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Eco-Racismo. A “pureza selvagem”e o activismo!

Os direitos dos povos indígenas ao redor do mundo estão sendo violados em nome da “conservação” – muito embora eles sejam melhores do que quaisquer outros povos em cuidar do seu meio ambiente. A Survival Internacional está lutando contra esses abusos com a sua campanha “Parques precisam de Povos”.

As vozes “contra” as explorações de gás e petróleo em Portugal e na Europa aumentam, e para 2016 vai haver mais grupos a falar contra. Esperamos que grupos onde estão ONG’s, com conhecimentos, aproximação com algumas das petrolíferas, com apoiantes e sócios tragam mais informação do que aquela liberada pelo Estado ou corporações e/ou conseguida por pessoas e grupos populares.

Dificilmente se poderá desmentir que o Ocidente está hoje a resistir às petrolíferas em massa porque estas puseram poços no seu quintal. Se nas décadas em que indígenas, pequenos grupos de activistas, e algumas ONG alertaram para o modo operandos das petrolíferas, da destruição ambiental, da violação dos direitos humanos, no apoio a grupos terroristas e governos corruptos, a massa branca a viver no Ocidente tivesse parado, ouvido e apoiado, as energias fósseis e outras formas de extração de “recursos naturais” não teriam lugar na sociedade moderna, e hoje teríamos uma sociedade mais sustentável ambientalmente e socialmente. Assim agora as petrolíferas preparam-se para fazer o mesmo aos “seus” conterrâneos, e nos seus países de origem o que fizeram nos países “ sub desenvolvidos” e aos povos “selvagens, incultos e não civilizados (domesticados)”.

Aqui no GNN, queremos levar a luta “ambientalista” a outros patamares normalmente não atingidos pelos grandes grupos ocidentais de defesa da natureza. A europa sempre mostrou outro caminho nas leis de defesa do consumidor e do cidadão, aprovando leis de segurança alimentar e de proteção ambiental, quando comparado com os EUA. Até há pouco tempo o petróleo Tar Sands era proibido na Europa, mas este ano o primeiro petroleiro com esse tipo de petróleo entrou em Bilbao, a fractura hidráulica também deveria ser proibida na Europa pelo simples facto de que as leis europeias de gases efeito de estufa não o permitem. Todos os problemas ambientais e problemas sociais dos países de terceiro mundo e EUA estão a caminho da Europa, e são os mesmos grupos ambientalistas que durante 20, 30 ou mais iou menos anos “lutam” na América e no mundo e que nada ou pouco conseguiram, que agora invadem a Europa com as suas ideias, acções, sendo senhores da razão. A Europa nunca teve uma ONG gigante, existem várias criadas em alguns países, mas quando se querem campanhas “reconhecidas” procura-se o nome Greenpeace, e agora 350 org, Sierra Club, etc… ou grupos “europeus” como o WWF sediado na Suíça. Mas quem são estes grupos? O que pensam os americanos, canadianos, ocidentais em geral e os povos indígenas destes grupos? Qual foi o seu papel na defesa dos espaços selvagens? Quais as consequências no presente e no futuro?

Para nós GNN o homem faz parte da natureza e a luta ambientalista não fica pelas árvores, pelos rios, pelas serras, pelo mar, estende-se até á condição intrínseca de elemento natural, parte da árvore, do rio, da espécie animal humana, sem raças, pedigrees ou hierarquia.

Uma coisa que estes grupos têm em comum é a recusa em falar de especismo, impacto da domesticação animal e gases efeito de estufa, na  “Eco-soberania Branca”, e da hierarquia (natural) onde o “homem” está de fora e acima da natureza, alimentada pelas própias… Agora invadem encontros de grupos activistas para passar a sua palavra e importar o seu modo de actuação para outros locais do mundo, estando agora na Europa em força para a luta anti fracking, que não conseguiram levar a cabo no seu continente. Em Portugal, com a entrada das petrolíferas, esses grupos apoiam e financiam acções contra as concessões, mas até onde vão…?

Estes grupos utilizam palavras como “grassroots movement” “desobediência civil, “ arriscar o corpo”, direitos constitucionais, etc…  Mas será…?

O movimento Racismo Ambiental, no Brasil define assim o RA: “Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua ‘raça’, origem ou cor”.

A WWF estando na Europa é reconhecida pela imagem do Panda. Em 2015 o grupo “Survivel Internacional” publicou um artigo onde chamava a atenção para o desinteresse das WWF pelos actos de violência cometidos por esquadrões “anti –invasores” formados com dinheiro da WWF. Estes grupos formados por guardas florestais, policias e soldados são acusados de perseguição, espancamento e tortura dos tribos “pigmeus” Baka nos Camarões. A primeira vez que a WWF foi informada de casos semelhantes foi por volta de 2002, o caso dos Baka foi informado em 2014, até este momento os ataques continuam. Depois de milhares de assinaturas, e depois do povo Baka ter pedido o fim do financiamento a estes grupos, a WWF disse que a campanha era “absurda” e “interesseira”.  Apesar de a WWF declarar que a Comissão dos Direitos Humanos dos Camarões estava a conduzir uma investigação, nada têm sido feito.

A WWF comprometeu-se a apoiar somente a criação de “áreas protegidas” ou restrições á caça e recolha extractivista de subsistência apoiadas pelos Baka. Mas as zonas protegidas foram criadas considerando os Baka “invasores”. Muitos Bakas relatam mortes depois de torturas e espancamentos.

Sobre os animais: “A WWF não apoiaria abertamente a utilização sustentável de vida selvagem para a indústria da caça como método de conservação, se não funcionasse.” WWF

EUA e grupos de conservação:

Os objectivos conservacionistas estão assentes em duas bases erradas, a primeira é que conserva o “selvagem”, que só é possível se realizado pela própria natureza (onde esses grupos não nos inserem). Depois acreditam na hierarquia, onde o ser humano é superior, e onde toda a natureza existe para nos servir. Daí os abusos, onde entendidos moldam a natureza selvagem, expulsando tudo o que não lhes serve, incluindo seres humanos que habitam as regiões á gerações.

Em 2016 o United States National Park Services completa um século, este aniversário acompanha o dogma do colonialismo e do genocídio cometido sobre os nativos americanos. E é este o modelo de conservação que os EUA começou a espalhar pelo mundo em 1916, com a invenção dos parques nacionais. Os problemas começaram em 1864 com o Yosemite Grant Act, onde era considerado que os povos que  habitavam Yosemite por 6.000 anos tinham de sair em nome da conservação. Jonh Muir, conservacionista chamava os indígenas de preguiçosos, essa ideia mantem-se até hoje. Na India um oficial disse que o povo tribal não quer sair da floresta porque têm “comida de graça” e são muitos preguiçosos para trabalhar, então tem de ser forçados.

