A matéria interessa principalmente ao significado de dor e prazer

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“A matéria interessa principalmente ao significado de dor e prazer”

Dois seios de terra, eroticamente expostos, diferentes, mas iguais aos olhos de homens, pequenas partes de um ser, que os atrai pelos tesouros, atrás e abaixo de si, que as acompanham numa mentalidade exploratória humana.

                                                E  a terra mesmo na sua dor, ao ser perfurada, fracturada e explorada com uma penetração violenta, depois de afastados os membros que a protegem, é violada.

                        As suas lagrimas são ácidas, mas ninguém se derrete em indignação, o seu suor devido à força violenta do homem liberta cheiros e doenças tóxicas, que se esconde em charcos ecocidas, mas são diluidos na cultura do “laisse faire”. Se é bom, “para o bem ou para o mal” o prazer da “união de facto” legaliza a exploração, domesticação e a violação autoritária.

A dor é aceite para libertar necessidades de prazer.

                                                                                  Sado-Masoquistas que brindam, riem, fazem festas quando espalham o medo dos seres que vivem acima dos seios, a parte ainda por explorar, empurrada para não ver a face do opressor, batida para não se ouvir. Com olhos de medo, revolta, humilhação, sem prazer, silencada, revoltada ou humilhada sente com todos os seus sentidos.  O prazer dos violadores é retirado da quantidade de dor ( matéria) que criam.

      Quanto sangue negro e gases empurrados para fora da terra, fazendo-a tremer, mostrando a sua dor e indignação pelo acto do homem.

Os rios negros que correm agora pelos membros e corpo da terra, são sangue de dor e prazer, dois valores que não deviam ser gémeos. O prazer humano faz da matéria, da forma interessante, principalmente sexual, o significado de dor e prazer.  O direito á utilidade do mais forte e evoluido em conhecimento sobre o mais “fraco” é aceite e cortejado.

Como à mulher, aos escravos ou aos animais, há homens que querem ser superiores a outros homens e  á terra. Escolhem o que é  bonito, o que é válido, necessário, explorado, domesticado, o que vive o que morre, o que manda, o que obedece e de que usufruem, do que de melhor dizem ela ter, matéria, corpo, prazer. Passam para ela um pouco da exploração de que sofrem, esperando libertar-se dos seus opressores reais ou imaginários.

Fodem, agridem, retalham, queimam, ameaçam, privatizam, escondem. Aos olhos de todos se sabe das violações, mas todos vão ficando silenciosos esperando que não aconteça perto de si, esquecendo que toda e qualquer violação é uma violação feita a todos.

Nenhuma greta, rata, busseta, vulva, cona, buraco, pedaço de mulher, animal ou terra é pùblica/o,   o seu significado não é prazer, utilidade, é uma escolha natural individual.

A beleza do corpo terrestre interessa principalmente pela exploração que representa, sendo o homem o escolhido, a terra torna-se servente da superoridade que a torna util.

Um corpo que vai até à estrela mais logincúa é resumido a bocados atraentes, virgens da acção do homem, é desejado pelo prazer, sem olhar à dor.

                                                                                  Onde a poderosa ejaculação de esperma negro, com bafos de gazes tóxicos e liquidos de contaminados, transforma uma vida em “riqueza natural”, com traços formosos e de uma inocência que qualquer mentalidade de poder, dominio e exploração se encarrega de distroçar, encarregar e dominar.

            Era uma vez duas lindas montanhas, com cor, vida, alegria, por baixo de si uma vida própria com as suas próprias necessidades, desejos e beleza. Estavam nuas ao vento e ao toque dos outros seres, nelas corriam rios desejosos de desaguar num lago de amor, por baixo do lago e das montanhas milénios de desejos, de dor, de prazer, de vida, de matéria ôrganica viva

         Homens que para ter prazer provacam dor retirada da matéria, sem significado natural, onde a sua vida é mecanicamente reduzida à insignificancia de um interesse unilateral.

                                                                                  Se queremos um mundo melhor, ser melhores seres, temos de parar de violar, penetrar, fracturar, limitar  as outras existências.                   Deixar de ver o mundo a preto e branco, util ou inutil. Quem decide?

Quem decide que aqueles dois montes e o que está em volta é um objeto de prazer. Um objecto a prefurar, sem olhar a afeitos, a consequências, com um sentimento de egoismo, onde o individuo ou individuos são materializados para a sua necessidade.

Que necessidade existe de pôr a terra a jurrar sangue negro, a chorar acido e a suar toxinas, a libertar gazes nocivos.  Ela queixa-se e defende-se, mas todos figem não reconhecer, Criam-se valores de dor, limites de prazer.

                                                           Rasgando-lhe as vestes de verde, as jóias que saltitam e dão luz ao seu corpo, afastado-se os seus membros com violência,  rasga-se para sempre a sua beleza.

Homens indecentes com olhos de predadores procuram prazer na dor da necessidade de matéria.  A vitima enfraquecida, resiste, procura ajuda, dá sinais evidentes de mau estar, de algo ter mudado. À volta sente-se mas… nada se faz

E então lindos montes e corpos terrestres são violentamente despossados da sua beleza. Homens que obrigam a natureza a necessitar de si, enquanto a verdade é de que o homem é que  precisa da natureza. A natureza não precisa de comportamentos perversos, de ser explorada ou utilitária para ser viva.

                                                                                                                                                         As duas montanhas, fracturadas abaixo, com um rio negro que a estereliza, e um gás nauseabundo. Violadas perderam a cor, a vida, a evolução, a liberdade a equidade… E homem sorri pelos restos.

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