Arquivo da categoria: Petrolíferas & Companhia…

EDP (Energias de Portugal) , TTIP, Shale Gas e Corpus Christi (USA)!

Com o Acordo Atlântico (TTIP) a ser aprovado, a Europa deixará de ser politicamente e legislativamente o grupo que mais defendia o Ambiente, que mais leis de bem estar animal aprovou, e que mais legislou para o bem-estar humano. Passaremos como cidadãos a estar expostos a mais gases efeito de estufa, a alimentação mais adulterada e tóxica, a água privatizada e contaminada, a leis que proíbem o autoconsumo de energias renováveis, a uma medicina cada vez mais técnica e menos natural, a leis para defender o “interesse nacional”, a mais neo-capitalismo, e abertos a mercados controlados por multinacionais, deixaremos de ser “europeus” e passaremos a ser Globalizados. Apesar de só agora a classe política se preparar para abrir as portas da democracia ao capitalismo globalizado, as condições para tal tem sido preparadas há muito, o TTIP será mais a “legalização” de objetivos económicos dos grandes grupos corporativistas acompanhado com a deterioração das condições de vida, de segurança, de saúde, de liberdade… da morte. Produtos ilegais na Europa, como areias betuminosas (Tar Sands) ou a Fractura Hidraulica (Fracking) começam a ter lugar no nosso ar, nas nossas águas, nas prateleiras do supermercado, na política, na segurança, na energia.

O negócio entre a EDP e a Corpus Christi Liquefation assinado em 2014 é um exemplo disso. Em nome da segurança energética europeia e portuguesa, compra-se gás de xisto aos EUA.

A CCL é uma subsidiária da Cheniere Energy, Inc.

O negócio com a EDP é fechado com a compra de 1 bcm (bilião de metros cúbicos) de gás natural liquefeito por ano, num período de 20 anos. A EDP espera começar o armazenamento do gás em 2020, estando á espera da finalização do projecto Trem 3, do CCL. A EDP escreve na sua página: “ Esta transacção contribui para o cimentar do posicionamento da EDP como detentora de um portfolio diversificado de fontes de gás natural, permitindo a perseguição de uma estratégia de valorização dos activos EDP, sejam eles as centrais eléctricas a gás natural; a sua carteira de clientes de gás; ou a capacidade de procurar outras oportunidades no mercado de gás natural.”

O gás será transportado em barcos fretados pela  EDP. Charif Souki, CEO da CCL disse “A EDP é a maior fornecedora de eletricidade e o segundo fornecedor do gás em Portugal, é o segundo cliente do projecto”. Também é um grande “player” nas operações de eletricidade e gás em Espanha, é a maior geradora de eletricidade e um dos maiores de distribuição e gás da península ibérica. Está presente em 13 países.

A Cheniere Energy tem sede em Houston e opera o Sabine Pass LNG terminal e o Creole Trail Pipeline. Uma sua subsidiária opera o Sabine Pass Liquefaction Project. Também está em mãos um projecto para infraestruturas de liquidificação perto de Corpus Christi. As primeiras exportações do C.C.  estão previstas para 2018.

O gás que a EDP está a comprar é gás natural não convencional (Shale Gas) da Eagle Ford Shale.

Podes saber das consequências deste projecto nas comunidades locais e das lutas da população local: Aqui

NÃO AO GÁS DE XISTO (SHALE GAS); NEM AQUI NEM EM LADO NENHUM!!!

” Com a produção e o consumo de energia sucede algo análogo ao caso da tecnologia industrial: nas condições presentes é impossivel que a sociedade se aproprie da energia sem analizar bem as suas necessidades” Los Amigos de Ludd; Las ilusions Renovables:

Baker Hughes, Drilling fluids e Alcobaça Portugal!

Um cidadão do oeste de Portugal, perto de Alcobaça, decidiu ir aos locais onde estão marcados os poços em Alcobaça e em Torres Vedras. Além de ficar a saber que ambos foram desmantelados, também se apercebeu de que em volta do local das perfurações, as pessoas não tinham a mínima ideia do perigo que representa o que viram, poços para fractura hidráulica ( fracking). No terreno em Alcobaça, o poço foi fechado em 2012, é um terreno abandonado igual aos outros, como se nunca se tivesse passado nada ali. Segundo conversas, as tubagens ficaram enterradas, não dá ver, tudo coberto, deixando só o fantasma da industria petrolífera. ( Em Torres Vedras é uma horta de agricultura intensiva de verduras).

