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Baker Hughes, Drilling fluids e Alcobaça Portugal!

Um cidadão do oeste de Portugal, perto de Alcobaça, decidiu ir aos locais onde estão marcados os poços em Alcobaça e em Torres Vedras. Além de ficar a saber que ambos foram desmantelados, também se apercebeu de que em volta do local das perfurações, as pessoas não tinham a mínima ideia do perigo que representa o que viram, poços para fractura hidráulica ( fracking). No terreno em Alcobaça, o poço foi fechado em 2012, é um terreno abandonado igual aos outros, como se nunca se tivesse passado nada ali. Segundo conversas, as tubagens ficaram enterradas, não dá ver, tudo coberto, deixando só o fantasma da industria petrolífera. ( Em Torres Vedras é uma horta de agricultura intensiva de verduras).

Mas… ele encontrou um pedaço de um Rótulo, de um produto liquido de perfuração ( Drilling Fluid). Não  conseguimos identificar o produto, mas identificámos a corporação que o vende.

Baker Hughes

A Baker Hughes è uma corporação petrolífera com sede na America Tower em, Houston. Oferece um conjunto de serviços e tecnologia para serviços industriais de petróleo. Em 2007 foi considerada culpada num tribunal federal dos EUA por violação do Foreign Corrupt Practices Act ( FCPA), na Russia, Uzbekistan, Angola, Indonésia e Nigéria. A corporação assumiu a violação em pagamentos nos anos de 2001 a 2003 a um agente comercial detido em 2000 ligado ao projecto no Kazakistão. Depois do suborno a Hughes ganhou um contrato de serviços em Karachaganak, Kasakistão que lhe gerou $219 milhões de 2001 a 2006.

Em Julho de 2012 os trabalhadores da Hughes fizeram greve, durante as negociações com os sindicatos e o patronato. A SAFE – empregados da Hughes organizados afetaram mais de uma dúzia de trabalhos offshore.

Trabalha com várias dezenas de outras corporações, como por exemplo: CGGVeritas; China Oil field services; Gaia Earth Science; Halliburton; Siemens oil and gas Division; Tesco Corporation, etc…

A Hugdes adiquiriu a Bird Machine Company em 1989. Fundada no inicio de 1900 por Charles Summer Bird, para construir máquinas para fazer papel. A sua primeira máquina foi a BIRD Rotary Screen. Mais tarde desenvolveu equipamento para acabar o papel e paperboard. Em 1932 inscreveram a patente, em 1934 iniciou o design da BIRD Solid Bowl e a Screen Bowl Centrifuges, abrindo caminha á centrifugação no processo industrial. Em 1940, Frank Young da Bird machine patenteou a BIRD- Young Filter, este filtro veio a ser importante para o mercado químico e farmaceutico. Em 1965, a Corporação activou a Bird Machine Company of Canadá em Montreal, com a sua expansão, ao se recolocar em SasKatoon.

Em 2003 a Bird machine foi adquirida pela Andritz AG

 

Margem Sul do Tejo e Petróleo/Gás!?

gti_unconventional_map1Sabe-se que em Portugal a fonte de gás e petróleo é não convencional. As jazidas de hidrocarbonetos estão muito profundas podendo chegar aos 7.000 metros. Em Portugal já se perfurou até aos 3, 240 metros na concessão de Alcobaça/Aljubarrota. Em Alcobaça a concessão de gás, é no pré sal. No Barreiro também foi identificado o petróleo/gás pré sal, entre outros.

O gás/petróleo em questão encontra-se em reservatórios chamados Rochas Mãe. Por isso o petróleo de que tanto se fala é na verdade gás de xisto ( shale gas). A técnica para extrair tem o nome de Fractura Hidráulicaa (fracking).

A Formação de Brenha ( Bombarral, Cadaval, Alenquer) é o ponto G do gás de xisto.

all_basins_ptSegundo a lei do artigo 3º da portaria ANP nº 90, as áreas pré sal receberão nome ligados á fauna marinha, quando receberem o status de  “campo de produção”. ( Brasil)

A área on shore promissora para as corporações está na chamada Bacia Lusitânia, entre Setúbal e Coimbra.

Onshore – Bacia Lusitânica: Área “Barreiro”.

