Arquivo da categoria: POLITICAS & GÁS e PETRÓLEO

Eco-Demo(cracia)

Rockfeller

Eco- Demo(cracia)!

O Verde do séc XXI continua a ser o do dinheiro!?

A tribo Yaqui que habita em Loma de Bacum, uma cidade mexicana perto da fronteira com o Arizona (USA) cortou uma secção de cerca de 15 metros do gasoduto transfronteiriço que se encontra nas suas terras como forma de protesto pela imposição da infraestrutura pertencente à Sempra Energy (Califórnia) sem consentimento dos locais. Este gasoduto transfronteiriço foi possível com o apoio e pressão de Hillary Clinton sob o México para privatizar as fontes de gás e petróleo enquanto elemento da administração Obama.

Em 2015 a população Yaqui disse não à construção do oleoduto quando informada pelas autoridades locais, mas este foi em frente na mesma. A Ienova, unidade da Sempra que opera o oleoduto espera decisão judicial para poder restaurar o oleoduto ou escolher outra rota.

Durante a Luta contra o Keystone XL foram em frente dezenas de gasodutos, e planos para mais foram apresentados dentro dos EUA e que atravessam fronteiras. Um dos casos onde a fronteira não foi reconhecida foi o conhecido oleoduto que levou ao movimento popular Standing Rock...

A administração Obama foi considerada pioneira no apoio à economia verde. A sua maior participação (com dinheiros públicos) vai ser a entrega de 100 biliões de dólares até 2020 para as adaptações climáticas nos países em desenvolvimento, como acordado no acordo climático de Paris. Foi mais um passo num plano desenvolvido pela família Rockfeller na sua luta pelo controlo da energia do sec XXI e mais uma vez senhores das soluções e boa vontade…  Teatros Greco-Romanos são encenados com personagens reais, (Nós), numa luta que parece estar ganha mas que se perde sempre… Como?

Neste trabalho vamos ficar pelos políticos e capitalistas, noutro entraremos na ciência por detrás da ideia das alterações climáticas, CO2 e políticas ambientais que oferece legitimidade para toda esta tomada de posse da solução energética auto sustentável e local…

Depois de Al Gore a política norte americana nunca mais foi a mesma e o dinheiro que gera está sempre em crescente…E Hoje?

Começamos por Hillary Clinton que como Secretária de Estado de Obama e em conjunto com um grupo de lobistas da indústria petrolífera, aproveitou o sonho do eco capitalismo para financiar a solução energética mundial e as lutas tornadas mainstream como a desobediência cível encenada e dirigida pela 350 org contra o oleoduto Keystone Xl, por parte de figuras públicas e dirigentes de ONG’s, diziam que parar o KXL era mandar uma mns à indústria Tar Sands pois era uma infraestrutura essencial para as novas explorações de não convencionais,  uma arma sua.

Os indígenas Yaqui acusam Hillary de ser responsável pela permissão de construção à Sempra. Na lista de financiadores da campanha para as presidenciais contra Trump estavam registados 40 lobbistas que trabalharam contra o regulamento das alterações climáticas, defendiam a perfuração offshore e procuravam aprovação para a exportação de gás natural. Ankit Desai, vice-presidente para as relações governamentais na Cheniere Energy doou $82,000 para o campo eleitoral de Clinton. David Leiter em 2014 foi responsável pela aprovação da infraestrutura de exportação de GNL em Hackberry, Louisiana também doou $36,550 para a campanha de Clinton e trabalha para a ExxonMobil.

Durante a administração Obama a luta contra o Keystone XL (KXL) apoderou-se de palavras como Roots Movement (Movimento Popular), desobediência civil e resistência por parte de ONG’s multinacionais com ordenados de milhares de euros que são hoje os principais representantes da solução verde para o sec XXI. Na verdade além da indústria verde também a indústria férrea esperava o fim do apoio do governo ao KXL. Warren Buffet, o 3º homem mais rico do mundo, investiu na BNSF para transportar o petróleo que viria pelo oleoduto e mais ainda. Em 2010 Obama agraciou Buffet com a Medalha da Liberdade, no ano seguinte Obama apresentou a “Regra Buffet” . A Forbes em 2018 apela-o de “ Oracle of Obama”. Uma das ONG’s que mais tem ganho com tuda esta politica verde é a 350 org com raízes na Fundação Rockefeller, como também WWF, e  Sierra Club, ambos recebem doações da fundação Rockefelleretc… Em 2013 o senador Lautenberg e Rockefeller passaram a lei de investimento no transporte,a Rockefeller que na altura dirigia o Senate Commerce Committee disse que: Todas as opiniões “precisam de estar na mesa” para renovar e expandir o sistema ferroviário, portos, auto-estradas.

 

A família Rockefeller é a criadora da solução alternativa energética sem alterações na organização social. Em 2013 a sua fundação concluiu uma iniciativa focada na acessibilidade aos trabalhos verdes nos EUA, SEGUE (Sustainable Employment in a Green US Economy) para resolver a alta taxa de desemprego e alterações climáticas criando a oportunidade imperativa em investir nos trabalhos verdes pelo mundo, com avanços no conhecimento, leis e instituições necessárias para catalisar o crescimento da economia verde. Não é de estranhar que na lista de apoios económicos da fundação estejam sindicatos, ong’s verdes e que na lista de colaboradores da Global Climate March estejam sindicatos. Através do Rockefellers Brothers Fund e de um programa de energia solar e eólica em África liderado pela irlandesa Mainstream Renewable Power foram investidos 1.775M em energia renovável, considerado o maior passo para a energia verde.

No África Energy Forum em 2016 foi defendido um Plano Marshall para África assente em $70 triliões para ajudar as economias em desenvolvimento. No mesmo discurso os EUA são apresentados como os salvadores da Europa através do plano Marshall (European Recovery Program) depois da segunda guerra mundial. Aqui podes consultar a lista dos apoios aos Verdes por parte dos Rockefeller. Na Universidade Rockefeller são aprovados vários estudos sobre Deep Sea Mining para metais para a construção de paneis solares e eólicas, baterias para energia verde, combustível, matéria-prima para novas tecnologias, etc… Gulbenkian era fã da antropologia de Rockefeller e seguiu os seus passos até aos dias de hoje e para o séc. XXI. Hoje a sua Fundação faz o mesmo trabalho verde em Portugal, imitando a Fundação Americana.

JP Morgan é outro nome intrinsecamente ligado ao futuro verde e ao passado negro das energias. Depois de Tesla ter ganho a eletrificação AC na World’s Columbian Exposition em Chicago no ano de 1893, o sistema foi rapidamente adotado como produção para empresas de energia elétrica primeiro nos Estados Unidos e depois em todo o mundo. John D. Rockefeller reagiu à crescente popularidade da iluminação elétrica para todos, que antecipou a tecnologia à base de óleo de lâmpadas de querosene, assim  ajudou empresas como a Ford a iniciar em serie o motor de combustão interna (Gás/Diesel) como o principal meio de transporte terrestre… para todos, porque sabia que Tesla estava a ponto a traçar um caminho para a fabricação de carros elétricos baratos. Ford tinha a ideia dos carros baratos a biodiesel e com fibra de cânhamo, Rockefeller levou a melhor. Do outro lado ( forma de expressão) JP Morgan com o apoio da família Rothschild respondeu ao tornar-se o único patrocinador do empreendimento Tesla. Iniciou-se uma batalha empresarial pelo controlo do fornecimento elétrico, com Rockefeller e os seus protegidos a levarem a melhor com a corrente AC e os carros Ford com petróleo ou Thomas Edison com a sua lâmpada. Mais tarde JP Morgan encabeçou um grupo de banqueiros preocupados com as ideias revolucionárias de Tesla que poderiam tornar impossível controlar a venda e distribuição de energia a preços lucrativos. Em apresentações públicas Tesla introduziu muitas novas tecnologias, inclusive aquela que lhe permitiu exibir sistemas de iluminação elétrica sem fio e geração de energia dos rios sem barragens e a teoria da energia criada pela rotação da terra. Todo isto foi travado por interesses econômicos que juntou “inimigos” para um objetivo comum: Impingir e cobrar por serviços que podiam ser de acesso livre, para manter o controlo das necessidades sociais.

JP Morgan lidera hoje um grupo de banqueiros que têm como objectivo criar uma plataforma Pan Europeia que permita a rápida expansão dos produtos Tesla na Europa. No site do JP Morgan os carros Tesla são considerados uma história de sucesso criada para uma rápida expansão do negócio centralizada na facilidade de taxas e regulamento financeiro na região Europeia.

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Retirado do site.

A operar protegido por um grupo de banqueiros permitiu á Tesla aumentar mais facilmente outras partes do JP Morgan ao apoiar e facilitar o crescimento do negócio.

Elon Musk recebeu, em 2015, um empréstimo de 750 milhões para a Tesla Motors (Que esteve para ser comprada pela Google) do Banco da América, JP Morgan Chase e Deustsche Bank. Em 1999 Musk decidiu comprar o carro mais rápido e mais caro da altura e de sempre, o Mclaren F1 GTR,  e em 2014 congratulava-se com a habilidade do modelo Tesla Model P85D em se comparar à aceleração de 60 milhas horas em 3.2 segundos do Mclaren. Em 2016 o Model S P100D chegou às 60 milhas em 2.28 segundos. Muita gasolina foi gasta…

Onde Musk gasta muito produto petrolífero é na sua empresa Space X, fundada em 2002, que tem como missão tornar os humanos colonizadores e criadores de uma civilização sustentável em Marte. Dentro do programa está o desenvolvimento de meios de transportes em terra de alta velocidade como o Hyperloop. Musk também têm contractos de transporte com a NASA e também criou a OpenAI, uma empresa de investigação para uma inteligência artificial segura por acreditar que o ser humano está muito lento para poder usufruir de toda a informação que a tecnologia nos proporciona. O dinheiro inicial para estes investimentos veio da venda do Paypal, onde foi co-fundador e a Zip2 plataforma que tornou possível que jornais como o New York Times e Hearst pudessem ser lançados on line.

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Trump é um dos aliados de Musk, além do apoio ao contracto com a NASA, Trump também é um dos potenciadores do Hyperloop. Segundo declarações de Shervin Pishevar, co-fundador do Hyperloop, Trump é um Construtor que dá esperança ao projecto. Nessa mesma entrevista Pishevar anunciou a recolha de 85 milhões em fundos. Em 2018 o Hyperloop foi integrado no Plano de Infraestruturas da administração Trump.

O futuro está em foguetões!? Qual a pegada ecológica do programa espacial?

