Arquivo de etiquetas: energia

Permacultura VS Industria de Energia (Fóssil)

Permacultura VS Energias Fósseis

  transferir

O Mundo já passou por vários “picos de petróleo” (quando as fontes de energia começam a decair) e o mundo por isso, pagou com défices económicos, guerras, e o crescimento do agronegócio. As corporações e movimentos de poder já passaram por vários “picos de fontes de energia”, desde a perda de energia barata na forma de escravatura animal e mais tarde da exploração do homem sobre o homem (classes), passando pela força das águas (hidráulica), (sendo o pico devido às secas), pelo pico do carvão (devido aos movimentos ecológicos, dos direitos humanos e dos animais), e agora ( e mais uma vez) de petróleo e também do gás “convencional”.

O chamado pico de energia deve-se à não disponibilidade da matéria-prima de fácil acesso (por falta de tecnologia, ou resistência por parte de populares e de/com/ grupos activistas) e não à sua inexistência no sob solo. Uma prova disso é a continuidade de fontes de energia como o carvão, a escravatura total ou salarial, da energia nuclear, enquanto já existem à muito outras soluções energéticas (de que se falará um pouco mais à frente) para substituir todas essas tecnologias de extracção e produção de energia nociva para o ambiente. A indústria de hidrocarbonetos é a maior indústria de energia e não pretende ficar para trás no séc. XXI, para isso trabalha afincadamente para continuar a fazer dinheiro com gás e petróleo a que agora chama de fontes de energia “não convencionais”, como o gás de xisto português. A população fica com a decisão de deixar contaminar mais ainda, com consequências extremamente dolorosas, as gerações futuras ou resiste, mudando o seu modo de vida, a sua forma de ver os “recursos naturais” (A natureza, incluindo a si próprio como individuo), e agindo o mais possível em conformidade com o que acredita ou nada vai mudar. Dentro dessas mudanças “radicais”, duas terão de ser prioritárias, a forma como produzidos e gastamos energia, e o modo como comemos, passando da produção, à criação de meios para a natureza renovar o seu papel na nossa vida. A permacultura, em contraste com a agricultura biológica, agricultura tradicional e agronegócio, não depende de monocultura, e pretende eliminar as importações/exportações, eliminando o comércio agrícola económico, e a utilização de químicos, intrínsecos em ambos os outros modos de “fazer” comida e energia dependentes de fontes de energia fóssil, nuclear ou de outro tipo de grandes projectos industriais. O contraste e impacto da permacultura no meio ambiente e na sociedade é completamente o oposto da agricultura convencional, são dois fins contrários, onde o encontro de ambas só se dará se a agricultura dependente do petróleo perseguir, e circular em volta da permacultura para a anular (tem acontecido com a Agricultura Biologia). Passos para essa perseguição já foram dados, como a chamada Revolução Verde, solução apresentada para a fome do mundo, completamente dependente da indústria petrolífera. Em contraste  a existência de projectos como o de Masanobu Fukuoca e a sua agricultura selvagem, ou  projectos como o Transition Towns Movemente, ou conceitos como a agricultura biodinâmica, de Rudolf Steiner, o projecto de Bill Morrison, bastante activo e funcional na Tasmânia, Austrália, são escondidos pelas corporações e pelos governos. A técnica utilizada pelas corporações para abafar e desacreditar estes projectos não é nova. Quando das revoluções industriais, o número de grupos naturistas, incluindo os naturalistas (naturistas libertários, que juntavam a critica à civilização, à hierarquia e ao trabalho, a da extracção de recursos naturais) aumentaram e foram criadas comunidades autos-sustentáveis ecologicamente, socialmente e algumas vezes economicamente que foram perseguidas culturalmente, legislativamente e militarmente. A união entre a indústria da alimentação e energias sempre esteve lado a lado com o poder social, hoje o que nos apresentam são os transgénicos, hormonas de crescimento, adubos químicos, carne artificial, comprimidos e suplementos alimentares, preço económico elevado, e falta de qualidade de vida, para manter esse controlo sobre a sociedade. É em reação ao controlo da alimentação, energia e organização social hierárquica que a permacultura cresce. O nome permacultura provém do inglês, é a contração das palavras permanent agriculture (agricultura permanente) ou cultura permanente (cultura permanente), e foi criado por Bill Morrison e David Holmgren. Sepp Holzer é considerado o primeiro praticante de permacultura nos anos 60 no Ocidente, 10 anos antes da visão cientifica de Bill Morrison. Holzer consegui criar um espaço de 45 hectares de permacultura com jardins de floresta e hortas a uma altitude de 1500 metros, com 70 lagos que regam toda a área sem a necessidade de motores, projectos como este assustam toda a industria.  É uma solução para a sustentabilidade da nossa sociedade sedentária, e o início para a possibilidade de uma grande cultura nómada (onde os cultivos seriam em Uno com os bosques, matas e as selvas), sem cercas, proprietário ou valor comercial. Porque não passa isto no telejornal?