Os europeus consideravam as terras selvagens porque não eram industrializadas como as deles, mas na verdade eram “moldadas” pelos seus habitantes através de queimas controladas, plantação de árvores e caça que assegurava o balanço de espécies.

Os nativos americanos foram quase todos expulsos dos parques “americanos”, os poucos que ficaram eram forçados a servir os turistas. Chegou ao ponto do turista querer os índios como nos filmes, e assim todos os índios se vestiam como nos filmes Hollywood. Os últimos nativos abandonaram os parques nacionais em 1969, depois de grandes fogos. Os parques deviam manter a selvajaria, mas foram construídos milhares de km de estradas, árvores abatidas para postos de observação, o balanço das espécies animais foram desequilibrados, e os predadores do homem eliminados, foram construídos hotéis de luxo, criadas áreas de alimentação de ursos, mantendo os animais dependentes da vontade humana. A conservação é o moldar do ambiente para extrair dinheiro.

O movimento conservacionista historicamente acompanha a ideia do racismo cientifico e a eugenia que se iniciam com o Yosemite Grant Act. A origem das espécies de Darwin foi publicada 5 anos depois de aprovado o YGA, e Francis Galton (primo de Darwin) estava a desenvolver a sua ideia racista de eugenia. Entusiastas eugenistas eram o escritor E.G. Wells e George Bernard Shaw ( prémio Nobel)que defendiam que aqueles geneticamente inferiores que não conseguissem “justificar a sua existência”, deviam ser humanamente gaseados.

Nomes de conservacionistas caçadores de grandes prémios como Teddy Roosevelt e Madison Grant apoiavam o racismo. O seu primeiro objecticvo era manter as manadas para o seu desporto (caça), a maneira mais fácil era expulsar os “predadores” que a matavam para comer e vestir, os predadores eram nativos americanos e colonialistas pobres.

Da manada de animais não humanos, depois de Galton, facilmente se identificaram as manadas de animais humanos da emigração europeia. Iniciaram a pirâmide hierárquica de “raças” e espalharam o medo de que o país seria destruído pelo que consideravam raças inferiores, incluindo “mediterrâneos” e Judeus, seguindo a ideia que os “arianos” da europa do norte eram os criadores da verdadeira civilização, ciência, cultura, religião e riqueza. Foram coercivamente esterilizadas pessoas, pessoas com problemas mentais, físicos e sociais e pobres.

Madison Grant é um exemplo perfeito de um conservacionista branco, fundador de vários grupos conservacionistas. O seu livro Passing of the Great Race, foi publicado no ano em que o National Parque Service foi fundado. Grant enviou uma tradução do seu livro a Hitler. Ao se investigar a fundo o movimento conservacionista americano e  o movimento de eugenia está clara a sua interligação: AleXander Graham Bell foi o fundador da National Geographic Society; dois membros chave do Sierra Club, David Starr Jordan e Luther Burbank eram membros proeminentes do movimento. George Grineel, fundador da Aububon Society era amigo pessoal de Grinnel. O primeiro director do Nacional Park Services, foi o magnata de minas Stephen Mather, apoiado por Charles Goethe, do Audubon e Kenya Wildlife Societies, chefe regional do Sierra club e defensor das leis de eugenia Nazy

Goethe escreveu a Otmar Freiherr von Verschuer, director do “ racial higiene” de Frankfurt. Verschuer era supervisor e colaborador de Josef Mengele, cientista nazy que realizou experiencias com detidos, incluindo crianças em Auschwitz. Depois da guerra continuou como professor de genética em Munster. No artigo “ Patriotismo and Racial Standarts” publicado em 1936, Goethe escreveu: “ estamos a movermo-nos para um caminho de eliminação da humanidade indesejável como Sambo, o marido de Mandy a “lavadeira”. Em 1965 o estado da califórnia considerou-o o “Cidadão numero 1” pelo governador. Foi Goethe que cunhou o argumento que os mexicanos têm um Q.I baixo.

Figuras conservacionistas aclamadas após guerra europeia incluía Prince Bernhard, ex nazy que se juntou ao Aliados antes da guerra, e Bernhard Grzimek, co- fundador da Friends of Earth Germany, e ex director do Frankfurt Zoological Society, onde influenciou a expulsão dos Maasai e de outras tribos africanas de parques nacionais. Também  Mike Fay da Wildlife Conservation Society, que quando criou o Parque Nouabalé-Ndoki Park no Congo  expulsou o povo Mbendjele com dinheiro de impostos americanos.

A história da “Conservação” interessa porque molda a atitude para com os povos tribais. Hoje não se houve dizer que pretendem salvar a “raça”, mas salientam estar a salvar a herança mundial. Em África e na Ásia, os conservacionistas parecem mais interessados em tomar as terras e lucro do que em algo mais profundo. As parcerias com indústrias de madeira, e extração mineira destruem o ambiente, a população tribal ainda sobre abusos, são abatidos, por causa de caça, enquanto só procuram alimentar a família, enquanto os conservacionistas apoiam os trofeus de caça.

Muitos conservacionistas continuam a acreditar que os indígenas não sabem manejar as suas terras. Outros procuram outro caminho, que beneficie a todos.

Hoje vivemos na “crise” de energia e crise financeira, e no mundo pequenas comunidades são cercadas por poços de petróleo, minas e latifundiários.

Na indústria do petróleo o racismo ambiental pode ser visto na contaminação das crianças a viver perto das suas instalações por empresas como a Shell, Exxon, etc… Uma forma de colonialismo continuado e uma forma de genocídio. É mais fácil atingir comunidades de cor no que diz respeito a destruição ambiental e na falha em pôr em prática os regulamentos em vigor, devido a menor força politica e poder económico. A Globalização veio permitir que as corporações possam ser altamente móveis e procurem governos frágeis para aumentar os lucros, destruindo a cultura e a sustentabilidade para a vida das comunidades locais.

Muitas pessoas são “bem-intencionadas”, “Liberais”, “ verdes”, e quando reconhecem a corrupção ficam tristes e revoltadas. Se não pacificadas, são perigosas para o status quo. Grandes ONG’s verdes apresentam uma sensação de resistência, que geralmente fica por assinaturas, doações mensais, ver vídeos sobre aventura e acção directa com custos elevados e fazer viagens bi anuais á Casa Branca. Estes movimentos ao propor soluções simples e fáceis dentro de um quadro de “resistência Pacifica”, eliminam potenciais activistas, que desequilibrariam o status quo, ficam imperfeitos, enquanto acreditam estar numa resistência com significado real.

Estes movimentos no mundo pouco fizeram para contra atacar as condições económicas e politicas que tornam a participação de pessoas nos movimentos ambientalistas impossível para comunidades de cor com baixo rendimento, que querem ajudar.

