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Industria Fóssil e os Animais

Este é o esforço conjunto de GNN e CREA (Caldas da Rainha pela Ètica Animal) para alertar quem se preocupa com a vida dos animais, do impacto da industria petrolífera no mundo animal, para que no futuro se criem lutas de resistência comum entre grupos de libertação animal, “ambientalistas” e outros…

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Os Animais, as Não Convencionas e a Industria Fóssil.

Quantos mais matam! Mais petróleo haverá no futuro?

A velha prática de levar canários para minas de carvão subterrâneas já salvou a vida de  muitos mineiros. Enquanto o passarinho cantava, tudo ia bem.

Na Amazônia, toda uma família de peixes elétricos já provou sua eficiência no biomonitoramento de vazamentos de derivados de petróleo na água. São várias espécies da família Apteronotida e do gênero Apteronotus.

Cães são mandados onde o policia não quer ir! Qual o lugar dos animais no mundo?

A utilização de gás e petróleo é nociva para a população humana, para a vida animal e vegetal da região onde é extraído, transformado, transportado e utilizado, e também onde são descartados os lixos tóxicos derivados dos produtos derivados do petróleo. A poluição derivada da produção, os derrames e as megas construções destruem a vida selvagem. A indústria petrolífera provocou a extinção de espécies e deslocações obrigatórias de famílias humanas e não humanas em massa (refugiados).

Na vida marítima o impacto é causado pela natureza química do petróleo. O impacto também se deve às construções, passagem de navios, técnicas de pesquiza e mesmo devido a operações de “limpeza” de derrames. Os animais mais atingidos são os animais marinhos, répteis, aves e corais. Em Terra a destruição de ecossistemas levam a imigração de animais para locais já habitados por outros o que provoca lutas de morte e fome por falta de alimento de grandes mamíferos.

Todo o processo petroquímico larga toneladas de lixo tóxico nas águas, no ar e na terra. Já foram contaminadas baias e lagoas inteiras. Os aquíferos, rios, riachos e a terra em si ficam contaminados. Depois as operações de dessalinização em estações de armazenamento e tratamento de gás e petróleo requerem uma contínua fonte de água fresca, que depois de utilizada torna-se lixo tóxico.

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Outra causa da destruição ambiental são as constantes guerras nos territórios de produção petrolífera, principalmente com a capacidade de destruição de uma agressão militar pelo controlo dos recursos naturais.

A indústria petrolífera tem pouco mais de 150 anos, e espalhou-se rapidamente pelo mundo selvagem, o seu impacto está registado. A massa ocidental ignorou o seu impacto noutras regiões do mundo. Agora que está no seu quintal a oposição às petrolíferas aumenta. Normalmente a preocupação Ocidental começa quando é atingida diretamente, mas os primeiros a sofrer, os animais são uma premeditação do que se vai passar com a maioria da população mundial e agora também parte da população ocidental. A ocupação dos últimos espaços selvagens, a alteração de zonas protegidas e contaminação de áreas sensíveis para a preservação de animais perto de nós, leva-nos a olhar para o modo como tratamos os animais e como ignorámos o verdadeiro impacto da indústria petrolífera no ecossistema.

Deixamos exemplos em outros locais do mundo, muitos nunca ouviste falar:

Equador

50% do seu orçamento nacional deriva da extração de petróleo, mas o lobbing petrolífero quer mais. Esta dependência levou a alterações nas leis de proteção ambiental do País, deixando grandes áreas da Amazónia nas mãos das petrolíferas e empresas de energia. A luta indígena contra as petrolíferas tem mais de 30 anos. A contaminação das águas aumentou o risco de cancro, abortos, infeções, doenças de pele, dores de cabeça e náusea, matando quase toda a vida na água e arredores. Segundo a US Environmental Protection Agency as toxinas contidas na água são muito mais acima do que o recomendado. Foram derrubadas milhares de acres de árvores, a terra dinamitada, grandes quantidades de derrames, destruindo tudo na sua passagem, levando á morte dos peixes e de outros animais que deles se alimentavam. A floresta do Equador está a ser devastada a um ritmo de 340.000 hectares por ano, 5 milhões de acres foram só para linhas de comboio. A Texano Oil foi acusada de derramar cerca de 15 milhões de gallons (1 gallon= quase 4 litros) de petróleo. A bacia do Equador tem o maior número de espécies de plantas da América do Sul. Zonas foram completamente devastadas e inúmeros animais mamíferos estão em perigo de extinção ou se extinguiram.

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Nigéria

A Nigéria sofre as consequências da indústria petrolífera desde os anos 50. A Shell foi uma das grandes exploradoras na Região do Delta, local de vida dos Ogoni, que protestam desde então.

A Nigéria exporta cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia, extraídos em cerca de 12% do território nacional. A degradação ambiental enclausurou os Ogoni e os animais, entre a corrupção, as petrolíferas e indiferença da comunidade internacional. Sem contar com a poluição normal das operações das petrolíferas, os Ogoni, os animais e o habitat local tiveram de lidar com a técnica de Flaring (queima de gás). Os gases libertados para o ar e os químicos que voltam com a chuva, contaminam as terras e as águas. Oleodutos são construídos por cima do solo, passando em aldeias e território de caça, reprodução e alimentação de animais.

A Shell derramou na Nigéria entre 1982 e 1992 cerca de 1,625,000 gallons de petróleo em 27 acidentes diferentes. A Shell opera em centena de países, mas segundo o seu registo de derrames, 40% foram na Nigéria.

A empresa levou a cabo uma devastação ambiental, incluindo explosões para vigilâncias sísmicas, derrames, explosões em poços, derrame de fluidos de perfuração e fluidos das refinarias, destruição das terras para a construção de infraestruturas, e descargas toxicas indiscriminadas. Em 1993, 300.000 Ogonis protestaram contra a Shell. O protesto foi seguido por perseguições, prisões, assassinatos, e execuções por parte das tropas governamentais.

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Colômbia

As montanhas na Colômbia são o interesse de muitas petrolíferas. A British Petroleum tem licença desde 1995 para explorar perto das fronteiras do País. Durante anos a guerrilha dinamitou o principal oleoduto da Colômbia 350 vezes, sendo vertido mais de 1,2 milhões de barris de crude de petróleo. Segundo o governo a Colômbia perdeu 1 bilião em vendas, e a poluição polui-o 375 milhas de ribeiras e rios e cobriu de crude 12,500 acre de floresta tropical.