No Barreiro foi assinalado zonas pré sal, petróleo leve (Shallow oil), e gás natural não convencional. Mesmo sem saber especificamente que tipo de técnica será utilizada no Barreiro uma coisa é certa toda a perfuração não convencional vem aumentar os problemas criados pela industria petrolífera e seus subprodutos. Especialistas calculam que em certas técnicas pode aumentar até 3 vezes mais a poluição.

A área de concessão é de 855 km2. A concessão é válida por 8 anos, vai ser tempo de interpretação geológica, airborne gravity, dados sísmicos, etc.

Segundo a Oracle Energy corp. , Espera-se que existam 2 ou 3 areas potenciais na concessão; Triassic pré sal; Liassic ( Lower Jurassic) fonte não convencional. A corporação espera também que se encontre uma formação Jurrasic reef play. Não foi feita uma analise económica porque se está no inicio, para isso será necessário construir grandes infraestruturas para desenvolver totalmente estas fontes consideráveis.

xisto1.jpg mapa_folheto_tecnico31122010

Segundo a mesma corporação Portugal oferece excelentes termos fiscais, gasodutos com capacidade de apoio, governo estável, e provas da existência de dados petrolíferos.

A Oracle informa que já foram  perfurados 150 poços de exploração, 80% tinham presença  petróleo e gás; em 27% foi recuperado petróleo e gás, grande parte são Shallow; metade dos poços ficam numa pequena área.

O contrato de concessão On shore/offshore foi assinado, em 2013/02/01, com a empresa Oracle Energy Co. A Oracle trabalha de perto com a Mohave Oil. A Mohave tem 7 concessões com uma area de 1,86 milhões de groos acres. A Oracle têm 12 blocos totalizando 211,275 acres.

O Compromisso laboral da empresa para o Barreiro: 2013 estudos, 2014 Aerial geophysics, 2015, 2D Sismics.

Oracle-Website-Portugal-signing-rev-Des-art-2013-02-12-2Segundo o mapa  da empresa existem “poços chave” no Barreiro, na zona de Pinhal Novo, na área de Palhais ( norte da Nacional da Machada). No outro lado do braço de água, na área a sul  de Paio Pires. E um (1) em Lisboa.

Pelo mapa podemos ver as áreas de estudos sísmicos que estão a ser realizados na zona da Costa da Caparica, Aldeia do Meco, Sesimbra, Azeitão, Picheleiros, e de Pinhal Novo para Este. Na área da Baixa da Banheira atravessando o braço de água até à área de Samouco indo para este até…

No mar, a norte ao longo da  Costa da Caparica e Lisboa existe a área off shore na Bacia de Peniche: áreas Mexilhão e Ostra . Estas concessões estão entregues à Petrobras, Galp e Partex Oil and Gas.

A sul de Setubal existe a  área off shore na  Bacia do Alentejo: áreas: Lavagante, (sendo a mais próxima)  Santola, Gamba ( que vão até ao Algarve). Contratos de concessão de 2007 com consórcio  Hardman/ Galp/ Partex. Desde 2010 as concessões passaram para Petrobrás/ Galp. As areas offshore são consideradas a mais promissoras.

Na exploração off shore não convencional, caso de Portugal, a técnica para extração têm o nome de deep drilling.

histor2Devido ao tipo de gás/petróleo que as corporações dizem existir em Portugal, temos de esperar o pior para as futuras gerações. Seguindo o exemplo do que se passa nos EUA, Canadá, noutros países da Europa, etc as corporações vão negar que este “novo petroleo” é sujo. Apresentarão tecnologias novas, novos dados, cientistas, médicos, policias, trabalhadores, cidadãos, homens de Deus que dirão que  as empresas petrolíferas são um dos pilares mais importantes da sociedade actual.

A dependência dos povos em relação aos cuidados do Estado, mantêm as corporações senhoras das decisões sobre a sociedade em geral. Decidem sobre o modo de vida ( o que comer, vestir, que matérias primas utilizar, que tipo de energias necessitamos, como fazer comida, como utilizar a água, o que estudar, o que construir, o que acreditar) é  passado através de propaganda, inserido através da necessidade, tudo comprado com sangue, suor e submissão.

Para as corporações petrolíferas este novo desafio das fontes de energia “ não convencionais” é só mais um investimento, um passo. Para os povos que são afetados pelas explorações são doenças, roubo de terras, cultura , vida. Os Impérios gladiam-se, na grande arena que é o mundo, fazendo dos povos os seus gladiadores. Povos e indivíduos que se confrontam e agridem, fazem-no por dinheiro contra os pobres, fazem-no por trabalho contra quem vive no mato, fazem-no por poder contra quem não o têm ou quer.

