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Cidadão Terrorista? Frack Off…

Enquanto em Portugal e Zonas Autônomas da Península Ibérica concessões são encerradas, em locais como no Reino Unido, depois de passarem por todas as promessas de estudos de impacto ambiental, economia verde e abandono das concessões de energia fóssil, a luta não pára e a resposta protecionista das forças de segurança ao interesse das petrolíferas é catalogar os cidadãos anti-Fracking como terroristas!

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Ultimo mapa de concessões activas emitido pela ENMC em Novembro de 2017…

(“O Parlamento aprovou a extinção da entidade que gere as reservas estratégicas de petróleo. Mas o seu fim implica que o Estado vai ter de pagar o empréstimo de 360 milhões contraído pela ENMC”.) Jornal de negócios. Mais no link acima partilhado

Radical

Pensar na raiz dos problemas (radical) sempre foi causa para a perseguição de “elementos perigosos, que podem espalhar o terror” (terroristas) por parte da classe organizadora. Foram os radicais que libertaram os escravos, que tiraram as mulheres da cozinha, as crianças das fábricas, que mudaram as políticas… o mundo. Uma economia global, que tanta violência financia,  protegida por forças de paz, ridiculamente armadas com armas de fogo para combater forças populares radicalmente armadas de amor, não pode deixar o pensamento radical ser educado para o sec XXI?

Esta classificação de cidadãos como terroristas não é nova. Muitos grupos e indivíduos têm pago caro este tipo de perseguição e apelado a que os oiçam para que mais tarde não nos aconteça a nós… Para o sec XXI os organizadores escolhem as mesmas táticas tradicionais, e assim um Pai uma Mãe, um Filho uma Filha podem vir a ser condenados por terrorismo domestico ao tentar salvar a sua água, as suas terras, a sua cultura, a sua família. Por salvar animais de laboratórios, cidadãos do Reino Unido tiveram penas de dezenas de anos de cadeia por eco terrorismo. Por tentar salvar animais de produção através de acção directa e os consumidores humanos através de informação, vários cidadãos no Reino Unido foram e são perseguidos pelas forças de segurança. Na luta contra os transgênicos na França, desde os anos 80 que o Estado identifica grupos como eco terroristas domésticos, mas desde os anos 40 que os pensamentos eco radicais são identificados como ideias de selvagens, imorais e inimigos da civilização Francesa.

Reino Unido ou fracturado?

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Activistas  anti Fracking foram assinalados juntamente com organizações terroristas, que incluem o IRA, Al Qaeda e ISIS, num documento oficial contra terrorismo de 4 regiões do Reino Unido. Os cidadãos de York dizem estar chocados que a polícia local os identifique como ameaça terrorista, juntamente com grupos como o Kurdistan Workers Party (PKK).  Provas recolhidas por Russel Scott, investigador e activista no grupo Frack Free Yorkshire, revelou que a estratégia contra terrorista em York incluía riscos da actividade anti fracking, como grupos opositores a Israel e Palestina.

Scott , no web site SpinWatch também publicou documentos de Merseyside, Dorset e West Sussex com a mesma ligação entre extremismo doméstico e fracking.

Lars Kramm, membro do Concelho Verde (Green Council) da cidade (York City), disse:

“Estou chocado por ouvir que a oposição criativa e pacífica em York á agenda energética e climática do governo seja agora classificada como terrorismo. Há muito tempo que faço campanha com a comunidades na luta para parar o fracking, mudar para as renováveis para combater as alterações climáticas e proteger as nossas comunidades rurais da ameaça da industrialização. A maioria das pessoas e dos concelheiros em York partilham as mesmas preocupações ambientais levantadas pelos activistas e residentes locais. Os protestantes anti fracking em Yorkshire e pelo país merece apreço pelas suas acções, não acções legais e estigmatizados como terroristas”.

Grande parte de York está aberta á exploração de gás de xisto (Shale Gas). A norte a maioria do distrito Ryedale, que inclui a concessão da Third Energy em Kirby Misperton, foi concessionado. Também existem licenças que cobrem muito da East Riding of Yorkshire e partes do distrito Scarborough. A sul grandes áreas de Wakefield, Barnsley, Doncaster, Sheffield, Rotherdham e Bassetlaw foram também licenciadas para exploração de hidrocarbonetos, grande parte não convencional.

Riscos chave para York

O documento do City of York Council, publicado recentemente, descreve como as forças de segurança estão a idealizar o Prevent strategy, estratégia contra terrorista governamental.

Extraído do documento:

“ O perfil contra terrorista local para York e North Yorkshire salienta o risco chave para a localidade como prova de actividade como a presença do Kurdistan Worker’s Party na Síria, Actividade pró palestiniana/anti Israel, Sabotadores de caça (caça á raposa), libertação animal, anti fracking e actividade da extrema-direita.”

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Diz também que York é de alta prioridade no Prevent na área da força policial de North Yorkshire. As Razões apresentadas incluem a localização perto na linha de ferro, edifícios históricos, população estudante e militar e grande número de turistas.

Leigh Coghill do Frack Free York, disse:

“As pessoas que se opõem ao fracking são pessoas comuns e pacificas de todas as estruturas sociais sem alguma ligação com violência ou terrorismo”.

Ian Conlan, do grupo Frack Free Ryedale:

“ O Prevent Estrategy devia-se focar em evitar terrorismo e não expressões pacíficas de opiniões legitimas e usar do direito ao protesto.”

Desculpas de Driffield

Kirby Misperton fica cerca de 50 km de Driffield em East Yorkshire, onde a escola secundária local listou os activistas anti fracking, juntamente com o Estado islâmico. Nos conselhos de contra terrorismo para os pais.

Drill Or Drop extraiu este texto de um jornal da Driffield Scholl a Sixth Form:

“Na presente nacionalidade, o maior objetivo é prevenir que as pessoas se juntem ou suportem o chamado Estado Islâmico, afiliações e grupos relacionados. Mais localmente, as prioridades em East Riding’s são a extrema-direita, defensores dos animais e campanhas anti racking”.

Desde então. A escola e o East Riding of Yorkshire Council publicaram esta declaração:

“ Ao entregar o Prevent nas escolas, o concelho utiliza o Home Office. Isto inclui referencias a “terrorismo ambiental” e algumas pessoas perguntaram se este incluía activistas anti fracking. Em resposta, deixamos claro que não olhamos os activistas anti fracking como um grupo apropriado para ser monitorado pelo Prevent”.

Susie Cagle TransCanada Eco-Terrorism Cartoon

(Não são as duas a mesma coisa?)

O presidente da Driffield School, Diane Pickering, também emitiu um pedido de desculpas:

“O Prevent requer que as organizações publicas e as escolas estejam atentas a todas as formas de extremismo, mas do ponto de vista da escola, o movimento anti fracking é uma forma de comportamento extremo, por isso pedimos desculpa que o link tenha sido feito”. Mas documentos de outras partes do país, divulgados por Russel Scott, sugerem que outros conselhos da cidade e forças policiais mantêm o ponto de vista do Prevent.

Merseyside Special Branch

A Merseyside Police Special Branch tem uma apresentação para escolas, governadores, colégios e segurança social. Nela, as actividades anti fracking são listadas como um tipo de extremismo. São apresentados como um grupo de extrema-direita ou de extrema-esquerda, republicanos e grupos da Irlanda do Norte e activistas de libertação animal.

Russel Scott disse que a mesma apresentação é utilizada no Sefton Council.

Merseyside Police

Dorset. “Potencial para actos violentos”

Excertos da estratégia para Dorset

“Dorset não está abjudicado pelo governo como local prioritário para a instalação do Prevent; no entanto as ameaças que enfrenta a comunidade local não são diferentes daquelas que estão abrangidas pelo Prevent no restante Reino Unido”

Identifica a ameaça da radicalização do ISIS e dos extremistas da extrema-direita. Na mesma página acrescenta:

“Na Dorset rural assuntos como o Badger Cull e a possibilidade de Fracking pode também ver formas de extremismos com o potencial de actos violentos virem ser cometidos”.

Dorset Prevent strategy

Escola primária de Worthing: activistas anti Fracking listados juntamente com a Al-Qaeda

A Chesswood Junior School em Worthing, West Sussex, na sua publicação do Prevente:

Definiu radicalização “como o processo pelo qual uma pessoa vem a apoiar o terrorismo e ideologias extremistas associadas com qualquer grupo terrorista”. Depois, dá uma lista de exemplos: “Extrema Direita, Extrema Esquerda, ecologistas (Fracking), Libertação animal, IRA, Al Qaeda”.

O documento continua:

“ Este documento foi escrito para assegurar que todos os membros que trabalham na Chesswood Junior Scholl:

“reconheçam que a radicalização pode ter várias formas e em linha com grande variedade de causas, da qual, num final extremo, irá apresentar preocupações com a salva guarda da criança independentemente da causa”

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O Direito ao Fracking na Palestina!?

O Direito ao Fracking na Palestina!?

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Fracking? Nem para a minha família! Nem para nenhuma outra!

Toda a concessão para novas formas de exploração de petróleo e gás natural numa localidade são um reforço no investimento numa outra localidade em qualquer outro local do mundo. É tão importante parar os trabalhos das petrolíferas perto de nós, como aqueles que nos parecem distantes por quilômetros, cultura, raça, cor ou numero.

Os termos Globalização do Livre Mercado, TTIP e CETA tem raízes directas em ideias e acções de economistas e comerciantes nos anos 40. Estes planos só são possíveis com a rápida troca comercial internacional que as energias fósseis permitem…

A Palestina é um exemplo quando os tipos de interesse econômico dão a volta aos problemas que perturbem a sua paz em negociar.

Em janeiro de 2015; Harold Hunt, investigador economista da Texas A&M University viajou até à Palestina para falar de fracking num encontro do Palestine Rotary Club.

“Quando pela primeira vez dei uma olhada num assunto, o pensamento geral era que o Boom do Fracking iria durar pelo menos um ano ou dois. Eu estou à 3 anos e meio a estudar o assunto” Hunt (1)

Hunt quer mostrar que o fracking está só a começar, e que poderá durar várias décadas de perfurações no Texas. Falou dos preços actuais da energia, dos depósitos de minerais, custos de produção, e avanços tecnológicos.

