PETROLEO em PORTUGAL

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A seguir vem um resumo da história da pesquisa de petróleo em Portugal

Onde descobri que em 1938 foi emitido um alvará de concessão de pesquisa de petróleo e Tar Sands (areias betuminosas), em território “português”.

Em 1973/74 foram emitidos 30 contratos de áreas offshore.

 

Desde 1978 a 2004 foram atribuídas 39 áreas de avaliação.

Em 2006 só a Mohave Oil & Gas corporation operava em Portugal. Adquiriu 760 km2 offshore e 224 km2 onshore.

Em 2007 assinaram-se 12 novos contractos

Empresas directamente envolvidas:

Repsol- YPF (Espanha), RWE – Dea (Alemanha), Hardman Resources Ltd, Petroleos de Portugal, Petrogal S.A., Partex Oil and Gas Corporation, Petrobras international, Galp.

A Pesquisa de Petróleo em Portugal

EM RESUMO…

Apesar de alguns trabalhos de pesquisa terem sido realizados (mapa) ao longo dos anos nas bacias sedimentares portuguesas, pode considerar-se que estas se encontram subavaliadas. Mesmo a bacia Lusitânica, a mais pesquisada das bacias portuguesas, com uma densidade de sondagens da ordem de 2,4 por 1000 km2, é disso um bom exemplo.

Os resultados das sondagens foram muitas vezes encorajadores e não existem dúvidas da presença – pelo menos em algumas das bacias – de todos os componentes (rochas mãe maduras, reservatórios selados e armadilhas) necessários a potenciais acumulações económicas de petróleo. Contudo, ainda não existe produção em Portugal.

As bacias “tradicionais” (Porto, Lusitânica e Algarve) continuam a estimular a pesquisa com a procura de novos objectivos que permitam obter descobertas comerciais, como é comprovado pelo continuado interesse das companhias que continuam a achar que vale a pena investir na pesquisa em Portugal.

As áreas de fronteira – as bacias mais profundas e exteriores para Oeste e Sul da plataforma continental – apresentam novas oportunidades de pesquisa, particularmente tendo em conta os termos contratuais e um regime fiscal muito favoráveis.

HISTÓRIA DA PESQUISA

As primeiras sondagens de pesquisa foram efectuadas no início do século passado. Estas eram, na maioria, pouco profundas e localizadas junto a ocorrência de rochas impregnadas por petróleo à superfície (seeps), no onshore, Norte e Sul da bacia Lusitânica.

Em 1938 foi emitido um alvará de concessão para pesquisa de petróleo e substâncias betuminosas, abrangendo as bacias Lusitânica e do Algarve. Por várias vezes houve transmissão dos direitos desta concessão, que se manteve activa até 1968.

Durante o período de vigência da concessão foram adquiridos, no onshore da bacia Lusitânica, cerca de 3264 km de sísmica de reflexão, na maioria mono-canal, levantamentos de gravimetria e um pequeno levantamento magnético perto de Lisboa. Nesta bacia foram ainda efectuadas 78 sondagens de pesquisa, das quais apenas 33 atingiram profundidades superiores a 500 m. Muitas destas sondagens apresentaram fortes indícios de petróleo e algumas atingiram produção sub-comercial. Durante este período, na bacia do Algarve, apenas foram efectuados levantamentos de gravimetria.

Depois do abandono desta concessão, sob nova legislação de petróleo, as áreas de prospecção e pesquisa, onshore e offshore, foram divididas em blocos, tendo por base uma malha regular e postos a concurso internacional. Do concurso resultou a assinatura de 30 contratos para áreas no offshore, em 1973 e 1974. O último destes contratos terminou em 1979. Durante este período foram realizados cerca de 21237 km de levantamentos sísmicos de reflexão multi-canal, gravimétricos e magnéticos. Para além destes levantamentos foram efectuadas 22 sondagens, 5 das quais na bacia do Porto, 14 na bacia Lusitânica e 3 na bacia do Algarve. Todas as sondagens foram fechadas e abandonadas, embora algumas tenham apresentado muito bons indícios de petróleo e duas delas, Moreia-1 e 14 A-1, produziram pequenas quantidades de óleo em drillstem tests.

Depois de 1979, a pesquisa abrandou consideravelmente no offshore. Todavia, em 1978 ressurge o interesse pelo onshore. Assim, de 1978 a 2004, foram atribuídas 39 áreas, das quais 23 concessões no onshore da bacia Lusitânica (duas destas abrangem lotes no onshore e no offshore), 15 concessões no offshore (11 na bacia do Porto, 3 na bacia do Algarve e 1 na bacia Lusitânica) e 1 licença de avaliação prévia no deep-offshore da bacia do Algarve. Durante este período foram efectuadas 28 sondagens, das quais 23 no onshore da bacia Lusitânica e 5 no offshore (3 na bacia do Porto e 2 na bacia do Algarve). Também em muitas destas sondagens foram encontrados bons indícios de petróleo, sobretudo óleo. Foram ainda adquiridos cerca de 36000 km de sísmica convencional, dos quais cerca de 27600 no âmbito de campanhas de sísmica multi-cliente – cerca de 4600 km pela GSI em 1984 e cerca de 23000 km pela TGS-NOPEC de 1999 a 2002.