Se olharmos para as ONG’s, são ocidentais, brancas, com uma amostra do classismo-racismo intrínseco nos seus pilares (Condescêndencia) . Pretendem separar a solução que eles acham melhor para todo o sistema. Desafiámos as organizações com racismo ambiental incluindo GreenPeace e Sierra Club, para levar as nossas vozes á direção… Eles Resistiram.” Tom Goltooth, director executivo da Indigenous Enviromental Nertwork (2011). Acrescentou: “Olhamos para a 350.org – tivemos de os desafiar a dar-nos voz na luta contra os pipeline. Bill McKibben, o Ivory Tower académico branco, nem sequer queria perder tempo para atrair pessoas de cor para a organização”.

A 350.org é só um exemplo de uma ONG problemática, porque aparenta e parece um movimento de raízes verdadeiro, mas na verdade é um movimento com companhas de multi milhões com caras que recebem cheques de 6 dígitos. A 350.org também foi financiada pela Familia Rockfeller.

O seu objectivo promover campanhas que facilmente impressionam estudantes que passarão a maioria do seu tempo, energia e recursos a dizer á escola para não utilizar combustíveis fósseis. Estes movimentos criam obedientes e passivos “construtores de movimentos”, armados com e-mail list, para marchar para o local cuidadosamente escolhido, aprovado pela policia, e “acção” encenada. Morrem aproximadamente 400.000 pessoas maioritariamente de cor, todos os anos devido a desastres ambientais. O tempo passa e a recuperação dos males feitos a nível global está nas nossas mãos.  Da globalização,  do capitalismo, das grandes ONG’s que fazem acordos com eles, que dizer?

E agora, que pensar?

” O racismo foi inventado pelos ricos para manter a “classe trabalhadora” dividida para que não se unissem e derrubassem o capitalismo. È originário do sistema de classes europeu, onde se defendia que as pessoas só tinham pigmentos de cor na pela se trabalhassem na rua. Os ricos consideravam trabalho manual dever dos inferiores e portanto viam qualquer um com características de trabalhador como inferiores. O termo “sangue azul” apareceu da facilidade com que se via as veias através da pele dos ricos. O termo “Gentleman” ou “Gentlewoman” referiam-se a pessoas educadas que acreditavam que trabalho físico era trabalho de inferiores. Os aristocratas desenvolveram códigos estritos de conduta para excluir os “outsiders” dos privilégios que obtinham. O poder da classe reguladora começou com a obtenção de terras, que lhes deu o monopólio da produção de alimentos. O controlo sobre as terras, eventualmente deu-lhes o controlo sobre os governos. O capitalismo desenvolveu-se entre comerciantes e banqueiros que não possuíam terras mas compravam e vendiam os produtos de artesões ou proprietários de terras.

COMO COMBATER O RACISMO

O primeiro passo é atacar as instituições que “legitimam ” o racismo: poderes políticos e económicos que dizem às pessoas que o comportamento racista e seus ideais são respeitáveis e não tem de se ter vergonha. Temos de mostrar que o racismo é cobarde e imoral. Temos de embaraçar aqueles que se sentem confortáveis com o racismo, e apoiar aqueles que questionam o racismo.

A CAÇA INDIGENA PARA ALIMENTAR, NÃO É IGUAL Á CAÇA PARA TROFEUS DOS SENHORES!

texto a partir de: http://mic.com/articles/56733/are-mainstream-environmental-groups-keeping-racism-alive#.JbohUJQDj

E: http://www.truth-out.org/opinion/item/32487-the-colonial-origins-of-conservation-the-disturbing-history-behind-us-national-parks

Mais: http://grist.org/people/making-the-connections-on-tar-sands-pollution-racism-and-sexism/

e mais: https://youtu.be/GuyNZEvm93s

Fracking America: Louis Minx e Jeff e Ronda Locker

A história de Jeff e Ronda Locker.

Jeff e Ronda vivem há 30 anos na mesma quinta, nos anos 90 uma empresa reativou o poço perto de sua casa. As coisas começaram a mudar, a roupa começou a ficar preta depois de lavada, aperceberam-se que havia um problema com as águas. Jeff recolheu umas amostras da água e descobriu que a água estava imprópria para consumo.

Jeff Locker, a Wyoming farmerO casal ameaçou processar a empresa de gás, a empresa pagou $21 mil dolares para ser instalado um sistema de filtragem.

Eles assinaram um acordo de não -divulgação com a empresa, mas a sua frustração é tanta que resolveram falar. Ronda ficou bastante doente com uma neuropatia que causa muitas dores.

Descobriram que o sistema não filtrava èteres de glicóis que corroem as membranas dos filtros. Deixaram de consumir a água de sua casa, comprando toda a água que consomem diariamente.

“Quando fizemos testes à água encontraram glicol, gastamos $4.000.” Diz Ronda

Os éteres de glicóis são inodoros, incolores e são um componente químico do plástico.

Louis Minx

loumeeksLouis Minx ficou a água estragada e a cheirar a gás. Em 2004 a empresa, Encana, construiu um poço, contabilizando 5 junto à casa de Louis, vários testes às aguas mostraram hidrocarbonetos.

A Encana, não assumiu a culpa. Louis foi obrigado a tentar criar outro poço na sua propriedade.

Ele diz que consegue cheirar a gás a 300 Km do local dos poços. Um rebentamento no gasoduto, levou a que estivesse a ser libertado gás por 3 dias. Departamento de segurança informou que mais de 8,5 milhões de litros de gás natural escapou para a atmosfera. Louis precisou de uma intimidação de um juiz, para que a Encana cobrisse o poço de cimento e impedisse o fluxo de gás para a atmosfera e  oferecer uma fonte de água a Louis.

Louis agora tem 2 cisternas que a Encana enche 2 vezes por semana.

Ele  pergunta: “Se não há nada de errado, porque é que eles me fornecem água?”capitalismo-selvagem3

Louis contratou um geólogo para saber o que se passava nas suas terras. Descobriu que as terras e a água estão  todas mistura com gás e fluidos do fracking.

Ele diz: “Se eu fosse por veneno no poço de alguém era preso tão rápido que nem me apercebia. Mas eles veem aqui e fazem o que lhes apetece. E nem informam ninguém sobre o que estão a fazer ou a utilizar. As palavras deles não valem nada. E nós não fomos criados assim. “Eles são homens adultos a mentir descaradamente para nós. Tudo por dinheiro, é só.”

Àgua de Fogo? Ou Contaminação?

Jesse e Amee Ellsworth vivem em Fort Lepton no Colorado e existe tanto gás natural nas suas águas, que é possível abrir a torneira e por a água a arder. Isto deve-se à fuga de gás de um poço perto à mais de 6 meses. O casal está aterrorizado. A sua água foi analisada e foi encontrado grandes concentrações de gás natural.