Mas… ele encontrou um pedaço de um Rótulo, de um produto liquido de perfuração ( Drilling Fluid). Não  conseguimos identificar o produto, mas identificámos a corporação que o vende.

Baker Hughes

A Baker Hughes è uma corporação petrolífera com sede na America Tower em, Houston. Oferece um conjunto de serviços e tecnologia para serviços industriais de petróleo. Em 2007 foi considerada culpada num tribunal federal dos EUA por violação do Foreign Corrupt Practices Act ( FCPA), na Russia, Uzbekistan, Angola, Indonésia e Nigéria. A corporação assumiu a violação em pagamentos nos anos de 2001 a 2003 a um agente comercial detido em 2000 ligado ao projecto no Kazakistão. Depois do suborno a Hughes ganhou um contrato de serviços em Karachaganak, Kasakistão que lhe gerou $219 milhões de 2001 a 2006.

Em Julho de 2012 os trabalhadores da Hughes fizeram greve, durante as negociações com os sindicatos e o patronato. A SAFE – empregados da Hughes organizados afetaram mais de uma dúzia de trabalhos offshore.

Trabalha com várias dezenas de outras corporações, como por exemplo: CGGVeritas; China Oil field services; Gaia Earth Science; Halliburton; Siemens oil and gas Division; Tesco Corporation, etc…

A Hugdes adiquiriu a Bird Machine Company em 1989. Fundada no inicio de 1900 por Charles Summer Bird, para construir máquinas para fazer papel. A sua primeira máquina foi a BIRD Rotary Screen. Mais tarde desenvolveu equipamento para acabar o papel e paperboard. Em 1932 inscreveram a patente, em 1934 iniciou o design da BIRD Solid Bowl e a Screen Bowl Centrifuges, abrindo caminha á centrifugação no processo industrial. Em 1940, Frank Young da Bird machine patenteou a BIRD- Young Filter, este filtro veio a ser importante para o mercado químico e farmaceutico. Em 1965, a Corporação activou a Bird Machine Company of Canadá em Montreal, com a sua expansão, ao se recolocar em SasKatoon.

Em 2003 a Bird machine foi adquirida pela Andritz AG

 

Oil Lobbing, Portugal. Jornal Expresso

A globalização é paga, a crise mundial atual não é mais que a quantidade de ordenados que as corporações têm de pagar para manter as suas explorações e lucros económicos. Com a maior informação e conhecimento das massas sobre negócio, politica e ambiente, as dúvidas, confrontos e exigências aumentaram no meio da populaça, a utilização da força é evitada, e a educação é aprimorada, isto em países europeus ( e como se têm visto relativo a outros problemas sociais, a violência policial está legal em todo o mundo.)

Universidades, doutores, jornalistas e políticos rastejam atrás das petrolíferas, do seu reconhecimento, apoio, recompensa e cargos. Aprendem sobre a natureza, sobre petróleo, negócios, politica, economia e principalmente como participar no lobbing global para o progresso, tecnologia, globalização, mercado, solidariedade social e muito lobbing.

Em Portugal quando se fala em gás e petróleo as pessoas normalmente recusam acreditar que na “nossa” costa se está a iniciar para ficar e expandir a exploração de gás natural e petróleo. Que os problemas das comunidades que enfrentam as investidas das petrolíferas são delas, e que a nós compete somente zelar pelo bem estar das nossas águas e ar. A independência nacional a ganhar á solidariedade, à verdade e aos povos.

O jornal Expresso é um dos que dedica dinheiro, tempo, e papel para  que principalmente  desde 2012 se possa ler sobre a exploração de gás em Portugal, nos países lusófonos e no mundo civilizado. Basta olhar para o responsável pelos artigos para se perceber até onde vai o poder das corporações, e principalmente o descarado apoio á destruição da auto- sustentabilidade de Portugal em nome do” bem estar” da população, da economia europeia e progresso dos países sub desenvolvidos. Com o que se passa a nível politico, com a corrupção e o “laisse faire”  muitos mais cidadãos reconhecem a necessidade de agir por si. Isto deve ser acompanhado com a proteção do ambiente, animais e de povos “distantes e de outras culturas”.

