FRACKANPADA. (Fracking? Nem Aqui. Nem em Lado Nenhum!)

Passagens retiradas de textos da Plataforma Fracking EZ

Este ano (2015) vai acontecer o primeiro encontro internacional contra o Fracking na península Ibérica, mais concretamente em Álava, no município Vitoria-Gasteiz, país Basco, local onde estão projetados os primeiros poços de extração de gás de xisto (fracking). O encontro está a ser organizado pela plataforma FRACKING EZ apoiada por um grupo internacional de voluntários, que lutam contra os processos de exploração com a técnica de fracking pela Europa e pelo Mundo. A contínua ameaça do fracking mobiliza pessoas e grupos para que se parem estes projectos. Num ano importante para o movimento Fracking EZ, foi decidido organizar um encontro. O seu nome Frackanpada.

A plataforma Fracking EZ Araba é formada por um grupo de associações, sindicatos, partidos políticos, colectivos e particulares que subscrevem o Manifesto contra o Fracking em Álava-Araba.

A Plataforma quer resistir à fractura hidráulica como técnica que vem manter um modelo energético caduco e um erro que não devemos cometer. Durante os meses que estamos a actuar contra o fracking, temos tido acesso a novos estudos científicos e a novos dados sobre as explorações que as petrolíferas querem levar a cabo. Actualmente, o conhecimento sobre fractura hidráulica e suas consequências é muito maior. Todos os dias chegam informações sobre a inviabilidade desta técnica. Estamos esclarecidos que não devemos apostar no Fracking se queremos preservar os nossos recursos fundamentais à vida: ar, terra e água. Explorar gás através desta técnica supõe uma pressão insustentável para estes recursos e mantêm um modelo que nos leva ao abismo.

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Estamos decididos e assim nos expressamos: Não queremos fracking, nem aqui nem em nenhum lado. Nem campos de exploração, nem processos de exploração. Este é um problema que diz respeito a todas as pessoas e instituições. Por isso fazemos este apelo para que cada um dentro dos seus limites tome medidas necessárias para que não se apoie os planos de extração de gás não convencional:

  • À população, ponto principal deste problema, expressando-se de várias maneiras e participando ativamente nas mobilizações para parar os projectos de extracção.
  • Às diferentes associações, colectivos, grupos, cooperando, na medida das suas possibilidades, com os movimentos de oposição à fractura hidráulica.
  • Às instituições do governo, responsáveis directos pelos projectos, deixando de promover planos de extração e exploração.

Como estão as coisas:

No dia 1 de abril de 2010 o departamento de Estado dos EUA lançou o projecto designado Shale Gas Iniciative (GSGI), com o objectivo de “ajudar” os países que queiram explorar o gás de Xisto (Shale gas). Os EUA já tinham desenvolvido a técnica, principalmente na Bernett Shale, no Texas. Em 2011 o lehendakari (presidente Basco) anunciou o início do fracking (gás de xisto), sendo a primeira vez que se escuta esta palavra nos meios de comunicação locais. A promessa: auto-abastecimento de gás por muitos anos. O projecto era uma união entre a SHESA (Empresa publica do país Basco) com duas empresas americanas (HEYCO, Cambria). A técnica Fracking.

Na zona da península ibérica, podemos observar que a zona mais castigada pelas licenças de exploração é a denominada Cuenta vasco-Cantábrica, que passa principalmente pela área de Burgos, Cantabria e Euskal Herria. São as zonas com mais permissões pedidas.

Olhando à área Euskal Herria, o mapa indica uma grande área de fracking no nosso país, em especial em Alava (provincia do país Basco), com 88% do território afectado pelo fracking.  Neste território estão localizadas as primeiras licenças concretas para realizar as primeiras sondagens pela técnica do Fracking (Enara 1 e 2).

Por detrás das expectativas do gás, existem lobbys que vão exercendo pressão sobre as instituições.

Situação Institucional

É importante salientar que nos níveis institucionais mais baixos, onde os cargos públicos estão mais perto dos cidadãos, a oposição ao Fracking é clara, e a melhor prova disso é que existem municípios que aprovaram declarações institucionais dizendo que são populações “livres de Fracking”.  Várias regiões proibiram o fracking por lei (Cantabria, la Rioja, Navarra), mas o governo espanhol enviou as leis ao tribunal constitucional para serem declaradas inconstitucionais. O tribunal constitucional deu razão ao governo espanhol em todos os casos menos na Catalunha, onde ainda não se resolveu a situação. É importante assinalar que em Euskadi, graças á iniciativa legislativa popular apresentada pela mobilização FRAKING EZ, o debate sobre a proibição está a ser discutida no Parlamento Basco.

O governo de Espanha está a anos a tentar impulsionar o Fracking. O ministro da indústria, José Manuel Soria, declarou publicamente várias vezes que o governo de Espanha fará todo o possível para facilitar o caminho do Fracking. Incluindo várias alterações legislativas com alterações na estrotura de impostos para tentar suavizar a resistência que se nota a nível local. Nós, como FRACKING EZ estamos mobilizados para tentar parar todos estes projectos.

Em Março deste ano a Plataforma fez-se representar no parlamento Basco para defender a iniciativa legislativa Popular para proibir o fracking.

 

NÃO AO FRACKING! NEM AQUI. NEM EM LADO NENHUM!

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