Video: http://www.youtube.com/watch?v=4ApZkNsXfJE

Amee diz que as suas primeiras suspeitas iniciaram com o nível de pressão das águas. Testes encontraram níveis explosivos de gás na sua cave, casa de banho e no seu poço de água. A sua casa fica numa zona rural perto de 8 poços de gás natural.

A The colorado Oil and Gas Comission diz que tentou encontrar a origem da fuga. O diretor Dale Neslin diz: “procuramos nos relatórios, em amostras de gás, testes de pressão e não encontrámos o poço que perece estar a causar problemas.

Os Ellsworths dizem que procuraram a Noble Energy e a Anadarko Petroleum – as duas empresas que operam os poços perto – e suplicaram por ajuda. As empresas de principio recusaram fazer alguma coisa. Mas com a pressão da Comissão, aceitaram instalar um equipamento para tratar as águas na casa dos Ellsworths.

Amee ainda está preocupada. Pergunta-se quantos casos haverá como o dela. “Precisamos que façam algo por nós, mas, também precisamos de saber até onde pode ir este problema”. Amme diz ter desenvolvido problemas de saúde e está a fazer testes para determinar se o gás natural é o culpado”.

Entretanto, a Oil and Gas Comission continua à procura da fuga. Não é a primeira vez que gás natural “foge” para as fontes de água. Existem 38 mil poços no Colorado e existem vários casos de fugas de gás natural para fontes de água caseiras nos últimos 10 anos.

 Apesar de não reconhecerem as suas culpas as empresas fornecem água ao casal

Amme diz acreditar no bom das pessoas e acredito que isto se vai resolver da melhor forma. Vai-se defender a lutar até ao fim. “as pessoas não conseguem perceber como estamos a ser destruídos por atos egoístas. Ninguém deve passar por aquilo que passei, chorar por ajuda às corporações e ouvir um Não”.

Infelizmente os Ellsworth não são os únicos. Renee McClure descobriu que a sua água também é inflamável, quando teve uma explosão em casa.

Renne diz: “Quero saber se estamos alvos”. Tenho medo que a minha família tenha bebido água contaminada por anos.”

Renne queixa-se de dores de cabeça constantes. Nas análises da sua água foi encontrado Triclorobenzeno.

 

 

Armazenamento de Gás Natural em poços. Problemas ambientais e consequências…

Os vários negócios da industria petrolifera são inumeros, desde material derivado de petroleo, matéria prima derivada dos “excedentes” das operações de extração, armazenamento e tratamenmto de gás ou petroleo. O cloro é um dos produtos excedentes do tratamento de gás natural que se vende por exemplo para “desentoxicar” as águas para consumo doméstico.

Em Portugal não faltam corporações desejosas que o fracking se inicie continuamente para aumentar os volumes dos seus negócios. Antes da possibilidade de se extrair gás natural do solo português, as mesmas empresas que forçam a exploração de gas natural já ganhavam. A REN, agora privatizada, já é um negócio rentável, com o armazenamento de gás será um dos pilares da industria do petroleo e gás mundial em Portugal, juntamente com Sines e a Refinaria de Matosinhos.

A sua preocupação é a segurança energética nacional (fornecimento à industria), o equilibrio do preço do gás na bolsa, e especulação de mercado.

Abaixo vem um resumo do relatório oficial. Tentamos mostrar porque apontar o gás natural como fonte principal de energia eletrica e para combustivel não é uma opção sustentável, que a extração do gás não são só as torres que se vêem ao alto, os reservatorios perto de nós. São milhões de hectares destruidos, biliões de toneladas de matéria prima para construir as instalações, transporte e utilização.  Que a principal causa para opção de uma economia a gás é economica, desigual para manter o mundo dependente das corporações de petroleo. Não é a população que precisa de energias fosseis para sobreviver mas sim as corporações e a economia mundial nas mãos da Organização Mundial de Comercio.

A destruição de habitates que retiram a possibilidade de sustentabilidade aos mais necessitados entre as várias espécies. Tecnologias que premitem injetar dinheiro nas corporações, mas que nunca chega para os trabalhadores, como o exemplo da Autouropa. O gás armazenado põe em perigo os lençois de água, liberta gases toxicos para o ar, baixa os valores imobiliários em redor, mantem o mundo dependente de corporações que não respeitam os direitos humanos, a natureza, e os animais.

A politica da Troika não só nos faz escravos da sua economia, como nos obriga a destruir o pouco que Portugal tem de natural (terras aráveis, mar, rios e cultura). O gás natural é uma prisão e um sistema destrutivo ambientalmente e socialmente.

O fracking não tem nada de sustentável e só vai pioar as condições de vida na terra.

REDE NACIONAL DE TRANSPORTE DE GÁS

Começamos pelo acordo Portugal/Espanha/Marrocos com a Argélia para a construção do gasoduto de Magrebe, desde a zona de produção Hassi-R’mel até Campo Maior.

Continuamos com o acordo com a Central de Ciclo Combinado (tapada do Outeiro) para garantir consumo significativo dado o tipo de contrato de aprovisionamento (take or pay)

Dada a previsivel lentidão do aumento do consumo doméstico, nas zonas das concessionárias, a Transgás acelerou as ligações aos grandes clientes industriais. 

  • O gás natural foi introduzido em 1997, primeiro cliente industrial Autoeuropa.
  • Em 2000 foi o primeiro aprovisionamento por navio metaneiro da Nigéria, no terminal de Huelva.
  • Várias são as fases de tratamento fo gás natural desde a extração até à utilização, no terminal de recepção da extração a regaseificação é efetuada por vaporizadores com água do mar. Pode-se tambem transportar de cámião, fazendo a regaseificação no local ao ar atmosférico, ou com aquecimento a água quente.
  • Para devolver o GN ao gasoduto além de se reduzir a pressão há que retirar a água com unidades de desidratação, esta é a solução disponivel em Portugal na Armazenagem do Carriço.
  • Outros planos são a incorporação do GN para produzir combustiveis líquidos, utilização de veiculos de transporte, redes de captura de CO2 para armazenagem, utilização de bio gás.

Todo este projeto é apoiado pela http://www.co2europipe.eu/, projeto financiado pela Comissão Europeia, que pretende estabelecer a tecnologia para a captura, transporte e armazenagem em larga escala de CO2.

ARMAZENAMENTO SUBTERRANEO DE GÁS NATURAL

A tecnologia de armazenagem em cavidades salinas, foi criada nos EUA à quase meio século. A seleção de Carriço, em Pombal foi decidida com base da analise dos ambientes geológicos conhecidos em Portugal. A sua proximidade com o mar, para captação de água e rejeição da salmoura produzida na lixiviação foi importante. Para evitar lixiviações não controladas, é injetado azoto.  As 4 cavidades já construidas apresentam alturas entre 170 a 300 m, diametros de 60 -70 m e volumes médios à volta de 500.000 m3.