Hunt avançou que: “Ninguém pode prever o preço do petróleo, acontece sempre algo que não se esperava. Isto são águas desconhecidas, quantos empregados, quantas licenças? Não sabemos.”

Rotary & ONU

“ O primeiro encontro da ONU teve lugar em Londres em Janeiro de 1946, num evento realizado pelo District 13, no Caxton Hall, presidida por Tom Warren presidente do Rotary Internacional que declarou que o encontro era “ uma pedra pilar num gesto de boa vontade internacional único na história dos Rotary” (…).

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Em 1942 os Rotary convocam uma conferência em Londres com o propósito de se considerar uma organização de troca cultural e educacional depois do fim da II Guerra Mundial entre nações de todo o mundo. No mesmo ano o grupo que se reuniu nesse encontro iniciou planos para a formação da UNESCO.

O Rotary Internacional lançou um documento intitulado “Essentials for na Enduring World Order”, para a interpretação da DumBart Oaks Proposal.

Na conferencia da ONU em S. Francisco no ano 1945, a delegação da ONU convidou a Rotary Internacional como consultante. Foram proeminentes no artigo 71 que declara: “O concelho social e econômico devem realizar planos sustentáveis para consulta a organizações não governamentais preocupadas com matérias da sua competência…”

Nesse mesmo ano T.A. Warren, presidente Rotary  proclamou a “United Nations Week”, que em 1953 passou a designar-se “ World Fellowship Week in Rotary Service” que hoje inclui o United Nations Day fixado pela ONU.

Vários elementos dos Rotary estiveram e estão na Assembleia Geral das nações Unidas…

Após a adoção de uma resolução pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação do Plano de Partilha da Palestina para substituir o Mandato Britânico, em 14 de maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico. As nações árabes vizinhas invadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aos árabes palestinos. Israel, desde então, travou várias guerras com os Estados árabes circundantes (…) Wikipédia

Este é só um exemplo, no Reino Unido o Rotary Shouthport, organizou o evento: Fracking Good Night With Quadrilha, em Outubro de 2013. O Orador foi Nick Mace, Geofisico da Quadrilla Resources.  De espantar que um Clube Rotary no Brasil em 2015, se tenha juntado á 350 org Brasil, COESUS e Não Fracking Brasil para falar dos perigos do Fracking?

O Fracking é mais um passo da indústria da energia não convencional na Palestina. As concessões offshore iniciaram-se em 2009 e 2010 e podem fazer de Israel independente e exportador de gás. Esse gás é não convencional, necessitando de técnicas como o fracking ou outro tipo de extração mais corrosiva para o meio ambiente. Mas Israel vê a sua dependência de energia vinda de outros como uma fraqueza. Estimativas em 2011 indicavam a existência de 250 milhões de barris na área.

Estes campos offshore são acrescentados ao recentemente anunciado em 2010, pela Noble Energy Inc (Texas, USA) Leviathan offshore gas no mar Mediterrâneo, com uma estimativa de 5 a 9 triliões de metros cúbicos de gás natural.  Complicações acrescidas são as reservas de gás que ficam em território marítimo palestino (reconhecido).

“Israel (Nunca) irá comprar gás à Palestina.” Ariel Sharon 2001. Israel em 2003 insurgiu-se no Tribunal Supremo quando a Autoridade da Palestina assinou contractos de 25 anos com empresas de energia Europeias, por se considerar dono do gás existente na Palestina.

Um grupo de empresas Britânicas esteve para fechar negócio com o depósito de Gaza, planeando enviar o gás por gasoduto pelo Egipto, mas em 2006 algo mudou e no ano seguinte Israel apresenta uma proposta de 4 biliões pelo gás encontrado, com 1 bilião dos lucros partilhado com a Autoridade da Palestina (PA). A proposta não foi em frente porque os militares e conselheiros de segurança avisaram que com o negócio com a PA seria um risco de segurança para o País. O grupo britânico abandonou os seus escritórios em Israel e anunciou no seu website: “… que estavam a avaliar opções para comercializar o gás”.

Em 2008 Israel voltou à carga e o Ministério das Finanças e o Ministério das Infraestruturas Internas instruíram a Israel Electric Corporation para entrar em negociações com a British Gas para a compra de gás natural da concessão britânica no offshore de Gaza, segundo informação do grupo Boycott Israel UK

“É possível que a possibilidade de uma grande transição de gás natural com os palestinos tenha sido um factor para Israel não ter lançado a operação Defensive Shield II em Gaza Moshe Yaalon Tenente General Israelita

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Juntamente com os depósitos Leviathan, os campos de gás natural representam reservas que facilmente vão preencher as necessidades elétricas internas de Israel. Dado o imput massivo de energia que requer a extração de petróleo das rochas, or ambos  serem parte integral do suplemento de energia para este massivo projecto de petróleo pesado (heavy oil), com a textura e aparência do petróleo Tar Sands (areias betuminosas) de Alberta, Canadá. Para isto o Israel Energy initiatives (IEI) anunciou em 2011 um projecto para transformar rochas em petróleo, utilizando tecnologias já utilizadas em Alberta e novas tecnologias desenvolvidas nos vastos campos petrolíferos do Colorado

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IEI é uma subsidiária da Israeli Data technologies (IDT), uma corporação que já controla a economia israelita, liderada por Howard Jonas. Neste investimento de alto risco estão também nomes como Rupert Murdoch  e o ex-vice- presidente dos EUA Dick Cheney, entre outros nomes.

Aproximadamente 15% da massa terrestre que as Nações Unidas definiram como estado de Israel está sob depósitos de gás e petróleo. Israel já exportou conhecimentos de extração de não convencionais para a Alberta, Canadá. Ormat uma firma israelita de energia renovavel, tem produtos patenteados sob o nome de Opti que fez equipa com a Nexen no Canadá para lançar uma técnica para queimar o lixo da extração para fornecimento de energia para as próprias operações de extração. Em 2011 os interesses da Opti foram vendidos á China National Offshore oil Corp.

A área proposta para a extração de oil shale dentro de território israelita fica a sudoeste de Jerusalém, numa área de pastorícia conhecida como Kibbutzes e de pequenas aldeias onde os historiadores acreditam ter existido o confronto entre David e Golias.

“ É a maior licença já algumas cedida a uma empresa privada em Israel” Chagit Tishler, residente local, membro do movimento popular Save Adullam, em oposição ao projecto piloto da IEI. A licença foi garantida através da Oil Law de 1952, que priorizava a exploração de gás e petróleo sobre as Quintas, Parques de Conservação e Locais Históricos.

O vale Elah Valley, que pode ser destruído completamente foi ocupado depois da Nakba pelos pelos judeus norte africanos Mizrahi. Hoje é local de produção de comida e vinho israelita. A IEI planeia escavar quilómetros de valas através de quintas para expor as rochas, que serão aquecidas por processos mecânicos até o querosene e outras matérias orgânicas se possam extrair. Depois será necessário tratar a matéria extraída antes de passar a refinação.  Serão utilizados 5 gigawatts de eletricidade para produzir um barril de petróleo, segundo registos da comunidade Save Adullam. Aquecer a rocha, um trabalho que leva meses, pode lançar na atmosfera 15 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. O processo de extração mais sujo do planeta, mais que as tar Sands canadianas e da Venezuela.

Um dos argumentos da IEI para continuar com os trabalhos é que o petróleo encontrado é perfeito para produzir Jet-Fuel.

Grupos como Save Adullam querem a mudança da lei de 1952 Oil Law. Tem aliados no Knesset e outros na Jewish National Front (JNF)

Apesar da área do projecto piloto para o desenvolvimento de extração de shale oil estar em local bíblico e religioso, a grande parte dos locais a levar a cabo extrações são no território tradicional Bedouin Palestinians em vários locais do Negev Desert. Sendo a maioria da Oil Shale na parte norte do deserto, minerar para oil shale para a produção de energia já foi iniciada no sul do deserto perto de Eilat.

A Bacia Mishor Rotem Basin no Mar Morto, e depósitos de oil shale encontram-se sob a fronteira de Israel e do Hashemite Kingdom of Jordan (Jordania) . Em 2006 foi concluído que Israel utilizava 25% mais água que a sustentável (incluindo quase 90% da água desviada dos palestino de West Bank).

Nos colonatos sionistas e aldeias Bedouin reconhecidas no Negev, o nível de cancro já são consideravelmente altos em relação ao resto do Estado Judaico. A poluição da exploração contribuirá para o crescimento do número de casos de cancro.

Cidadãos não israelitas estão praticamente impossibilitados de exercer os mesmos direitos que o cidadão Israelita. Isto é um problema para os Bedouins primeiramente sendo mira das ordens da JNF executadas por esquadrões militarizados,  também vitimas dos projectos “The Desert Bloom”, que atacam as familias destruindo á bulldozer aldeias inteiras; e realojamento forçado em cidades planeadas pelo governo.

As comunidades Bedouin que vivem da terra que querem parar as petrolíferas e a suas tóxicas consequências irão precisar mais do que mudança de leis escritas por Israel, e muito dificilmente terão apoio da JNF ( Jewish Nacional Front).

A situação em Israel é semelhante á de Athabasca, Canadá, porque o offshore reclamado por Israel vai servir de energia para as operações Oil Shale para gás natural como nas tar sands de Athabasca. A água é um problema em Israel mas isso não o impede de planear operações que exigem quantidades gastronômicas de água, tudo em nome da independência energética. Nada que um jogo de Golf não resolva!

Pela Paz do Povo, contra Guerra de alguns!

Economia Verde, uma Nova Cor do Poder!

Este texto é uma critica à forma de trabalho dos grupos visados, não a 90% das pessoas que neles colaboram.

Dou à Quercus um apoio no seu trabalho ao nível de grupos locais ao longo dos anos, que manteve muita gente dedicada. Mas em nome de quê? E de quem? Qual o objetivo de quem financia?