O valor médio será cerca de 30 toneladas de CO2 por lançamento (em 2015 a pegada de um cidadão europeu era de cerca 7 toneladas). Mas em cada lançamento pode-se juntar as 23 toneladas de Perclorato de amônio e pó de alumínio e as 13 toneladas de ácido clorídrico. Imagine-se mais, maiores e mais potentes foguetões.

A fábrica Tesla foi convidada a vir para Portugal, e os verdes jubilaram-se com a possibilidade de o país entrar nesta solução espacial. Um dos critérios a favor era o lítio encontrado em Portugal Continental e no fundo do Atlântico e outros recursos minerais para a construção dos automóveis.

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(representante da Tesla em Portugal)

A sociedade humana encontrou um dominador comum ( Alterações climáticas) para uma luta global econômica e política (Globalização), e mais uma vez o plano é solucionar os seus problemas, deixando de fora as restantes classes e espécies, desperdiçando mais uma vez uma oportunidade de realmente trabalhar para um mundo sustentável, não egocêntrico, seguindo uma doutrina apresentada pelos produtores de poluição. Um dos problemas das mudanças radicais no sistema de organização humana é o assalto dos culpados às ideias sustentáveis e equalitárias dos afectados, isto foi verdade no movimento abolicionista da escravatura, nos direitos da mulher, na política (republica, democracia), das classes sociais mais baixas (Representantes). Ao apontar o dedo acusador ao cidadão, os criadores dos produtos poluentes apoiam hoje soluções que mantiveram na gaveta desde o início dos seus investimentos, para manter a sua fortuna, culpando-nos a nós consumidores dos males do mundo.   o aproveitamento das correntes dos rios e energia da terra para produção de energia de Tesla, que foi transformado em grandes empreendimentos em forma de barragens e transporte de corrente por cabos com necessidade de grande matéria prima e principalmente com manuseamento mortal, e tudo por motivos económicos (poder), ou a recente 1ª Revolução Verde em África são cicatrizes que não devem abrir de novo…

Vamos deixar os mesmos, ou a mesma mentalidade mais uma vez controlar as soluções populares, sustentáveis e necessárias?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O Direito ao Fracking na Palestina!?

O Direito ao Fracking na Palestina!?

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Fracking? Nem para a minha família! Nem para nenhuma outra!

Toda a concessão para novas formas de exploração de petróleo e gás natural numa localidade são um reforço no investimento numa outra localidade em qualquer outro local do mundo. É tão importante parar os trabalhos das petrolíferas perto de nós, como aqueles que nos parecem distantes por quilômetros, cultura, raça, cor ou numero.

Os termos Globalização do Livre Mercado, TTIP e CETA tem raízes directas em ideias e acções de economistas e comerciantes nos anos 40. Estes planos só são possíveis com a rápida troca comercial internacional que as energias fósseis permitem…

A Palestina é um exemplo quando os tipos de interesse econômico dão a volta aos problemas que perturbem a sua paz em negociar.

Em janeiro de 2015; Harold Hunt, investigador economista da Texas A&M University viajou até à Palestina para falar de fracking num encontro do Palestine Rotary Club.

“Quando pela primeira vez dei uma olhada num assunto, o pensamento geral era que o Boom do Fracking iria durar pelo menos um ano ou dois. Eu estou à 3 anos e meio a estudar o assunto” Hunt (1)

Hunt quer mostrar que o fracking está só a começar, e que poderá durar várias décadas de perfurações no Texas. Falou dos preços actuais da energia, dos depósitos de minerais, custos de produção, e avanços tecnológicos.

Hunt avançou que: “Ninguém pode prever o preço do petróleo, acontece sempre algo que não se esperava. Isto são águas desconhecidas, quantos empregados, quantas licenças? Não sabemos.”

Rotary & ONU

“ O primeiro encontro da ONU teve lugar em Londres em Janeiro de 1946, num evento realizado pelo District 13, no Caxton Hall, presidida por Tom Warren presidente do Rotary Internacional que declarou que o encontro era “ uma pedra pilar num gesto de boa vontade internacional único na história dos Rotary” (…).

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Em 1942 os Rotary convocam uma conferência em Londres com o propósito de se considerar uma organização de troca cultural e educacional depois do fim da II Guerra Mundial entre nações de todo o mundo. No mesmo ano o grupo que se reuniu nesse encontro iniciou planos para a formação da UNESCO.

O Rotary Internacional lançou um documento intitulado “Essentials for na Enduring World Order”, para a interpretação da DumBart Oaks Proposal.

Na conferencia da ONU em S. Francisco no ano 1945, a delegação da ONU convidou a Rotary Internacional como consultante. Foram proeminentes no artigo 71 que declara: “O concelho social e econômico devem realizar planos sustentáveis para consulta a organizações não governamentais preocupadas com matérias da sua competência…”

Nesse mesmo ano T.A. Warren, presidente Rotary  proclamou a “United Nations Week”, que em 1953 passou a designar-se “ World Fellowship Week in Rotary Service” que hoje inclui o United Nations Day fixado pela ONU.

Vários elementos dos Rotary estiveram e estão na Assembleia Geral das nações Unidas…

Após a adoção de uma resolução pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação do Plano de Partilha da Palestina para substituir o Mandato Britânico, em 14 de maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico. As nações árabes vizinhas invadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aos árabes palestinos. Israel, desde então, travou várias guerras com os Estados árabes circundantes (…) Wikipédia

Este é só um exemplo, no Reino Unido o Rotary Shouthport, organizou o evento: Fracking Good Night With Quadrilha, em Outubro de 2013. O Orador foi Nick Mace, Geofisico da Quadrilla Resources.  De espantar que um Clube Rotary no Brasil em 2015, se tenha juntado á 350 org Brasil, COESUS e Não Fracking Brasil para falar dos perigos do Fracking?

O Fracking é mais um passo da indústria da energia não convencional na Palestina. As concessões offshore iniciaram-se em 2009 e 2010 e podem fazer de Israel independente e exportador de gás. Esse gás é não convencional, necessitando de técnicas como o fracking ou outro tipo de extração mais corrosiva para o meio ambiente. Mas Israel vê a sua dependência de energia vinda de outros como uma fraqueza. Estimativas em 2011 indicavam a existência de 250 milhões de barris na área.

Estes campos offshore são acrescentados ao recentemente anunciado em 2010, pela Noble Energy Inc (Texas, USA) Leviathan offshore gas no mar Mediterrâneo, com uma estimativa de 5 a 9 triliões de metros cúbicos de gás natural.  Complicações acrescidas são as reservas de gás que ficam em território marítimo palestino (reconhecido).

“Israel (Nunca) irá comprar gás à Palestina.” Ariel Sharon 2001. Israel em 2003 insurgiu-se no Tribunal Supremo quando a Autoridade da Palestina assinou contractos de 25 anos com empresas de energia Europeias, por se considerar dono do gás existente na Palestina.

Um grupo de empresas Britânicas esteve para fechar negócio com o depósito de Gaza, planeando enviar o gás por gasoduto pelo Egipto, mas em 2006 algo mudou e no ano seguinte Israel apresenta uma proposta de 4 biliões pelo gás encontrado, com 1 bilião dos lucros partilhado com a Autoridade da Palestina (PA). A proposta não foi em frente porque os militares e conselheiros de segurança avisaram que com o negócio com a PA seria um risco de segurança para o País. O grupo britânico abandonou os seus escritórios em Israel e anunciou no seu website: “… que estavam a avaliar opções para comercializar o gás”.

Em 2008 Israel voltou à carga e o Ministério das Finanças e o Ministério das Infraestruturas Internas instruíram a Israel Electric Corporation para entrar em negociações com a British Gas para a compra de gás natural da concessão britânica no offshore de Gaza, segundo informação do grupo Boycott Israel UK

“É possível que a possibilidade de uma grande transição de gás natural com os palestinos tenha sido um factor para Israel não ter lançado a operação Defensive Shield II em Gaza Moshe Yaalon Tenente General Israelita

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Juntamente com os depósitos Leviathan, os campos de gás natural representam reservas que facilmente vão preencher as necessidades elétricas internas de Israel. Dado o imput massivo de energia que requer a extração de petróleo das rochas, or ambos  serem parte integral do suplemento de energia para este massivo projecto de petróleo pesado (heavy oil), com a textura e aparência do petróleo Tar Sands (areias betuminosas) de Alberta, Canadá. Para isto o Israel Energy initiatives (IEI) anunciou em 2011 um projecto para transformar rochas em petróleo, utilizando tecnologias já utilizadas em Alberta e novas tecnologias desenvolvidas nos vastos campos petrolíferos do Colorado

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IEI é uma subsidiária da Israeli Data technologies (IDT), uma corporação que já controla a economia israelita, liderada por Howard Jonas. Neste investimento de alto risco estão também nomes como Rupert Murdoch  e o ex-vice- presidente dos EUA Dick Cheney, entre outros nomes.

Aproximadamente 15% da massa terrestre que as Nações Unidas definiram como estado de Israel está sob depósitos de gás e petróleo. Israel já exportou conhecimentos de extração de não convencionais para a Alberta, Canadá. Ormat uma firma israelita de energia renovavel, tem produtos patenteados sob o nome de Opti que fez equipa com a Nexen no Canadá para lançar uma técnica para queimar o lixo da extração para fornecimento de energia para as próprias operações de extração. Em 2011 os interesses da Opti foram vendidos á China National Offshore oil Corp.

A área proposta para a extração de oil shale dentro de território israelita fica a sudoeste de Jerusalém, numa área de pastorícia conhecida como Kibbutzes e de pequenas aldeias onde os historiadores acreditam ter existido o confronto entre David e Golias.

“ É a maior licença já algumas cedida a uma empresa privada em Israel” Chagit Tishler, residente local, membro do movimento popular Save Adullam, em oposição ao projecto piloto da IEI. A licença foi garantida através da Oil Law de 1952, que priorizava a exploração de gás e petróleo sobre as Quintas, Parques de Conservação e Locais Históricos.

O vale Elah Valley, que pode ser destruído completamente foi ocupado depois da Nakba pelos pelos judeus norte africanos Mizrahi. Hoje é local de produção de comida e vinho israelita. A IEI planeia escavar quilómetros de valas através de quintas para expor as rochas, que serão aquecidas por processos mecânicos até o querosene e outras matérias orgânicas se possam extrair. Depois será necessário tratar a matéria extraída antes de passar a refinação.  Serão utilizados 5 gigawatts de eletricidade para produzir um barril de petróleo, segundo registos da comunidade Save Adullam. Aquecer a rocha, um trabalho que leva meses, pode lançar na atmosfera 15 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. O processo de extração mais sujo do planeta, mais que as tar Sands canadianas e da Venezuela.

Um dos argumentos da IEI para continuar com os trabalhos é que o petróleo encontrado é perfeito para produzir Jet-Fuel.