A lixiviação carece de volumes apreciaveis de água, que neste caso vêm da praia do Osso da Baleia, cerca de 7km das instalações. Foram instalados sistemas de piezómetros com o objetivo de monitorizar o nivel freático e gerir a captação de forma sustentada.  A rejeição da salmoura, é realizada no Rego do Estremal a 9 km das instalações. Parte da salmoura é aproveitada por uma unidade fabril (Renoeste) como matéria prima para a produção de cloro.

A Estação de Gás de Carriço

Existem dois modos de explorar as cavidades, ou injeção ou a extração de gás. No primeiro a estação recebe o GN do gasoduto. Na extração o gás é encaminhado das cavidades para a estação de gás, onde uma unidade de aquecimento equipada com caldeiras permite compensar o arrefecimento do gás devido à sua expanção, evitando assim a formação de hidratos. A humidade contida no gás, é eliminada numa estação de desidratação composta por duas torres de absorção onde o gás circula em contra corrente com trietileno-glicol. 

ARMAZENAMENTO SUBTERRANEO DE GÁS NATURAL

O armazenamento de gas natural é considerado uma ferramenta essencial nas politicas energéticas. Portugal tem uma capacidade de armazenagem para 22 dias de consumo interno. O processo escolhido para Portugal chama-se Cavern Leaching. Os concelhos identificados para armazenamento subterraneo são Peniche, Caldas da Rainha e Nazaré, onde teoricamente se poderá armazenar 1650 Milhões de metros cúbicos de gás, equivalente a 106 dias de consumo.  A zona da Bacia Lusitaniana é a zona de maior interesse, com Carriço, Pombal a ser a mina de ouro do armazenamento. A principal função da armazenagem de gás natural é a necessidade de manter um equilibrio entre a procura e a oferta de gás.

  1. Cumprir os contratos efetuados, salvaguardando qualquer imprevisto que possa levar à aplicações de multas por incumprimento contratual

  2. Ferramenta de especulação de mercado, antevê-se uma subida do gás, compra-se a preços baixos e espera-se que o preço suba até ao desejado

  3. Para reduzir a volatilidade do preço

  4. Segurança de abastecimento energético

Documento oficial sobre Armazenamento de Gás Natural em poços subterraneos: Armazenamento_Subterraneo_de_Gas_Natural_

GasodutosRede_nacional_de_transporte_de_gas natural_

Fracking: O novo problema das águas globais

FRACKING:

A NOVA CRISE GLOBAL DE ÁGUA

 Na última década, avanços tecnológicos em perfuração horizontal e fracking tem permitido á industria do petróleo e gás extrair grandes quantidades de petróleo e gás natural de formações rochosas nos EUA. No entanto, a prática provou-se ser controversa. A poluição da perfuração e fracking causa grandes problemas ambientais e problemas públicos de saúde e criar sérios, riscos de longa duração para os lençóis de água.

Neste relatório, Food and Water Europe olha sobre os riscos e custos do desenvolvimento de operações Shale que se tem demonstrado nos EUA, incluindo custos económicos que vão de encontro ás ofertas de benefícios económicos desta prática.

Aqui vai um sumário sobre desenvolvimento de Shale em 6 países: França, Bulgária, Africa do Sul, China e Argentina.

  • Forte oposição pública ao fracking na França e Bulgária levou á proibição nacional da prática
  • O governo da Polónia deu a boa vinda ao desenvolvimento de Shale no país, mas problemas durante o processo de autorizar prospeções levou o plano por água abaixo.
  • À espera de uma revisão ambiental pelo governo da África do Sul, a Royal Dutch pode ser autorizada a perfurar na Bacia de Karoo
  • O governo Chinês está a pressionar a sua expansão de Shale, e inúmeras corporações de petróleo estão em parceria com corporações chinesas, tanto nos EUA como na China
  •  Na Argentina, as corporações de gás e petróleo iniciaram o desenvolvimento de Oil Shale e Shale gas na bacia de Neuquén, com o apoio do governo argentino

Introdução:

Avanços na tecnologia e no fracking tornou agora economicamente possível extrair petróleo e gás natural das rochas e outras formações rochosas impermeáveis. No entanto, enquanto a perfuração e o fracking tem sido o Boom da indústria nos EUA, tem sido um pesadelo para os americanos expostos à poluição que acompanha estas operações.

A indústria do petróleo e gás querem agora levar este pesadelo a todo mundo. Empresas estatais e privadas de petróleo e gás estão a fazer parcerias com companhias americanas, dando capital para o desenvolvimento das explorações, em troca do conhecimento técnico para as perfuraçõe no Mundo. Muitas destas companhias também trabalham para assegurar direitos à extração de gás e Oil Shale e Shale Gas pelo mundo.

Devido ao gás natural ser relativamente livre de queimas de combustível fóssil, comparado com o petróleo e carvão, foi carimbado como uma fonte de energia que podia potencialmente servir como ponte para um futuro baixo de carbono alimentado por fontes de energia renovável e limpa. No entanto olhando não só para a combustão, o impacto ambiental total do desenvolvimento de Shale Gas não é nada amigável, nem para uma ponte. Mete em perigo os lençóis de água, estudos científicos sobre gases efeito de estufa libertados nas operações revelam que utilizar gás natural em vez de cravão pode na realidade acelerar as alterações climáticas nas próximas décadas. Claro, em contraste com o Shale gas, não existe a pretensão de levar o Oil Shale aos mesmos patamares de benefícios ambientais.

Este relatório revê os riscos e custos da exploração de gás de xisto, como demonstrado nos EUA, e pede aos países para banir esta perigosa prática. Para ilustrar o alcance da ameaça do fracking á saúde pública e ao meio ambiente, o estatuto dos empreendimentos de Shale em 6 Países, vai ser sumarizado.

História e a próxima onda de fracking

 Fracking é o processo de injectar líquidos – tipicamente uma mistura de água, areia e químicos—em poços em altas pressões para quebrar as rochas, permitindo ao gás/ou petróleo contidos nessa formação rochosa viajarem para o poço.

Não é uma nova técnica. As corporações de petróleo e gás utilizam o fracking desde 1860 para estimular a produção dos poços de petróleo. A Halliburton é apontada como a responsável pela primeira aplicação comercial de fracking para produzir gás natural,  em 2000, 0 fracking era utilizado em 90/95% dos poços de petróleo e gás nos EUA. No entanto, a escala do fracking moderno é uma mudança radical da utilizada no petróleo e gás convencional.

Alvos de Gás natural convencionalde rocha e outras formações pela qual o gás realmente flui. Quando uma reserva de gás é confirmada dentro destas rochas impermeáveis, um poço vertical é perfurado até ao reservatório e faz fluir o gás.

