Fracking a Tremer. ( sismos provocados pela injeção de fluidos resultantes da extração de gás natural)

O ULTIMO ESCANDALO DO FRACKING?  SISMOS!!!

Afinal quando uma industria bem regulada injeta água pressurizada em falhas, as coisas podem correr terrivelmente mal.

Em 2011, Joe e Mary Reneu estavam em casa, localizada a 50 milhas de Oklahoma City. Joe Serviu no Vietnam.

Uma noite quando iam dormir, ouve um “ tremendo estrondo, como a queda de um avião no nosso quintal” diz Joe. “ O pó levantava e viam a casa a abanar. “ O vidro da casa de banho explodiu como se alguém tivesse disparado contra ele” disse Joe. A fundação da casa desceu 2 cm. Mas o mais assustador foi o que descobriram na sala, a chaminé tinha caído no meio da sala. O tremor de terra registou uma magnitude 5.6- a maior já registada em Oklahoma – com o epicentro a menos de 2 milhas da casa. Feriu duas pessoas, destruiu 14 casas, provocou derrocadas, fechou escolas e foi sentido em 17 estados. Foi precedido de um de 4.7 na manha anterior e seguido por outro de 4.7 depois do choque.

O tremor de terra abismou os sismologistas. O unico culpado possivel era a falha Wilzetta, uma fenda de 320 milhões de anos entre Praga e Meeker. “ Mas a Wilzetta era uma falha morta, ninguém se preocupava com ela” diz Katie Keranen, professora assistente de geofísica. Ela mostrou uma fissura aberta pelo sismo que atravessava a estrada. A the United States Geological Survey mantém uma base de dados sobre as zonas de risco de sismos. Sobre a Wilzetta diz “ Zero probalidade de tremores de terra. Esta falha assemelha-se a um vulcão extinto”.

Keranene queria saber porque acordou violentamente Wilzetta. Uniu-se a cientistas e instalaram sismógrafos em volta de Prague. Ela diz “ temos esta imagem maravilhosa da falha.” Dentro de uma semana a sua equipa e outros cientistas colocaram 25 aparelhos na zona da falha. O estudo completo publicado no jornal Geology, diz que os terramotos de Oklahoma foram provocados pela injeção subterrânea de água tóxica da técnica utilizada para separar o petróleo dos resíduos, para permitir a constante extração do mesmo para a supreficie”.

A Wilzwtta era uma falha morta com a qual ninguém se preocupava”. Depois vieram as perfurações. E também uma onda de sismos.

Tal atividade sísmica não é normal. Entre 1972 e 2008 foram registados poucos sismos em Oklahoma. Em 2008, não foram mais de uma dúzia, em 2009 ocorreram quase 50. Em 2010, o numero explodiu para mais de 1000. Estão a acontecer em terrenos que não era suposto moverem-se. Os tremores estão ligados à injeção de fluidos em fendas e poços. Alguns devido à injeção de desperdícios da separação das operações de hidraulic fracturing.

O impacto das energias fosseis não são segredo, mas até agora esta curta lista de energias sujas nunca incluíram a água. Juntos a produção de gás e petróleo geram cerca de 878 biliões de galons de água contaminada anualmente. Mais de um terço é injetado em poços. Com a produção de gás natural a crescer – aumentou 26% desde 2007, porque se tornou economicamente viável retirar gás dos depósitos de rocha – e práticas não convencionais como separar o gás dos detritos e petróleo para fins domésticos, espera-se o aumento das águas residuais. Mas na realidade ninguém conhece quanto impacto tem toda esta água nas faltas, ou quanto grande serão os sismos. No oeste pequenos sismos não causam muitos danos, devido às formações rochosas – bloqueada por rocha nova. Sismos induzidos, no entanto, estão a acontecer primeiramente em locais planos, em rocha mais rígida, tornando-os mais destrutivos.

Neste ponto a industria esta a fazer o seu melhor para evitar discussão publica. A Society of Petroleum Engineers, reconhece que o assunto é sério ao dedicar pela primeira vez um encontro sobre “injection induced seismicity.” Amy Chao coordenadora do SPE, disse “ Aprecio o interesse mas a imprensa não é autorizada a participar”. Pedidos para falar com geologistas implicados nos sismos auto criados são ignorados. Consegui falar com Jean Antonides, vice presidente da exploração em New Dominion, que opera um dos poços perto da falha Wilzetta. Ele informou que as pessoas que dizem saber as verdadeiras causas dos sismos em Oklahoma estão “ou a mentir na cara ou a fazerem de idiotas.”

No entanto, existe uma crescente preocupação entre os oficiais. Depois de alguns sismos estarem ligados a poços de injeção no norte do Arkansas, a States Oil and Gas comission liberou um moratorium sobre as águas depositadas subterrâneamente dentro de um quadrado de 1,000 milhas numa area em redor das cidades de Guy e Greenbrier e  requereu estudos sísmicos na area da Fayetteville Shale. Residentes afetados entraram com um processo contra a Chesapeake Energy e a BHP Biliton Petroleum – a primeira onde uma companhia petrolífera é acusada de provocar sismos.

Depois de um poço de injeção ter sido ligado a sismos em Yuongstown, Ohio, o governador Jonh Kasick deu uma ordem executiva requerendo aos operadores estudos sísmicos antes do estado autorizar poços. Até agora só o Ohio, nenhum outro estado ou governo federal requer algum estudo sísmico para todos os poços de injeção.

Isso preocupa os cientistas: “ Ninguém está a falar sobre isto.” diz william Ellsworth, um proeminente geofisico que publicou mais de 100 trabalhos sobre tremores de terra.

A EPA Classifica e Regula

Poços de injeção subterrânea – alguns 700.000 e a contar. Existem 6 categorias.

  • A classe VI– os poços que sequestram dióxido de carbono,
  • Classe V– armazenam fluidos nonhazardous,
  • Classe IV– lixo nuclear
  • Na classe III– são utilizadas para sal, uranium, cobre e sulfur;
  • Classe II– Água tóxica derivada das operações de petróleo e gás são injetadas tipicamente sobre pressão
  • Classe I —Químicos industriais  .

Existem pelo menos 155,000 poços classe 2 nos EUA. Destes 80% estão envolvidos na recuperação de hidrocarbonetos, predominantemente através de higrofraking, uma técnica desenvolvida pela Halliburton. Fluido do fracking – água com lubrificantes, desinfetantes e outros compostos – é bombeada com altas pressões. Eventualmente, o fluido volta, à superfície. O fluido de volta, agora tem gás natural, que é recolhido, e os resíduos são bombeados de volta para o poço.

O processo de extração em si geralmente não produz sismos. Isto deve-se a algo conhecido como Pore Pressure, uma medida de quanto stress uma descarga de fluidos na rocha provoca. O objetivo do fracking é rapidamente aumentar a pressão até criar fissuras na rocha que libertem o gás. Raramente a pressão é suficiente num poço de fracking para causar sismos que possa ser sentido.

Com o Boom do petróleo e gás a baterem recordes de água tóxica, os poços estão lotados de água tóxicas. Podem aguentar meses, passeando por falhas desconhecidas e partir a rocha o suficiente para provocar um sismo.

Acontece que quando uma industria mal regulada injeta água tóxica sob pressão em falhas sísmicas, as coisas podem correr muito mal.

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