Pesticidas

A agricultura petrolífera, fabrica os seus pesticidas em laboratório, uma “arma contra as pestes” (qualquer animal, planta ou microrganismo que viva em ambientes onde não é desejado). Antes da era de Cristo, já se utilizavam pesticidas derivados de sais inorgânicos (Cloreto de sódio “sal” – produção de soro fisiológico; Carbonato de sódio (soda) – produção de vidro; Bicarbonato de sódio – antiácidos estomacais; Carbonato de Cálcio– calcário ou mármore, conchas, cascas de ovo, cal virgem para agricultura, produção de cimento; Nitrato de sódio “salitre do Chile”- fertilizantes, pólvora negra e conservante de carnes defumadas ou enlatadas; Sulfato de Cálcio– Giz, Gesso).

Quando da descoberta destes auxiliares, foi tomada por alguns, a decisão de tornar estes elementos o pilar da produção de alimentos, como podemos ver alguns, se não todos, podem ser utilizados para ajudar o ecossistema ou dominá-lo pela força, produzir submissão e envenenamento. Mais tarde em 1808 foi descoberto o Acetoarsenito (Verde de Paris), um pesticida inorgânico. O início da sua comercialização foi só em 1814, não como pesticida mas sim como pigmento para tintas. Quando se descobriu que o Verde de Paris envenenava pintores de quadros do séx. XIX, foi banido completamente das tintas. Em 1867 o Verde Paris foi introduzido no mercado como inseticida para o escaravelho da batata. Devido ao excesso da sua utilização, em 1900 o governo dos EUA estabeleceu a primeira legislação no país sobre o uso de inseticidas. O composto só foi banido uns anos depois devido á sua extrema toxicidade para os mamíferos. Devido á grande toxicidade dos sais inorgânicos, seguiram-se os orgânicos como o DDT, que contêm cloro (utilizado hoje para desinfectar as águas de consumo publico). Sintetizado pela primeira vez por Ohmar Zeidler (químico) em 1874, mas nunca foi encontrado nenhuma utilização até 1939 pelas mãos de Paul Hermann Muller (Prémio Nobel em 1948, pelos trabalhos em desinfetantes e insecticidas. Era aconselhado para 334 problemas agrícolas. O DDT foi utilizado também para combater o Tifo e a Malária, pulverizando-se as casas, colheitas, ruas e pessoas. No final dos anos 60 começaram os problemas, devido a resultados de testes realizados. O DDT é um composto hidrossolúvel (não desaparece na água), pelo contrário dissolve-se nas gorduras, ficando para sempre nos alimentos. O DDT é extramente tóxico a longo prazo, provoca infertilidade, cancro do fígado, problemas hepáticos, defeitos congénitos, etc… E a sua bioacumulação é um problema para o ambiente, os animais e os consumidores. A sua degradação dentro dos organismos animais origina uma serie de metabolismo como o DDE e o Clorofórmio (CCI4). O DDE foi encontrado em leite materno dos humanos, intoxicando os bebes. O Clorofórmio pode originar Fosgénio, uma substância que provoca alterações no DNA (cancro). O DDT é banido em quase todos os países do mundo (utilizado em países de 3º mundo como a India).