Este Greenwashing depende de fundos europeus. Porque terão de passar pela Gulbenkian? E não directamente ás ONG’s?

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” O grande inimigo da linguagem clara é a insinceridade. Quando há uma diferença entre os objectivos reais e os que declaramos (…) Quando a atmosfera geral é má, a linguagem tem de sofrer” George Orwell: Politics and the English Language.

Em Portugal vários grupos participaram em campanhas contra o financiamento da Fundação Gulbenkian pela sua empresa Partex Oil and Gas, mas apoiam a “resistência” de grupos ambientalistas criados pela mesma mentalidade de controlo de Gulbenkain e Rockfeller.

Também se levantou uma onda de indignação com os bilhetes para ir ver a seleção no europeu, pagos pela Galp a políticos nacionais.

Rocha Andrade; Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais não foi o único a ser convidado pela petrolífera. O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, também viajou para o Euro 2016 a convite da Galp, enquanto entidade patrocinadora da Selecção Nacional.

Depois do presidente da câmara de  Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha também o autarca de Sines, Nuno Mascarenhas receberem bilhetes para o jogo Portugal-Hungria pagos pela Galp , terem de se justificar perante os cidadãos, fica a pergunta: A política distrai? Ou chama a atenção para algo mais profundo?  

A Galp é patrocinadora da seleção de futebol, patrocina o Festival de Sines, apoia provas de surf, etc… e ONG’s… Os seus “professores” são o Banco Mundial e Partex Oil and Gas.

Porque não se discute sequer o financiamento (corrupção, lobbing) das petrolíferas nos movimentos ecológicos e sociais?

A economia verde como meio de manter o progresso e o consumo, educar o cidadão e influenciar nas decisões político-sociais foi defendida cientificamente e economicamente no Relatório Stern de Nicholas Stern, economista britânico do Banco Mundial. O estudo foi encomendado pelo governo Britânico sobre os efeitos na economia mundial das alterações climáticas nos próximos 50 anos.

Stern sobre Trump: “Penso que o melhor a fazer dadas as circunstâncias é escolher as boas coisas que as pessoas dizem. Tentar sugerir-lhes que o seu modo de pensar é som neste assunto… não nos focando nas contradições”

Nicholas Herbert Stern, Barão Stern de Brentford Economista e acadêmico inglês. Professor de economia da London School of Economics (LSE), importante escola de pensamento da Economia (neoclássica) Ambiental, foi Vice-presidente sênior e Economista chefe do Banco Mundial (2000-2003)

O relatório resultante desse estudo foi apresentado ao público no dia 30 de Outubro de 2006 e contem mais de 700 páginas  é um dos primeiros estudos encomendados por um governo sobre o assunto a um Economista.

Desde então foram criados grupos como: Natural Capital Solutions“ Outro termo para armazenamento de bens de fontes renováveis ou não (ex: plantas, animais, ar, água, minerais, solo) combinadas para colher um monte de benefícios.”

Rockfeller é a Bandeira Capitalista da Economia Verde.

Membros da família Rockfeller tentaram que a ExxonMobil reconhecesse os perigos das alterações climáticas em 2004, liderados por Neva Rockefeller Goodwin, num almoço com o chefe da secção de investimentos. Grande parte das fortunas pessoais tem raízes em Trusts nos anos 30.

“ Não existem combustíveis alternativos ou tecnologias disponíveis hoje capazes de tomar o lugar dos combustíveis fósseis e oferecer à sociedade o que essas energias oferecem”.  Ken Cohen, ExxonMobil’s

Os investimentos na indústria fóssil representam cerca de 6% dos 130 milhões de dólares da Rockfeller Family Fund, diz Lee Wasserman

Em 2016 descendentes de Jonh d. Rockfeller venderam as suas acções da ExxonMobil.

Para a sua luta com a Exxon, os Rockfeller iniciaram uma rede de “soldados” e grupos aliados.

Em 2008 deram 1 milhão para a criação da 1Sky, para apoiar o movimento sobre alterações climáticas através de soluções políticas nos EUA em 2010. Na altura a 1Sky era dirigida por Gillian Caldwell, ex diretora executiva da organização dos direitos humanos WITNESS.

Tinha como parceiros a Step it up 2007 (e a sua sucessora 350 org), a Clinton Global Inciative, Greenpeace, Oxfam e a Energy Action Coalition. A plataforma 1sky foi anunciada por Clinton na Clinton Global Iniciative em 2007, no quadro de directores estavam: James Speth, Billy Parish, Bill Mckibben e Van Jones.

Em 2011 a família Rockfeller comemorava a fusão da 1Sky com a 350 org, duas organizações no seu fundo para o desenvolvimento sustentável. A 350 org apesar do seu aspecto de grupo amador e raiz popular, é na verdade uma instituição que gere campanhas de milhões de dólares dirigidas por funcionários com ordenados de 6 dígitos.

Desde 2007 os Rockfeller pagaram 4 milhões de dólares á 1Sky e 350 org. Mais de metade dos 10 milhões de dólares recebidos entre 2001 e 2009 em ONG’s onde esteve Mckibben, que recebeu 25.000 dólares por ano, vieram do Rockefeller Brothers Fund, Rockefeller Family Fund e do Schumann Center for Media and Democarcy (IBM)

As campanhas de Mckibben receberam os 10 milhões desde 2005 através de mais de 100 doações de 50 fundações de solidariedade. 6 das doações eram cerca de 1 milhão por ano. O The Schumann Center doou cerca de 1, 5 milhões de dólares para 3 campanhas de Mckibenn, como  também 2,7 milhões para a fundação do Enviromental Journalism Program no Middlebury College, Vermont, onde trabalha Mckibben.

Gulbenkian apesar de ser economicamente “inimigo” de Rockfeller, admirava-o pela sua tenacidade comercial e pela Filantropia fundada pelo próprio… Imitou-o desde a Fundação, Filantropia e influência nas políticas nacionais e internacionais.

Programa Gulbenkian Ambiente

No seu programa Gulbenkian Ambiente fez parceria coma Quercus, para “alteração do comportamento dos consumidores, nomeadamente na conservação de energia. E alargar a possibilidade das energias renováveis (…)”

A Fundação Gulbenkian, proprietária da Partex Oil and Gas, em 2013 criou a Iniciativa Oceanos, com um plano de 5 anos. Nesse plano estão previstos 3 passos: Investigação (Contracto de 6 investigadores pós doutoramento com background em ciências ambientais e sociais.); Acção Política (O conhecimento do valor econômico do ecossistema marinho nos processos de decisão); Percepção Popular.

Grupos Alvos

Com quem vamos trabalhar? 

Um pequeno número de ONG’s como parceiros estratégicos; Vários sectotes da comunidade, incluindo negócios ligados ao mar e “grupos/sujeitos não usuais”; Fundos activos da União Europeia e Reino Unido

Quem pretendemos influenciar?

Legisladores; Sociedade Civil; Sector Privado e os Meios de comunicação.

A sua Página começa coma pergunta: Quanto vale um clima ameno ou uma vista para o mar?

“A Iniciativa Gulbenkian Oceanos tem como objetivo geral aumentar o conhecimento público e político dos serviços dos ecossistemas marinhos como ativos estratégicos para o desenvolvimento econômico sustentável e para o bem-estar humano

Para esclarecer lançou o documento: Blue Natural Capital: Towards a New Economy.

Onde se apresenta o ecossistema marítimo como essencial ao bem-estar humano (Human Well Being), ao fornecer alimentação, regulamentação da temperatura climática. Salientando depois que a sua contribuição para a prosperidade humana (Human Welfare), não é no entanto levada em conta nas decisões político-sociais.

A sua Visão:

“Vivemos num mundo cada vez mais dependente do oceano (…) transporte marítimo transporta grande parte do negócio internacional; novas formas de energia (…) e minerais podem ser extraídos do fundo do oceano; a dessalinização da água pode ser a melhor solução para a diferença entre a procura e disponibilidade de água potável.”

“Nós acreditamos que o futuro que precisamos para o nosso oceano só pode ser possível com uma rápida transição para uma economia verde (…) os oceanos precisam de estar em forma para contribuir par o nosso bem-estar e economia (…).

“A humanidade levou 10.000 anos para ir de uma sociedade caçadora-recolectora a tornar-se administrador da terra. Se queremos evitar sérios danos aos oceanos, à nossa economia e bem-estar, temos de realizar uma transição similar para a administração dos oceanos em 10 anos.”

Existe um aumento de interesse na extração de minerais do subsolo oceânico para serem utilizados em aplicações elétricas e eletrônicas. O aumento global na procura de energia levou ao interesse nas fontes de energia no mar, tanto renováveis como não renováveis.

Desenvolvimento da visão

Os desafios podem ser resolvidos através da administração que nos guie até uma economia verde onde utilizamos com uma consciência eficiente e ecologista os recursos marinhos.

Identificação das chaves econômicas do mar da Nazaré e Peniche

O projecto de pesquisa analisa os mais significantes como: (…) indústria; aquacultura; Estaleiros, turismo; prospeção de gás e petróleo (…)

Parceiro:

World Business Council for Sustainable Development (WBCSD)

Em Portugal o grupo é presidido por: António Mexia, EDP.

SPEA

A Spea tem um link directo para divulgar ao Iniciativa Gulbenkian Oceanos.

“Com um horizonte temporal de 2013 a 2018, apoia a valoração econômica dos serviços dos ecossistemas marinhos (SEM) (…) O projeto é coordenado por Antonieta Cunha e Sá (Nova School of Business and Economics) e Henrique Queiroga, investigador do CESAM e professor do Departamento de Biologia (Universidade de Aveiro).

Projetos.

EX: Avaliação do potencial de desenvolvimento de um processo de co-gestão em pescas no eixo Peniche-Nazaré, coordenado pelo WWF-Portugal (…)

Eco-casa

Em 2008 o Ministério da Economia, Administração Pública, Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional emitiu em despacho a agradecer os donativos da empresa Mota Engil à Quercus entre os anos de 2004 e 2007 para o projecto Eco Casa.

