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Industria Fóssil e os Animais

Este é o esforço conjunto de GNN e CREA (Caldas da Rainha pela Ètica Animal) para alertar quem se preocupa com a vida dos animais, do impacto da industria petrolífera no mundo animal, para que no futuro se criem lutas de resistência comum entre grupos de libertação animal, “ambientalistas” e outros…

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Os Animais, as Não Convencionas e a Industria Fóssil.

Quantos mais matam! Mais petróleo haverá no futuro?

A velha prática de levar canários para minas de carvão subterrâneas já salvou a vida de  muitos mineiros. Enquanto o passarinho cantava, tudo ia bem.

Na Amazônia, toda uma família de peixes elétricos já provou sua eficiência no biomonitoramento de vazamentos de derivados de petróleo na água. São várias espécies da família Apteronotida e do gênero Apteronotus.

Cães são mandados onde o policia não quer ir! Qual o lugar dos animais no mundo?

A utilização de gás e petróleo é nociva para a população humana, para a vida animal e vegetal da região onde é extraído, transformado, transportado e utilizado, e também onde são descartados os lixos tóxicos derivados dos produtos derivados do petróleo. A poluição derivada da produção, os derrames e as megas construções destruem a vida selvagem. A indústria petrolífera provocou a extinção de espécies e deslocações obrigatórias de famílias humanas e não humanas em massa (refugiados).

Na vida marítima o impacto é causado pela natureza química do petróleo. O impacto também se deve às construções, passagem de navios, técnicas de pesquiza e mesmo devido a operações de “limpeza” de derrames. Os animais mais atingidos são os animais marinhos, répteis, aves e corais. Em Terra a destruição de ecossistemas levam a imigração de animais para locais já habitados por outros o que provoca lutas de morte e fome por falta de alimento de grandes mamíferos.

Todo o processo petroquímico larga toneladas de lixo tóxico nas águas, no ar e na terra. Já foram contaminadas baias e lagoas inteiras. Os aquíferos, rios, riachos e a terra em si ficam contaminados. Depois as operações de dessalinização em estações de armazenamento e tratamento de gás e petróleo requerem uma contínua fonte de água fresca, que depois de utilizada torna-se lixo tóxico.

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Outra causa da destruição ambiental são as constantes guerras nos territórios de produção petrolífera, principalmente com a capacidade de destruição de uma agressão militar pelo controlo dos recursos naturais.

A indústria petrolífera tem pouco mais de 150 anos, e espalhou-se rapidamente pelo mundo selvagem, o seu impacto está registado. A massa ocidental ignorou o seu impacto noutras regiões do mundo. Agora que está no seu quintal a oposição às petrolíferas aumenta. Normalmente a preocupação Ocidental começa quando é atingida diretamente, mas os primeiros a sofrer, os animais são uma premeditação do que se vai passar com a maioria da população mundial e agora também parte da população ocidental. A ocupação dos últimos espaços selvagens, a alteração de zonas protegidas e contaminação de áreas sensíveis para a preservação de animais perto de nós, leva-nos a olhar para o modo como tratamos os animais e como ignorámos o verdadeiro impacto da indústria petrolífera no ecossistema.

Deixamos exemplos em outros locais do mundo, muitos nunca ouviste falar:

Equador

50% do seu orçamento nacional deriva da extração de petróleo, mas o lobbing petrolífero quer mais. Esta dependência levou a alterações nas leis de proteção ambiental do País, deixando grandes áreas da Amazónia nas mãos das petrolíferas e empresas de energia. A luta indígena contra as petrolíferas tem mais de 30 anos. A contaminação das águas aumentou o risco de cancro, abortos, infeções, doenças de pele, dores de cabeça e náusea, matando quase toda a vida na água e arredores. Segundo a US Environmental Protection Agency as toxinas contidas na água são muito mais acima do que o recomendado. Foram derrubadas milhares de acres de árvores, a terra dinamitada, grandes quantidades de derrames, destruindo tudo na sua passagem, levando á morte dos peixes e de outros animais que deles se alimentavam. A floresta do Equador está a ser devastada a um ritmo de 340.000 hectares por ano, 5 milhões de acres foram só para linhas de comboio. A Texano Oil foi acusada de derramar cerca de 15 milhões de gallons (1 gallon= quase 4 litros) de petróleo. A bacia do Equador tem o maior número de espécies de plantas da América do Sul. Zonas foram completamente devastadas e inúmeros animais mamíferos estão em perigo de extinção ou se extinguiram.

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Nigéria

A Nigéria sofre as consequências da indústria petrolífera desde os anos 50. A Shell foi uma das grandes exploradoras na Região do Delta, local de vida dos Ogoni, que protestam desde então.

A Nigéria exporta cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia, extraídos em cerca de 12% do território nacional. A degradação ambiental enclausurou os Ogoni e os animais, entre a corrupção, as petrolíferas e indiferença da comunidade internacional. Sem contar com a poluição normal das operações das petrolíferas, os Ogoni, os animais e o habitat local tiveram de lidar com a técnica de Flaring (queima de gás). Os gases libertados para o ar e os químicos que voltam com a chuva, contaminam as terras e as águas. Oleodutos são construídos por cima do solo, passando em aldeias e território de caça, reprodução e alimentação de animais.

A Shell derramou na Nigéria entre 1982 e 1992 cerca de 1,625,000 gallons de petróleo em 27 acidentes diferentes. A Shell opera em centena de países, mas segundo o seu registo de derrames, 40% foram na Nigéria.

A empresa levou a cabo uma devastação ambiental, incluindo explosões para vigilâncias sísmicas, derrames, explosões em poços, derrame de fluidos de perfuração e fluidos das refinarias, destruição das terras para a construção de infraestruturas, e descargas toxicas indiscriminadas. Em 1993, 300.000 Ogonis protestaram contra a Shell. O protesto foi seguido por perseguições, prisões, assassinatos, e execuções por parte das tropas governamentais.

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Colômbia

As montanhas na Colômbia são o interesse de muitas petrolíferas. A British Petroleum tem licença desde 1995 para explorar perto das fronteiras do País. Durante anos a guerrilha dinamitou o principal oleoduto da Colômbia 350 vezes, sendo vertido mais de 1,2 milhões de barris de crude de petróleo. Segundo o governo a Colômbia perdeu 1 bilião em vendas, e a poluição polui-o 375 milhas de ribeiras e rios e cobriu de crude 12,500 acre de floresta tropical.

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Azerbeijão

Em 1994 a B.P. assinou um contracto para extração no Mar Cáspio. O problema para as empresas foi o transporte do petróleo até aos clientes, não o seu impacto no ambiente e na saúde da população local. O derrame em gasodutos é esperado devido á guerra civil. O mar Cáspio está à mercê de oleodutos em mau estado, e o canal do Bosporus Sea pode ficar completamente inundado com petróleo. A vida animal marinha, e o próprio ecossistema é fortemente infectado pela poluição. Um acidente no Mar Cáspio ou no mar Negro, ou nos gigantes oleodutos têm impactos na composição e número da vida selvagem e seu habitat.

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ARCHIV: Pferdekopfpumpen zur Eroelfoerderung unweit von Baku, Aserbaidschan (Foto vom 05.10.05). Die ehemalige Sowjetrepublik Aserbaidschan wird aufgrund ihrer Gas- und Oelreserven gerne mit Dubai oder Abu Dhabi verglichen. (zu dapd-Text) Foto: Sergey Ponomarev/AP/dapd

Kazaquistão

Segundo os cientistas das petrolíferas a região do Mar Cáspio contêm a 3ª maior reserva de gás do mundo, depois da região do Golfo e da Sibéria. A Chevron nos anos 90 pedia um oleoduto para aumentar a produção. O tráfico de cargueiros, petroleiros e metaneiros no mar Mediterrâneo, no Mar Vermelho e do Golfo da Pérsia já deixam antever a quantidade de poluição deixada nas áreas. O aumento da produção no Mar Cáspio irá aumentar o impacto, não interessa onde é construído o oleoduto. Segundo a ciência o Mar Cáspio irá subir 3 metros nos próximos 25 anos, resultando num desastre ambiental de grandes proporções. A inundação das refinarias é uma forte possibilidade. Um dos problemas é o Flaring, que liberta cerca de 4.5 milhões cúbicos de gases por dia.

