Arquivo da categoria: Bacia do Porto

Quantidades significativas de petróleo foram geradas na Bacia do Porto como mostram as numerosas manifestações superficiais e indícios encontrados em sondagens desde os anos 60. Rochas mãe geradoras de gás/petróleo foram encontradas em sondagens realizadas na bacia do Porto, semelhantes ás do norte da Bacia Lusitânica.
A partir de 1973, iniciou-se a pesquisa na bacias do Porto, utilizando as técnicas mais modernas de que se dispunha à época. Foram perfurados 7 poços na bacia do Porto. até 1979 foram realizadas 5 sondagens na bacia. Sondagem mais importante: Touro-1, no offshore de Viana do Castelo.
Em 1999 uma empresa operava na bacia.
Até 2004 foram assinadas 11 concessões na Bacia, sendo realizadas 3 sondagens
Sondagem mais importante: Touro-1, no offshore de Viana do Castelo.
Em 2015 foi aberto um concurso público para 4 áreas no shalow offshore e 2 para o Deep offshore.

Sondagens na Bacia do Porto

Tese de mestrado, Geologia (Estratigrafia, Sedimentologia e Paleontologia), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2015

Poço Lula -1:

https://i1.wp.com/www.enmc.pt/static-img/2015-07/2015-07-07153246_f7664ca7-3a1a-4b25-9f46-2056eef44c33$$72f445d4-8e31-416a-bd01-d7b980134d0f$$68304821-5a93-4c65-9ce0-9ed1e27be3ca$$File$$pt$$1.png

A Bacia do Porto teve algum histórico de exploração de hidrocarbonetos no final do século XX até há cerca de 20 anos atrás, com a realização de cinco poços exploratórios e várias campanhas de aquisição sísmica 2D, a última da qual executada no ano 2001. As sondagens realizadas intersectaram níveis que mostraram ter evidências da geração e acumulação de hidrocarbonetos na bacia. Assim, foram identificados dois intervalos com potencial gerador de hidrocarbonetos. O primeiro corresponde ao início do Jurássico Inferior, na base da Formação Esturjão, e o segundo insere-se no início do Jurássico Superior, no Oxfordiano (Formação Cabo Mondego). Estes dois intervalos deverão ter correspondência com os identificados na Bacia Lusitânica para o Jurássico Inferior (Formações Água de Madeiros e Vale das Fontes), e para o Jurássico Superior (Formação de Cabaços/Vale Verde). Através da análise dos dados geoquímicos disponibilizados, verifica-se que o intervalo do Jurássico Inferior mostrou ter indícios promissores de potencial gerador, nomeadamente tendo como referência os níveis identificados no poço Lula-1. O intervalo do Oxfordiano foi reconhecido na base do poço Cavala-4, apresentando um razoável potencial gerador de hidrocarbonetos. De forma a avaliar a existência e tipo de sistemas petrolíferos na margem subexplorada no offshore profundo, incluída na área de estudo, projectou-se todo o conhecimento da litostratigrafia, evolução geodinâmica, ciclos de transgressão-regressão e variação do nível do mar desde a Bacia do Porto para a área mais distaltauros 1994.

Sondagem Lula-1/1Z Taurus

Esta ferramenta de estudo denominada genericamente por «Diagrama de Wheeler» revelou ser extremamente útil para um exercício de especulação, com critério, das variações litológicas mais prováveis de serem encontradas na margem proximal externa, com impacto na definição dos prováveis elementos de sistemas petrolíferos. A comparação da zona a Oeste da Bacia do Porto no offshore profundo, com a margem conjugada Canadiana, especificamente com a Bacia de Flemish Pass, foi importante como análogo de exploração

Bacia de Flemish:

Foi lançado o concurso para seis concessões em águas profundas e pouco profundas na região do Porto, sobre as quais existem muitos dados disponíveis. O actual governo anulou-as… por Agora

Em 2015 a Repsol realizou vigilância sísmica no offshore da bacia do Porto ao largo de Aveiro e norte da Figueira da Foz.

fgfg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como se pode ver no Mapa abaixo, foram  realizadas várias sondagens e perfurações na Bacia do Porto, que quase toca nos limites da Bacia Lusitânia no offshore: a malha dos estudos sísmicos ainda é mais apertada…

campanha sismica até 2012
campanha sismica até 2012
Anúncios