O mecenas principal do projecto Eco-casa é:  O Continente.

Os mecenas eco casa são empresas como: Vulcano e Adene.

Apoios da União Europeia/Feder; LG Life Good

Com o apoio institucional do LNEG; Fundação Luso-Americana

A EDP e a Galp também foram doadoras no ano de 200372004

A REN foi doadora em 2006/2007

Projecto dQa

O projecto dQa – Cidadania para o Acompanhamento das Políticas Públicas da Água, é um projecto apoiado pelo Programa Cidadania Ativa – EEA Grants, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants), que está a ser dinamizado pela Quercus.

Com o projecto dQa, a Quercus pretende contribuir para o cumprimento da legislação em matéria de recursos hídricos, nomeadamente no que respeita à aplicação, em Portugal, da Directiva Quadro da Água e da Directiva relativa ao Tratamento das Águas Residuais Urbanas (…) e capacitar a Quercus para, a longo prazo, fazer um acompanhamento mais eficaz das políticas públicas da água.

Principais Ameaças:

Um dos principais problemas associados à água está relacionado com a sua disponibilidade (…) À medida que as civilizações aumentam, aumenta a necessidade de água e a poluição da mesma. Os principais problemas de poluição da água devem-se sobretudo aos esgotos domésticos, às atividades agrícolas e à crescente industrialização.

Associação ZERO

Em 2015, ex presidentes da Quercus criam a Associação ZERO.

Entre os mais conhecidos estão os ex-presidentes Francisco Ferreira, Susana Fonseca, José Paulo Martins e Hélder Spínola, e Viriato Soromenho-Marques. Muitos fundadores da ZERO não pretendem deixar de ser sócios da Quercus. A socióloga Luísa Schmidt, o biólogo Jorge Paiva, a professora universitária Júlia Seixas e o actual reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva também se juntam á ZERO.

“ Só através do equilíbrio entre ambiente, sociedade e economia será possível construir um mundo mais coeso, social e economicamente, em pleno respeito pelos limites naturais do planeta” ZERO

“A degradação das relações entre núcleos, grupos de trabalho e a direcção nacional da Quercus foi fazendo o seu caminho nos últimos anos.” Radio Renascença

Em 2015 as más relações internas acabaram em eleições entre duas listas. João Branco actual presidente venceu a lista de Maria de Lurdes Anjo, composta grande parte pelos fundadores da ZERO, com 70% dos votos. Em 2009, a socióloga Susana Fonseca tinha sido eleita contra uma lista concorrente liderada por João Branco. Nuno Sequeira, então vice-presidente, seria o sucessor de Susana Fonseca em 2011, eleito em lista única. Sequeira foi eleito com 98% dos votos, com Susana Fonseca a regressar á vice-presidência a par de Francisco Ferreira. Em 2013, Sequeira já foi reeleito com 91% de votos e uma lista já sem as presenças dos antigos presidentes, integrando agora nas vice-presidências João Branco, derrotado em 2009, e ainda com Carla Graça, que em 2015 mudaria de lista e está agora na fundação da ZERO.

“A fundação da ZERO é também a consequência inevitável de uma ruptura com a mais conhecida associação ambientalista portuguesa, que acaba de comemorar 30 anos de existência.” Radio Renascença.

Recentemente foi criado também o Movimento Futuro Limpo

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Debate ou Demagogia?

 

Dia 10 de Fevereiro fomos ao debate organizado pelo Concelho da Cidade de Caldas da Rainha, já o tínhamos decidido antes de receber o convite por e-mail… (tenho de dizer que fiquei surpreendido)

O debate apesar de ser nas Caldas debruçava-se sobre as explorações ao largo de Peniche e da Nazaré, apesar das Caldas ter tido uma concessão em 1981, estar no meio da área de excelência para exploração de gás de xisto em Portugal, e num estudo de 2010 ser na Serra do Bouro o melhor local para instalar um sistema de armazenamento de gás natural no sobsolo.

“Como sabemos, para alguns, Portugal é um desafio à exploração de petróleo. Para outros, os impactos da exploração de petróleo irão afetar de forma negativa atividades como a pesca, a agricultura e turismo, assim como pode constituir uma ameaça ao ambiente e saúde pública das populações.

O Conselho da Cidade, constituindo-se como entidade dinamizadora das iniciativas que se enquadram no conceito de uma democracia participativa pretende, com este debate, contribuir para o esclarecimento das pessoas sobre este tema e, deste modo, para uma opinião informada de todos.”

Primeiro devo dizer que foi bom acontecer apesar das limitações ao ser um evento académico- intelectual, que por si são desinteressantes para o cidadão comum… mas está aberta a porta para seguir com debates, agora é tema na Cidade…

A plateia estava “dividida” por parcelas. Na linha da frente PS. Do lado esquerdo PP, PSD e… a Brigada Anti Crime das Caldas da Rainha (???) Talvez viessem para deter o representante da Partex Oil and Gas por crimes contra a humanidade, mas ele faltou… nunca saberemos!. Do Lado direito Partidos Independentes e membros do Concelho da Cidade, na linha da frente Peniche Livre de Petróleo. Na fila de trás BE, Nós e políticos locais… Depois uns poucos de cidadãos espalhados pela sala.

Nos 5 minutos antes do início a cumplicidade entre os oradores era visível… Amigos e profissionais de longa data, movem-se no mesmo meio e discutem assuntos energéticos e ambiente á largos anos, conhecendo-se profundamente.

O debate abriu com o discurso normal de balanço entre benefícios e impactos da exploração petrolífera, mantendo a discussão focada no impacto ambiental por Ana Costa Leal do Concelho da Cidade.

Cedo se percebeu que o debate não interessava aos Autarcas da Região que foram convidados e não compareceram, nem mandaram representante. Numa área onde os trabalhos estão mais avançados que em qualquer concessão offshore ou no Algarve o silêncio político continua a ser total. (Lembro que em 2012 enviei mails para a Camara Municipal de Alcobaça depois de ler um artigo onde o Presidente pedia mais informações… Nunca recebi resposta)

O representante da Partex também falhou, não tendo a empresa enviado mais ninguém em seu lugar… Ficámos só com os “Verdes”… O moderador é/foi jornalista em jornais da região… incluindo o Jornal das Caldas, que para o dia 1 de abril de lançou esta noticia….

Começamos por Nuno Ribeiro da Silva, que esteve presente como professor universitário.

Se querem um debate sério não o convidem… Demagogo profissional (arte ou poder de conduzir o povo. A demagogia está relacionada à negativa da deliberação racional, fazendo uso de uma das falhas da democracia, qual seja, manipular a maioria pelo uso de aparentes argumentos de senso comum entremeados com disjunções falaciosas ) é conhecido como expressões como “ O petróleo offshore é como um bocado de carne. Primeiro come-se as partes mais acessíveis e depois é que vamos procurar junto às costelas”.

Cada vez que o debate estava a ganhar uma linha de diálogo, a palavra passava e ele conseguia destabilizar, sendo mesmo chamado à atenção por quem estava a ouvir sobre as suas dissertações, e histórias pessoais que nada interessavam e nem respondiam às perguntas feitas.

Mestre em Economia e Planeamento Energético. Professor Catedrático, onde tirou mestrado, Universidade Técnica de Lisboa.

Mestre em Economia, Política e Planeamento Energético pela Universidade Técnica de Lisboa, após ter cursado Engenharia e Economia. Representou Portugal junto do Banco Mundial em missões oficias. De 1985-1996 exerceu cargos políticos, foi Acessor do Secretário de Estado do Ambiente (1985-1986), Secretário de Estado da Energia (1986-1991), Secretário de Estado da juventude/ presidência do Concelho de Ministros (1991-1993) e Deputado á assembleia da Republica (1992- 1996) Tendo passado por várias empresas de renome, como a CP ou a Rodoviária Nacional, ingressou na EDP em 1985. É Presidente da ENDESA GENERACIÓN PORTUGAL, S.A. e de várias empresas do GRUPO ENDESA em Portugal. É Presidente do Conselho Estratégico Nacional do Ambiente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), Vice-presidente da Direcção da AIP (Associação Industrial portuguesa) e Membro do Conselho da Indústria Portuguesa. Pertence a órgãos sociais de várias instituições ligadas aos temas de Energia e Ambiente. Administrador do OMIP (Mercado Ibérico).

A primeira frase dele foi dedicada ao jogo de futebol e ao frio. Passou a ideia que esteve no abrir das renováveis em Portugal, e que eram as empresas energéticas estatais que atrasaram a sua introdução ao dominar as decisões na indústria energética. Realçou a dependência que o nosso modo de vida tem dos produtos derivados do petróleo, como plásticos, químicos, agrícolas, sintéticos.

Mais á frente no seu discurso vem as frases fáceis para atirar a culpa de um futuro toxico aos países pobres em desenvolvimento como a Índia ou “socialistas” como a China… nunca ouvi África. Com a justificação que seria difícil proibi-los de viver como nós viemos antes dos carros elétricos. (Então mas o progresso não é para todos?) Salientando o impacto dos automóveis na destruição ambiental, apontando o dedo a cada um que tenha carro e a todos os que vão comprar sem ser elétrico. Sem falar nos petroleiros, metaneiros, cruzeiros, aviões, foguetões, camiões, fábricas, produção animal, etc… Não! A culpa é tua… que compras carro.

De Repente sai-se com uma afirmação que vem contra declarações, relatórios e mesmo memorandos do governo, de que “não existem reservas de gás de xisto (Shale Gas) em Portugal”.

Falando das eólicas, que tanto preza, disse: “ Quem me dera ter uma eólica para a minha casa, ou em cada cidade, mas tem de haver estudos, não queremos uma eólica junto ao Mosteiros dos Jerónimos, ou na Torre na Serra da Estrela, na Serra de Cintra (não vamos olhar para a Quinta da Regaleira e ver eólicas), ou no meio de uma praia, as coisas não são nem branco nem preto, nem todos os locais são bons.”