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Azerbeijão

Em 1994 a B.P. assinou um contracto para extração no Mar Cáspio. O problema para as empresas foi o transporte do petróleo até aos clientes, não o seu impacto no ambiente e na saúde da população local. O derrame em gasodutos é esperado devido á guerra civil. O mar Cáspio está à mercê de oleodutos em mau estado, e o canal do Bosporus Sea pode ficar completamente inundado com petróleo. A vida animal marinha, e o próprio ecossistema é fortemente infectado pela poluição. Um acidente no Mar Cáspio ou no mar Negro, ou nos gigantes oleodutos têm impactos na composição e número da vida selvagem e seu habitat.

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ARCHIV: Pferdekopfpumpen zur Eroelfoerderung unweit von Baku, Aserbaidschan (Foto vom 05.10.05). Die ehemalige Sowjetrepublik Aserbaidschan wird aufgrund ihrer Gas- und Oelreserven gerne mit Dubai oder Abu Dhabi verglichen. (zu dapd-Text) Foto: Sergey Ponomarev/AP/dapd

Kazaquistão

Segundo os cientistas das petrolíferas a região do Mar Cáspio contêm a 3ª maior reserva de gás do mundo, depois da região do Golfo e da Sibéria. A Chevron nos anos 90 pedia um oleoduto para aumentar a produção. O tráfico de cargueiros, petroleiros e metaneiros no mar Mediterrâneo, no Mar Vermelho e do Golfo da Pérsia já deixam antever a quantidade de poluição deixada nas áreas. O aumento da produção no Mar Cáspio irá aumentar o impacto, não interessa onde é construído o oleoduto. Segundo a ciência o Mar Cáspio irá subir 3 metros nos próximos 25 anos, resultando num desastre ambiental de grandes proporções. A inundação das refinarias é uma forte possibilidade. Um dos problemas é o Flaring, que liberta cerca de 4.5 milhões cúbicos de gases por dia.

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Maldivas

A Grã-Bretanha instalou-se como poder de controlo sobre a zona depois da guerra de 1982. Desde então foram descobertas grandes depósitos de petróleo. A Argentina quis disputar as reservas. A área tem um delicado ecossistema inserido numa área intocável pelo homem. A indústria petrolífera como a da pesca não deixa a ilha ser autónoma e autossustentável. A indústria petrolífera ultrapassou a indústria da pesca, aumentando o impacto na zona prístina da ilha. O povo local das ilhas resiste desde a Invasão pela Argentina em 1982, sendo que o seu principal objetivo era manter o habitat ecológico do arquipélago do Atlântico Sul. Já não existem mamíferos indígenas de terra nas Ilhas. A Raposa selvagem está extinta. Existem mais de 65 espécies de aves que ocupam a área, várias vezes por ano. Aves como o Albatroz, o Caminheiro-de-Espora, Falcão peregrino, e o Carcará-austral. A Ilha também é o habitat de milhões de pinguins.

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Kuwait

Durante a Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991, o Iraque incendiou quase 800 poços de petróleo no Kuwait. A paisagem do Kuwait ficou irremediavelmente destruída, e vai demorar gerações até uma pré recuperação equilibrada. Foi calculado que o eco-terrorismo provocado pelo Iraque poderia libertar 3 milhões de barris de petróleo por dia para o solo. Foi estimado que eram queimados 6 milhões de barris por dia em 1991. Os cientistas calcularam que a libertação de 2 milhões de barris por dia poderia gerar uma nuvem de fumo que abrangeria uma área equivalente a metade dos EUA. Cerca de 250 milhões de gallons de petróleo foram derramado no Golfo, causando danos irreparáveis na diversidade biológica e integridade física do Golfo. 440 milhas da costa da Arábia Saudita ficou inundada com petróleo e espumas químicas. Centenas de metros do deserto ficaram inabitáveis, devido aos lagos de petróleo e nevoeiros dos poços a arder. Entre 1 a 2 milhões de aves passam no Kuwait todos os anos, a caminho do território de acasalamento, muitas morrem na região devido à exposição ao petróleo e inalação de gases no ar poluído. Outras espécies em perigo são as tartarugas- de-pente (classificadas como espécie em perigo de extinção), a tartaruga comum, tartaruga de couro, Dugongos, baleias, Golfinhos, flamingos e cobras-do-mar.

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Ilhas Spratly

As Philipinas reclamaram pela primeira vez as ilhas como suas em 1975 e desde ai tem desenvolvido explorações petrolíferas na região. Passando desde 1976 a explorar também nas ilhas Palawan. A Malásia reclama o território para si, como também o Bornéu, ambos querem os seus recursos naturais. Taiwan mantem representação na Ilha desde 1956. O poder naval Kuomintang tomou possessão formal em 1946. A China e o Vietnam são os principais adversários. Apesar da disputa pelas fontes petrolíferas pouco se sabe sobre o impacto ecológico.

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Estes foram só uns exemplos, infelizmente foi só o inico!

Se estes números te chamaram a atenção e estás preocupado. Temos de dizer que retirámos esta informação de um trabalho de investigação dos anos 90. A intenção, mostrar o que nos esconderam, o que não se procura saber, e para que TU procures saber o que se passa HOJE nessas áreas, e noutras e saber quantos animais ficaram extintos, morreram, que áreas sobram, e que ecossistemas foram salvos ou condenados. Que fazem essas empresas hoje, e onde operam. Que Guerras são essas que vemos na TV?

Pergunta: São os animais que merecem os nossos direitos? Ao somos nós que deveríamos agir como animais?

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Desde os anos 90 as petrolíferas intensificaram os seus trabalhos em zonas onde já operavam e agora séc XXI iniciam explorações onde nunca as houve,  reabrindo poços fechados aumentando o seu impacto nocivo no ambiente, nos animais, e em nós…. Por mais 100 anos por seu desejo!

A indústria petrolífera hoje aposta nas fontes de energia não convencional, o seu impacto na vida selvagem, no ar e nas águas de consumo humano é elevado, continuando o modo operandis que utilizou desde o seu início… mas aumentando o seu impacto no ambiente e na vida animal não humana e humana.

As areias Betuminosas (Tar Sands) e o Gás de xisto (Shale Gas) são as novas apostas da indústria. O seu impacto? Cada vez mais sujo e agressivo…

Animais como Ratos, Caribus (Renas), Veados , Lobos, Ursos, Pássaros, e outros mais são características da floresta boreal na região das tar sands, em Alberta, Canadá. Alberta é a terra de 580 espécies selvagens, incluindo anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. Quase metade das espécies de pássaros da América do Norte passam pela floresta boreal em Alberta todos os anos.

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Lembrar que a manutenção moderna da vida selvagem inclui conservação de plantas e animais invertebrados como insetos — cerca de 3,500 espécies de plantas e fungos são só visto na área das Tar Sands. Baseado em contas atuais, cerca de 3,000 Km2 de floresta boreal será destruída nos próximos 30 a 50 anos. Todos os processos de vida são eliminados, destruindo a vitalidade do solo. Este é o destino do habitat de 3,6 milhões de pássaros.