Grupos como Save Adullam querem a mudança da lei de 1952 Oil Law. Tem aliados no Knesset e outros na Jewish National Front (JNF)

Apesar da área do projecto piloto para o desenvolvimento de extração de shale oil estar em local bíblico e religioso, a grande parte dos locais a levar a cabo extrações são no território tradicional Bedouin Palestinians em vários locais do Negev Desert. Sendo a maioria da Oil Shale na parte norte do deserto, minerar para oil shale para a produção de energia já foi iniciada no sul do deserto perto de Eilat.

A Bacia Mishor Rotem Basin no Mar Morto, e depósitos de oil shale encontram-se sob a fronteira de Israel e do Hashemite Kingdom of Jordan (Jordania) . Em 2006 foi concluído que Israel utilizava 25% mais água que a sustentável (incluindo quase 90% da água desviada dos palestino de West Bank).

Nos colonatos sionistas e aldeias Bedouin reconhecidas no Negev, o nível de cancro já são consideravelmente altos em relação ao resto do Estado Judaico. A poluição da exploração contribuirá para o crescimento do número de casos de cancro.

Cidadãos não israelitas estão praticamente impossibilitados de exercer os mesmos direitos que o cidadão Israelita. Isto é um problema para os Bedouins primeiramente sendo mira das ordens da JNF executadas por esquadrões militarizados,  também vitimas dos projectos “The Desert Bloom”, que atacam as familias destruindo á bulldozer aldeias inteiras; e realojamento forçado em cidades planeadas pelo governo.

As comunidades Bedouin que vivem da terra que querem parar as petrolíferas e a suas tóxicas consequências irão precisar mais do que mudança de leis escritas por Israel, e muito dificilmente terão apoio da JNF ( Jewish Nacional Front).

A situação em Israel é semelhante á de Athabasca, Canadá, porque o offshore reclamado por Israel vai servir de energia para as operações Oil Shale para gás natural como nas tar sands de Athabasca. A água é um problema em Israel mas isso não o impede de planear operações que exigem quantidades gastronômicas de água, tudo em nome da independência energética. Nada que um jogo de Golf não resolva!

Pela Paz do Povo, contra Guerra de alguns!

Petróleo, Banco Mundial e Petrogal (Galp) nos anos 80! E Hoje?

A “Crise” abre as portas ao investimento, fechando oportunidades de mudar para melhor. Para o séc XXI Portugal quer ser produtor de Petróleo. Porquê? talvez este documento te ajude a perceber.

Nunca nenhum País conseguiu pagar a sua divida ao FMI, estando para sempre dependente de empréstimos. O FMI empresta dinheiro a Ditaduras, que não tinham dividas, mas tinham recursos, como o caso da Bolívia, África do Sul ou Somália, que depois da intervenção do FMI ficaram com dividas de milhares de milhões de dólares, que serão para sempre. Liberdade de resolver por si mesmo, é proibido como se viu no caso da Grécia…

O que nos espera? o Mesmo que a Argentina, ou Venezuela, tudo para eles, problemas para nós?

Portugal desde 1963 aceita empréstimos do Banco Internacional. Quando vai parar?

Fica a saber o que os Portugueses não podiam saber na altura. E Hoje que te deixam saber? Nada! O acordo Transatlântico (TTIP) é disso exemplo. Passaram mais de 30 anos e fazem o mesmo. Existe mais informação, mais liberdade, mais órgãos institucionais e ONG’s de acção/combate/vigilância. Então o que falta?

Relatório e recomendação do presidente do Banco Internacional para a reconstrução e desenvolvimento aos directores executivos sobre uma proposta de empréstimo à Petróleos de Portugal, E.P. com a garantia da República de Portugal para um projecto de exploração petrolífera. Junho de 1981

Original: Banco Mundial e Petrogal, 1981. (REPORT AND RECOMMENDATION OF THE PRESIDENT OF THE INTERNATIONAL BANK FOR RECONSTRUCTION AND DEVELOPMENT TO THE EXECUTIVE DIRECTORS ON A PROPOSED LOAN TO PETROLEOS DE PORTUGAL, E.P. WITH THE GUARANTEE OF THE REPUBLIC OF PORTUGAL FOR A PETROLEUM EXPLORATION PROJECT) 1981

 

O projecto apresentado foi para melhorar a estratégia de exploração e as suas capacidades para a exploração petrolífero e assistir o país na avaliação de depósitos de petróleo. O projecto incluiu, dois estudos sísmicos com 850 km e alguma 3-D Seismic e 3 poços de exploração a uma profundidade de 2500 a 3000 metros e também um plano estudado para a PETROGAL

Inserimos primeiro a parte especialmente dedicada ao petróleo para iniciar a apresentação do estudo do Banco Mundial sobre Portugal:

Sector do Petróleo

A importação de petróleo em 1973 era de 100 milhões, que subiu para 2 biliões em 1980. A estratégica energética para os anos 80 deve incluir uma intensa exploração de petróleo. A indústria, transporte e geração de energia são os maiores consumidores de energia, contando para cerca de 75% a 80% da energia utilizada.

Consumo de Petróleo

Portugal importou 7,62 milhões de toneladas de crude e 1.34 milhões de toneladas de petróleo. Portugal não tem reservas de petróleo comercialmente viáveis. No entanto, duas áreas são de considerar para petróleo e gás: a Bacia Lusitânica, que será o foco do projecto proposto, e a Bacia do Algarve. 60 dos 110 poços de exploração até á dta (1980) descobriram petróleo. 45 destes apresentaram heavy/viscous oil. As amostras não se encontram distribuídas aleatoriamente nas secções geológicas, todas são encontradas no Middle Jurassic ou no Upper Jurassic, diminuindo o local dos estudos. O desenvolvimento dos depósitos de heavy oil podem  ser económicos à luz do preço do petróleo, e avanços técnicos no processo de recuperação por estimulação. Na bacia do Algarve apesar dos 3 poços no offshore terem dado seco, recentes descobertas de gás na Fronteira espanhola mudaram o modo como se via a bacia por parte das petrolíferas.

Desde 1939 foram perfurados 90 poços on shore, não existiram poços de exploração no onshore nos últimos 17 anos, até recentemente. As explorações offshore iniciaram-se em 1973 e incluiu 21, 000 milhas de estudos sísmicos e 23 poços, o ultimo foi completado em 1979. Para reconhecer a necessidade de esforços de exploração o governo melhorou os incentivos para atrair empresas petrolíferas estrangeiras. Em 1978, houve uma larga promoção dos blocos onshore. A Petrogal (Galp) foi a única empresa que respondeu no início e ganhou a licença dos blocos 48-49-50 na bacia lusitânica em 1978. Meses depois foram emitidas duas licenças adicionais, uma à Petrogal nos blocos 45-46-47 e outra a uma joint venture liderada pela Sceptre Resources Ltd, no bloco 43. Mais tarde já em 80 a Union Texas, subsidiária da Allied Chemical, no on shore da bacia lusitânica e à Esso, que recentemente assinou um acordo para explorar no deep offshore algarvio junto à fronteira espanhola.

A Petrogal encorajou o governo a procurar companheiros para a procura de petróleo para fortificar a sua própria capacidade técnica na exploração, entrando numa joint venture com a Shell na sua primeira licença. Passados 2 anos a Shell desistiu, por só ter 25% da concessão. A Petrogal por não conseguir encontrar outro parceiro requereu um empréstimo para 2 concessões ao Banco Mundial em Abril de 1980.

Os lucros gerados da venda de produtos de petróleo têm sido os maiores contribuidores do mecanismo financeiro público, e do Fundo de Abastecimento, fundo criado em 1947 para estabilizar os custos de vida ao subsidiar comodidades, maioritariamente alimentação, alguns combustíveis, e apoio à agricultura.  

Serve os mesmos objectivos básicos:

Estratégia de empréstimo do Banco e seu papel no sector de energia

O Banco Mundial emprestou dinheiro a Portugal 6 vezes

  • Empréstimo Nos. 362-PO (1963) e 452-PO (1966) para 2 barragens
  • Empréstimo Nos. 363-PO (1963); 412-PO (1965), e 453-PO (1966) para 3 centrais termoeléctricas   
  • Empréstimo No. 1301-PO (1976) para o sector de investimento de energia.
  • A empresa Publica de energia, Energias de Portugal (EDP) desenvolveu-se como uma empresa eficiente
  • Empréstimo 1875-PO (1980), para modernização o equipamento das barragens
  • Assistência a Portugal (relatório 2883-PO) para rever as prioridades de investimento do sector de energia, no apoio á diversificação de esforços, conservação de energia, e exploração petrolífera.
  • O Banco está a considerar apoios futuros que dão prioridade às barragens, depois do desenvolvimento institucional da EDP,e a finalização do sexto projecto energético

História de Exploração e Potencial de petróleo

As actividades de exploração da Petrogal sobre o projecto cobrirá 6 blocos no onshore da bacia Lusitânica, já foram perfurados 58 poços de exploração nestes blocos, 51 dos quais foram Shalow Test e 7 teste de profundidade até mais de 2000 metros. Shalow heavy oil foram descobertos em 41 poços, e foi de 91% de heavy oil e 55% de Lith Oil encontrados até agora.

É certo que foi originado petróleo na bacia Lusitânica, os blocos da Petrogal foram considerados os mais promissores na parte onshore da bacia.

Nenhum poço foi conclusivo, mas num país como Portugal, tornou-se viável, tanto economicamente como tecnicamente. Melhorar a chance de sucesso na procura de petróleo nas complexidades geológicas da bacia da Lusitânica, no entanto, requer um programa de exploração com tecnologia com recentes avanços para se poder determinar a relação entre estrutura e estratigrafia e permitir a melhor seleção dos locais a perfurar. Os depósitos de heavy oil requerem mais avaliação acompanhando os preços do petróleo e os avanços técnicos para recuperar heavy oil. 6 dos 8 depósitos conhecidos de heavy oil em Portugal estão localizados nos blocos da Petrogal. Ambos os depósitos terão cerca de 18 km 2. As reservas estimuladas são cerca de 150 milhões de barris, sendo 30 milhões recuperados através de termal stimulation.

O Pedinte:

Petróleos de Portugal, E.P. (Petrogal) foi estabelecida como empresa pública em Março de 1976, uma junção da SACOR, SONAP, PETROSUL, e CIDLA. A sua principal actividade é a refinaria. A Petrogal detém e dirige 3 refinarias (Sines, Porto e Lisboa). A exploração onshore em Portugal sob a concessão de dois acordos assinados em 1978 e 1979, e financiado em parte pelo projecto proposto, representa a primeira acção de exploração da Petrogal, apesar da SACOR ter já estado envolvida na prospeção de petróleo.