Nós no Ocidente ( brancos) sempre nos habituámos a viver para pagar o conforto de viver na civilização. O que sempre quisemos ignorar é que alguém estava a pagar mais, muito mais que nós. Ignorámos as Cruzadas, a escravatura, a Monarquia, as Repúblicas, o Fascismo, para viver no “nosso conforto”. E mesmo em Democracia continuamos a ignorar que alguém está a pagar bem mais caro o “nosso conforto” e “ direitos do mundo civilizado”.

Durante décadas a industria das energias ( escravos, carvão, petróleo, nuclear) aproveitou-se da distância entre povos, da falta de informação, da falta de intervenção dos populares que “beneficiam” dos “recursos naturais” e da falta de voz dos povos que são afectados directamente pela extracção dessas fontes, sejam fontes  gasosas , mineral, vegetal ou animal. Agora sem parar de continuar a explorar as corporações, iniciaram o assalto ás terras, liberdades e culturas dos seus próprios concidadãos.

Agora a fonte de energia poderá ser extraída em locais onde será um concidadão, um familiar, um conhecido/a sofrer as consequências. Num lugar onde fomos felizes, onde crescemos, onde vivemos. Locais  onde vivem animais que conhecemos, locais protegidos que poderão ser destruídos, locais donde vêm a nossa água, onde ainda podemos plantar, ir passar os nossos dias. Acompanharemos amigos e familiares na doença, na luta judicial, na prisão, etc. Vamos chorar pelos que resistem , pelos que lutam feridos, pelos mortos que aumentarão ligados directamente á prospecção de petróleo no Mundo e em Portugal.

A margem sul foi  um marco da resistência dos explorados e perseguidos na altura da resistência ao fascismo. Hoje essa alma de resistentes continua presente . A população da margem sul, junto com os outros povos que habitam principalmente na costa portuguesa de norte a sul, e com o apoio dos povos do interior  deve e pode resistir à implementação do negócio petrolífero no mar e terra no Sul, a Norte, a Oeste e a Este.

Em terra as explorações vão de Setúbal a Coimbra. EM Off shore toda a costa será explorada e plataformas petrolíferas surgirão como borbulhas de acne.

Mohave anuncia abandono do poço Alcobaça #1

                                                         

 

MOHAVE ANUNCIA ABANDONO DO POÇO ALCOBAÇA #1.

 A Mohave depois de investir milhões, de injetar milhares de litros de água com centenas de químicos nocivos misturados, podendo ter deixado rastos de resíduos nucleares, anuncia o abandono do poço que diziam ter uma reserva de 8.000 de barris de petróleo equivalente por dia durante 20 anos. O poço instalado a 700 metros do mosteiro, onde dos trabalhos deixaram marcas na infraestrutura do mosteiro e nas casas em redor. Os trabalhos de perfuração atingiram os 3,240 metros, encontrando gás enclausurado abaixo da camada de sal, mas segundo a Mohave “as areias reservatório são insuficientes para um sucesso comercial.”

Estão a ser realizados os procedimentos para abandonar o poço e libertar o equipamento alugado à escocesa KDA Deutag. Num comunicado a empresa diz: “ os esforços destes últimos 2 meses, permitiram perfurar quase 1.000 metros, incluindo uma coluna de 300 metros de gás natural, mas em quantidade aquém do esperado. Mais uma vez a empresa faz referência às reservas da costa do Brasil e Angola, como sendo das “mais espetaculares descobertas a nível mundial.”

O ministro da economia Álvaro Santos Pereira, visitou o estaleiro umas semanas antes do anúncio da Mohave em abandonar os trabalhos. Na ocasião anunciou: “ Um plano de desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos por parte da Mohave e da Galp, envolvendo um investimento de 230 milhões de euros nos próximos 5 anos e a criação de 200 postos de trabalho diretos e 1,400 indiretos.”

A Mohave ainda detem 7 concessões na faixa litoral entre Torres Vedras e Figueira da Foz, tanto em terra como em mar. A Mohave é uma empresa sediada em Houston, EUA, portanto uma pergunta deve ser feita.

Será Portugal um ponto da estratégia de reservas de petróleo dos EUA?