Os resíduos tóxicos das explorações são bombeados para lagos artificiais, alguns com km, e “tapados” com água limpa. Estes lagos irão eventualmente cobrir uma área de cerca de 100 km2. São armadilhas da morte para os pássaros que aterram neles, já foi documentada a morte de 500 patos depois de pararem nos lagos da Syncrude em 2008. A mortalidade anual de pássaros devido às tar sands é de 100,000 indivíduos. As infraestruturas irão destruir 5.000 km2 de floresta boreal e resultará numa significante desfragmentação de uma área maior. Estes restantes fragmentos embutidos na rede de estradas, oleodutos serão sujeitos a barulhos excessivos, pó, e poluição. Mais de 14.5 milhões de pássaros podem-se perder devido a estas atividades. As tar sands são de longe a maior fonte em crescimento de gazes efeito de estufa no Canadá, produzindo até 3 vezes mais a quantidade de gases na produção do petróleo convencional. A produção e operação de refinamento produzem mais emissões tóxicas, que acidificam centenas de km2, e libertam  arsénio que provoca cancro. Muitos destes químicos acumulam-se na cadeia alimentar, concentrando-se em predadores como pássaros. A alteração climática está a acontecer a um ritmo acelerado que a vida selvagem não consegue acompanhar.

Aproximadamente um milhão de metros cúbicos de água são desviados do Rio Athabasca para as operações tar sands por dia. Os cancros aumentam nas comunidades First Nation abaixo das operações tar sands. 92% da água utilizada acaba em lagos tóxicos. Em 2011 a Canada Wildlife Officers mataram a tiro 145 ursos pretos na região das tar sands de Alberta.

Travis Davies, representante da Canadian Association of Petroleum Producers, “ é só devido ao número elevado de ursos na área”.

Um dos gigantes das tar sands teve de se defender em tribunal  devido à morte de 1,600 patos nos seus lagos tóxicos. O grupo Syncrude, uma aliança entre ConcoPhilips, ExxonMobil e Murphy Oil. Dizem-se não culpados!

Patos

Os patos iam em migração para nidificar na primavera de 2008 quando aterraram e morreram nos lagos tóxicos da Syncrude. Todas as primaveras pássaros americanos veem nidificar à floresta boreal do Canada. Mas todas as corporações de petróleo destroem parte da floresta para alcançar o desejado. As lagoas tóxicas podem causar a morte de 8,000 a 100,000 pássaros todos os anos, muitos dos quais sem relatório e que se saiba. As águas tóxicas das tar sands em lagos abertos já ocupam uma área de 50 milhas quadradas (1km é equivalente a 0,6214 milhas), do que já foi a floresta boreal de Alberta.

Caribus (Renas)

Os Caribus (Renas) tem vindo a desaparecer de Alberta por algumas décadas e cientistas acreditam que podem estar extintos em 70 anos. Na área petrolífera rica em Athabasca Oil Sands, na parte norte da província, alguns dizem que podem desaparecer em 30 anos. Esforços começaram a ser feitos para remover lobos de partes de Alberta para reduzir o desaparecimento do Caribu, mas estudos mostram que atividade humana relacionada com o petróleo e a indústria da madeira pode ser mais importante que os lobos no declínio da população.

Lobos

O plano do país, que inclui envenenamento e o desporto favorito de Sarah Palin’s – matar lobos a tiro a partir de helicopteros  ou aviões – Significa “ equilibrar o que a civilização desenvolveu”, nas palavras do Ministro do Ambiente do Canadá, Peter Kent. Se o desenvolvimento humano está a matar caribus ao destruir o seu habitat, o pensamento continua, com a existência de poucos lobos para comer os restantes. O veneno é uma arma particularmente arcaica. O veneno em questão é Strychnine, que tem sido utilizado desde 1600. Mata rápido, mas dramaticamente.

Gribbel Island, uma ilha, onde vivem os Spirit Bear, é também a ilha da gigante Enbridge. São uma variante genética rara do urso preto,  existem poucos. Por centenas de anos, os ursos foram protegidos de caçadores pelas First Nation de British Columbia, que manteve a sua existência protegida. Mas agora a sobrevivência destes raros ursos está ameaçado pelo plano da gigante Enbridge em enviar centenas de navios cargas por ano com tar sands através do habitat. Não existe só o risco de um derrame. O barulho afastará as baleias. E os movimentos dos navios tanques afastará os salmões.

Testes em animais (Vivisecção)

O petróleo além de vir servir a civilização como fonte de energia, veio também produzir novas matérias-primas sintéticas (produtos químicos, matérias primas, sintéticos, medicamentos, etc), todos os seus produtos necessitam de ser testados em laboratórios devido á sua toxicidade para os seres vivos.

A descrição deste teste é sobre capacidade de reprodução, saúde dos fetos; saúde dos pais ( contagem de esperma) e mães ( condições dos ovários), efeitos na pele, olhos e tecidos moles do corpo humano, devido aos gases libertados pela gasolina.

“Para avaliar o potencial tóxico do vapor da gasolina, foi realizado um estudo em ratos, o estudo revelou não haver toxicidade. No entanto, houve uma ligeira redução do peso corporal. Grupos de ratas grávidas foram expostos ao vapor de gasolina em concentrações de o, 1000, 3000 ou 9000 ppm. Todos os ratos foram sacrificados no dia 20 da gestação” Developmental toxicity evaluation of unleaded gasoline vapor in the rat”)

Estudos demonstraram toxicidade mínima por injecção oral em ratos, ou por exposição da pele nos olhos de coelhos. A gasolina causa irritação mínima na pele nos coelhos, mas não é um sensibilizador da pele nos guinea pigs. Um efeito depois de repetida exposição de ratos e macacos á inalação a vapores de gasolina em concentrações de 400 ou 1500 ppm, 6h/dia, 5 dias por semana por noventa dias foi mudanças no fígado dos ratos. Mais tarde atribuiu-se ao light hydrocarbon nephropathy, uma espécie de síndromas observados em ratos machos, que não é relevante para os humanos. Quando os ratos eram expostos a vapor de gasolina por inalação ao longo de 2 anos em concentrações de 67, 297, ou 2056 ppm, os ratos machos exibiram ocorrências de light hydrocarbon nephoropathy e cancro nos rins e nas ratas tiveram cancro do fígado.

Animais adultos foram sacrificados por anestesia com dióxido de carbono seguido de exsanguinations no dia 20 de gestação. Os ovários foram dissecados longitudinalmente. Onde os implantes uterinos não eram aparentes, o útero era pintado com ammonium sulfide para visualizar algum foco uterino. Se nenhuma fosse encontrada, a fêmea era considerada não grávida. Todas as carcaças de fêmeas adultas foram descartadas. Fetos decapitados foram dissecados ao microscópio. Fetos destinados a avaliação do esqueleto foram mortos com uma overdose de dióxido de carbono.

