Canadá e Tar Sands (Diplomacia suja)

DIPLOMACIA DE PETRÓLEO SUJO

O Governo do Canadá força a venda das tar sands

Destaque:

Tar Sands

Politica interna – Tar Sands a todo o custo

  • Muita conversa e pouca acção
  • Poluidores pagadores
  • Falta de apoio para a ciência climática
  • Ataque do governo à sociedade civil e First Nation
  • Custo interno devido à não ação

Canadá e o mundo, desprezam a acção climática

  • O Canadá retira-se dos comittes internacionais sobre o clima
  • Estratégia de adopção de Tar Sands

( Pan-European Oil Sands Advocacy Strategy)

(United States Oil Sands advocacy Strategy)

  • Tentativa de expander o Mercado Tar Sands: Keystone, Trilbreaker e Northern Gateway

Introdução sobre Tar Sands:

 

Podes já te ter cruzado com uma mochila com a bandeira do Canadá cozida, apesar de descobrires que o dono não tem passaporte canadiano, mas reconhece a “Marca” Canadiana. Os canadianos são considerados um povo simpático, amigo, e em alguns casos uma potencia média e honesto nas mediações, que tem um papel construtivo a nível global.

A Reputação internacional do Canadá está enraizada na história. O 14º primeiro-ministro, Lester B. Pearson, ganhou o prémio Nobel da paz pelo seu papel na crise do Canal Suez. O Canadá espalhou o protocolo Montreal, que marcou a utilização de substâncias do uso de gases de ozono. O Canadá liderou o tratado de Ottawa que baniu as Minas. O Canadá foi dos primeiros países a assinar o tratado de Quioto. Como país, o Canadá foi constantemente chamado para mediar zonas em conflito, e foi dos primeiros países ocidentais a impor sanções ao Apartheid na África do Sul.

Hoje, no entanto, as coisas estão a mudar. O governo quer por o Canadá como uma “Superpotência Energética”, que significa extrair e exportar rapidamente o petróleo mais intenso em gases efeito de estufa do mundo. Isto está a levar a uma política interna e externa numa nova direcção. Internamente, o governo canadiano falhou em introduzir políticas que regulam os gases efeito de estufa do sector do petróleo, eliminou apoio federal para energias renováveis e ciência climática, continua a subsidiar os sectores do petróleo, carvão e gás, e marcou as First Nations, organizações ambientalistas, e mesmo a oposição oficial no Canadá que os paelidou de, “Radicais”, “Extremistas”, e mesmo “Terroristas”. Esta retórica hostil é usada contra todos que desafiem a rápida expansão das tar sands e infra-estruturas associadas.

Internacionalmente, o governo canadiano abandonou o tratado de Quioto depois de anos apontado como um líder nas negociações internacionais sobre o clima. Os governos do Canadá e de Alberta, junto com a indústria do gás e petróleo, estão agora a colaborar com a “Oil Advocacy Strategy” que tenta diminuir ou eliminar outras leis da política climática. Apesar de tudo os valores do povo canadiano não mudou – eles continuam enraizados no respeito pelo ambiente partilhado, pacíficos e comunitariamente saudáveis. Portanto há esperança para que o Canadá volte a ter um papel construtivo no mundo.

Como sabem, futuras explorações de tar sands irá aumentar drasticamente a quantidade de gases efeito de estufa produzidos pela América do Norte. Irá também inevitavelmente reverter a mudança climática, para um caminho impossível. Mas tu podes escolher. Podes usar o poder que tens para parar a expansão das tar sands e levar o Canadá novamente ao caminho certo, para cumprir a sua parte na protecção da camada de ozono. Esta decisão requer escolhas difíceis, mas com o tempo – e para o bem do futuro dos cidadãos que não tem palavra nas decisões que se tomam hoje – isto é o que está certo fazer.” –  Nobel da Literatura numa carta ao primeiro ministro Harper, Setembro 28, 2011.

O Canadá está entre o top 10 dos mais poluidores em : capita (8º), absoluto (7º), e historicamente (10º). A província de Alberta, a casa das Tar Sands, terá a emissão mais alta por capita do mundo, 69 toneladas de dióxido de carbono por pessoa. Apesar de ser a casa do maior projecto industrial petrolífero do planeta, não existe regulação federal de protecção para os gases de efeito de estufa poluentes das tar sands, um sector que está projectado para aumentar as emissões do Canadá em 100% em 2020.

Alem de não haver regulamentos para limitar as emissões das Tar sands, o governo canadiano parou o apoio às energias renováveis como também acabou com as iniciativas federais para eficiência energética através de programas federais como politicas para ecoEnergy. Ao mesmo tempo existem subsídios e regalias fiscais, com dinheiros públicos, de pelo menos 1,3 biliões de dólares anualmente para o sector do gás e petróleo no Canadá.