Em 1914 foram revelados os primeiros casos de resistência aos pesticidas. Em 1946 já se conheciam 11 espécies resistentes a pesticidas, em 1984 eram 447. Um insecto quando consegue criar uma mutação que lhe permite não ser afectado pelo pesticida, vai sobreviver, e criar novos insectos resistentes. Portanto estes anos todos só se está a eliminar a espécie selvagem que não sofreu a mutação) e a dar mais espaço aos novos insectos imunes ao inseticida. A uma dada altura a espécie dominante é a resistente, e não morre ao se aplicar o inseticida. Nos dias de hoje nada mudou na mentalidade da indústria alimentar e petrolífera. Os transgénicos continuam este legado de mentiras, controlo e indiferença para com as vítimas da acção das corporações. Com a promessa de virem acabar com os produtos químicos na agricultura, só veio piorar os problemas dos agricultores e dos consumidores. O Raundup é um químico utilizado no cultivo de soja transgénica. Este produto é da corporação Monsanto, responsável pelo “Agente Laranja” utilizado na guerra do Vietname, e Coreia, como arma biológica, pulverizando os campos de cultivo, a selva e as aldeias, que deixou mazelas também em milhares de soldados americanos. A Monsanto era um das 9 corporações contratadas pelo governo dos EUA para criar combinações tóxicas. O agente Laranja é uma combinação de 2,4-D e 2,4,5-T e pentaclorofenol, e é letal. O 2,4-D é um herbicida produzido no programa de guerra química e biológica na Segunda Guerra Mundial e depois como desfolhante de florestas no Vietname. É utilizado para controle de ervas daninhas. A organização Mundial de saúde marca-o como moderadamente tóxico. O ácido 2,4,5-Triclorofenoxiacético é um composto principal do agente laranja, utilizado juntamente com o Napalm no Vietname. O que estas indústrias provocam é o envenenamento das terras, da água, do ar, dos animais, do homem, da vida. O mais preocupante é que continua a não se mostrar interessadas, continuam a utilizar tácticas de propaganda enganosa, a contratar forças de segurança estatais e privadas (mercenários), a fazer um lobbing intenso, que vai sempre dar á corrupção como provado com o caso da Petrogal e o governo Brasil, ou os casos América do Sul vs Monsanto, como á perseguição aos agricultores que recusem entrar no jogo dos Transgénicos nos EUA. A ideia é defenderem-se mutuamente, a indústria do petróleo ocupa chão, contamina as águas, poluí o ar e controla a distribuição. A da alimentação procura produzir alimentos que consigam crescer no meio da destruição provocada pela indústria petrolífera e todas as que distribuem, transforma, embalam e vendem os seus subprodutos. Ambas vão trocando matérias-primas para produzir “riqueza”.

A Permacultura é procurada por quem no futuro quer que a interação humana com o mundo volte a ser natural, sustentável e igualitária entre todos os seres. Um passo a mais do que aquele dado pelo povo cubano quando do colapso da União Soviética em 1990, que levou também ao colapso da economia do governo cubano. Juntamente com o embargo dos EUA, a importação de petróleo foi cortada para metade, e a importação de alimentos em 80%, o povo ficou desesperado. O povo cubano sobreviveu devido ao apoio mútuo e criatividade. Fizeram a transição de uma agricultura altamente mecanizada, de uma agricultura industrial para uma agricultura com métodos orgânicos (biológica), local (sem necessidade de importação/exportação), e a criação de hortas urbanas (transformação de espaços baldios e jardins em hortas). A cultura do povo cubano durante esta crise económica, a que chamaram de “Período Especial”, salvou-o da fome extrema e da miséria total, quando enfrentaram este período de pico de petróleo (energia) e de alimentação (energia). O povo cubano foi dos poucos que enfrentou tais crises (a redução massiva de combustível fóssil), um exemplo de alternativa e esperança. Revelou o poder da união popular e como se pode sobreviver sustentávelmente e saudavelmente à falta de combustíveis fósseis.

Outro exemplo em que a permacultura pode ser uma alternativa à agricultura dependente dos combustíveis fósseis é em África. Foi em África que se iniciou nos anos 60 e 70 a chamada Revolução Verde. Consiste em aumentar em todo o mundo a produção agrícola por meio de sementes geneticamente modificadas, mecanização, uso intensivo de produtos químicos e redução de mão-de-obra (tirar o “homem” da terra).  Mais uma vez todo este processo começou a ser pensado no pós- guerra, para resolver a fome nos países em desenvolvimento (aceitação dos acordos económicos internacionais, e introdução da “democracia”). O programa teve inicio quando o governo mexicano convidou a Fundação Rockefeller, a realizar estudos sobre a sua fragilidade agrícola. O México hoje é um dos países que mais sofre com a introdução dos transgénicos na sua agricultura. Outros países fortemente afectados foram o Brasil e a Índia. No Brasil, só não sabe dos problemas da plantação de soja transgénica quem não sabe o que se passa, ou prefere não saber. E agora o país quer apostar no eucalipto transgénico. Na Índia os casos de suicídio são aos milhares por parte de agricultores enganados pela indústria dos transgénicos. Combustível, químicos e transgénicos vão ser 3 últimos obstáculos para nos voltarmos novamente para uma forma de criação de alimentos sustentável, local e libertadora. Grande parte dos povos hoje afectados pela fome, tinham a suas hortas selvagens e comiam. Hoje? São dependentes da solidariedade capitalista.

