Aljubarrota e Gas Fracking

 Este projecto industrial não é português e faz parte de um conjunto de ações para instalar um sistema energético Mundial apoiado em energias extremas, tar sands, oil shale e shale gas. Todas com maior impacto ambiental que qualquer fonte de energia até hoje.

Portugal 2011: A  Mohave Oil and Gas quer procurar gás natural na cidade de Alcobaça  A Mohave  quer fazer perfurações no perímetro urbano em Alcobaça para saber se ali se encontra um reservatório de gás natural. A autorização para os trabalhos foi já pedida às entidades competentes. A Direção-Geral de Energia e Geologia ( DGEG) parece não estar preocupada com o fato de as perfurações serem na cidade, mas o presidente da autarquia, Paulo Inácio, mostra-se cauteloso e quer “tudo muito bem explicado”.

A intenção da empresa canadiana que há mais de 18 anos faz trabalhos de prospecção de hidrocarbonetos em Portugal foi avançada por  Paulo Inácio em conferência de imprensa e deverá resultar dos dados recolhidos com as sondagens realizadas na cidade no ano passado. As boas perspectivas foram também confirmadas pela DGEG, que numa carta enviada no passado dia 12 de Março à autarquia alcobacense diz que “poços de pesquisa de petróleo têm sido realizados com toda a segurança em cidades com elevados padrões ambientais e de segurança como, por exemplo,  Roterdão,  Paris e  Los Angeles”. Mas antes de decidir sobre a autorização a dar, ou não, à perfuração, Paulo Inácio quer obter o máximo de informação possível.

Paulo Inácio quer ainda que sejam prestados esclarecimentos públicos à população e aos autarcas eleitos.

“Um processo destes exige todas as cautelas”, diz o autarca.

A Mohave Oil & Gas, que tem como acionista  Joe Berardo, realiza estudos de sísmica para explorar reservas que podem atingir 500 milhões de barris.

O sonho do empresário Joe Berardo de encontrar petróleo em Portugal está mais perto de se tornar realidade. Deu início aos estudos de sísmica tridimensional na concessão que detém na zona de Aljubarrota, acreditando que poderá encontrar petróleo ainda este ano.

O petróleo pode vir a ser a salvação do nosso país”, revelou o empresário,

Ninguém seria louco para investir isto se não existisse petróleo! O desafio é conseguir extraí-lo”, salientou Berardo.

Antes de iniciar os investimentos na exploração de petróleo em Portugal, a Mohave Oil & Gas pediu um estudo à  Sed Strat Geoscience, empresa que trabalha com gigantes como a  Petrobras ou a  Chevron, para avaliar a quantidade de crude que poderá existir no subsolo nacional. E os resultados não podiam ser mais animadores: segundo a Sed Strat, há 50% de probabilidades de os dois blocos detidos pela Mohave conterem 486,8 milhões de barris, o suficiente para abastecer o país durante quase cinco anos. Aos preços atuais, este filão valerá 30,6 mil milhões de euros. Na estimativa mais pessimista da Sed Strat, serão 18,2 milhões de barris de crude, o que à cotação atual equivale a 1,1 bilhão de euros, um valor que garante a viabilidade comercial do projeto. O crude que for extraído será vendido à  Galpenergia.

Este investimento integra intervenções a realizar nas atuais cinco concessões de prospeção, três ‘onshore’ (em terra, em Aljubarrota, Rio Maior e Torres Vedras e duas ‘offshore’ (no mar), São Pedro de Moel e Cabo Mondego. A empresa norte-americana que está a fazer prospecção de petróleo e gás natural na região de Alcobaça pediu autorização ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) para efectuar testes sísmicos a 500 metros do Mosteiro, património da Humanidade.

A Mohave Oil & Gas Corporation já tem ‘luz verde’ da Câmara de Alcobaça para realizar os trabalhos na cidade, com a salvaguarda de “haver uma área de proteção ao Mosteiro e ao centro histórico, autorizada pelo IGESPAR”, revelou o presidente da Câmara, Paulo Inácio, adiantando que a operação se justifica “para bem da Nação”.

Responsáveis da empresa reuniram-se com o governador civil de Leiria e a autarquia de Alcobaça e aguardam agora a autorização do IGESPAR para realizar as análises sísmicas durante uma semana em Março.