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Maldivas

A Grã-Bretanha instalou-se como poder de controlo sobre a zona depois da guerra de 1982. Desde então foram descobertas grandes depósitos de petróleo. A Argentina quis disputar as reservas. A área tem um delicado ecossistema inserido numa área intocável pelo homem. A indústria petrolífera como a da pesca não deixa a ilha ser autónoma e autossustentável. A indústria petrolífera ultrapassou a indústria da pesca, aumentando o impacto na zona prístina da ilha. O povo local das ilhas resiste desde a Invasão pela Argentina em 1982, sendo que o seu principal objetivo era manter o habitat ecológico do arquipélago do Atlântico Sul. Já não existem mamíferos indígenas de terra nas Ilhas. A Raposa selvagem está extinta. Existem mais de 65 espécies de aves que ocupam a área, várias vezes por ano. Aves como o Albatroz, o Caminheiro-de-Espora, Falcão peregrino, e o Carcará-austral. A Ilha também é o habitat de milhões de pinguins.

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Kuwait

Durante a Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991, o Iraque incendiou quase 800 poços de petróleo no Kuwait. A paisagem do Kuwait ficou irremediavelmente destruída, e vai demorar gerações até uma pré recuperação equilibrada. Foi calculado que o eco-terrorismo provocado pelo Iraque poderia libertar 3 milhões de barris de petróleo por dia para o solo. Foi estimado que eram queimados 6 milhões de barris por dia em 1991. Os cientistas calcularam que a libertação de 2 milhões de barris por dia poderia gerar uma nuvem de fumo que abrangeria uma área equivalente a metade dos EUA. Cerca de 250 milhões de gallons de petróleo foram derramado no Golfo, causando danos irreparáveis na diversidade biológica e integridade física do Golfo. 440 milhas da costa da Arábia Saudita ficou inundada com petróleo e espumas químicas. Centenas de metros do deserto ficaram inabitáveis, devido aos lagos de petróleo e nevoeiros dos poços a arder. Entre 1 a 2 milhões de aves passam no Kuwait todos os anos, a caminho do território de acasalamento, muitas morrem na região devido à exposição ao petróleo e inalação de gases no ar poluído. Outras espécies em perigo são as tartarugas- de-pente (classificadas como espécie em perigo de extinção), a tartaruga comum, tartaruga de couro, Dugongos, baleias, Golfinhos, flamingos e cobras-do-mar.

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Ilhas Spratly

As Philipinas reclamaram pela primeira vez as ilhas como suas em 1975 e desde ai tem desenvolvido explorações petrolíferas na região. Passando desde 1976 a explorar também nas ilhas Palawan. A Malásia reclama o território para si, como também o Bornéu, ambos querem os seus recursos naturais. Taiwan mantem representação na Ilha desde 1956. O poder naval Kuomintang tomou possessão formal em 1946. A China e o Vietnam são os principais adversários. Apesar da disputa pelas fontes petrolíferas pouco se sabe sobre o impacto ecológico.

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Estes foram só uns exemplos, infelizmente foi só o inico!

Se estes números te chamaram a atenção e estás preocupado. Temos de dizer que retirámos esta informação de um trabalho de investigação dos anos 90. A intenção, mostrar o que nos esconderam, o que não se procura saber, e para que TU procures saber o que se passa HOJE nessas áreas, e noutras e saber quantos animais ficaram extintos, morreram, que áreas sobram, e que ecossistemas foram salvos ou condenados. Que fazem essas empresas hoje, e onde operam. Que Guerras são essas que vemos na TV?

Pergunta: São os animais que merecem os nossos direitos? Ao somos nós que deveríamos agir como animais?

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Desde os anos 90 as petrolíferas intensificaram os seus trabalhos em zonas onde já operavam e agora séc XXI iniciam explorações onde nunca as houve,  reabrindo poços fechados aumentando o seu impacto nocivo no ambiente, nos animais, e em nós…. Por mais 100 anos por seu desejo!

A indústria petrolífera hoje aposta nas fontes de energia não convencional, o seu impacto na vida selvagem, no ar e nas águas de consumo humano é elevado, continuando o modo operandis que utilizou desde o seu início… mas aumentando o seu impacto no ambiente e na vida animal não humana e humana.

As areias Betuminosas (Tar Sands) e o Gás de xisto (Shale Gas) são as novas apostas da indústria. O seu impacto? Cada vez mais sujo e agressivo…

Animais como Ratos, Caribus (Renas), Veados , Lobos, Ursos, Pássaros, e outros mais são características da floresta boreal na região das tar sands, em Alberta, Canadá. Alberta é a terra de 580 espécies selvagens, incluindo anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. Quase metade das espécies de pássaros da América do Norte passam pela floresta boreal em Alberta todos os anos.

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Lembrar que a manutenção moderna da vida selvagem inclui conservação de plantas e animais invertebrados como insetos — cerca de 3,500 espécies de plantas e fungos são só visto na área das Tar Sands. Baseado em contas atuais, cerca de 3,000 Km2 de floresta boreal será destruída nos próximos 30 a 50 anos. Todos os processos de vida são eliminados, destruindo a vitalidade do solo. Este é o destino do habitat de 3,6 milhões de pássaros.

Os resíduos tóxicos das explorações são bombeados para lagos artificiais, alguns com km, e “tapados” com água limpa. Estes lagos irão eventualmente cobrir uma área de cerca de 100 km2. São armadilhas da morte para os pássaros que aterram neles, já foi documentada a morte de 500 patos depois de pararem nos lagos da Syncrude em 2008. A mortalidade anual de pássaros devido às tar sands é de 100,000 indivíduos. As infraestruturas irão destruir 5.000 km2 de floresta boreal e resultará numa significante desfragmentação de uma área maior. Estes restantes fragmentos embutidos na rede de estradas, oleodutos serão sujeitos a barulhos excessivos, pó, e poluição. Mais de 14.5 milhões de pássaros podem-se perder devido a estas atividades. As tar sands são de longe a maior fonte em crescimento de gazes efeito de estufa no Canadá, produzindo até 3 vezes mais a quantidade de gases na produção do petróleo convencional. A produção e operação de refinamento produzem mais emissões tóxicas, que acidificam centenas de km2, e libertam  arsénio que provoca cancro. Muitos destes químicos acumulam-se na cadeia alimentar, concentrando-se em predadores como pássaros. A alteração climática está a acontecer a um ritmo acelerado que a vida selvagem não consegue acompanhar.

Aproximadamente um milhão de metros cúbicos de água são desviados do Rio Athabasca para as operações tar sands por dia. Os cancros aumentam nas comunidades First Nation abaixo das operações tar sands. 92% da água utilizada acaba em lagos tóxicos. Em 2011 a Canada Wildlife Officers mataram a tiro 145 ursos pretos na região das tar sands de Alberta.

Travis Davies, representante da Canadian Association of Petroleum Producers, “ é só devido ao número elevado de ursos na área”.

Um dos gigantes das tar sands teve de se defender em tribunal  devido à morte de 1,600 patos nos seus lagos tóxicos. O grupo Syncrude, uma aliança entre ConcoPhilips, ExxonMobil e Murphy Oil. Dizem-se não culpados!

Patos

Os patos iam em migração para nidificar na primavera de 2008 quando aterraram e morreram nos lagos tóxicos da Syncrude. Todas as primaveras pássaros americanos veem nidificar à floresta boreal do Canada. Mas todas as corporações de petróleo destroem parte da floresta para alcançar o desejado. As lagoas tóxicas podem causar a morte de 8,000 a 100,000 pássaros todos os anos, muitos dos quais sem relatório e que se saiba. As águas tóxicas das tar sands em lagos abertos já ocupam uma área de 50 milhas quadradas (1km é equivalente a 0,6214 milhas), do que já foi a floresta boreal de Alberta.

Caribus (Renas)

Os Caribus (Renas) tem vindo a desaparecer de Alberta por algumas décadas e cientistas acreditam que podem estar extintos em 70 anos. Na área petrolífera rica em Athabasca Oil Sands, na parte norte da província, alguns dizem que podem desaparecer em 30 anos. Esforços começaram a ser feitos para remover lobos de partes de Alberta para reduzir o desaparecimento do Caribu, mas estudos mostram que atividade humana relacionada com o petróleo e a indústria da madeira pode ser mais importante que os lobos no declínio da população.

Lobos

O plano do país, que inclui envenenamento e o desporto favorito de Sarah Palin’s – matar lobos a tiro a partir de helicopteros  ou aviões – Significa “ equilibrar o que a civilização desenvolveu”, nas palavras do Ministro do Ambiente do Canadá, Peter Kent. Se o desenvolvimento humano está a matar caribus ao destruir o seu habitat, o pensamento continua, com a existência de poucos lobos para comer os restantes. O veneno é uma arma particularmente arcaica. O veneno em questão é Strychnine, que tem sido utilizado desde 1600. Mata rápido, mas dramaticamente.