Na sequência do levantamento sísmico e gravimétrico no deep-offshore realizado pela TGS-NOPEC em 1999-2002, foi lançado, em 2002, o Concurso Público para Atribuição de Direitos de Prospecção, Pesquisa, Desenvolvimento e Produção de Petróleo no Deep-Offshore. O grupo formado pelas empresas Repsol-YPF (Espanha) e RWE-Dea (Alemanha) candidatou-se aos blocos 13 e 14, que foram adjudicados em 2005.

No final de 2006, apenas uma companhia operava em Portugal, Mohave Oil & Gas Corporation, detentora de 2 concessões no onshore da bacia Lusitânica. Na região de Alcobaça, a Mohave encontrou fortes indícios de gás em duas das sondagens realizada e, na região de Torres Vedras, tem realizado um conjunto de sondagens, com recuperação de óleo em fracturas e iniciou testes de produção. A empresa adquiriu ainda 760 km de sísmica no offshore e 224 km no onshore. Esta sísmica e estas sondagens já foram consideradas nos totais atrás referidos.

Em 2007 houve um significativo incremento na prospecção e pesquisa de petróleo em Portugal com a assinatura de 12 novos contratos de concessão:

-  a 1 de Fevereiro de 2007, 3 contratos de concessão com as empresas Hardman Resources Ltd., Petróleos de Portugal – Petrogal S.A. e Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, em consórcio (“Hardman / Galp / Partex”), para as áreas Lavagante, Santola e Gamba, no deep-offshore da bacia do Alentejo (mapa).

Desde 25 de Março de 2010, por transmissão de posições contratuais, estas áreas são detidas pelas empresas Petrobras International Braspetro B.V. e Petróleos de Portugal – Petrogal S.A., em consórcio (“Petrobras / Galp”);

-  a 18 de Maio de 2007, 4 contratos de concessão com as empresas Petrobras International Braspetro B.V., Petróleos de Portugal – Petrogal S.A. e Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, em consórcio (“Petrobras / Galp / Partex”), para as áreas Camarão, Amêijoa, Mexilhão e Ostra, no deep-offshore da bacia de Peniche (mapa)

-           a 3 de Agosto de 2007, 5 contratos de concessão com a empresa Mohave Oil & Gas Corporation, para as áreas Cabo Mondego-2, S. Pedro de Muel-2, Aljubarrota-3, Rio Maior-2 e Torres Vedras-3, no onshore e offshore da bacia Lusitânica (mapa).

Em 2008 o consórcio Hardman / Galp / Partex realizou uma campanha sísmica 2D de 3.307 km na bacia do Alentejo (mapa) de modo a complementar e apertar a malha da sísmica previamente adquirida na área – a campanha sísmica da TGS-NOPEC registada entre 2000-2002.

Ainda em 2008 o consórcio Petrobras / Galp / Partex realizou uma campanha sísmica 2D de 8.615 km na bacia de Peniche (mapa) de modo a complementar e apertar a malha da sísmica previamente adquirida pela TGS-NOPEC, entre 2000-2002, nessa área.

A Mohave Oil & Gas Corporation prossegue o processo de aquisição, no onshore, de duas campanhas de sísmica 3D.

CONTACTOS: Divisão para a Pesquisa e Exploração de Petróleo

Teresinha Abecasis

(Chefe da DPEP)

email: teresinha.abecassis@dgge.pt

Telef.: +351 21 7969753

Virgilio Cabrita da Silva

(Consultor E&P)

email: virgilio.cabritadasilva@dgge.pt

Telef.: +351 21 7954871

Avenida da República 45, 5º Esq.

1050-187 Lisboa

Telef.: +351 21 795 4871

Fax:  +351 21 795 4926

NÃO AO PETROLEO EM PORTUGAL, NÃO ÀS TAR SANDS (areias betuminosas)