Existe um aumento da preocupação dentro do Canadá e fora sobre o falhanço do governo canadiano em relação ao impacto das tar sands. Até á data, o Canadá falhou a implementar acções em relação a este assunto, com constantes ataques á ciência climática, sociedade civil, e partidos da oposição no parlamento.

Muita conversa e pouca acção

O actual governo canadiano anunciou dois planos para as mudanças climáticas em 2007 e 2008 que nunca foram implementadas, e depois em 2009 anunciou um plano para harmonizar a acção sobre mudança climática com os EUA. O governo harmonizou regulações sobre veículos com os EUA, mas analises mostram que isto pouco ou nada vai mudar.

A opção “Segue os EUA” foi susbtituida por uma premissa que segue sector por sector uma aproximação reguladora para a redução dos gases efeito de estufa. Em 2010 o governo federal anunciou um novo objectivo para 2020 que pretende reduzir as emissões canadianas abaixo dos níveis de 1990. Isto faz do Canadá o único país a voltar das negociações das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhaga, mais fraco a nível de reduzir as suas emissões

“ Como é possível que enquanto o resto do mundo está a tentar reduzir as emissões, especialmente da produção de energias fosseis, e o Canadá tem estes planos para expandir drasticamente as tar sands? Difícil de engolir” Miguel Lovera, negociador do Paraguai na Convenção da mudança climática nas Nações Unidas, em Dezembro de 2009.

Poluidores pagadores

O primeiro-ministro Harper, juntou-se aos líderes do G20 em Pittsburg em 2009 num comité sobre os subsídios dos combustíveis fosseis. Na preparação para o encontro dos G20 em Toronto, o primeiro-ministro recusa uma recomendação do departamento de finanças do Canadá para ter atenção aos mais de 800 milhões de dólares “perdidos” em subsídios para a industria do gás e petróleo, que favorecem a exploração e desenvolvimento de novos projectos tar sands. Harper escolheu a opinião não recomendada pelo departamento que foi criado para dar a aparência de colaboração sem levar a cabo novas acções.

O governo federal deu passos para “phase-out” subsídios menores ao sector do gás e do petróleo, mas continuam bem longe de acabar com o subsídio de 1.3 biliões ao sector.

“Não sei se notaram, mas estão a dar-se bem sozinhos. Então em vez de se subsidiar energias de ontem, vamos investir nas de amanhã”. Presidente Obama sobre as companhias de petróleo, Janeiro de 2011.

“O mercado da energia pode-se dizer que sofre de apêndice devido aos subsídios aos combustíveis fosseis. Tem de ser removidos para uma energia economicamente saudável… também se está a reduzir a combatividade das energias renováveis”. Fatih Birol, Economista chefe na Agencia Internacional de Energia, Janeiro, 2012

Declínio do apoio governamental para a ciência climática

No inicio de 2099, os média canadianos encontraram restrições ao contactar os cientistas climáticos do governo. O governo actual implementou politicas de comunicação que proíbe entrevistas com especialistas a não ser que as linhas de comunicação tenham sido anteriormente aprovadas pelo departamento, e dependendo do assunto, do escritório do primeiro-ministro. Estas restrições levam a 80% de quebra sobre as notícias sobre mudanças climáticas baseadas em estudos dos cientistas do governo, á já um ano.

Em, Janeiro de 2012, 6 cientistas de renome escreveram uma carta aberta a condenar a “prisão” dos cientistas, acusando o governo de querer esconder dados importantes das investigações, incluindo o acompanhamento das mudanças climáticas e ambientais.

“O primeiro-ministro mantêm bem o controlo da informação. Penso que para assegurar que o governo não seja embaraçado por descobertas cientificas que vão contra a informação do governo. Suspeito que o governo federal prefere que os seus cientistas não discutam as suas investigações, o que diz bem quanto sério o desafio da protecção do ambiente é.” Professor Thomas Pedersen, Universidade de Victoria, 2012.

O governo canadiano também instigou um declínio estável no apoio á investigação ambiental no Canadá que foi complementado por um aumento na aparência com negação dos problemas climáticos e posições cépticas em secções formais do governo.

“ Tenho de admitir que o que leio diz-me que não há consenso entre os cientistas. Existem muitos pontos divergentes e diferentes maneiras de pesquisa a acontecer. Uma das coisas que estou a começar a ver agora são alguns estudos que mostram que vamos para um período mais frio, que pode ser muito mais problemático para o Canadá que o aquecimento global. O nosso país esta na parte fria”. Greene Raine, senador canadiano.