A demanda da procura/oferta e sua influencia nos preços, tem influencia?

Um ponto para começar a resposta pode ser este:

EUA anuncia que as suas reservas de petróleo aumentam quase 5 vezes mais que o esperado.

Questões que deixamos:

  • Onde foram buscar os milhares de litros de água que utilizaram para fazer o poço?
  • Que químicos utilizaram para ajudar nos trabalhos de encaminhamento gás para a superfície?
  • Que tipo de areia foi utilizada e onde foram buscar?
  • Onde estão os milhares de resíduos tóxicos resultantes das operações?
  • As águas dos rios e aquíferos foram analisadas?
  • Os materiais abandonados, com o desbaste do tempo são perigosos?
  • Vai haver algum tipo de acompanhamento do poço, para confirmar se existe contaminação dos solos, água ou ar? Por quanto tempo?

 

Os jornais regionais apontam Pataias como o próximo ponto de estudo. Mas em Torres Vedras as coisas estão mais avançadas.

Relatório das elites americanas sobre energia:


http://www.newamericancentury.org/global- ENERGETIC AMERICA

MILHÕES, PETROLEO E ALJUBARROTA

Avança exploração de hidrocarbonetos em Alcobaça

Lusa 03 Set, 2012, 19:15

O Governo aprovou um plano de desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos que vai ser feito pela primeira vez em Portugal e que a empresa Mohave estima que resulte na produção de oito mil barris de petróleo por dia.

“O Governo decidiu aprovar um plano geral de trabalhos de desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos”, anunciou hoje o Ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira.

O plano, foi apresentado pela empresa Mohave Oil & Gas que, segundo o ministro se propõe investir, “ao longo dos próximos cinco anos, cerca de 230 milhões de euros”, contribuindo para a criação de “200 postos de trabalho diretos, além de centenas de empregos indiretos”.

A aprovação do plano, o primeiro do género em Portugal, foi anunciada em Alcobaça onde Álvaro Santos Pereira presidiu à assinatura de um contrato de concessão de hidrocarbonetos (petróleo ou gás) entre a Mohave Oil & Gas Corporation e a Galp Energia, que adquiriu uma participação de 50 por cento na concessão Aljubarrota-3, por cerca de 4,3 milhões de dólares (3,3 milhões de euros).

Depois de a empresa ter anunciado, em Março, a possibilidade de em Alcobaça poder localizar-se um importante depósito de gás, o ministro sublinhou hoje “o papel da indústria de hidrocarbonetos como alavanca do desenvolvimento regional” e defendeu a dinamização do setor como “fonte potencial de captação de investimento, de criação de emprego e de receita para o Estado”.

A Mojave, que já investiu em Portugal 127 milhões de euros, dos quais cerca de 48 milhões em 2011, estima atingir, com este plano “uma produção de oito mil barris [de petróleo ou equivalente] por dia”, disse aos jornalistas o administrador da empresa, Arlindo Alves.

Álvaro Santos Pereira visitou ainda uma plataforma de prospecção de gás em Alcobaça, onde a empresa está a fazer prospecção durante os próximos 50 dias para avaliar se existe no subsolo gás suficiente para justificar a sua exploração.

Video: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=584040&tm=6&layout=123&visual=61&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Com as privatizações das corporações que pagámos todos com impostos para construir realizadas ou a caminho, REN, EDP, GALP, ETC… Com a dívida à Troika, com a politica económica em vigor na Europa e sem contestação dos movimentos ambientalistas nacionais , juntamente com a preparação legal e acordos económicos com o Estado, o caminho para a Exploração de Gás Natural em Portugal está aberto.

O troque são milhões, a apresentação de tecnologia de ponta e apelar ás necessidades  económicas do país. O governo há muito autoriza a investigação para exploração de gás natural e petróleo em Portugal. A segunda volta foi em 2007, quando o governo de então deu as primeiras premissas para a corporação sondar o sob solo português. Nesse ano vários pescadores receberam indemnizações para não ir pescar, para não interferir nos trabalhos da Mohave OIl.

Lembrar que Alcobaça não é o único local em Portugal assinalado para exploração de gás e petróleo. Explora o blog e descobre mais locais.

Aljubarrota e Gas Fracking

 Este projecto industrial não é português e faz parte de um conjunto de ações para instalar um sistema energético Mundial apoiado em energias extremas, tar sands, oil shale e shale gas. Todas com maior impacto ambiental que qualquer fonte de energia até hoje.