Gribbel Island, uma ilha, onde vivem os Spirit Bear, é também a ilha da gigante Enbridge. São uma variante genética rara do urso preto,  existem poucos. Por centenas de anos, os ursos foram protegidos de caçadores pelas First Nation de British Columbia, que manteve a sua existência protegida. Mas agora a sobrevivência destes raros ursos está ameaçado pelo plano da gigante Enbridge em enviar centenas de navios cargas por ano com tar sands através do habitat. Não existe só o risco de um derrame. O barulho afastará as baleias. E os movimentos dos navios tanques afastará os salmões.

Testes em animais (Vivisecção)

O petróleo além de vir servir a civilização como fonte de energia, veio também produzir novas matérias-primas sintéticas (produtos químicos, matérias primas, sintéticos, medicamentos, etc), todos os seus produtos necessitam de ser testados em laboratórios devido á sua toxicidade para os seres vivos.

A descrição deste teste é sobre capacidade de reprodução, saúde dos fetos; saúde dos pais ( contagem de esperma) e mães ( condições dos ovários), efeitos na pele, olhos e tecidos moles do corpo humano, devido aos gases libertados pela gasolina.

“Para avaliar o potencial tóxico do vapor da gasolina, foi realizado um estudo em ratos, o estudo revelou não haver toxicidade. No entanto, houve uma ligeira redução do peso corporal. Grupos de ratas grávidas foram expostos ao vapor de gasolina em concentrações de o, 1000, 3000 ou 9000 ppm. Todos os ratos foram sacrificados no dia 20 da gestação” Developmental toxicity evaluation of unleaded gasoline vapor in the rat”)

Estudos demonstraram toxicidade mínima por injecção oral em ratos, ou por exposição da pele nos olhos de coelhos. A gasolina causa irritação mínima na pele nos coelhos, mas não é um sensibilizador da pele nos guinea pigs. Um efeito depois de repetida exposição de ratos e macacos á inalação a vapores de gasolina em concentrações de 400 ou 1500 ppm, 6h/dia, 5 dias por semana por noventa dias foi mudanças no fígado dos ratos. Mais tarde atribuiu-se ao light hydrocarbon nephropathy, uma espécie de síndromas observados em ratos machos, que não é relevante para os humanos. Quando os ratos eram expostos a vapor de gasolina por inalação ao longo de 2 anos em concentrações de 67, 297, ou 2056 ppm, os ratos machos exibiram ocorrências de light hydrocarbon nephoropathy e cancro nos rins e nas ratas tiveram cancro do fígado.

Animais adultos foram sacrificados por anestesia com dióxido de carbono seguido de exsanguinations no dia 20 de gestação. Os ovários foram dissecados longitudinalmente. Onde os implantes uterinos não eram aparentes, o útero era pintado com ammonium sulfide para visualizar algum foco uterino. Se nenhuma fosse encontrada, a fêmea era considerada não grávida. Todas as carcaças de fêmeas adultas foram descartadas. Fetos decapitados foram dissecados ao microscópio. Fetos destinados a avaliação do esqueleto foram mortos com uma overdose de dióxido de carbono.

 

SEISMIC AIRGUN (SALVEM AS BALEIAS E AMIGOS)

As Seismic airgun’s são o segundo maior contribuidor de som na água causado pelo homem, seguido das explosões nucleares e semelhantes. Pelo menos 37 espécies marinhas mostraram ser afectadas pelas vigilâncias sísmicas.

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O que este novo tipo de petróleo, como o desejado no offshore em Portugal vem trazer são mais tecnologias nocivas ao mundo animal. Para sondar os reservatórios Deep offshore antes de investir milhões na perfuração a indústria petrolífera de gás e petróleo utiliza uma tecnologia conhecida como Seismic AirGun. A população de cetáceos (baleias, golfinhos, cachalotes, etc), Lulas, crustáceos e peixes são seriamente afectados pelo som libertado pela airgun (pistola de ar) para os testes sísmicos (siesmic survey). Esta tecnologia está a ser utilizada em todos os Oceanos, e com o aumento das ZEE (zonas económicas exclusivas) de vários países aumentará o impacto global na população marítima.

O barulho (som antropogénico) de uma “arma de ar” (seismic airgun), utilizada para descobrir depósitos de gás ou petróleo centenas de Km abaixo do solo do mar, pode cobrir uma área de 300,000 km2 com um volume de 20 dB, continuadamente por semanas ou meses. Desde a sua utilização que a Whaling Commission’s  Scientific Committee disse “… a utilização persistente e repetida sobre uma área… deve ser considerada um grave problema do nível de impacto nas populações…” 2005

Cerca de 250 baleias macho deixaram de cantar durante semanas até meses durante um estudo sísmico, recomeçando a cantar dias depois do final dos trabalhos. É muito difícil acreditar que tal efeito não afecta biologicamente a pulação de baleias (reprodução). No estudo foi notado que uma baleia parava os chamamentos se estivesse a haver explosões de som a 10 km. As Baleias azuis reagem de outro modo. Mesmo com Seismic survey utilizando uma pistola de ar de poder médio levou as baleias no St. Lawrence Estuary a modificar as suas vocalizações. As baleias faziam mais chamamentos nos dias dos trabalhos, do que quando não havia emissão de som. O que prova que fontes de som das air gun (pistolas de ar) podem interferir com sinais de comunicação importantes para a sobrevivência dos mamíferos marinhos. Em 2008 foi descoberto que locais onde vivem populações de golfinhos eram afectadas pela utilização do air gun. As Orcas, e outras espécies de baleias evitam as áreas onde se liberta o barulho. O cachalote no Golfo do México não parecia evitar o barulho, mas depois reparou-se que esforçava-se menos para procurar comida, e evitavam nadar. Reduzem a utilização da cauda em 6% durante a exposição ao barulho, e a tentativa de capturar presas em 19%. O barulho contribuiu para o declínio de algumas espécies. As baleias cinzentas de Sakhalin Island, Rússia, deslocaram-se devido a estudos sísmicos, da sua área de alimentação, voltando dias depois do final dos trabalhos.

Em 2007 foi descoberta uma redução da diversidade de cetáceos, relacionado com o aumento das vigilâncias sísmicas de 2000 a 2001 no Brasil. Entre 1999 e 2004 existiu uma relação negativa entre a diversidade de cetáceos e a intensidade das vigilâncias sísmicas. As baleias cinzentas quando expostas mesmo a uma airgun de pequenas dimensões evitam o barulho e mudam de comportamento alimentar para um de transição. Também começam a “hauling out” (fugir a predadores, regulação termal, actividade social, redução de parasitas, etc) ao som da airgun. As  focas diminuem o seu ritmo cardíaco, juntando um comportamento dramático deixando de se alimentar.

Um golfinho sofreu de rigidez e instabilidade na postura que progrediu para um estado catatónico e afogou-se a 600 metros de um disparo de som seismic 3D com todo o poder. Efeitos do stress ou mudanças fisiológicas, crónicas, podem inibir o sistema imunitário e comprometer a saúde dos animais. Isto já foi estudado em baleias e golfinhos.

Tartarugas

As tartarugas evitam as áreas de vigilância sísmica com air gun com um nível de 175 db. Em estudos foi detectada surdez. Uma airgun média a uma profundidade de 100 metros cousa impacto no comportamento das tartarugas numa área de 2 km. Em 2010 foi descoberto que 51% das tartarugas, divagavam e separavam-se no ponto mais próximo do raio de emissão da airgun.

Peixes

A seismic air gun danifica em grande extensão e a uma distância de 500 m da vigilância sísmica. Comportamentos a que se assiste são: mergulhar para profundidas não comuns, congelarem em grupo, ou entrarem em stress nadando exaustivamente. Perto de locais de operações sísmicas a redução de pesca foi de 40% a 80%. Estes efeitos podem durar mais 5 dias depois de finalizados os testes sísmicos e a uma distância de 30 km do barco. O impacto no crescimento dos ovos e das larvas incluem diminuição do número de ovos viáveis, aumento da morte embrionária, diminuição do crescimento da larva, e a sua habilidade para escapar a predadores.

