Vulções de gás natural! ( Zona económica Portuguesa)?

Vulcões de lama com potencial para exploração energética.

Fala-se muito de energias renováveis, sustentáveis e equilibradas ecologicamente. Mas as apostas das corporações, os apoios da UE e a necessidade das universidades continuam a ser em energias fosseis com interesse económico e não cientificamente preocupado com as condições de vida natural do ecossistema em redor dos locais de exploração.

indexPortugal desde 2007 está publicamente marcado como zona de fornecimento de gás natural e petróleo, os cientistas gostam porque tem subsídios, os economistas e políticos apoiam porque lhe dá poder, as corporações investem porque querem rendimento, o povo paga em dinheiro , saúde e nas condições de vida.

Vulcões de lama com hidratos de gás, com potencial para a exploração energética, foram descobertos ao largo da costa portuguesa, entre os Açores e Gibraltar, anunciou a Universidade de Aveiro. Situados a 180 km a sudoeste do Cabo São Vicente e a uma profundidade de 4.500 metros numa extensão de 15 km, os cientistas dizem “ser uma possível, e muito importante, fonte de energia” do futuro. E que a descoberta pode se prolongar para oeste e obter uma extensão maior que aquela que os investigadores já conhecem.

Os vulcões foram encontrados por uma equipa luso-germânica , abordo do navio oceanográfico “Meteor”, participaram os investigadores Vítor Hugo Magalhães, Marina Cunha e Ana Hilário, da universidade de Aveiro. A expedição foi realizada no âmbito do projeto SWIMGLO, uma parceria com a UA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Faculdade de Ciências de Lisboa e o instituto alemão GEOMAR, inserido no programa Helmholtz, e no âmbito do programa Europeu MVSEIS.

Luís Pinheiro, coordenador do projeto de investigação, da Universidade de Aveiro diz “ O facto de encontramos gás ao longo da zona de falha dos Açores-Gibraltar, alarga muito a nossa expetativa de encontrar mais depósitos nessa área”

Luís Pinheiro tem-se dedicado desde 1999 à descoberta de vulcões de lama na margem sul portuguesa e no Golfo de Cádis.

Segundo explica, os hidratos de gás, que formam uma estrutura cristalina entre moléculas de metano e moléculas de água “são um potencial recurso energético futuro porque 1cm3 de hidratos liberta por dissociação cerca de 160 cm3 cúbicos de gás natural. Luís Pinheiro esclarece que a tecnologia para os explorar “está ainda em desenvolvimento, mas caminha no sentido de um dia permitir que os hidratos possam ser explorados tal como se faz hoje com o gás natural.

O sistema de falhas estudado foi originado pela convergência entre placas tectónica africana e euroasiática nos últimos milhões de anos, vai dos Açores até Gibraltar e continua pelo mediterrâneo , mas pensávamos que só no Prisma Acrecionário do Golfo de Cádis é que estava o grosso dos vulcões de lama e das estruturas de escape de fluidos ricos em hidrocarbonetos. O próximo passo é “fazer trabalhos detalhados nessas zonas, explorá-las melhor para ver se existem ou não hidratos e ocorrências de gás em quantidades exploráveis”.

Lembrar que a Zona do Algarve já esta marcada para exploração de gás natural off shore:

NA TERRA E NO MAR

Além da Mohave, cujo negócio é descobrir petróleo – assim que o encontra, vende-o -, outras empresas petrolíferas acreditam no potencial de Portugal para a produção comercial: a Galp, a Partex, a espanhola Repsol, a brasileira Petrobras, e a alemã RWE. Mas estas procuram no mar. O consórcio Petrobras/Galp/Partex tem quatro concessões (blocos) na bacia de Peniche. O da Petrobras/Galp tem três concessões na bacia do Alentejo. O da Repsol/RWE tem duas concessões na bacia do Algarve. Ou seja, em Portugal, neste momento, está a fazer-se pesquisa e prospeção em alguns blocos de quatro bacias sedimentares – Lusitânica, Peniche, Alentejo e Algarve.”

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Amêijoas gigantes nas profundezas

Marina Cunha, investigadora da UA, identificou junto dos vulcões “alguns animais quimiossintéticos (sem energia solar utilizam o metano que exala dos vulcões como fonte de energia), alguns dos quais já conhecidos dos vulcões mais profundos do golfo de Cádis.

“São com amêijoas gigantes. Pensamos tratar-se da mesma espécie que existe ao largo de Angola em zonas quimiossintéticas encontradas próximas de reservas de petróleo e de gás”, explica a bióloga.

Marina Cunha também trouxe ainda provas da existência de campos de Frenulata, vermes que estão ligados ao escape de fluídos junto dos vulcões de lama. “A densidade destas comunidades levam-nos a crer que a zona seja particularmente ativa em termos de emissões de gás.”

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