Portugal 2011: A  Mohave Oil and Gas quer procurar gás natural na cidade de Alcobaça  A Mohave  quer fazer perfurações no perímetro urbano em Alcobaça para saber se ali se encontra um reservatório de gás natural. A autorização para os trabalhos foi já pedida às entidades competentes. A Direção-Geral de Energia e Geologia ( DGEG) parece não estar preocupada com o fato de as perfurações serem na cidade, mas o presidente da autarquia, Paulo Inácio, mostra-se cauteloso e quer “tudo muito bem explicado”.

A intenção da empresa canadiana que há mais de 18 anos faz trabalhos de prospecção de hidrocarbonetos em Portugal foi avançada por  Paulo Inácio em conferência de imprensa e deverá resultar dos dados recolhidos com as sondagens realizadas na cidade no ano passado. As boas perspectivas foram também confirmadas pela DGEG, que numa carta enviada no passado dia 12 de Março à autarquia alcobacense diz que “poços de pesquisa de petróleo têm sido realizados com toda a segurança em cidades com elevados padrões ambientais e de segurança como, por exemplo,  Roterdão,  Paris e  Los Angeles”. Mas antes de decidir sobre a autorização a dar, ou não, à perfuração, Paulo Inácio quer obter o máximo de informação possível.

Paulo Inácio quer ainda que sejam prestados esclarecimentos públicos à população e aos autarcas eleitos.

“Um processo destes exige todas as cautelas”, diz o autarca.

A Mohave Oil & Gas, que tem como acionista  Joe Berardo, realiza estudos de sísmica para explorar reservas que podem atingir 500 milhões de barris.

O sonho do empresário Joe Berardo de encontrar petróleo em Portugal está mais perto de se tornar realidade. Deu início aos estudos de sísmica tridimensional na concessão que detém na zona de Aljubarrota, acreditando que poderá encontrar petróleo ainda este ano.

O petróleo pode vir a ser a salvação do nosso país”, revelou o empresário,

Ninguém seria louco para investir isto se não existisse petróleo! O desafio é conseguir extraí-lo”, salientou Berardo.

Antes de iniciar os investimentos na exploração de petróleo em Portugal, a Mohave Oil & Gas pediu um estudo à  Sed Strat Geoscience, empresa que trabalha com gigantes como a  Petrobras ou a  Chevron, para avaliar a quantidade de crude que poderá existir no subsolo nacional. E os resultados não podiam ser mais animadores: segundo a Sed Strat, há 50% de probabilidades de os dois blocos detidos pela Mohave conterem 486,8 milhões de barris, o suficiente para abastecer o país durante quase cinco anos. Aos preços atuais, este filão valerá 30,6 mil milhões de euros. Na estimativa mais pessimista da Sed Strat, serão 18,2 milhões de barris de crude, o que à cotação atual equivale a 1,1 bilhão de euros, um valor que garante a viabilidade comercial do projeto. O crude que for extraído será vendido à  Galpenergia.

Este investimento integra intervenções a realizar nas atuais cinco concessões de prospeção, três ‘onshore’ (em terra, em Aljubarrota, Rio Maior e Torres Vedras e duas ‘offshore’ (no mar), São Pedro de Moel e Cabo Mondego. A empresa norte-americana que está a fazer prospecção de petróleo e gás natural na região de Alcobaça pediu autorização ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) para efectuar testes sísmicos a 500 metros do Mosteiro, património da Humanidade.

A Mohave Oil & Gas Corporation já tem ‘luz verde’ da Câmara de Alcobaça para realizar os trabalhos na cidade, com a salvaguarda de “haver uma área de proteção ao Mosteiro e ao centro histórico, autorizada pelo IGESPAR”, revelou o presidente da Câmara, Paulo Inácio, adiantando que a operação se justifica “para bem da Nação”.

Responsáveis da empresa reuniram-se com o governador civil de Leiria e a autarquia de Alcobaça e aguardam agora a autorização do IGESPAR para realizar as análises sísmicas durante uma semana em Março.