Impacto Ambiental

Muito poucos danos devem acontecer. Os estudos sísmicos utilizarão vibradores em vez de explosivos, causando pouco ou nenhum impacto nas estruturas em redor. Sérios problemas na perfuração, não deverão acontecer, se foram seguidas boas práticas. Práticas apropriadas serão seguidas para a descarga e armazenamento dos lixos tóxicos derivado dos testes, e outros lixos das operações normais de perfuração. A Petrogal assegurou que iria tomar todas as precauções de segurança, incluindo a imediata colocação de fundos requeridos para assegurar serviços especializados internacionais em caso de explosões, fogo, ou derrame.

Projecto de exploração e petróleo

O quê se espera da exploração de petróleo

  • Duas áreas em Portugal são consideradas geradoras de gás e petróleo. A Bacia lusitânica e a Bacia do Algarve
  • A Bacia Lusitânica cobre uma área onshore e offshore do Porto a Sines.
  • A Bacia do Algarve ocupa o offshore como também o onshore. Continua para este até Espanha, onde foi encontrado gás no offshore

Bacia Lusitânica

As perfuração de exploração onshore em Portugal começaram na bacia lusitânica em 1939 e continuou até 1963. A Petrogal era a única com direitos, mas de quando a quando arranjava parceiros, principalmente empresas francesas e a Mobil. Desde 1963 os poços de exploração on shore limitaram-se a shalow testes com objectivos no Heavy Oil. Só 27 dos 90 poços onshore foram mais fundo que 1,000 metros, só 10 destes foram abaixo dos 2.000, e só um penetrou para lá dos 3.000. No entanto não houve nenhum trabalho de exploração nos últimos 17 anos. Contratos no offshore para exploração foram deixados no início para empresas de fora em 1973. Entre 1974 e 1978, foram perfurados 20 poços de exploração na bacia lusitânica. Os operadores incluíram a Shell, Sun, Esso, e Texano. Foram realizados testes de profundidade dos 2.00 aos 4.000 metros.

Foram assinados 4 contractos na área onshore da bacia lusitânica, duas concessões da Petrogal e duas de empresas estrangeiras.

Poucos depois foi acordado um contracto com a Canadiana, Sceptre, Bow Valley, e Siebens. A Sceptre iniciou as perfurações, no que foi o primeiro deep test no onshore desde 1963, em Outubro de 1980. Foi completada uma negociação com a Union Texas, subsidiária da Allied Chemical, para uma área adicional no onshore, ainda em 1980. 55% dos poços de exploração perfurados na bacia Lusitânica encontraram gás ou petróleo.

Foram perfurados 90 poços no onshore da bacia lusitânica. 20 poços de exploração foram perfurados no offshore. Dos 110 poços de exploração, 60 encontraram amostras de petróleo e gás. 45 destes consistia em heavy oil na área de Torres Vedras e Monte Real. 15 poços profundos encontraram petróleo, 4 poços offshore Figueira da Foz e 11 onshore.  

A melhor amostra dos poços profundos foi no Barreiro, encontrando lith oil. Outra amostra foi em Arruda, Vila Franca de Xira também com bom Lith oil. Não se encontrou quantidade de gás significante.

Bacia do Algarve

É mais bem desenvolvida no offshore, mas chega ao onshore. Na bacia existem depósitos do Mesozoic e no Tertiary. A estortura mesozoica é parecida com a da bacia Lusitânica. A este na parte espanhola, no Tertiary foram encontradas 5 estruturas produtoras de gás. A Esso assinou recentemente um contracto para o deep offshore, encostado à fronteira espanhola, para estender a área produtiva a oeste, parta Portugal. O principal objetivo é gás no offshore a 200-880 metros de profundidade. Os 3 poços perfurados no offshore do Algarve anteriormente não encontram petróleo ou gás.

 

De Seguida passamos ao de leve pelos estudos da economia e da situação politica de Portugal, e de que forma o banco Mundial poderia assegurar o retorno do dinheiro emprestado.

A ECONOMIA

  • Foi entregue um relatório intitulado “ An Updating Report on the Portuguese Economyaos Directores executivos em 1978
  • Os bancos, companhias de seguros, companhias de energia, as grandes empresas de transporte e os grandes grupos industriais foram nacionalizados de 1974 a 1975
  • A actividade dos sindicatos foi legalizada.
  • A revolução trouxe um rápido aumento do consumo privado no período de 1977
  • A revolução gerou uma séria deterioração do lucro e posição financeira geral do sector privado

As dificuldades da economia portuguesa no período pós revolução foram:

  • O aumento dramático do preço do petróleo no final de 1973
  • O retorno de mais de 500.000 mil Portugueses das colónias a Portugal
  • A necessidade da Europa devido à recessão levou à procura de mão-de-obra imigrante Portuguesa
  • Os lucros de 348 milhões de dólares em 1973 tornaram-se um défice que em 1977 atingiu 1,500 milhões de dólares.
  • Em 1977 um consumo por capita aumentou 10% desde 1973, com a conta de comércio externo e do orçamento doméstico em défice, o nível de inflação era de 27%. O desemprego estava acima dos 300.000 mil
  • Foi implementado um programa de austeridade em 1976 e 1977 mas o seu impacto foi reduzido pela contínua expansão do crédito, principalmente no financiamento do défice do governo.

Em 1978 o governo adoptou um programa para reduzir a sua balança de pagamentos com final em Abril de 1979. As medidas tomadas foram:

  • A desvalorização do escudo em 6, 5% e uma contínua depreciação do escudo a um ritmo de 1.25% por mês.
  • 5% de aumento nos níveis de empréstimos e nos níveis de depósitos
  • Um aumento dos impostos
  • Limites em subsídios através do aumento do preço da água, electricidade, gás e transporte, e bens essenciais de consumo
  • Restrições contínuas no aumento dos ordenados

As medidas resultarão ao reduzir o défice de 1,500 milhões para 800 milhões de dólares. A continuação de medidas semelhantes em 1979 levou a melhores resultados, com um lucro de 150 milhões de dólares, com a exportação a crescer 27% e com a importação a 6%. O défice voltou a aumentar em sequência da subida do preço de petróleo durante esse ano e o aumento de 60% de imigrantes. Nos anos 80 a política voltou-se para o controlo da inflação e uma percentagem de 6% na reavaliação foi implementada.

O recordar as curtas fases de estabilização do país atrasou as políticas para resolver os problemas estruturais que Portugal enfrenta, alguns criados pelos eventos exacerbados de 1974/75: Portugal depende bastante de energia importada, a dependência da subida de importação de alimentos, um sector agrícola do passado, um sector industrial alargado que necessita de forte proteção e uma fraca estrutura de impostos. Apesar da crescente confiança na economia portuguesa e estabilidade politica, o investimento foi muito pouco nos recentes anos.

Uma estratégia de crescimento para os anos 80

O sucesso das políticas de estabilização a curto prazo em 1978 e 79 deve ser a base do aumento da economia portuguesa para a próxima década. Enquanto não forem tomadas acções que prejudiquem os recentes ganhos económicos, uma política de expansão parece agora viável.

A dependência da importação por parte de Portugal pode aumentar com a abertura à competição da Comunidade Económica Europeia (CEE), que será aumentada pelo alto preço da importação de produtos do petróleo, só este factor acrescenta cerca de 1.000 milhões de dólares à contas da importação de petróleo, aumentando o défice em 50% em relação a 1979.

No caso da agricultura, a aceitação das políticas da CEE aumentará o preço para os consumidores, mas ao mesmo tempo cria uma rede de oportunidades à agricultura. A resposta necessária é modernizar e aumentar o investimento na fruta e legumes fora de época. Modernizar a agricultura tradicional é desejável mesmo sem a CEE.  

O último grande plano em Portugal foi levado a cabo em 1976, com uma proposta para 1997-1980, no entanto, não foi implementado.  

O sector privado será provavelmente o maior contribuidor para o crescimento económico previsto para os anos 80, com uns esperados 60% do investimento para cumprir as metas para o equilíbrio da balança financeira portuguesa. O governo recentemente estabeleceu sistema de incentivo ao investimento privado e criou condições para compensar os proprietários de comércio e industria privados em 1974/75.

O crescimento na agricultura tem sido lento o que leva a um aumento da importação. O melhoramento passa por corrigir as deficiências inerentes ao anterior da revolução, reorganizar o Ministério da Agricultura e Pescas. O problema passa pela agricultura familiar, e falta de educação e treino de trabalhadores agrícolas e de fazendeiros, que têm sido reduzidos. O Crédito ao sector rural não têm sido adequado ou orientado para a produção e o mecanismo do crédito agrícola necessita de ser revisto. A aplicação de fertilizantes é fraca. O problema piorou desde 1974 devido às reformas agrárias. 

Ajuda externa e apto para crédito

Agências multilaterais e bilaterais responderam bem à necessidade de ajuda externa. Com o ouro como financiador, o Banco de Portugal têm obtido empréstimos de curto prazo para equilibrar os pagamentos ao Banco Internacional Settlements (BIS) e bancos Europeus. A meio dos anos 80 a assistência do FMI a Portugal era de cerca 180 milhões de dólares. A CEE, o Banco de Investimento Europeu, European Free Trade Association (EFTA), entre outras agências investiram  em Portugal nas concessões de emergência. A contribuição dos bancos foi suportada por 14 países, com os EUA, Alemanha e Japão na frente.

Em grande parte devido às suas reservas de ouro, o Governo e os grandes bancos como grandes empresas conseguem atrair empréstimos de médio termo. O esforço do governo em estimular o investimento estrangeiro resultou num acordo de 600 milhões de dólares pela Renault, coma promessa de mais investimentos. O Banco Mundial e a CEE/EIC terão de continuar a ter um papel vital na ajuda a Portugal.

Operações do Banco Mundial em Portugal

  • O primeiro empréstimo foi no período de 1963-66, e estava concentrado no sector de energia. 55 Milhões de dólares param 3 projectos de termoelectricidade e 2 barragens.
  • O banco respondeu às necessidades de Portugal na identificação, preparação e financiamento de projectos
  • Esta proposta de empréstimo irá financiar o 19º  projecto do banco no País. O 14º depois do retomado do empréstimo em 1976. As operações desde 76 envolviam um projecto de energia, 2 auto estradas, 3 projectos financeiros industriais, 2 projectos de educação, e créditos para fornecimento de água, agricultura, cultura, floresta, fertilizantes e projectos de indústria mecânica

Os principais objectivos do empréstimo à indústria, é a reforma estrutural, promoção de exportação, criação e emprego e promover investimentos na poupança de energia.  