Abaixo, exemplos de vários artigos no Jornal Expresso sobre a investigação, investimento e leis do petróleo.

Se és dos que pensa que não existe petróleo, nem interesse no investimento, que o mundo precisa de petróleo e que muita vida se detêm e se perde, mas que faz parte.  Abre e descobre que um dia pode ser um teu familiar, uma tua terra, uma tua praia, no teu prato, na tua saúde ou dos teus que o petróleo, o progresso, o trabalho vai  ocupar. E que para eles, tu és como uma pedra, descartável, dispensável e sem direitos em relação aos seus empreendimentos.

Oil Lobbing, Portugal!

Utilização controlada (Wise Use)?

A utilidade dos meios naturais veio trazer o mercado, o trabalho e a dependência. Nos dias de hoje ambientalistas, defensores dos animais, permacultures, naturistas, cientistas, agricultores, etc são ameaçados, perseguidos não só pelo governo, mas também por grupos “independentes” financiados por igrejas, corporações, apoiados por policias, congressistas, etc.

Todo o sistema económico mundial se baseia nesta premissa, que é: “Nós humanos temos o direito de usar a terra, o ar, a água e os animais para nosso proveito pessoal e para assegurar a segurança financeira e política nacional. Se existe é para nosso proveito. Esta frase é a descrição do Wise Use.

As corporações de extração de minérios, petróleo e gás e madeireiras são os alicerces deste movimento. Para eles não há problema com o ambiente, camada de ozono ou com as águas se forem controlados por pessoas sérias, bons cidadãos com valores antigos. Mistura, política, religião, fascismo, agricultura, criação de gado, violência, etc… Contra ambientalistas de todo o tipo….

Não és americano, és contra o abate de árvores, criação de animais para lucro, queres a água para os peixes, o ar para os pássaros, os químicos eliminados da ciência, queres acabar com o rural, não respeitas a constituição. Cuidado nós queremos-te matar….para defender a América.”  Wise Use (good americans).

WISE-USE ( Utilização controlada)

O termo foi cunhado em 1910 pelo lider da U.S. Forest Service e progressista político Gifford Pinchot para descrever o seu conceito de colheita sustentável de fontes naturais.

O movimento “Wise Use” é uma linha da frente das industrias e uma organização anti-ambientalistas fundada por Ron Arnold nos anos 80, primeiramente para lidar com assuntos relacionados com madeireiros e mineiros na zona oeste dos EUA. Promovem a expansão dos direitos de propriedade privada e redução da regulamentação governamental nas propriedades publicas. Descrevem o uso do meio ambiente como “comandante da nave terra, ar e água” para o beneficio do ser- humano. O movimento é apoiado por corporações de extração de matéria prima, firmas de construção, populistas e conservadores políticos. As políticas são orientadas por free-market enviromentalists, relações publicas de empresas e grupos religioso fundamentalistas.

Os mais importantes serão: Alliance for America; American Land Riths Association, Cato Institute, o Center for the Defense of Free Enterprise, People of the West, The Blue Ribbon Coalition e o Heartland institute.

Inspirou um numero de grupos incluindo o grupo “Share” na província British Columbia (B.C.)no Canadá. Estes grupos são financiados por grandes corporações. (por exemplo, a B.C. Forest Alliance era financiada no seu inicio por um executivo da Burson- Marsteller. As suas campanhas são conhecidas como “Astroturf”.

“ Grande parte dos grupos são fundados por empresas de minagem, madeireiras e companhias de químicos. Dizem que, o buraco na camada de ozono não existe, que os químicos cancerígenos nas águas e no ar não são nocivos para ninguém e que as árvores não crescerão bem se não houver Clear Cut’s, com subsídios do governo.

Os prepotentes sofreram com a derrota de Bush e a exposição nos média das conexões dos seus fundadores com o Rev. Sun Myung’s Unification Church ( marcada por acusações de culto e teorias neo-fascistas), mas o movimento recuperou rápido.

Para os Wise user’s, os ambientalistas são pagões, eco-nazys, e comunistas que tem de ser guerreados e ameaçados.”