Fica para pensarem…

Junto esta frase dele partilhada no debate por António Eloy: “ Não se pode extrair petróleo ao pé de índios” (sorriso)

Como bom “aluno” e homem que está em cima das ultimas no campo das energias, lançou “bons exemplos” do impacto social da industria petrolífera, utilizando o “cliché” europeu da Cidade de Aberdeen, Escócia, totalmente falso e já desmentido por moradores da cidade escocesa, quando no Algarve num debate semelhante foi usado o mesmo exemplo. A sua mentira foi desmascarada por António Eloy, que esteve em Aberdeen recentemente. Arrematou com o golpe final: Noruega (que já foi dos países mais pobres da Europa), onde o petróleo é objectivo estratégico do estado.

Esclarecer sobre as concessões petrolíferas no offshore nada….

Deixo a última, falando sobre Aberdeen: “Quando lá estive era uma aldeia manhosa de pescadores” . Para tentar justificar o “progresso” que a indústria petrolífera levou para a localidade… Que hoje é uma zona industrial com um alto nível de pobreza extrema.

 

Antonío Eloy

Trouxe ao debate um tema que normalmente é mantido fora dos debates públicos sobre explorações petrolíferas, o impacto social da indústria petrolífera, e da possibilidade de tudo isto ser só uma especulação económica para fazer rodar dinheiros que mexam na bolsa de valores de Wall Street (Que não é de todo uma opinião a excluir) com todo o seu impacto social em todo o Mundo. Apresentou o Exemplo da Nigéria, que desde os anos 80 tem sofrido ecocidios e genocídios directamente conectados com a exploração petrolífera. Por várias vezes levantou um livro que trazia sobre o tema:

Disse ter os mesmos dados que Nuno Ribeiro da Silva, mas uma visão académica diferente, confrontando a ideia de ser necessário continuar a investir e a extrair petróleo por razões ambientais, económicas e sociais.

Geo Politicamente falando relembrou que todo este investimento para manter a indústria petrolífera no futuro deve-se principalmente aos planos traçados depois dos EUA e a Rússia terem ultrapassado a Arábia Saudita como maiores produtores do Mundo, e a ascensão do petrodólar como moeda mundial. Hoje o mundo está como está…

Seguiu dizendo que não acredita nas explorações em Portugal porque no mar são muito caras e as reservas não o compensam, e em Terra como temos grande massa populacional nas áreas pretendidas as explorações não serão possíveis.

Falou do seu encontro com uma senhora de idade que estava 30 minutos antes de uma secção de esclarecimento em Vila do bispo perto da sua aldeia. A Senhora estava lá porque a concessão que foi anulada no Algarve (concessão de Aljezur) era ao lado das suas terras e que a sua horta começou a ser inundada com líquidos com espuma e de cor verde que vinham do “furo de água” da Portfuel empresa criada por Sousa Cintra. (Estive nesse terreno quando da Bicicletada Anti Fracking, é de chorar com a indiferença…

O problema do capital esteve sempre no discurso de Eloy, mas nem sempre contra os capitalistas apenas como a forma como alguns agem… Deu o exemplo de Gulbenkian a quem chamou de “Bom-Agiota”, uma das razões porque era amigo de seu avô. Acrescentou o nome de Alfred Nobel que criou a dinamite tão importante para a ascensão da indústria de mineração e energia (acrescentamos Guerra) com dinheiro do seu investimento e da sua família na indústria petrolífera — Nuno Ribeiro da silva falou no nome Bill Gates. Eloy realçou a mudança da economia negra criada através da exploração de petróleo para um capitalismo verde da família Rockfeller—(acordo com 350 org), Filantropia.

Fica para pensar!!!

À pergunta do grupo Peniche Livre de Petróleo: Qual o Impacto dos trabalhos de prospeção no ambiente?

Todos responderam que pode-se considerar nulo…. Bom mais uma vez a cultura ambientalista deixa os animais de fora (se calhar para não puxar o tema, também nas renováveis, principalmente barragens). No offshore os mamíferos marinhos e outros animais são fortemente afectados ( De resto como grande parte das gigantes ONG verdes mundiais)… como de certo os animais em terra também com os barulhos dos camiões batedores para estudos sísmicos nas concessões… Sem falar do transporte de material para o local de exploração…

Nuno Ribeiro da Silva para ajudar falou que a prospeção apenas usava uma broca de diamante, acrescentando á explicação de Eloy que se resumia em “Como espetar uma agulha”…

Júlia Seixas

Membro do movimento Futuro Limpo, que tem como acção, garantir os direitos democráticos do povo português.

Falou das 6.000 assinaturas conseguidas pelo grupo Peniche Livre de Petróleo, sem mencionar as restantes milhares de assinaturas recolhidas pelo país, principalmente no Algarve que mostraria a real ação popular contra a democracia representativa que tenta manter a obscuridade e as decisões sobre as explorações longe da decisão popular.

Apesar de eu não acreditar que a solução está na Democracia Representativa, no mundo onde vivemos e que nos regula, necessita de quem acredite, realize a resistência jurídica num estado de direito, (um trabalho que não faria, nem pediria a alguém para fazer) que levará muito tempo, sempre encontrando novos desafios como os acordos transatlânticos TTIP ou CETA, Projectos de Interesse Nacional, etc…

Trabalham para o cancelamento dos contractos como meio para parar os trabalhos de prospeção, ao contrário da maioria que acha, que não há mal em “saber o que temos”.

Júlia explicou que se os trabalhos não forem parados agora, no futuro, quanto mais tempo se deixar passar, mais dinheiro as empresas vão receber do estado português, porque assim está no contracto assinado sem consulta popular, sem discussão política, sem olhar á população e às leis e protocolos para a libertação de gases efeito de estufa (o gás toxico falado é sempre CO2, nunca o Metano entra na equação). Parar agora era mais barato, parar daqui a 10 anos é aumentar a divida… Quanto mais as empresas investiram mais, vão lutar pelos seus direitos.

Como profissional listou as movimentações dos movimentos pelas alterações climáticas, dos acordos na COP 21 e do encontro pelo clima em Marraquexe, onde foram escritos e assinados memorandos de aconselhamento – sem valor legislativo– que pretendem substituir o Acordo de Quioto que foi um fracasso.

Explicou também de como as explorações são não só ecologicamente mas também economicamente insustentáveis para Portugal e para o mundo, alertando para os valores de aluguer e taxas nos contractos assinados pelo estado e as petrolíferas e para a não obrigação de estudos de impacte ambiental na fase de prospeção e que quando as há são realizadas por empresas contratadas pelas petrolíferas que por vezes realizam estudos mais completos ou mais formais segundo testemunho da própria.

Tentando dar uma luz sobre o montante de uma possível indeminização do estado às petrolíferas deu o exemplo dos gastos diários de 1 milhão de euros por dia pela Galp na concessão offshore, que se multiplicados por 10 ou 30 anos dará mais “sacrifício” para os quem paga impostos, e quem é explorado (trabalhadores precários/imigrantes), não para Portugal.

Da parte do público, tivemos ataques políticos aos governadores locais e nacionais. Como se os acordos entre Governo, Corporações e Banco Mundial não viessem já do Estado Novo. Também não faltaram as dúvidas sobre os supostos ganhos para as populações locais. Que foram elucidadas pela júlia Seixas.

De destacar uma senhora que se identificou como Mãe que simplesmente disse que quer saber o que pensam fazer no “seu quintal”, que é inadmissível que esteja em debate a exploração de petróleo perto da minha casa e da minha filha ou da filha de outra pessoa qualquer.

Não sei se conscientemente ou por instinto maternal, salientou um ponto importante em toda esta resistência às petrolíferas “ou filha de outra pessoa qualquer”.

Como também usual o medo/revolta (para não entrar em assuntos mais profundos) falou mais alto do que a solidariedade que a declaração daquela Mãe mostrou. Um Sr de repente diz: Se querem explorar que vão explorar para outro lado!

Quando decidi ir ao debate, não ia ouvir, porque mesmo não conhecendo bem todos os oradores, conheço bem a musica ao som das batidas do sistema industrial, da cultura de um povo civilizado, foi-me educada, andei na escola por ela, estudo-a, trabalho nela, respiro nela, vivo nela, vou morrer nela… Mas mesmo caminhando nos corredores da sua liberdade, vou-me sentido livre dessa liberdade. Vou ser terra/ar/água/fogo, para as sementes futuras… Não uma memória nos céus, um condenado no inferno, uma estátua… um exemplo…

Vivo hoje! Penso que é melhor viver hoje a pensar no amanha do que viver o amanha sem pensar hoje!

Não ia ver, porque não é a minha visão para informar, incluir e colaborar com as populações…

Mas acabei por ouvir coisas interessantes e ver reações autênticas (sem nenhum tipo de “actuação”) tanto dos oradores como do público.

Fui como elemento do grupo facebook: Caldas da Rainha por um Oeste Sustentável e também como voluntário da CREA (Caldas da Rainha pela Ética Animal).

Fomos criar utupia (Cidadadia Participativa)….

Fui para sentir…

Gostei de sentir a Júlia Seixas. Gostava que António Eloy conseguisse equilibrar melhor o activista ambiental e social com a sua profissão e não consentir que se fique com a ideia que só a luta contra os testes nucleares valeram a pena, mesmo se estando hoje a resistir contra instalações nucleares aqui bem perto, mas não tão perto assim. De que não vale a pena resistir aos trabalhos de prospeção para gás e petróleo, mesmo não acreditando na sua exploração… e que sempre que possa, deixe o seu trabalho literário sobre a luta em Ferrel sair em palavras motivadoras em secções onde seja convidado… A Resistência do povo de ferrel que não sendo a única em Portugal e no Mundo, é sem dúvida importante para a resistência em Peniche e no Oeste, para que não seja um exemplo do passado mas sim um acreditar no futuro.

