Arquivo da categoria: Oil Shale/ petroleo leve

Oil shale envolve inúmeros impactos ambientais, especialmente em mineração de superfície que em mineração debaixo de chão.

Inclui drenagem ácida induzida por uma súbita exposição e oxidação de matérias antes enterrados, a introdução de materiais como mercúrio nas águas, aumento da erosão, emissão de gás enxofre e poluição ambiental causadas pela produção de partículas durante o processamento, transporte e actividades de apoio. Em 2002, cerca de 97% da poluição do ar, 86% do lixo e 23% da poluição das águas na Estónia deriva da industria de energia, que utiliza oil shale como a fonte principal de energia.

A combustão e o processo termal geram lixo. As emissões atmosféricas incluem dióxido de carbono , a gases efeito de estufa. Cria um aumento das emissões de gases efeito de estufa do que o petróleo tradicional. A secção 526 do Energy independence and security proíbe as agências dos EUA de comprar produtos derivados do petróleo que produzem mais gases efeito de estufa que o petróleo convencional. O processo de captura e armazenamento de carbono pode reduzir algumas destas preocupações, mas vão sempre poluir os lençóis de água.

A indústria oil sands levanta preocupações devido ao uso da água. Em 2002, a indústria oil shale usou 91% da água consumida na Estónia. Podem utilizar entre 1 a 5 barris por barril de petróleo oil shale produzido.

Rochas Mãe ( shale oil) e o “petroleo português”!

Mais uma localidade que se pode acrescentar como ponto de interesse para investigação petrolífera : Bacia do Porto  (off shore)

O “petróleo português” é retirado das rochas e de reservatórios rochosos. A essas rochas deram o nome de Rochas Mãe.

Mais uma mãe observada, investigada, estrupada, roubada, e depois abandonada.

O  que são as Rochas Mãe?

ROCHAS MÃE E GERAÇÃO DE PETRÓLEO

Quantidades significativas de petróleo foram geradas nas bacias Lusitânia e do Porto como mostram as numerosas manifestações superficiais e indícios encontrados em sondagens. Na bacia do Algarve, os indícios de petróleo encontrados são menos significativos apesar de em 2 das 5 sondagens perfuradas até hoje, terem sido detectados indícios de gás e/ou óleo.

Quanto à bacia do Alentejo e às restantes 5 bacias exteriores (no deep-offshore), nada pode ser afirmado peremptoriamente uma vez que nunca foram perfuradas, mas não há razão para duvidar da existência de um sistema petrolífero também nestas bacias

Existem, provavelmente, dois sistemas petrolíferos principais nas bacias portuguesas. Um com rochas mãe Paleozóicas, e o outro, com rochas mãe do Mesozóico,

O Sistema Petrolífero Paleo-Mesozóico

Análises efectuadas nos argilitos negros do Silúrico – a rocha mãe mais promissora – revelaram valores de TOC entre 0,5 e 1,5 %, com algumas amostras atingindo os 4 %, e valores de reflectância média da vitrinite à volta de 0,7 %, o que as coloca bem dentro da janela de óleo. Algumas das amostras mostraram valores de reflectância média de vitrinite entre 1,5 e 2,5 %, o que as coloca na janela de gás – entre o wet-gas e o dry-gas.

Este sistema petrolífero foi recentemente objecto de pesquisa por parte da Mohave Oil and Gas Corporation através das sondagens Aljubarrota. O poço Aljubarrota-2 tinha como objectivo principal a formação de Silves, constituída por rochas terrígenas com capacidade de reservatório e que a Mohave acreditava poder ter acumulações comerciais de gás. Este poço testou ainda gás (350 Mcf/dia) nos carbonatos fracturados do Jurássico da formação da Brenha

O Sistema Petrolífero Meso-Cenozóico

Argilitos (paper shales) marinhos de ambiente profundo, ricos em matéria orgânica produtora de óleo (oil prone), foram identificados no Jurássico Inferior (Sinemuriano Superior ao Toarciano Inferior – correspondentes à base da formação de Brenha) no Norte da bacia Lusitânia

Crê-se que o óleo leve, com baixo teor de enxofre, recuperado em testes de produção de curta duração (drillstem tests) nesta área, tenha sido gerado por estas rochas mãe

Rochas mãe com aproximadamente a mesma idade e litologia foram encontradas em sondagens realizadas na bacia do Porto; é provável que estas sejam mais ricas e melhor desenvolvidas fora das estruturas.

