveram-se diversos projectos, utilizando a tecnologia de motores de Ciclo Otto e de Turbinas a gás natural. Nos últimos 10 anos, com o aumento das restrições ambientais, assistiu-se a uma renovação no parque de cogeração em Portugal, através da conversão ou substituição de alguns motores Diesel para gás natural. Em 2011, a potência instalada utilizando essas tecnologias, era cerca de 820 MW, distribuída pelos seguintes sectores.

Cogeração – situação actual

Após um longo período para transpor a Directiva 2004/8/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à promoção da cogeração de elevada eficiência, o quadro legal ficou completo no dia 14 de Maio de 2012, após a publicação da Portaria n.º 140/2012, que veio estabelecer as tarifas de referência do regime remuneratório aplicável às instalações de cogeração, dispostos no Decreto-Lei n.º 23/2010 de 25 de Março de 2010. As instalações de cogeração existentes em Portugal são, maioritariamente, equipamentos que utilizam o gás natural como combustível. A potência total instalada, a partir das centrais de cogeração, atingiu, no início de 2012, cerca de 1.300 MW, repartida por diversas tecnologias, conforme apresentado nos diagramas a baixos.

Os sistemas de cogeração podem ser divididos em três tipos de tecnologias:

  • Motores alternativos
    • Em ciclo Diesel – alimentados fundamentalmente a fuelóleo ou gasóleo;
    • Em ciclo Otto – alimentados com combustíveis gasosos (gás natural, biogás ou propano);
  • Turbinas a Gás – Geralmente consumindo Gás Natural;
  • Turbinas a Vapor – Geram electricidade pela expansão de vapor produzido numa caldeira.

As centrais de cogeração são ainda classificadas quanto ao tipo de ciclo em que operam:

  • Ciclo Simples – Esquema que utiliza um único tipo de equipamento gerador, sendo o calor libertado pelo motor térmico (lato senso) utilizado apenas para recuperação térmica e não para produção de energia mecânica ou eléctrica;
  • Ciclo Combinado – Esquema que utiliza motor(es) alternativo(s) ou  turbina(s) a gás  conjugados com uma (ou mais) turbina(s) a vapor onde se utiliza o vapor gerado pelo aproveitamento térmico dos gases de escape da(s) turbina(s) a gás ou motor(es) para produção de energia mecânica ou eléctrica.

O Presidente da República, que, no final da cerimónia agraciou com Grã Ordem do

Mérito Industrial, Pedro Queiroz Pereira, Presidente do Conselho de Administração do

grupo Portucel Soporcel, realçou que “a Portucel é um exemplo e são exemplos como

este que devem ser sublinhados e tornados visíveis para nos ajudar a encontrar um

rumo de futuro e reforçar a confiança dos portugueses. Do ponto de vista do interesse

de Portugal, o que é verdadeiramente importante é o contributo desta fábrica para o

aumento de produtividade e da competitividade da economia no plano internacional.”

 Durante a cerimónia, a Máquina de Papel, coração da nova fábrica, foi benzida pelo

Bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro Reis.

O seu património florestal; 120 mil hectares, sendo 75% dessa área de Eucaliptos.

A Portucel também tem licença de utilização da marca PEFC para a gestão florestal, não só para o Eucalipto, como também para a rolaria do pinho, a cortiça e as pinhas. O grupo também investe em caça, vinha e mel indo ate às plantas ornamentais. Na Herdade de Espirra, produzem o vinho Herdade de Espirra.

A sua produção de plantas, é assegurada pela Viveiros Aliança S.A. Com unidades em Espirra, Caniceira e Ferreiras, com uma produção de 8 milhões de plantas ano, entre elas 5 variedades de oliveira.

A responsável pela promoção e controlo da Cogeração em Portugal é a:   Cogen Portugal

Tendo como objectivo impulsionar as relações comerciais entre Portugal e os Estados Unidos, foi assinado no dia 21 de Maio de 2009, na Embaixada dos EUA em Lisboa, um memorando de entendimento para o sector comercial entre o Departamento de Comércio Norte Americano e do lado português, a Associação Portuguesa de Software (ASSOFT), a COGEN Portugal – Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção da Cogeração, Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), a Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT) e a Associação Comercial de Lisboa (ACL).O acordo partiu de uma iniciativa da Secção Comercial da Embaixada dos EUA,para estimular as relações comerciais entre Portugal e os Estados Unidos. Neste contexto, as entidades signatárias comprometem-se a trabalhar em conjunto para estimular a partilha de informação entre os EUA e as principais associações comerciais e industriais portuguesas.Como explica o Embaixador Thomas Stephenson,“a importância destes acordos não deve ser subestimada. Para além de simbolizarem a estreita colaboração e cooperação entre as nossas organizações são, também, linhas de orientação que nos indicam como aumentar as trocas comerciais e o investimento entre os nossos países”.Integrada numa rede que inclui agências em 107 cidades americanas e mais de 80 países, a Secção Comercial da Embaixada presta aconselhamento às empresas americanas sobre o mercado português, nomeadamente sobre potenciais parceiros locais, oportunidades de negócio e tendências de investimentos.Mais informação disponível em http://www.buyusa.gov/portugal/en.

Todas estas corporações admitem enriquecer desde décadas á custa da exploração das “riquezas naturais” e implantadas em Portugal. Os custos para elas são em custos (multas, indemnizações, programas sociais, luvas, lobbing e condutas suspeitas e criminosas.

Para a população perto dos locais de extracção, tratamento, armazenamento e locais de “acidentes” com os produtos tóxicos inerentes a estes procedimentos são doenças e morte.

Consideram-se na vanguarda da proteção da camada de ozono, ganham prémios de apoio ás energias renováveis, por proteção das florestas e contribuição para o bem estar social. Mas apoiam a continuação de energias fosseis

Mas a verdade é que monocultura (especialmente de eucalipto, por ser prejudicial para o solo, consumir extensas quantidades de água, etc). E a opção pelo Fracking como fonte de energia, é um passo gigante na direção oposta da “teatralizada” nas responsabilidades das empresas a nível ambiental e social.

A VERDADE É QUE ESTE É MAIS UM PLANO DOS E.U.A.,  COM O APOIO DO CANADÁ, CHINA E RÚSSIA!

A pensar nos seus problemas, na sua economia, nos seus investimentos, nas suas necessidades. Portugal é só mais um ponto de extracção e exploração!!!

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