 O governo ataca a sociedade civil e as First Nations

O governo canadiano recentemente iniciou uma retórica agressiva progressiva para atacar aqueles que criticam as tar sands e infra-estruturas relacionadas como os oleodutos.

Em Janeiro de 2012, o ministro dos recursos naturais, Joe Oliver, escreveu uma carta aberta aos canadianos que foi publicada no maior jornal do Canadá. Esta carta apontava que os “ grupos ambientais e outros grupos radicais desviam o sistema regulatório para atingir os objectivos da sua agenda radical”. Seguiu acusando estes grupos de serem controlados por grupos multinacionais americanos que querem atingir a economia canadiana pelos seus próprios interesses. Esta linguagem também foi usada pelo primeiro-ministro numa resposta oficial em resposta a um inquérito de cidadãos relacionado com o desenvolvimento dos oleodutos.

Pouco depois da publicação da carta, uma fonte disse que uma fundação foi ameaçada que os seus apoios de status de caridade estavam em risco se continuassem a financiar grupos que se oponham á extensão do modelo actual das tar sands. Esta retórica do governo foi ainda mais longe perpetuando a inclusão de organizações ambientalistas na sua nova estratégia anti – terrorismo.

Como parte da Oil Sands Advocacy Strategy, tornado publica através do acesso a informação legislativa, criada juntamente com, “Os bons aliados” (industria das tar sands) e o governo de Alberta – o governo federal também criou um gráfico identificando, “ grupos aborígenes” como “adversários” dos seus planos energéticos. No mesmo gráfico, identificam a Canada´s National Energy Board, uma organização que supostamente é neutra e independente reguladora do sector da energia, como aliado. First nations, muitas das quais têm vozes preocupadas sobre o impacto ambiental e desenvolvimento das fontes de subsistência e violação dos direitos humanos, alarmando para a destruição total do seu habitat, é radical.

Canadá no mundo – desacreditar a acção climática

O Canadá abandona os comités internacionais ambientais

“ O protocologo de Quioto não só é um pilar do regime climático internacional, mas um acordo legal sob a UNFCCC e que qualquer tentativa de países em desenvolvimento casualmente porem-se de lado da existência legal enquanto apelam a um novo acordo legal põem seriamente em questão a sua credebilidade e sinceridade em responder á crise climática”. Declaração conjunta dos ministros do Brazil, Africa do sul, India e China em resposta à retirada do governo canadiano do protocolo de Quioto, Fevereiro de 2012.

Em Dezembro de 2011, o Canadá tornou-se o primeiro país a formalmente abandonar o tratado de Quioto, o único acordo internacional para combater o aquecimento global. O anuncio veio 2 semanas depois dos média reportarem, no primeiro dia da conferencia das Nações Unidas para o clima em Durban, a intenção do Canadá de abandonar o protocolo. A recusa do governo em confirmar ou desmentir os rumores enquanto continuava a negociar o futuro do protocolo de Quioto em Durban levou muitos países a questionar publicamente o governo canadiano sobre a boa fé das negociações.

“ Fiquei estupefacto e perturbado com os comentários do meu colega canadiano. Estou perturbado por descobrir que um acordo legal assinando o protocolo da convenção, negociada só á 14 anos atrás está agora mandada para o lixo. Países que assinaram o protocolo estão a retirar-se sem uma desculpa diplomática. Jayanthi Natarajan, Ministro do ambiente da Índia, numa declaração nas nações unidas em Durban, na conversação sobre o clima da qual teve uma ovação de pé, Dezembro de 2011.

“ Existe uma percepção amplamente espalhada no mundo em desenvolvimento da necessidade do pagador culpado ( ser culpado de violação de um acordo climático internacional)”, Ministro do ambiente canadiano Peter Kent durante as conversações em Durban.

A posição canadiana é desoladora. Estamos muito frustrados, estamos tristes e é uma situação desconfortável. È um facto cientifico que a influencia induzida pelo homem (nos países industrializados) tendo a qualidade de vida de hoje é importante e isto é um novo conceito de responsabilidade histórica. Devem assumir a liderança”. Senyi Nafo – representante do grupo africano em Durban, 2011.

Os paises questionaram o governo do Canadá sobre a sua honestidade e transparência. A apresentação anual do Canadá das suas emissões na United Nations Framework Convencion on Climate Change (UNFCCC) omitiu um relatório que previamente alertava para as emissões das tar sands. Esta omissão não passou despercebida e o governo canadiano foi sujeito ás censuras durante a apresentação do plano de acção para as mudanças climáticas do Canadá durante a negociação das N.U.