A proposta de empréstimo irá ajudar Portugal a desenvolver a sua habilidade a aceder a potenciais locais para a produção e petróleo onde for encontrado. É o objetivo do banco Mundial contribuir para o esforço de Portugal e dar conselhos para reformas institucionais que são cruciais para os objetivos de longo termo de Portugal.

 

COP-1 a COP-21, Ecocídio pintado de verde!

Passados quase 40 anos, nada muda….

E Tu, queres mudar?

Greenwashing: lavagem de imagem, no sentido de modificação que visa ocultar ou dissimular algo; indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações (empresas, governos, etc.) ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações públicas. Tal prática tem como objectivo ocultar ou desviar a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados. Uma ação que empresas realizam para passar a ideia de que são eco-eficientes, e ambientalmente corretas, etc..

A primeira vez que o termo surgiu foi num artigo da New Scientist em 1989 como Greenwash, mas passado um par de anos comparando o termo a lavagem cerebral (brainwashing) começou a usar-se o termo greenwashing, que ganhou atenção da maioria das pessoas nos anos 2006/2007. O termo também estava intrinsecamente ligado á palavra e atitude do “whitewashing”, que significa controlar e disfarçar crimes, corrupções, escândalos, mudar factos para legitimar acções através de investigações viciadas ou manipulação de opiniões através de apresentação de dados manipulados. Técnica bastante utilizada por Corporações, Organizações, Governos, etc…

É assim com o Pai (Brainwashing), o Filho (whitewashing) e o Espírito Santo (Greenwashing) que quem destrói, quem não respeita, e quem explora pode continuar a fazê-lo sem problemas com um sorriso na cara, e grupos verdes a ajudar.

 

Greenwashing no dia-a-dia:

  • Esquecer de fornecer informação importante de um equipamento eletrónico energeticamente eficiente, que contenha materiais prejudiciais á saúde e ao meio ambiente. (lâmpadas economizadoras de vapor de mercúrio)
  • Combustível de origem fóssil, marcada como gasolina Eco. ( O gás natural prepara-se para ser rotulado como tal)
  • Produtos eficientes, como lâmpadas, produzidas em fábricas que poluem os rios (Todos os produtos produzidos poluem)
  • Utilização de cenários naturais enganosos para vender produtos que não vivem nesse espaço. Máquinas poluidoras em florestas preservadas. (A Galp têm concessão no Amazonas Brasil, mas diz-se ecologicamente consciente)
  • Uso da expressão “ecologicamente amigável” (eco-friendly) (o único modo de ser ecologicamente amigável é deixar de produzir, importar e exportar)
  • Produtos que se dizem 100% naturais (Todo o produto que passa numa linha de montagem, deixa de ser natural)
  • Realçar uma parte verde do produto quando o restante não o é (A civilização é um maior exemplo)
  • Uso de certificados ambientais que parecem ser emitidos por entidade competente e não o é. ( COP’s,)
  • Uso de termos científicos e de informação que a maioria não entende. (Qualquer relatório corporativo é realizado para a maioria não entender, isto se chegar a público)
  • “Demónios Maquiados”. Ex: cigarros orgânicos ou pesticidas ambientalmente amigáveis… (sedentarismo ecológico)

Como se pode reparar o Greenwashing faz parte do dia dia, está em todo o lado desde a prateleira do supermercado, ao produto 100% eco/vegan, passando pela política ambiental e responsabilidade empresarial… Até está na nossa consciência e se não tivermos cuidado, seremos “lavados” e daqui a uma década aceitamos 5ºC acima da era pré industrial… Tentamos ficar com os “mais fortes” e viver.

A COP21 em Paris foi uma representação de uma peça de teatro trágico grego, onde sempre existiu público para rir, sentir-se bem e louvar o acontecimento, olhando para quem é contra como “um bando de palhaços”. O encontro é a vigésima primeira tentativa de chegar a um acordo sobre as alterações climáticas dentro dos quadros da ONU (COP’s) desde 1995. Tudo iniciou com raízes em Estocolmo no ano de 1972 num encontro para redigir um documento com 26 princípios para educar indivíduos a preservar o meio ambiente. Nesse ano foi criada a PNUMA, com sede em Nairóbi, no Quênia.

Em 1988 foi realizada a Conferência de Toronto, pela primeira vez cientistas alertaram sobre a necessidade de redução e gazes efeito de estufa. Foi criado o IPCC (Painel intergovernamental sobre Alterações Climáticas) que vinha servir de medidor de alterações climáticas devido a intervenção humana. Em 1990 realizou-se a Conferência de Genebra onde foi criado o Comite Intergovernamental de Negociação para uma Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas, onde foi mostrado pela primeira vez sinais de aumento de temperatura do planeta. O Comité foi criado em 1992. Foi em 1992 que se realizou a Conferência do Brasil, que ficou conhecida como Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), também reconhecido como Eco-92. Nesta reunião foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, com o objectivo de estabilizar a concentração de gases efeito de estufa na atmosfera, e criado um documento : Agenda 21 e o 1º acordo chamado: Convenção da Biodiversidade.

Em 1995 cria-se a primeira Conferência das Partes (COP) onde foram produzidas as metas que levaram á criação do Protocolo de Kyoto. Ficou conhecida como conferência de Berlim. Em 1996 foi realizada a COP-2 na Conferência de Genebra, onde foi iniciado o processo de ganhar com os produtos poluentes, onde ficou acordado o apoio financeiro aos países em desenvolvimento por parte da Conferência das Partes para programas de redução de gases efeito de estufa.

Conferência de Kyoto em 1997, conhecida como COP-3 onde foram visíveis conflitos entre a União Europeia e os Estados Unidos. Foi criado o protocolo de Kyoto, onde os países ricos teriam de seguir o acordado, pois são os mais poluentes. Neste encontro surge o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e os certificados de carbono. A COP-4 realizou-se em Buenos Aires em 1998 onde se iria decidir como implementar as medidas aprovadas no tratado de Kyoto, ficou conhecido como o Plano de Acção de Buenos Aires. Em 1999, a COP-5 foi realizada em Bonn, Alemanha onde se “implementou” o Plano de Acções de Buenos Aires, dando inicio a reuniões sobre a Mudança de uso da Terra e Florestas. Durante a COP-6 em Haia em 2000 o conflito entre os EUA e a União Europeia aumentou. Em 2001 os EUA pela voz de W.Bush declarou que o país não assinaria o acordo devido aos altos investimentos.

Ainda em 2001 foram realizadas duas conferências, uma em Bonn (Alemanha) e outra em Marrakesh (Marrocos). O IPCC convoca uma reunião extraordinária a fim de divulgar os dados do terceiro relatório sobre o efeito de estufa devido a actividades humanas. No COP-7 em Marrakesh os países industrializados diminuíram os conflitos.

Conferência de Nova Délhi (Índia, 2002)

Durante a COP-8, redigiram-se as regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Pela primeira vez o foco é desenvolvimento sustentável, que no Rio -10 levou á discussão sobre fontes renováveis. Empresas e ONG’s aderiram ao protocolo e criaram projectos sobre créditos de carbono. Na COP-9 em Milão, 2003 foram criados projectos de reflorestamento e regulamentação de sumidouros de carbono para obter créditos de carbono. Em 2004 na cidade de Bueno Aires a COP-10 discutia-se sobre as novas metas do protocologo de Kyoto após 2012. A COP-11 em Montreal em 2005, o Brasil, Índia e China passaram a ser importantes emissores de gases efito de estufa. Foi realizada a primeira Conferência das partes do Protocolo de Kyoto (COP/MOP1) em que a Europa defendia a redução de 20% a 30% de gases até 2030 e de 60% a 80% até 2050.

Conferência de Nairóbi (África, 2006). COP-12 países ricos tornaram-se mais poderosos. Neste ano saiu um estudo sobre os efeitos do aquecimento global e o Tratado de Kyoto é revisto. No Brasil surge o sistema para preservação de florestas, com o nome de Redução de Emissões por desmatamento e Degradação (REdd). Em 2007 , a COP-13 foi realizada em Balí, foi elaborado o mapa do Caminho de Bali ( Bali Action Plan), para um novo compromisso em Copenhague, antes do fim do tratado de Kyoto. Em 2008 em Poznan a COP-14 esperava pela eleição de Obama, o Brasil criou o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e apresenta o Fundo Amazônia. Os países em desenvolvimento (Brasil, China, Ìndia, México,e àfrica do Sul) assumiram um compromisso não obrigatório de redução de emissão de gases.

Conferência de Copenhague (Dinamarca, 2009), COP-15 foi apresentado o “Acordo de Copenhaga”, com a oposição de alguns países. No documento os países industrializados deveriam cortar as emissões em 80% em 2050 e 20% até 2020 e contribuir com a doação de 30 biliões de dólares até 2012 para o fundo contra o aquecimento global.  No México, Cancunna COP-16 foi criado o Fundo Verde do Clima– 30 biliões de dólares em 2012 e 100 biliões de dólares após 2020. Um dos pontos discutidos foi reduzir a 2º C a temperatura média em relação aos níveis pré industriais. Em Durban a COP-17 estava na mesa o que fazer com o fim do tratado de Kyoto. Foi discutida a formação de um instrumento legal internacional até 2015, com implementação em 2020, o processo é conhecido como: Plataforma Durban para Acção Aumentada. Apelava para medidas mais severas para conter o aquecimento global. Debateu-se também o funcionamento do Fundo Verde Climático e a criação de um Centro de Tecnologia do Clima

Em 2012 pensa-se a COP-18 no Qatar – caso não exista problemas com a prorrogação do protocolo de Kyoto. Neste ano houve a Conferência no Brasil RIO+20, uma conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável após 20 anos do Rio-92, o objectivo foi garantir um compromisso entre políticos para o desenvolvimento sustentável.

Conferência no Brasil (Rio de Janeiro, 2012) Rio +20

A Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável mais conhecida como Rio +20 aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, após vinte anos de realização das conferências sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, o Rio-92. O objetivo dessa conferência foi garantir e renovar o compromisso entre os políticos para o desenvolvimento sustentável.

COP-19 foi realizada em Varsóvia, marcada pela necessidade de ajudar países que sofrem com impacto das alterações climáticas, e fortalecimento do projecto REDD+ para proteção das florestas. Principal objetivo era a substituição do Tratado de Kyoto, a ser votada na COP-21 em Paris em 2015. Foi apresentado o Quinto Relatório do IPCC (AR5) sobre o aquecimento climático e a influência humana. Yeb Sano delegado filipino realizou uma greve de fome por 13 dias, em memória das vítimas do furacão Hayan, e também como forma de protesto contra a passividade das Nações Unidas e corporações. Durante a conferência foi demitido o presidente da COP-19, que era ministro do Ambiente polonês.