Invertebrados

Os invertebrados também não estão imunes aos efeitos do som antropogénico. 9 Lulas gigantes ficaram encalhadas, algumas vivas, numa área de utilização de air gun em 2001 e 2003 em Espanha. Os ferimentos eram ferimentos internos, órgãos e ouvidos rebentados. Expostos a um som de 160 dB reagiram com o largar da tinta e um nadar rapidíssimo. Em cativeiro tentam fugir para uma zona com isolamento acústico. Os bivalves mostram stress acústico provado pela glucose. No camarão registaram-se ovários danificados e ferimentos no sistema de equilíbrio. Em 2013 ficou provado que playbacks de impulsos sísmicos durante o desenvolvimento da larva, causava um atraso no crescimento e em 46% existia má formação corporal, afetando o acasalamento.

Airgun Noise devem ser consideradas um poluente marinho com sérios impactos ambientais.

O Fracking (Gás de Xisto) e os Animais:

Como as Tar sands só o processo de abrir estradas, limpar os locais para o furos, armazenar, transportar e tratar já diz muito do impacto da exploração de gás de Xisto em Portugal e Vida Animal não humana.

Um Estudo indica que o processo de Fracking (Fractura Hidraulica) está a diminuir o tempo de vida, a afetar a reprodução dos animais de quinta (bovinos, caprinos, cavalos, galinhas, etc) e talvez a ter impacto mesmo nos Humanos. O estudo durou um ano, e foi baseado em entrevistas com criadores de gado e veterinários em 6 Estados: Colorado, Louisiana, New York, Ohio, Pensilvânia e Texas.

Os animais de quinta são cativos, cercados por arame farpado, ou cercas de madeira. Quando existem derrames ou contaminação das águas os animais começam a ficar fracos a morrer e a dar à luz filhos com mutações.

“Animals can nevertheless serve as sentinels for human health impacts,” Relatório: Impacts of Gas Drilling on Human and Animal Health

“Os animais podem servir como sentinelas para impactos na saúde humana”

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Em 1 caso, um derrame de fluidos de fracking no pasto resultou na morte de 17 vacas no espaço de 1 hora. As Vacas tiveram filhos mortos, as cabras apresentaram problemas de reprodução, etc… Os Fazendeiros relataram efeitos em 1 a 3 dias depois dos animais terem consumido a água toxica. Nas 7 quintas estudadas com mais detalhe, 50% da manada, em média, foi afectada pela morte ou problemas de procriação.

A água tóxica do Fracking é armazenada em lagos a céu aberto. No Kentucky Acorn Fork Creek foi derramado um líquido que deixou tudo laranja-avermelhado, contaminando o Riacho (Creek) com ácido clorídrico, metais e minerais dissolvidos e outros contaminantes. O Riacho era tão limpo que era conhecido como uma Fonte fora de comum de água. O Riacho é a casa do Phoxinus cumberlandensis é uma espécie de peixe actinopterígeo, protegido sobre o Endegered Species Act (ESA), por estar em perigo de extinção.

Os cientistas federais e estatais descobriram que os fluidos do fracking mataram virtualmente toda a vida marinha selvagem numa parte significante do Riacho.”

A Zona Oeste de Portugal já tem das piores qualidades de água devido á criação intensiva de gado: vacarias, aviários, suiniculturas, etc… E Também devido á extensão de árvores de fruto, pulverizadas constantemente, e da introdução da agricultura intensiva como estufas ou hectares de vegetais para os supermercados. Mas a exploração de gás de xisto vai acabar com o resto… Existem zonas protegidas devido á fragilidade do ecossistema e o impacto na vida animal, existem locais onde se tenta preservar e introduzir de novo animais e árvores que ali viviam.

No Algarve o trabalho para a preservação dos animais que habitam ou passam nas rias e na costa será destruído e os animais desaparecerão para sempre.

Não se vê grupos de proteção e preservação animal a criar uma resistência activa às petrolíferas em Portugal. Nada se vê dos grupos dos direitos dos animais ou Amigos dos Animais. Sobre os movimentos de libertação animal (sabemos que já se faz muito noutras causas e somos poucos… mas vamos a isso?)

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Se não acreditas investiga…!!!

 

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Aquífero de Torres Vedras e Gás Natural?

Aquífero de Torres Vedras e Gás Natural!

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A extração de gás natural vem por AINDA mais em perigo as condições do aquífero de Torres que serve a população e a agricultura de Torres, Cadaval e Alenquer.

Torres têm problemas coma água devido á Agro -Pecuária e Pedreiras, etc, Cadaval com o Aterro Sanitário, e Alenquer que também está em prospecção sísmica de petróleo não está livre de problemas de contaminação.

Segundo um estudo para o Grau de De Grão Mestre em Engenharia Geológica e Minas do IST, Universidade técnica de Lisboa, o aquífero, que alimenta dois rios está com valores prejudicial ao consumo humano, sendo necessário tratamentos químicos das águas para abastecimento publico. As principais causas, Agricultura, criação de animais, industria, aterro sanitário, transito (A8), e domésticos.

imagesAmbos os rios têm zonas protegidas, são local de passagem ou nidificação de aves protegidas. Os tratamentos químicos das águas com cloro ou outros começa a ser fortemente confrontado por cientistas. A exploração de gás e petróleo vêm aumentar todos os problemas que o aquífero de torres já enfrenta. Aumentando mesmo a toxicologia, com metano por exemplo.

A fragilidade do aquífero é real. Com a exploração petrolífera o aquífero poderá ficar para sempre impróprio,  e sem tratamento, ficando a população sem água potável, contaminada.

A Universidade de Lisboa  é onde o presidente da Partex Oil nad Gas,  António Costa Silva é professor, e onde acompanha, dirige e avalia dissertações e doutoramentos em várias áreas.

As ligações entre corporações, educação e politica está mais uma vez demonstrada nesta rede das energias, incluindo gás e petróleo. Nesta “dissertação” retiramos informação  sobre a avaliação, problemas e resoluções do aquífero de Torres Vedras. Problema esses vão ser catastróficos se a exploração petrolífero for em frente.

Dados abaixo retirado de: Torres Vedras

Aquífero de Torres Vedras, 2010

“… I.1 Introdução

As águas subterrâneas são um recurso natural valioso que, enquanto tal, deverá ser protegido da deterioração e da poluição química.

Esta protecção é particularmente importante no que respeita à utilização destas águas para o abastecimento de água destinada ao consumo.

 A qualidade das águas subterrâneas é susceptível de ser afectada pelas actividades antrópicas, principalmente no que diz respeito ao uso e ocupação do solo, particularmente por zonas urbanas, agrícolas, e outras actividades que possam ser origem de descargas de poluentes para o solo.

A contaminação das águas subterrâneas é, na generalidade das situações, persistente, pelo que a recuperação da qualidade destas águas é, normalmente, muito lenta e difícil.

 A protecção das águas subterrâneas constitui, assim, um objectivo estratégico da maior importância, no quadro de um desenvolvimento equilibrado e duradouro.

 I.2 Objectivos

 A actual dependência do abastecimento municipal das Águas do Oeste (AdO), que em caso de rotura de condutas será realizado através das captações municipais de recurso, que na sua maioria exploram o aquífero de Torres Vedras, faz com que seja de grande importância a caracterização da qualidade da água subterrânea dos mesmos e desenvolvimento de ferramentas de apoio à decisão em termos de planeamento e gestão destas águas subterrâneas, como mapas de vulnerabilidade à poluição e definição de perímetros de protecção.

Fotos J.I Candeeiros 001II.1 Enquadramento Geográfico

O aquífero de Torres Vedras ocupa uma área de cerca de 80 km2 e localiza-se no distrito de Lisboa, abrangendo os concelhos de Torres Vedras, Cadaval e Alenquer

O sistema aquífero de Torres Vedras abrange uma área geológica que se estende por quatro cartas geológicas à escala 1/50 000 distintas, 30-A (Lourinhã), 30-B (Bombarral), 30-C (Torres Vedras) e 30- D (Alenquer).

A formação aquífera mais importante é a Formação de Grés de Torres Vedras (Grés com vegetais fósseis, de Torres Vedras e Cercal), datada como pertencendo ao Cretácico Inferior. (Almeida et al, 2000).

A espessura máxima da série sedimentar que suporta o sistema aquífero não deve ultrapassar os 250 m. Segundo os mesmos autores, os furos mais profundos captam fáceis do topo do Jurássico, tornando-as parte integrante do sistema aquífero.

O aquífero Cretácico de Torres Vedras está inserido na Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Oeste.

Como se pode observar pela, na área ocupada pelo aquífero de Torres Vedras destacam-se duas linhas de águas principais, o Rio Sizandro e o Rio Alcabrichel, ambos de regime sazonal, sendo que a área correspondente ao aquífero de Torres Vedras tem associado às suas principais linhas de água as sub-bacias hidrográficas do Rio Sizandro e Rio Alcabrichel.