 

SEISMIC AIRGUN (SALVEM AS BALEIAS E AMIGOS)

As Seismic airgun’s são o segundo maior contribuidor de som na água causado pelo homem, seguido das explosões nucleares e semelhantes. Pelo menos 37 espécies marinhas mostraram ser afectadas pelas vigilâncias sísmicas.

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O que este novo tipo de petróleo, como o desejado no offshore em Portugal vem trazer são mais tecnologias nocivas ao mundo animal. Para sondar os reservatórios Deep offshore antes de investir milhões na perfuração a indústria petrolífera de gás e petróleo utiliza uma tecnologia conhecida como Seismic AirGun. A população de cetáceos (baleias, golfinhos, cachalotes, etc), Lulas, crustáceos e peixes são seriamente afectados pelo som libertado pela airgun (pistola de ar) para os testes sísmicos (siesmic survey). Esta tecnologia está a ser utilizada em todos os Oceanos, e com o aumento das ZEE (zonas económicas exclusivas) de vários países aumentará o impacto global na população marítima.

O barulho (som antropogénico) de uma “arma de ar” (seismic airgun), utilizada para descobrir depósitos de gás ou petróleo centenas de Km abaixo do solo do mar, pode cobrir uma área de 300,000 km2 com um volume de 20 dB, continuadamente por semanas ou meses. Desde a sua utilização que a Whaling Commission’s  Scientific Committee disse “… a utilização persistente e repetida sobre uma área… deve ser considerada um grave problema do nível de impacto nas populações…” 2005

Cerca de 250 baleias macho deixaram de cantar durante semanas até meses durante um estudo sísmico, recomeçando a cantar dias depois do final dos trabalhos. É muito difícil acreditar que tal efeito não afecta biologicamente a pulação de baleias (reprodução). No estudo foi notado que uma baleia parava os chamamentos se estivesse a haver explosões de som a 10 km. As Baleias azuis reagem de outro modo. Mesmo com Seismic survey utilizando uma pistola de ar de poder médio levou as baleias no St. Lawrence Estuary a modificar as suas vocalizações. As baleias faziam mais chamamentos nos dias dos trabalhos, do que quando não havia emissão de som. O que prova que fontes de som das air gun (pistolas de ar) podem interferir com sinais de comunicação importantes para a sobrevivência dos mamíferos marinhos. Em 2008 foi descoberto que locais onde vivem populações de golfinhos eram afectadas pela utilização do air gun. As Orcas, e outras espécies de baleias evitam as áreas onde se liberta o barulho. O cachalote no Golfo do México não parecia evitar o barulho, mas depois reparou-se que esforçava-se menos para procurar comida, e evitavam nadar. Reduzem a utilização da cauda em 6% durante a exposição ao barulho, e a tentativa de capturar presas em 19%. O barulho contribuiu para o declínio de algumas espécies. As baleias cinzentas de Sakhalin Island, Rússia, deslocaram-se devido a estudos sísmicos, da sua área de alimentação, voltando dias depois do final dos trabalhos.

Em 2007 foi descoberta uma redução da diversidade de cetáceos, relacionado com o aumento das vigilâncias sísmicas de 2000 a 2001 no Brasil. Entre 1999 e 2004 existiu uma relação negativa entre a diversidade de cetáceos e a intensidade das vigilâncias sísmicas. As baleias cinzentas quando expostas mesmo a uma airgun de pequenas dimensões evitam o barulho e mudam de comportamento alimentar para um de transição. Também começam a “hauling out” (fugir a predadores, regulação termal, actividade social, redução de parasitas, etc) ao som da airgun. As  focas diminuem o seu ritmo cardíaco, juntando um comportamento dramático deixando de se alimentar.

Um golfinho sofreu de rigidez e instabilidade na postura que progrediu para um estado catatónico e afogou-se a 600 metros de um disparo de som seismic 3D com todo o poder. Efeitos do stress ou mudanças fisiológicas, crónicas, podem inibir o sistema imunitário e comprometer a saúde dos animais. Isto já foi estudado em baleias e golfinhos.

Tartarugas

As tartarugas evitam as áreas de vigilância sísmica com air gun com um nível de 175 db. Em estudos foi detectada surdez. Uma airgun média a uma profundidade de 100 metros cousa impacto no comportamento das tartarugas numa área de 2 km. Em 2010 foi descoberto que 51% das tartarugas, divagavam e separavam-se no ponto mais próximo do raio de emissão da airgun.

Peixes

A seismic air gun danifica em grande extensão e a uma distância de 500 m da vigilância sísmica. Comportamentos a que se assiste são: mergulhar para profundidas não comuns, congelarem em grupo, ou entrarem em stress nadando exaustivamente. Perto de locais de operações sísmicas a redução de pesca foi de 40% a 80%. Estes efeitos podem durar mais 5 dias depois de finalizados os testes sísmicos e a uma distância de 30 km do barco. O impacto no crescimento dos ovos e das larvas incluem diminuição do número de ovos viáveis, aumento da morte embrionária, diminuição do crescimento da larva, e a sua habilidade para escapar a predadores.

Invertebrados

Os invertebrados também não estão imunes aos efeitos do som antropogénico. 9 Lulas gigantes ficaram encalhadas, algumas vivas, numa área de utilização de air gun em 2001 e 2003 em Espanha. Os ferimentos eram ferimentos internos, órgãos e ouvidos rebentados. Expostos a um som de 160 dB reagiram com o largar da tinta e um nadar rapidíssimo. Em cativeiro tentam fugir para uma zona com isolamento acústico. Os bivalves mostram stress acústico provado pela glucose. No camarão registaram-se ovários danificados e ferimentos no sistema de equilíbrio. Em 2013 ficou provado que playbacks de impulsos sísmicos durante o desenvolvimento da larva, causava um atraso no crescimento e em 46% existia má formação corporal, afetando o acasalamento.

Airgun Noise devem ser consideradas um poluente marinho com sérios impactos ambientais.

O Fracking (Gás de Xisto) e os Animais:

Como as Tar sands só o processo de abrir estradas, limpar os locais para o furos, armazenar, transportar e tratar já diz muito do impacto da exploração de gás de Xisto em Portugal e Vida Animal não humana.

Um Estudo indica que o processo de Fracking (Fractura Hidraulica) está a diminuir o tempo de vida, a afetar a reprodução dos animais de quinta (bovinos, caprinos, cavalos, galinhas, etc) e talvez a ter impacto mesmo nos Humanos. O estudo durou um ano, e foi baseado em entrevistas com criadores de gado e veterinários em 6 Estados: Colorado, Louisiana, New York, Ohio, Pensilvânia e Texas.