Agora é juntar á vontade de organizar uma secção de informação popular, mais esforço para um evento na Zona Oeste…

Cada um deve fazer o que acredita! Pois se isso não der resultado, nada mais dará! Quem sabe juntando todo o que cada um de nós acredita, mesmo não nos juntando fisicamente ou ideologicamente, possamos unir, pensar nas ideias que nos são educadas, apresentadas, das que nos fazem pensar, nas que nos causam psicoses, que nos fazem sentir livres, das ideias que sabemos ser livres, das ideias que não entendemos, das ideias que recusamos, das ideias que nos façam duvidar da certeza e razão…

As corporações colaboram, umas com as outras (com casos muito raros) para manter o seu maior império de pé (A civilização). A sua colaboração é frágil, pois assenta na procura de poder para derrubar uma serra, uma técnica, uma tecnologia, um império. Para impedir o curso de um rio, da migração animal, da livre circulação de povos. Para impedir a livre circulação de direitos e impor deveres.

Nós, Povo devemo-nos Unir, Apoiar, fazer das diferenças – quando possível— uma força.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalha” Sun Tsu

 

 

 

 

Industria Fóssil e os Animais

Este é o esforço conjunto de GNN e CREA (Caldas da Rainha pela Ètica Animal) para alertar quem se preocupa com a vida dos animais, do impacto da industria petrolífera no mundo animal, para que no futuro se criem lutas de resistência comum entre grupos de libertação animal, “ambientalistas” e outros…

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Os Animais, as Não Convencionas e a Industria Fóssil.

Quantos mais matam! Mais petróleo haverá no futuro?

A velha prática de levar canários para minas de carvão subterrâneas já salvou a vida de  muitos mineiros. Enquanto o passarinho cantava, tudo ia bem.

Na Amazônia, toda uma família de peixes elétricos já provou sua eficiência no biomonitoramento de vazamentos de derivados de petróleo na água. São várias espécies da família Apteronotida e do gênero Apteronotus.

Cães são mandados onde o policia não quer ir! Qual o lugar dos animais no mundo?

A utilização de gás e petróleo é nociva para a população humana, para a vida animal e vegetal da região onde é extraído, transformado, transportado e utilizado, e também onde são descartados os lixos tóxicos derivados dos produtos derivados do petróleo. A poluição derivada da produção, os derrames e as megas construções destruem a vida selvagem. A indústria petrolífera provocou a extinção de espécies e deslocações obrigatórias de famílias humanas e não humanas em massa (refugiados).

Na vida marítima o impacto é causado pela natureza química do petróleo. O impacto também se deve às construções, passagem de navios, técnicas de pesquiza e mesmo devido a operações de “limpeza” de derrames. Os animais mais atingidos são os animais marinhos, répteis, aves e corais. Em Terra a destruição de ecossistemas levam a imigração de animais para locais já habitados por outros o que provoca lutas de morte e fome por falta de alimento de grandes mamíferos.

Todo o processo petroquímico larga toneladas de lixo tóxico nas águas, no ar e na terra. Já foram contaminadas baias e lagoas inteiras. Os aquíferos, rios, riachos e a terra em si ficam contaminados. Depois as operações de dessalinização em estações de armazenamento e tratamento de gás e petróleo requerem uma contínua fonte de água fresca, que depois de utilizada torna-se lixo tóxico.

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Outra causa da destruição ambiental são as constantes guerras nos territórios de produção petrolífera, principalmente com a capacidade de destruição de uma agressão militar pelo controlo dos recursos naturais.

A indústria petrolífera tem pouco mais de 150 anos, e espalhou-se rapidamente pelo mundo selvagem, o seu impacto está registado. A massa ocidental ignorou o seu impacto noutras regiões do mundo. Agora que está no seu quintal a oposição às petrolíferas aumenta. Normalmente a preocupação Ocidental começa quando é atingida diretamente, mas os primeiros a sofrer, os animais são uma premeditação do que se vai passar com a maioria da população mundial e agora também parte da população ocidental. A ocupação dos últimos espaços selvagens, a alteração de zonas protegidas e contaminação de áreas sensíveis para a preservação de animais perto de nós, leva-nos a olhar para o modo como tratamos os animais e como ignorámos o verdadeiro impacto da indústria petrolífera no ecossistema.

Deixamos exemplos em outros locais do mundo, muitos nunca ouviste falar:

Equador

50% do seu orçamento nacional deriva da extração de petróleo, mas o lobbing petrolífero quer mais. Esta dependência levou a alterações nas leis de proteção ambiental do País, deixando grandes áreas da Amazónia nas mãos das petrolíferas e empresas de energia. A luta indígena contra as petrolíferas tem mais de 30 anos. A contaminação das águas aumentou o risco de cancro, abortos, infeções, doenças de pele, dores de cabeça e náusea, matando quase toda a vida na água e arredores. Segundo a US Environmental Protection Agency as toxinas contidas na água são muito mais acima do que o recomendado. Foram derrubadas milhares de acres de árvores, a terra dinamitada, grandes quantidades de derrames, destruindo tudo na sua passagem, levando á morte dos peixes e de outros animais que deles se alimentavam. A floresta do Equador está a ser devastada a um ritmo de 340.000 hectares por ano, 5 milhões de acres foram só para linhas de comboio. A Texano Oil foi acusada de derramar cerca de 15 milhões de gallons (1 gallon= quase 4 litros) de petróleo. A bacia do Equador tem o maior número de espécies de plantas da América do Sul. Zonas foram completamente devastadas e inúmeros animais mamíferos estão em perigo de extinção ou se extinguiram.

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Nigéria

A Nigéria sofre as consequências da indústria petrolífera desde os anos 50. A Shell foi uma das grandes exploradoras na Região do Delta, local de vida dos Ogoni, que protestam desde então.

A Nigéria exporta cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia, extraídos em cerca de 12% do território nacional. A degradação ambiental enclausurou os Ogoni e os animais, entre a corrupção, as petrolíferas e indiferença da comunidade internacional. Sem contar com a poluição normal das operações das petrolíferas, os Ogoni, os animais e o habitat local tiveram de lidar com a técnica de Flaring (queima de gás). Os gases libertados para o ar e os químicos que voltam com a chuva, contaminam as terras e as águas. Oleodutos são construídos por cima do solo, passando em aldeias e território de caça, reprodução e alimentação de animais.

A Shell derramou na Nigéria entre 1982 e 1992 cerca de 1,625,000 gallons de petróleo em 27 acidentes diferentes. A Shell opera em centena de países, mas segundo o seu registo de derrames, 40% foram na Nigéria.

A empresa levou a cabo uma devastação ambiental, incluindo explosões para vigilâncias sísmicas, derrames, explosões em poços, derrame de fluidos de perfuração e fluidos das refinarias, destruição das terras para a construção de infraestruturas, e descargas toxicas indiscriminadas. Em 1993, 300.000 Ogonis protestaram contra a Shell. O protesto foi seguido por perseguições, prisões, assassinatos, e execuções por parte das tropas governamentais.

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Colômbia

As montanhas na Colômbia são o interesse de muitas petrolíferas. A British Petroleum tem licença desde 1995 para explorar perto das fronteiras do País. Durante anos a guerrilha dinamitou o principal oleoduto da Colômbia 350 vezes, sendo vertido mais de 1,2 milhões de barris de crude de petróleo. Segundo o governo a Colômbia perdeu 1 bilião em vendas, e a poluição polui-o 375 milhas de ribeiras e rios e cobriu de crude 12,500 acre de floresta tropical.

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Azerbeijão

Em 1994 a B.P. assinou um contracto para extração no Mar Cáspio. O problema para as empresas foi o transporte do petróleo até aos clientes, não o seu impacto no ambiente e na saúde da população local. O derrame em gasodutos é esperado devido á guerra civil. O mar Cáspio está à mercê de oleodutos em mau estado, e o canal do Bosporus Sea pode ficar completamente inundado com petróleo. A vida animal marinha, e o próprio ecossistema é fortemente infectado pela poluição. Um acidente no Mar Cáspio ou no mar Negro, ou nos gigantes oleodutos têm impactos na composição e número da vida selvagem e seu habitat.

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ARCHIV: Pferdekopfpumpen zur Eroelfoerderung unweit von Baku, Aserbaidschan (Foto vom 05.10.05). Die ehemalige Sowjetrepublik Aserbaidschan wird aufgrund ihrer Gas- und Oelreserven gerne mit Dubai oder Abu Dhabi verglichen. (zu dapd-Text) Foto: Sergey Ponomarev/AP/dapd

Kazaquistão

Segundo os cientistas das petrolíferas a região do Mar Cáspio contêm a 3ª maior reserva de gás do mundo, depois da região do Golfo e da Sibéria. A Chevron nos anos 90 pedia um oleoduto para aumentar a produção. O tráfico de cargueiros, petroleiros e metaneiros no mar Mediterrâneo, no Mar Vermelho e do Golfo da Pérsia já deixam antever a quantidade de poluição deixada nas áreas. O aumento da produção no Mar Cáspio irá aumentar o impacto, não interessa onde é construído o oleoduto. Segundo a ciência o Mar Cáspio irá subir 3 metros nos próximos 25 anos, resultando num desastre ambiental de grandes proporções. A inundação das refinarias é uma forte possibilidade. Um dos problemas é o Flaring, que liberta cerca de 4.5 milhões cúbicos de gases por dia.

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Maldivas

A Grã-Bretanha instalou-se como poder de controlo sobre a zona depois da guerra de 1982. Desde então foram descobertas grandes depósitos de petróleo. A Argentina quis disputar as reservas. A área tem um delicado ecossistema inserido numa área intocável pelo homem. A indústria petrolífera como a da pesca não deixa a ilha ser autónoma e autossustentável. A indústria petrolífera ultrapassou a indústria da pesca, aumentando o impacto na zona prístina da ilha. O povo local das ilhas resiste desde a Invasão pela Argentina em 1982, sendo que o seu principal objetivo era manter o habitat ecológico do arquipélago do Atlântico Sul. Já não existem mamíferos indígenas de terra nas Ilhas. A Raposa selvagem está extinta. Existem mais de 65 espécies de aves que ocupam a área, várias vezes por ano. Aves como o Albatroz, o Caminheiro-de-Espora, Falcão peregrino, e o Carcará-austral. A Ilha também é o habitat de milhões de pinguins.