 A profundidade média do nível freático nesse local é de 8,08 m, e dada a sua aproximação ao Rio Sizandro poderá ser um indicador que neste local ocorrem fenómenos de alimentação do rio por parte do aquífero.

 No que respeita à qualidade da água para consumo humano, o SNIRH fornece informação (para a condutividade, nitratos, pH, azoto amoniacal e cloretos, entre outros parâmetros) para 8 pontos de água localizados na área respeitante ao aquífero de Torres Vedras, segundo informação disponibilizada pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Torres Vedras (SMASTV), o abastecimento de água em 2009, para o Concelho de Torres Vedras, caracterizou-se pelos seguintes indicadores:

• Número de utentes: 39 963

• Taxa de cobertura do abastecimento domiciliário: 99,7%

• Volume de água fornecida: 4 549 537 m3

• Perdas (diferença entre a água distribuída e a água fornecida): 20,13%

 Controlo da Qualidade da Água e Zonas de Abastecimento

 Os SMAS de Torres Vedras cumprem o dever de abastecer de água a população do Concelho de Torres Vedras, em conformidade com o disposto no Decreto-Lei nº 306/07, de 27 de Agosto

(Monitorização da Qualidade da Água para Consumo Humano).

No controlo da qualidade da água para consumo humano são definidos anualmente o Programa de Controlo da Qualidade da Água de Consumo Humano (PCQA) e o Programa de Controlo Operacional (PCO).

 Indústria, Agricultura e Regadio

Relativamente ao estado químico das águas destinadas à rega, no presente estudo seguem-se os critérios propostos pelo USSLS (United States Salinity Laboratory Staff, 1954). Usando o Diagrama de Riverside.

 Relativamente aos limites impostos pelo Anexo I do referido Decreto-Lei, para a Categoria A1 que requer tratamento e desinfecção, revela parâmetros problemáticos: pH, fluoretos, Ferro total, Manganês, Bário, Hidrocarbonetos totais, oxigénio dissolvido e azoto amoniacal. Batista et al. (2004), efectuaram um estudo de avaliação de ecossistemas agrícolas com vulnerabilidade hidrogeológica, no Ribatejo e Oeste e na Beira Litoral, onde foi avaliada a ocorrência de pesticidas e de nitratos na água subterrânea no período de 1996 a 2000.

Este estudo incluiu 4 captações na região de Torres Vedras, sendo que numa das captações analisadas foi encontrado um valor de pesticida e/ou metabolito superior a 0,1 μg/l. As análises realizadas a este tipo de compostos, na rede de vigilância e no período a que se refere o estudo realizado, não revela valores acima do limite de detecção do aparelho de pesticidas ou seus metabolitos (atrazina, desetilatrezina, alocloro, metalocloro, metribuzina, desetilterbutilazina entre 50o utros), no entanto, a periodicidade destas análises deveria ser maior. A última análise realizada foi feita em 2005, o que se revela insatisfatório dada a intensidade agrícola da região.

Relativamente aos nitratos, Batista et al. (2004) analisaram 10 captações no Concelho de Torres Vedras, tendo uma delas apresentado valores acima dos 100 mg/l de NO3-.

 Análise Temporal por Estação de Monitorização

 Uma vez detectados os parâmetros que podem inviabilizar a qualidade das águas subterrâneas em estudo para consumo humano, foi realizada uma análise temporal destes mesmos parâmetros, para cada estação de monitorização. Esta análise teve em conta também a sazonalidade, observado a variação de cada parâmetro com o período de águas altas (Março/Abril) relativamente ao período de águas baixas (Setembro/Outubro), observando-se um aumento da concentração de alguns elementos nos períodos de chuva mais intensos, devido ao incremento da lixiviação.

Para fins de consumo humano, a legislação vigente recomenda um intervalo entre 6,5 e 8,5 de pH.

As estações AC22, 374/120 e JK14 revelaram valores fora deste intervalo, sendo águas demasiado ácidas. O furo JK14 apresentou uma tendência de descida de pH até atingir um valor abaixo do limite recomendado, na última análise efectuada (2004).

 No que respeita ao Ferro total, as estações JK1B e JK14 encontravam-se, à data da última análise (2004 e 2003, respectivamente), bastante acima do VMA.

O furo AC22 apresenta valores bastante acima do VMA, tendo um pico em 2005, tendo começado a decrescer em 2009.

Acima do VMA estão também os furos 374/130, 374/129, 362/130, mas destes apenas o 374/130 está acima do limite na última análise de 2009.

O furo 362/131 em 2009 já se encontrava acima do VMR.

Verifica-se uma tendência significativa de aumento deste parâmetro no período de águas altas em relação ao período de águas baixas.

 Em relação aos valores de amónia total, a partir de 2006, todas as estações analisadas revelaram uma subida da concentraçãodeste parâmetro. Encontram-se acima do VMR os valores analisados para todas as estações exceptuando o JK14 (que revelou uma descida considerável de 2001 até à última análise em 2003).

O manganês total é outro dos parâmetros com valores problemáticos analisados.

Os furos 374/130, 362/130, 362/131 e AC22 têm estado desde 2005 acima do VMR.

O furo 362/130, no entanto, tem apresentado uma tendência de descida no período 2008-2009, ao contrário dos restantes que apresentam uma tendência de subida de concentração.

 O furo 374/129 esteve acima do limite referido, mas a partir de 2008 a concentração analisada mostrou valores abaixo do mesmo.

Os furos JK1B e JK14, na última análise realizada (2004 e 2003, respectivamente), estavam acima do limite recomendado.

 Relativamente ao Zinco, só o furo AC22 tem valores acima do VMR, na última análise (em 2009), já se encontrava abaixo deste limite. O furo 374/130 na primeira análise realizada a este parâmetro, no período estudado, excedia o VMR, mas nunca mais esteve acima desse limite.

Para o Mercúrio, poucas análises foram feitas para monitorizar este parâmetro. Para o furo JK1B, em 2002 tinha um valor muito acima do VMA, e não voltou a ser analisado.

O furo AC22 em 2007 excedeu o VMR para este parâmetro.

 A monitorização do parâmetro oxigénio dissolvido nos furos 374/129 e 374/130 mostra que estes oscilam entre valores acima e abaixo do VMR. Desde 2005 (1ª análise realizada a este parâmetro), a estação 362/132 esteve sempre acima do VMR.

O furo 362/130 na primeira análise a este parâmetro (2005), estava acima do VMR, mas nunca mais o excedeu.

O furo JK14, aquando da última análise (2004), estava acima do VMR.

 As análises a fluoretos, realizadas apenas em 2009 às estações AC22, 362/130, 362/131, 362/132, 374/129 e 374/130, estavam abaixo do limiar de detecção do aparelho. Uma vez que a legislação vigente recomenda um intervalo de fluoretos de 0,7-1,0 mg/l, todos estes valores estão abaixo do VMR.

A análise a hidrocarbonetos totais mostrou que, no período de Abril de 2005, todas as estações monitorizadas mostravam valores acima do VMA: 362/130, 362/131, 362/132, 374/129 e 374/130.

 O furo AC22, analisado um mês antes, não mostrou valores acima do VMR para hidrocarbonetos. Estes valores podem ter tido origem numa descarga acidental no período analisado.

Só a estação 362/131 tem valores excessivos de Bário, parâmetro poucas vezes analisado. Em 2005 e 2009, este parâmetro excedia o VMA de 0,1 mg/l.

 A classificação das águas conforme o tratamento necessário de acordo com o Decreto-Lei n.º 236/98 é a seguinte:

Classe A1 — tratamento físico e desinfecção.

− Classe A2 — tratamento físico e químico e desinfecção.

− Classe A3 — tratamento físico, químico de afinação e desinfecção.

Pela observação, verifica-se que os furos 362/6 (AC22), 374/130 e 362/130 têm apresentado qualidade abaixo da exigida por lei para produção de água para consumo humano nos últimos 5 anos analisados.

A captação 362/132 ainda que tenha apresentado bons resultados nos últimos anos, em 2009 decresceu para a classe >A3.

A captação 374/129, ainda que tenha sido classificada como A2 em 2006 e 2008, não apresenta, no último ano analisado, uma qualidade suficiente para produção de água para consumo humano.

 Como se pode observar pela, após uma diminuição significativa, tem havido um ligeiro aumento do número de ocorrência de más classificações em parâmetros responsáveis pela qualidade da água, chegando aos 100% no último ano analisado.