A COP-20 realizou-se em Lima, Perú onde foi aprovado o “Rascunho Zero”, com o título: “Chamamento de Lima para a Acção sobre o Clima”. O texto refletia sobre 3 diferentes tópicos: corte de emissões; redução do desmatamento; inovação na indústria; investimento em energias renováveis. Ficou decidido que a culpa histórica de emissões será levada em conta

Chegamos á COP-21

A Cimeira de Paris reconheceu que é importante limitar a temperatura do planeta a 1,5º Celsius, em relação à era pré-industrial, para garantir a sobrevivência da maioria dos países vulneráveis. Também estabelece um objetivo de redução para zero emissões líquidas, na segunda metade do século. Os compromissos nacionais só vão ser revistos depois de 2020. Os sectores de aviação e transporte desapareceram do acordo. Nos últimos anos as emissões deste sector aumentaram o dobro.

A Europa precisa de repensar os seus objectivos de política climática para 2030 e principalmente reduzir as emissões drasticamente. Para o obectivo dos 1,5ºC como limite os países ricos terão de ajudar os países mais pobres a desenvolverem-se assentes em energias renováveis.

Portugal aprovou este ano os seus objectivos em termos de política ambiental, no contexto de temperatura global.

(1) Os objetivos para 2030 são:

– Meta de redução das emissões de GEE entre 30% a 40%, assegurada por trajetória de redução entre 18%-23% (ambas com base em 2005);

– Redução do consumo de energia em 30%, em relação à baseline, assente na eficiência energética;

– Fomento das energias renováveis, atingindo 40% do consumo final de energia.

Com o Acordo de Paris, Portugal irá ter de rever também a sua política climática e energética para poder cumprir os novos objetivos assumidos. Para que isto aconteça, Portugal tem de rever e aumentar a ambição de curto prazo nos seguintes setores fundamentais:

– Rever a meta de energias renováveis. É possível atingir 100% de eletricidade renovável já em 2030;

– Reabilitação urbana precisa de ser acelerada com requisitos ambiciosos de eficiência energética;

– Rever a política de mobilidade com a promoção clara dos transportes públicos nas médias e grandes cidades, em detrimento da utilização do transporte individual.

1- Informação retirada de um post da: Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza com o Titulo: MOMENTO HISTÓRICO NA #COP21 COM A APROVAÇÃO DE UM NOVO ACORDO CLIMÁTICO GLOBAL

São 21 reuniões, que se prolongam por décadas, as coisas pioram, e cada vez são apresentadas como mais verdes, controladas ecologicamente e com grupos verdes do lado das corporações. Das reuniões nada sai de concreto para resolver a poluição, mas sim passos para a indústria poder continuar a mentir a si, aos seus clientes, aos representantes democráticos e todos juntos contra quem quer ir ao fundo da verdade. Em Portugal a EDP fez das maiores manobras de Greenwashing quando do lançamento do vídeo sobre as barragens e a conservação de aves e ecossistema. Na política a maior plataforma eólica no mar implementada em Portugal, o “maior campo de paneis solares do mundo”, faz da política energética portuguesa um exemplo. A cogeração já faz parte do sistema energético de algumas das maiores empresas de Portugal: como a Portucel. Até campos de golf conseguem ser “Verdes” alguns com prémios de conservação, como o da Quinta da Marinha em Cascais. A Partex Oil and Gas utiliza a Gulbenkian para “comprar” parceiros e vozes mudas… Quantas vozes vão conseguir “lavar”?

O Greewashing é na verdade para a natureza, animais e para a população geral o mesmo efeito que tem a especulação econômica nos Bancos e sabemos bem quem está pagar!!!

Se ainda creditas nas “COP’s” espalhadas por este mundo… não estamos no mesmo barco, mas em mastros diferentes….

 

 

 

 

Eco-Racismo. A “pureza selvagem”e o activismo!

Os direitos dos povos indígenas ao redor do mundo estão sendo violados em nome da “conservação” – muito embora eles sejam melhores do que quaisquer outros povos em cuidar do seu meio ambiente. A Survival Internacional está lutando contra esses abusos com a sua campanha “Parques precisam de Povos”.

As vozes “contra” as explorações de gás e petróleo em Portugal e na Europa aumentam, e para 2016 vai haver mais grupos a falar contra. Esperamos que grupos onde estão ONG’s, com conhecimentos, aproximação com algumas das petrolíferas, com apoiantes e sócios tragam mais informação do que aquela liberada pelo Estado ou corporações e/ou conseguida por pessoas e grupos populares.

Dificilmente se poderá desmentir que o Ocidente está hoje a resistir às petrolíferas em massa porque estas puseram poços no seu quintal. Se nas décadas em que indígenas, pequenos grupos de activistas, e algumas ONG alertaram para o modo operandos das petrolíferas, da destruição ambiental, da violação dos direitos humanos, no apoio a grupos terroristas e governos corruptos, a massa branca a viver no Ocidente tivesse parado, ouvido e apoiado, as energias fósseis e outras formas de extração de “recursos naturais” não teriam lugar na sociedade moderna, e hoje teríamos uma sociedade mais sustentável ambientalmente e socialmente. Assim agora as petrolíferas preparam-se para fazer o mesmo aos “seus” conterrâneos, e nos seus países de origem o que fizeram nos países “ sub desenvolvidos” e aos povos “selvagens, incultos e não civilizados (domesticados)”.

Aqui no GNN, queremos levar a luta “ambientalista” a outros patamares normalmente não atingidos pelos grandes grupos ocidentais de defesa da natureza. A europa sempre mostrou outro caminho nas leis de defesa do consumidor e do cidadão, aprovando leis de segurança alimentar e de proteção ambiental, quando comparado com os EUA. Até há pouco tempo o petróleo Tar Sands era proibido na Europa, mas este ano o primeiro petroleiro com esse tipo de petróleo entrou em Bilbao, a fractura hidráulica também deveria ser proibida na Europa pelo simples facto de que as leis europeias de gases efeito de estufa não o permitem. Todos os problemas ambientais e problemas sociais dos países de terceiro mundo e EUA estão a caminho da Europa, e são os mesmos grupos ambientalistas que durante 20, 30 ou mais iou menos anos “lutam” na América e no mundo e que nada ou pouco conseguiram, que agora invadem a Europa com as suas ideias, acções, sendo senhores da razão. A Europa nunca teve uma ONG gigante, existem várias criadas em alguns países, mas quando se querem campanhas “reconhecidas” procura-se o nome Greenpeace, e agora 350 org, Sierra Club, etc… ou grupos “europeus” como o WWF sediado na Suíça. Mas quem são estes grupos? O que pensam os americanos, canadianos, ocidentais em geral e os povos indígenas destes grupos? Qual foi o seu papel na defesa dos espaços selvagens? Quais as consequências no presente e no futuro?

Para nós GNN o homem faz parte da natureza e a luta ambientalista não fica pelas árvores, pelos rios, pelas serras, pelo mar, estende-se até á condição intrínseca de elemento natural, parte da árvore, do rio, da espécie animal humana, sem raças, pedigrees ou hierarquia.

Uma coisa que estes grupos têm em comum é a recusa em falar de especismo, impacto da domesticação animal e gases efeito de estufa, na  “Eco-soberania Branca”, e da hierarquia (natural) onde o “homem” está de fora e acima da natureza, alimentada pelas própias… Agora invadem encontros de grupos activistas para passar a sua palavra e importar o seu modo de actuação para outros locais do mundo, estando agora na Europa em força para a luta anti fracking, que não conseguiram levar a cabo no seu continente. Em Portugal, com a entrada das petrolíferas, esses grupos apoiam e financiam acções contra as concessões, mas até onde vão…?

Estes grupos utilizam palavras como “grassroots movement” “desobediência civil, “ arriscar o corpo”, direitos constitucionais, etc…  Mas será…?

O movimento Racismo Ambiental, no Brasil define assim o RA: “Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua ‘raça’, origem ou cor”.

A WWF estando na Europa é reconhecida pela imagem do Panda. Em 2015 o grupo “Survivel Internacional” publicou um artigo onde chamava a atenção para o desinteresse das WWF pelos actos de violência cometidos por esquadrões “anti –invasores” formados com dinheiro da WWF. Estes grupos formados por guardas florestais, policias e soldados são acusados de perseguição, espancamento e tortura dos tribos “pigmeus” Baka nos Camarões. A primeira vez que a WWF foi informada de casos semelhantes foi por volta de 2002, o caso dos Baka foi informado em 2014, até este momento os ataques continuam. Depois de milhares de assinaturas, e depois do povo Baka ter pedido o fim do financiamento a estes grupos, a WWF disse que a campanha era “absurda” e “interesseira”.  Apesar de a WWF declarar que a Comissão dos Direitos Humanos dos Camarões estava a conduzir uma investigação, nada têm sido feito.

A WWF comprometeu-se a apoiar somente a criação de “áreas protegidas” ou restrições á caça e recolha extractivista de subsistência apoiadas pelos Baka. Mas as zonas protegidas foram criadas considerando os Baka “invasores”. Muitos Bakas relatam mortes depois de torturas e espancamentos.

Sobre os animais: “A WWF não apoiaria abertamente a utilização sustentável de vida selvagem para a indústria da caça como método de conservação, se não funcionasse.” WWF

EUA e grupos de conservação:

Os objectivos conservacionistas estão assentes em duas bases erradas, a primeira é que conserva o “selvagem”, que só é possível se realizado pela própria natureza (onde esses grupos não nos inserem). Depois acreditam na hierarquia, onde o ser humano é superior, e onde toda a natureza existe para nos servir. Daí os abusos, onde entendidos moldam a natureza selvagem, expulsando tudo o que não lhes serve, incluindo seres humanos que habitam as regiões á gerações.

Em 2016 o United States National Park Services completa um século, este aniversário acompanha o dogma do colonialismo e do genocídio cometido sobre os nativos americanos. E é este o modelo de conservação que os EUA começou a espalhar pelo mundo em 1916, com a invenção dos parques nacionais. Os problemas começaram em 1864 com o Yosemite Grant Act, onde era considerado que os povos que  habitavam Yosemite por 6.000 anos tinham de sair em nome da conservação. Jonh Muir, conservacionista chamava os indígenas de preguiçosos, essa ideia mantem-se até hoje. Na India um oficial disse que o povo tribal não quer sair da floresta porque têm “comida de graça” e são muitos preguiçosos para trabalhar, então tem de ser forçados.

Os europeus consideravam as terras selvagens porque não eram industrializadas como as deles, mas na verdade eram “moldadas” pelos seus habitantes através de queimas controladas, plantação de árvores e caça que assegurava o balanço de espécies.