Em, contraste, gás natural não convencional existente nas rochas fica lá, em areias ou camas de cravão, é restrito se não for “fracked” (Fracturado). Igualmente, o fracking é essencial para libertar “Tigth Oil”.

A combinação de fracking avançado e técnicas de fracking horizontal tornou economicamente viável extrair grandes quantidades de Shale Oil e Shale gas. Enquanto o fracking permite que o gás passar para um poço, para começar, perfuração horizontal através de uma camada fina de rocha, por exemplo, dá a cada poço mais exposição ao petróleo e gás nas rochas

Depois das perfurações horizontais ou verticais estarem acabadas, e as saídas dos poços cimentadas, as corporações injetam milhões de litros de fluidos do fracking para partir a rocha e abri-la para o gás poder ser retirado. Dependendo da geologia, entre 25 a 75 % dos milhões de fluidos do fracking utilizado para cada poço volta á superfície como lixo toxico. Um grande volume de água salgada contendo naturalmente contaminantes também é produzida como desperdício. Combinados estes dois fluidos tóxicos, devido ao fracking, como material radioactivo e outros poluentes, fogem para o solo e águas subterrâneas. Não contentes com esta tecnologia avançada, a indústria do petróleo e gás esta a desenvolver a capacidade de aumentar a quantidade de fluidos do fracking e a pressão para gerar mais fracturas para extrair mais petróleo.

A experiencia americana: riscos e custos

 O aumento das perfurações e operações de fracking necessárias para extrair o gás e petróleo das rochas aumentou os riscos e custos da prática. O Fracking moderno requer milhões de litros de água para cada poço, e a desenvolvimento de Shale pode competir com necessidades essenciais de água em regiões de falta de água. Fontes de água publica podem também ser poluídas em diferentes etapas do processo e mesmo muito tempo depois, resultando em custos significativos na saúde publica. Custos adicionais devem-se a doenças devido á poluição do ar, e a economia rural sofre com o impacto negativo das perfurações de fracking na agricultura e turismo.

Impacto do fracking nas águas públicas (exemplo dos EUA)

 O fracking está implicado na contaminação de lençóis de água pelos EUA. ProPublica identificou mais de 1.000 casos de contaminação de águas perto dos locais de extracção, documentados por tribunais, estados e governos locais pelo país desde 2009. A Pensilvânia multou a Marcellus Shale por 1,544 violações só em 2010.

Pavillion, Wyoming:

Em 2010, a U.S. Environmental protection Agency fez um estudo preliminar onde encontrou possíveis contaminações de água perto de poços de fracking e recomendou aos residentes evitar beber água da torneira. Foram investigados 39 poços em zonas rurais e encontrou benzene e metano nas águas. Os poços também estavam contaminados com os aditivos do fracking: 2-butoexythanol phosphate. Em Dezembro de 2011, foi lançado um relatório concluindo que o fracking possivelmente contamina com metano os lençóis de água perto de Pavillion, e que a contaminação foi possivelmente devido às fugas de superfície e água tóxica.

Dimock, Pennsylvania:

Em 2009, os legisladores da Pennylvania ordenaram à Cabot Oil and Gas Corporation para parar com todo o fracking em Susquehanna County depois de 3 derrames num poço numa semana que poluiu terras húmidas e causou a morte da fauna marítima local. Estes derrames verteram 8,420 gallons (31.873167356 litros) de fluidos tóxicos contendo lubrificantes fabricado pela Halliburton que são potenciais cancerígenos.  O fracking também poluiu poços familiares, e as pessoas já não a podem utilizar. A Pennylvania multou a Cabot em mais de $240,000, mas custou mais de $10 Milhões para transportar a água potável às famílias afectadas. Em Dezembro, a Calbot pagou $4.1 milhões a 19 famílias que tiveram as suas águas contaminadas por metano devido ao fracking. Em 2012,a U.S. EPA começou a prover água limpa a estas famílias depois da Calbot ter sido libertada das suas obrigações pelo estado do Pennylvania.

Garfield County, Colorado:

Os 8,000 poços em Garfield County começam a estar perto de zonas residenciais. Um estudo revelou que com o aumento dos poços, aumenta também a concentração de metano nas águas. Os legisladores multaram a EnCana Oil and Gas por migração de metano para os lençóis de água através de falhas naturais. Em 2008. Um lago de água tóxica verteu 1,6 milhões de fluidos, que migraram para o Colorado River.

Parker County, Texas:

Em 2010, a U.S. EPA determinou que poços de fracking contaminaram um aquífero de água potável com metano, benzene e outros químicos que forma adicionados quimicamente.

Como é que o fracking polui os lençóis de água potável

São muitas as maneiras pela qual o fracking polui as águas. Primeiro, mesmo depois dos fluidos químicos serem injectados no chão, eles podem ser vertidos no local dos poços, ou no transporte, causando contaminação.

Os químicos utilizados são tudo menos seguros. Cientistas descobriram que 25% dos químicos podem causar cancro; 37% distúrbios no sistema endocrine; 40 a 50% pode afetar o sistema nervoso, cardiovascular e o sistema imunitário; e mais de 75% podem resultar em perda do sistema respiratório e sensorial. Estas águas tóxicas contem não só potenciais químicos tóxicos, mas também contaminantes naturais, incluindo, Sal, Barium, Strontium; poluentes orgânicos —Benzene, Toluene e normalmente material radioactivo (Radium 226). Uma investigação do New York Times descobriu que ¾ dos poços de fracking na Pennsylvania e West Virginia estudados produziam água contaminada com altos níveis de radiação, incluindo poços que continham valores centenas de vezes mais altos do que permitido, e pelo menos 15 poços com níveis milhares de vezes acima dos valores.

Em 2010, um poço rebentou e libertou um geyser de gás e de fluidos de fracking com 75 pés de altura que entornou 35,000 gallons ( 132.4894123 litros ) de agua tóxica, quando uma válvula, libertou Choride, sodium, barium e strontium, também continha hydrochloric acid.. Dois meses depois um fogo nos tanques de armazenamento de águas tóxicas feriu 3 trabalhadores. A Pennsylvania multou a Chesapeake Energy 284 vezes por violações desde 2008.

Também, a água de superfície pode ser poluída por descargas das instalações de tratamento que recebam as águas do fracking mas que não estão equipadas para tratar tantos contaminantes na água. Por exemplo, entre 2008 e 2009 na Pennsylvania, pelo menos metade dos desperdícios do fracking foi para estações de tratamento públicas que não estavam preparadas para tal. Os rios também mostram subidas de Bromides, uma preocupação particular porque as bromides podem reagir com desinfectantes durante o tratamento da água, formando Brominated trihalomethanes (THM). Quando formado, o THM é difícil e caro remover da água, e a exposição ao THM implica cancro e defeitos de nascença.