Os animais de quinta são cativos, cercados por arame farpado, ou cercas de madeira. Quando existem derrames ou contaminação das águas os animais começam a ficar fracos a morrer e a dar à luz filhos com mutações.

“Animals can nevertheless serve as sentinels for human health impacts,” Relatório: Impacts of Gas Drilling on Human and Animal Health

“Os animais podem servir como sentinelas para impactos na saúde humana”

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Em 1 caso, um derrame de fluidos de fracking no pasto resultou na morte de 17 vacas no espaço de 1 hora. As Vacas tiveram filhos mortos, as cabras apresentaram problemas de reprodução, etc… Os Fazendeiros relataram efeitos em 1 a 3 dias depois dos animais terem consumido a água toxica. Nas 7 quintas estudadas com mais detalhe, 50% da manada, em média, foi afectada pela morte ou problemas de procriação.

A água tóxica do Fracking é armazenada em lagos a céu aberto. No Kentucky Acorn Fork Creek foi derramado um líquido que deixou tudo laranja-avermelhado, contaminando o Riacho (Creek) com ácido clorídrico, metais e minerais dissolvidos e outros contaminantes. O Riacho era tão limpo que era conhecido como uma Fonte fora de comum de água. O Riacho é a casa do Phoxinus cumberlandensis é uma espécie de peixe actinopterígeo, protegido sobre o Endegered Species Act (ESA), por estar em perigo de extinção.

Os cientistas federais e estatais descobriram que os fluidos do fracking mataram virtualmente toda a vida marinha selvagem numa parte significante do Riacho.”

A Zona Oeste de Portugal já tem das piores qualidades de água devido á criação intensiva de gado: vacarias, aviários, suiniculturas, etc… E Também devido á extensão de árvores de fruto, pulverizadas constantemente, e da introdução da agricultura intensiva como estufas ou hectares de vegetais para os supermercados. Mas a exploração de gás de xisto vai acabar com o resto… Existem zonas protegidas devido á fragilidade do ecossistema e o impacto na vida animal, existem locais onde se tenta preservar e introduzir de novo animais e árvores que ali viviam.

No Algarve o trabalho para a preservação dos animais que habitam ou passam nas rias e na costa será destruído e os animais desaparecerão para sempre.

Não se vê grupos de proteção e preservação animal a criar uma resistência activa às petrolíferas em Portugal. Nada se vê dos grupos dos direitos dos animais ou Amigos dos Animais. Sobre os movimentos de libertação animal (sabemos que já se faz muito noutras causas e somos poucos… mas vamos a isso?)

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Se não acreditas investiga…!!!

 

Alenquer e petroleo

 

AljubarrotaHá petróleo e gás natural em Alenquer e Alcobaça prontos a ser explorados. A convicção parte da empresa canadiana DualEx Energy Internacional que no próximo mês tem prevista a chegada a Portugal de uma plataforma perfuradora para escavar dois poços

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/petroleo-em-alenquer-e-aljubarrota

Oeste/Petróleo:Norte-americanos ultimam montagem de plataforma para iniciarem prospecções em Alenquer 

A plataforma, acabada de construir na China e que só para ser transportada para Portugal envolveu um custo de 1 milhão de dólares, vai perfurar 2.500 metros de profundidade na expectativa de encontrar reservas rentáveis de petróleo. A montagem dos equipamentos está a ser feita por técnicos ingleses, sobretudo mecânicos e electricistas, na Serra da Galega (junto ao lugar de Lapaduços na freguesia de Vila Verde dos Francos).

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/bc2e9d71a1c19e0a7c9a9b.html

A exploração de petróleo na região Oeste, cuja concretização chegou a ser avançada para este ano, foi adiada para 2011, disse ao Correio da Manhã Joe Berardo, parceiro da companhia canadiana Mohave Oil & Gas. Tecnologia de poços direccionais e horizontais precisa de ser adaptada. Estimativas apontam para existência de 18,2 milhões a 500 milhões de barris. 

O atraso resulta da adaptação de tecnologia de poços direccionais e horizontais que deverão ser instalados numa primeira fase nos concelhos de Alcobaça e Torres Vedras, acrescentou o investidor. Joe Berardo confirmou que “há petróleo em Portugal, o que falta é encontrar a solução mais económica para o extrair”

http://alenquernoticias.blogspot.pt/2010/09/petroleo-em-alenquer-so-no-proximo-ano.html

 

 


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Mapa da empresa indica claramente as duas zonas ( www.dualexen.com)

“Há petróleo e gás natural em Alenquer e Alcobaça prontos a ser explorados”, noticia o “Correio da Manhã na sua edição de 26 de Novembro, adiantando ainda que a empresa canadiana DualEx Energy Internacional tem prevista a chegada em Dezembro a Portugal de uma plataforma perfuradora para escavar dois poços, um em Lapadouços (concelho de Alenquer) e outro em Aljubarrota (concelho de Alcobaça). Segundo o mesmo jornal, Garry T. Hides, presidente e chefe executivo da empresa, afirmou que a empresa planeia também realizar prospecções no concelho de Torres Vedras.

http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=314f5a60-0c90-4733-86d9-9e3618b8a29c&edition=85

 

Louisiana fracking Texas & Fort Worth

O AR SOBRE TEXAS

A região de Dallas e Fort Worth foi o lugar onde tudo começou.

Dr. Al Armendariz; especialista da qualidade do ar e investigador na Sourthern Methodist University.

Forth Worth tem à volta de 10 mil poços, a Comissão do Texas não faz ideia de quantos são.

Ele quis saber o que o setor do gás e petróleo estava a esconder. Uma das razões era porque o estado tinha admitido que não sabia qual era o grau de emissão. Inventaram uns números, então fomos investigar.

Hoje sabemos que a emissão do setor do fracking ultrapassam as emissões de todos os veículos de Dallas e Fort Worth. Se formos analisar os últimos inventários das emissões dos carros, camiões, carrinhas e motos veremos que serão de 200 toneladas por dia que formam ozono e partículas finas. Se formos a analisar o inventário produzido pelo Dr. Armendariz e Arnold Fesspont sobre o setor do gás em Fort Worth são 200 toneladas por dia. As plataformas usam diesel, algumas 3,000 litros por dia. Mas não é só isso, os tanques de condensação libertavam algo, através de uma câmara de infravermelhos que identifica os hidrocarbonetos apontada ao topo pode-se ver os fumos tóxicos a sair. O que são? Soube pelo Mayor de Dish, a cidade recebeu o nome em troca da rede via satélite gratuita por 10 anos, são 150 habitantes. Na vila passam 10 gasodutos, que transportam biliões de litros de gás, cerca de 280 biliões de litros, todos os dias. Nos locais onde se cruzam os gasodutos existem estações de compressão.