“ Também reparei que o meu colega do Canadá não referiu as tar sands nem mesmo uma vez de passagem. Isto é um assunto bastante referido na imprensa, e sei que existem alegações da imprensa que as emissões deste sector não foi incluído no inventário do Canadá.” Peter Betts, negociador da UE e director do departamento de energia e mudança climática do Reino Unido em resposta à apresentação do governo do Canadá, Junho de 2011.

O governo canadiano deixou Durban com o 15º prémio consecutivo “Fossil of the year”, dado por uma plataforma de mais de 700 organizações da sociedade civil de mais de 90 países ao país que mais subestimou as negociações sobre mudanças climáticas. Este “amargo” no tratado das N.U. foi depois de poucos meses do governo canadiano perder a sua campanha por um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Foi a primeira vez que o Canadá quis um lugar e não conseguiu, e a impopular escolha em mudanças climáticas foi citada como uma razão para a perda do lugar.

“ O Canadá esta efectivamente de má fé nesta negociação, desacreditando todo o acordo. Pelo menos todos estão atentar atingir os objectivos do acordo de Quioto. O Canadá não está a fazer absolutamente nada”  Saleemul Hud, (IPCC), 2009.

“ O protocolo de Quioto foca-se no dióxido de carbono, que é essencial á vida, ao contrário de outros poluentes… O protocolo de Quioto é essencialmente um esquema socialista para sugar dinheiro á custa de nações produtoras”. Primeiro Ministro Stephen Harper em 2002

A estratégia tomada pelas tar sands: Atacar mudanças climáticas de países estrangeiros e politicas de energias limpas de fora.

O governo canadiano estabeleceu em 2009 a Oil Sands Advocacy Startegy. Não existiu informação pública sobre esta estratégia; como resultado a informação nesta secção foi retirada do documento obtido através do acesso a informação legislativa. A estratégia foi desenvolvida pelo governo do Canadá em consulta com o governo de Alberta e a indústria de petróleo e é orientada pelo Departamento dos Negócios estrangeiros e negócios internacionais com uma colaboração próxima com Natural Resources Canadá. A estratégia inclui burocratas federais, diplomatas e políticos com participação de oficiais eleitos do governo Alberta, políticos e trabalhadores civis como também representantes das empresas.

“ O que esta a ser discutido a nível internacional é a reputação do Canadá como país…A liderança canadiana será vista como um poster de criança como fonte não ouvida a nível ambiental” Antigo primeiro-ministro do Canadá, Jim Prentice, 2010

Esta estratégia parece ter sido formalizada a seguir a uma serie de intreferencias do governo canadiano, o governo de Alberta e a industria do petróleo na California Low Carbon Fuel Standart, Secção 526 da U.S. Energy Independence and Security Act que requer que contractos de agencias federais para evitar combustíveis com alto ciclo de efeito de estufa, emissões de gases superior ao dos petróleo convencional, uma intervenção na European Union Fuel Quality Directive

A estratégia está dividida em pelo menos 2 assuntos: United States Oil Sands Strategy e a Pan European Oil Sands Advocacy Strategy. A estratégia foca-se em melhorar a imagem da indústria fora de fronteiras e assegurar que não se fecham portas às tar sands do Canadá.

“ O Canadá não interfere ele próprio na politica domestica de outras nações. Nós esperamos a decisão e eventual consideração” Ministro do Ambiente , Peter kent, 2012

A estratégia Pan European Tar Sands Advocacy

De acordo com documentos internos, a estratégia foi lançada em Janeiro de 2010 em embaixadas do Canadá na Europa. A Canadian High Commission em Londres é a “Líder da equipa”, e nos membros incluem-se embaixadas na Normay, Belgica, França, Alemanha.

Está fortemente focado em colaborar com a industria, partilhar comunicações e iniciativas com o governo do Canadá, Alberta e industria do petróleo para dar uma imagem limpa das tar sands. A estratégia também inclui lobbing nas decisões da Europa sobre os que decidem fortalecer ou enfraquecer as políticas para os combustíveis que vão reflectir as provas científicas das emissões de gases das tar sands no rótulo nos combustíveis de transporte da Europa.

O objectivo central da estratégia na Europa inclui:

  • “Proteger e avançar com os interesses canadianos relacionados com tar sands, emitir interesse na Europa, incluindo a marca Canadá na Europa
  • Defender a imagem do Canadá como um produtor de energia responsável e defensor do ambiente incluindo nas mudanças climáticas
  • Assegurar um mercado não discriminatório para os produtos derivados das tar sands.