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Kuwait

Durante a Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991, o Iraque incendiou quase 800 poços de petróleo no Kuwait. A paisagem do Kuwait ficou irremediavelmente destruída, e vai demorar gerações até uma pré recuperação equilibrada. Foi calculado que o eco-terrorismo provocado pelo Iraque poderia libertar 3 milhões de barris de petróleo por dia para o solo. Foi estimado que eram queimados 6 milhões de barris por dia em 1991. Os cientistas calcularam que a libertação de 2 milhões de barris por dia poderia gerar uma nuvem de fumo que abrangeria uma área equivalente a metade dos EUA. Cerca de 250 milhões de gallons de petróleo foram derramado no Golfo, causando danos irreparáveis na diversidade biológica e integridade física do Golfo. 440 milhas da costa da Arábia Saudita ficou inundada com petróleo e espumas químicas. Centenas de metros do deserto ficaram inabitáveis, devido aos lagos de petróleo e nevoeiros dos poços a arder. Entre 1 a 2 milhões de aves passam no Kuwait todos os anos, a caminho do território de acasalamento, muitas morrem na região devido à exposição ao petróleo e inalação de gases no ar poluído. Outras espécies em perigo são as tartarugas- de-pente (classificadas como espécie em perigo de extinção), a tartaruga comum, tartaruga de couro, Dugongos, baleias, Golfinhos, flamingos e cobras-do-mar.

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Ilhas Spratly

As Philipinas reclamaram pela primeira vez as ilhas como suas em 1975 e desde ai tem desenvolvido explorações petrolíferas na região. Passando desde 1976 a explorar também nas ilhas Palawan. A Malásia reclama o território para si, como também o Bornéu, ambos querem os seus recursos naturais. Taiwan mantem representação na Ilha desde 1956. O poder naval Kuomintang tomou possessão formal em 1946. A China e o Vietnam são os principais adversários. Apesar da disputa pelas fontes petrolíferas pouco se sabe sobre o impacto ecológico.

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Estes foram só uns exemplos, infelizmente foi só o inico!

Se estes números te chamaram a atenção e estás preocupado. Temos de dizer que retirámos esta informação de um trabalho de investigação dos anos 90. A intenção, mostrar o que nos esconderam, o que não se procura saber, e para que TU procures saber o que se passa HOJE nessas áreas, e noutras e saber quantos animais ficaram extintos, morreram, que áreas sobram, e que ecossistemas foram salvos ou condenados. Que fazem essas empresas hoje, e onde operam. Que Guerras são essas que vemos na TV?

Pergunta: São os animais que merecem os nossos direitos? Ao somos nós que deveríamos agir como animais?

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Desde os anos 90 as petrolíferas intensificaram os seus trabalhos em zonas onde já operavam e agora séc XXI iniciam explorações onde nunca as houve,  reabrindo poços fechados aumentando o seu impacto nocivo no ambiente, nos animais, e em nós…. Por mais 100 anos por seu desejo!

A indústria petrolífera hoje aposta nas fontes de energia não convencional, o seu impacto na vida selvagem, no ar e nas águas de consumo humano é elevado, continuando o modo operandis que utilizou desde o seu início… mas aumentando o seu impacto no ambiente e na vida animal não humana e humana.

As areias Betuminosas (Tar Sands) e o Gás de xisto (Shale Gas) são as novas apostas da indústria. O seu impacto? Cada vez mais sujo e agressivo…

Animais como Ratos, Caribus (Renas), Veados , Lobos, Ursos, Pássaros, e outros mais são características da floresta boreal na região das tar sands, em Alberta, Canadá. Alberta é a terra de 580 espécies selvagens, incluindo anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. Quase metade das espécies de pássaros da América do Norte passam pela floresta boreal em Alberta todos os anos.

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Lembrar que a manutenção moderna da vida selvagem inclui conservação de plantas e animais invertebrados como insetos — cerca de 3,500 espécies de plantas e fungos são só visto na área das Tar Sands. Baseado em contas atuais, cerca de 3,000 Km2 de floresta boreal será destruída nos próximos 30 a 50 anos. Todos os processos de vida são eliminados, destruindo a vitalidade do solo. Este é o destino do habitat de 3,6 milhões de pássaros.

Os resíduos tóxicos das explorações são bombeados para lagos artificiais, alguns com km, e “tapados” com água limpa. Estes lagos irão eventualmente cobrir uma área de cerca de 100 km2. São armadilhas da morte para os pássaros que aterram neles, já foi documentada a morte de 500 patos depois de pararem nos lagos da Syncrude em 2008. A mortalidade anual de pássaros devido às tar sands é de 100,000 indivíduos. As infraestruturas irão destruir 5.000 km2 de floresta boreal e resultará numa significante desfragmentação de uma área maior. Estes restantes fragmentos embutidos na rede de estradas, oleodutos serão sujeitos a barulhos excessivos, pó, e poluição. Mais de 14.5 milhões de pássaros podem-se perder devido a estas atividades. As tar sands são de longe a maior fonte em crescimento de gazes efeito de estufa no Canadá, produzindo até 3 vezes mais a quantidade de gases na produção do petróleo convencional. A produção e operação de refinamento produzem mais emissões tóxicas, que acidificam centenas de km2, e libertam  arsénio que provoca cancro. Muitos destes químicos acumulam-se na cadeia alimentar, concentrando-se em predadores como pássaros. A alteração climática está a acontecer a um ritmo acelerado que a vida selvagem não consegue acompanhar.

Aproximadamente um milhão de metros cúbicos de água são desviados do Rio Athabasca para as operações tar sands por dia. Os cancros aumentam nas comunidades First Nation abaixo das operações tar sands. 92% da água utilizada acaba em lagos tóxicos. Em 2011 a Canada Wildlife Officers mataram a tiro 145 ursos pretos na região das tar sands de Alberta.

Travis Davies, representante da Canadian Association of Petroleum Producers, “ é só devido ao número elevado de ursos na área”.

Um dos gigantes das tar sands teve de se defender em tribunal  devido à morte de 1,600 patos nos seus lagos tóxicos. O grupo Syncrude, uma aliança entre ConcoPhilips, ExxonMobil e Murphy Oil. Dizem-se não culpados!

Patos

Os patos iam em migração para nidificar na primavera de 2008 quando aterraram e morreram nos lagos tóxicos da Syncrude. Todas as primaveras pássaros americanos veem nidificar à floresta boreal do Canada. Mas todas as corporações de petróleo destroem parte da floresta para alcançar o desejado. As lagoas tóxicas podem causar a morte de 8,000 a 100,000 pássaros todos os anos, muitos dos quais sem relatório e que se saiba. As águas tóxicas das tar sands em lagos abertos já ocupam uma área de 50 milhas quadradas (1km é equivalente a 0,6214 milhas), do que já foi a floresta boreal de Alberta.

Caribus (Renas)

Os Caribus (Renas) tem vindo a desaparecer de Alberta por algumas décadas e cientistas acreditam que podem estar extintos em 70 anos. Na área petrolífera rica em Athabasca Oil Sands, na parte norte da província, alguns dizem que podem desaparecer em 30 anos. Esforços começaram a ser feitos para remover lobos de partes de Alberta para reduzir o desaparecimento do Caribu, mas estudos mostram que atividade humana relacionada com o petróleo e a indústria da madeira pode ser mais importante que os lobos no declínio da população.

Lobos

O plano do país, que inclui envenenamento e o desporto favorito de Sarah Palin’s – matar lobos a tiro a partir de helicopteros  ou aviões – Significa “ equilibrar o que a civilização desenvolveu”, nas palavras do Ministro do Ambiente do Canadá, Peter Kent. Se o desenvolvimento humano está a matar caribus ao destruir o seu habitat, o pensamento continua, com a existência de poucos lobos para comer os restantes. O veneno é uma arma particularmente arcaica. O veneno em questão é Strychnine, que tem sido utilizado desde 1600. Mata rápido, mas dramaticamente.

Gribbel Island, uma ilha, onde vivem os Spirit Bear, é também a ilha da gigante Enbridge. São uma variante genética rara do urso preto,  existem poucos. Por centenas de anos, os ursos foram protegidos de caçadores pelas First Nation de British Columbia, que manteve a sua existência protegida. Mas agora a sobrevivência destes raros ursos está ameaçado pelo plano da gigante Enbridge em enviar centenas de navios cargas por ano com tar sands através do habitat. Não existe só o risco de um derrame. O barulho afastará as baleias. E os movimentos dos navios tanques afastará os salmões.

Testes em animais (Vivisecção)

O petróleo além de vir servir a civilização como fonte de energia, veio também produzir novas matérias-primas sintéticas (produtos químicos, matérias primas, sintéticos, medicamentos, etc), todos os seus produtos necessitam de ser testados em laboratórios devido á sua toxicidade para os seres vivos.

A descrição deste teste é sobre capacidade de reprodução, saúde dos fetos; saúde dos pais ( contagem de esperma) e mães ( condições dos ovários), efeitos na pele, olhos e tecidos moles do corpo humano, devido aos gases libertados pela gasolina.

“Para avaliar o potencial tóxico do vapor da gasolina, foi realizado um estudo em ratos, o estudo revelou não haver toxicidade. No entanto, houve uma ligeira redução do peso corporal. Grupos de ratas grávidas foram expostos ao vapor de gasolina em concentrações de o, 1000, 3000 ou 9000 ppm. Todos os ratos foram sacrificados no dia 20 da gestação” Developmental toxicity evaluation of unleaded gasoline vapor in the rat”)

Estudos demonstraram toxicidade mínima por injecção oral em ratos, ou por exposição da pele nos olhos de coelhos. A gasolina causa irritação mínima na pele nos coelhos, mas não é um sensibilizador da pele nos guinea pigs. Um efeito depois de repetida exposição de ratos e macacos á inalação a vapores de gasolina em concentrações de 400 ou 1500 ppm, 6h/dia, 5 dias por semana por noventa dias foi mudanças no fígado dos ratos. Mais tarde atribuiu-se ao light hydrocarbon nephropathy, uma espécie de síndromas observados em ratos machos, que não é relevante para os humanos. Quando os ratos eram expostos a vapor de gasolina por inalação ao longo de 2 anos em concentrações de 67, 297, ou 2056 ppm, os ratos machos exibiram ocorrências de light hydrocarbon nephoropathy e cancro nos rins e nas ratas tiveram cancro do fígado.