O geólogo da empresa,  Rui Vieira, assegurou que a distância do ponto onde serão colocados os equipamentos de vibração do subsolo “não causará danos estruturais no Mosteiro de Alcobaça”, que é “um obstáculo como qualquer outro”. “Estamos a trabalhar numa área de 160 quilómetros quadrados, onde existe a cidade de Alcobaça. É um trabalho inócuo e podíamos estar a dez ou vinte metros do Mosteiro, porque as vibrações são inferiores às provocadas por um camião de 40 toneladas a passar em frente ao Mosteiro, o que aconteceu durante muitos anos sem qualquer problema”, disse. Rui Vieira relatou que “percebemos que as pessoas têm outra percepção e como queremos garantir uma boa relação com a comunidade, optámos por manter uma distância de 500 metros e nem chegar a entrar na malha urbana. Como a cidade é pequena, vamos estar quase nos subúrbios”.

“O que vamos fazer é uma ‘ecografia’ ao subsolo para traçar a cartografia da sua superfície e identificar a existência de petróleo ou gás natural”, indicou o geólogo. O IGESPAR não confirmou se vai autorizar os trabalhos de prospecção.

Terra treme, A zona de Aljubarrota, em Alcobaça, está actualmente a ser alvo de “varrimentos” para detectar indícios de existência de petróleo ou gás natural, de forma a posteriormente serem feitas sondagens que permitam avaliar a qualidade da jazida e a rentabilidade da sua exploração. O projecto, já cumprido a 30 por cento, envolve a colocação, ao longo de 160 quilómetros quadrados, de 8500 estações de emissão e dez mil de recepção da informação do sinal sísmico gerada por máquinas que fazem vibrar o solo.

Os trabalhos de prospecção no concelho de Alcobaça e no limite do concelho de Porto de Mós envolvem empresas de vários países. A dona da obra é a norte-americana Mohave. A empresa romena  Prospectiuni encarrega-se do levantamento geofísico e a portuguesa  Checklane obtém a permissão dos proprietários de terrenos. “É uma grande agitação de máquinas”, conta Américo Ribeiro, morador em  Alpedriz.

“Não sei se seria bom encontrarem alguma coisa. É uma localidade muito tranquila, a população não ia gostar de muito barulho com as movimentações, mas também podia ser bom para a economia”, manifesta.

As equipas que procedem no terreno aos testes sísmicos são acompanhadas por militares da GNR, que garantem a realização dos trabalhos em segurança, sem transtornos para a circulação rodoviária, uma vez que decorrem junto aos caminhos principais. Alpedriz, Valado dos Frades, Aljubarrota, Casais de Santa Teresa, Ataíja, Cadoiço, Montes, Alpedriz e Cós são as localidades que estão a ser alvo de “varrimentos” do subsolo. A população está receptiva aos trabalhos.

É assegurada a reposição de eventuais estragos provocados pelas vibrações. “Começámos por pedir permissão a todos os proprietários de terrenos onde temos de colocar as caixas para onde é transmitida a informação destas vibrações. Os ‘vibradores’ têm placas que encostam ao chão quatro vezes, cerca de doze segundos cada, a terra treme e a informação é recolhida. Tudo é registado, medido e monitorizado para o caso de haver reclamações”, descreve uma fonte ligada às operações. Tem havido boa colaboração dos proprietários.

“Talvez porque as pessoas se mostram interessadas quando se fala na possibilidade de encontrar petróleo”, indica.

Nesta fase não há preocupação com eventual negociação dos terrenos. “É uma questão que vem a seguir, noutra fase do campeonato”, esclarece o geólogo Rui Vieira. Primeiro há que obter resultados e esses “estão a ser interpretados para se decidir fazer uma sondagem. A perfuração pode ir até três mil metros de profundidade”. “Talvez em Julho deste ano possamos ter os primeiros resultados”, admitiu.

Paulo Inácio com Pedro Passos Coelho em Leiria

A empresa Mohave Oil & Gas Corporation já começou a perfurar o solo de Aljubarrota e conseguiu mesmo extrair gás durante os testes, que ainda prosseguem. O presidente da Câmara de Alcobaça aproveitou mesmo a deslocação de Pedro Passos Coelho a Leiria, no dia 15 de Outubro, para lhe entregar uma fotografia onde se vê o gás a arder no cimo da plataforma, que já alcançou os 2600 metros de profundidade, garantiu uma fonte da autarquia ao Tinta Fresca. A confirmar-se a existência de hidrocarbonetos no local, a empresa canadiana deverá investir 60 milhões de euros no concelho de Alcobaça, em ano e meio.