Na bacia Lusitânia Sul a sequência sedimentar do Jurássico Superior inclui rochas mãe, oil prone, do Oxfordiano Superior.

Estas rochas da formação de Cabaços são provavelmente responsáveis pelos vários indícios superficiais – exsudações (seeps) e impregnações – observados, assim como pelo óleo encontrado em muitas das sondagens efectuadas nesta bacia. O óleo recuperado em  testes de produção de curta duração (drillstem tests) executados em arenitos do Jurássico Superior no poço Moreia-1 terá, provavelmente, sido gerado por esta rocha mãe.

Muitos outros intervalos com potencial gerador têm sido identificados. Entre estes estão as intercalações de margas e argilitos negros ricos em matéria orgânica em evaporitos Hetangianos e também os carbonatos do Sinemuriano Inferior que se lhes sobrepõem. Esta sequência apresenta potencial gerador para óleo e gás em quase todos os locais onde se encontra exposta e onde penetrada por sondagens, particularmente na região central, mais profunda, da bacia Lusitânica.

Na bacia do Algarve, nas 5 sondagens realizadas até hoje, apenas foram observadas rochas mãe com fraco potencial para gás e óleo. Rochas mãe marginais, sobretudo geradoras de gás, foram também encontradas

 O número limitado de sondagens permite admitir, por analogia com o que se passa na bacia Lusitânica, a existência de rochas mãe mais ricas e melhor desenvolvidas noutros locais desta extensa e sub-explorada bacia, em particular nas rochas do Mesozóico mais antigo (Jurássico e Triásico) apenas penetradas por 1 sondagem.  Parece também ser razoável crer que as rochas mãe do Paleozóico, atrás mencionadas e que se parecem estender por debaixo destas bacias, poderão ter gerado petróleo

ROCHAS RESERVATÓRIO E SELANTES

Em afloramentos, na bordadura das bacias Lusitânia, Alentejana e Algarvia, os sedimentos grosseiros, terrígenos e avermelhados de idade Triásico Superior (Grés de Silves), que constituem os primeiros depósitos destas bacias, têm moderadas a boas características de rocha reservatório

Assim, é de crer que o desenvolvimento de melhores reservatórios possa ocorrer ao longo de canais distributários que cruzavam todas as bacias. A extensa e por vezes espessa sequência de evaporitos do Hetangiano, que cobre estes sedimentos, constitui a rocha selante para estes reservatórios do Triásico Superior.

Recifes carbonatados, sobretudo do Jurássico Superior, são comuns na bacia Lusitânica. Reservatórios razoáveis a bons encontram-se localmente no Jurássico Superior desta bacia, podendo tanto ser os recifes carbonatados, como os clásticos costeiros do Kimeridgiano ao Portlandiano. A presença de estruturas recifais com idades semelhantes é assumida na bacia do Porto.

No Cretácico Inferior, as areias e conglomerados pouco consolidados que se estendem com uma espessura mais ou menos constante (300 a 400 m) por quase toda a bacia Lusitânica, possuem porosidades até 35 % e constituem um excelente reservatório (formação de Torres Vedras).

Exsudações (seeps) e impregnações de óleo ocorrem em afloramentos destes arenitos em locais em que os diapiros de sal trespassam estes sedimentos, nomeadamente no onshore Norte da bacia Lusitânica.

Apesar de não serem conhecidos reservatórios no Cenozóico das bacias do Porto e Lusitânica, a bacia do Algarve apresenta bons reservatórios Miocénicos, em areias com porosidades até 35 %, atravessados por várias sondagens

Por analogia, nas bacias exteriores que, assim como a do Algarve, possuem espessuras consideráveis de sedimentos Cenozóicos, é natural que se encontrem também bons reservatórios.

Olham para ti como parte da sua empresa, dos seus clientes, da sua utilidade. Olham para a natureza como olham para ti.

E tu como olhas para eles?

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Shale Oil. Revolução ou reforma do mesmo?

Não é novidade para quase ninguém que a preocupação dos lideres do mundo é dinheiro e poder. O petróleo foi, é ,e será um importante pilar de todas as guerras, e um nivelador da economia mundial. A industria petrolífera não está sozinha, é apoiada por muitas outras industrias que mantêm o progresso, o turismo, as exportações/importações, a agricultura e medicina moderna.