Os nativos americanos foram quase todos expulsos dos parques “americanos”, os poucos que ficaram eram forçados a servir os turistas. Chegou ao ponto do turista querer os índios como nos filmes, e assim todos os índios se vestiam como nos filmes Hollywood. Os últimos nativos abandonaram os parques nacionais em 1969, depois de grandes fogos. Os parques deviam manter a selvajaria, mas foram construídos milhares de km de estradas, árvores abatidas para postos de observação, o balanço das espécies animais foram desequilibrados, e os predadores do homem eliminados, foram construídos hotéis de luxo, criadas áreas de alimentação de ursos, mantendo os animais dependentes da vontade humana. A conservação é o moldar do ambiente para extrair dinheiro.

O movimento conservacionista historicamente acompanha a ideia do racismo cientifico e a eugenia que se iniciam com o Yosemite Grant Act. A origem das espécies de Darwin foi publicada 5 anos depois de aprovado o YGA, e Francis Galton (primo de Darwin) estava a desenvolver a sua ideia racista de eugenia. Entusiastas eugenistas eram o escritor E.G. Wells e George Bernard Shaw ( prémio Nobel)que defendiam que aqueles geneticamente inferiores que não conseguissem “justificar a sua existência”, deviam ser humanamente gaseados.

Nomes de conservacionistas caçadores de grandes prémios como Teddy Roosevelt e Madison Grant apoiavam o racismo. O seu primeiro objecticvo era manter as manadas para o seu desporto (caça), a maneira mais fácil era expulsar os “predadores” que a matavam para comer e vestir, os predadores eram nativos americanos e colonialistas pobres.

Da manada de animais não humanos, depois de Galton, facilmente se identificaram as manadas de animais humanos da emigração europeia. Iniciaram a pirâmide hierárquica de “raças” e espalharam o medo de que o país seria destruído pelo que consideravam raças inferiores, incluindo “mediterrâneos” e Judeus, seguindo a ideia que os “arianos” da europa do norte eram os criadores da verdadeira civilização, ciência, cultura, religião e riqueza. Foram coercivamente esterilizadas pessoas, pessoas com problemas mentais, físicos e sociais e pobres.

Madison Grant é um exemplo perfeito de um conservacionista branco, fundador de vários grupos conservacionistas. O seu livro Passing of the Great Race, foi publicado no ano em que o National Parque Service foi fundado. Grant enviou uma tradução do seu livro a Hitler. Ao se investigar a fundo o movimento conservacionista americano e  o movimento de eugenia está clara a sua interligação: AleXander Graham Bell foi o fundador da National Geographic Society; dois membros chave do Sierra Club, David Starr Jordan e Luther Burbank eram membros proeminentes do movimento. George Grineel, fundador da Aububon Society era amigo pessoal de Grinnel. O primeiro director do Nacional Park Services, foi o magnata de minas Stephen Mather, apoiado por Charles Goethe, do Audubon e Kenya Wildlife Societies, chefe regional do Sierra club e defensor das leis de eugenia Nazy

Goethe escreveu a Otmar Freiherr von Verschuer, director do “ racial higiene” de Frankfurt. Verschuer era supervisor e colaborador de Josef Mengele, cientista nazy que realizou experiencias com detidos, incluindo crianças em Auschwitz. Depois da guerra continuou como professor de genética em Munster. No artigo “ Patriotismo and Racial Standarts” publicado em 1936, Goethe escreveu: “ estamos a movermo-nos para um caminho de eliminação da humanidade indesejável como Sambo, o marido de Mandy a “lavadeira”. Em 1965 o estado da califórnia considerou-o o “Cidadão numero 1” pelo governador. Foi Goethe que cunhou o argumento que os mexicanos têm um Q.I baixo.

Figuras conservacionistas aclamadas após guerra europeia incluía Prince Bernhard, ex nazy que se juntou ao Aliados antes da guerra, e Bernhard Grzimek, co- fundador da Friends of Earth Germany, e ex director do Frankfurt Zoological Society, onde influenciou a expulsão dos Maasai e de outras tribos africanas de parques nacionais. Também  Mike Fay da Wildlife Conservation Society, que quando criou o Parque Nouabalé-Ndoki Park no Congo  expulsou o povo Mbendjele com dinheiro de impostos americanos.

A história da “Conservação” interessa porque molda a atitude para com os povos tribais. Hoje não se houve dizer que pretendem salvar a “raça”, mas salientam estar a salvar a herança mundial. Em África e na Ásia, os conservacionistas parecem mais interessados em tomar as terras e lucro do que em algo mais profundo. As parcerias com indústrias de madeira, e extração mineira destruem o ambiente, a população tribal ainda sobre abusos, são abatidos, por causa de caça, enquanto só procuram alimentar a família, enquanto os conservacionistas apoiam os trofeus de caça.

Muitos conservacionistas continuam a acreditar que os indígenas não sabem manejar as suas terras. Outros procuram outro caminho, que beneficie a todos.

Hoje vivemos na “crise” de energia e crise financeira, e no mundo pequenas comunidades são cercadas por poços de petróleo, minas e latifundiários.

Na indústria do petróleo o racismo ambiental pode ser visto na contaminação das crianças a viver perto das suas instalações por empresas como a Shell, Exxon, etc… Uma forma de colonialismo continuado e uma forma de genocídio. É mais fácil atingir comunidades de cor no que diz respeito a destruição ambiental e na falha em pôr em prática os regulamentos em vigor, devido a menor força politica e poder económico. A Globalização veio permitir que as corporações possam ser altamente móveis e procurem governos frágeis para aumentar os lucros, destruindo a cultura e a sustentabilidade para a vida das comunidades locais.

Muitas pessoas são “bem-intencionadas”, “Liberais”, “ verdes”, e quando reconhecem a corrupção ficam tristes e revoltadas. Se não pacificadas, são perigosas para o status quo. Grandes ONG’s verdes apresentam uma sensação de resistência, que geralmente fica por assinaturas, doações mensais, ver vídeos sobre aventura e acção directa com custos elevados e fazer viagens bi anuais á Casa Branca. Estes movimentos ao propor soluções simples e fáceis dentro de um quadro de “resistência Pacifica”, eliminam potenciais activistas, que desequilibrariam o status quo, ficam imperfeitos, enquanto acreditam estar numa resistência com significado real.

Estes movimentos no mundo pouco fizeram para contra atacar as condições económicas e politicas que tornam a participação de pessoas nos movimentos ambientalistas impossível para comunidades de cor com baixo rendimento, que querem ajudar.

Se olharmos para as ONG’s, são ocidentais, brancas, com uma amostra do classismo-racismo intrínseco nos seus pilares (Condescêndencia) . Pretendem separar a solução que eles acham melhor para todo o sistema. Desafiámos as organizações com racismo ambiental incluindo GreenPeace e Sierra Club, para levar as nossas vozes á direção… Eles Resistiram.” Tom Goltooth, director executivo da Indigenous Enviromental Nertwork (2011). Acrescentou: “Olhamos para a 350.org – tivemos de os desafiar a dar-nos voz na luta contra os pipeline. Bill McKibben, o Ivory Tower académico branco, nem sequer queria perder tempo para atrair pessoas de cor para a organização”.

A 350.org é só um exemplo de uma ONG problemática, porque aparenta e parece um movimento de raízes verdadeiro, mas na verdade é um movimento com companhas de multi milhões com caras que recebem cheques de 6 dígitos. A 350.org também foi financiada pela Familia Rockfeller.

O seu objectivo promover campanhas que facilmente impressionam estudantes que passarão a maioria do seu tempo, energia e recursos a dizer á escola para não utilizar combustíveis fósseis. Estes movimentos criam obedientes e passivos “construtores de movimentos”, armados com e-mail list, para marchar para o local cuidadosamente escolhido, aprovado pela policia, e “acção” encenada. Morrem aproximadamente 400.000 pessoas maioritariamente de cor, todos os anos devido a desastres ambientais. O tempo passa e a recuperação dos males feitos a nível global está nas nossas mãos.  Da globalização,  do capitalismo, das grandes ONG’s que fazem acordos com eles, que dizer?

E agora, que pensar?

” O racismo foi inventado pelos ricos para manter a “classe trabalhadora” dividida para que não se unissem e derrubassem o capitalismo. È originário do sistema de classes europeu, onde se defendia que as pessoas só tinham pigmentos de cor na pela se trabalhassem na rua. Os ricos consideravam trabalho manual dever dos inferiores e portanto viam qualquer um com características de trabalhador como inferiores. O termo “sangue azul” apareceu da facilidade com que se via as veias através da pele dos ricos. O termo “Gentleman” ou “Gentlewoman” referiam-se a pessoas educadas que acreditavam que trabalho físico era trabalho de inferiores. Os aristocratas desenvolveram códigos estritos de conduta para excluir os “outsiders” dos privilégios que obtinham. O poder da classe reguladora começou com a obtenção de terras, que lhes deu o monopólio da produção de alimentos. O controlo sobre as terras, eventualmente deu-lhes o controlo sobre os governos. O capitalismo desenvolveu-se entre comerciantes e banqueiros que não possuíam terras mas compravam e vendiam os produtos de artesões ou proprietários de terras.

COMO COMBATER O RACISMO

O primeiro passo é atacar as instituições que “legitimam ” o racismo: poderes políticos e económicos que dizem às pessoas que o comportamento racista e seus ideais são respeitáveis e não tem de se ter vergonha. Temos de mostrar que o racismo é cobarde e imoral. Temos de embaraçar aqueles que se sentem confortáveis com o racismo, e apoiar aqueles que questionam o racismo.

A CAÇA INDIGENA PARA ALIMENTAR, NÃO É IGUAL Á CAÇA PARA TROFEUS DOS SENHORES!

texto a partir de: http://mic.com/articles/56733/are-mainstream-environmental-groups-keeping-racism-alive#.JbohUJQDj

E: http://www.truth-out.org/opinion/item/32487-the-colonial-origins-of-conservation-the-disturbing-history-behind-us-national-parks

Mais: http://grist.org/people/making-the-connections-on-tar-sands-pollution-racism-and-sexism/

e mais: https://youtu.be/GuyNZEvm93s

Petroleo, trabalho e politica nacional. Natureza de fora!!!

Texto retirado do livro: Economia EC, questões eeconómicas e sociais, nr 38, 1982, diretor Carlos Carvalhas.

O SECTOR DA PETROQUÍMICA DE OLEFINAS. ( Francisco Espinheira; Engenheiro na CNP)

A implementação entre nós, de uma indústria Petroquímica de olefinas, é um dos mais importantes projetos industriais no país. Os seus efeitos principais dão-se a jusante, na cadeia produtiva, que fornece fundamentalmente os sectores de transformação de matérias plásticas, de borrachas e de fibras químicas.