Num esforço para garantir estes objectivos a equipa iniciou pelo menos 110 encontros entre oficiais do Canadá e tomadores de decisões na Europa num esforço para enfraquecer a Directiva de Qualidade do Combustível em 2010.

A D.Q.C., é uma peça importante na estratégia da Europa para diminuir o efeito de estufa que pretende reduzir as emissões do transporte ao requerer aos fornecedores um caminho cada vez menos intenso em carbono. O Canadá, reconhece que “ Enquanto a Europa não é um importante mercado de produtos derivados das tar sands, o regulamento/legislação europeu como a DQC , tem o potencial de criar impacto na industria globalmente.”

Mitos e factos da Directiva de Qualidade dos Combustíveis

A estratégia também inclui:

  • Viagens das tar sands com homens de decisão europeus na qual, “è importante que os visitantes tenham a oportunidade de conhecer ONG,´e First Nations (para fortalecer a credibilidade da visita) como também visitas ao mais alto nível à Europa
  • Sessões de treino para lobbing para diplomatas canadianos em Londres com a industria com um custo de $54,000 por uma secção de 2 dias.
  • Recomendação para audiências com uma firma profissional de relações públicas para ajudar a limpar a imagem das tar sands na Europa como também fornecedor de material de promoção.
  • Reconhecer a importância de defender as tar sands no contexto da contínua Canadian European trade Agreement (CETA)
  • Cooperação entre empresas, incluindo encontros “regulares” entre chefes de missões europeias e: Statoil, Shell, Total, BP, Royal Bank of Scotland, e empresas de petróleo canadianas.
  • Encontros entre oficiais de alto nível e de ministros com os Mèdia europeus.
  • O primeiro encontro anual da equipa Pan European tar sands em Londres que inclui a participação de: “missões chave na Europa, o Departamento de negócios estrangeiros e mercado internacional, natural Resourses of Canadá, Enviromental Canadá, o Governo de Alberta, participação sénior da Associação de produtores de petróleo canadiana, Shell, Statoil, Total, Royal Bank of Scotland, e …

A estratégia foi construída e moldada em volta relações publicas ao criar uma melhor mensagem, e assegurar que as politicas em outras jurisdições não afectem o capacidade do Canadá em vender tar sands intensiva de carbono, mesmo que isso requeira forte lobbing na tentativa de diminuir ou evitar politicas contrárias. Não á menção do governo do Canadá para tomar acções concretas para reduzir os impactos ambientais e humanos das tar sands

O chamado regulamento para as emissões de gases efeito de estufa foi decidida numa reunião da indústria.

“ Quanto mais cedo o governo canadiano for capaz de rolar informação antecipando a nova regulação em carvão e tar sands, melhor o Canadá poderá mostrar que está a tomar acções” Relatório da Pan European Oil sands”

“Esperamos um duro Lobbing por parte da indústria do petróleo, existem muitas empresas europeias envolvidas na produção de tar sands. E nós não. A parte mais activa foi o governo canadiano”. Membro do Parlamento Europeu Kriton Arsenis, sobre o lobbing do governo Canadiano contra a DQC, 2011.

A estratégia também inclui a importância de enfatizar a relação do Canadá e um forte processo de consulta com First nations, enquanto o mesmo documento caracteriza “Grupos Aborígenes” como “adversários”.

Identifica a necessidade de colaboração efectiva com organizações não governamentais para construir uma forte politica, e depois identifica grupos semelhantes como adversários.

“ O Canadá tem feito lobbing na Comissão e membros de estado para evitar a separação dos valores do combustível derivado de tar sands. Levantou o assunto no contexto das negociações EU Canadá sobre Free Trade Agreement”. 2010, Comissão europeia.

A Pan.European Oil Sands Advocacy Strategy segue intervenções do mais alto perfil e lobbing de Ministros e legisladores canadianos durante a consulta inicial para a implementação da DQC. O Canadá foi o único país fora da UE a intervir nas consultas, e o ministro do ambiente de Alberta, Rob Renner, publicamente falou sobre o lobbing canadiano que tentava enfraquecer a politica Europeia.

Em Fevereiro de 2012 a votação para determinar o destino do alto valor de carbono de combustíveis não teve maioria nem contra nem a favor da politica, deixando a decisão nas mãos dos ministros publicamente responsáveis. Esta decisão foi uma clara indicação que a discussão cientifica tornou-se politica. Países onde o lobbing do Canadá esteve mais focado, EUA, Reino Unido, Norway, França, Alemanha e Holanda todos se abstiveram de votar seja contra ou a favor da implementação proposta.