São motores de turbinas que comprimem o gás para o gasoduto, os gasodutos são projetados com um exaustor que liberta gás no ar. As corporações dizem que o gás vai direto para o espaço, que não existe problema.

Mas o problema é que existe uma nuvem por cima de uma das subdivisões, que alertou os residentes de Dish. O mayor pediu as próprias analises. Os resultados? Os mesmos que há nos panfletos cedidos pela Sociedade contra o Cancro. O estudo revelou níveis críticos e elevados de substâncias cancerígenas conhecidas como neurotoxinas. O benzeno ultrapassa em 55 vezes os padrões de segurança, o dissulfeto de carbono ultrapassa em 107 vezes, valores que vão afetar a comunidade por um longo período de tempo. Um dos problemas da Lei do Ar Limpo no Texas é que ela foca-se nas fontes maiores e individuais. È preciso vigiar, cuidar dos problemas agora, não é esperar 10 anos, senão será complicado.

LOUISIANA

Quais serão os impactos na água?

Wilma Subra; química. Esta área esta contaminada com metais como o bário, que é o principal componente dos fluidos para extração. Também existe a presença de arsénio, cádmio, cromo e chumbo. Pessoas que ingeriam muita água por dia ficaram contaminadas com arsénio.

O Luisiana e Golfo do México recebem resíduos de petróleo e gás há 60 anos. Um terço de todo o gás natural dos EUA passa pelo canal de Harriet. Daqui o país tira os subprodutos e os descarta no oceano, esperando que não voltem. Mas os temporais trouxeram-nos de volta. Foi os sedimentos acumulados nos corpos hidrográficos, décadas de descarte. Esta acumulação criou uma contaminação permanente no Louisiana.

Telefonema do laboratório que analisou o frasco de liquido amarelado que revelou alguns segredos. Bário e estrôncio são lamas de extração, lubrificam a broca. Os níveis de ferro, cloreto e de condutividade estavam muito altos. Com água destilada pura a condutividade é zero, mas nas analises o nível era de 32,800. Mas a parte mais assustadora do teste foram Nitrogénio, Kjeldahl Total e MBAS ou substância ativa do azul de metileno.

Àgua e Fracking (privatização)

Conflito de interesses entre empresas privadas de água com o lobbing do fracking

Vender água ás empresas de perfuração (fracking), um dos maiores utilizadores de água do setor privado.

Duas das maiores empresas de água, estão a participar no lobbing massivo para se expandir no Shale Gas — uma atividade industrial que promete enriquecer as empresas de águas, mas ao mesmo por em perigo as fontes de água potável.

A situação é: alguns observadores descrevem-no como um problema de conflito de interesses – e acompanha os assuntos complexos levantados pela privatização de infraestruturas e serviços como água, prisões e estradas.

As empresas americanas; American Water e Aqua America – são lideres no fornecimento de água na Pensilvânia, onde o fracking está em altas. Eles vendem água às empresas de gás — que utilizam uma técnica que requer quantidades massivas de água – e expressaram o interesse em tratar água tóxica derivada das perfurações, uma oportunidade lucrativa.

Os investidores e donos das empresas, e lobbistas da utilidade das águas são também “membros associados” da poderosa industria de gás na Marcellus Shale Coalition, um facto confirmado pelo representante da coligação Travis Windle, que diz que os associados pagam $15,000 anualmente. “Os nossos associados são realmente a espinha dorsal da industria”.

Ambas as empresas de água servem milhões de pessoas pelos EUA … Aqua America serve 11 estados e a American Water está em mais de 30 estados.

A coligação, que é liderada pelos principais produtores de gás, defende o “desenvolvimento responsável de gás natural” irá desenvolver a economia da região enquanto fornece uma importante fonte de energia domestica. Reportaram mais de $2 milhões gastos em lobbing nas expedições na Pensilvânia desde 2010.

A Aqua America juntou-se à coligação em 2010 e a Pensilvânia American Water – subsidiária da American Water – juntou-se em 2011.

A perfuração de Shale Gas utiliza uma combinação de perfuração horizontal e hidraulic fracturing (fracking), para extrair o gás das formações rochosas. A técnica controversa força milhões de litros de água– misturada com areia e químicos – a entrar na rocha e parti-la para libertar o gás. Juntamente aos riscos destas técnicas, o processo produz grande quantidade de água tóxica que dificilmente será potável novamente.

A EPA, está a conduzir um estudo “para investigar os potencias adversos do fracking na qualidade das águas e na saúde publica”. Separadamente a EPA, está a testar a água de alguns residentes na Pensilvânia, que dizem que as explorações de gás natural perto de suas casas contaminaram as águas.

No meio disto tudo as empresas de água, vendem -na para fracking enquanto dizem querer que o fracking seja feito de uma maneira ecologicamente responsável. Numa apresentação aos investidores, a American Water disse referindo-se aos lucros  “ realizar retornos adicionais derivado das águas a empresas de fracking, enquanto estamos atentos à proteção das fontes de água”. Na apresentação a empresa notou que “ vende água a utilizadores de fracking em 24 pontos de distribuição na Pensilvânia”, e que “vendeu 250.4 milhões de gallons de água para fracking de janeiro até Dezembro de 2011, ganhando $1,6 milhões.

American Water por Terry Maenza diz que a companhia apoia a proteção ambiental e que o seu papel na coligação não mudará devido ao seu papel na coligação de shale porque também é membro de inúmeros grupos ambientais.

Em Portugal a pressão (lobbing) para a privatização da água está ao rubro , depois de se pagar as construções das barragens para criar energia elétrica, privatiza-se a EDP, depois de se pagar instalações e infraestruturas para distribuição de gás natural, privatiza-se a REN (gasodutos e rede elétrica). Depois de vendermos ou alugarmos as terras para eucalipto, pagamos o material que produzem, apesar de as corporações de fabrico de produtos derivados de papel de eucalipto ganharem mais com a introdução de novas fontes de energia (cogeração a gás natural), como a Portucell (Navigator).

Quem vai beneficiar com o fracking em Portugal são as corporações privadas e os políticos corruptos. Criaram um mercado de energias, que agora começa a pedir o que não há, dinheiro.

Os preços da água, gás e eletricidade serão muito mais baratos para as corporações e mais caro para o cidadão comum. Se o preço for “equilibrado” será num valor que grande parte da população (pequenos agricultores, associações de solidariedade, etc) não poderá pagar sem efeitos nocivos no seu desenvolvimento. A água está a ser privatizada para ser vendida ao melhor preço de mercado, e como tem provado estes últimos anos, a economia é mais importante que o bem estar civil.