 Vulnerabilidade à Poluição

 Uma vez identificados os problemas que dão origem à fraca qualidade da água subterrânea do aquífero em estudo para fins de produção de água para consumo humano, é notória a necessidade da sua protecção, a nível de contaminação.

 Focos de Poluição

 O levantamento dos potenciais focos de poluição foi efectuado através da carta de ocupação de solo CORINE Land Cover (2000), à qual se adicionaram outros pontos críticos, através de informação obtida na Câmara Municipal de Torres Vedras.

Apresentam-se potenciais focos de poluição pontual e difusa para os recursos hídricos subterrâneos inventariados pela CMTV, mas tanto para os dados respeitantes a estes, como para os superficiais, é necessária a finalização dos levantamentos e a realização de um diagnóstico ambiental das actividades identificadas. Adicionou-se o USSLS (United States Salinity Laboratory maioritariamente localizado no Concelho do Cadaval.

Através da observação, verifica-se que, numa primeira análise, os principais focos de poluição de águas subterrâneas presentes na área pertencente ao aquífero em estudo são pedreiras, suiniculturas, actividades ligadas à agricultura, produção animal, caça e  silvicultura, reparação de veículos automóveis, indústrias transformadora e extractiva e espaços urbanos.

De referir a intensa rede viária que atravessa todo o aquífero, nomeadamente um troço da autoestrada A8.

 Agricultura

 A aplicação excessiva de adubos e produtos fitofarmacêuticos nas diferentes culturas agrícolas pode contribuir para a geração de escorrência de águas contaminadas com nitratos e pesticidas que atinjam as linhas de água e águas subterrâneas.

Depósitos de Sucata, Oficinas de Reparação Automóvel e Postos de Abastecimento de Combustível

A potencial contaminação da água (pluvial/doméstica/escorrências) poderá ocorrer por: susceptibilidade de contaminação de águas rejeitadas para a rede pluvial e rede doméstica com hidrocarbonetos, solventes, fluidos de travões, tintas, líquidos de lavagem, detergentes, desengordurantes e outros produtos de limpeza; contaminação de águas superficiais e subterrâneas devido a operações de limpeza de pavimentos, escorrência de resíduos para o solo (em especial metais pesados), derrames, etc.

 Produção Animal

 As indústrias de produção animal incluem Suiniculturas, Boviniculturas e Aviculturas.

Nestas indústrias existem riscos de carácter pontual (descargas directas dos efluentes não tratados nas linhas de água), ou carácter difuso.

As características e perigosidade dos efluentes variam com o tipo de exploração, alimentação, do clima e da estação do ano, da idade e sexo dos animais.

Segundo Santos (2002 in FARINHA et al., 2007), a actividade pecuária intensiva pode levar à degradação da qualidade do ambiente, nomeadamente ao nível dos recursos hídricos, pelas seguintes formas:

− Exportação por via directa ou indirecta de compostos azotados e fosfatados para as massas de água superficial, contribuindo assim para a eutrofização;

Lixiviação de nitratos através dos solos, com posterior contaminação de recursos hídricos subterrâneos;

− Disseminação de microorganismos patogénicos, com efeitos ao nível da saúde pública.

Pedreiras e Areeiros

As indústrias extrativas existentes na área em estudo consistem em areeiros e barreiros, que exploram as formações do Cretácico inferior e do Jurássico superior. Os riscos de poluição vão depender da natureza da exploração, tipo de técnicas aplicadas e fase (expectativa, prospecção e pesquisa, trabalhos preparatórios, exploração, etc.), mas destacam-se os seguintes:

− Descarga de efluentes carregados de sólidos em suspensão;

− Modificação da drenagem superficial;

− Interferência no regime hidrogeológico;

 Adegas

 Sendo a área em estudo uma região tradicionalmente associada à produção vinícola, a instalação de adegas é um foco potencial de poluição a considerar. A carga poluente dos efluentes rejeitados por este tipo de actividade varia em grande medida com a quantidade da água utilizada na adega. Este elevado uso de água é devido principalmente a operações de lavagem de equipamentos e é de carácter sazonal. O efluente é caracterizado por uma elevada carga orgânica e Sólidos Suspensos Totais (SST), produtos de destartarização e de limpeza e ainda outros produtos interveniente na vinificação.

 Aterro Sanitário 

Um dos casos que levantou polémica, aquando da sua construção e nos anos seguintes, foi o Centro de Tratamento de Resíduos do Oeste (CTRO), que engloba o Aterro Sanitário do Oeste (ASO) e localiza-se nos concelhos de Cadaval e Alenquer, estando implantado sobre a zona do aquífero de Torres Vedras.

DSC00321_3_Segundo o edital Nº 08/2002 da Assembleia Municipal do Cadaval, datado de Fevereiro de 2002, no pedido da emissão da licença ambiental (concedida à empresa Resioeste S. A., que explora o aterro), acerca do sistema de impermeabilização, não é referida a colocação de uma barreira geológica artificial na base e nos taludes dos alvéolos do aterro, com pelo menos 0,50 m de espessura, para protecção dos recursos hídricos subterrâneo, como determina a Directiva 1999/31/CE, do Conselho, de 26 de Abril de 1999, sobre deposição de resíduos em aterros. Assim, há que considerar o aterro como uma potencial fonte de poluição, com problemas imediatos ou a longo prazo

 Poluição Pontual das Linhas de Água Superficiais

 De acordo com Plano de Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste (PBHRO, 2001), as principais fontes de poluição das linhas de água existentes no Concelho de Torres Vedras são provenientes do sector Agro-Pecuário.

Apesar das instalações (suiniculturas, aviculturas, etc.) não se localizarem por norma imediatamente junto dos rios e ribeiras, noutros concelhos a montante, existem explorações junto às linhas de água poluindo-as. Dado o PBHRO datar de 2001, esta informação poderá necessitar de actualização.

Outros sectores que têm algum peso no concelho são o sector agrícola e as adegas cooperativas.

A EXPLORAÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO VÊM PIORAR O ESTADO DAS ÁGUAS E A SUA QUANTIDADE DISPONÍVEL!

Fracking: O novo problema das águas globais

FRACKING:

A NOVA CRISE GLOBAL DE ÁGUA

 Na última década, avanços tecnológicos em perfuração horizontal e fracking tem permitido á industria do petróleo e gás extrair grandes quantidades de petróleo e gás natural de formações rochosas nos EUA. No entanto, a prática provou-se ser controversa. A poluição da perfuração e fracking causa grandes problemas ambientais e problemas públicos de saúde e criar sérios, riscos de longa duração para os lençóis de água.

Neste relatório, Food and Water Europe olha sobre os riscos e custos do desenvolvimento de operações Shale que se tem demonstrado nos EUA, incluindo custos económicos que vão de encontro ás ofertas de benefícios económicos desta prática.

Aqui vai um sumário sobre desenvolvimento de Shale em 6 países: França, Bulgária, Africa do Sul, China e Argentina.

  • Forte oposição pública ao fracking na França e Bulgária levou á proibição nacional da prática
  • O governo da Polónia deu a boa vinda ao desenvolvimento de Shale no país, mas problemas durante o processo de autorizar prospeções levou o plano por água abaixo.
  • À espera de uma revisão ambiental pelo governo da África do Sul, a Royal Dutch pode ser autorizada a perfurar na Bacia de Karoo
  • O governo Chinês está a pressionar a sua expansão de Shale, e inúmeras corporações de petróleo estão em parceria com corporações chinesas, tanto nos EUA como na China
  •  Na Argentina, as corporações de gás e petróleo iniciaram o desenvolvimento de Oil Shale e Shale gas na bacia de Neuquén, com o apoio do governo argentino

Introdução:

Avanços na tecnologia e no fracking tornou agora economicamente possível extrair petróleo e gás natural das rochas e outras formações rochosas impermeáveis. No entanto, enquanto a perfuração e o fracking tem sido o Boom da indústria nos EUA, tem sido um pesadelo para os americanos expostos à poluição que acompanha estas operações.

A indústria do petróleo e gás querem agora levar este pesadelo a todo mundo. Empresas estatais e privadas de petróleo e gás estão a fazer parcerias com companhias americanas, dando capital para o desenvolvimento das explorações, em troca do conhecimento técnico para as perfuraçõe no Mundo. Muitas destas companhias também trabalham para assegurar direitos à extração de gás e Oil Shale e Shale Gas pelo mundo.