The Militia Movement and Klamath Falls

Depois do atentado terrorista à bomba de Timothy McVeigh’s em 1995 em Oklahoma City, a Militia parecia entrar em declínio. Mas em Klamath Falls, no entanto, conseguiu organizar-se agressivamente, engolindo protestantes locais ao marcar ativistas dos estados vizinhos, e usando o problema das águas para doutrinar e recortar agricultores locais para a sua causa.

A Montana Human Rights Network (MHRN), que monitoriza as atividades da extrema direita radical, obteve cópias de e-mais trocados entre membros da Militia, algumas das quais defendiam o uso de armas de fogo. Petty Wentz, observadora federal escreve que os Wise Use membres, auto intitulam-se “Good Americans”, “Patriots” e “Revolutionaries”.

Um protestante local, Gavin Rajnus, um agricultor que alinhou em desobediência civil para proteger as suas águas, foi doutrinado por um comerciante local… Pelos Bons americanos ele aprendeu sobre os altos salários e despesas astronómicas nas campanhas ecológicas levada a cabo pelos ambientalistas. Aprendeu que “ as crianças estão a levar uma lavagem cerebral nas escolas pelas celebrações do Earth Day, enquanto o mesmo grupo faz campanha política contra o presidente Bush”.

Rajnus ficou convencido que os ambientalistas lideravam uma campanha para levar o país ao socialismo ou pior… comunismo. Também acreditava que o Wildlands Project, queria por humanos enjaulados em cidades e deixar o resto do oeste para habitat natural.

O Sierra Times, web site com ligações á Militia é editado por J.J. Johnson, fundador do Ohio Unorganized Militia.

De acordo com Johnson, os agricultores ligados à Militia estão realmente em guerra a favor da raça humana. “As forças contra nós dizem estar a tentar salvar o peixe, nós tentamos salvar humanos. Na nossa cabeça, a espécie mais ameaçada é o homem em si. Podemos ser o maior grupo de resgate e salvamento, ainda mais importante que o histórico Berlin Airlift” Diz Johnson

Convoy of Tears

Em Agosto de 2001, uma campanha saiu de Montana e de outros estados para apoiar os fazendeiros de Klamath, chamaram-se de “Convoy of Tears” ( um nome que ecoa , ironicamente, o Trail of Tears” do inicio de 1800, no qual os nativos americanos foram forçados a abandonar os seus terrenos pelo governo dos EUA, com a morte de centenas durante a marcha forçada para os campos de deslocados).

O Talk Show de Jonh Stokes da KGEZ, um apoiante da Militia foi convidado, e não apareceu mas enviou uma swastica de 10 pés pintada de verde com slogan “este movimento verde é baseado no nazismo”. Parece que nunca foi usada.

Jack Redfield, membro do departamento da policia de Klamath Falls, também é dono de um rancho, entregou bifes que tinha conseguido, num barbecue para celebrar uma pequena vitória dos agricultores devido ás aguas. De uniforme, pôs um chapéu de cowboy branco e disparou num discussão sobre “os chamados ambientalistas e as nossas agências federais” que acusou de “terrorismo doméstico diretamente contra a economia americana… Quando se expande a crise aos outros 50 estados nos EUA com este caminho, estamos a olhar para a destruição para a vida de milhões de pessoas e dos negócios… penso que o potencial de violência extrema, até à extensão de guerra civil, é possível se ações não forem tomadas num futuro próximo para remediar esta tragédia

Redfield apontou os ambientalistas ativistas locais Andy Kerr a Wendell Wood. “não é preciso muito para Andy Kerr e Wendell Wood lançarem uma resposta extremamente violenta” disse, “estou a falar de revoltas, homicidios, destruição de propriedade como barragens que guardam a preciosa água para a comunidade de agricultores”

“ O movimento Wise Use é uma coligação de mais ou menos 100 grupos, nacionais, locais e estatais. A sua existência por esse nome data de 1988 na “Multiple-Use Strategy Conference onde participaram 200 organizações, maioritariamente ocidentais, incluindo corporações industriais de matéria prima natural, associações de comércio, firmas de advogados especializadas em regulamentação ambiental, e grupos recreativos. A conferencia produziu uma agenda legislativa para “destruir os movimentos ambientalistas” e promover o “wise-use” do mundo natural “

James, McCarthy.