The United States Tar Sands Advocacy Strategy

Depois de falhar a implementação do plano para as mudanças climáticas em 2009, o governo canadiano anunciou, “è do melhor interesse económico tanto do Canadá como dos EUA harmonizar as políticas para a mudança climática.” Referia-se a North American vehicle standart´s que tinha sido anunciada, o Clean Energy Dialogue como também planos para um sistema Cap – and- Trade continental.

O governo do Canadá decidiu deixar totalmente o plano nas mãos da administração dos EUA:

“ A economia Norte americana está integrada ao ponto que não faz sentido nenhum seguir sem harmonizar e alinhar uma linha de princípios, politicas, regulamentos e limites. Só adaptaremos um regime Cap and Trade se os EUA derem sinal de fazer o mesmo. A posição do Canadá de harmonização aplica-se com o regulamento.

Nos meses que se seguiram á harmonização, os EUA reconheceram o “real” desafio associado com as tar sands, incluindo poluição do ar, uso de água, e desafios sociais resultantes do rápido crescimento e o “impacto deste crescimento noutros investidores na região.” Preocupações foram levantadas na estratégia para, “um numero de iniciativas reguladoras e legislativas nos EUA e Europa que marquem o petróleo de areia que pode potencialmente restringir o acesso do mercado canadiano a mercados internacionais.”

Para ir de encontro a estes problemas associados com os “desafios reais” das tar sands, a estratégia mais uma vez é relações públicas e lobbing em vez se proporem politicas significativas para resolver este assunto. Documentos internos do governo assinalam a forte pressão dos lobbistas juntamente com o governo de Alberta na decisão nos EUA e “consultores e homens de negócios com influência”

A estratégia dos EUA, treinou líderes de missões em Ottawa em 2010, antes de os enviar como lobbistas para oficiais dos EUA nas respectivas regiões. Este treino mostrava desafios, incluindo o, “impacto social (saúde dos aborígenes), mas não fez nenhuma referencia a provas como recentemente o Governo de Alberta que apresentou um estudo que identificava uma subida de 30% de cancros nas comunidades First Nations que vivem abaixo dos locais de exploração das tar sands

O governo canadiano iniciou o seu lobbing pro-tar sands nos EUA através de intervenções contra a California´s Low Carbon Fuel standart e Section 526 dos U.S. Energy Independence and Security Act. Ambas as  politicas para um caminho de combustíveis menos intenso de carbono  foi de encontro um criticismo idêntico por parte do governo do Canadá e Alberta como da indústria do petróleo. Documentos obtidos pela Climate Action Network Canadá têm mostrado o desenvolvimento e comunicações conjuntas do governo e industria através da tar sand advocacy startegy, com o governo canadiano actuando em conjunto com a industria tar sands.

Num e-mail, obtido através do acesso à informação, oficiais do Canadian High Commission em Washinton D.C. pede ao governo canadiano para desenvolver uma estratégia de comunicação que apele ao respeito para o desenvolvimento de energias naturais e manutenção nacional do ambiente.

O governo canadiano de facto deferiu a sua decisão para os EUA para ser definida a aproximação do continente ás mudanças climáticas que não correu conforme se esperava quando o presidente Obama rejeitou a construção do Keystone XL, um oleoduto que o primeiro ministro Harper chamou de “a complete nobrainer”. Esta decisão foi baseada, entre outras coisas, nas preocupações com o impacto no clima das tar sands. A tar sands advocacy estrategy dos EUA faz referência ao Keystone XL, mas esta secção dos documentos estão fortemente “trabalhadas”.

Tentar expandir o mercado das tar sands: keystone XL, Trailbreaker e Northern Gateway

Não é claro quanto sustentável as acções destes grupos ambientalistas será em DC. Pode ser que as suas acções sejam uma sem seguimento… No entanto, parece que neste caso os grupos preparam-se para uma campanha contínua e sustentável”. Oficial canadiano, 2006

MAPA DO OLEODUTO

Para a expansão da produção das tar sands os planos da indústria necessitam de oleodutos para tirar as tar sands de Alberta. O antigo ministro da energia e actual ministro das finanças, Ron Leipert comentou que “algo me mantém acordado de noite, é o medo que iremos ficar bloqueados por betume”.

Alberta retira actualmente cerca de 1,9 milhões de barris por dia de output de tar sands. Existem , no entanto, projectos em construção ou á espera das permissões necessárias para expandir este numero até 4,1 milhões de barris por dia, enquanto uns adicionais 4 milhões de barris por dia estão em varias fases de aprovação.