Este projeto é toda a plataforma industrial de Sines, requer recursos financeiros, tecnologia moderna e formação profissional. A ideia desta industria responde às necessidades de expansão do capital monopolista nacional, através de articulação com capital estrangeiro. Depois do 25 de Abril, com grandes indefinições iniciou-se o Complexo Petroquímico de Olefinas submetido pela CNP, SARL ao governo e autorizado por este, através do Decreto de lei nº 108/75, de 6 de Março. Em 1976, a CNP passa para empresa publica.

Ao mesmo tempo o cenário económico entra em crise económica, desde os anos 60 aos nossos dias. Particularmente a petroquímica acusa os efeitos da elevação do preço do petróleo, e, perante o abaixamento do nível das taxas de lucro, que surgem nos países da CEE.

O projeto de Sines inclui:

Uma fábrica de etileno ( utilizado no amadurecimento da fruta) e prolineto (Steam-cracker) ( projeto forteficado pela shale gas), como unidade principal, e 4 linhas de produção: poliolefínica, clorada ( desinfecção das águas), acrílica e estirénica

Em 1981 o investimento era de 14 milhões de contos. A linha clorada para produção de VCM e PVC leva à montagem da fábrica de Cloro/Soda Cáustica (ajuda para combater a poluição) a partir das minas de gema do Algarve.

O governo AD pretende dar a linha PVC a capital privado, com uma pequena cota para a CNP. O projeto Cloro/Soda Caustica pensa o governo entregar completamente à industria privada.

As principais condicionantes para o atraso são muito devido às aplicações das medidas preconizadas pelo FMI


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A situação levou à busca de capital através de entidades financeiras estrangeiras:

Tendo em conta os objetivos que este projeto pode atingir, designadamente:

A correção da situação de crescente desequilíbrio da balança de pagamentos – por um lado evitando o recurso a importações de produtos no futuro de forma total, tornando possível a exportação de alguns produtos; a preços de 81 o projeto total deverá apresentar em 1993 um saldo positivo de quase 180 milhões

Robustecimento da malha industrial – Interligação vertical dos sectores desde a refinação dos petróleos até ás industrias de plástico, borrachas e fibras químicas, garantido melhores condições na concorrência internacional

Melhoria do nível e situação de emprego – pela criação de postos de trabalho e , sobretudo indiretamente, assegurando a manutenção e dinamização de empregos nas industrias a jusante.

Dinamização tecnológica – modernizar todos os sectores que com este têm contacto, quer pelo desenvolvimento tecnológico da industria em geral, quer pelo recurso tecnológico que apresenta implicando, assim, os resultados, melhores resultados, melhor qualidade dos produtos e melhor satisfação do consumo final.

No quadro de uma política global de reconstituição do capitalismo monopolista, a AD através de legislação e administração ataca o sector nacionalizado da petroquímica nacional.

Ao tentar entregar à iniciativa privada as áreas mais rentáveis, a AD põe em causa todo o projeto como um tudo.

Num quadro de desenvolvimento económico e social do país, este projeto deve ser completado, procurando-se as condições que garantam a sua otimização.


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Várias razões fundamentam esta posição:

A grande importância que este projeto apresenta para a industrialização do país.

O facto de já estar concretizado o investimento de 42 milhões.

O emprego que neste momento já assegura quer diretamente, quer indiretamente.

A possibilidade de ser o Estado, em larga medida, a orientar desde as condições , formas e montantes do investimento até a canalização das produções para o mercado.

3º Que perspetivas e medidas encarar para o desenvolvimento do projeto petroquímico?

O processo de decisões deve ocorrer de forma democrática de modo a garantir uma participação ampla que se traduza em objetividade, coordenação e coerência para este projeto.

As negociações com entidades externas deverão merecer especial atenção, estudo e atuação dos que mais diretamente intervenham no processo por forma a que os interessados nacionais em geral e a independência nacional permaneçam, no fundamental, salvaguardados.

As transformações políticas, económicas e sociais operadas na sociedade portuguesa e a identificação dos interesses da maioria dos portugueses permite a expetativa de que existem condições criadas a vários níveis, que possibilitam, no quadro de uma política democrática, afirmar a grande importância deste projeto para Portugal de Abril.

FIM

Os dias de hoje em Portugal são uma cópia dos anos 80, temos uma coligação de direita liberal cristã, encontramo-nos sobre leis do FMI, o apoio politico nacional e europeu às corporações de petroleo estão protegidas como nos anos 80, e  as “necessidades sociais e politicas” são iguais. O investimento do governo nas instalações saiu caro aos povos e depois  foram privatizadas, estando hoje ao serviço da nova aposta petroquímica privada nacional e internacional na exploração de petroleo e gás natural em Portugal. As lutas, soluções, lobbing e as politicas dos partidos de hoje são iguais ás dos anos 80. A direita alimenta-se da crise e abre portas a multinacioanais mundiais e aluga acres de chão e mar para lucro corporativo. A esquerda, utilizando o trabalho não ataca a exploração mas sim o fim dos lucros.

Hoje pouco se fala sobre os negócios petroliferos na assembleia ou debates políticos.

Estes texto podia estar hoje num qualquer jornal nacional. Não te faz pensar?

Pouco se sabe sobre a investigação e exploração de shale gas em Portugal. E também pouco se conhece de campanhas dos grupos ambientalistas nacionais, porque no resto da Europa e do Mundo, muitos têm campanhas á varios anos. Não te faz pensar?

Àgua e Fracking (privatização)

Conflito de interesses entre empresas privadas de água com o lobbing do fracking

Vender água ás empresas de perfuração (fracking), um dos maiores utilizadores de água do setor privado.

Duas das maiores empresas de água, estão a participar no lobbing massivo para se expandir no Shale Gas — uma atividade industrial que promete enriquecer as empresas de águas, mas ao mesmo por em perigo as fontes de água potável.

A situação é: alguns observadores descrevem-no como um problema de conflito de interesses – e acompanha os assuntos complexos levantados pela privatização de infraestruturas e serviços como água, prisões e estradas.

As empresas americanas; American Water e Aqua America – são lideres no fornecimento de água na Pensilvânia, onde o fracking está em altas. Eles vendem água às empresas de gás — que utilizam uma técnica que requer quantidades massivas de água – e expressaram o interesse em tratar água tóxica derivada das perfurações, uma oportunidade lucrativa.

Os investidores e donos das empresas, e lobbistas da utilidade das águas são também “membros associados” da poderosa industria de gás na Marcellus Shale Coalition, um facto confirmado pelo representante da coligação Travis Windle, que diz que os associados pagam $15,000 anualmente. “Os nossos associados são realmente a espinha dorsal da industria”.

Ambas as empresas de água servem milhões de pessoas pelos EUA … Aqua America serve 11 estados e a American Water está em mais de 30 estados.

A coligação, que é liderada pelos principais produtores de gás, defende o “desenvolvimento responsável de gás natural” irá desenvolver a economia da região enquanto fornece uma importante fonte de energia domestica. Reportaram mais de $2 milhões gastos em lobbing nas expedições na Pensilvânia desde 2010.

A Aqua America juntou-se à coligação em 2010 e a Pensilvânia American Water – subsidiária da American Water – juntou-se em 2011.

A perfuração de Shale Gas utiliza uma combinação de perfuração horizontal e hidraulic fracturing (fracking), para extrair o gás das formações rochosas. A técnica controversa força milhões de litros de água– misturada com areia e químicos – a entrar na rocha e parti-la para libertar o gás. Juntamente aos riscos destas técnicas, o processo produz grande quantidade de água tóxica que dificilmente será potável novamente.

A EPA, está a conduzir um estudo “para investigar os potencias adversos do fracking na qualidade das águas e na saúde publica”. Separadamente a EPA, está a testar a água de alguns residentes na Pensilvânia, que dizem que as explorações de gás natural perto de suas casas contaminaram as águas.

No meio disto tudo as empresas de água, vendem -na para fracking enquanto dizem querer que o fracking seja feito de uma maneira ecologicamente responsável. Numa apresentação aos investidores, a American Water disse referindo-se aos lucros  “ realizar retornos adicionais derivado das águas a empresas de fracking, enquanto estamos atentos à proteção das fontes de água”. Na apresentação a empresa notou que “ vende água a utilizadores de fracking em 24 pontos de distribuição na Pensilvânia”, e que “vendeu 250.4 milhões de gallons de água para fracking de janeiro até Dezembro de 2011, ganhando $1,6 milhões.

American Water por Terry Maenza diz que a companhia apoia a proteção ambiental e que o seu papel na coligação não mudará devido ao seu papel na coligação de shale porque também é membro de inúmeros grupos ambientais.

Em Portugal a pressão (lobbing) para a privatização da água está ao rubro , depois de se pagar as construções das barragens para criar energia elétrica, privatiza-se a EDP, depois de se pagar instalações e infraestruturas para distribuição de gás natural, privatiza-se a REN (gasodutos e rede elétrica). Depois de vendermos ou alugarmos as terras para eucalipto, pagamos o material que produzem, apesar de as corporações de fabrico de produtos derivados de papel de eucalipto ganharem mais com a introdução de novas fontes de energia (cogeração a gás natural), como a Portucell (Navigator).

Quem vai beneficiar com o fracking em Portugal são as corporações privadas e os políticos corruptos. Criaram um mercado de energias, que agora começa a pedir o que não há, dinheiro.

Os preços da água, gás e eletricidade serão muito mais baratos para as corporações e mais caro para o cidadão comum. Se o preço for “equilibrado” será num valor que grande parte da população (pequenos agricultores, associações de solidariedade, etc) não poderá pagar sem efeitos nocivos no seu desenvolvimento. A água está a ser privatizada para ser vendida ao melhor preço de mercado, e como tem provado estes últimos anos, a economia é mais importante que o bem estar civil.

As barragens foram o primeiro passo para nos roubarem as águas, controlar o fornecimento (quantidade, para quem, a que preço). As energias renováveis estão abafadas, dando dinheiro a quem já o tem, sendo inacessível para a maioria dos que queriam utiliza-la como um bem social e não um bem económico.

A água é um elemento que está em 70% do nosso corpo. As doenças aumentam porque a água está doente. O preço dos alimentos aumenta porque a água é um elemento pela qual se compete em lutas muitas vezes desiguais. Já não é o caso do vizinho da horta de cima cortar o carreiro com um bocado de terra ou tábuas. Aqui discute-se o direito a ser dono da água, de decidir a quem a fornecer, que valor tem, sem uma necessidade real de sobrevivência, mas sim de lucro e poder.

A água corria livre nos rios, hoje não. À água era saudável hoje já não. A água é o elemento vivo mais antigo da terra, donde veio a vida e hoje mata. Porquê?

LIBERDADE PARA AS ÁGUAS, PARA PODERMOS SER LIVRES!