As barragens foram o primeiro passo para nos roubarem as águas, controlar o fornecimento (quantidade, para quem, a que preço). As energias renováveis estão abafadas, dando dinheiro a quem já o tem, sendo inacessível para a maioria dos que queriam utiliza-la como um bem social e não um bem económico.

A água é um elemento que está em 70% do nosso corpo. As doenças aumentam porque a água está doente. O preço dos alimentos aumenta porque a água é um elemento pela qual se compete em lutas muitas vezes desiguais. Já não é o caso do vizinho da horta de cima cortar o carreiro com um bocado de terra ou tábuas. Aqui discute-se o direito a ser dono da água, de decidir a quem a fornecer, que valor tem, sem uma necessidade real de sobrevivência, mas sim de lucro e poder.

A água corria livre nos rios, hoje não. À água era saudável hoje já não. A água é o elemento vivo mais antigo da terra, donde veio a vida e hoje mata. Porquê?

LIBERDADE PARA AS ÁGUAS, PARA PODERMOS SER LIVRES!

 

Fracking America: Louis Minx e Jeff e Ronda Locker

A história de Jeff e Ronda Locker.

Jeff e Ronda vivem há 30 anos na mesma quinta, nos anos 90 uma empresa reativou o poço perto de sua casa. As coisas começaram a mudar, a roupa começou a ficar preta depois de lavada, aperceberam-se que havia um problema com as águas. Jeff recolheu umas amostras da água e descobriu que a água estava imprópria para consumo.

Jeff Locker, a Wyoming farmerO casal ameaçou processar a empresa de gás, a empresa pagou $21 mil dolares para ser instalado um sistema de filtragem.

Eles assinaram um acordo de não -divulgação com a empresa, mas a sua frustração é tanta que resolveram falar. Ronda ficou bastante doente com uma neuropatia que causa muitas dores.

Descobriram que o sistema não filtrava èteres de glicóis que corroem as membranas dos filtros. Deixaram de consumir a água de sua casa, comprando toda a água que consomem diariamente.

“Quando fizemos testes à água encontraram glicol, gastamos $4.000.” Diz Ronda

Os éteres de glicóis são inodoros, incolores e são um componente químico do plástico.

Louis Minx

loumeeksLouis Minx ficou a água estragada e a cheirar a gás. Em 2004 a empresa, Encana, construiu um poço, contabilizando 5 junto à casa de Louis, vários testes às aguas mostraram hidrocarbonetos.

A Encana, não assumiu a culpa. Louis foi obrigado a tentar criar outro poço na sua propriedade.

Ele diz que consegue cheirar a gás a 300 Km do local dos poços. Um rebentamento no gasoduto, levou a que estivesse a ser libertado gás por 3 dias. Departamento de segurança informou que mais de 8,5 milhões de litros de gás natural escapou para a atmosfera. Louis precisou de uma intimidação de um juiz, para que a Encana cobrisse o poço de cimento e impedisse o fluxo de gás para a atmosfera e  oferecer uma fonte de água a Louis.

Louis agora tem 2 cisternas que a Encana enche 2 vezes por semana.

Ele  pergunta: “Se não há nada de errado, porque é que eles me fornecem água?”capitalismo-selvagem3

Louis contratou um geólogo para saber o que se passava nas suas terras. Descobriu que as terras e a água estão  todas mistura com gás e fluidos do fracking.

Ele diz: “Se eu fosse por veneno no poço de alguém era preso tão rápido que nem me apercebia. Mas eles veem aqui e fazem o que lhes apetece. E nem informam ninguém sobre o que estão a fazer ou a utilizar. As palavras deles não valem nada. E nós não fomos criados assim. “Eles são homens adultos a mentir descaradamente para nós. Tudo por dinheiro, é só.”

Àgua de Fogo? Ou Contaminação?

Jesse e Amee Ellsworth vivem em Fort Lepton no Colorado e existe tanto gás natural nas suas águas, que é possível abrir a torneira e por a água a arder. Isto deve-se à fuga de gás de um poço perto à mais de 6 meses. O casal está aterrorizado. A sua água foi analisada e foi encontrado grandes concentrações de gás natural.

Video: http://www.youtube.com/watch?v=4ApZkNsXfJE

Amee diz que as suas primeiras suspeitas iniciaram com o nível de pressão das águas. Testes encontraram níveis explosivos de gás na sua cave, casa de banho e no seu poço de água. A sua casa fica numa zona rural perto de 8 poços de gás natural.

A The colorado Oil and Gas Comission diz que tentou encontrar a origem da fuga. O diretor Dale Neslin diz: “procuramos nos relatórios, em amostras de gás, testes de pressão e não encontrámos o poço que perece estar a causar problemas.

Os Ellsworths dizem que procuraram a Noble Energy e a Anadarko Petroleum – as duas empresas que operam os poços perto – e suplicaram por ajuda. As empresas de principio recusaram fazer alguma coisa. Mas com a pressão da Comissão, aceitaram instalar um equipamento para tratar as águas na casa dos Ellsworths.

Amee ainda está preocupada. Pergunta-se quantos casos haverá como o dela. “Precisamos que façam algo por nós, mas, também precisamos de saber até onde pode ir este problema”. Amme diz ter desenvolvido problemas de saúde e está a fazer testes para determinar se o gás natural é o culpado”.

Entretanto, a Oil and Gas Comission continua à procura da fuga. Não é a primeira vez que gás natural “foge” para as fontes de água. Existem 38 mil poços no Colorado e existem vários casos de fugas de gás natural para fontes de água caseiras nos últimos 10 anos.

 Apesar de não reconhecerem as suas culpas as empresas fornecem água ao casal

Amme diz acreditar no bom das pessoas e acredito que isto se vai resolver da melhor forma. Vai-se defender a lutar até ao fim. “as pessoas não conseguem perceber como estamos a ser destruídos por atos egoístas. Ninguém deve passar por aquilo que passei, chorar por ajuda às corporações e ouvir um Não”.

Infelizmente os Ellsworth não são os únicos. Renee McClure descobriu que a sua água também é inflamável, quando teve uma explosão em casa.

Renne diz: “Quero saber se estamos alvos”. Tenho medo que a minha família tenha bebido água contaminada por anos.”

Renne queixa-se de dores de cabeça constantes. Nas análises da sua água foi encontrado Triclorobenzeno.

 

 

Armazenamento de Gás Natural em poços. Problemas ambientais e consequências…

Os vários negócios da industria petrolifera são inumeros, desde material derivado de petroleo, matéria prima derivada dos “excedentes” das operações de extração, armazenamento e tratamenmto de gás ou petroleo. O cloro é um dos produtos excedentes do tratamento de gás natural que se vende por exemplo para “desentoxicar” as águas para consumo doméstico.