Devido ao gás natural ser relativamente livre de queimas de combustível fóssil, comparado com o petróleo e carvão, foi carimbado como uma fonte de energia que podia potencialmente servir como ponte para um futuro baixo de carbono alimentado por fontes de energia renovável e limpa. No entanto olhando não só para a combustão, o impacto ambiental total do desenvolvimento de Shale Gas não é nada amigável, nem para uma ponte. Mete em perigo os lençóis de água, estudos científicos sobre gases efeito de estufa libertados nas operações revelam que utilizar gás natural em vez de cravão pode na realidade acelerar as alterações climáticas nas próximas décadas. Claro, em contraste com o Shale gas, não existe a pretensão de levar o Oil Shale aos mesmos patamares de benefícios ambientais.

Este relatório revê os riscos e custos da exploração de gás de xisto, como demonstrado nos EUA, e pede aos países para banir esta perigosa prática. Para ilustrar o alcance da ameaça do fracking á saúde pública e ao meio ambiente, o estatuto dos empreendimentos de Shale em 6 Países, vai ser sumarizado.

História e a próxima onda de fracking

 Fracking é o processo de injectar líquidos – tipicamente uma mistura de água, areia e químicos—em poços em altas pressões para quebrar as rochas, permitindo ao gás/ou petróleo contidos nessa formação rochosa viajarem para o poço.

Não é uma nova técnica. As corporações de petróleo e gás utilizam o fracking desde 1860 para estimular a produção dos poços de petróleo. A Halliburton é apontada como a responsável pela primeira aplicação comercial de fracking para produzir gás natural,  em 2000, 0 fracking era utilizado em 90/95% dos poços de petróleo e gás nos EUA. No entanto, a escala do fracking moderno é uma mudança radical da utilizada no petróleo e gás convencional.

Alvos de Gás natural convencionalde rocha e outras formações pela qual o gás realmente flui. Quando uma reserva de gás é confirmada dentro destas rochas impermeáveis, um poço vertical é perfurado até ao reservatório e faz fluir o gás.

Em, contraste, gás natural não convencional existente nas rochas fica lá, em areias ou camas de cravão, é restrito se não for “fracked” (Fracturado). Igualmente, o fracking é essencial para libertar “Tigth Oil”.

A combinação de fracking avançado e técnicas de fracking horizontal tornou economicamente viável extrair grandes quantidades de Shale Oil e Shale gas. Enquanto o fracking permite que o gás passar para um poço, para começar, perfuração horizontal através de uma camada fina de rocha, por exemplo, dá a cada poço mais exposição ao petróleo e gás nas rochas

Depois das perfurações horizontais ou verticais estarem acabadas, e as saídas dos poços cimentadas, as corporações injetam milhões de litros de fluidos do fracking para partir a rocha e abri-la para o gás poder ser retirado. Dependendo da geologia, entre 25 a 75 % dos milhões de fluidos do fracking utilizado para cada poço volta á superfície como lixo toxico. Um grande volume de água salgada contendo naturalmente contaminantes também é produzida como desperdício. Combinados estes dois fluidos tóxicos, devido ao fracking, como material radioactivo e outros poluentes, fogem para o solo e águas subterrâneas. Não contentes com esta tecnologia avançada, a indústria do petróleo e gás esta a desenvolver a capacidade de aumentar a quantidade de fluidos do fracking e a pressão para gerar mais fracturas para extrair mais petróleo.

A experiencia americana: riscos e custos

 O aumento das perfurações e operações de fracking necessárias para extrair o gás e petróleo das rochas aumentou os riscos e custos da prática. O Fracking moderno requer milhões de litros de água para cada poço, e a desenvolvimento de Shale pode competir com necessidades essenciais de água em regiões de falta de água. Fontes de água publica podem também ser poluídas em diferentes etapas do processo e mesmo muito tempo depois, resultando em custos significativos na saúde publica. Custos adicionais devem-se a doenças devido á poluição do ar, e a economia rural sofre com o impacto negativo das perfurações de fracking na agricultura e turismo.

Impacto do fracking nas águas públicas (exemplo dos EUA)

 O fracking está implicado na contaminação de lençóis de água pelos EUA. ProPublica identificou mais de 1.000 casos de contaminação de águas perto dos locais de extracção, documentados por tribunais, estados e governos locais pelo país desde 2009. A Pensilvânia multou a Marcellus Shale por 1,544 violações só em 2010.

Pavillion, Wyoming:

Em 2010, a U.S. Environmental protection Agency fez um estudo preliminar onde encontrou possíveis contaminações de água perto de poços de fracking e recomendou aos residentes evitar beber água da torneira. Foram investigados 39 poços em zonas rurais e encontrou benzene e metano nas águas. Os poços também estavam contaminados com os aditivos do fracking: 2-butoexythanol phosphate. Em Dezembro de 2011, foi lançado um relatório concluindo que o fracking possivelmente contamina com metano os lençóis de água perto de Pavillion, e que a contaminação foi possivelmente devido às fugas de superfície e água tóxica.

Dimock, Pennsylvania:

Em 2009, os legisladores da Pennylvania ordenaram à Cabot Oil and Gas Corporation para parar com todo o fracking em Susquehanna County depois de 3 derrames num poço numa semana que poluiu terras húmidas e causou a morte da fauna marítima local. Estes derrames verteram 8,420 gallons (31.873167356 litros) de fluidos tóxicos contendo lubrificantes fabricado pela Halliburton que são potenciais cancerígenos.  O fracking também poluiu poços familiares, e as pessoas já não a podem utilizar. A Pennylvania multou a Cabot em mais de $240,000, mas custou mais de $10 Milhões para transportar a água potável às famílias afectadas. Em Dezembro, a Calbot pagou $4.1 milhões a 19 famílias que tiveram as suas águas contaminadas por metano devido ao fracking. Em 2012,a U.S. EPA começou a prover água limpa a estas famílias depois da Calbot ter sido libertada das suas obrigações pelo estado do Pennylvania.

Garfield County, Colorado:

Os 8,000 poços em Garfield County começam a estar perto de zonas residenciais. Um estudo revelou que com o aumento dos poços, aumenta também a concentração de metano nas águas. Os legisladores multaram a EnCana Oil and Gas por migração de metano para os lençóis de água através de falhas naturais. Em 2008. Um lago de água tóxica verteu 1,6 milhões de fluidos, que migraram para o Colorado River.

Parker County, Texas:

Em 2010, a U.S. EPA determinou que poços de fracking contaminaram um aquífero de água potável com metano, benzene e outros químicos que forma adicionados quimicamente.

Como é que o fracking polui os lençóis de água potável

São muitas as maneiras pela qual o fracking polui as águas. Primeiro, mesmo depois dos fluidos químicos serem injectados no chão, eles podem ser vertidos no local dos poços, ou no transporte, causando contaminação.

Os químicos utilizados são tudo menos seguros. Cientistas descobriram que 25% dos químicos podem causar cancro; 37% distúrbios no sistema endocrine; 40 a 50% pode afetar o sistema nervoso, cardiovascular e o sistema imunitário; e mais de 75% podem resultar em perda do sistema respiratório e sensorial. Estas águas tóxicas contem não só potenciais químicos tóxicos, mas também contaminantes naturais, incluindo, Sal, Barium, Strontium; poluentes orgânicos —Benzene, Toluene e normalmente material radioactivo (Radium 226). Uma investigação do New York Times descobriu que ¾ dos poços de fracking na Pennsylvania e West Virginia estudados produziam água contaminada com altos níveis de radiação, incluindo poços que continham valores centenas de vezes mais altos do que permitido, e pelo menos 15 poços com níveis milhares de vezes acima dos valores.

Em 2010, um poço rebentou e libertou um geyser de gás e de fluidos de fracking com 75 pés de altura que entornou 35,000 gallons ( 132.4894123 litros ) de agua tóxica, quando uma válvula, libertou Choride, sodium, barium e strontium, também continha hydrochloric acid.. Dois meses depois um fogo nos tanques de armazenamento de águas tóxicas feriu 3 trabalhadores. A Pennsylvania multou a Chesapeake Energy 284 vezes por violações desde 2008.

Também, a água de superfície pode ser poluída por descargas das instalações de tratamento que recebam as águas do fracking mas que não estão equipadas para tratar tantos contaminantes na água. Por exemplo, entre 2008 e 2009 na Pennsylvania, pelo menos metade dos desperdícios do fracking foi para estações de tratamento públicas que não estavam preparadas para tal. Os rios também mostram subidas de Bromides, uma preocupação particular porque as bromides podem reagir com desinfectantes durante o tratamento da água, formando Brominated trihalomethanes (THM). Quando formado, o THM é difícil e caro remover da água, e a exposição ao THM implica cancro e defeitos de nascença.