Um estudo da Nacional Academy of Ciences descobriu que as concentrações médias de metano nos poços de água potável em áreas ativas de exploração de gás eram 17 vezes mais latas do que áreas não ativas, possivelmente devido a derrames. Em 2008, uma casa em Ohio explodiu devido á infiltração de metano na água canalizada, devido ao fracking. Em 2010, depois da U.S. EPA dizer aos residentes de Wyoming para não beber da sua água devido a contaminação, a U.S. EPA determinou que 2 casas no Texas estavam em risco de explosão devido a altos níveis de gás natural na água devido ao fracking.

A U.S. EPA relatou que fluidos tóxicos de fracking contaminou pelo menos um poço de água em West Virginia e possivelmente outros. Em 2004, no Colorado, uma má selagem de um poço de fracking levou a contaminação de água a 4.000 pés de distância. Em Novembro de 2011, foi dado a conhecer um relatório de lençóis de água contaminados perto de operações de perfuração e fracking em Pavillion, Wyoming, concluindo que “ os dados indicam que o impacto da contaminação dos lençóis de água pode ser explicado pelas operações de Hidraulic fracturing.

Muitos dos casos de contaminação direta, seja de metano ou aguas tóxicas, são devidos á má selagem dos poços, quando passam por um aquífero.

O facto é que, dependendo da geologia, 25 a 75% dos fluidos do fracking que voltam à superfície, milhões de gallons (biliões de litros de água tóxica) ficam debaixo de terra depois de ser injectado. Uma vez debaixo de chão, os fluidos misturam-se com ocorrências naturais e é submetido a forças geológicas e processos químicos durante longo período de tempo, de anos a décadas. Até onde e quanto depressa pode viajar, e como mudar quimicamente, é impossível saber e controlar.

Poluição do ar devido ao fracking

  A exploração de Shale resulta em mais emissões de gases efeito de estufa que explorações convencionais de petróleo e gás. Esta poluição vem dos geradores e compressores nos locais de perfuração, tráfico de veículos pesados e da ventilação das águas residuais nos tanques, que podem provocar grande degradação do ar. Isto significa que existem impactos significantes no ambiente e na saúde quando examinamos o ciclo-de-vida do shale gás, e estes impactos são mais negativos que os benefícios, que torna falso que as shale sejam benéficas para o aquecimento global.

Shale gas é primariamente composto por metano, que é um potente gás efeito de estufa, estudos científicos recentes demonstram que, devido á quantidade de metano libertado durante a exploração moderna de Shale Gas em vez do carvão pode acelerar o efeito de estufa, não reduzi-lo. Isto deve-se ao fato que o shale gas emite significativamente menos poluição de carbono quando queimado. Assume-se que a procura por gás natural irá desviar a procura por carvão, não substitui-lo, se tal acontecer o impacto será muito mais devastador.

Poluentes encontrados perto de áreas de fracking são; metanol, formaldehyde e carbon disulfide. Compostos orgânicos voláteis, que incluem; nitrogen oxides, benzene e toluene, são também libertados durante o fracking. Estes compostos misturados com as emissões do tráfico de veículos pesados, grandes geradores e compressores formam o Gruond-level ozone que pode, combinado com matéria de partículas formar nevoeiro. Exposição prolongada a esse nevoeiro está ligada a vários cancros, doenças cardíacas, diabetes e morte prematura em adultos, e asmas, nascimento prematuro e défices cognitivos em crianças.

È extremamente difícil ligar directamente saúde individual com níveis de poluentes no ar. No entanto, existem inúmeros relatórios de saúde pública que coincidem com o aparecimento do shale que estão ligados à poluição. Por exemplo, residentes de Dish, Texas, que viveram 11 anos perto de estações de compressão de gás natural ficaram preocupados com o odor, barulho e problemas de saúde, como enxaquecas e apagões. Também sentiam problemas neurológicos e cegueira nos seus cavalos.

Em Wyoming, perfuração e fracking causaram poluição ground-level ozone que excedia a quantidades registadas em Los Angeles. No Texas, um hospital que serve 6 “conselho” com extracção de shale gas assinalou níveis de asma 3 vezes mais elevado que a média usual. Isto ilustra o sério impato na saúde publica devido ao fracking, e realça o pensamento que assume que a transição para shale gas irá reduzir a poluição do ar só porque o shale gas queima mais limpo que outro combustível fóssil.

Licitações exageradas sobre os benefícios económicos

 A exploração de shale não só acelera como aumenta os perigos para a saúde pública nos EUA através da poluição do ar e da água; Também afetou as economias locais. Enquanto a indústria promove criação de trabalho e investimento local, normalmente não contam com os resultados a longo prazo na economia e significante erosão na qualidade de vida das comunidades locais. Muitas das proponentes economias benéficas são só uma miragem, as companhias de energia baseadas em algures não compram matérias para o fracking, e os trabalhos habitualmente vão para trabalhadores que viajam de shale para shale.

Os poços trazem trabalho para camiões que danificam as zonas rurais e transportam materiais altamente tóxicos e águas residuais. Foi estimado que o trabalho nos EUA nas Shale, cada poço requer entre 890 a 1,350 grandes camiões. O barulho da perfuração a operar dura por 24 horas por dia, 7 dias por semana. As vistas são substituídas por poços de gás, que desce o valor dos terrenos e afeta o turismo e indústrias de “recriação” como, passeios, piqueniques, observação de pássaros, etc…

Os poços de gás não só desvalorizam a propriedade onde estão, mas também o valor das propriedades vizinhas.

Durante a construção e perfuração, os poços de gás aumentam significativamente o tráfico de veículos pesados e os custos da reparação dos estragos nas estradas locais são suportadas pela população. O fraking também requer gasodutos para transportar o gás, que põem em perigo os locais, devido a explosão. Em 2011, uma explosão, em Allentown, Pennsylvania, matou 5 trabalhadores, outras explosões aconteceram em Ohio, Califórnia, Michigan e Texas, alguns fatais.

Agricultores, que dependem da saúde da terra, têm de tomar decisões difíceis. Já morreram animais depois de beberem de água contaminada com fluidos dos fracking. Em 2009, 48 vacas foram postas em quarentena, devido a um derrame, que podia contamina-las. Os agricultores orgânicos podem perder a sua avaliação se os seus terrenos e águas forem contaminados.

Em contraste com o legado de poluição ambiental a exploração de shale deixa para trás, qualquer economia positiva vinda do fracking é de pouca duração: emprego, construção, procura de habitação e bons ordenados são significativos no inicio, mas diminui quando as operações diminuem e mudam para outro lado. Quase todos os trabalhos associados com Shale são durante a altura da perfuração e fracturação (fracking). Isto significa que os empregados da corporação, muitos dos quais de passagem, viajam de poço em poço, enquanto as perfurações e poços aumentam.

