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Aljezur

A Portfuel, do empresário Sousa Cintra, assina concessões para a exploração de petróleo nas áreas de Aljezur e Tavira, onde será feita pesquisa em terra com métodos tradicionais.

A prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo relativos à área na zona emersa da Bacia do Algarve, entre o Estado Português, representado pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) e a empresa Portfuel, Petróleos de Portugal, Lda.

O presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), Paulo Carmona, afirmou à Lusa que os contratos de concessão, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo nas prevêem apenas pesquisa em terra, com recursos a métodos tradicionais, por um período de quatro anos. Se houver exploração ou sondagem com métodos não convencionais, por exemplo ‘fracking’ (fractura hidráulica) /‘shale gas’ (gás de xisto), terá de ser feito um estudo ambiental.

Antes de se saber destas concessões, já existam vários grupos contra as explorações de petróleo (offshore), que quando souberam de mais concessões desta vez em onshore (terra) iniciaram acções de informação e campanhas anti exploração petrolífera.

O debate foi organizado pela Contramaré, e reúne um conjunto de oradores de disciplinas diferentes. No dia 21 de Novembro de 2015 na sede da Contramaré em (Portimão), foi realizado um debate.

“A Contramaré reúne um conjunto de oradores de disciplinas diferentes em ambiente de conversa abrangente, isenta e imparcial, em contributo da informação e da compreensão da temática.”

No dia 25 de Dezembro houve uma secção de esclarecimento:

Os Amigos da Costa Vicentina em colaboração com a ASMAA – Algarve Surf and Marine Activities Association organisaram uma Sessão de Esclarecimento sobre a exploração de petróleo e gás natural em Aljezur  no Auditório da Escola EB I / JI de Aljezur.

Deixaram estes pontos:

“Vemos com muita apreensão o futuro do Algarve tendo em conta os possíveis impactos que uma medida destas pode ter numa região com uma elevada dependência do turismo e do mar, com uma elevadíssima biodiversidade. Salientamos alguns dos principais impactos nocivos que esta actividade poderá trazer para o concelho:

  1. ocasionados pela incompatibilidade entre uma região de turismo que se quer de excelência e a exploração de petróleo e gás;
  2. 
resultantes de um aumento da intensidade e frequência da actividade sísmica numa região onde não se pode ignorar o elevado risco sísmico e a possibilidade de ser atingida por um tsunami;
  3. provenientes de um possível acidente tanto na fase de prospecção, como na fase de exploração ou no transporte de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural), originando graves problemas ambientais e sociais.

Os referidos impactos terão consequências na saúde, na degradação da qualidade de vida das populações e na fauna e flora marinhas.”

No dia 27 de Novembro foi organizado um debate na biblioteca municipal de Tavira. 

No dia 28 de Novembro foi organizado um encontro no mercado municipal de Faro.

No dia 29 de Novembro foi organizada uma marcha nas ruas de Tavira.

” A reunião climática COP21 vai começar no fim de Novembro. Por todo o mundo, vamos mostrar aos governos que a sociedade civil é mobilizada para assegurar que são tomadas medidas justas e efectivas que farão frente ao aquecimento global. junta-te a nós”

No dia 16 de Dezembro

Foi realizada uma sessão de esclarecimento sobre a exploração de petróleo e gás de xisto no Algarve  no salão dos Bombeiros de Vila do Bispo. Uma iniciativa do grupo “Stop Fracking Vila do Bispo”.

A sessão, aberta a todos os interessados, contará com a presença de elementos da ASMAA (Algarve Surf & Marine Activities Association) e da PALP.

O concelho de Vila do Bispo insere-se na área do contrato “Aljezur”, que foi concessionado à PortFuel, do empresário algarvio Sousa Cintra.

Na concessão Aljezur os seguintes concelhos estão inseridos dentro da área de concessão:

  1. Aljezur
  2. Vila do Bispo
  3. Lagos
  4. Portimão, e
  5. Lagoa

A Câmara Municipal de Aljezur já se manifestou, em nota pública, a sua «frontal oposição» à exploração de hidrocarbonetos no Algarve, criticando a falta de informação sobre todo o processo, e a  Assembleia Municipal de Vila do Bispo tinha já condenado, em moção apresentada pelo Bloco de Esquerda na semana anterior – moção esta que foi aprovada por maioria mas com três abstenções – a prospeção e eventual exploração de hidrocarbonetos no mar e em terra, no Algarve.

Um exemplo para o Oeste?

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