Torre de perfuração da Mohave em Aljubarrota

Contudo, Paulo Inácio está preocupado com o facto de ser um dos poucos países do mundo sem royalties municipais e já pediu ao governo para criar legislação nesse sentido, a exemplo, do que já sucede com a energia eólica. O autarca adiantou ainda que os dois locais assinalados para exploração de gás natural, ambos no  Cadoiço, na freguesia de Prazeres de Aljubarrota, ficam muito próximos do gasoduto de gás natural que passa nas imediações junto ao IC2, o que reduzirá os custos de transporte dos hidrocarbonetos. A Mohave Oil & Gas poderá obter resultados definitivos dos testes de perfuração até ao final de Outubro.

A Direção Geral de Energia  (DGE) informou que a garantia de boas práticas por parte da Mohave Oil and Gas Corporation permite que se faça, com toda a segurança, um furo de prospeção dentro do perímetro urbano de Alcobaça.

Arlindo Alves, administrador da Mohave, assegurou, durante uma sessão pública de esclarecimento, que decorreu na segunda-feira no Cineteatro João d´Oliva Monteiro, que «caso se avance para a prospeção, o ruído produzido pelos, geradores vai ser provavelmente o impacto mais sentido».

«Os equipamentos estarão dotados com materiais isoladores, de forma a minimizar-se os ruídos emanados pelos motores», disse.

Por seu lado, Carlos Caixaria, da DGE, explicou que «para se confirmar a existência de hidrocarbonetos, o furo tem mesmo de ocorrer junto à Via de Cintura Interna (CVI), tendo em conta que é necessário realizar-se na vertical».

«Caso se confirme a existência de gás natural, a extração já não ocorrerá dentro da freguesia», esclareceu ainda a DGE, tendo em conta que «nesse caso o furo já poderá ser feito transversalmente».

Depois da perfuração e caso a Mohave opte pela não extração de gás natural em Alcobaça, todos os dados recolhidos pela empresa canadiana ficarão na posse da Direção Geral de Energia, ou seja do Estado. A informação poderá ser aproveitada no futuro por uma outra entidade, que adquira os direitos, pelo que o processo agora iniciado irá prolongar-se por muitos anos.

Entretanto a Mohave Oil and Gas Corporation informou que o subsolo de Alcobaça pode ter volumes potenciais de gás na ordem dos cinco a seis milhões de metros cúbicos.

«Identificámos uma estrutura geológica que poderá revelar reservatórios com volumes potenciais de gás na ordem dos cinco a seis milhões de metros cúbicos», anunciou Rui Vieira, geólogo da Mohave Oil and Gas Corporation. Segundo o geólogo, «se as expectativas da empresa se confirmarem, tal poderá significar uma produção de dois milhões de metros cúbicos de gás por dia, durante cerca de oito a dez anos».

O IGESPAR já aprovou o pedido da Mohave para realizar um furo a 700 metros do Mosteiro, uma prospeção que só poderá avançar depois da Câmara de Alcobaça aprovar a obra, o que deverá acontecer na próxima semana. De todos os pareceres pedidos às várias entidades, ainda falta conhecer a posição da CCDR, outro dos organismos a quem Paulo Inácio pediu opinião.

A reunião de Câmara, onde será votado o licenciamento da intervenção da Mohave deverá ocorrer na próxima semana.

 

Eu próprio enviei vários link’s para o presidente da câmara de Alcobaça, e para outros membros da câmara quando li no jornal, que ele queria mais informação sobre o gas fracking.

Nunca recebi resposta. Tinha o link do documentário: Gasland, youtube

A zona oeste não é o único local para exploração de petróleo e gás, vários outros pontos estão marcados e já em estudo, muitos em off shore, a costa portuguesa será da indústria petrolífera. Os problemas do fracking são vários, gases efeito de estufa, radioactividade, contaminação das águas, necessidade de milhares de litros de água.

Vai mexer no preço de água, no preço das portagens, na liberdade de circulação, vão roubar terrenos, provocar doenças, mentir, explorar, agredir.

A pressão sobre Políticos, a utilização de advogados de topo para dar que pensar 2 vezes a quem quiser tentar em tribunal parar qualquer tipo de ação da Mohave Oil and Gas, o uso da palavra trabalho e economia. A Mohave é uma empresa Americana, registada no Canada, portanto o dinheiro de certo não ficará em PORTUGAL e o que ficar não chegará aos portugueses. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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