Animais adultos foram sacrificados por anestesia com dióxido de carbono seguido de exsanguinations no dia 20 de gestação. Os ovários foram dissecados longitudinalmente. Onde os implantes uterinos não eram aparentes, o útero era pintado com ammonium sulfide para visualizar algum foco uterino. Se nenhuma fosse encontrada, a fêmea era considerada não grávida. Todas as carcaças de fêmeas adultas foram descartadas. Fetos decapitados foram dissecados ao microscópio. Fetos destinados a avaliação do esqueleto foram mortos com uma overdose de dióxido de carbono.

 

SEISMIC AIRGUN (SALVEM AS BALEIAS E AMIGOS)

As Seismic airgun’s são o segundo maior contribuidor de som na água causado pelo homem, seguido das explosões nucleares e semelhantes. Pelo menos 37 espécies marinhas mostraram ser afectadas pelas vigilâncias sísmicas.

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O que este novo tipo de petróleo, como o desejado no offshore em Portugal vem trazer são mais tecnologias nocivas ao mundo animal. Para sondar os reservatórios Deep offshore antes de investir milhões na perfuração a indústria petrolífera de gás e petróleo utiliza uma tecnologia conhecida como Seismic AirGun. A população de cetáceos (baleias, golfinhos, cachalotes, etc), Lulas, crustáceos e peixes são seriamente afectados pelo som libertado pela airgun (pistola de ar) para os testes sísmicos (siesmic survey). Esta tecnologia está a ser utilizada em todos os Oceanos, e com o aumento das ZEE (zonas económicas exclusivas) de vários países aumentará o impacto global na população marítima.

O barulho (som antropogénico) de uma “arma de ar” (seismic airgun), utilizada para descobrir depósitos de gás ou petróleo centenas de Km abaixo do solo do mar, pode cobrir uma área de 300,000 km2 com um volume de 20 dB, continuadamente por semanas ou meses. Desde a sua utilização que a Whaling Commission’s  Scientific Committee disse “… a utilização persistente e repetida sobre uma área… deve ser considerada um grave problema do nível de impacto nas populações…” 2005

Cerca de 250 baleias macho deixaram de cantar durante semanas até meses durante um estudo sísmico, recomeçando a cantar dias depois do final dos trabalhos. É muito difícil acreditar que tal efeito não afecta biologicamente a pulação de baleias (reprodução). No estudo foi notado que uma baleia parava os chamamentos se estivesse a haver explosões de som a 10 km. As Baleias azuis reagem de outro modo. Mesmo com Seismic survey utilizando uma pistola de ar de poder médio levou as baleias no St. Lawrence Estuary a modificar as suas vocalizações. As baleias faziam mais chamamentos nos dias dos trabalhos, do que quando não havia emissão de som. O que prova que fontes de som das air gun (pistolas de ar) podem interferir com sinais de comunicação importantes para a sobrevivência dos mamíferos marinhos. Em 2008 foi descoberto que locais onde vivem populações de golfinhos eram afectadas pela utilização do air gun. As Orcas, e outras espécies de baleias evitam as áreas onde se liberta o barulho. O cachalote no Golfo do México não parecia evitar o barulho, mas depois reparou-se que esforçava-se menos para procurar comida, e evitavam nadar. Reduzem a utilização da cauda em 6% durante a exposição ao barulho, e a tentativa de capturar presas em 19%. O barulho contribuiu para o declínio de algumas espécies. As baleias cinzentas de Sakhalin Island, Rússia, deslocaram-se devido a estudos sísmicos, da sua área de alimentação, voltando dias depois do final dos trabalhos.

Em 2007 foi descoberta uma redução da diversidade de cetáceos, relacionado com o aumento das vigilâncias sísmicas de 2000 a 2001 no Brasil. Entre 1999 e 2004 existiu uma relação negativa entre a diversidade de cetáceos e a intensidade das vigilâncias sísmicas. As baleias cinzentas quando expostas mesmo a uma airgun de pequenas dimensões evitam o barulho e mudam de comportamento alimentar para um de transição. Também começam a “hauling out” (fugir a predadores, regulação termal, actividade social, redução de parasitas, etc) ao som da airgun. As  focas diminuem o seu ritmo cardíaco, juntando um comportamento dramático deixando de se alimentar.

Um golfinho sofreu de rigidez e instabilidade na postura que progrediu para um estado catatónico e afogou-se a 600 metros de um disparo de som seismic 3D com todo o poder. Efeitos do stress ou mudanças fisiológicas, crónicas, podem inibir o sistema imunitário e comprometer a saúde dos animais. Isto já foi estudado em baleias e golfinhos.

Tartarugas

As tartarugas evitam as áreas de vigilância sísmica com air gun com um nível de 175 db. Em estudos foi detectada surdez. Uma airgun média a uma profundidade de 100 metros cousa impacto no comportamento das tartarugas numa área de 2 km. Em 2010 foi descoberto que 51% das tartarugas, divagavam e separavam-se no ponto mais próximo do raio de emissão da airgun.

Peixes

A seismic air gun danifica em grande extensão e a uma distância de 500 m da vigilância sísmica. Comportamentos a que se assiste são: mergulhar para profundidas não comuns, congelarem em grupo, ou entrarem em stress nadando exaustivamente. Perto de locais de operações sísmicas a redução de pesca foi de 40% a 80%. Estes efeitos podem durar mais 5 dias depois de finalizados os testes sísmicos e a uma distância de 30 km do barco. O impacto no crescimento dos ovos e das larvas incluem diminuição do número de ovos viáveis, aumento da morte embrionária, diminuição do crescimento da larva, e a sua habilidade para escapar a predadores.

Invertebrados

Os invertebrados também não estão imunes aos efeitos do som antropogénico. 9 Lulas gigantes ficaram encalhadas, algumas vivas, numa área de utilização de air gun em 2001 e 2003 em Espanha. Os ferimentos eram ferimentos internos, órgãos e ouvidos rebentados. Expostos a um som de 160 dB reagiram com o largar da tinta e um nadar rapidíssimo. Em cativeiro tentam fugir para uma zona com isolamento acústico. Os bivalves mostram stress acústico provado pela glucose. No camarão registaram-se ovários danificados e ferimentos no sistema de equilíbrio. Em 2013 ficou provado que playbacks de impulsos sísmicos durante o desenvolvimento da larva, causava um atraso no crescimento e em 46% existia má formação corporal, afetando o acasalamento.

Airgun Noise devem ser consideradas um poluente marinho com sérios impactos ambientais.

O Fracking (Gás de Xisto) e os Animais:

Como as Tar sands só o processo de abrir estradas, limpar os locais para o furos, armazenar, transportar e tratar já diz muito do impacto da exploração de gás de Xisto em Portugal e Vida Animal não humana.

Um Estudo indica que o processo de Fracking (Fractura Hidraulica) está a diminuir o tempo de vida, a afetar a reprodução dos animais de quinta (bovinos, caprinos, cavalos, galinhas, etc) e talvez a ter impacto mesmo nos Humanos. O estudo durou um ano, e foi baseado em entrevistas com criadores de gado e veterinários em 6 Estados: Colorado, Louisiana, New York, Ohio, Pensilvânia e Texas.

Os animais de quinta são cativos, cercados por arame farpado, ou cercas de madeira. Quando existem derrames ou contaminação das águas os animais começam a ficar fracos a morrer e a dar à luz filhos com mutações.

“Animals can nevertheless serve as sentinels for human health impacts,” Relatório: Impacts of Gas Drilling on Human and Animal Health

“Os animais podem servir como sentinelas para impactos na saúde humana”

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Em 1 caso, um derrame de fluidos de fracking no pasto resultou na morte de 17 vacas no espaço de 1 hora. As Vacas tiveram filhos mortos, as cabras apresentaram problemas de reprodução, etc… Os Fazendeiros relataram efeitos em 1 a 3 dias depois dos animais terem consumido a água toxica. Nas 7 quintas estudadas com mais detalhe, 50% da manada, em média, foi afectada pela morte ou problemas de procriação.

A água tóxica do Fracking é armazenada em lagos a céu aberto. No Kentucky Acorn Fork Creek foi derramado um líquido que deixou tudo laranja-avermelhado, contaminando o Riacho (Creek) com ácido clorídrico, metais e minerais dissolvidos e outros contaminantes. O Riacho era tão limpo que era conhecido como uma Fonte fora de comum de água. O Riacho é a casa do Phoxinus cumberlandensis é uma espécie de peixe actinopterígeo, protegido sobre o Endegered Species Act (ESA), por estar em perigo de extinção.

Os cientistas federais e estatais descobriram que os fluidos do fracking mataram virtualmente toda a vida marinha selvagem numa parte significante do Riacho.”

A Zona Oeste de Portugal já tem das piores qualidades de água devido á criação intensiva de gado: vacarias, aviários, suiniculturas, etc… E Também devido á extensão de árvores de fruto, pulverizadas constantemente, e da introdução da agricultura intensiva como estufas ou hectares de vegetais para os supermercados. Mas a exploração de gás de xisto vai acabar com o resto… Existem zonas protegidas devido á fragilidade do ecossistema e o impacto na vida animal, existem locais onde se tenta preservar e introduzir de novo animais e árvores que ali viviam.

No Algarve o trabalho para a preservação dos animais que habitam ou passam nas rias e na costa será destruído e os animais desaparecerão para sempre.

Não se vê grupos de proteção e preservação animal a criar uma resistência activa às petrolíferas em Portugal. Nada se vê dos grupos dos direitos dos animais ou Amigos dos Animais. Sobre os movimentos de libertação animal (sabemos que já se faz muito noutras causas e somos poucos… mas vamos a isso?)

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Se não acreditas investiga…!!!