Claro que a água utilizada para o agronegócio, transgénicos é a necessária para extrair gás ou petróleo, e toda a que fica tóxica, nada tem a ver com as necessidades de uma horta. A privatização das águas deve-se à sua escasses em qualidade potável, muito devido à industria alimentar e petrolífera. E é para lhes dar o direito de utilização comercial na frente das necessidades populares que a privatização/guerra da água está a começar.

“ O impacto social da Revolução Verde, na medida em que ajudou a erradicar a fome no mundo, fez com que Norman Ernest Borlaug, ganhasse o prémio Nobel da Paz em 1970”. Fábio Faleiros, da Embrapa (Agropecuária).

Mesmo para manter máquinas a trabalhar, a dependência de combustíveis pode ser suprimida pelos motores de movimento perpétuo.

As palavras mais ouvida pelas corporações e políticos sobre as novas apostas das petrolíferas é: Independência Energética. As nossas serão: Independência da sociedade humana da indústria energética.

Vários prémios Nobel, estão ligados à indústria de energia, petrolífera e alimentação. Neste texto tivemos alguns exemplos. Juntamente aos prémios Nobel da paz que vão sendo distribuídos, deixamos aqui um pouco de informação sobre Alfred Nobel (Fundador do Prémio) e sua familia, e fica ao teu discernimento o que pensar disso. Alfred era irmão de Ludvig Nobel, empresário da indústria de petróleo, com a empresa Branobel, em Baku, Azerbeijão.  Ludvig ficou responsável pelo negócio da família, que incluía a Fonderies et Ateliers Mécaniques Nobel Fils, que fabricava produtos para a guerra como minas e motores de vapor. A empresa fechou depois do Tsar Alexandre II, cortar o financiamento militar. Ludvig abriu uma nova firma que foi a maior construtora de peças para canhões de artilharia. Um dia o seu irmão Robert comprou uma pequena refinaria em Baku. Em 1879 os irmãos Nobel eram a mais competente refinaria de Baku. Nesse mesmo ano criou uma empresa da qual a Branobel era a maior acionista, tendo como parceiros os irmãos incluindo Alfred Nobel. Ludving é considerado o inventor dos Tanques de petróleo, e de melhorar as refinarias e oleodutos. O primeiro tanque de petróleo com sucesso foi o Nobel’s Zoroaster. Os Nobel foram uma família com grande presença no petróleo Russo e do mundo.

Alfred Nobel, criador do prémio era fabricante de armas, foi o inventor da dinamite. Era dono da Bofors, que começou a trabalhar ferro e aço e mais tarde armamento, principalmente canhões. Todo o armamento produzido pela família Nobel era para alimentar a Guerra da Crimeia, quando a guerra acabou abriram falência. Mas em 1963 Alfred Nobel inventou o detonador. Em 1875 inventou a gelignite, mais estável e poderosa que o dinamite. Com o dinheiro dos investimentos na indústria petrolífera Alfred registou 350 patentes, e estabeleceu 90 fábricas de armamento. Em 1968 foi criado o prémio para a ciência económica, pelo Banco Central da Suécia e o Sveriges Riksbank.

Quem escolhe a cultura onde vives? Que cultura se vai deixar para o futuro?

Informa-te, vive melhor e cria condições para outros o poderem fazer!

transferir (9)

Anúncios

Tar Sands, União Europeia e alteração climática 2014.

29 de Maio de 2014:

Areias Venenosas

Começa a era dos petróleos super contaminantes

O primeiro grande carregamento de areias betuminosas do Canadá chegou a Bilbao com destino á refinaria de Muskiz. È o começo da era dos “petróleo sujos” na UE, muito mais contaminantes e com muitos mais prejuízos ambientais e sociais do que o petróleo convencional. A Repsol é uma das petroleiras que lucram com esta chegada massiva de areias betuminosas procedentes do Canadá.