Keystone XL

Segundo a proposta da Transcanada, o Keystone XL irá transportar betume diluído por 2,673 km desde Alberta até as refinarias do Texas donde pode ser exportado. Se construído, vai ter a capacidade de transportar 830,000 barris de petróleo por dia, o que representa cerca de metade da actual produção output das tar sands. Parece crucial para parar a extensão das tar sands, e como batalha sobe o Keystone XL aqueceu em Junho de 2011. O ministro de então de Alberta, Liepert avisou um patrocinador da indústria que “ Se não formos em frente com estes oleodutos, o nosso pior risco é que Alberta ficará em 2020 bloqueada com betume.”

Para assegurar a construção, o governo do Canadá e de Alberta investiram anos nos bastidores com , lobbing agressivo, incluindo meia página no Washinton Post, como também com espaço em billboard na Times Square que diz “Um bom vizinho empresta um bocado de açúcar. Um grande vizinho apresenta 1,4 milhões de barris de petróleo por dia.”

Apesar destes esforços, foi o público que se levantou e desafiou o forte lobbing da indústria e do governo.

“ Não temos o dinheiro para competir com estas corporações, mas temos os nossos corpos, e muitos de nós vamos usa-los. Vamos, no dia do trabalhador, na marcha para a Casa Branca, arriscando prisão.

Em resposta a esta pressão de uma campanha sem precedentes por ambientalistas e comunidades afectadas, o Departamento de Estado dos EUA anunciou em Novembro de 2011 que revisões adicionais eram necessárias para um estudo á volta da rota em Nebraska Sandhills

Os apoiantes do oleoduto no congresso atacaram a proposta para um alivio de taxas forçando o presidente Obama a tomar uma decisão em 60 dias. Em Janeiro de 2012, Obama rejeitou o Keystone XL por não ser do interesse nacional.

O primeiro Ministro Harper “expressou o seu profundo desapontamento com a noticia”

Enbridge Northern Gateway

Depois da rejeição do Keystone XL o oleoduto e tanque E.N.G. tornou-se um ponto quente nas discussões sobre energia no Canadá.

Esta proposta de oleoduto com cerca de 1,172 km e tanque está desenhado para transportar 525,000 por dia de um terminal perto de Edmonton atravessando os Rockies até Kitimat na costa B.C., onde cerca de 200 super tanques anualmente levarão o petróleo dos EUA para a Ásia.
O projecto tem oposição massiva das First Nations, grupos ambientais, e trabalhadores pescadores e outras indústrias locais que dependem de água pura. Mas o governo federal, juntamente com a indústria petrolífera deram a entender que estão dispostos em tornar a proposta do oleoduto “a maior batalha ambiental que o Canadá já viu” para poder entrar num novo mercado: China

Novos oleodutos foram tema quando o primeiro-ministro Stephen Harper foi á China em 2012 e plagiou para puxar o Enbridge´s Northern Gateway como “prioridade nacional”

A ideia de um oleoduto para aceder ao Mercado da China tem um “Quid-pro-quo para o investimento chinês nas tar sands foi salientado por Ron Liepert quando o disse ao Bloomberg News que: “se não conseguirmos maneira de levarmos rapidamente o produto para a Ásia, o investimento vai secar. Os chineses querem ver as coisas a acontecer. Se queremos continuar abertos ao investimento asiático… claramente precisamos de diversidade. Se queremos estar onde queremos daqui a 10 anos, vamos precisar de vários oleodutos”

Nas palavras de um ex – diplomata e hoje lobbista “ è tempo do Canadá jogar a carta da energia e anunciar o caminho rápido para um novo oleoduto para o Pacifico, e encorajar o investimento asiático no nosso petróleo. Os Americanos, especialmente aqueles preocupados com a segurança nacional, receberão a mensagem.”

A realidade é que o mercado Chinês não pode ser acedido facilmente ou rapidamente. Existem questões se os Chineses têm a especialização de refinaria necessária para transformar o betume em combustível. E existe uma forte oposição a qualquer oleoduto por parte dos Firts Nations na British Columbia, que  acabará de certo em tribunais que levam anos a resolver.

A oposição aos oleodutos está enraizada com os impactos de derrames de oleodutos ou tanques de petróleo. O oleoduto Enbridge proposto irá atravessar centenas de rios e nascentes e passara a Great Bear Rainforest – região de floresta intacta reconhecida globalmente pelos seus rios , salmão, lobos, ursos e outros animais selvagens.

Enbridge Trailbreaker Pipeline

Um dos projectos de oleodutos menos falado correntemente em revisão é um projecto que reverterá a corrente de um oleoduto já existente que serve as refinarias de Montreal, Quebec to Sarnia, Ontário.

