Oeste Sustentável e Gás de Xisto?

Convenção “Low Carbon de um OesteSustentável“

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15-07-2014

A OesteSustentável – Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste em parceria com a OesteCIM – Comunidade Intermuniacreagestatus_hres_ptcipal do Oeste organizou nos dias 9 e 10 de julho, a Convenção “Low Carbon de um OesteSustentável – Desafios e Oportunidades, na sede da OesteCIM, em Caldas da Rainha. Depois de um primeiro dia de convenção em que foram apresentados os Planos de Ação para a Sustentabilidade Energética do Oeste (SEAP’s) dos Municípios da Região Oeste, assim como o de outros em fase de implementação, foram debatidos e ajustados pelos técnicos dos municípios presentes, as medidas prioritárias para cada um dos municípios.

(A área do OesteCIM é muito semelhante à área de gás de xisto em Portugal, onde, se a exploração de gás de xisto ou de petróleo não convencional não for parada irá aumentar os gazes efeito de estufa como o Metano ou o carbono (CO2). A poluição é um novo negócio, o de carbono é de biliões, e mais uma vez o lobbing financeiro prepara-se para encher os bolsos:

Video: Cap and Trade ( negócio do carbono)

Foi de seguida apresentado o Observatório Low Carbon (Observatório de Energia e Ambiente dos Municípios Associados da OesteSustentável), sublinhando-se o seu papel na monitorização da aplicação e adaptação das medidas constantes nos SEAP’s, num almejado objetivo de desenvolvimento sustentável, suportado num crescimento económico e numa qualificação ambiental, numa perspectiva de ação local com uma consciência global. Foram posteriormente apresentados diversos mecanismos de financiamento, incentivos e oportunidades na área da eco-eficiência e energia que possibilitarão a implementação destas medidas. O evento concluiu-se com a entrega de um certificado de compensação das emissões associadas a este evento a cada um dos autarcas, tendo sido posteriormente assinado o Pacto Low Carbon para a Sustentabilidade Energética dos Municípios Associados da OesteSustentável.

No discurso de encerramento, o Eng.º Humberto Marques, Presidente do Conselho de Administração da OesteSustentável agradeceu à equipa da OesteSustentável, OesteCIM e técnicos municipais, mencionando que este é o resultado de um longo caminho, iniciado com a elaboração da matriz energética e carbónica da região, destacando também que este “…foi hoje um sinal de grande visão para o futuro…” e concluiu mencionando que a região assumiu esse compromisso, para uma melhor equidade e coesão territorial, afirmando que “É o início de um longo caminho e um caminho feito com um compromisso.”

Os 12 municípios do Oeste comprometeram-se a executar várias medidas que irão permitir reduzir, até 2020, 20% das emissões de carbono e contribuir para a sustentabilidade energética na região. Actualmente na região Oeste são produzidas, por ano, 1,8 toneladas de carbono  No entanto, e de acordo com  o presidente da Agência Oeste Sustentável, Humberto Marques, serão tomadas medidas na área dos edifícios, mobilidade, energia, sector doméstico e dos transportes urbanos, onde encaixa a Linha do Oeste. O responsável considera que é fundamental que haja uma “coesão” intermunicipal bastante firme relativamente à linha férrea pois “não basta tê-la a funcionar, é preciso que tenha muita inovação e possa responder aos desafios do futuro, de uma certa descarbonização”.

Actualmente a iluminação pública, em termos da electricidade consumida pelas autarquias, é a área mais poluente, seguida dos transportes. No entanto, em termos macro, na região é o sector dos transportes que mais emissões faz. Trata-se de um  “sector bastante complexo e difícil de se intervir”, reconhece Rogério Ivan, director executivo da Oeste Sustentável, mas acrescenta que grande parte desse consumo acaba por ser comportamental, “ao pisar mais ou menos no acelerador”. No que se refere às empresas de transportes importa que algumas delas possam modernizar a sua frota e instalações para se tornarem mais “low carbon”.

O responsável destaca o papel da educação e sensibilização, por parte dos organismos públicos, no que respeita ao estímulo à utilização de meios de transporte menos poluentes. Esta posição foi corroborada por Humberto Marques, que destacou que a aposta na redução das emissões de gases de efeito estufa não pode estar limitada ao poder local e central, mas que tem que ser feita em conjunto com os cidadãos, pedindo que também estes colaborem com boas práticas a nível energético.

A assinatura do pacto “low carbon para a sustentabilidade energética dos municípios associados da Oeste Sustentável” foi o culminar de dois dias de convenção, onde especialistas, técnicos e representantes das áreas dos transportes e energias renováveis discutiram as medidas a utilizar para reduzir as emissões, assim como os casos de sucesso que existem a nível nacional nesta área. Com esta tomada de posição conjunta, os autarcas oestinos pretendem colocar-se na linha da frente para a obtenção de apoios comunitários no âmbito do novo quadro. O pacto para a sustentabilidade energética foi também assinado pelo município de Odivelas que, não tendo uma agencia de energia, associou-se ao Oeste.

Para monitorizar o plano delineado pelas autarquias foi criado o Observatório Low Carbon, que periodicamente irá avaliar se as medidas propostas estão a ser cumpridas e, nos casos em que seja necessário, recomendar novos procedimentos. Composto por uma pequena equipa de três membros (um da Oeste Sustentável, outro da OesteCIM e um terceiro da RNAE – Associação das Agencias de Energia e Ambiente), tem como eixos estratégicos, alem das reduções de carbono de cada um dos municípios, a valorização dos recursos energéticos da região e o desenvolvimento de acções de cooperação inter-regional.

De acordo com o coordenador do Observatório, Luís Fernandes, os municípios de Óbidos e Torres Vedras destacam-se na aplicação do plano para a sustentabilidade energética, enquanto que os outros têm aplicado apenas algumas medidas avulsas.

A OesteSustentável foi definida em 2010. Assume compromissos na área da energia, resíduos, fundo regional de carbono, educação criativa para a sustentabilidade, entre outros.

Sua missão: Ser uma Agencia modelo na implementação para a promoção da Gestão Sustentável.

Visão: Agência inovadora para o Combate às alterações climáticas.

Valores: inovação, Cooperação, rigor e responsabilidade

Orgãos Sociais:

Presidente :Eng. Orlando Costa Ferreira, Administrador executivo da Rodoviária Tejo

Primeiro secretário: Eng.o António leal Sanches, director regional da EDP

Segundo secretário: Dr.a Alexandra Batista, AIRO – Associação Empresarial do oeste

No conselho da administração está:

Drº Nuno André Oliveira Mangas pereira, Instituto politécnico de leiria

Entre outros, nos quais vários presidentes de câmara

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