O geólogo da empresa,  Rui Vieira, assegurou que a distância do ponto onde serão colocados os equipamentos de vibração do subsolo “não causará danos estruturais no Mosteiro de Alcobaça”, que é “um obstáculo como qualquer outro”. “Estamos a trabalhar numa área de 160 quilómetros quadrados, onde existe a cidade de Alcobaça. É um trabalho inócuo e podíamos estar a dez ou vinte metros do Mosteiro, porque as vibrações são inferiores às provocadas por um camião de 40 toneladas a passar em frente ao Mosteiro, o que aconteceu durante muitos anos sem qualquer problema”, disse. Rui Vieira relatou que “percebemos que as pessoas têm outra percepção e como queremos garantir uma boa relação com a comunidade, optámos por manter uma distância de 500 metros e nem chegar a entrar na malha urbana. Como a cidade é pequena, vamos estar quase nos subúrbios”.

“O que vamos fazer é uma ‘ecografia’ ao subsolo para traçar a cartografia da sua superfície e identificar a existência de petróleo ou gás natural”, indicou o geólogo. O IGESPAR não confirmou se vai autorizar os trabalhos de prospecção.

Terra treme, A zona de Aljubarrota, em Alcobaça, está actualmente a ser alvo de “varrimentos” para detectar indícios de existência de petróleo ou gás natural, de forma a posteriormente serem feitas sondagens que permitam avaliar a qualidade da jazida e a rentabilidade da sua exploração. O projecto, já cumprido a 30 por cento, envolve a colocação, ao longo de 160 quilómetros quadrados, de 8500 estações de emissão e dez mil de recepção da informação do sinal sísmico gerada por máquinas que fazem vibrar o solo.

Os trabalhos de prospecção no concelho de Alcobaça e no limite do concelho de Porto de Mós envolvem empresas de vários países. A dona da obra é a norte-americana Mohave. A empresa romena  Prospectiuni encarrega-se do levantamento geofísico e a portuguesa  Checklane obtém a permissão dos proprietários de terrenos. “É uma grande agitação de máquinas”, conta Américo Ribeiro, morador em  Alpedriz.

“Não sei se seria bom encontrarem alguma coisa. É uma localidade muito tranquila, a população não ia gostar de muito barulho com as movimentações, mas também podia ser bom para a economia”, manifesta.

As equipas que procedem no terreno aos testes sísmicos são acompanhadas por militares da GNR, que garantem a realização dos trabalhos em segurança, sem transtornos para a circulação rodoviária, uma vez que decorrem junto aos caminhos principais. Alpedriz, Valado dos Frades, Aljubarrota, Casais de Santa Teresa, Ataíja, Cadoiço, Montes, Alpedriz e Cós são as localidades que estão a ser alvo de “varrimentos” do subsolo. A população está receptiva aos trabalhos.

É assegurada a reposição de eventuais estragos provocados pelas vibrações. “Começámos por pedir permissão a todos os proprietários de terrenos onde temos de colocar as caixas para onde é transmitida a informação destas vibrações. Os ‘vibradores’ têm placas que encostam ao chão quatro vezes, cerca de doze segundos cada, a terra treme e a informação é recolhida. Tudo é registado, medido e monitorizado para o caso de haver reclamações”, descreve uma fonte ligada às operações. Tem havido boa colaboração dos proprietários.

“Talvez porque as pessoas se mostram interessadas quando se fala na possibilidade de encontrar petróleo”, indica.

Nesta fase não há preocupação com eventual negociação dos terrenos. “É uma questão que vem a seguir, noutra fase do campeonato”, esclarece o geólogo Rui Vieira. Primeiro há que obter resultados e esses “estão a ser interpretados para se decidir fazer uma sondagem. A perfuração pode ir até três mil metros de profundidade”. “Talvez em Julho deste ano possamos ter os primeiros resultados”, admitiu.

Paulo Inácio com Pedro Passos Coelho em Leiria

A empresa Mohave Oil & Gas Corporation já começou a perfurar o solo de Aljubarrota e conseguiu mesmo extrair gás durante os testes, que ainda prosseguem. O presidente da Câmara de Alcobaça aproveitou mesmo a deslocação de Pedro Passos Coelho a Leiria, no dia 15 de Outubro, para lhe entregar uma fotografia onde se vê o gás a arder no cimo da plataforma, que já alcançou os 2600 metros de profundidade, garantiu uma fonte da autarquia ao Tinta Fresca. A confirmar-se a existência de hidrocarbonetos no local, a empresa canadiana deverá investir 60 milhões de euros no concelho de Alcobaça, em ano e meio.