Em Portugal não faltam corporações desejosas que o fracking se inicie continuamente para aumentar os volumes dos seus negócios. Antes da possibilidade de se extrair gás natural do solo português, as mesmas empresas que forçam a exploração de gas natural já ganhavam. A REN, agora privatizada, já é um negócio rentável, com o armazenamento de gás será um dos pilares da industria do petroleo e gás mundial em Portugal, juntamente com Sines e a Refinaria de Matosinhos.

A sua preocupação é a segurança energética nacional (fornecimento à industria), o equilibrio do preço do gás na bolsa, e especulação de mercado.

Abaixo vem um resumo do relatório oficial. Tentamos mostrar porque apontar o gás natural como fonte principal de energia eletrica e para combustivel não é uma opção sustentável, que a extração do gás não são só as torres que se vêem ao alto, os reservatorios perto de nós. São milhões de hectares destruidos, biliões de toneladas de matéria prima para construir as instalações, transporte e utilização.  Que a principal causa para opção de uma economia a gás é economica, desigual para manter o mundo dependente das corporações de petroleo. Não é a população que precisa de energias fosseis para sobreviver mas sim as corporações e a economia mundial nas mãos da Organização Mundial de Comercio.

A destruição de habitates que retiram a possibilidade de sustentabilidade aos mais necessitados entre as várias espécies. Tecnologias que premitem injetar dinheiro nas corporações, mas que nunca chega para os trabalhadores, como o exemplo da Autouropa. O gás armazenado põe em perigo os lençois de água, liberta gases toxicos para o ar, baixa os valores imobiliários em redor, mantem o mundo dependente de corporações que não respeitam os direitos humanos, a natureza, e os animais.

A politica da Troika não só nos faz escravos da sua economia, como nos obriga a destruir o pouco que Portugal tem de natural (terras aráveis, mar, rios e cultura). O gás natural é uma prisão e um sistema destrutivo ambientalmente e socialmente.

O fracking não tem nada de sustentável e só vai pioar as condições de vida na terra.

REDE NACIONAL DE TRANSPORTE DE GÁS

Começamos pelo acordo Portugal/Espanha/Marrocos com a Argélia para a construção do gasoduto de Magrebe, desde a zona de produção Hassi-R’mel até Campo Maior.

Continuamos com o acordo com a Central de Ciclo Combinado (tapada do Outeiro) para garantir consumo significativo dado o tipo de contrato de aprovisionamento (take or pay)

Dada a previsivel lentidão do aumento do consumo doméstico, nas zonas das concessionárias, a Transgás acelerou as ligações aos grandes clientes industriais. 

  • O gás natural foi introduzido em 1997, primeiro cliente industrial Autoeuropa.
  • Em 2000 foi o primeiro aprovisionamento por navio metaneiro da Nigéria, no terminal de Huelva.
  • Várias são as fases de tratamento fo gás natural desde a extração até à utilização, no terminal de recepção da extração a regaseificação é efetuada por vaporizadores com água do mar. Pode-se tambem transportar de cámião, fazendo a regaseificação no local ao ar atmosférico, ou com aquecimento a água quente.
  • Para devolver o GN ao gasoduto além de se reduzir a pressão há que retirar a água com unidades de desidratação, esta é a solução disponivel em Portugal na Armazenagem do Carriço.
  • Outros planos são a incorporação do GN para produzir combustiveis líquidos, utilização de veiculos de transporte, redes de captura de CO2 para armazenagem, utilização de bio gás.

Todo este projeto é apoiado pela http://www.co2europipe.eu/, projeto financiado pela Comissão Europeia, que pretende estabelecer a tecnologia para a captura, transporte e armazenagem em larga escala de CO2.

ARMAZENAMENTO SUBTERRANEO DE GÁS NATURAL

A tecnologia de armazenagem em cavidades salinas, foi criada nos EUA à quase meio século. A seleção de Carriço, em Pombal foi decidida com base da analise dos ambientes geológicos conhecidos em Portugal. A sua proximidade com o mar, para captação de água e rejeição da salmoura produzida na lixiviação foi importante. Para evitar lixiviações não controladas, é injetado azoto.  As 4 cavidades já construidas apresentam alturas entre 170 a 300 m, diametros de 60 -70 m e volumes médios à volta de 500.000 m3.

A lixiviação carece de volumes apreciaveis de água, que neste caso vêm da praia do Osso da Baleia, cerca de 7km das instalações. Foram instalados sistemas de piezómetros com o objetivo de monitorizar o nivel freático e gerir a captação de forma sustentada.  A rejeição da salmoura, é realizada no Rego do Estremal a 9 km das instalações. Parte da salmoura é aproveitada por uma unidade fabril (Renoeste) como matéria prima para a produção de cloro.

A Estação de Gás de Carriço

Existem dois modos de explorar as cavidades, ou injeção ou a extração de gás. No primeiro a estação recebe o GN do gasoduto. Na extração o gás é encaminhado das cavidades para a estação de gás, onde uma unidade de aquecimento equipada com caldeiras permite compensar o arrefecimento do gás devido à sua expanção, evitando assim a formação de hidratos. A humidade contida no gás, é eliminada numa estação de desidratação composta por duas torres de absorção onde o gás circula em contra corrente com trietileno-glicol. 

ARMAZENAMENTO SUBTERRANEO DE GÁS NATURAL

O armazenamento de gas natural é considerado uma ferramenta essencial nas politicas energéticas. Portugal tem uma capacidade de armazenagem para 22 dias de consumo interno. O processo escolhido para Portugal chama-se Cavern Leaching. Os concelhos identificados para armazenamento subterraneo são Peniche, Caldas da Rainha e Nazaré, onde teoricamente se poderá armazenar 1650 Milhões de metros cúbicos de gás, equivalente a 106 dias de consumo.  A zona da Bacia Lusitaniana é a zona de maior interesse, com Carriço, Pombal a ser a mina de ouro do armazenamento. A principal função da armazenagem de gás natural é a necessidade de manter um equilibrio entre a procura e a oferta de gás.

  1. Cumprir os contratos efetuados, salvaguardando qualquer imprevisto que possa levar à aplicações de multas por incumprimento contratual

  2. Ferramenta de especulação de mercado, antevê-se uma subida do gás, compra-se a preços baixos e espera-se que o preço suba até ao desejado

  3. Para reduzir a volatilidade do preço

  4. Segurança de abastecimento energético

Documento oficial sobre Armazenamento de Gás Natural em poços subterraneos: Armazenamento_Subterraneo_de_Gas_Natural_

GasodutosRede_nacional_de_transporte_de_gas natural_