A dependencia do gás natural

Uma das soluções da UE para a dependência de energia derivada do gás são os países de leste, Rússia, Polónia, etc… e Norte de África.

Hoje falamos da guerra do gás entre a Rússia e a Ucrânia como exemplo do que vai acontecer a Portugal se aceitar ser energeticamente gás dependente antes e depois de acabarem as reservas nacionais.

A disputa iniciou-se em 2005 quando a Rússia aumentou os preços do gás natural vendido na Ucrânia. Em 2006 a Rússia cortou o acesso de gás natural á população da Ucrânia, com graves consequências a nível social e de saúde. A Ucrânia produz parte do que consume, mas como se tornou dependente do gás natural, tem a necessidade de comprar do Turcomenistão, e recebe parte da Rússia como pagamento pelos gasodutos que ultrapassam o país e ainda lhe compra o resto que necessita. Sendo um país com reservas insuficientes para a sua necessidade, é hoje o maior importador de gás natural do mundo, Portugal tem o mesmo perfil, só não tem o mesmo tamanho.

Em 2004 as corporações, e não os países, assinaram o Agendo Número 4. Claro que as corporações 1º pensam no lucro, depois nas compensações pela poluição, danos da exploração, lobbing, corrupção, contrato de “seguranças”, e indeminizações e só depois no bem-estar das populações afetadas. Uma  grande batalha pelo preço entre as corporações enquanto a população pagava e sofria com os cortes. Mas mesmo assim no final o acordo falhou devido a uma queixa da Gazprom. Apesar de o gás ser cortado á população da Ucrânia, os gasodutos que a atravessam continuavam a levar gás para o resto da Europa. Em 2009 Putin ordenou que se reduzisse a quantidade de gás para a Europa equivalente a que a Ucrânia tinha alegadamente “Roubado” desde que o fornecimento de gás para aquele país foi interrompido. Vários países relataram grandes faltas de gás natural Russo, os países mais atingidos foram Bulgária, Moldávia e Eslováquia.

Muita tinta e sangue rolaram nesta disputa.

Politicamente, existem alegadamente vários motivos por detrás deste conflito, evitar que a Ucrânia adira à UE ou à OTAN. Outro motivo sugere que as ações da Ucrânia foram sequestradas pelos Estados Unidos.

Portugal segundo relatórios pode ter reservas até 2050, Depois fica dependente do norte de África e dos países de leste, com a história passada da política e negociação do comércio petrolífero nada de bom é de esperar do futuro de Portugal.

Com a agravante de Portugal dever dinheiro ao FMI, ou seja à OMC (Organização Mundial de Comércio) para a qual a Rússia acabou de orgulhosamente entrar. E como desde o tratado de Tordesilhas isto tem sido sempre a dar, desde metade do mundo conhecido e desconhecido, que nem era nosso, até á EDP, RTP, passando pelo Allgarve, vinhas do Douro, e o litoral Oeste para turismo de classe, para que aqueles que vivem em países dos que recebem, venham ocupar o que é dos que pagam.

Os dirigentes da política nacional já mostraram que o povo está depois da economia e do bem da nação. Desde doentes contaminados com HIV, devido a hemodialise, crianças á guarda de instituições de solidariedade usadas como cobaias de experiencias por farmacêuticas, até a destruição de rios para barragens, licenças para transportar matérias radioativas em rios nacionais com ligação a Espanha, etc…

Todos os anos se fala da seca, mas o governo aceita a técnica de extração de gás natural- gas fracking- que gasta milhares de litros de água por poço, grande parte da qual fica toxica para sempre, devido aos químicos necessários para assegurar o rendimento financeiro da extração. Em caso de contaminação de um lençol de água, todo ele ficará impróprio. Os “acidentes” e consequências na indústria petrolífera é bem conhecida de todos. Portugal irá mais uma vez violar o tratado de Quioto.

 

Não ao gás natural… homens de negócio não estão a pensar em ti!

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