Torre de perfuração da Mohave em Aljubarrota

Contudo, Paulo Inácio está preocupado com o facto de ser um dos poucos países do mundo sem royalties municipais e já pediu ao governo para criar legislação nesse sentido, a exemplo, do que já sucede com a energia eólica. O autarca adiantou ainda que os dois locais assinalados para exploração de gás natural, ambos no  Cadoiço, na freguesia de Prazeres de Aljubarrota, ficam muito próximos do gasoduto de gás natural que passa nas imediações junto ao IC2, o que reduzirá os custos de transporte dos hidrocarbonetos. A Mohave Oil & Gas poderá obter resultados definitivos dos testes de perfuração até ao final de Outubro.

A Direção Geral de Energia  (DGE) informou que a garantia de boas práticas por parte da Mohave Oil and Gas Corporation permite que se faça, com toda a segurança, um furo de prospeção dentro do perímetro urbano de Alcobaça.

Arlindo Alves, administrador da Mohave, assegurou, durante uma sessão pública de esclarecimento, que decorreu na segunda-feira no Cineteatro João d´Oliva Monteiro, que «caso se avance para a prospeção, o ruído produzido pelos, geradores vai ser provavelmente o impacto mais sentido».

«Os equipamentos estarão dotados com materiais isoladores, de forma a minimizar-se os ruídos emanados pelos motores», disse.

Por seu lado, Carlos Caixaria, da DGE, explicou que «para se confirmar a existência de hidrocarbonetos, o furo tem mesmo de ocorrer junto à Via de Cintura Interna (CVI), tendo em conta que é necessário realizar-se na vertical».

«Caso se confirme a existência de gás natural, a extração já não ocorrerá dentro da freguesia», esclareceu ainda a DGE, tendo em conta que «nesse caso o furo já poderá ser feito transversalmente».

Depois da perfuração e caso a Mohave opte pela não extração de gás natural em Alcobaça, todos os dados recolhidos pela empresa canadiana ficarão na posse da Direção Geral de Energia, ou seja do Estado. A informação poderá ser aproveitada no futuro por uma outra entidade, que adquira os direitos, pelo que o processo agora iniciado irá prolongar-se por muitos anos.

Entretanto a Mohave Oil and Gas Corporation informou que o subsolo de Alcobaça pode ter volumes potenciais de gás na ordem dos cinco a seis milhões de metros cúbicos.

«Identificámos uma estrutura geológica que poderá revelar reservatórios com volumes potenciais de gás na ordem dos cinco a seis milhões de metros cúbicos», anunciou Rui Vieira, geólogo da Mohave Oil and Gas Corporation. Segundo o geólogo, «se as expectativas da empresa se confirmarem, tal poderá significar uma produção de dois milhões de metros cúbicos de gás por dia, durante cerca de oito a dez anos».

O IGESPAR já aprovou o pedido da Mohave para realizar um furo a 700 metros do Mosteiro, uma prospeção que só poderá avançar depois da Câmara de Alcobaça aprovar a obra, o que deverá acontecer na próxima semana. De todos os pareceres pedidos às várias entidades, ainda falta conhecer a posição da CCDR, outro dos organismos a quem Paulo Inácio pediu opinião.

A reunião de Câmara, onde será votado o licenciamento da intervenção da Mohave deverá ocorrer na próxima semana.

 

Eu próprio enviei vários link’s para o presidente da câmara de Alcobaça, e para outros membros da câmara quando li no jornal, que ele queria mais informação sobre o gas fracking.

Nunca recebi resposta. Tinha o link do documentário: Gasland, youtube

A zona oeste não é o único local para exploração de petróleo e gás, vários outros pontos estão marcados e já em estudo, muitos em off shore, a costa portuguesa será da indústria petrolífera. Os problemas do fracking são vários, gases efeito de estufa, radioactividade, contaminação das águas, necessidade de milhares de litros de água.

Vai mexer no preço de água, no preço das portagens, na liberdade de circulação, vão roubar terrenos, provocar doenças, mentir, explorar, agredir.

A pressão sobre Políticos, a utilização de advogados de topo para dar que pensar 2 vezes a quem quiser tentar em tribunal parar qualquer tipo de ação da Mohave Oil and Gas, o uso da palavra trabalho e economia. A Mohave é uma empresa Americana, registada no Canada, portanto o dinheiro de certo não ficará em PORTUGAL e o que ficar não chegará aos portugueses.