Um estudo da Nacional Academy of Ciences descobriu que as concentrações médias de metano nos poços de água potável em áreas ativas de exploração de gás eram 17 vezes mais latas do que áreas não ativas, possivelmente devido a derrames. Em 2008, uma casa em Ohio explodiu devido á infiltração de metano na água canalizada, devido ao fracking. Em 2010, depois da U.S. EPA dizer aos residentes de Wyoming para não beber da sua água devido a contaminação, a U.S. EPA determinou que 2 casas no Texas estavam em risco de explosão devido a altos níveis de gás natural na água devido ao fracking.

A U.S. EPA relatou que fluidos tóxicos de fracking contaminou pelo menos um poço de água em West Virginia e possivelmente outros. Em 2004, no Colorado, uma má selagem de um poço de fracking levou a contaminação de água a 4.000 pés de distância. Em Novembro de 2011, foi dado a conhecer um relatório de lençóis de água contaminados perto de operações de perfuração e fracking em Pavillion, Wyoming, concluindo que “ os dados indicam que o impacto da contaminação dos lençóis de água pode ser explicado pelas operações de Hidraulic fracturing.

Muitos dos casos de contaminação direta, seja de metano ou aguas tóxicas, são devidos á má selagem dos poços, quando passam por um aquífero.

O facto é que, dependendo da geologia, 25 a 75% dos fluidos do fracking que voltam à superfície, milhões de gallons (biliões de litros de água tóxica) ficam debaixo de terra depois de ser injectado. Uma vez debaixo de chão, os fluidos misturam-se com ocorrências naturais e é submetido a forças geológicas e processos químicos durante longo período de tempo, de anos a décadas. Até onde e quanto depressa pode viajar, e como mudar quimicamente, é impossível saber e controlar.

Poluição do ar devido ao fracking

  A exploração de Shale resulta em mais emissões de gases efeito de estufa que explorações convencionais de petróleo e gás. Esta poluição vem dos geradores e compressores nos locais de perfuração, tráfico de veículos pesados e da ventilação das águas residuais nos tanques, que podem provocar grande degradação do ar. Isto significa que existem impactos significantes no ambiente e na saúde quando examinamos o ciclo-de-vida do shale gás, e estes impactos são mais negativos que os benefícios, que torna falso que as shale sejam benéficas para o aquecimento global.

Shale gas é primariamente composto por metano, que é um potente gás efeito de estufa, estudos científicos recentes demonstram que, devido á quantidade de metano libertado durante a exploração moderna de Shale Gas em vez do carvão pode acelerar o efeito de estufa, não reduzi-lo. Isto deve-se ao fato que o shale gas emite significativamente menos poluição de carbono quando queimado. Assume-se que a procura por gás natural irá desviar a procura por carvão, não substitui-lo, se tal acontecer o impacto será muito mais devastador.

Poluentes encontrados perto de áreas de fracking são; metanol, formaldehyde e carbon disulfide. Compostos orgânicos voláteis, que incluem; nitrogen oxides, benzene e toluene, são também libertados durante o fracking. Estes compostos misturados com as emissões do tráfico de veículos pesados, grandes geradores e compressores formam o Gruond-level ozone que pode, combinado com matéria de partículas formar nevoeiro. Exposição prolongada a esse nevoeiro está ligada a vários cancros, doenças cardíacas, diabetes e morte prematura em adultos, e asmas, nascimento prematuro e défices cognitivos em crianças.

È extremamente difícil ligar directamente saúde individual com níveis de poluentes no ar. No entanto, existem inúmeros relatórios de saúde pública que coincidem com o aparecimento do shale que estão ligados à poluição. Por exemplo, residentes de Dish, Texas, que viveram 11 anos perto de estações de compressão de gás natural ficaram preocupados com o odor, barulho e problemas de saúde, como enxaquecas e apagões. Também sentiam problemas neurológicos e cegueira nos seus cavalos.

Em Wyoming, perfuração e fracking causaram poluição ground-level ozone que excedia a quantidades registadas em Los Angeles. No Texas, um hospital que serve 6 “conselho” com extracção de shale gas assinalou níveis de asma 3 vezes mais elevado que a média usual. Isto ilustra o sério impato na saúde publica devido ao fracking, e realça o pensamento que assume que a transição para shale gas irá reduzir a poluição do ar só porque o shale gas queima mais limpo que outro combustível fóssil.

Licitações exageradas sobre os benefícios económicos

 A exploração de shale não só acelera como aumenta os perigos para a saúde pública nos EUA através da poluição do ar e da água; Também afetou as economias locais. Enquanto a indústria promove criação de trabalho e investimento local, normalmente não contam com os resultados a longo prazo na economia e significante erosão na qualidade de vida das comunidades locais. Muitas das proponentes economias benéficas são só uma miragem, as companhias de energia baseadas em algures não compram matérias para o fracking, e os trabalhos habitualmente vão para trabalhadores que viajam de shale para shale.

Os poços trazem trabalho para camiões que danificam as zonas rurais e transportam materiais altamente tóxicos e águas residuais. Foi estimado que o trabalho nos EUA nas Shale, cada poço requer entre 890 a 1,350 grandes camiões. O barulho da perfuração a operar dura por 24 horas por dia, 7 dias por semana. As vistas são substituídas por poços de gás, que desce o valor dos terrenos e afeta o turismo e indústrias de “recriação” como, passeios, piqueniques, observação de pássaros, etc…

Os poços de gás não só desvalorizam a propriedade onde estão, mas também o valor das propriedades vizinhas.

Durante a construção e perfuração, os poços de gás aumentam significativamente o tráfico de veículos pesados e os custos da reparação dos estragos nas estradas locais são suportadas pela população. O fraking também requer gasodutos para transportar o gás, que põem em perigo os locais, devido a explosão. Em 2011, uma explosão, em Allentown, Pennsylvania, matou 5 trabalhadores, outras explosões aconteceram em Ohio, Califórnia, Michigan e Texas, alguns fatais.

Agricultores, que dependem da saúde da terra, têm de tomar decisões difíceis. Já morreram animais depois de beberem de água contaminada com fluidos dos fracking. Em 2009, 48 vacas foram postas em quarentena, devido a um derrame, que podia contamina-las. Os agricultores orgânicos podem perder a sua avaliação se os seus terrenos e águas forem contaminados.

Em contraste com o legado de poluição ambiental a exploração de shale deixa para trás, qualquer economia positiva vinda do fracking é de pouca duração: emprego, construção, procura de habitação e bons ordenados são significativos no inicio, mas diminui quando as operações diminuem e mudam para outro lado. Quase todos os trabalhos associados com Shale são durante a altura da perfuração e fracturação (fracking). Isto significa que os empregados da corporação, muitos dos quais de passagem, viajam de poço em poço, enquanto as perfurações e poços aumentam.

FRAKING NO MUNDO

 Direitos de propriedade dos minerais

 Nos EUA, os donos de terras tipicamente têm o direito às reservas de petróleo e gás nos seus terrenos privados. Como consequência, a indústria criou uma aliança natural com os donos das terras que procuram ganhos económicos pessoais. De acordo com Ben van Beurden, chefe da Shell Chemical, “os trabalhos são mais fáceis se os donos dos terrenos sejam os donos do petróleo ou gás”. Continuou “Em locais como o Norte da Europa, os direitos aos minerais são do estado.”

Conclusão:

A rápida expansão de operações shale e fracking nos EUA resultou em impatos ambientais e problemas de saúde pública. Juntos, derrames de produtos tóxicos e águas tóxicas estão inerentes á indústria e não podem ser impedidos por legislação.

Acrescentando poluição do ar torna os perigos bem claros.

Os países ainda não expostos aos riscos do fracking têm a oportunidade de escolher um caminho diferente, um que encontre “ as necessidades do presente sem comprometer a fiabilidade do futuro. .

 

 Retirado do trabalho de: http://www.foodandwatereurope.org

 

Diesel Fuel

Diesel Fuel

Composto que contem varios quimicos toxicos incluindo Ethylbenzene, Benzene e Toluene. Tambem contém Polycyclic Aromatic Hydrocarbons (PAHs). PAH e o Benzene são ambos conhecidos por causar cancro. Foi recentemente descoberto que o diesel fuel foi largamente usado como um dos aditivos no fluido de fracking. È toxico e pode causar envenenamento.

Diesel Fuel