FRAKING EM ESPANHA

FRAKING EM ESPANHA

Fractura hidráulica (Fracking) é uma técnica para possibilitar ou aumentar a extração de petróleo do sob solo. O procedimento consiste na injeção com pressão de algum material no terreno com o objetivo de ampliar as fraturas existentes no substrato rochoso que encerra o gás ou o petróleo, e favorecendo assim a saída do gás para o exterior.

Habitualmente o material injetado é água com areia, ocasionalmente s podem usar espumas ou gases.

Estima-se que esta técnica está presente em aproximadamente em 60% dos poços de extração atualmente em uso. Devido ao aumento do preço dos combustíveis fósseis, estas técnicas tornaram-se economicamente rentáveis, o seu uso é popular nestes últimos anos, especialmente na UE.

Existe grande controvérsia sobre o perigo ambiental derivado desta técnica, pois exige um enorme consumo de água, é habitual que junto com areia se incluam centenas de químicos, cuja finalidade é favorecer as fissuras, e podem contaminar tanto o chão como os lençóis de água. A este respeito, a NGSA (associação norte americana de administradores de gás natural) afirma que não se confirma nenhum caso de contaminação da água até Agosto de 2009.

História

As injeções no sob solo para favorecer a extração de petróleo remonta a 1860, na costa norte americana, onde utilizavam nitroglicerina. Em 1930 começaram-se a utilizar ácidos no lugar de materiais explosivos, mas em 1947 quando se estudava a primeira vez a possibilidade de utilizar água. Este método começou a aplicar-se industrialmente em 1949. . Junto com a água se inclui uma certa quantidade de areia para evitar que as fraturas fechem ao parar o bombear da água, e também se adiciona 1% de aditivos, compostos por cerca de 500 produtos químicos, cuja função é potenciar a efetividade da fratura.

NA Europa estima-se que a generalização deste método aumentou as reservas provadas de gás c cerca de 40% em 4 anos.

Até 2010, calcula-se que se realizaram 2,5 milhões de fraturas em todo o mundo.

Na Europa não existe regulamentação específica sobre a técnica de fraking. Uma informação do parlamento Europeu recomenda a sua regulamentação e que se tornem públicos os componentes que se empregam nos poços de perfuração. O parlamento Búlgaro proibiu o seu uso em 2012.

Em Espanha o Ministério da industria e comunidades autónomas como o País Basco o Castilha e León estão a conceber permissões para investigação como Urraca, Usapal entre outros.

O trabalho de informação e denúncia começa a dar frutos sobre a prolação de permissões. O parlamento Vasco por completo, sem o apoio do PSE, exige estudos de impactos, sindicatos pedem a proibição do fraking, mas a continuação das concessões.

O entusiasmo com que o vice conselheiro da indústria e energia do governo vasco, Xabier Garmendia, recebia a informação da comissão europeia que nega a necessidade de uma legislação ambiental especifica para o uso da técnica Fracking, se viu gorado devido á recente decisão do Parlamento Basco, de exigir ao governo autónomo um estudo ambiental antes de iniciar novos poços. Previamente, as Juntas Generales de Alava tinham exigido ao Governo Basco a paragem das obras de perfuração na zona até que se conheça melhor o impacto sobra a saúde, o sob solo, as águas e o ecossistema em geral.

Falta de informação

 

Em Cantabria existem 5 permissões para extração de hidrocarbonetos. O grupo contra o fracking já provou, sem esforço, que são de fractura hidráulica. Afetam quase um terço do território, no qual estão incluídas zonas de proteção especial.

Na apresentação de Agosto de 2011 de um recurso de reposição para impugnar a conceção da primeira permissão conhecida e não obteve resposta. A empresa abjudicada, Trofagas, filial da norte americana BKN Petroleum, tem permissão em Burgos, Cantabria e Àlava, e solicitados em Soria, La Rioja, Palencia e Valladolid. O resto das permissões em Cantabria correspondem a Repsol  y Gas Natural.

Alem das ações legais, o grupo está a juntar informação sobre as áreas afetadas, e á responsáveis na zona para cobrir melhor possível o território. A dificuldade em obter informação, mostra bem a falta de transparência das administrações.

Em Burgos, também existe um grupo contra o fracking. O governo foi instigado a proibir esta técnica pois, nas palavras do secretário Llorenç Serrano, “não compensam os benefícios que se obtêm”,

Fracking gas: pior o remédio que a enfermidade?

 

A febre do gás está chegando a Espanha. O gás de xisto (shale gas) é um gás não convencional que se obtém a partir de um processo conhecido como fracking. Chama-se não convencional devido ao complexo método de extração.

O bem-estar humano conhece limites, temos mostras diárias que nos recordam e o confirmam constantemente. Um dos melhores exemplos é a persistência na exploração de combustíveis fósseis, apesar de ser uma fonte progressivamente em declínio por ser cada vez mais escassa, ambientalmente insustentável e economicamente menos rentável, segue contando mesmo assim com o interesse empresarial e financeiro quase intacto, assim como a classe politica que o serve e ampara.

A Repsol YPF ameaça com o fracking uma região Argentina

A multinacional assegura que é a maior reserva de petróleo e gás existente.

A Repsol YPF anunciou ter encontrado as maiores reservas de petróleo até agora situadas na Patagônia argentina. A noticia foi recebida com preocupação entre as organizações ecologistas e sociais do país porque a extração vai utilizar a técnica fracking, que gera contaminação e terras e águas

 

http://www.ecologistasenaccion.org/

 

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