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Sobre GÁSNATURALNÃO
Em preparação para 2014 Fractura Hidraulica, gás natural e petróleo… As corporações petroliferas continuam a prefurar, a investigar, a fazer lobbing, pressão politica e social com “pés de lã”, mas com pegadas sujas, disfarçadas, silenciosas. Gas natural? Não!!! O gás de xisto e outras fontes não convencionais de energia que se quer explorar em Portugal são a forma que a industria das energias encontrou e onde conseguiu encontrar técnicas que lhe permite continuar com a sua fonte de rendimentos. Informar para parar estes estes rendimentos e o avanço da industria das energias fósseis é o objetivo deste blog. Parar porquê? O comércio das energias tecnológicas sempre resultou em exploração, destruição, poluição, desumanização, e esta nova fonte de energia e rendimento para a industria petrolífera vem reforçar esses resultados. Como parar? Depende da força, cultura e vontade popular. Nenhum partido político, nenhum grupo verde, nenhuma força paramilitar, nenhum tribunal vai parar o investimento nestas novas fontes de energia, só o povo o pode fazer, poque só ele realmente o vai desejar, e nada têm a perder se a extração de gás de xisto ou outro tipo de gás e petróleo for anulada. Só a industria, a paz democrática a Organização Mundial de Comércio e as corporações ficarão a perder. Olhando ao mundo que nos rodeia podemos observar o que se passa nos países e localidades onde o fracking já se utiliza, podemos ver os impactos na região e na população. O gás natural e outras fontes de energia são a razão de muitas das guerras a que assistimos no passado e que assistimos hoje, como na Crimeia, Iraque, são uma das razões pelas quais na América do Sul, o “socialismo” é pintado de petróleo negro, ´são a razão porque a China, um dos maiores poluidores do mundo vai continuar a aumentar a sua pegada ecológica ( como todos os outros países), e uma das razões pela qual a Rússia, EUA e a Europa podem entrar em conflito , ou unirem-se em nome do progresso contra os direitos humanos, dos animais e defesa da natureza. Este ano Portugal como membro da União europeia vai entrar no acordo CETA ( Entre o Canadá e Portugal) para livre comércio e também vai ser iniciado o acordo de Comércio Transatlântico entre EUA e CEE, que com as lais de comércio livre vai permitir a entrada de produtos e leis antes proibidos ou inexistentes na Comunidade Europeia, como por exemplo organismos geneticamente modificados e outros produtos alimentícios ou as Tar Sands. Apontar que para a industria petrolífera tudo isto é importante para as suas receitas, pesticidas, herbicidas, e combustível para apoiar os trangénicos, agricultura intensiva, exportações, maquinaria agrícola, plásticos para embalagens e medicamentos para curar as doenças que vão provocar, aumentar e criar. Wikipédia: “ Fontes energéticas são recursos da natureza dos quais se pode obter energia.” Em nome do bem comum, do progresso e da civilização muitas têm sido as fontes de energia que o “ homem” utilizado, nenhuma delas foi sustentável, igualitária e principalmente amiga do ambiente. Podemos começar com a utilização dos animais para trasporte e agricultura, onde os resultados estão á vista, domesticação intensiva, destruição dos solos, depêndencia total do homem em relação ao trabalho da terra, que nos leva á segunda maior fonte de energia jamais utilizada pelo “homem” a escravatura humana, sem dúvida a mais cruel a nível de impacto na sociedade humana,das fontes de energia. Foi da escravatura que saíram as primeiras fontes de energia fóssil como o carvão e o petróleo, o cacau e café, fontes de energia para uns, fonte de doenças, exploração, crueldade para outros. São as corporações petrolíferas que permitem as guerras contínuas que assistimos hoje, são as corporações petrolíferas que controlam o mercado das “energias renováveis”, são as corporações de petróleo que manipulam democracias e ditaduras para seu próprio benefício e é a industria petrolífera que ameaça o caminho sustentável e livre de produtos nocivos que a CEE promete aos seus cidadãos. O tratado de Quioto já se foi, como o acordo feito com as comunidades indígenas de vários países pelo mundo. Os segredos das corporações vão sendo desvendados, o seu modo de operandis reflete-se no meio onde opera… e em Portugal não vamos fugir á regra, os problemas sociais, ambientais, individuais, econômicos e políticos serão aumentados. A união é importante entre indivíduos, grupos, clãs e nações. As corporações confrontam-se constantemente, mas em nome da defesa dos seus interesses comuns fazem alianças para eliminar qualquer movimento popular de resistência. È a essa união que se dá o nome de Globalização. Não podemos ficar á espera que as coisas se resolvam por si, temos de nos informar, resistir e actuar. È necessário derrubar barreiras pessoais, um tipo de revolução interior, para se conseguir libertar da dependencia que como cidadão temos das energias fósseis e mesmos das chamadas sustentáveis, amigas do ambiente, etc.. Uma pergunta deve ser feita: Qual a real necessidade de Tanta energia? Em resposta á afirmação de Warren Buffet e outros capitalistas, vamos globalizar a reação, e como povo mundial eliminar as diferenças entre povos criadas entre pelo patrão e pelo capital e reagir. Aqui partilhamos informação sobre a exploração em Portugal e no mundo, alguma dúvida, é só perguntar. P.S. Nunca confies 100% no que te dizem, procura a tua verdade e age em consciência! Informa-te, liberta-te e nunca dês de ti, sem pensar em ti. Vamo-nos libertar da roda eterna da exploração...

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