Portucel

Assim será o aspecto de 90% do mundo se as corporações não forem paradas. Com Portugal na crise, as grandes empresas investem ainda mais, despedem aqui, contratam lá. Destruem em todo o lado em nome da segurança energética e equilibrio financeiro, entretanto as populações ficam sem espaços realmente verdes, cada vez com menos chão aravel, as águas cada vez mais ao serviço dos investidores, cada vez mais cara para nós. As doenças duplicam, crescem e renovam-se, mas a sua destruição é aceitavel devido à competividade empresarial. O Wise-Use prova ser cada vez mais a olhos vistos ser uma mentira, mas sempre defendida pelo mundo dos negocios.

A Portucel e a Secil são duas “grandes” corporações com vários problemas com os trabalhadores e banca, mas isso não os impede de terem negocios noutros paises, com investimentos recentes. Ambas recebem prémios de sustentabilidade.

Apertam com os trabalhadores, retiram-lhes direitos conseguidos com luta, como se fossem caspa, são reconhecidas pela Europa como elementos importantes na recuperação da economia.

A Portucel abriu com orgulho a sua nova fábrica que vai funcionar maioritáriamente com gás natural e com sua bio massa de eucalipto.

A pergunta é: O que vão deixar para o futuro? Que quantidade vão deixar? A quem vão deixar?

Portucel/Soporcel marca com grande relevo no mercado internacional de pasta e papel é o maior produção de pasta branca de eucalipto. A sua marca Navigator lidera as vendas a escala mundial no segmento premium de papeis de escritório. È líder de mercado no fornecimento de pasta branca de eucalipto, que representa 50% das sua vendas. O grupo é responsável pela gestão de 130 mil hectares de “floresta”. Exporta mais de 90% das suas vendas totais. È também o maior produtor nacional de energias renováveis a partir de biomassa.

O grupo detém 94% de participação no Instituto da Investigação da Floresta e Papel (Raiz), onde se trabalha no melhoramento genético do eucalipto, e na melhoria das práticas de gestão florestal.

O complexo industrial, localizado na Mitrena. A fábrica de pasta de eucalipto fornece 40% da produção. È uma das fábricas importantes da Europa do Sul, tanto em dimensão como em tecnologia. Entre as suas vantagens destaca-se o excelente desempenho energético e tecnológico. Tendo como matéria prima o eucalipto, esta fábrica recorre ao processo “kraft” na produção de pasta de papel.

Referir que o grupo Portucel/Soprocel integra o pólo de competitividade e tecnologia industriais de base florestal, reconhecido formalmente como Estratégia de Eficiência Energética Coletiva de julho de 2009.

O mesmo grupo empresarial que controla a Portucel/soporcel, é também detentor do controle da segunda cimenteira nacional- A Secil.

A Secil fundada em 1930. Assegura mais de 35% das necessidades de cimento em Portugal. A Secil tem fábricas em Setúbal (Secil-Outão), Maceira- Liz (Leiria) e Cibra-Pataias (Alcobaça). A nível internacional está na Tunísia, onde detêm a Ciment de Gabès. Está também presente em Angola, com partecipação de 51% na TecnoSecil, no Lobito. Adquiriu igualmente uma importante partecipaçãp na Ciment de Sibline, no Líbano

As principais acionistas da Secil são a Semana (SGPS), SA e a CRH plc. A Semapa tem como acionista principal a família Queiroz Pereira . Com sede na Irlanda, a CRH plc é um grupo internacional presente em 23 países.

As linhas de fabrico da Secil em Outão que tem uma produção anual de 2 milhões de toneladas de cimentos, o processo é feito por via seca, o que, aliado à possibilidade das suas linhas de fabrico poderem queimar carvão, fuelóleo, gás e “pet-coke”, lhe dá grande flexibilidade, e bons índices de consumo de energia por tonelada de cimento produzido.

Estas informações foram recolhidas neste documento sobre corporações e fundações em Portugal. Um relatório completo sobre as principais riquezas de Portugal, os verdadeiros donos das emprezas “portuguesas”, seus negócios no estranjeiro e muitas supresas…

CORP. SA:   13 – Cartas_Regionais_vol_4