O petroleiro Aleksey Kosigin chegou ao porto com 600.000 barris de petróleo procedentes das areias betuminosas de Alberta, no oeste do Canadá. Este é o primeiro carregamento destas dimensões que chega á Europa e o objetivo parece ser provar que a refinaria de Musky está preparada para processar esta particular matéria prima extra pesada. O crude destas areias é mais denso que o convencional e requer tratamentos especiais para ser refinado. O petróleo procedente destas areias extrai-se a céu aberto. Os impactos ambientais e sociais causados nos locais de extração são enormes: desflorestação das florestas, rios contaminados, aparecimento de doenças, lagos tóxicos. È tanta a devastação que produz que fazem parte do impacto humano visível do espaço. E porque o que se obtêm não é diretamente petróleo, mas sim uma espécie de alcatrão muito denso – formado por areia, argila, água e bitumen – os impactos devido a derrames durante o trasporte, seja por terra ou mar, podem resultar em impactos muito mais destrutivos que os causados pelos petróleos mais ligeiros. No que respeita ás emissões de gases efeito de estufa, os estudos da UE concluem que os carburantes de areias betuminosas geram mais 23% de emissões que o petróleo convencional.

Por isso a entrada massiva deste tipo de produtos deitaria por terra o compromisso da UE em reduzir as suas emissões de gases efeito de estufa em 20% até 2020. Com a entrada do carregamento de areias betuminosas está em perigo o compromisso climático da UE. Cede-se ás pressões das petrolíferas norte americanas e do Canadá. Actualmente a UE negoceia acordos comerciais como Canadá (Ceta) e EUA (TTIP) e as espetactivas de beneficios estão por cima de qualquer Directiva ou compromisso social e ambiental.

Mas não são as petrolíferas norte americanas as únicas a lucrar com a chegada massiva deste petróleo à Europa. A Repsol detem 3 das 5 refinarias da UE ( Cartagena, Bilbao e Castela) capazes de processar este petróleo pesado. Grande parte de todo este petróleo em bruto que vai chegar à Europa para ser refinado na UE passará por estas refinarias. Por isso não é de estranhar que o primeiro carregamento que chega á Europa tenha sido comprado pela Repsol.

O Natural Resources Defend Council prevê que as importações de areias betuminosas passem dos 4.000 barris diários que chegaram ao Estado espanhol a uns 700.000 barris em 2020.

Se isto ocorrer a UE certificaria o fim do seus compromissos climáticos e ambientais, a continuidade por um modelo baseado em energias sujas ( sem importar suas origens e impactos sociais) e não renováveis, e uma maior contribuição em acelerar o caos climático e suas devastadoras consequências. Entra-se numa era de super contaminantes por meio de hidrocarburetos não convencionais  de grande impacto como o caso das areias betuminosas, do fracking ( gás de xisto) e das prefurações pré sal maritimas.

Acção contra a entrada das Tar Sands na Europa:

En este enlace pueden verse la fotografía del buque y su localización en el puerto:http://www.vesselfinder.com/es/?mmsi=636013296

Fotografías de la concentración:https://www.dropbox.com/sh/ysbt3j213mbz5r2/AAAjOoB_lPnQZ-sN04TallIqa
Más información: Mariano González,  617650785

Ciência e Democracia sobre o fracking.

Tradução de algumas partes de vários artigos de um grupo de cientistas e cidadãos do mundo sobre o fracking:

Union of Concernd Scientists.

Excerto:

” Onde estão os cientistas?

Ainda não vi o Gasland II, mas pretendo ver, dado o papel do fraking no futuro energético da nação. Mas no entanto ouvi um programa de rádio com Fox, o realizador e doc. Gasland II era o assunto do programa. Estava também Steve Everley, do grupo Energy in Deph. Também participou a repórter Abrahm da ProPublica. De acordo com a Fox, o fracking é inequivocamente nocivo em qualquer altura em qualquer situação e deve ser proibido em todo o lado. De acordo com Everley, o fracking pode ser feito em segurança e devemos todos ter uma conversa honesta sem riscos exagerados. Segundo Fox não podemos ter conversas honestas com as corporações, porque a industria não está preparada para ser honesta em relação às suas práticas, como a lista de químicos. Tem de se perguntar: Onde estavam os cientistas em tudo isto? Muitos assuntos falados no programa estavam relacionados com ciência. Onde se incluía, água contaminada, poluição do ar, construção dos poços e segurança, problemas de saúde devido à exposição a químicos tóxicos. Gostava de ter ouvido cientistas, como os que falaram no Nacional Research Council workshop sobre o desenvolvimento de shale gas.”

Qual o papel da ciência na sociedade? Qual o papel da Democracia na sociedade? Qual o teu papel na sociedade?

Clica. Não só ambientalistas estão contra o fracking. Apesar de este grupo não ser totalmente contra o fracking, defende que de certeza não é com esta técnica que ele é sustentável e saudável para o ambiente, sociedade e valores éticos.

Clica:

Ciência e Democracia. Decisões Comunitárias sobre o fracking.