FRAKING NO MUNDO

 Direitos de propriedade dos minerais

 Nos EUA, os donos de terras tipicamente têm o direito às reservas de petróleo e gás nos seus terrenos privados. Como consequência, a indústria criou uma aliança natural com os donos das terras que procuram ganhos económicos pessoais. De acordo com Ben van Beurden, chefe da Shell Chemical, “os trabalhos são mais fáceis se os donos dos terrenos sejam os donos do petróleo ou gás”. Continuou “Em locais como o Norte da Europa, os direitos aos minerais são do estado.”

Conclusão:

A rápida expansão de operações shale e fracking nos EUA resultou em impatos ambientais e problemas de saúde pública. Juntos, derrames de produtos tóxicos e águas tóxicas estão inerentes á indústria e não podem ser impedidos por legislação.

Acrescentando poluição do ar torna os perigos bem claros.

Os países ainda não expostos aos riscos do fracking têm a oportunidade de escolher um caminho diferente, um que encontre “ as necessidades do presente sem comprometer a fiabilidade do futuro. .

 

 Retirado do trabalho de: http://www.foodandwatereurope.org

 

FRAKING EM ESPANHA

FRAKING EM ESPANHA

Fractura hidráulica (Fracking) é uma técnica para possibilitar ou aumentar a extração de petróleo do sob solo. O procedimento consiste na injeção com pressão de algum material no terreno com o objetivo de ampliar as fraturas existentes no substrato rochoso que encerra o gás ou o petróleo, e favorecendo assim a saída do gás para o exterior.

Habitualmente o material injetado é água com areia, ocasionalmente s podem usar espumas ou gases.

Estima-se que esta técnica está presente em aproximadamente em 60% dos poços de extração atualmente em uso. Devido ao aumento do preço dos combustíveis fósseis, estas técnicas tornaram-se economicamente rentáveis, o seu uso é popular nestes últimos anos, especialmente na UE.

Existe grande controvérsia sobre o perigo ambiental derivado desta técnica, pois exige um enorme consumo de água, é habitual que junto com areia se incluam centenas de químicos, cuja finalidade é favorecer as fissuras, e podem contaminar tanto o chão como os lençóis de água. A este respeito, a NGSA (associação norte americana de administradores de gás natural) afirma que não se confirma nenhum caso de contaminação da água até Agosto de 2009.

História

As injeções no sob solo para favorecer a extração de petróleo remonta a 1860, na costa norte americana, onde utilizavam nitroglicerina. Em 1930 começaram-se a utilizar ácidos no lugar de materiais explosivos, mas em 1947 quando se estudava a primeira vez a possibilidade de utilizar água. Este método começou a aplicar-se industrialmente em 1949. . Junto com a água se inclui uma certa quantidade de areia para evitar que as fraturas fechem ao parar o bombear da água, e também se adiciona 1% de aditivos, compostos por cerca de 500 produtos químicos, cuja função é potenciar a efetividade da fratura.

NA Europa estima-se que a generalização deste método aumentou as reservas provadas de gás c cerca de 40% em 4 anos.

Até 2010, calcula-se que se realizaram 2,5 milhões de fraturas em todo o mundo.

Na Europa não existe regulamentação específica sobre a técnica de fraking. Uma informação do parlamento Europeu recomenda a sua regulamentação e que se tornem públicos os componentes que se empregam nos poços de perfuração. O parlamento Búlgaro proibiu o seu uso em 2012.

Em Espanha o Ministério da industria e comunidades autónomas como o País Basco o Castilha e León estão a conceber permissões para investigação como Urraca, Usapal entre outros.

O trabalho de informação e denúncia começa a dar frutos sobre a prolação de permissões. O parlamento Vasco por completo, sem o apoio do PSE, exige estudos de impactos, sindicatos pedem a proibição do fraking, mas a continuação das concessões.

O entusiasmo com que o vice conselheiro da indústria e energia do governo vasco, Xabier Garmendia, recebia a informação da comissão europeia que nega a necessidade de uma legislação ambiental especifica para o uso da técnica Fracking, se viu gorado devido á recente decisão do Parlamento Basco, de exigir ao governo autónomo um estudo ambiental antes de iniciar novos poços. Previamente, as Juntas Generales de Alava tinham exigido ao Governo Basco a paragem das obras de perfuração na zona até que se conheça melhor o impacto sobra a saúde, o sob solo, as águas e o ecossistema em geral.

Falta de informação

 

Em Cantabria existem 5 permissões para extração de hidrocarbonetos. O grupo contra o fracking já provou, sem esforço, que são de fractura hidráulica. Afetam quase um terço do território, no qual estão incluídas zonas de proteção especial.

Na apresentação de Agosto de 2011 de um recurso de reposição para impugnar a conceção da primeira permissão conhecida e não obteve resposta. A empresa abjudicada, Trofagas, filial da norte americana BKN Petroleum, tem permissão em Burgos, Cantabria e Àlava, e solicitados em Soria, La Rioja, Palencia e Valladolid. O resto das permissões em Cantabria correspondem a Repsol  y Gas Natural.

Alem das ações legais, o grupo está a juntar informação sobre as áreas afetadas, e á responsáveis na zona para cobrir melhor possível o território. A dificuldade em obter informação, mostra bem a falta de transparência das administrações.

Em Burgos, também existe um grupo contra o fracking. O governo foi instigado a proibir esta técnica pois, nas palavras do secretário Llorenç Serrano, “não compensam os benefícios que se obtêm”,

Fracking gas: pior o remédio que a enfermidade?

 

A febre do gás está chegando a Espanha. O gás de xisto (shale gas) é um gás não convencional que se obtém a partir de um processo conhecido como fracking. Chama-se não convencional devido ao complexo método de extração.

O bem-estar humano conhece limites, temos mostras diárias que nos recordam e o confirmam constantemente. Um dos melhores exemplos é a persistência na exploração de combustíveis fósseis, apesar de ser uma fonte progressivamente em declínio por ser cada vez mais escassa, ambientalmente insustentável e economicamente menos rentável, segue contando mesmo assim com o interesse empresarial e financeiro quase intacto, assim como a classe politica que o serve e ampara.

A Repsol YPF ameaça com o fracking uma região Argentina

A multinacional assegura que é a maior reserva de petróleo e gás existente.

A Repsol YPF anunciou ter encontrado as maiores reservas de petróleo até agora situadas na Patagônia argentina. A noticia foi recebida com preocupação entre as organizações ecologistas e sociais do país porque a extração vai utilizar a técnica fracking, que gera contaminação e terras e águas

 

http://www.ecologistasenaccion.org/