Com o ano quase no fim, os relatórios de apoio e anti shale oil e energias fósseis aparecem como cogumelos. O país mais preocupado e que mais pressing e lobbing faz para que o Shale Oil seja a fonte de energia do futuro é mais uma vez os EUA. Quando se fala em petróleo fala-se na economia norte-americana.  A entrada da Rússia na corrida (maiores reservas conhecidas do mundo), a aposta da CEE na exploração de shale oil e shale gas em território europeu, as necessidades do Reino Unido e o crescimento da China  veio destabilizar a “paz negra” dos EUA.

Este documento não fala dos problemas ambientais.  a preocupação é os acionistas,  o impacto das operações shale gas na economia mundial,  na diplomacia e na dependência nacional de energia.

Todos pedem progresso, melhoria na imagem das cidades, apoio a novas infraestruturas para estudo, extracção, armazenamento, transporte, venda e consumo  de Shale OIL.

A dependência do mundo, e  da civilização de energias fósseis, destruição de espaços naturais, contaminação das águas e ar não é vista por estes analistas como problemas de maior, o impacto que as Shale Oil podem ter na economia, na politica e nos movimentos sociais de libertação humana, direito dos animais e defesa do meio ambiente será antevisto.

E enquanto houver massas que acreditem, nas boas intenções das corporações, que hajam grupos ambientalistas que se sentem à mesa, que aceitem percentagens, limites de poluição, que se troque apoio social com destruição ambiental nada vai mudar. Vai-se falando cada vez mais em Portugal dos problemas do Fracking, inserido nas Oil Shale. As Corporações como a Gulbenkian (Partex Oil and Gas; a Galp, a EDP, a REN, etc… vão limpando a imagem  preparando-se para as acções anti fracking que sabem que vai acontecer em Portugal e no Mundo. E Tu, de que lado vais estar?

Se és investidor, ou contra o investimento, dá uma vista de olhos no documento que traduzimos no final.

Se és activista pela vida e não pelo progresso, age. Quando te falarem em  economia estável, segurança energética, progresso tecnológico, mostra este documento.  Se a ciência, a politica e a economia são os pilares de uma sociedade saudável… então tens de decidir: estou com os doentes ou com os doutores?

As corporações querem um mundo equilibrado energéticamente e economicamente (países fortes/países fracos) e não um mundo socialmente justo. As suas preocupações são económicas, fiscais, politicas, profissionais, nunca olham aos povos, aos animais e natureza. A mentalidade tecnocrata é o mesmo que um derrame de petróleo? Suja, tóxica, mortal, que só é possível espalhar-se  por falha humana…

Os dirigentes mundiais falam em liberdade… mas as suas contas bancárias, as suas reuniões, as suas politicas e seus exércitos trabalham para o contrário… em cada conta de um banqueiro, um CEO, existe roubo…. em cada lista de um trabalhador dos poços existe um médico… em cada aldeia, povo deslocado, agredido, humilhado, extreminado, preseguido existe, uma democracia. Em cada força de segurança existe a impunidade… em cada activista um terrorista, um inimigo da raça humana, um selvagem, um utópico.., um EU!

Em Ti… o que existe?

Tradução de alguns parágrafos do relatório : Shale Oil 2013. Revolução na Energia

Oil Shale

Considerações ambientais

Oil shale envolve inúmeros impactos ambientais, especialmente em mineração de superfície que em mineração debaixo de chão.

Inclui drenagem ácida induzida por uma súbita exposição e oxidação de matérias antes enterrados, a introdução de materiais como mercúrio nas águas, aumento da erosão, emissão de gás enxofre e poluição ambiental causadas pela produção de partículas durante o processamento, transporte e actividades de apoio. Em 2002, cerca de 97% da poluição do ar, 86% do lixo e 23% da poluição das águas na Estónia deriva da industria de energia, que utiliza oil shale como a fonte principal de energia.

A combustão e o processo termal geram lixo. As emissões atmosféricas incluem dióxido de carbono , a gases efeito de estufa. Cria um aumento das emissões de gases efeito de estufa do que o petróleo tradicional. A secção 526 do Energy independence and security proíbe as agências dos EUA de comprar produtos derivados do petróleo que produzem mais gases efeito de estufa que o petróleo convencional. O processo de captura e armazenamento de carbono pode reduzir algumas destas preocupações, mas vão sempre poluir os lençóis de água.

A indústria oil sands levanta preocupações devido ao uso da água. Em 2002, a indústria oil shale usou 91% da água consumida na Estónia. Podem utilizar entre 1 a 5 barris por barril de petróleo oil shale produzido.

Oil shale