A proposta é mudar a direcção da corrente para trazer as tar sands do oeste para este. Pela primeira vez na mesa em 2008 pela Enbridge, o projecto original levaria ¼ de um milhão de barris de petróleo tar sands de Alberta para Montreal onde algum do betume é refinado. O projecto também permitiria que algum do betume continuasse para Portand, Maine onde será embarcado e enviado por tanques para o mundo.

A recessão força a Enbridge temporariamente parar o projecto em 2009. Em 2011, a Enbridge voltou, mas com uma aplicação para só uma sub secção do oleoduto. Esta aproximação foi criticada por grupos ambientais como uma tentativa de enfraquecer a habilidade da National Energy Board para rever o que será uma peça de um projecto muito mais extenso. Dimensões diferentes do projecto já estiveram nos tribunais de Quebec á quase 3 anos.

The ‘Rest of Canada’

O Canadá apoia acções para as mudanças climáticas, e a realidade é que a maioria dos canadianos vive na província com ambições ambientais mais profundas do que o governo federal. Na falta de liderança federal, províncias e câmaras locais tomaram a dianteira, recusando ser deixados de parte na corrida para energias limpas futuras.

A província de Quebec comprometeu-se, com o seu próprio caminho, atingir os objectivos semelhantes ao tratado de Quioto e pôs em acção a primeira North America Carbon Tax.

Bristish Colombia também implementou uma taxa de carbono como também um plano agressivo para reduzir as suas emissões. Ontário adoptou o Green Energy Act, um dos mais ambiciosos projectos da legislação no continente para encorajar o desenvolvimento de energias limpas. Ontário também se comprometeu acabar com toda as instalações a carvão para electricidade até 2015, enquanto outras províncias como a Nova Scotia também se movem para acabar com o carvão.

O Quebec foi lider na Western Climate Iniciative e provavelmente será seguido por Ontário e Manitoba enquanto províncias estão a entrar na Regional Greenhouse Gas iniciative com os estados da New England. A cidade de Vancouver tem um plano para reduzir as suas emissões em 80% em 2050 (baseado nos níveis de 1990)

Existem desafios para as províncias que decidiram mostrar liderança. Falha federal para apoiar energias limpas em Ontário enquanto continuam a subsidiar as tar sands em Alberta cria condições difíceis para o desenvolvimento de energias limpas.

O governo federal uniu a economia canadiana ás tar sands como o desenvolvimento no Canadá da “Dutch Disease”, onde o preço do dólar canadiano sobe com o preço do petróleo, eliminando trabalho de fabrico em Ontário e Quebec enquanto o dólar canadiano faz as suas exportações internacionais mais caras a que os preços são marcados fora do mercado internacional.

Não só os canadianos querem acção para mudanças climáticas, mas também aumentam o entendimento da natureza insustentável das tar sands e que o debate está a revelar o pior do governo. Um estudo recente mostra que os canadianos sentem fortemente que as tar sands estão a um impacto negativo na reputação internacional do Canadá.

CONCLUSÃO:

“ Existe uma impressão geral que o Canadá não está verdadeiramente comprometido com o mundo…no fim, não é a nossa posição, é como nos comportamos. A influencia é uma “marca” e esgotámos a sua importância. Diplomata retirado do Canadá, Jeremy Kinsman, que foi embaixador ou alto comissário em 15 países, 2009..

O governo canadiano falhou na regulamentação da indústria das tar sands, combinado com as suas relações públicas e diplomáticas ofensivas para promover as tar sands desafia a ciência e os esforços de boa fé de outros países para parar o aquecimento global. Depois de mais de 6 anos de promessas de acção climática sem avançar, a credibilidade ambiental do Canadá está degradada. O governo canadiano junta esforços com o governo de Alberta para enfraquecer as políticas de energias limpas deve ser vista como uma extensão da industria do lobbing.

A atmosfera não adere a fronteiras políticas. Hoje as tar sands são responsáveis por emissões globais semelhantes a de países como a Suíça, e existem projectos pata dobrar o projecto nos próximos 8 anos. As consequências deste desenvolvimento intensivo de carbono como as tar sands levará a crise climática a uma catástrofe. Enquanto países investem em energias limpas e tomam atitudes para abandonar as energias fosseis como as tar sands, é claro que esta parte da equação para proteger o nosso ecossistema partilhado deve criar pressão para outros fazerem o mesmo. Este é especialmente o caso dos países desenvolvidos como o Canadá que tem o historial significante na responsabilidade do problema, e tem a capacidade e os recursos para agir primeiro e mais rápido para consertar o que fez.

Entretanto, províncias do Canadá, municípios, First Nations, e cidadãos estão a trabalhar para alcançar melhores condições do clima comum, mostrando que os valores de empatia e igualdade está vivo no Canadá e  querem ser novamente o líder ambiental a nível global.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s